Meu Emprego Sumiu!: O mercado de trabalho está mudando e o seu emprego pode desaparecer

A inteligência artificial em ação

A inteligência artificial está por todos os lugares, no carro

autônomo, no sistema de atendimento dos hospitais, na rede

social, no seu celular, no antivírus, no buscador de internet…

 

Praticamente toda a sua interação com sistemas, aplicativos de celular e redes sociais passam hoje por algum tipo de uso de inteligência artificial.

A recomendação de filmes e séries que o Netflix faz, a assistente Siri da Apple, o famoso “Hey Google”, a recomendação de uma nova rota para fugir do trânsito feito pelo Waze e até funções corporativas mais sofisticadas como o auxílio no diagnóstico de um câncer ou pesquisa de jurisprudência para um determinado processo, facilitando assim a vida de médicos e advogados.

Sim, a Inteligência artificial está intimamente ligada ao futuro dos empregos onde muitas atividades serão substituídas pelo uso desta tecnologia.

Atendentes de call centers já estão sendo trocados por rôbos de IA (comumente chamados de chatbots). Advogados estão sendo substituídos por máquinas que podem pesquisar uma imensidão de dados, processos e julgamentos realizados para criar a melhor defesa.

Médicos podem ser substituídos por robôs capacitados com inteligência artificial que poderão diagnosticar de uma forma mais assertiva utilizando uma infinidade de informações disponíveis.

Carros poderão ser dirigidos por máquinas de IA, e assim uma infinidade de outros empregos serão ameaçados pelo uso massivo desta tecnologia.

O futuro da IA aponta e urge para uma tecnologia cada vez mais transparente, eticamente construída e que faz parte de tarefas do dia a dia, no trabalho ou na nossa vida pessoal, aumentando nossas capacidades cognitivas.

A inteligência artificial pode tornar o ser humano mais produtivo, liberando profissionais de determinadas tarefas mecânicas e repetitivas para que possam usar o máximo de sua capacidade para criar e inovar em outros setores.

Uma mudança no mercado de trabalho foi iniciada e certamente isso irá ceifar muitas vagas no futuro.

Comparações à primeira revolução industrial são ingênuas frente às novas circunstâncias: enquanto naquela época a automação era uma forma de aumentar a capacidade produtiva dos trabalhadores, agora estamos falando da substituição da mão de obra humana e de um menor potencial na criação de novos empregos.

Isso se deve ao fato de que, ao contrário de equipamentos físicos, estamos falando de software, e um único desenvolvedor pode criar cópias ilimitadas de um sistema sem precisar de aumento de mão de obra.

É a mesma tendência que observamos em outros setores que foram digitalizados durante a última revolução industrial – um exemplo é o caso da Blockbuster, que em seu auge chegou a valer 5 bilhões de dólares, com 9 mil lojas e 60 mil funcionários por todo o mundo.

Sua sucessora digital, a Netflix, recentemente ultrapassou 100 bilhões de dólares com pouco mais de 5 mil funcionários.

Ainda me lembro de como era divertido passar em uma loja da blockbuster em uma sexta-feira voltando do trabalho para escolher alguns filmes para assistir no final de semana. Eu sempre visitava a mesma loja, afinal eu conhecia o André, um atendente de aproximadamente 20 e poucos anos que sempre me indicava bons filmes pois já conhecia meu gosto.

Hoje o André foi substituído pelo algoritmo de inteligência artificial da Netflix, que não somente conhece meus gostos e sabe quais filmes e séries eu já assisti, como também, tem a capacidade cruzar minhas informações com clientes do mundo todo e encontrar outros perfis similares ao meu aperfeiçando assim as sugestões a serem apresentadas.

 

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