Musa Cérula
Capítulo IV
Nem o breu, nem o carvão,
Nem a noite sem estrellas,
Têm a densa escuridão
Das suas tranças tão bellas.
IV
A sua bocca, a sorrir,
Quando mostra os alvos dentes,
Lembra perolas d'Ophir
Entre dois rubís fundentes.
V
Das suas fallas suaves,
Ao som commovente e lêdo,
Cessam os cantos das aves
E as folhas ficam de quêdo.
VI
O seu meigo olhar luzente
Nem sei bem o que revela…
Lembra um lago azul, dormente,
O dulcissimo olhar d'ella.
VII
Da sua mão pequenina,
Disse o imperador chinez: