O Infante Navegador: Poemeto
Capítulo 6
Que ao Infante traz mais um esplendor,
Novo florão engasta em seu diadema,
Nova estrophe nos cantos do seu poema!
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Andavam cavalleiros, moços, pagens,
Entre si, disputando a primasia,
De derrotas incertas, de viagens,
Tidas por mais difficeis, dia a dia,
Buscando, cada qual, novas paragens,
Consoante as pintava a phantasia;
E foi assim, que, com fervor e fé,
Chegaram a Benim, Congo e Guiné!
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Vencem os seus o Cabo das Tormentas,
Que foi, depois, Cabo da Boa Esperança,
Não sem luctas e luctas violentas,
Em que o trabalho mais renome alcança;
Não sem rudezas grandes e cruentas,
Dessas que a fama em seus laureis entrança,
E coube ao Duque de Vizeu a Gloria,
Dessa arrojada empreza meritoria.
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Levanta em Sagres a grandiosa Escóla,
Onde a navegação acha elemento,
Para as expedições, que desenrola,
Em busca de qualquer descubrimento,
Quando uma frota sua o mar assola,
Ou uma nau se expõe ao mar e ao vento,