Cavalo de Tróia 1: Jerusalém

J. J. Benítez · Capítulo 1 de 19

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Cavalo de Tróia 1: Jerusalém

Apresentação

 

Sempre sonhei em escrever a vida de Jesus de Nazaré como teria feito um

jornalista, ou um cientista, passo a passo e em detalhes. O que não podia imaginar

é que os sonhos acabam se realizando bem aqui, em vida, ou depois da morte.

Cavalo de Troia 1 foi o resultado desse sonho. Um dia, quando menos esperava,

surgiu uma documentação importantíssima que me levou a escrever o que todos

conhecem.

Cavalo de Troia 2 e os outros surgiram, praticamente, como um resultado

natural do primeiro. A documentação que havia chegado a minhas mãos era

volumosa e importante o suficiente para não deixar o assunto em apenas um

primeiro livro. E a obra será publicada integralmente, a despeito das fortes críticas

e das manobras de desprestígio que sofri nestes 21 anos desde a publicação da

primeira edição do Cavalo de Troia 1 no Brasil, em 1987. (Na Espanha, o livro foi

publicado em 1984.) Entendo que a narração da vida de Jesus de Nazaré, do modo

como aparece na série, era uma obrigação moral que eu tinha para com os leitores.

Sentimos a verdade porque toca o coração, e foi isso que me aconteceu quando

conheci esta versão da vida e do pensamento de Jesus. Nenhuma igreja tem o

direito de esconder a Verdade e, muito menos, de manipulá-la. E isso é o que tem

feito a Igreja Católica desde o início.

Fiquei surpreso e, depois, imediatamente encantado. Esse Jesus humano,

próximo, e ao mesmo tempo Deus, me impressionou. Era o que eu precisava e

buscava – em vão – havia muito tempo. O Jesus da série Cavalo de Troia não é um

deus castigador nem controlador. Simplesmente brinda a imortalidade. E isso me

convenceu.

A Igreja Católica, especialmente seus setores mais conservadores, tentou – e

tenta – ridicularizar o meu trabalho. O livro, porém, continua na linha de frente.

Várias gerações se incorporaram à sua leitura seguindo o boca a boca. Por que

será? Eu sempre disse: Cavalo de Troia é um livro mágico, que toca o coração das

pessoas, sem importar se são crentes ou ateus; não importa a idade nem a

condição social.

Agora sou uma pessoa mais segura. Acredito saber o que me espera depois da

morte. Sei que, depois dela, há VIDA. E isso devo a Ele. Agora creio saber quem

sou e por que estou aqui. Isso acontece a todo aquele que lê a obra, cedo ou tarde.

Ler Cavalo de Troia é conseguir um passaporte para a certeza. Cavalo de Troia tem

a virtude de não deixar ninguém indiferente e de mexer com o mais íntimo de cada

ser humano.

Talvez a maior recompensa por esses muitos anos de trabalho sejam as cartas

e os contatos dos leitores. Chegam diariamente. São cartas e mensagens que agradecem pela aproximação ao Mestre. Entendo que esses anos de sacrifício, as

viagens e as 4.500 páginas sobre Jesus de Nazaré valeram a pena. Acho que meu

trabalho está praticamente concluído. Falta apenas o Cavalo de Troia 9 para

terminar a saga. Imagino que estará nas ruas em 2010, possivelmente no outono.

Depois... surpresa!

Segundo a editora, dos oito volumes foram vendidos cerca de 6 milhões de

exemplares em todo o mundo. Isso significa mais de 24 milhões de possíveis

leitores, e a contagem não para...

Só posso estar agradecido por tanta fidelidade.

 

Um abraço para meus queridos leitores brasileiros,

 

J. J. Benítez