Bontrager Manual Prático de Técnicas e Posicionamento Radiográfico

Considerações sobre o Posicionamento

(R) Rotina, (E) Especial

 

Considerações sobre o Posicionamento

Esterno

O exame de rotina do esterno normalmente inclui radiografias oblíquas e em perfil, com deslocamento do esterno à esquerda da coluna e superposição à sombra cardíaca homogênea. Para tanto, a melhor incidência é a oblíqua anterior direita (OAD) em angulação de 15° a 20°. De modo geral, a técnica respiratória ortostática é usada para “borrar” as tramas pulmonares e as costelas superpostas ao esterno. Dependendo da preferência do radiologista, a exposição também pode ser feita com a expiração suspensa. A distância fonte-receptor (DFR) mínima para a radiografia do esterno é de 102 cm (40”). A pele do paciente deve estar pelo menos 38 cm (15”) abaixo da superfície do colimador para redução da dose cutânea.

 

Costelas

Cada tecnólogo deve determinar a rotina preferida de seu departamento.

Rotina com Duas Imagens

Uma rotina sugerida com duas imagens é a radiografia AP ou PA com a área de interesse mais próxima ao receptor de imagem (RI) (acima ou abaixo do diafragma) e uma incidência oblíqua das costelas axilares do lado da lesão. Assim, a incidência oblíqua desta rotina em um caso com lesão nas costelas anteriores esquerdas seria OAD, com afastamento da coluna da área de lesão e maior visibilidade das costelas axilares esquerdas. A incidência oblíqua em caso de lesão das costelas posteriores direitas seria a oblíqua posterior direita (OPD), em que a coluna é novamente afastada da área acometida.

Rotina com Três Imagens Outra rotina com três imagens, exigida por alguns departamentos em todos os traumatismos de costelas, é composta por AP acima do diafragma ou AP abaixo do diafragma e OPD e oblíqua posterior esquerda (OPE) do local da lesão.