
A Guerra dos Mascates
Recife, tarde de 1º de outubro de 1710. Na casa do mascate Simão Ribas, sarapintada de todas as cores e apelidada Perereca, Marta atira bagaços de cana da janelinha do sótão em Nuno, caixeiro na loja do pai, o mercador Miguel Viana. O rapaz trepa no telhado e tira um ninho de carriça do vão de uma telha, e é apanhado pela cavalgada de Sebastião de Castro Caldas, governador e capitão-general de Pernambuco. O ajudante Negreiros sai atrás dele; Vital Rebelo atravessa-lhe o passo e lembra que El-Rei pôs o governador ali para guardar os forais, não para montear os filhos de seus vassalos. Por trás do namoro de janela corre o levante que os de Olinda preparam contra os mascates, com o escrevente Cosme Borralho, o Pisca-Pisca, e o poeta Lisardo. A história é dada como um manuscrito achado numa arca de sacristia. Este volume fecha com a criação da vila do Recife.






