O Infante Navegador: Poemeto

Alfredo Campos · Capítulo 8 de 13

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O Infante Navegador: Poemeto

Capítulo 6

Que ao Infante traz mais um esplendor,

Novo florão engasta em seu diadema,

Nova estrophe nos cantos do seu poema!

 

6

Andavam cavalleiros, moços, pagens,

Entre si, disputando a primasia,

De derrotas incertas, de viagens,

Tidas por mais difficeis, dia a dia,

Buscando, cada qual, novas paragens,

Consoante as pintava a phantasia;

E foi assim, que, com fervor e fé,

Chegaram a Benim, Congo e Guiné!

 

7

Vencem os seus o Cabo das Tormentas,

Que foi, depois, Cabo da Boa Esperança,

Não sem luctas e luctas violentas,

Em que o trabalho mais renome alcança;

Não sem rudezas grandes e cruentas,

Dessas que a fama em seus laureis entrança,

E coube ao Duque de Vizeu a Gloria,

Dessa arrojada empreza meritoria.

 

8

Levanta em Sagres a grandiosa Escóla,

Onde a navegação acha elemento,

Para as expedições, que desenrola,

Em busca de qualquer descubrimento,

Quando uma frota sua o mar assola,

Ou uma nau se expõe ao mar e ao vento,