
Felizes Para Sempre
de Kiera Cass

Major Policarpo Quaresma é um funcionário público do Rio de Janeiro dos primeiros anos da República, tomado por um amor quase religioso ao Brasil. Ele estuda o tupi, defende o violão como arte nacional e propõe reformas que só rendem escárnio dos colegas. Cada gesto sincero esbarra na burocracia, na politicagem e no descaso. Quando tenta cultivar a terra e depois apoiar Floriano Peixoto durante a Revolta da Armada, o idealismo colide de frente com a realidade brutal do poder. Lima Barreto constrói uma sátira amarga do nacionalismo ufanista e da desilusão com o novo regime, misturando ironia e ternura. A prosa direta e sem ornamentos anuncia caminhos que o modernismo brasileiro trilharia anos depois.