Semiótica documental

Carlos Cândido de Almeida · Apêndice

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Semiótica documental

Sobre o autor

 

Carlos Cândido de Almeida

carlos.c.almeida@unesp.br

 

Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Estadual de Londrina – UEL, Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e Doutor em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista – UNESP de Marília. Livre-docente em Semiótica e Ciência da Informação e Pós-Doutor pela Universidade de Zaragoza, Espanha. Atua como docente junto ao Departamento de Ciência da Informação e ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP, campus de Marília.

Notes

 

1. Sabe-se que a figura de P. Otlet (1868-1944) se projeta quando

o assunto é a Documentação europeia e a noção de documento como marco disciplinar e conceitual da Ciência da Informação no início do século XX. O início da fabulosa trajetória de Otlet começa com a elaboração de repertórios universais, com o objetivo de se chegar a um registro último de tudo o que fora produzido em um dado campo científico. Existem diversos pontos a serem observados sobre o movimento documentalista, e acredita-se ser essencial a leitura de López Yepes (1995), Ortega e Lara (2010), Capurro e Hjorland (2007). Esses últimos autores admitem que a Documentação otletiana antecedeu historicamente a Ciência da Informação, em seu molde mais conhecido, o paradigma estadunidense. Contudo, encontramos divergências no interior desse campo quando o assunto é a origem linear entre Documentação e Ciência da Informação. Sem entrar no mérito de discutir neste momento as relações de justaposição e sobreposição entre as disciplinas, entendemos que a Documentação manifestou a grande preocupação humana pelo controle e o acesso aos registros do conhecimento e, portanto, merece ser investigada a contento.

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2. Nos períodos entreguerras e pós-guerra, os Estados Unidos e a

antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas destacaramse no setor científico e tecnológico, cujo funcionamento dependeu, sobremaneira, do tratamento da informação especializada. Lembrem-se que a perspectiva russa iniciou-se no final da década de 1940. O contexto bélico que deu origem a Ciência da Informação de matriz estadunidense foi expresso no artigo publicado em 1945, de autoria de Vannevar Bush. O dispositivo tecnológico proposto por Bush alavancou as tentativas de desenvolver recursos tecnológicos para resolver os problemas derivados do excesso de informação na sociedade, especialmente no contexto científico.

A Ciência da Informação estadunidense originou-se nesse período para dar conta do volume expressivo de informação especializada proveniente das atividades militares e científicas. Mas a enunciação do problema da informação, o surgimento da Recuperação da Informação e os eventos científicos que trataram de arquitetar a Ciência da Informação – a exemplo das Conferências do Geórgia Tech –, talvez não tenham sido mais impactantes que o artigo de Borko, de 1968. Para Borko (2001), a Ciência da informação é uma disciplina que investiga as propriedades e os comportamentos da informação, o fluxo da informação, bem como os meios de processá-la para o uso e acesso adequado. Para uma análise panorâmica da história da Ciência da Informação, especialmente nos Estados Unidos, é fundamental a leitura dos trabalhos de Saracevic, especificamente a publicação de 1999. A respeito de uma interpretação integradora dos paradigmas da Ciência da Informação, ver Capurro (2003). No que tange aos objetos de estudo e a epistemologia, é fundamental a análise dos trabalhos do International Conference on Conceptions of Library and Information Science (CoLIS1), e a contribuição de Buckland (1991).

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3. Entendida como interação entre disciplinas, isto é,

compartilhamento em vários níveis, dos comunicacionais, conceituais até os níveis mais teóricos mais complexos que incidem na reformulação disciplinar, seja em suas relações conceituais e teóricas. De acordo com Pombo, Guimarães e Levy (1993, p. 11), interdisciplinaridade significa uma posição intermediária, intervalar, e deve ser mais que multidisciplinar e menos que transdisciplinar. As principais características da interdisciplinaridade são: a combinação entre disciplinas, a busca de uma síntese e a contínua cooperação de argumentos, metodologias, conteúdos, problemas, resultados, exemplos e aplicações (POMBO; GUIMARÃES; LEVY, 1993, p. 13). Pombo (2004, p. 5) define interdisciplinaridade dentro de um movimento geral das interações disciplinares, entendida sob a metáfora de um continuum em que se incluem a

pluridisciplinaridade, a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade.

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4. Este estudo encontra-se relacionado às pesquisas apoiadas

pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), nos processos: 475332/2011-3 e 406021/2012-0. Em que pese os apoios recebidos, a proposta de investigação relacionouse diretamente às atividades do grupo de pesquisa Fundamentos Teóricos da Informação, liderado pelo autor deste livro, e à disciplina "Aspectos Semióticos dos Processos Informacionais", oferecida junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Unesp.

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5. A título de exemplo, o grupo de trabalho 2 "Organização e

Representação do Conhecimento", da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação, tem como ementa o interesse às "Teorias, metodologias e práticas relacionadas à organização e preservação de documentos e da informação, enquanto conhecimento registrado e socializado, em ambiências informacionais tais como: arquivos, museus, bibliotecas e congêneres. Compreende, também, os estudos relacionados aos processos, produtos e instrumentos de representação do conhecimento (aqui incluindo o uso das tecnologias da informação) e as relações inter e transdisciplinares neles verificadas, além de aspectos relacionados às políticas de organização e preservação da memória institucional." Disponível em:

http://gtancib.fci.unb.br/index.php/gt-02. Acesso em: 20 nov. 2014.

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6. Para a construção deste livro recorreu-se a uma pesquisa

dividida em duas grandes fases: pesquisa bibliográfica e coleta de depoimentos em entrevistas com os principais especialistas em organização do conhecimento na Espanha entre os anos 2014 e 2015. Os detalhes metodológicos desta pesquisa

encontram-se citados em Almeida (2017) e um resumo dos resultados encontrase no posfácio.

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7. Um dos primeiros dados que se costuma citar sobre o

relacionamento da Ciência da Informação com a figura de Charles Peirce, é o fato de seu avô, Benjamin Peirce (1778– 1831), ter atuado como bibliotecário da Universidade de Harvard por volta de 1826, o qual compilou o catálogo da biblioteca da universidade em 1830 e publicou uma obra póstuma sobre a história da Universidade de Harvard, em 1833. Outro fato relevante é que Peirce, em sua visão interdisciplinar, incluiu dentro das ciências práticas (CP 1.243), o trabalho dos bibliotecários (librarian's work). Felizmente, os interesses classificatórios entre Peirce e seu avô se encontram. O catálogo redatado por seu avô é interessante em vários aspectos: por um lado, antecipa as divisões em classes que só seriam conhecidas décadas depois, o documento é sistemático e representa as divisões bibliográficas das ciências na forma de hierarquias, com respeito à estrutura social, começando pelas ciências teológicas. As classes incluídas eram: I – Teologia, II – Jurisprudência, governo e Política, III – Ciências e Artes (isto é, Ciências Aplicadas), IV – Belas Letras (ou Literatura e Linguística), V- História e VI – Obras relacionadas com a América (PEIRCE, B., 1830).

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8. A obra de Peirce ultrapassa 90.000 páginas e é composta de

ensaios, artigos em periódicos e, em sua maior parte, manuscritos. Na década de 1930, a Universidade de Harvard, que custodia os manuscritos, publicou uma primeira reunião destes documentos, publicação intitulada Collected Papers of Charles Sanders Peirce. A referência aos Collected Papers of Charles Sanders Peirce, é feita pelos comentadores e os estudiosos utilizam a sigla CP, seguida do número do volume e do número do parágrafo, estes dois últimos separados por ponto. Outras obras relevantes para consulta são: Writings of Charles Sanders Peirce: a cronological edition, em 6 volumes, abreviada por W seguido do número do volume; The New

Elements of Mathematics by Charles S. Peirce, em 4 volumes, abreviada por NEM; a obra mais recente e com seleção acurada de textos em ordem cronológica, consta de 2 volumes, intitulada The Essential Peirce, com a sigla EP. Em português do Brasil, as principais traduções são: Semiótica e Filosofia, traduzidas por Octanny Silveira da Mora e Leonidas Hegenberg, de 1972, Escritos Coligidos, de 1974, de traduação de Armando Mora D'Oliveira e Sérgio Pomerangblum, Semiótica, traduzida por José Teixeira Coelho Netto, de 1977. A obra Antologia filosófica, de 1998, traduzida para o português de Portugal, foi de responsabilidade de António Machuco Rosa. A tradução para o espanhol da obra de Peirce está sendo elaborada independentemente por uma equipe de pesquisadores do Grupo de Estudios Peirceanos, da Universidad de Navarra

http://www.unav.es/gep/. Em 2012 foi publicada a tradução, por Sara Barrena, dos volumes do The Essencial Peirce para o espanhol sob o título Obra Filosófica Reunida, em dois volumes, pela editora Fundo de Cultura Econômica, México.

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9. As licenciaturas e as diplomaturas não são equivalentes ao

sistema de titulações brasileiro, isto é, o sistema universitário espanhol possuía três ciclos formativos, enquanto o brasileiro, desde pelo menos a reforma universitária de 1968, reconhece dois níveis, graduação e pós-graduação. Diplomatura e Licenciatura, como será exposto, seriam formações universitárias distintas, se considerasse a carga horária e o conteúdo administrado, talvez a licenciatura se aproximasse de um curso de graduação de bacharelado no Brasil e a diplomatura de um curso superior tecnológico de curta duração. Assim, depois da Diplomatura em alguma área afim seguia-se à Licenciatura, que pode ser tomada quase como equivalente ao bacharelado. Nesse sentido, um aluno poderia ter uma diplomatura em Biblioteconomía e uma licenciatura em Documentación, ou ainda o que era comum, uma diplomatura em Historia, Filosofía ou Filología, e uma licenciatura em Documentación. Contudo, estas aproximações são pouco úteis quando não se conhece a concepção de ambos os sistemas de

ensino. Agora com a já avançada implementação do processo Bolonha e os cursos de graduação na Espanha de 3-4 anos, é mais fácil e razoável fazer estas comparações, pelo menos no nível da graduação (grado), pois para a pós-graduação (postgrado), o sistema europeu ainda continua em processo de reforma.

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10. Segundo López Yepes (1995, p. 262) "Javier Lasso de la Vega

es, sin duda de ningún género, el introductor de la Ciencia de la Documentación en España, verdadero artífice de su progreso y desarrollo y autor del único Manual de Documentación escrito en España. Su actividad se há desplegado en tres frentes fundamentales: la implantación en nuestro país de la Clasificación Decimal Universal, la propagación del concepto de Documentación, propiamente dicho, y la aplicación de la Documentación a campos concretos del saber como el Derecho."

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11. O estudo de López Yepes é, de certo modo, peculiar, pois

enumera os docentes orientadores da primeira geração e relaciona orientandos e orientados, dispondo-os em uma genealogia dos temas de investigação que, claramente, tiveram a sua origem na Universidad Complutense de Madrid e alcançaram outras instituições do país.

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12. Somente para observar a estrutura curricular do período, o Real

Decreto n. 912/1992 estabelecia como matérias troncais: administração de recursos em unidades de informação (8 créditos), estatística (6 créditos), planejamento e avaliação de sistemas de informação (6 créditos), sistemas de representação e processamento automático do conhecimento (8 créditos), sistemas informáticos (5 créditos), técnicas de indexação e resumo na documentação científica (8 créditos) e técnicas documentais aplicadas a investigação (6 créditos). Observando sempre que o Real Decreto n. 1497/1987 estabelece que a unidade de crédito refere-se a 10 horas teóricas ou práticas.

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13. O documento divide os conteúdos obrigatórios (troncales) em

áreas, a saber: 1) documentos, unidades e sistemas de informação (12 créditos); 2) planejamento, organização e avaliação de unidades de informação (24 créditos); 3) fontes de informação (12 créditos); 4) representação e recuperação da informação (36 créditos); 5) gestão técnica de documentos de arquivo (18 créditos); 6) tecnologias da informação e edição digital (24 créditos); 7) fundamentos e metodologias de pesquisa e estudos métricos da informação (18 créditos) e; 8) Estágios (12 créditos). Além disso, descreve as competências relacionadas a cada uma das áreas. Para maiores detalhes consultar Libro Blanco del Título del Grado em Información y Documentación (ANECA, 2004, p. 95-100), bem como Frías (2008).

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14. Uma outra fonte para verificar a situação atual é o artigo de

Ortiz-Repiso, Calzada-Prado e Aportela-Rodríguez (2013, p. 506) que aponta que os estudos de Informação e Documentação na Espanha, nos diferentes níveis e modalidades são 16, oferecidos pelas seguintes instituições: Universidad Carlos III de Madrid (UC3M); Universidad Complutense de Madrid (UCM); Universidad de Alcalá de Henares (UAH); Universidad de Extremadura (UEX); Universidad de Granada (UGR); Universidad de León (Unileon); Universidad de Murcia (UM); Universidad de Salamanca (USAL); Universidad de Valencia (UV); Universidad de Zaragoza (Unizar); Universidad Politécnica de Valencia (UPV); Universidade de A Coruña (UDC); Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), especificamente a Escuela Superior de Archivística y Gestión de Documentos, Esaged), Universitat de Barcelona (UB); Universitat Oberta de Catalunya (UOC); Universitat Pompeu Fabra (UPF).

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15. Por exemplo, segundo Ortiz-Repiso,Calzada-Prado e Aportela-

Rodríguez (2013, p. 508) "El coste de la matrícula del GID en las universidades públicas [...], según precios del curso 2012/2013, oscila entre los 2.364 y los 6.064,80 euros, coste

que se incrementa en las segundas y terceras matrículas.", enquanto "[...] los precios de los masters oficiales varían sensiblemente [...] oscilando entre los 1.296 y los 4.246 anuales (60 ECTS)." (ORTIZ- REPISO; CALZADA-PRADO; APORTELA-RODRÍGUEZ, 2013, p. 510). Um dado importante é que as taxas escolares são cobradas por universidades públicas e privadas, a vantagem das universidades públicas é que os estudantes podem solicitar ajudas (becas) que funcionam como descontos ao valor total da matrícula ou ajudas de custo (beca comedor etc.) para restaurantes e outros serviços universitários.

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16. Outro termo de capital importância para entender a lógica da

Documentação na Espanha é Biblioteconomia. Orera Orera (2002) expõe que o objeto da Biblioteconomia é a biblioteca, mesmo considerando uma concepção ampla de biblioteca. Para tanto, vê como necessário definir biblioteca a partir de cinco partes: coleção, organização, serviços, cooperação e tipologia bibliotecária (ORERA ORERA, 2002, p. 94). Para a autora (ORERA ORERA, 2002a, p. 93): "[...] en la actualidad, los más conocidos en español son el de Bibliotecología y el Biblioteconomía. El primero deriva de tres vocablos griegos: biblion, libro; theke, caja; y logos, palabra, verbo. El término << biblioteconomía >> procede de : biblion, libro; theke, caja, armario; y nomos, regla, ley. Este último es del uso más generalizado en España".

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17. Faz-se necessário registrar algumas linhas sobre os

procedimentos de busca de material para este tópico. Primeiro, buscaram-se em materiais de Linguística elementos que permitissem saber como foram tratados os temas semióticos e semiológicos na Espanha. Por outro lado, recorreu-se a dados da introdução do pensamento de Peirce na Espanha. Para tanto, retomaram-se os manuais de Linguística e Semiótica, dando especial importância para os que apresentassem uma trajetória, tanto da Filosofia quanto da Linguística, as duas principais bases para as abordagens semióticas. A hipótese de

trabalho era que se conhecendo as linhas desses campos, poder-se-ia, em um segundo momento, identificar a ordem cronológica e processual dos eventos e o aparente contexto teórico em que se encontrava a Documentação na Espanha, com o objetivo de integrar tópicos semióticos.

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18. Disponível em: http://iass-ais.org/. Acesso em: 13 out. 2014.

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19. Disponível em: http://www.semioticaes.es. Acesso em: 23 nov.

2014.

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20. Disponível em: http://www.sel.edu.es/. Acesso em: 30 out. 2014.

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21. Esse discurso foi organizado segundo os parâmetros da técnica

discurso do sujeito coletivo. Para um melhor detalhamento, consultar Almeida (2017).

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22. Importante destacar a reflexão trazida pela autora Gil Urdiciain

(1994, p. 78) sobre o problema terminológico de análise documental de conteúdo (ADC). Segundo é considerada, a luz da afirmação de Izquierdo Arroyo (1993, p. 199-216), a "análise", como termo, representa apenas uma das fases do processo e não consegue compreender com um só golpe análise e síntese. Por esta razão, Izquierdo Arroyo propôs a denominação Tratamento Documental de Conteúdo (TDC) para evitar confundir o processo todo com apenas uma de suas operações. Outra nota terminológica é que o resumo refere-se tanto ao produto quanto ao processo de resumir, o que causa algumas dificuldades, de modo que é comum recorrer a este verbo para marcar a operação, ainda que existam as expressões descrição substancial e condensação (GIL URDICIAIN, 1994, p. 82).

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23. Lara (2014) examinou o teor desse artigo de Izquierdo Arroyo,

de 1992, descreveu a sua estrutura e avaliou a sua importância para a Documentação, ressaltando que os trabalhos de

Izquierdo Arroyo não foram muito divulgados, e por conseguinte houve um prejuízo no conhecimento de sua obra.

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24. O grupo de pesquisa SEMIODOC continua ativo e contanto

com a participação de professores, colaboradores e bolsistas.

Disponível em: https://curie.um.es/curie/catalogo-ficha.du?

seof_codigo=1&perf_codigo=10&cods=E053*02. Acesso em: 12 out. 2014.

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25. Os especialistas em organização do conhecimento que

participaram como entrevistados ou respondentes estão vinculados às seguintes universidades: Universidad Complutense de Madrid (Blanca Gil Urdiciain), Universidad Carlos III de Madrid (José Antonio Morero González e Rosa San Segundo), Universidad de Alcalá (Monica Izquierdo Alonso), Universidad de Zaragoza (Carmen Agustín), Universitat de Barcelona (Constança Espelt), Universitat de Valencia (Nuria Lloret Romero), Universidad Politécnica de Valencia (Fernanda Peset), Universidad de Murcia (José Maria Izquierdo Arroyo e Luis Miguel Moreno Fernández), Universidad de Granada (Carmen Galvez e María José Lopez-Huertaz), Universidad de Salamanca (Carlos García Figuerola e José Luis Alonso Berrocal), Universidad de León (Maria Luisa Alvite Diez e Blanca Rodríguez Bravo), Universidad de Sevilla (Antonio García Gutiérrez) e Universidad de Navarra (Sara Barrena, especialista em Filosofia e Semiótica de Peirce e tradutora da obra de Peirce para o espanhol). Outros especialistas aceitaram receber o pesquisador e conversar sobre a pesquisa, contudo não permitiram a gravação da entrevista, nem mesmo o registro das respostas em questionário, foi o caso de Carmen Díez Carrera (Universidad Carlos III de Madrid) e Mendonza Ibáñez (Universidad de La Rioja e especialista em Linguística). De todo modo, as respostas desses especialistas foram extremamente enriquecedoras. Sendo assim, a pesquisa contou ao final com a colaboração de 20 especialistas.

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