O Infante Navegador: Poemeto
O Infante Navegador
11-2-94.
João Penha.
O INFANTE NAVEGADOR
I
.... se a natureza lhe negára a Corôa, as virtudes lhe
deram justiça para a merecer.
CANDIDO LUSITANO—Vida do Infante D. Henrique.
1
Espirito sublime e alevantado,
Cheio de crenças, coração formoso,
Olhar d'águia, profundo e dilatado,
Fictando o sol ardente, corajoso,
Sondando o mar, que adora apaixonado,
E em que sonha o seu poema grandioso,
Deixou seu nome vinculado á Gloria,
Escripto em bronze, pela mão da Historia.
2
—Navegador!—Assim o baptisára
A fama das conquistas mais brilhantes;
Já, dominando o mar, na audacia rara,
Para o cortar de estradas rutilantes,
Já, implantando a Fé na gente ignára,
Em paragens ignotas e distantes,