Meu Emprego Sumiu!: O mercado de trabalho está mudando e o seu emprego pode desaparecer

O profissional do futuro

Se você também se assusta com as possibilidades futuras, a

boa notícia é que apesar de tudo isto já ser uma realidade, as

principais características para se dar bem como um

profissional do futuro são humanas e não tecnológicas.

 

Por isso, não há como se manter competitivo sem se preparar. É preciso ser proativo e investir nas competências e habilidades necessárias para dar conta do recado.

A graduação é um ponto de partida, mas passa longe da linha de chegada.

O antigo roteiro pré-definido para a maioria das carreiras, onde escolhemos uma área de atuação, fazemos faculdade, estágio, entramos em uma empresa e crescemos até ocupar o cargo mais alto da hierarquia, está ultrapassado.

Ao mesmo tempo que o mercado de trabalho está passando por uma grande transformação e muitos cargos existentes hoje serão extintos, a busca acirrada pelos profissionais preparados para esta nova era gera uma imensidão de oportunidades.

A partir de agora, profissionais de todas as áreas terão a missão de manter suas habilidades atualizadas e aprimoradas. É importantíssimo que empregadores incentivem a educação contínua e o aprendizado proativo desde agora para não correrem o risco de perder a geração atual.

Neste cenário, a formação não será o único diferencial. Segundo estudo do Fórum Econômico Mundial, 65% das profissões do futuro ainda não foram inventadas. Portanto, não temos que nos preocupar em saber quais serão as graduações mais importantes, mas sim, quais habilidades serão exigidas.

Entenda que, apesar de digital, a transformação é humana!

O mercado aponta 5 principais habilidades humanas que diferenciam o profissional do futuro:

 

1 – Adaptabilidade

Em um cenário onde a tecnologia se transforma diariamente, é cada vez mais necessário ser um profissional que saiba se adaptar.

Isso significa que, por vezes, você precisará aprender algo novo ou adicionar atividades novas em sua rotina e assumir responsabilidades que talvez não estivessem originalmente no seu escopo de trabalho.

Ser adaptável significa ser flexível quando as coisas mudam. Alguém adaptável é aquele que está aberto a novas ideias e conceitos, aquele que é capaz de gerir várias atribuições e tarefas, estabelecer prioridades, e se adaptar às mudanças nas condições e/ou atribuições de trabalho.

A flexibilidade é extremamente importante para a negociação e comunicação. A capacidade de reconhecer outro ponto de vista, e talvez modificar a própria conformidade, é essencial para o trabalho eficaz em equipe.

Grande parte das pessoas tem dificuldade em desenvolver a adaptabilidade pois isso significa deixar valores e princípios para trás. Quem apresenta essa habilidade compreende que o mundo está em constante transformação e, por isso, mantém-se preparado e bem capacitado para quando tiver que lidar com novos métodos de trabalho ou exigências profissionais.

Dessa forma, os profissionais mais flexíveis e proativos são aqueles que criticam menos as consequências de determinada modificação e sabem se colocar em possíveis situações futuras serão capazes de elaborar soluções prévias. Eles estão frequentemente atualizados sobre as tendências do momento para propor ideias inovadoras e reconhecem quando precisam aprimorar algum conhecimento para dar o melhor de si em um novo cenário.

A adaptabilidade também se revela na prática dos relacionamentos interpessoais. Pessoas mais flexíveis sabem considerar a opinião dos seus colegas de trabalho sem desvalorizar as suas próprias ideias.

Essa habilidade permite que elas fiquem abertas a aprender com os outros e a identificar mais rapidamente as capacidades que precisam aprimorar para desempenhar as suas tarefas adequadamente.

2 – Capacidade Analítica

Atualmente é produzida uma quantidade absurda de dados. Desde interações digitais em redes sociais, até documentos internos nas empresas.

Tudo isso precisa ser traduzido em informações úteis para estratégias de negócio. Aprender a analisar números, gráficos e ter insights sobre estes materiais se tornará indispensável no futuro.

A capacidade analítica nada mais é do que uma forma de pensar, com o intuito de explicar situações e fatos por meio de sua decomposição em partes, mais simples e de fácil explicação.

Saber interpretar dados é um atributo essencial para qualquer profissional independentemente da sua área de atuação. Para isso, é preciso desenvolver sua capacidade analítica constantemente como se fosse um treino em uma academia. Afinal, ninguém se torna especialista da noite para o dia.

O pensamento analítico é um tipo de pensamento visual. Ele envolve uma abordagem que permite que você analise problemas complexos em componentes individuais e gerenciáveis. É sua capacidade de sintetizar informações, enxergar padrões e aplicar técnicas para determinar o que é importante e o que não é, além de discernir o que isso pode significar para a empresa e para sua própria trajetória profissional. Como tecnólogo, você tem a capacidade de levar isso adiante e criar soluções utilizando a tecnologia.

As habilidades básicas de análise de dados cada vez mais determinarão o sucesso em todos os tipos de trabalho.

3 - Habilidades comportamentais

Exercitar uma competência técnica é mais fácil do que exercitar uma competência comportamental. É possível adquirir essas competências fazendo um curso ou lendo um livro. Basta ser ensinado e aprimorado. Para uma empresa, treinar um colaborador tímido para usar seu sistema pode ser mais simples do que empregar o mesmo colaborador na área de vendas.

A geração mais jovem parece estar mais preocupada com a formação acadêmica e não dá muita atenção para as habilidades comportamentais. A maioria deles não está preparada para encarar o mercado de trabalho e,

por isso, é preciso que as gerações de profissionais se adaptem às novas exigências do mercado. Hoje, estas habilidades já são bastante exigidas por empresas e, quanto mais modernas e desenvolvidas as organizações forem se tornando, mais os profissionais precisarão dessas competências não-técnicas como:

A) Uma boa comunicação

A importância de uma boa comunicação vai além do ambiente de trabalho. Sempre que há interação entre uma ou mais pessoas, o esperado é que todas as partes envolvidas consigam entender com clareza a mensagem que está sendo transmitida. Caso contrário, ocorrerá o famoso “mal entendido” e as consequências de uma mensagem interpretada erroneamente podem ser diversas.

Trazendo esse cenário para a realidade corporativa, um gestor pode não se expressar de maneira clara e passar a ideia errada para a equipe de colaboradores. Ou até mesmo os colaboradores podem se comunicar equivocadamente entre si. Por isso, um profissional que saiba se expressar bem, de maneira clara e objetiva, terá vantagem competitiva no mercado por dominar essa soft skill. Não necessariamente ele precisa ter o dom da oratória, mas pelo menos o mínimo de habilidade para se comunicar bem com as outras pessoas.

B) Colaboração e trabalho em equipe

A colaboração é uma soft skill que envolve outra: a comunicação, que já falamos acima. As duas precisam estar juntas, pois a colaboração nada mais é do que duas ou mais pessoas trabalhando juntas para atingir um objetivo comum. É importante que os profissionais colaborem e trabalhem em equipe, pois cada um poderá contribuir naquilo que apresentar maior habilidade. Sendo assim, é como se um colaborador “completasse” o outro no trabalho a ser desenvolvido.

c) Relacionamento interpessoal

Numa empresa, há muitas áreas que conversam entre si. Contudo, para que haja uma coordenação entre essas áreas, os colaboradores de setores diferentes precisam se relacionar bem. O relacionamento interpessoal é fundamental, como por exemplo, entre os profissionais de marketing e vendas. Ambos devem estar “conectados” e saber como se relacionar para atingir bons resultados nas suas respectivas áreas, mas também, atingir um seus objetivos comuns.

d) Equilíbrio emocional

Na carreira de qualquer profissional, momentos mais intensos ocorrerão. Prazos curtos e muitos afazeres, clientes irritados, bronca do chefe, demissão, aquela promoção que não aconteceu… São várias as situações que acontecem e nem sempre estávamos esperando. O equilíbrio emocional é essencial para que essas situações não afetem o comportamento ou o rendimento no trabalho. Além do mais, a capacidade de trabalhar sob pressão vem conforme o aprimoramento do equilíbrio emocional.

4 – Capacidade de aprendizado contínuo

Essa talvez seja a habilidade mais importante para o profissional do futuro se manter competitivo e atuante.

Afinal, em um mundo com acesso rápido e global a quantidades enormes de informações, aquele que deter a capacidade de aprender e incorporar novas soluções rapidamente será aquele que se destacará no mercado.

Esqueça a ideia de que você já sabe o necessário para realizar seu trabalho. O mercado mudou e o tipo de profissional que as empresas procuram também!

Para ter sucesso em qualquer carreira será preciso abraçar a ideia de lifelong learning (uma vida de constante aprendizado) que, na prática, significa ser proativo, flexível e de interesses diversos quando o assunto é conhecimento e novas habilidades.

Assim, um profissional que deseja se especializar em análise de dados e Big Data, por exemplo, vai definir tudo o que é necessário aprender para se especializar. Porém, precisará se manter atento para encontrar soluções rápidas e eficientes quando uma nova necessidade ou oportunidade surgir no mercado.

Portanto, se manter estagnado e fechado para novas possibilidades será um grande erro dos profissionais do futuro.

Empresas que já incorporam sistemas de treinamento e aprendizado contínuo em seus processos estão atraindo os melhores profissionais do mercando e formando em conjunto um novo perfil profissional, aquele em que o profissional é o responsável por sua carreira e aprendizado e a empresa que disponibiliza as melhores ferramentas e experiências de aprendizado são mais procuradas e beneficiadas!

5 – Criatividade para inovar de forma disruptiva

A criatividade é uma das habilidades mais procuradas pelas empresas já na atualidade, sendo cada vez mais valorizado o profissional que é capaz de pensar e inovar como pensa um designer, criando e sugerindo soluções diferentes para os novos desafios que surgem no mundo.

A grande diferença para o profissional do futuro é que ser criativo pode não bastar. Será preciso pensar com criatividade para realizar mudanças de real impacto na vida das pessoas. É levar para a carreira a habilidade de revolucionar mercados.

Quem é criativo consegue formular teorias, inventar produtos, produzir conteúdos engajadores, encontrar soluções diferenciadas e elaborar ações que cativam o público. Ou seja, é fundamental para garantir o sucesso de sua carreira profissional. Criatividade não é um dom, é possível aprender e desenvolver sua criatividade. Uma das metodologias mais aplicadas para esse tipo de desenvolvimento chama-se “Design Thinking”.

Muito aplicada atualmente para resolução de problemas e criação de novos produtos, o método design thinking tem revolucionado a forma de trabalhar e encontrar soluções inovadoras para diversos problemas.

Um dos grandes desafios enfrentados pelos profissionais em suas carreiras nos dias de hoje é suportar a pressão por resultados cada vez mais imediatos (e dotados de nível máximo de eficiência), exigências que têm feito com que se opte sempre pelo caminho mais seguro e de menos riscos. É a velha história de ganhar o jogo por 1 X 0 ao invés de se arriscar a jogar bonito e acabar derrotado.

O conceito veio para revolucionar a maneira de encontrar soluções inovadoras para os problemas, soluções criativas focadas nas necessidades reais do mercado e não em pressuposições estatísticas.

A primeira informação que deve ficar clara é que não se trata de uma metodologia, e sim, de uma abordagem. Isso porque, quando pensamos em método, criamos a expectativa de ter em mãos uma fórmula matemática que se aplique indistintamente em qualquer situação, e definitivamente, este não é o caso.

O processo consiste em tentar mapear e mesclar a experiência cultural, a visão de mundo e os processos inseridos na vida dos indivíduos no intuito de obter uma visão mais completa na solução de problemas e, dessa forma, melhor identificar as barreiras e gerar alternativas viáveis para transpô-las. Não parte de premissas matemáticas, mas do levantamento das reais necessidades de seu consumidor. Trata-se de uma abordagem humana e que pode ser usada em qualquer área.

A razão da sua existência é a satisfação do cliente, que só poderá ser alcançada quando conhecermos em profundidade as suas necessidades, desejos e percepções de mundo.

 

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