Meu Emprego Sumiu!: O mercado de trabalho está mudando e o seu emprego pode desaparecer

O emprego e sua vida social.

Passamos em média dois terços de nossas vidas dedicados

ao nosso emprego.

 

A importância do emprego na sociedade se tornou vital para que um indivíduo pertença a uma classe social. Até mesmo os “sem emprego” possuem sua própria classe: a classe dos “desempregados”.

Quem nunca ouviu uma das frases abaixo?

- O que você vai ser quando crescer?

- Quero ver você arranjar um emprego sem estudar!

- Estude, arrume um emprego e seja alguém na vida!

De fato o emprego marca nossa passagem para a vida adulta. O indivíduo passa a ser “economicamente ativo” quando entra para o mercado de trabalho e começa a produzir e receber um salário por isso. Este grupo de pessoas são tão importantes que atualmente um país é medido pela quantidade de indivíduos economicamente ativos que ele possui, motivo pelo qual o país é impactado diretamente em sua economia e consequentemente nos níveis de investimentos de países e indústrias estrangeiras.

O emprego é o centro do atual “roteiro” de vida de “sucesso” estabelecido pela sociedade.

O ser humano, nasce, cresce, brinca, estuda, consegue um emprego, trabalha, aposenta e morre.

Passamos a maior parte de nossas vidas nos preparando, buscando e nos preocupando com o emprego.

Ter um emprego atualmente vai muito além de receber um salário pelo exercício laboral executado. Ter um emprego significa estar inserido na sociedade e ter uma classe social estabelecida.

Este talvez seja um dos maiores impactos da revolução digital.

Estamos entrando em uma era de abundância e produtividade muito alta, onde não será mais necessário trabalhar tanto e muitos empregos serão substituídos por máquinas inteligentes. Então, como ficará a vida social para estes indivíduos?

Nossa relação com o emprego vai mudar pois a cada dia que passa teremos menos empregos disponíveis e as pessoas passarão a dar menos importância a este status, criando uma nova classificação social.

Sim, em um primeiro momento um evento como este gera um grande conflito, pois menos empregos significa menos salários, menos indivíduos economicamente ativos e, consequentemente, uma vultosa recessão.

Mas vamos tirar este problema da frente por um momento e imaginar que devido ao grande aumento da implementação de novas tecnologias o emprego humano seja ajustado para uma menor quantidade de horas trabalhada e uma nova redistribuição de renda. 

Por um momento imagine comigo que passamos a trabalhar 2 dias por semana, e que isso seja financeiramente equivalente ao esforço atual de 5 dias semanais.

Passaremos a ter 5 dias de descanso para 2 dias trabalhados! Em um primeiro momento devido ao stress e ao esforço físico/mental já gastos por anos, você pode achar uma excelente ideia, mas com o passar do tempo este ócio vai ser grande e outras demandas surgirão como buscar um novo propósito de vida, trabalho não remunerado, engajamento em novos ciclos sociais como clubes, mentorias, grupos religiosos, viagens, etc.

A importância do emprego para a sociedade vai sumindo e outras funções terão mais prioridade. Em uma escala social parece algo muito fantasioso, mas repare como já encontramos um grande impacto na importância do emprego versus o propósito de vida.

Atualmente, muita gente pensa duas vezes antes de assumir um emprego com uma carga horária maior e, consequentemente um salário maior, tendo que passar mais tempo longe de sua família ou abrir mão de praticar uma hora de esporte diário, por exemplo.

Em um futuro próximo, a relação entre emprego e classe social vai mudar.

 

OceanofPDF.com