Meu Emprego Sumiu!: O mercado de trabalho está mudando e o seu emprego pode desaparecer
Meu emprego sumiu, meu trabalho não!
A maioria das pessoas associam as palavras trabalho e
emprego como se fossem a mesma coisa, mas não são!
Apesar de estarem intimamente ligadas, essas palavras possuem significados bem diferentes.
O trabalho é mais antigo que o emprego. O trabalho existe desde o momento em que o homem começou a transformar a natureza e o ambiente ao seu redor, produzindo seus utensílios e suas próprias ferramentas.
O trabalho é algo inerente ao ser humano, está intimamente ligado ao nosso propósito de vida, todo esforço e conjunto de atividades produzidas pelo homem para um determinado fim é considerado trabalho.
O trabalho pode ser manual, mecânico, remunerado, voluntário, artístico, artesanal, etc…
Por outro lado, o emprego é algo recente na história da humanidade, surgindo à época da revolução industrial.
O emprego é a relação estável que existe entre quem organiza o trabalho e quem realiza o trabalho.
É uma espécie de contrato no qual o possuidor dos meios de produção (empregador) paga pelo trabalho de outros que estão dispostos a produzir em troca de uma remuneração e não são possuidores do meio de produção (empregado).
É por este motivo que este livro chama-se “Meu Emprego Sumiu!” e não “Meu Trabalho Sumiu!”.
O trabalho está relacionado à um esforço humano dotado de um propósito que sempre existiu e continuará existindo. O trabalho é tão antigo quanto o próprio ser humano!
No começo dos tempos, o trabalho era a luta constante pela sobrevivência.
Com o avanço da agricultura e seus instrumentos, o trabalho iniciou sua progressão.
Mais tarde, a revolução industrial veio afetar o valor e as formas de trabalho, bem como sua organização e até mesmo o aparecimento de políticas sociais.
A idéia de “emprego” veio da necessidade de organizar o trabalho, principalmente quando envolve muitas pessoas e muitos processos.
Nos tempos primitivos havia o trabalho escravo e o trabalho livre, o trabalho de artesãos e o trabalho de um rudimento de ciência, mas não havia o emprego, tal como nós o conhecemos atualmente.
Com a revolução industrial e o êxodo rural, a maior parte da população não tinham ferramentas para trabalhar como artesãos, restando às pessoas oferecer seu trabalho como moeda de troca, é nessa época que a noção de emprego toma sua forma.
Existem vantagens e desvantagens entre ser empregador e empregado.
O empregado presta seu trabalho dando em troca seu tempo e esforço físico.
Basicamente o empregado troca dinheiro pelo tempo de trabalho, seu risco é quase zero e recebe ao final do um período uma remuneração pelo tempo e esforço dedicado.
Para ganhar mais ele precisa trabalhar mais horas, portanto está limitado ao seu esforço físico e tempo dedicado para receber seu salário.
O empregador possui uma empresa ou em outras palavras um processo e ferramentas de meio de produção, ele busca pessoas (empregados) para trabalhar em sua empresa e lhe ajudar na produção.
O empregador não depende de seu esforço físico ou tempo para ganhar mais dinheiro, basta encontrar empregados dispostos a trabalhar em sua empresa em troca do salário oferecido.
Em contra partida todo o risco de produção, aquisição de matéria-prima, sem contar perdas na produção e até mesmo a oferta e demanda para venda dos bens produzidos são de responsabilidade do empregador.
As mudanças que estão ocorrendo graças à tecnologia e a revolução digital modificam as relações econômicas entre empresas e empregados.
Novas tecnologias estão permitindo criar novos modelos de produção e prestação de serviços que extrapolam a relação já conhecida entre empregado e empregador.
O fim do emprego é iminente!
OceanofPDF.com