O Infante Navegador: Poemeto

Alfredo Campos · Capítulo 2 de 13

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O Infante Navegador: Poemeto

O Infante Navegador

11-2-94.

 

João Penha.

 

O INFANTE NAVEGADOR

I

 

.... se a natureza lhe negára a Corôa, as virtudes lhe

deram justiça para a merecer.

CANDIDO LUSITANO—Vida do Infante D. Henrique.

 

1

Espirito sublime e alevantado,

Cheio de crenças, coração formoso,

Olhar d'águia, profundo e dilatado,

Fictando o sol ardente, corajoso,

Sondando o mar, que adora apaixonado,

E em que sonha o seu poema grandioso,

Deixou seu nome vinculado á Gloria,

Escripto em bronze, pela mão da Historia.

 

2

—Navegador!—Assim o baptisára

A fama das conquistas mais brilhantes;

Já, dominando o mar, na audacia rara,

Para o cortar de estradas rutilantes,

Já, implantando a Fé na gente ignára,

Em paragens ignotas e distantes,