Adolpho Lutz: Dermatologia e Micologia
Os bacilos da úlcera mole, do Prof. Primo Ferrari
2. dass sie in den Geschwüren bis zur Heilungsperiode gefunden wurden;
3. dass sie in den Bubonen während der ersten 48 Stunden und länger fehlten, aber später bis zum Eintritt der Heilung vorkamen, und
4. dass neben den angeführten Bacillen häufig zahlreiche Mikrokokken von verschiedener Grösse, meist in Ketten angeordnet, sich vorfanden, welche zuweilen ins Innere der Kerne eingedrungen waren.
Verfasser schliesst auf die Spezificität dieser Bacillen, weil sie bei andern katarrhalischen und ulcerösen Prozessen fehlen, dagegen auch bei der, dem ulcus molle konsekutiven Adenitis vorhanden sind, und weil ihre Gegenwart mit der Kontagiosität des Ulcus und des ulcerösen Bubo zeitlich zusammenfällt. Letzteres Verhältnis wird noch des nähern erörtert. Verfasser kommt dabei zum Schlusse, dass eine höhere Temperatur auf die Entwickelung dieser Bacillen hemmend einwirkt und ihre Vermehrung nach Eröffnung der Abcesse der Abkühlung durch die äussere Luft zuzuschreiben ist.
Weitere Versuche betr. Reinkulturen und Inokulationen werden in Aussicht gestellt. Die Arbeit ist von einer Tafel begleitet, welche die bacillenhaltigen Zellen darstellt.
Hamburg
Dr. Lutz
Os bacilos da úlcera mole, do Prof.
Primo Ferrari *
I bacilli dell´ulcera molle, del Prof. Primo Ferrari. Communicazione avventiva all´Accademia Gioenia, selecta 26 Luglio 1885. (Atti dell ´Accademia Gioenia di Scienze Naturali in Catania. Serie III. Vol.
XVIII.) Nesse trabalho, o autor retoma uma comunicação anterior, 2 cujo conteúdo resume da seguinte forma:
Ao examinar ao microscópio a secreção do Ulcus molle (com Hartnack Oc. 3, Obj. imm 1/15), encontrou [células] epiteliais e piogênicas que apresentavam, em seu protoplasma, de 10 a 30 – ou mais – bacilos, os quais penetravam também no núcleo; percebeu, ademais, que o protoplasma de algumas dessas células fora praticamente destruído e dera lugar a aglomerados de bacilos.
O autor prosseguiu seus estudos examinando as secreções do cancro mole e de bubões ulcerados, comparando-as com outros processos ulcerosos e catarrais para fins de controle. Na experiência, a úlcera é lavada e enxugada e, exercendo-se pressão com uma lâmina, colhe-se algum líquido que, em seguida, é seco sobre uma chama. Cora-se, durante uma hora, com um preparado fraco de violeta de metila; lava-se, depois, com água pura ou com água com baixa concentração de ácido nítrico, montando-se a lâmina com bálsamo de Dammar ou do Canadá. A observação ocorreu com Zeiss Oc.4, objetiva de imersão em óleo 1/12.
O autor pôde comprovar seus achados anteriores e constatou:
1) que esses bacilos eram muito menores do que os da tuberculose, sífilis e lepra;
2) que eram encontrados nas ulcerações até mesmo durante a convalescença;
3) que eram inexistentes nos bubões nas primeiras 48 horas ou mais, sendo encontrados aí, no entanto, até durante a convalescença e
4) que, além dos mencionados bacilos, encontram-se numerosos micrococos de variados tamanhos, a maioria dos quais ordenados em cadeias que acabam penetrando no interior dos núcleos.
O autor ressalta a especificidade desses bacilos, por estarem ausentes de outros processos ulcerosos ou catarrais, sendo localizáveis, no entanto, na adenite que se segue ao Ulcus molle; e por surgirem concomitantemente ao período contagioso do Ulcus e dos bubões ulcerosos. A última circunstância ainda aguarda discussões mais detalhadas. O autor chega à conclusão de que temperaturas mais elevadas têm efeito inibidor sobre o desenvolvimento e a proliferação desses bacilos, e que a sua multiplicação após a abertura dos abcessos pode ser atribuída ao resfriamento que ocorre em conseqüência do contato com o ar exterior.
Espera-se que sejam feitos outros experimentos concernentes a culturas puras e inoculações. Junto ao trabalho há uma gravura que mostra as células que contêm os bacilos.
Hamburgo
Dr. Lutz
* Resenha publicada em Monatshefte für Praktische Dermatologie, 1886, p.439-40.
1 Gazzetta degli Ospedali, 1885, n.45 e 46.
2 Gazzetta degli Ospedali, 1885, n.45 e 46.