Musa Cérula

Augusto Gil · Capítulo 9 de 14

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Musa Cérula

Capítulo IV

Nem o breu, nem o carvão,

Nem a noite sem estrellas,

Têm a densa escuridão

Das suas tranças tão bellas.

 

IV

 

A sua bocca, a sorrir,

Quando mostra os alvos dentes,

Lembra perolas d'Ophir

Entre dois rubís fundentes.

 

V

 

Das suas fallas suaves,

Ao som commovente e lêdo,

Cessam os cantos das aves

E as folhas ficam de quêdo.

 

VI

 

O seu meigo olhar luzente

Nem sei bem o que revela…

Lembra um lago azul, dormente,

O dulcissimo olhar d'ella.

 

VII

 

Da sua mão pequenina,

Disse o imperador chinez: