Suíte Tóquio
Começa com uma frase que não deixa saída: estou a raptar uma criança. Quem fala é Maju, babá de uma menina numa São Paulo de prédios com porteiro, e naquela manhã sai do portão com ela como sai todos os dias, só que hoje não vai voltar. À volta está o que ela chama o exército branco, a fila de babás de uniforme que enche a praça de manhã com carrinhos e balanços. O livro alterna a voz dela com a da mãe da criança, e o que se abre entre as duas é a distância entre quem cria um filho e quem o paga. Madalosso escreve as duas com o mesmo cuidado e não facilita a nenhuma.
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