O Triângulo das Bermudas
O Pagode Negro em Konarac na índia,…
Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.
Na baía de Pisco, no Peru, existe uma alta muralha de pedras na qual está gravado um enorme tridente ou um candelabro, de acordo com a interpretação do observador, o qual, ao contrário das Linhas de Nasça (tem mais de 270 metros de comprimento), era facilmente visto do mar pelos espanhóis invasores, que a interpretaram como um sinal da Santíssima Trindade para encorajá-los a conquistar e converter os pagãos. Fosse qual fosse a sua finalidade, ela é mais notada do ar do que do mar e o dente central do tridente aponta diretamente para o Vale de Nasça, como se fosse um indicador de direção para os supostos" campos de pouso", talvez as próprias bases para os aviões tão estranhos representados naqueles modelos de ouro. Outras linhas geométricas e figuras enormes, aparentemente desenhadas para serem vistas dos ares, existem em vários locais das Américas tais como as imensas figuras de humanóides no deserto de Tarapacá, no Chile, o labirinto dos Navajos na Califórnia, os montes do Elefante e da Serpente no Wisconsin, assim como em outras partes diferentes do mundo, algumas sem nenhuma tradição arqueológica. O grande depósito da arqueologia, o Egito faraônico, revelou recentemente algumas indicações surpreendentes de princípios de máquinas de voar mais-pesadas-do-que-o-ar na antigüidade. Ao contrário dos aviões de ouro da Colômbia, estes são feitos de madeira, encontrados em tumbas onde foram preservados por milhares de anos do apodrecimento pelo clima seco do Egito. Parecem ser modelos de planadores e se encontram em coleções de museus onde, em princípio, foram tomados como modelos de pássaros, descobertos nos túmulos antigos. Um modelo de madeira que está atualmente no Museu Egíp-cio de Antigüidades, identificado e estudado em 1969 pelo Dr. Khalil Messiha, longe de ser um pássaro, possui as mesmas características das aeronaves monoplanas dos dias de hoje. O leme ou cauda é vertical e o corpo tem uma seção em aerofólio. Ao comentar os ângulos em diedros existentes de cada lado, o irmão do Dr. Messiha, Sr. G. Messiha, um engenheiro de vôo, observou:
"Os ângulos diedros negativos preenchem as mesmas exigências que os positivos; um corte mostra que a superfície da asa faz parte de uma elipse que fornece a estabilidade de vôo; e as formas dos aerofólios no corpo diminuem a resistência ao avanço, um fato que só
foi descoberto depois de muitos anos de trabalhos experimentais em aeronáutica."
O planador, depois de milhares de anos, ainda pode voar e, quando atirado com a mão voa admiravelmente, demonstrando o conhecimento de aerodinâmica por parte de seus antigos criadores. Depois que o Dr. Messiha percebeu que a envergadura das asas de alguns modelos de pássaros eram quase idênticos à envergadura dos novos aparelhos Caravelle, outros aviões e planadores em potencial foram identificados e, em 1972, abriu-se uma exposição de quatorze modelos no Museu de Antiguidades do Cairo como prova do conhecimento de vôo. no antigo Egito. Nós não sabemos se estes objetos foram inventados ou herdados de uma cultura mais antiga. No entanto, como a maior parte dos objetos existentes nos túmulos egípcios estão ligados a originais maiores, é possível que, por baixo das areias do deserto um planador original ou um avião estejam à espera de seu escavador.
O mais completo dos antigos registros escritos a respeito de aeronanves talvez seja o do Mahabharata, a epopéia hindu, que apesar de ter sido escrita em sua forma atual por volta de 1500 A.C., foi aparentemente copiada e recopiada desde a mais remota antigüidade. Este tratado épico conta as proezas dos deuses e dos antigos povos indianos, mas contém uma tal riqueza de detalhes de natureza científica que, quando primeiro foi traduzido em meados do século XIX, as referências a aparelhos aéreos e propulsão de foguetes não fizeram nenhum sentido para seus tradutores, já que os mecanismos descritos há milhares de anos só seriam conhecidos nos tempos modernos mais de meio século depois. Muitos dos versos do Mahabharata são dedicados às máquinas voadoras chamadas vimanas e continham, para a perplexidade dos tradutores, informações minuciosas sobre os princípios de sua construção. Em outro antigo texto indiano, o
Samarangana Sutradhara, as vantagens e desvantagens de diferentes tipos de aeronaves são discutidas em profundidade, quanto às suas capacidades relativas de ascenção, velocidade de cruzeiro, e aterrissagem, e até mesmo a descrição das fontes de combustível —
mercúrio — e recomendações quanto aos tipos de madeira e metais leves e que absorvem calor indicados para a construção de aparelhos voadores. Para completar, existem informações detalhadas sobre como fotografar-se os aviões inimigos, métodos para determinarem a sua aproximação, meios de tornarem os seus pilotos inconscientes, e finalmente, como destruir os vimanas inimigos.
Antigo modelo egípcio de planador encontrado num túmulo e que originalmente, foi dado como um modelo de pássaro, — comparado com um antigo modelo de gavião. O planador (à esquerda) sugere um conhecimento da parte de seu fabricante dos princípios da aerodinâmica, demonstrando o arqueamento, o ângulo das asas se afastando da parte traseira da fuselagem, e o ângulo diedro, o ângulo de elevação ou depressão em relação à fuselagem. A causa do planador é vertical — um fato que nunca acontece com os pássaros. As asas do planador são construídas para formarem um vácuo. Apesar de possuir princípios de vôo comuns, os pássaros, com suas asas e caudas emplumadas, são feitos de maneira diferente dos planadores, e a construção deste planador é uma ampla prova de que ele não é um modelo de pássaro, e sim de uma máquina-mais-pesada-que-o-ar. Para completar, ele voa a uma distância considerável quando atirado com a mão. Em outro clássico antigo hindu, o Ramayana, encontramos curiosas descrições de viagens feitas em aeronaves, milhares de anos atrás. Detalhes de vistas aéreas do Ceilão e de partes da costa da índia são descritos com tanta naturalidade e são tão similares às que estamos acostumados a ver hoje em dia — as arrebentações na beira das praias, a curva da terra, a subida das montanhas, o aspecto das cidades e florestas — que corremos o risco de nos convencer que alguns viajantes aéreos dos tempos antigos viram realmente a terra dos céus em vez de apenas imaginá-la. Num trabalho de ficção, contemporâneo do Ramayana, o Mahavira Charita, o deus-herói Rama, de volta de Lanka, de onde ele acabara de salvar sua esposa, Sita, é apresentado em um vimana especial, descrito da seguinte maneira: —
"movimentos livres, com a velocidade desejada sob um controle perfeito, cuja ação é sempre obediente à sua vontade... (dele, que voava com a máquina)... com janelas espaçosas e excelentes assentos..." num exemplo dos antigos clássicos que bem podia servir de anúncio para a Air índia. No mesmo texto nós encontramos um diálogo que é
especialmente surpreendente quando lembramos que ele foi escrito há
milhares de anos atrás:
Rama: — O movimento desta carruagem maravilhosa parece ter mudado.
Vishishara: — ... Esta carruagem está abandonando agora nas proximidades do mundo médio.
Sita: — Como é possível que mesmo à luz do dia apareça... este círculo de estrelas?
Rama: — Rainha! Ê realmente um círculo de estrelas, mas devido à grande distância em que nos encontramos não podemos percebê-las durante o dia pois nossos olhos estão ofuscados pelos raios do sol. Agora que subimos tanto, este obstáculo foi removido pela ascensão desta carruagem... (e assim nós podemos ver as estrelas).
Se estes relatos são memórias de uma civilização muito antiga e tecnicamente muito avançada ou se são simplesmente fantasias comparáveis à imaginação de nossos modernos escritores de ficção científica, alguns destes textos de um passado tão longínquo nos parecem estranhamente contemporâneos a não ser pelo material usado como fonte de energia para suas aeronaves (e que podem muito bem ter sido mal traduzidos do original):
"... Dentro é necessário colocar o motor de mercúrio com seu maquinismo térmico de ferro por baixo. Por meio do poder latente do mercúrio que impulsiona o redemoinho em ação, um homem sentado dentro dele pode viajara distâncias muito longas pelos ares... quatro'tanques de mercúrio devem ser construídos dentro da estrutura interior. Quando estes forem aquecidos por um fogo controlado... o minana desenvolverá uma potência de trovão através do mercúrio... Se este mecanismo de ferro com suas articulações devidamente soldadas for cheio de mercúrio e o fogo for levado para a parte superior, ele desenvolverá uma força como o ronco de um leão... e imediatamente flutuará como uma pérola nos céus..."
Porém modelos e reproduções de aeronaves e histórias de foguetes e vôos espaciais são apenas uma indicação, não uma prova, de um grande avanço científico. No entanto, certas técnicas e objetos, alguns reconhecidos muitos anos depois de sua descoberta pelo que são realmente, fornecem uma prova mais definida de uma prévia capacidade tecnológica insuspeita num passado distante. Um bom exemplo disto é o "computador de estrelas" de Antikythera, um pequeno objeto de bronze, consistindo de duas placas ou chapas e rodas ou mostradores soldados pela ação do mar, e descoberto junto com outros objetos, na maioria estátuas, num destroço antigo no fundo do Mar Egeu há mais de setenta anos atrás. Submetido a exames detalhados e banhos de ácido, quase sessenta anos após a sua descoberta através dos estudos de vários arqueólogos, inclusive Derek de Solla Price e George Stamires, ele revelou-se uma luneta de pesquisa de estrelas, articulada, e um computador de órbita dos planetas, um mecanismo para fornecer a posição do barco durante a noite, indicando um conhecimento astronômico e náutico insuspeitado nos tempos antigos. Nas palavras do Dr. Prices: — "Nada parecido com este instrumento foi encontrado em outros lugares... Encontrar um objeto deste é como achar-se um avião a jato dentro do túmulo do Rei Tutancâmon..." — uma eventualidade que talvez não estivesse completamente fora de possibilidade às luzes de descobertas mais recentes...
Outras provas concretas de avanço técnico podem existir ainda em museus, classificadas como objetos religiosos, brinquedos de crianças, ou simplesmente rotuladas com "de uso desconhecido". Wilhelm Konig, um arqueólogo alemão, escavando em ruínas de 2.000 anos de idade perto de Bagdá, no Iraque, pouco antes da Segunda Guerra Mundial, desenterrou alguns objetos curiosos, cilindros envoltos em asfalto, guardados dentro de potes e munidos de um tampão de ferro — em outras palavras, pilhas secas sem o eletrólito que, fosse lá como fosse, se evaporara. Amostras destas baterias funcionaram mais tarde perfeitamente quando um novo eletrólito — sulfato de cobre — foi adicionado. Após sua descoberta inicial, Konig identificou partes de outras baterias já em exibição em museus e rotuladas como "objetos de uso desconhecido". Depois que estas baterias foram escavadas e identificadas muitos outros exemplares têm sido achados no Iraque e em outras partes do Oriente Médio. Elas eram aparentemente usadas para galvanizar os metais, porém ficamos imaginando se estes conhecimentos extremamente antigos de eletricidade, talvez herdados de alguma civilização anterior mas esquecido até ser redescoberto no século XVIII, teriam sido usados para outras finalidades além da galvanização. O mundo greco-romano usava tochas e lâmpadas a óleo para iluminação e onde ainda existem corredores e passagens altas entre edifícios antigos, traços de fumaça podem ser encontrados nos tetos. Porém, no caso das mais remotas civilizações egípcias, túneis, subterrâneos, maravilhosamente pintados e esculpidos, não mostram nenhum vestígio de tochas ou de lâmpadas de óleo nos tetos, nem as paredes e os tetos de certas cavernas na Europa Ocidental onde os sofisticadíssimos pintores das cavernas de Magdalena e Aurignac executaram suas obras primas de 12.000 a 30.000 anos passados.
Um antigo baixo-relevo no Templo de Hathor, em Dendera, no Egito, durante muitos anos considerado como um enigma arqueológico, representa uma cena onde dois criados parecem estar carregando duas lâmpadas gigantescas, com filamentos interiores na forma de serpentes muito finas, ligados a uma caixa ou comutador por cabos trançados, e que sugerem poderosas lâmpadas elétricas apoiadas sobre siladores de alta tensão. Ao examinar os cabos o Dr. John Harris, da Universidade de Oxford, observou:
" — Os cabos são virtualmente uma cópia exata das ilustrações de engenharia correntemente usadas. O cabo é reproduzido como sendo muito pesado, indicando um feixe de muitos (para múltiplas finalidades) condutores em vez de um único cabo de alta voltagem..." Existem muitas outras ilustrações em papiro e esculturas, conservadas há milhares de anos pelo clima seco do Egito, que, quando olhados com olhos novos e imparciais, parecem-se evidentemente com descrições dos empregos de aparelhos modernos na antigüidade. Lembramo-nos que nos registros egípcios existem referências a um reinado dos deuses antes da Primeira Dinastia, a uma época de uma
civilização superior e poderes miraculosos, partilhados na memória e nos registros das mais antigas culturas de nosso mundo.
É surpreendente imaginarmos que culturas antigas, consideravelmente anteriores a Grécia e Roma, possuissem conhecimentos de astronomia, matemática avançada, cálculo do tempo, e as medidas da Terra e do sistema solar milhares de anos antes que estes fatos fossem redescobertos ou reestabelecidos nos tempos modernos. Para conseguirem estes conhecimentos e informações, estas antigas ou antiga cultura deveriam ter a seu dispor telescópios ou outros instrumentos suficientemente preciosos para realizarem os cálculos com exatidão. Descobertas extraordinárias foram feitas com os estudos de certos mapas medievais, notadamente pelo Professor Charles Hapgood, (Mapas dos Antigos Reis do Mar), que passou muitos anos reexaminando estes mapas à luz das informações que eles continham sobre terras presumidamente desconhecidas na época em que foram feitos.
Baixo-relevo nas paredes do Templo de Hathor, em Dendera, no Egito, com milhares de anos de idade, mostrando o que foi anteriormente descrito como "objetos rituais", mas que. aos olhos modernos, lembram estranhamente lâmpadas poderosas com cabos trançados ligados a um gerador ou comutador geral. Evidências de co-nhecimentos de eletricidade foram descobertos em áreas diferentes do Egito e do An-tigo Oriente Médio, junto com indicações de seu uso em galvanização e possivelmente também em iluminação.
Alguns deles foram copiados e recopiados no correr dos séculos de originais que desapareceram e guardados anteriormente na biblioteca da antiga Alexandria, e demonstram conhecimentos extraordinariamente exatos sobre terras ainda não descobertas (de acordo com a história como nós a estudamos) quando os originais e até mesmo as cópias foram feitas, tais como a existência das Américas do Norte e do Sul e a Antártida, milhares de anos antes das viagens de Colombo. O mapa de Piri Reis, uma seção de um mapa-múndi dos tempos antigos, descoberto em 1929 entre as ruínas de um antigo harém do extinto Sultanato da Turquia, mostra claramente as costas verdadeiras da Antártida como elas deveriam ser quando não havia gelo, assim como a topografia do interior, igualmente sem a cobertura de gelo. Um exame de amostras de terra na Antártida, tomados nas vizinhanças do Mar de Ross, indicam que ela já está coberta de gelo há seis mil anos, no mínimo. Isto significaria que o mapa original foi feito consideravelmente antes da nossa história conhecida, durante a época de tempo atribuída à Atlântida e sua reputada cultura mundial. Outro mapa, o Mapa do Mundo de 1502 do Rei Jaime, igualmente uma cópia de mapas muito mais antigos, mostra o deserto do Saara como uma porção de terras férteis com lagos enormes, rios e cidades, o que, numa época muito remota, ele foi mesmo. O Mapa do Mundo de Buache de 1737 mostra a Antártida, como foi copiada de um antigo mapa grego (e a própria existência da Antártida era apenas suspeitada no mundo moderno antes de sua descoberta oficial em 1820), como duas ilhas muito grandes', separadas por um mar interior. Se os gelos pudessem ser retirados na Antártida seria precisamente assim que as terras apareceriam se bem que este fato só ficou conhecido quando as expedições do Ano Geofísico de 1958 revelaram a descoberta. Outros mapas mostram algumas das geleiras da Idade do Gelo ainda existentes em partes da Europa, da Inglaterra e da Irlanda, e, em outro, o estreito de Bering é desenhado como um istmo de terra, como foi numa era passada.
Os traços marcantes destes mapas, recopiados de outros mais antigos, são os fatos de que as coordenadas exatas e o conhecimento da longitude (que só foi aperfeiçoado no mundo moderno por volta do final do século XVIII) indicam um conhecimento de trigonometria esférica, o uso de instrumentos geodésicos de excelente precisão, e a possibilidade de que eles tenham sido riscados há aproximadamente 8.000 a 10.000 anos atrás, muitos séculos antes de nossa própria história começar. Pequenos bocados de informações astronômicas corretas existem nos registros de antigas raças, se bem que, até aonde nós sabemos, eles não possuíam telescópios, gigantes ou simples, para obterem tais dados. Estes dados incluem a percepção das duas luas de Marte, (e sua distância do planeta), os sete satélites de Saturno, as quatro luas de Júpiter e as fases de Vênus (chamada a "Cornucópia", nos registros babilônicos). Até mesmo aspectos de estrelas distantes foram descobertos: a constelação do Escorpião é assim chamada porque tem uma "cauda", um cometa dentro da constelação, mas isto só pode ser visto por um telescópio poderoso. Do outro lado do oceano, os Maias da América Central, que talvez compartilhassem um conhecimento de culturas anteriores, chamavam também esta constelação de "Escorpião". (Os Maias, de todos os povos antigos, computavam o ano solar no cálculo mais próximo jamais alcançado por outro calendário, inclusive o nosso próprio, como tendo 365,2420 dias, quando o número exato é de 365,2422 dias.)
Os conhecimentos científicos aparentemente regrediram de seu antigo apogeu, e desta forma as informações astronômicas se transformaram em lendas, como, por exemplo, aquela que o deus (planeta) Urano comeu (eclipsou) suas próprias crianças (luas) e depois vomitou-as (o fim do eclipse). Apesar de tais fenômenos não poderem mais ser vistos devido ao desaparecimento dos aparelhos de observação, as informações astronômicas foram preservadas através de mitos semi-religiosos.
Talvez a mais estranha de todas as indicações de uma ciência anterior à nossa e muito adiantada, ainda existente e disponível a nossos exames, seja a da Grande Pirâmide do Egito. Durante milhares de anos ele foi olhada como um túmulo, se bem que as tradições conservadas pelos coptas, uma minoria de egípcios descendentes diretos dos antigos egípcios, indicam que ela seja uma compilação dos conhecimentos do "Reino dos Deuses"; e que isto prova que ela seja um livro de pedra, compilado por Surid, um dos reis de antes da inun-dação, e que ela seria decifrada no futuro por aqueles suficientemente avançados para compreendê-la.
Este aspecto secreto de informações da Grande Pirâmide foi notado durante a invasão Napoleônica no Egito, quando engenheiros franceses, usando a Grande Pirâmide como um ponto de triangulação, descobriram que os lados eram alinhados na direção dos pontos cardeais com o meridiano de longitude passando sobre o ápex da Pirâmide, e linhas diagonais que passavam através do ápex, se prolongadas no rumo norte, iriam formar uma bissetriz exata com o delta do Nilo. Uma linha prolongada para o norte através do encontro das diagonais da base iria errar o Pólo Norte por apenas 6.400 metros, sempre considerando que o Pólo Norte poderia ter mudado de posição nos séculos que se seguiram à construção da Grande Pirâmide. O sistema de medidas de hoje é baseado no metro, um décimomilionésimo do meridiano, uma medida desenvolvida pelos franceses pouco antes da invasão do Egito. O côvado piramidal de cinqüenta polegadas empregado pelos antigos egípcios e que era anterior ao metro francês de milhares de anos é quase igual ao metro, mas é na realidade mais exato pois é baseado no comprimento do eixo polar em vez de no de qualquer meridiano, que pode mudar de acordo com os contornos da Terra.
Certas medidas tomadas na Grande Pirâmide, em termos de côvado egípcio, indicam um extraordinário conhecimento da Terra e de sua colocação dentro do sistema solar — um conhecimento que foi esquecido e só voltou a ser redescoberto na era moderna. Esta informação é traduzida em termos matemáticos: o perímetro da pirâmide é
equivalente aos dias do ano, 365.24; dobrando-se o perímetro obtêmse o equivalente a um minuto e um grau no Equador; a distância da base até o ápex pelo declive de um dos lados é um seiscentos-avos de um grau de latitude; a altura multiplicada por 109 dá a distância aproximada da Terra ao Sol; o perímetro dividido pelo dobro da altura da pirâmide nos dá o valor de, ir- 3,1416 (consideravelmente mais exato que o número a que chegaram os matemáticos gregos antigos —
3.1428); o peso da pirâmide multiplicado por 101$ nos fornece o peso aproximado da Terra. O eixo polar da Terra muda de posição no espaço de dia para dia (trazendo uma nova constelação do zodíaco por detrás do sol uma vez a cada 2.200 anos), e alcança a sua posição original uma vez em cada 25.827 anos, um número que aparece nos cálculos da pirâmide — (25.826,6) quando as diagonais cruzadas das bases são adicionadas. As medidas da Câmara do Rei dentro da Grande Pirâmide têm as dimensões exatas dos dois triângulos básicos de Pitágoras: 2.5.3 e 3.4.5, apesar dela ter sido construída vários milhares de anos antes de Pitágoras. E estas são apenas algumas das coincidências entre as medidas da pirâmide.
Fica-se imaginando porque uma estrutura tão imensa e tão complicada teria sido erguida para transmitir tais informes, a não ser que, após uma série de catástrofes mundiais, os sobreviventes possuíssem facilidades técnicas e desejassem transmitir seus conhecimentos de uma maneira que não pudessem ser destruídos até mesmo se todos os registros e todas as línguas da terra se perdessem. Em relação a este problema, é preciso lembrar que quando os exploradores do espaço chegarem à Terra ou exploradores da Terra alcançarem outros planetas civilizados, a matemática e as equações matemáticas seriam um meio efetivo de estabelecerem as comunicações primordiais, já que os conhecimentos científicos e tecnológicos para uma tal viagem seriam necessariamente baseados na matemática. A mensagem da Pirâmide, que não vem do futuro e sim do nosso próprio passado, poderá revelar consideravelmente mais elementos de informação na medida que nós formos ficando mais hábeis em reconhecê-los.
Já foi sugerido diversas vezes por pesquisadores que a Grande Pirâmide é um registro de um órgão de conhecimentos que mais tarde se perdeu ou se dispersou, a não ser pela parte preservada pelas lendas. Tais vestígios de uma civilização mundial antiga ou de civilizações que nós pensamos conhecer parecem indicar que, enquanto alguns de seus aperfeiçoamentos são similares aos nossos, talvez tenham desenvolvido em outros campos coisas que até os dias de hoje nos são desconhecidas. As enormes estruturas de pedra espalhadas pelo mundo são classificadas como "anônimas", o que significa que ninguém sabe realmente quem as construiu, e geralmente se assemelham umas às outras, lembrando o alinhamento dos planetas, o sol e a lua em suas órbitas, as constelações e outras estrelas fixas, e outras forças ainda, possivelmente os campos magnéticos e as correntes da Terra. Estas enigmáticas estruturas pré-históricas incluem as pirâmides de Teotihuacán no México e nas cidades antigas de Iucatán, nas ruínas pré-incaicas dos Andes peruanos e as linhas do Vale de Nasça, as maciças ruínas de Tiahuanaco a uma altitude de 4.500 metros, as estruturas de pedras gigantescas das ilhas Britânicas, sobretudo Stonehenge e Avebury, e as grandes pedras eretas da Bretanha, algumas das quais ainda subsistem no fundo do oceano, as ruínas préhistóricas das ilhas do Mediterrâneo, no Oriente Médio, no sudeste Asiático, os restos ciclópicos das Carolinas, Marquesas e de outras ilhas do Pacífico, as estruturas monolíticas abaixo do nível das águas no Mar das Caraíbas, os trabalhos de pedra pré-históricos de Niebla, na Espanha, e os trabalhos anônimos no norte da África, inclusive no Egito, os alinhamentos dos grandes montes nos Estados Unidos e as pirâmides arcaicas na China.
Até a primeira década do século atual, todas as moradias da China, antes de serem construídas, eram orientadas por um feiticeiro no sentido de tirar vantagens de todos os rumos da felicidade ou das correntes invisíveis que passam sobre e por dentro da terra. (Deve ser recordado que as primeiras bússolas, como as conhecemos hoje em dia, vieram da China.) Um comentarista inteligente, escrevendo sobre a arquitetura urbanística da China, o Dr. Ernst Borschmann, calculou que o arranjo dos templos, pagodes e pavilhões, dispostos em um centro de onde se espalhavam, pareciam-se a um campo magnético. O
processo para se seguirem as linhas de força na Terra (em chinês—
feng shui, vento-água), possivelmente os remanescentes de uma ciência antiga avançada, desceram agora ao nível das superstições apesar de uma outra forma de superstição, a acupuntura, que talvez seja uma relíquia científica válida através de séculos de magia, tenha sido elevada a uma posição de respeito pelo atual regime político da China.
Se as forças do magnetismo ou do magnetismo inverso já foram compreendidas e desenvolvidas em épocas muito antigas até um ponto em que a gravidade, ela própria uma forma de magnetismo, possa ser canalizada como outras forças naturais, pode existir uma explicação simples para certas construções pré-históricas tecnologi-camente impossíveis, muitas das quais parecem ter sido literalmente atiradas nos cimos de montanhas e penduradas em plataformas de precipícios como se estas pedras monolíticas houvessem flutuado até lá. É curioso refletirmos que alguns resíduos de antigas técnicas eletromagnéticas estejam talvez protegendo as pirâmides do Egito enquanto os cientistas de hoje estão se empenhando em revelar seus segredos — neste caso as câmaras seladas dentro das pirâmides. Durante algum tempo organizou-se um projeto para penetrar a estrutura interna da pirâmide de Quefrén em Giza, pela penetração registrada de raios cósmicos nas massas de pedras. Este projeto esteve sob a direção do Dr. Amr Gohed, da Universidade de Fin Shams, no Cairo, usando, entre outros equipamentos, um computador IBM 1130
novo. Apesar dos testes terem sido realizados corretamente, os registros, dia após dia, davam padrões completamente diferentes nas mesmas áreas. De acordo com o Dr. Gohed: — "... Isto desafia todas as leis conhecidas das ciências e da eletrônica..." — e — "é cientificamente impossível". Um artigo escrito no London Times dizia que:
—"As esperanças de uma grande descoberta foram transformadas em um amontoado de símbolos incompreensíveis..." e o Dr. Gohed, ao constatar o fracasso do projeto, declarou: — "...Existe alguma influência que desafia as leis da ciência trabalhando na pirâmide..."
Longe de ser um desafio às leis da ciência, talvez ela esteja simplesmente ligada a nutras leis ou usos ou modificações de outras leis que nós não compreendemos até mesmo hoje em dia — tensões e atrações que representem as forças ocultas da Terra, dos planetas, do \j sol, da lua e das estrelas.
Em seu livro Uma Visão sobre a Atlântida, John Mitchell se refere a uma unidade de cultura pré-histórica e observa o seguinte: —
"A terra está juncada de trabalhos de engenharia pré-histórica ligados ao uso do magnetismo polar." Ele sugere que nós vivemos dentro —
"... das ruínas de uma antiga estrutura cujo tamanho tão vasto tornou-a invisível..." — unindo as grandes pedras remanescentes da pré-história e que ainda existem nas planícies, nas montanhas, nos desertos, nas florestas e por baixo dos mares do mundo. Na opinião dele: — "Os filósofos daquela época (consideravam que) a Terra era uma criatura viva e seu corpo, como o de qualquer outra criatura, possuía um sistema nervoso ligado e relacionado a seu campo magnético. Os centros dos nervos da Terra, correspondendo no corpo humano aos pontos da acupuntura da medicina chinesa, eram guardados e santificados por construções sagradas, elas próprias dispostas como microcosmos de uma ordem cósmica..."
Vestígios do que talvez possa ter sido uma ou mais de uma civilização mundial num passado remoto que desapareceu em resultado de catástrofes naturais ou induzidas por eles próprios e que aconteceu muito antes de nossos próprios começos de que se tem notícia no quarto milênio Antes de Cristo, sobreviveram com facilidade através de fragmentos de conhecimentos avançados, contados e recopiados pelos séculos afora. Edifícios ou monumentos que talvez ainda datem deste período, por mais imponentes que sejam, dificilmente podem ter sua idade determinada. Além do que, a duração deste período que nós previamente havíamos reservado para o aparecimento e desenvolvimento do homem civilizado, dificilmente permitiria o tempo necessário para a construção de edificações desta àvançadíssima e hipotética cultura. Entretanto, as descobertas recentes feitas pelo Dr. Louis Leakey e Mary Leakey no Desfiladeiro de Olduvai, na Tanzânia, e aquelas de Richard Leakey, no Quênia, indicam que o homem primitivo pode recuar até cerca de 2.000.000 anos atrás, e os achados das grutas de Vallonet, na França, deram a idade de 1.000.000 de anos para as ferramentas primitivas ali encontradas. O estudo dos crânios do Homem de Cro-Magnon (geralmente considerado como tendo existido entre 30.000 e 35.000 anos antes de nossa era) indicam que sua capacidade craniana, com o tamanho provável de seu cérebro, era pelo menos igual ou algumas vezes superior ao nosso.
Enquanto as maravilhosas pinturas de animais das cavernas da França e da Espanha, muitas vezes em locais que se encontram abaixo do nível do solo, têm sido aceitas como parte da herança artística do mundo, outros trabalhos artísticos menos conhecidos podem eventualmente causar uma reavaliação básica da idade do homem civilizado. Desenhos rabiscados sobre pedaços chatos de pedra, escondidos por diversas camadas posteriores de terra, encontrados em Lussac-les-Chateaux, na França, mostram desenhos tão surpreendentes para este período geralmente associado aos homens das cavernas que são inacreditáveis; numa era milhares de anos antes do alvorecer da civilização como nós a conhecemos, vemos inesperadamente pessoas de aparência moderna usando roupas, botas, cinturões, casacos e chapéus, e os homens são desenhados com barbas aparadas e bigodes. Outros desenhos e pinturas murais sofisticadas existem em cavernas profundas na África do Sul, aproximadamente do mesmo período mostrando viajantes brancos, usando vestimentas muito elaboradas, empenhados no que parece ter sido um safári pré-histórico ou uma viagem de exploração.
Os conceitos da evolução pré-histórica postulam que cada tipo de homem segue um outro em uma escala evolucionária ascendente, com os mais aptos e mais desenvolvidos tomando o lugar dos mais primitivos. Se bem que isto seja geralmente verdadeiro, com o tipo mais adiantado do Homem de Cro-Magnon substituindo o embrutecido Homem de Neanderthal, seria ainda possível durante a longa história da Terra, que junto com estes dois tipos, coexistissem outros, numa situação que encontramos presente até os dias de hoje em meio à população do nosso mundo, que inclui cientistas atômicos e aborígines australianos.
Se uma civilização muito adiantada chegou mesmo a existir antes daquelas que nós conhecemos, parece-nos razoável esperar que alguma indicação sobreviveria, fornecendo uma prova evidente (se é
que existe alguma coisa realmente evidente nas pesquisas arqueológicas) de que uma cultura tecnicamente tão adiantada houvesse vivido não há poucos, mas há muitos milhares de anos atrás. No entanto, assim como no caso de nossa própria civilização chegar a ser destruída, a maioria das construções, máquinas e aparelhos iria apodrecer, enferrujar-se, partir-se em pedaços e se tornar irreconhecível antes que outros milhares de anos se passassem. Alguns indícios poderiam compreensivelmente sobreviver se tivessem sido enterrados sob avalanches de terra sob os gelos eternos dos Pólos Norte e Sul, ou escondidas no fundo dos mares.
O aperfeiçoamento dos testes de carbono 14, potássio argônio, urânio, tório, termo luminescência, dendrocronologia (o sistema de verificar-se a idade das árvores pelo número de anéis concêntricos nos troncos), e outros processos para determinar-se a idade de objetos e ruínas, sacudiram algumas das sempre clássicas teorias sobre os primeiros passos da civilização. Uma mina de ferro em Ngwenya, no Lesotho, foi explorada por mineiros desconhecidos há 43.000 anos passados. Ferramentas de pedra encontradas no Irã tiveram a sua idade determinada em 100.000 anos. Operações de grande escala nas minas de cobre no estado de Michigan, nos Estados Unidos, aparentemente antecederam os índios americanos em milhares de anos. Em Wattis, no estado de Utah, um túnel recente escavado dentro de uma mina de carvão abriu uma série de vários outros túneis já existentes e de idade desconhecida. O carvão encontrado nestes túneis estava tão velho que não servia mais para queimar. Não existem lendas índias a respeito destas minas, nem os índios usam as técnicas de túneis para a mineração.
À medida que o homem vai se aprofundando na exploração da terra, certos objetos manufaturados vão sendo descobertos encerrados dentro de carvão, pedras ou outros minerais, indicando ter uma idade tão grande que ela pode ser apenas grosseiramente calculada. Uma marca de sapato no Desfiladeiro Fisher, em Nevada, encravada num veio de carvão, teve a sua idade estimada em 15.000.000 de anos; outra marca de uma sola de sapato com nervuras ou uma sandália encontrada sobre um lençol de arenito sob o Deserto de Gobi foi calculada como tendo provavelmente vários milhões de anos de idade. Ainda uma outra marca de sandália fossilizada, descoberta nas vizinhanças de Delta, no Utah, continha trilobitas incrustrados, significando que eles vieram depois da marca da sandália ou estavam engastados nela. Ora, trilobitas são animais paleozóicos marinhos que se tornaram extintos, acredita-se, pelo menos há 200.000.000 anos passados. Um esqueleto humano fossilizado escavado na Itália em 1959, estava rodeado por camadas de materiais cuja idade foi calculada em milhões de anos. Um pedaço de quartzo encontrado na Califórnia revelou um prego de ferro, completamente encerrado dentro dele, como os insetos pré-históricos preservados em âmbar no Mar do Norte. Um fragmento de feldspato das minas Abbey, em Treasure City, no estado de Nevada, em 1865, continha um parafuso de metal de cinco centímetros, que se havia oxidado porém deixara a sua forma e suas espirais dentro do feldspato; a própria pedra teve a sua idade calculada em vários milhões de anos. No século passado, na aldeia de Schondorf, perto de Vocklabruck, na Áustria, um pequeno cubo de ferro de menos de um centímetro de comprimento e largura, foi achado dentro de um bloco de carvão que havia sido aberto em dois. Uma linha escavada forma uma ranhura em torno do cubo, que tem as pontas arredondadas, como se houvesse sido feito por uma máquina. Não existe, é lógico, nenhuma explicação sobre o que seja ou como foi parar dentro do bloco de carvão há milhões de anos atrás. Na época da conquista do Peru, sabe-se de um registro de um prego que foi achado dentro de uma pedra por um grupo de índios que trabalhava sob as ordens dos espanhóis, dentro de uma mina peruana, um incidente que causou uma certa movimentação não somente devido à sua idade aparente mas também porque o ferro era desconhecido na América antes da chegada dos espanhóis.
Um mastodonte encontrado em Blue Lick Springs em Kentucky foi escavado a uma profundidade de quatro metros. Mas, ao continuarem as escavações, foi descoberto uma área pavimentada de pedras cortadas e encaixadas umas nas outras, a um metro mais ao fundo, por baixo do mastodonte. Este é apenas um dos exemplos de achados de antigos trabalhos em pedra nos Estados Unidos, tão velhos que a sua idade fornecida pelos materiais que os cercam ou pela superposição de outros objetos (como no caso do mastodonte) não pode ser aceita. Este e outros casos são tão difíceis de explicar em termos de história que muitos se inclinam a não dar crédito integral a eles, enquanto outros preferem acreditar em visitantes de outros mundos que deixaram suas pegadas em nosso mundo em eras tão remotas que as próprias pedras eram maleáveis e certas áreas viscosas. Uma possibilidade existe, no entanto, de que estas marcas de pés e simples objetos tenham sido feitos por homens de raças extremamente antigas, vivendo na terra, e que as descobertas feitas dentro das minas signifiquem que esta civilização estivesse tão atrás nos tempos que apenas os vestígios que ficaram enterrados no seio da terra ou conservados dentro de outros materiais fossem encontrados e, mesmo assim, não-identificados. Imagina-se quantas destas pequenas indicações não foram destruídas através dos séculos, ficando apenas uns enigmas remanescentes para provarem qualquer evidência de uma civilização anterior ao amanhecer da nossa.
Lendas e representações pictóricas gravadas de animais extintos, porém ainda identificáveis, podem vir a ser outra indicação da cultura humana. Um animal extremamente parecido com o toxodonte desenhado em cerâmica foi encontrado em Tiahuanaco, a cidade de cinco mil metros de altitude na Bolívia. O toxodonte, um animal pré-histórico semelhante a um hipopótamo, havia sido considerado anteriormente extinto muito antes do desenvolvimento da civilização humana e, de qualquer maneira, seu habitai natural não poderia nunca ser um planalto agreste a cinco mil metros de altitude como é Tiahuanaco, nem esta região seria um local adequado para o florescimento de uma grande civilização. E existem indicações, como os terraceamentos para o plantio de milho erguidos acima das linhas de neves atuais nas montanhas vizinhas e um lago profundo contendo exemplares de fauna oceânica, de que toda a região estivesse alguns milhares de metros mais baixa .quando Tiahuanaco foi construída, talvez até ao nível do mar e sobre a costa.
No Planalto de Marchuasi, perto de Kenko, no Peru, encontramse imensas escavações em pedras — em alguns casos encostas inteiras foram modificadas pelas esculturas. Estes entalhes, apesar de gastos pelo correr de tempos incontáveis, podem ainda ser identificados como leões, cavalos, camelos e elefantes, nenhuma espécie que supostamente tenha vivido na América do Sul durante a era do homem civilizado. Ainda no Peru, lhamas desenhadas em cerâmica préincaica muito antiga encontrada nas ruínas de uma cidade costeira perto de Pisco, são mostradas com cinco dedos, como elas possuíam há
milhares de anos atrás, no lugar do casco fendido que mais tarde desenvolveram.
O que parecem ser dinossauros foram descobertos em petróglifos inseridos em formações rochosas tanto na América do Norte como na do Sul. Mas como os lagartos comuns, os helodermas e as iguanas por exemplo, se assemelham muito aos seus ancestrais dinossauros, é difícil determinar-se se estes exemplares representam monstros pré-históricos ou lagartos comuns. Talvez seja este o caso de uma gravura indígena ou pré-indígena exibindo um grande lagarto, rabiscada sobre uma formação rochosa no Rio Big.Sandy, em Oregon. A gravura, entretanto, é uma cópia excelente de um estegossauro. A expedição Doheny encontrou, em 1924, petróglifos antiqüíssimos no desfiladeiro de Havasupai, perto do Grand Canyon. Um desenho em pedra mostra homens atacando um mamute, um petróglifo inesperado de ser encontrado na América, onde o homem sempre foi considerado, geologicamente falando, um retardatário. Entre outras gravuras examinadas existe um desenho bastante razoável de um tiranossauro, de pé sobre as patas traseiras, em parte equilibrado sobre a cauda, exatamente como as reproduções posteriores feitas nos museus o exibiam. Outros petróglifos encontrados ao longo do rio Amazonas e seus tributários mostram outros animais pré-históricos, especialmente o estegossauro.
Perto da aldeia de Acámbaro, no México, durante uma escavação realizada numa ruína em 1945, estatuetas de barro foram desenterradas e causaram um tumulto arqueológico que durou muitos anos. Elas consistiam em modelos de rinocerontes, camelos, cavalos, macacos gigantescos, assim como dinossauros da Era Mesozóica. (O
achado foi mais tarde desacreditado pois o seu descobridor, Waldemar Julsrud, ao oferecer o pagamento apenas pelas estatuetas intatas, inadvertidamente encorajou os índios locais a fazerem reproduções.) Testes de carbono 14 realizados com algumas figuras, no entanto, indicaram que elas tinham entre 3 mil e 6 mil e 500 anos. Uma das figuras se parece extraordinariamente com um dinossauro chamado braquissauro que, se não fosse pelas eras geológicas entre os dois, dificilmente poderia ter sido desenhado por um artista que não houvesse visto o animal.
O fato de homens primitivos terem desenhado ou modelado animais que se assemelhavam a dinossauros, é lógico, não serve de prova de que eles realmente tenham visto algum destes animais (apesar deles poderem ter visto os seus ossos). O Dragão de São Jorge e o Dragão da China estão retratados em meio a animais verdadeiros ao longo das muralhas da babilônia, sendo dificilmente realidades físicas. De qualquer forma, certos detalhes sugerem que o homem primitivo talvez tenha surgido muito antes do que é comumente pensado e que ele manteve relações com alguns animais considerados extintos naquela época... Alguns destes sobreviventes seriam localizados no tempo nas últimas épocas da Era Terciária. Entretanto, já que algumas picto-grafias parecem retratar répteis da Era Mesozóica, muito anterior ao advento do homem, pode-se sugerir uma explicação surpreendente. Se homens altamente civilizados existiram na Terra numa época anterior à nossa, sua curiosidade científica sem dúvida os levaria a descobrir a presença anterior dos dinossauros Jurássicos como foi o nosso caso. Com o desaparecimento desta civilização este conhecimento talvez tenha sido conservado através de lendas (dragões) e pictografias. Novamente, como no caso de nossa civilização, é preciso lembrar que, há pouco mais de cem anos atrás, certos tradicionalistas explicavam a presença de enormes fósseis na Terra dizendo que Deus os fizera ao mesmo tempo em que criara a Terra.
Andrew Tomas, escrevendo sobre anacronismos históricos em seu livro Nós não Somos os Primeiros, fala a respeito de um crânio desenterrado de um auroque (espécie de touro selvagem antigo) agora no Museu de Paleontologia de Moscou. Este crânio, com várias centenas de milhares de anos, apresenta um buraco na parte frontal, evidentemente causado por um projétil redondo. A falta de linhas de fratura radiais, a velocidade e o calor do projétil, assim como o seu formato, sugerem uma bala. Esta suposta bala não foi desfechada após a morte do auroque, já que as investigações realizadas sobre a ferida mostraram que ela cicatrizara algum tempo depois de ter sido feita. Existe um outro exemplo em Londres (no Museu de História Natural), aonde se exibe um crânio humano, encontrado em uma caverna, em Zâmbia, e com 40.000 anos de idade, com um orifício parecido no lado esquerdo, igualmente sem fraturas radiais. As possibilidades contidas nestes dois tiros pré-históricos são extraordinárias, se é que foram mesmo tiros...