
O Tom Ausente de Azul
Edgar Logan, tradutor francês, chega a Edimburgo no último dia de agosto para passar seis meses com os manuscritos de David Hume na Biblioteca Nacional da Escócia, encomenda de uma editora de Paris. Mora numa antiga cocheira perto da Calton Hill, trocada com Martin Blandford, que vai à Sorbonne escrever sobre Sartre. Na mesma noite, numa palestra na David Hume Tower, conhece Harry Sanderson, professor de filosofia que, coagido pelo chefe do departamento, acabou de escrever um livro sobre felicidade. Vem o jantar em casa dos Sanderson, os quadros de Carrie nas paredes, o marido zombando da comida vegetariana da mulher. Pouco mais de um mês depois, no carro a caminho da pesca, Sanderson diz que descobriu o caso da esposa. Em 1980, ainda estudante, Edgar seguiu o caixão de Sartre até Montparnasse e, no dia seguinte, interrompeu uma aula de lógica gritando que não existe verdade.
