A Viúva Simões
Num domingo de junho de 1891, no chalet de Santa Teresa onde vigia os cinco criados e prende a filha aos preceitos do luto, a viúva Simões lê na Gazeta que Luciano Dias voltou da Europa. No mesmo dia ele manda o cartão de visita, e o namoro que ele cortou dezenove anos antes, sem uma linha de despedida, recomeça. Luciano não quer casar. Pede a Ernestina que tire o luto, que mande retirar da sala o retrato a óleo do comendador Simões e que arranje casamento para Sara, a filha que tem a cara do pai e fala dele a toda hora. Ernestina assina o Lírico, sobe e desce a Rua do Ouvidor à espera de um encontro por acaso e chega a receber em casa o Rosas, o maior inimigo do marido. Sara entra na sala, vê os dois e sai para o jardim a desfolhar as plantas, chamando pelo pai. No fim, o paquete de Luciano demanda a barra e a moça está numa cadeira de rodas ao lado da mãe, no terraço.




