Ilustres ordinários do Brasil

Jean Marcel Carvalho França · Capítulo 6 de 26

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Ilustres ordinários do Brasil

5 – A São Paulo dos celerados

Antes que o historiador dos bandeirantes, Pedro Taques de Almeida Paes Leme (1714-1777), notabilizasse os seus bravos e nobres ascendentes na conhecida Nobiliarquia paulistana histórica e genealógica (escrita entre 1742 e 1763), ou que seu contemporâneo, primo e amigo frei Gaspar de Madre Deus (1715-1800) registrasse nas suas Memórias para a história da capitania de São Vicente (1797) as grandiosas aventuras dos moradores de Piratininga, ou antes, ainda, que o poeta Cláudio Manuel da Costa (1727-1787) cantasse, no seu poema épico Vila Rica (escrito em 1765), a glória dos seus antepassados paulistas, a cidade de São Paulo e seus habitantes gozavam já de uma reputação singular na Europa. É isso ao menos o que se depreende da leitura de algumas narrativas de visitantes europeus que passaram pela América portuguesa entre os séculos XVII e XVIII.

É verdade que tais visitantes, pelo que se sabe, nunca viram a cidade com os olhos da própria cara. Os tempos não eram lá muito convidativos para viagens pelo interior da colônia, sobretudo para os não portugueses. Nunca é demais lembrar que aos tripulantes dos navios estrangeiros ancorados nas cidades costeiras do Brasil não era permitido mais do que rápidas visitas à terra – no período diurno e acompanhadas por um soldado local – e, em raros casos, breves passeios pelas redondezas da urbe. Longe estávamos, ainda, da liberdade desfrutada por um John Luccock ou por um Saint-Hilaire, visitantes do período posterior à conhecida abertura dos portos (1808), isto é, a abertura do Brasil ao mundo não lusitano. Impensável, pois, para um estrangeiro ancorado numa cidade da costa brasileira deslocar-se à inacessível São Paulo, cidade situada a léguas do mar, numa região inóspita.

As notas breves sobre a urbe e seus moradores que encontramos em uma ou outra narrativa de viagem são, pois, exclusivamente produtos do ouvir dizer. Tal restrição, se, por um lado, traz o inconveniente de privar-nos das sempre curiosas descrições in loco, por outro, permite-nos ter acesso não somente ao que o europeu deixou registrado sobre os paulistas, mas também ao que a população costeira local, de quem os visitantes recolhiam as suas informações, pensava daqueles colonos metidos para além da Serra do Mar.

Excetuando uma ou outra informação contida nas cartas dos membros da Companhia de Jesus, publicadas nas coletâneas de missivas que circularam pela Europa a partir da metade do século XVI – obras como Lettres du Jappon, Peru et Brasil envoyées au R. P. General de la Société de Jesus (1578) ou Histoire de ce qui s’est passé en Ethiopie, Malabar, Brésil, et les Indes Orientales. Tirée des lettres ecrites és années 1620, jusques à 1624 (1626) –, talvez o primeiro registro consistente dos boatos que circulavam pela costa acerca do que seria a cidade de São Paulo e de como viveriam os paulistas tenha sido deixado por Michael Angelo de Gualtini e Dionigi de Carli, dois capuchinhos italianos que, em 1666, a caminho do Congo, passaram por Recife quando os portugueses acabavam de expulsar os holandeses da cidade. Gualtini e Carli publicaram, em 1672, uma relação de sua tumultuada viagem e de suas atividades missionárias no reino do Congo, intitulada Il Moro transportato nell’inclita cittá di Venetia, o vero curioso recconto de costumi, riti e religione de popoli dell’Africa, America, Asia & Europa – obra que teve pelo menos cinco edições entre 1672 e 1687. Eis a breve notícia que os capuchinhos conseguiram recolher em Pernambuco sobre a ainda pouco conhecida São Paulo: “A cidade de São Paulo e seu distrito, localizados na região mais recôndita do Brasil, é o que se pode verdadeiramente denominar de país da Cocanha. Todo estrangeiro que por lá passa, por mais miserável que seja, é sempre bem recebido e logo arranja uma mulher a seu gosto. Isso desde que se sujeite a determinadas condições, a saber: cuidar somente de comer, beber e passear e, sobretudo, não se meter com nenhuma mulher exceto a sua. Ao menor indício de traição, a mulher não hesita em envenenar o seu parceiro. Contrariamente, se a relação lhe agrada, é extremamente amorosa, disputando com as outras para ver quem mais se excede em carinhos. A riqueza dos paulistas vem de um rio que atravessa o país, rio que é tão rico ao ponto de permitir que prestem auxílio a todo e qualquer miserável que busque socorro na região. Para tal, basta que retirem um pouco da areia deste rio e recolham o metal nela misturado. O ouro extraído dá com sobra para as necessidades e, ainda, para pagar o quinto ao rei. Contam-se muitas outras coisas curiosas e surpreendentes sobre São Paulo, porém, como não visitei o interior do Brasil, nas vizinhanças do Rio da Prata, não ousarei assegurar que são verdadeiras. Todavia, para aqueles que conhecem as maneiras contrárias ao bom senso e os costumes extravagantes deste país bárbaro, tais coisas não parecem inacreditáveis”.

Depois da obra dos imaginosos capuchinhos italianos, a boataria sobre São Paulo só voltaria às páginas da literatura de viagens pela pena de François Froger (1676-1715), um engenheiro francês que, em 1698, publicou uma pequena mas importante narrativa: Relation d’un voyage fait en 1695,1696 & 1697 aux Côtes d’Afrique, Détroit de Magellan, Brésil, Cayenne et Isles Antilles. Froger passou por duas cidades costeiras do Brasil entre 1696 e 1697, Rio de Janeiro e Salvador, onde ouviu o seguinte sobre os arredios moradores de Piratininga: “A cidade de São Paulo, localizada a dez léguas do litoral, foi formada a partir da união de salteadores de todas as nações, os quais, pouco a pouco, formaram uma espécie de república onde, por lei, não se reconhece um governador. Nessa república, circundada por altas montanhas, não se pode nem entrar nem sair senão por um pequeno desfiladeiro. Tal passagem é fortemente guardada, pois os paulistas além de temerem o ataque dos índios, com os quais estão constantemente em guerra, receiam que seus escravos fujam. Armados de arcos, flechas e espingardas, armas que manipulam com uma destreza inigualável, o povo da cidade costuma sair em grupos de 40 ou 50 indivíduos e atravessar todo o Brasil até o Rio da Prata ou mesmo até o Amazonas. Quatro ou cinco meses depois, quando retornam à cidade, esses grupos trazem consigo mais de 500 escravos, tocados como um rebanho bovino. Depois de domesticados, esses cativos são empregados no cultivo da terra ou na exploração do ouro. A propósito desse metal, os paulistas costumam encontrá-lo em tão grande quantidade que o rei de Portugal, a quem eles enviam o quinto, tira anualmente de 800 a 900 marcos. Eles pagam esse imposto não por medo, já que são mais poderosos que o rei, mas sim em razão de um costume herdado de seus pais, que, não estando ainda bem estabelecidos nos seus domínios, para se furtarem à dominação dos governadores, alegaram cuidar melhor do que esses dos interesses reais. Segundo dizem os habitantes locais, eles não são súditos do rei, mas sim tributários; situação que lhes permite livrarem-se desse jugo quando a ocasião for propícia”.

Pouco tempo depois de Froger, um espanhol de nome Francisco Coreal (Correal) publicou um livro em Amsterdã intitulado Voyages de Jean François Coreal aux Indes Occidentales (1722). Conta o aventureiro que teria nascido em Cartagena, no ano de 1648, e que desde muito cedo se viu arrebatado pelo desejo de viajar. Assim, aos 18 anos, deixou a sua terra natal e veio para o continente americano, onde, excetuando um pequeno interregno, permaneceu por 31 anos (1666-1697). Entre 1666 e 1683, Coreal percorreu a Flórida, o México, as Antilhas, a América Central e a Nova Granada. Em 1684, o aventureiro voltou à Espanha, recebeu uma pequena herança paterna e dirigiu-se para Lisboa. Nesta cidade, embarcou na frota do Brasil, alcançando a Baía de Todos os Santos em 31 de outubro de 1685. Três meses permaneceu o espanhol na cidade, partindo, em seguida, para Santos e depois para São Paulo de Piratininga.

A crer-se na sua narrativa, Coreal teria sido o primeiro europeu a visitar a cidade e a deixar registrado as impressões de tal visita. Todavia, pairam muitas dúvidas sobre a autenticidade do seu relato, que mais parece ser uma compilação de várias notícias sobre o Brasil que circulavam pela Europa, notícias recolhidas por um hábil editor holandês atento ao enorme apetite do público da época por narrativas do gênero. Malgrado tais dúvidas, no entanto, o fato é que a obra traz, em se tratando de literatura de viagens do período anterior a 1808, a mais extensa e detalhada descrição de São Paulo de que se tem conhecimento. Para mais, a narrativa do espanhol teve seis edições num curto espaço de tempo (1722-1738), contribuindo, assim, significativamente para alimentar uma certa imagem dos paulistas que começava a ganhar corpo no Velho Mundo. Acompanhemos o que diz o suposto aventureiro espanhol: “A cidade de São Paulo, situada no interior da capitania de São Vicente, é governada de uma maneira tão singular, que não posso deixar de referir. A urbe, distante mais de 12 léguas do mar e situada no meio de montanhas de difícil acesso – cobertas pela extensa e cerrada floresta de Paranapiacaba –, é uma espécie de república originariamente composta por toda casta de gente sem fé nem lei, obrigada pela necessidade de conservação a adotar uma certa forma de governo. Há no lugar padres e monges portugueses e espanhóis foragidos, crioulos, mestiços, caboclos (filhos de índios com negros) e mulatos. A princípio, a cidade não contava com mais do que 100 fogos e era habitada por umas 300 ou 400 almas, aí incluídos os escravos e os índios domesticados. Nos últimos 15 ou 20 anos, esse número multiplicou-se por dez e os habitantes se dizem agora livres e não sujeitos à autoridade portuguesa. Eles limitam-se a pagar, anualmente, à coroa, como tributo, o quinto do ouro que extraem de suas terras – esse tributo atinge a cifra de 800 marcos. Foi a tirania dos governadores do Brasil que deu origem a esta pequena república, uma república tão ciosa de sua independência que não permite a entrada de nenhum forasteiro em seus domínios, e sua gente, ao pagar o referido tributo, tem o cuidado de frisar que não o faz nem por submissão ao rei de Portugal, nem por medo e nem tampouco por obrigação. Dizem que a região é muito rica em ouro e prata e que os paulistas estão longe de pagar o quinto de tudo o que encontram. Isso, provavelmente, é verdade. Todavia, como obrigar essa gente, que não só vive no meio de montanhas inacessíveis como ainda instala constantemente novas defesas naqueles lugares em que crê que a natureza é falha, a pagar tributo com lisura? Os paulistas andam sempre em grupos de 60 e 80 homens, armados de flechas e espingardas – cujo uso conservaram. Não se sabe como fazem para obtê-las, mas o certo é que as possuem. Como têm a fama de roubar os viajantes e de acolher em seus domínios muitos escravos fugidos, é possível que as consigam por esses meios. Comenta-se que entre eles há aventureiros de todas as nações da Europa e muitos antigos flibusteiros. Comenta-se, igualmente, que fazem excursões de 400 a 500 léguas pelo interior do Brasil, atravessando o país do Rio da Prata ao Amazonas. Os jesuítas do Paraguai têm feito o possível para entrar nas terras dos paulistas e nelas se fixar. Isso, contudo, até agora não foi conseguido, pois estes desconfiam muito daqueles e não são suficientemente religiosos para admitirem em seu meio nem mesmo padres respeitados em todas as partes do mundo. Quando algum forasteiro quer ingressar na república paulista, ele é sujeito, antes de ser admitido, a uma espécie de quarentena. E isso não porque tenham a intenção de purgar o visitante do ar ruim do Brasil, mas sim porque querem avaliar as suas aptidões e verificar se ele não é um traidor ou espião. Depois de prolongada vigilância, o forasteiro é enviado ao sertão, tendo de fazer longas e penosas jornadas em busca de escravos índios. Tais escravos são empregados nas minas e no cultivo da terra. O noviço que vacila durante a prova ou tenta desertar é morto sem misericórdia. Quem se junta aos paulistas o faz por toda a vida, pois é com muita dificuldade que permitem a alguém deixar os seus domínios”.

Mais modestas mas igualmente interessantes são as breves observações sobre a cidade legadas pelo bretão Guillaume François Parscau (1684-?), ou melhor, De Parscau du Plessix, um guarda-marinha, de 27 anos, que participou da invasão, tomada e saque da cidade do Rio de Janeiro, em 1711, sob as ordens do renomado René Duguay-Trouin. Du Plessix deixou um detalhado registro da aventura carioca, intitulado Journal historique ou relation de ce qui s’est passé de plus mémorable dans la campagne de Rio de Janeiro par l’escadre du Roi commandés par M. Duguay-Trouinen 1711. A história da cidade de São Paulo, contudo, parece ter despertado especial curiosidade do guarda-marinha, pois, mesmo em plena campanha militar, ele encontrou tempo para apurar junto aos inimigos as seguintes informações sobre os paulistas – então em guerra contra os emboabas na região das Minas: “Os portugueses testemunharam-nos a sua inquietação com os acontecimentos que teriam lugar nas minas durante a ausência do senhor Albuquerque e suas tropas, pois estavam em guerra com os paulistas. Esses poderiam muito bem aproveitar a oportunidade para pilhar as instalações das minas, uma vez que não tinha ficado grande força para guardá-las. É preciso saber que esses paulistas são um amontoado ou mistura de todos os povos e raças, mistura em que predomina a raça portuguesa, e que são mais ou menos como os flibusteiros. Há muito tempo, eles estabeleceram-se em uma zona do território próximo das minas, onde têm uma bela cidade chamada São Paulo, da qual tiram o nome com o qual se designam. Sempre reconheceram o rei de Portugal como seu soberano, todavia, quando o monarca quis dar-lhes um governador, opuseram-se e expulsaram o representante de Sua Majestade, constituindo uma pequena república que tem como lei fundamental nunca receber comandante da parte do rei, mas pagar-lhe, não obstante, o quinto do ouro que extraem das minas – e, pelo que se diz, são muito corretos nisso. Esse espírito de independência os tem muitas vezes conduzido à guerra. E eles a têm feito, sem, no entanto, alcançarem a liberdade almejada ou serem totalmente subjugados. Os paulistas não estão afastados do mar, o porto de Santos, no sul da costa, que passa por ser muito bom e seguro, é o seu escoadouro”.

Um último exemplo da referida reputação da cidade de São Paulo na Europa dos séculos XVII e XVIII – além dos fragmentos citados, restam somente mais três comentários muito sucintos sobre a cidade, legados por William Dampier (1696), George Anson (1740) e Louis Antoine Bougainville (1767) – vem da pena não de um aventureiro ou de um navegador, mas de um renomado iluminista, o abade Guillaume Thomas François Raynal (1713-1796), autor do célebre (34 edições em menos de 20 anos) Histoire philosophique et politique des établissemans et du commerce des Européens das les deux Indes (1770). A obra, uma abrangente análise do sistema colonial europeu segundo a perspectiva do pensamento ilustrado, dedica ao Brasil o livro nono. Aí Raynal analisa uma a uma as províncias da América portuguesa, províncias que, bem entendido, o abade jamais visitara, mas que conhecia sobretudo graças à leitura das muitas narrativas de viagem que eram então publicadas na Europa. Acerca de São Paulo, a obra de síntese do abade informa aos seus leitores o que se segue: “É a 13 léguas do oceano que está a cidade de São Paulo, num clima delicioso e no meio de um campo igualmente favorável às produções dos dois hemisférios. Ela foi construída por volta de 1570, pelos malfeitores com os quais Portugal havia infestado as costas do Novo Mundo. Desde que esses celerados perceberam que queriam submetê-los a alguma ordem, abandonaram as margens nas quais o ocaso os havia lançado, e refugiaram-se num lugar afastado, onde as leis não podiam atingi-los. Uma situação em que um pequeno número de homens poderia defender-se de mais tropas do que se poderia usar contra eles deu-lhes a ousadia de não quererem outros senhores senão eles próprios, e o sucesso coroou sua ambição. Outros bandidos e as gerações oriundas de suas ligações com as mulheres da região os recrutaram e aumentaram o seu número. A entrada era, pode-se dizer, severamente fechada a todo viajante na nova república. Para ser nela recebido, era preciso apresentar-se com o projeto de se estabelecer. Os candidatos eram submetidos a duras provas: os que não aguentavam essa espécie de noviciado ou gerassem suspeitas de perfídia eram massacrados sem misericórdia; essa era também a sorte dos que pareciam querer se retirar. Tudo convidava os paulistas a viver na ociosidade, no repouso e na preguiça. Certa inquietude, natural a bandidos corajosos; a vontade de dominar, que segue de perto a independência; os progressos da liberdade, que levam ao desejo de um nome. Talvez todos esses motivos reunidos deram-lhes outras inclinações.Vimo-los percorrerem o interior do Brasil de uma extremidade à outra. Os índios que lhes resistiam eram mortos, os grilhões tornavam-se o quinto dos fracos, e muitos escondiam-se em cavernas e nas florestas para evitarem o túmulo ou a servidão. Quem poderia contar as devastações, as crueldades, os crimes dos quais eram culpados esses homens atrozes? No entanto, em meio a tantos horrores, formavam-se alguns povoados que devem ser vistos como o berço de todas as colônias que Portugal tem hoje no interior das terras”.

Espírito de independência em relação a Portugal, mestiçagem, caráter aventureiro e desbravador, sociedade sem lei nem rei, sentimento de clã, isolamento dos demais colonos e invenção de um novo modus vivendi. Eis as características dos paulistas que, quase de um modo mecânico, se repetem nas narrativas de viagem dos séculos XVII e XVIII que mencionam a cidade e seus estranhos moradores. Homens violentos, ignorantes e cruéis, sem dúvida, como sugere o abade Raynal, mas dignos de respeito, pois eram impetuosos e responsáveis pelo imenso alargamento do império português nos trópicos. Em linhas gerais, os ingredientes do mito bandeirante encontravam-se já aí elaborados, ainda que em estado bruto. Faltava quem expurgasse ou tornasse palatáveis alguns componentes menos nobres – como a ignorância e a crueldade em relação ao índio – e envolvesse os demais (o espírito de independência, a mistura de raças, o caráter desbravador e sobretudo um suposto sentimento de diferenciação em relação ao colonizador português, ao emboaba) com o manto heroico da fundação da nacionalidade, tal como, mais tarde, vieram a fazer, cada um a seu modo e por razões variadas, Capistrano de Abreu, Alcântara Machado e o grande construtor da memória paulista: Afonso d’Escragnolle Taunay.