Cinquenta Tons de Liberdade
Capítulo x
Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.
Christian Grey
CEO, Agora Impaciente para o Jantar da AACB Inc., Grey Participações e Empreendimentos Inc.
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Todos os músculos em minha barriga se apertam. Hmm. . .
Eu me pergunto o que ele vai inventar. Hannah bate à porta, interrompendo o meu devaneio.
— Pronta para passear através de sua programação para esta semana, Ana?
— Claro. Sente-se. — Eu sorrio, recuperando o meu equilíbrio, e minimizando o meu programa de e-mail. — Eu tive que mudar alguns encontros do Sr. Fox na próxima semana e Dr.
Meu telefone toca, interrompendo-a. É Roach. Ele pede que vá até seu escritório.
— Podemos retomar daqui a vinte minutos?
— Claro.
De: Christian Grey Assunto: Noite passada Data: 30 de agosto, 2011 09:24
Para: Anastásia Grey
Foi. . . divertido.
Quem teria pensado que o jantar anual da ASA poderia ser tão estimulante?
Como sempre, você nunca decepciona, Sra. Grey.
Eu te amo.
x
Christian Grey
CEO Pasmo, Grey Participações e Empreendimentos Inc.
De: Anastásia Grey Assunto: Eu adoro um bom jogo de bola. . .
Data: 30 de agosto, 2011 09:33
Para: Christian Grey
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Caro Sr. Grey Eu perdi as bolas de prata.
Você nunca decepciona.
Isso é tudo.
Sra. G. x
Anastásia Grey Coordenadora Editorial, SIP
Hannah bate na minha porta, interrompendo meus pensamentos eróticos da noite anterior. As mãos de Christian. . . sua boca.
— Entre.
— Ana, Sr. Roach acabou de ligar. Ele gostaria que você participasse de uma reunião esta manhã. Isso significa que eu tenho que mudar alguns de seus compromissos de novo.
Tudo bem?
Sua língua.
— Claro. Sim, — eu resmungo tentando interromper meus pensamentos rebeldes. Ela sorri e sai do meu escritório...
deixando-me com a minha memória deliciosa de ontem à noite.
De: Christian Grey Assunto: Hyde Data: 01 de setembro de 2011 15:24
Para: Anastásia Grey
Anastásia Para sua informação, foi negada a fiança de Hyde, ele permanecerá em prisão preventiva. Ele foi acusado de tentativa de sequestro e incêndio criminoso.
Ainda não há data definida para o julgamento.
Christian Grey
CEO, Grey Participações e Empreendimentos Inc.
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De: Anastásia Grey Assunto: Hyde Data: 01 de setembro de 2011 15:53
Para: Christian Grey
É uma boa notícia.
Isso significa que você vai aliviar a segurança?
Eu realmente não faço questão de Prescott.
Ana x
Anastásia Grey Coordenadora Editorial, SIP
De: Christian Grey Assunto: Hyde Data: 01 de setembro de 2011 15:59
Para: Anastásia Grey
Não. Os seguranças vão permanecer no local. Sem discussão.
O que há de errado com Prescott? Se você não gosta dela, vamos substituí-la.
Christian Grey
CEO, Grey Participações e Empreendimentos Inc.
Eu faço careta para seu arrogante e-mail. Prescott não é tão ruim.
De: Anastásia Grey Assunto: Mantenha seu cabelo no lugar!20
Data: 01 de setembro de 2011 16:03
20 “keep your hair on” - Gíria inglês, que neste contexto significa fique calmo.
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Para: Christian Grey
Eu só estava perguntando (desviando o olhar). E eu vou pensar em Prescott.
Acalme sua mão inquieta!
Ana x
Anastásia Grey Coordenadora Editorial, SIP
De: Christian Grey Assunto: Não me tente.
Data: 01 de setembro de 2011 16:11
Para: Anastásia Grey
Posso lhe assegurar, Sra. Grey, que meu cabelo é está muito firmemente no lugar - isto não foi demonstrado muitas vezes pela sua boa personalidade?
A palma da minha mão, porém, está se contorcendo.
Eu poderia fazer algo sobre isso esta noite.
x
Christian Grey
CEO não careca ainda, Grey Participações e Empreendimentos
Inc.
De: Anastásia Grey Assunto: Contorcendo-se Data: 01 de setembro de 2011 16:20
Para: Christian Grey
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Promessas, promessas. . .
Agora, pare de me importunar. Eu estou tentando trabalhar, eu tenho uma reunião imprevista com um autor.
Tentarei não ser distraída com pensamentos sobre você durante a reunião.
A x
Anastásia Grey Coordenadora Editorial, SIP
De: Anastásia Grey Assunto: Vela & Elevado & Apanhando Data: 5 de setembro de 2011 09:18
Para: Christian Grey
Marido
Você sabe como dar a uma menina uma boa diversão.
Vou, claro, estar esperando esse tipo de tratamento a cada fim de semana.
Você está me estragando. Eu amo isso.
Sua esposa xox
Anastásia Grey Coordenadora Editorial, SIP
De: Christian Grey Assunto: Missão da minha vida. . .
Data: 5 de setembro de 2011 09:25
Para: Anastásia Grey
É a mimá-la, Sra. Grey.
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E mantê-la segura porque eu te amo.
Christian Grey CEO
Loucamente
apaixonado,
Grey
Participações e
Empreendimentos Inc.
Oh meu Deus. Ele poderia ser mais romântico?
De: Anastásia Grey Assunto: Missão da minha vida. . .
Data: 5 de setembro de 2011 09:33
Para: Christian Grey
Isso é permitido a você.. , porque eu também te amo.
Agora, pare de ser tão sentimental.
Você está me fazendo chorar.
Anastásia Grey Coordenadora Editorial Igualmente apaixonada, SIP
No dia seguinte, eu olho para o calendário na minha mesa. Apenas cinco dias para 10 de setembro, dia do meu aniversário. Eu sei que nós estamos dirigindo para a casa para ver como Elliot e sua tripulação estão progredindo.
Hmm. . . Eu me pergunto se Christian tem outros planos?
Sorrio com o pensamento. Hannah bate na minha porta.
— Entre.
Prescott está fora. Esquisito...
— Oi, Ana — diz Hannah. — Há uma Leila Williams aqui para vê-la?
Ela diz que é pessoal.
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— Leila Williams? Eu não conheço uma. . . — Minha boca fica seca, e os olhos de Hannah ampliam com a minha expressão.
Leila? Merda. O que ela quer?
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Capítulo 16
— Você quer que eu a mande embora?— Hannah pergunta, assustada com a minha expressão.
— Hum, não. Onde ela está?
— Na recepção. Ela não está sozinha. Ela está acompanhada de outra jovem.
Oh!
— E a senhorita Prescott quer falar com você, —
acrescenta Hannah.
Tenho certeza que ela quer.
— Mande-a entrar.
Hannah fica de lado, e Prescott entra em meu escritório.
Ela está em uma missão, cheia de eficiência profissional.
— Dê-me um momento, Hannah. Prescott, pegue uma cadeira.
Hannah fecha a porta, deixando-me sozinha com Prescott.
— Sra. Grey, Leila Williams está em sua lista visitantes proibidos.
— O quê?— Eu tenho uma lista de visitas?
— Em nossa lista de vigilância, senhora. Taylor e Welch foram bastante específicas sobre não deixá-la entrar em contato com você.
Eu franzo a testa, sem entender.
— Ela é perigosa?
— Eu não posso dizer, minha senhora.
— Por que não posso saber se ela está aqui?
Prescott engole e por um momento parece estranha.
— Eu estava no banheiro. Ela entrou, falou diretamente com Claire, e Claire chamou Hannah.
— Oh. Eu entendo. — Eu percebo que até mesmo Prescott tem que fazer xixi, e eu riu. — Oh, querida.
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— Sim, senhora. — Prescott me dá um sorriso envergonhado, e é a primeira vez que eu vejo uma fenda
em sua armadura. Ela tem um sorriso encantador.
— Eu preciso falar com Claire sobre o protocolo, mais uma vez, — diz ela, seu tom cansado.
— Claro. Será que Taylor sabe que ela está aqui? —Eu cruzo meus dedos inconscientemente, esperando que ela não tenha contado para Christian.
— Deixei uma mensagem de voz breve para ele.
Oh.
— Então tenho pouco tempo. Eu gostaria de saber o que ela quer.
Prescott olha para mim por um momento.
— Deveria aconselhá-la contra isso, senhora.
— Ela está aqui para me ver por um motivo.
— Suponho que eu devo preveni-la, senhora. — Sua voz é suave, mas resignada.
— Eu realmente quero ouvir o que ela tem a dizer. — Meu tom é mais forte do que eu pretendo.
Prescott sufoca um suspiro.
— Eu gostaria de revistá-las antes que a ouça.
— Ok. Você pode fazer isso?
— Estou aqui para protegê-la, Sra. Grey, então sim, eu posso. Eu também gostaria de ficar com você enquanto você fala.
— Ok. — Vou conceder-lhe esta concessão. Além disso, da última vez eu encontrei Leila, ela estava armada. —Vá em frente.
Prescott sai do quarto.
—Hannah, — eu chamo.
Ela abre a porta muito rapidamente. Ela deve ter ficado imóvel do lado de fora.
— Você pode verificar se a sala de reuniões está livre, por favor?
— Eu já fiz, e está pronta.
— Prescott, você pode revistá-las lá dentro? É privado o suficiente?
— Sim, senhora.
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— Eu vou estar lá em cinco minutos, então. Hannah, mostre a Leila Williams e quem está com ela a sala de reunião.
— O farei. — Hannah olha ansiosamente de Prescott para mim. — Devo cancelar a sua próxima reunião? É às quatro, mas do outro lado da cidade.
— Sim, — murmuro, distraída. Hannah acena com a cabeça, em seguida, sai.
Que diabos Leila quer? Eu não acho que ela está aqui para me fazer algum mal. Ela não o fez no passado, quando teve a oportunidade. Christian vai enlouquecer. Minha subconsciente cerra os lábios, cerimoniosamente cruza as pernas, e acena. Eu preciso lhe dizer que estou fazendo isso. Eu escrevo um e-mail rápido, em seguida, faço uma pausa, verificando o tempo.
Sinto uma pontada momentânea de arrependimento.
Temos nos dado tão bem desde Aspen. Pressiono enviar.
De: Anastásia Grey Assunto: Visitantes Data: 06 de setembro de 2011 15:27
Para: Christian Grey Christian Leila está aqui para me ver.
Vou vê-la com Prescott.
Vou usar minhas habilidades recém adquiridas batendo com a minha mão agora curada, se eu precisar.
Tente, e eu digo tente, não se preocupar.
Eu sou uma menina grande.
Vou ligar uma vez que terminarmos de conversar.
A x
Anastásia Grey Coordenadora Editorial, SIP
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Apressadamente, eu escondo o meu BlackBerry na minha gaveta. Eu fico, alisando minha saia grafite sobre meus quadris, belisco as minhas bochechas para lhes dar alguma cor, e desfaço o próximo botão na minha blusa de seda cinza. Ok, eu estou pronta. Depois de tomar uma respiração profunda, eu saio do meu escritório para atender a Srta.
Leila Williams ignorando “ Your Love is King” cantarolando suavemente de dentro de minha mesa.
Leila parece muito melhor. Mais do que melhor – ela está muito atraente. Suas bochechas estão coradas, e seus olhos castanhos são claros, o cabelo limpo e brilhante. Ela está vestida com uma blusa rosa pálido e calça branca. Ela levanta assim que eu entro na sala de reunião, assim como sua amiga – outra mulher de cabelos escuros, com olhos castanhos, a cor do conhaque. Prescott paira no canto, e não tiro os olhos de Leila.
— Sra. Grey, muito obrigada por me ver. — a voz de Leila está suave, mas clara.
— Um. . . Desculpe a segurança, — eu murmuro, porque não posso pensar no que dizer. Eu aceno distraidamente para Prescott.
— Este é minha amiga, Susi.
— Oi. — Aceno para Susi. Ela se parece com Leila. Ela se parece comigo. Oh, não. Outra.
— Sim, —Leila diz, como se estivesse lendo meus pensamentos. — Susi conhece Sr. Grey, também.
Que diabos eu vou dizer sobre isso? Dou-lhe um sorriso educado.
— Por favor, sente-se, — murmuro.
Há uma batida na porta. É Hannah. Eu a vejo em movimento, sabendo muito bem por que ela está nos perturbando.
— Desculpe interromper, Ana. Tenho Sr. Grey na linha?
— Diga-lhe que estou ocupada.
— Ele foi bastante insistente, — ela diz com medo.
— Tenho certeza de que ele foi. Poderia pedir desculpas a ele, e dizer que vou retornar sua ligação muito em breve?
Hannah hesita.
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— Hannah, por favor.
Ela balança a cabeça e corre fora da sala. Eu volto para as duas mulheres sentadas na minha frente. Ambas estão olhando para mim com admiração. É desconfortável.
— O que posso fazer por você? — Eu pergunto.
Susi fala.
— Eu sei que isto é todo tipo de coisa estranha, mas eu queria conhecê-la, também. A mulher que capturou Chris...
Eu seguro a minha mão, parando-a no meio da frase. Eu não quero ouvir isso.
— Um. . . Posso imaginar — Eu murmuro.
— Nós nos chamamos de o clube sub. — Ela sorri para mim, os olhos brilhando de alegria.
Oh meu Deus.
Leila suspira e olha boquiaberta para Susi, uma vez divertida e horrorizada. Susi estremece. Suspeito que Leila a chutou por baixo da mesa.
Que diabos se supõem que eu vou dizer sobre isso? Olho nervosamente para Prescott, que permanece impassível, os olhos nunca deixando Leila.
Susi parece lembrar-se. Ela cora, então balança a cabeça e fica em pé. — Vou esperar na recepção. Este é o show de Lulu. — Eu posso dizer que ela está envergonhada.
Lulu?
— Você vai ficar bem? — Ela pergunta à Leila, que sorri para ela.
Susi me dá um grande sorriso aberto, verdadeiro e sai da sala.
Susi e Christian. . . não é um pensamento sobre o qual eu gostaria de me debruçar. Prescott pega o telefone no bolso e atende. Eu não o ouvi tocar.
— Sr. Grey, — ela diz. Leila e eu viramos para olhar para ela.
Prescott fecha os olhos como se com dor.
— Sim, senhor, — ela diz, um passo à frente, e me dá o telefone.
Reviro os olhos.
— Christian, — murmuro, tentando conter minha irritação.
Eu estou caminhando rapidamente e fora da sala.
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— Que porra você está brincando? — Ele grita. Ele está fervendo.
— Não grite comigo.
— O que você quer dizer com não grite comigo? — Ele grita, mais alto desta vez. — Eu dei instruções específicas e você tem ignorado completamente – de novo. Inferno, Ana, eu estou fodidamente furioso.
— Quando você estiver mais calmo, vamos falar sobre isso.
— Não desligue na minha cara, — ele sibila.
— Tchau, Christian. — Eu desligo, e desligo o celular de Prescott.
Puta merda. Eu não tenho muito tempo com Leila. Tomo uma respiração profunda, eu reentro na sala de reunião.
Tanto Leila e Prescott olham para mim com expectativa, e eu entrego à Prescott seu telefone.
— Onde estávamos? — Peço a Leila enquanto sento em frente a ela.
Seus olhos se arregalaram ligeiramente.
Sim. Aparentemente, eu lido com ele, eu quero dizer a ela. Mas não acho que ela quer ouvir isso.
Leila enrola nervosamente as pontas dos cabelos.
— Primeiro, eu quero pedir desculpas, — ela diz em voz baixa.
Oh. . .
Ela olha para cima e registra a minha surpresa.
— Sim,— ela diz rapidamente. — E de agradecer a você por não apresentar queixa. Você sabe por seu carro e no seu apartamento.
— Eu sei que você não estava. . . hum, bem, — murmuro, cambaleando. Eu não esperava um pedido de desculpas.
— Não, eu não estava.
— Você está se sentindo melhor agora? — Pergunto gentilmente.
— Muito. Obrigada.
— O seu médico sabe que você está aqui?
Ela balança a cabeça.
Oh.
Ela aparenta se sentir culpada.
— Eu sei que vou ter que lidar com as consequências disso mais tarde. Mas eu tinha que pegar algumas coisas, e eu queria ver Susi, e você, e. . . Sr. Grey.
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— Você quer ver Christian? — Meu estômago cai em queda livre para o chão. É por isso que ela está aqui.
— Sim. Eu queria te perguntar se isso seria bom.
Puta merda. Eu fico de boca aberta para ela, e eu quero lhe dizer que: não está bem. Eu não a quero perto do meu marido, de jeito nenhum. Por que ela está aqui? Para avaliar a oposição? Para perturbar-me? Ou talvez ela precisa disto como uma espécie de encerramento?
— Leila. — Eu hesito, exasperada. — Não cabe a mim, cabe a Christian. Você terá que perguntar a ele. Ele não precisa da minha permissão. Ele é um homem crescido. . . a maior parte do tempo.
Ela olha para mim por uma fração de segundo, como se estivesse surpresa com minha reação depois ri baixinho, girando nervosamente o fim de seu cabelo.
— Ele se recusou repetidamente todos os meus pedidos para vê-lo, — diz ela calmamente.
Oh merda. Estou em mais problemas do que eu pensava.
— Por que é tão importante para você vê-lo?— Pergunto gentilmente.
— Para agradecer-lhe. Eu estaria apodrecendo em uma prisão psiquiátrica fedorenta se não fosse por ele. Eu sei disso. — Ela olha para baixo e coloca seu dedo ao longo da borda da mesa. — Eu sofri um grave episódio psicótico, e sem Sr. Grey e John – Dr Flynn. . . — Ela encolhe os ombros e olha para mim mais uma vez, seu rosto cheio de gratidão.
Mais uma vez estou sem palavras. O que ela espera que eu diga?
Certamente ela deve estar dizendo essas coisas para Christian, não para mim.
— E pela escola de arte. Eu não posso agradecer isso o suficiente .
Eu sabia! Christian está financiando suas aulas. Continuo sem expressão, provisoriamente exploro meus sentimentos por essa mulher, agora que ela confirmou minhas suspeitas sobre a generosidade de Christian. Para minha surpresa, eu não me sinto mal, na sua presença. É
uma revelação, e eu estou feliz que ela esteja melhor.
Agora, felizmente, ela pode seguir em frente com sua vida e fora da nossa.
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— Você está perdendo aulas agora? — Eu pergunto, porque estou interessada.
— Só duas. Eu vou para casa amanhã.
Ah bom.
— Quais são seus planos, enquanto você está aqui?
— Pegar os meus pertences com Susi, voltar para Hamden.
Continuar pintando e aprendendo. Sr. Grey já tem um par das minhas pinturas.
O que? Meu estômago mergulha no porão mais uma vez.
Que diabos...! Eles estão pendurados na minha sala? Eu freio no pensamento.
— Que tipo de pintura você faz?
— Abstratas, principalmente.
— Eu entendo. — Minha mente voa através das pinturas agora familiares na grande sala. Duas da Srta. Leila Williams. . . possivelmente.
Caramba.
—Sra. Grey, eu posso lhe falar francamente? — Ela pergunta, ignorando totalmente as minhas emoções em conflito.
— Claro, — murmuro, olhando para Prescott, que parece ter relaxado um pouco. Leila se inclina para frente como se quisesse transmitir um segredo de longa data.
— Eu amei Geoff, meu namorado que morreu no início deste ano.— A voz dela cai para um sussurro triste.
Puta merda, ela está ficando pessoal.
— Sinto muito, — eu murmuro automaticamente, mas ela continua como se não me ouvisse.
— Eu amava o meu marido. . . e um outro homem, — murmura.
— Meu marido. — As palavras estão fora da minha boca antes que eu possa detê-las.
— Sim. — Ela declara a palavra.
Isso não é novidade para mim. Quando ela levanta os olhos castanhos para os meus, eles estão largos com emoções conflitantes, e o principal parece ser a apreensão. .
. da minha reação, talvez? Mas a minha resposta esmagadora a esta pobre mulher jovem é a compaixão.
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Mentalmente eu percorro toda a literatura clássica que eu posso pensar de que trata o amor não correspondido.
Engolindo em seco, agarro a superioridade moral.
— Eu sei. Ele é muito fácil de amar, — eu sussurro.
Seus olhos arregalados aumentam ainda mais de surpresa, e ela sorri.
— Sim. Ele é. Era. — Ela corrige-se rapidamente e cora.
Então ela sorri tão docemente que eu não posso me controlar. Eu rio também. Sim, Christian Grey nos faz risonhas. Meu subconsciente revira os olhos para mim em desespero e volta a ler a sua cópia de cão orelhudo de Jane Eyre.
Olho para meu relógio. No fundo eu sei que Christian estará aqui em breve.
— Você terá sua chance de ver Christian.
— Eu pensei que eu teria. Eu sei como ele pode ser protetor. —Ela sorri.
Portanto, este é seu esquema. Ela é muito perspicaz. Ou manipuladora, sussurra meu subconsciente.
— É por isso que você está aqui para me ver?
— Sim.
— Eu entendo. — E Christian está aqui em suas mãos.
Relutantemente, eu tenho que reconhecer que ela conhece bem.
— Ele parecia muito feliz... Com você, — ela diz.
O quê?
— Como você sabe?
— Quando eu o observei no apartamento. — Ela acrescenta cautelosamente.
Oh inferno. . . como eu poderia esquecer isso?
— Você esteve lá muitas vezes?
— Não. Mas ele está muito diferente com você.
Quero ouvir isso? Um arrepio percorre-me. Meu couro cabeludo pinica quando me lembro do meu medo quando ela era a sombra invisível em nosso apartamento.
— Você sabe que é contra a lei. Invasão.
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Ela balança a cabeça, olhando para baixo na mesa. Ela corre uma unha ao longo da borda.
— Foi somente algumas vezes, e eu tive sorte de não ser pega. Mais uma vez, eu preciso agradecer ao Sr. Grey por
isso. Ele poderia ter me jogado na prisão.
— Eu não acho que ele faria isso, — murmuro.
De repente, há uma enxurrada de atividades fora da sala de reunião, e, instintivamente, eu sei que Christian está no edifício. Um momento depois, ele irrompe pela porta, e antes que ele a feche, eu observo os olhos de Taylor enquanto ele está pacientemente do lado de fora. A boca de Taylor está definida em uma linha sombria, e ele não devolve o meu sorriso apertado. Inferno, mesmo ele está bravo comigo.
O olhar cinza de Christian me queima primeiro para então chegar a Leila, pondo fim ao nosso encontro. Seu comportamento está calmamente determinado, mas eu sei melhor, e eu suspeito que Leila também saiba. O
brilho ameaçador frio em seus olhos revela a verdade –
ele emana raiva, embora a esconde bem. Em seu terno cinza, com sua gravata escura e solta no botão de cima de sua camisa branca por fazer, ele parece uma vez eficiente e casual. . . e quente. Seu cabelo está em desordem – sem dúvida porque está passando as mãos por ele, exasperado.
Leila olha nervosamente para baixo na borda da mesa, correndo o dedo indicador ao longo da borda novamente enquanto Christian olha de mim para ela e, em seguida, a Prescott.
— Você, — ele diz para Prescott em um tom suave. —
Você está demitida. Saia agora.
Eu empalideço. Oh não ... isso não é justo.
— Christian — Eu me levanto.
Ele mantém o dedo indicador para mim em alerta.
— Não, — ele diz. Sua voz tão sinistramente quieta que eu sou imediatamente silenciada e enviada ao meu lugar.
Inclinando a cabeça, Prescott caminha rapidamente para fora da sala para se juntar a Taylor.
Christian fecha a porta atrás dela e caminha até a borda da mesa. Porra!
Porra! Porra! Isso foi minha culpa. Christian fica em frente a Leila, e 393
colocando as duas mãos sobre a superfície de madeira, ele se inclina para a frente.
— Que porra você está fazendo aqui? — Rosna para ela.
— Christian, — eu suspiro. Ele ignora-me.
— Bem? — Ele exige.
Leila espreita para ele através de longos cílios, os olhos arregalados, o rosto pálido, o seu brilho rosado se foi.
— Eu queria ver você, e você não iria me deixar—, sussurra.
— Então você veio aqui para assediar minha esposa?—
Sua voz está calma. Muito quieta.
Leila olha para a mesa novamente.
Christian fica quieto olhando-a com severidade.
— Leila, se você se aproximar novamente da minha esposa, cortarei todo seu apoio. Médicos, escola de arte, seguro médico.. Tudo! Você entende?
—Christian, — Eu tento novamente. Mas ele me silencia com um olhar frio. Por que ele está sendo tão irracional?
Minha compaixão por esta mulher floresce.
— Sim, — ela diz, sua voz apenas audível.
— O que Susannah está fazendo na recepção?
— Ela veio comigo.
Ele passa a mão pelos cabelos, olhando para ela.
— Christian, por favor, — peço-lhe. — Leila só quer dizer obrigado.
Isso é tudo.
Ele me ignora, concentrando sua ira sobre Leila.
— Você ficou com Susannah enquanto estava doente?
— Sim.
— Ela sabia o que você estava fazendo enquanto estava ficando com ela?
— Não. Ela estava ausente em férias.
Ele acaricia o dedo indicador sobre o seu lábio inferior.
394
— Por que você precisa me ver? Você sabe que deve enviar todos os pedidos através de Flynn. Você precisa de alguma coisa? —Seu tom foi suavizado, talvez por uma fração.
Leila tem seu dedo ao longo da borda da mesa novamente.
Pare de assediá-la moralmente, Christian!
— Eu tinha que saber. — E pela primeira vez, ela olha diretamente para ele.
— Tinha que saber o que?— Ele estala.
— Que você está bem.
Ele fica boquiaberto para ela.
— Que eu estou bem?— Ele zomba, incrédulo.
— Sim.
— Eu estou bem. Então, pergunta respondida. Agora Taylor irá levá-la para Sea-Tac para que você possa voltar para a Costa Leste. E se você der um passo a oeste do Mississippi, está tudo acabado. Entende?
Puta merda. . . Christian! Eu fico pasma para ele. Que porra ele está comendo? Ele não pode confiná-la a um lado do país.
— Sim. Eu entendo, — Leila diz calmamente.
— Ótimo. — O tom de Christian está mais conciliador.
— Pode não ser conveniente para Leila voltar agora. Ela tem planos: — Oponho-me, indignada em seu nome.
Christian olha para mim.
— Anastásia, — ele adverte, sua voz gelada, — isto não lhe diz respeito.
Eu faço uma carranca para ele. Claro que me preocupa.
Ela está no meu escritório. Deve haver mais para isso do que eu sei. Ele não está sendo racional.
Cinquenta Tons, meu subconsciente sussurra para mim. — Leila veio me ver, não você, — murmuro com petulância.
Leila se vira para mim, seus olhos incrivelmente grandes.
— Eu tinha as minhas instruções, Sra. Grey. Eu as desobedeci. — Ela olha nervosamente para o meu marido, depois para mim.
395
— Este é o Christian Grey que eu conheço, — ela diz, seu tom triste e melancólico. Christian olha severo para ela, enquanto toda a respiração se evapora dos meus pulmões.
Eu não posso respirar. Christian foi assim com ela o tempo todo? Ele foi assim comigo, no começo? Acho que é difícil de lembrar. Me dando um sorriso perdido, Leila levanta da mesa.
— Eu gostaria de ficar até amanhã. Meu vôo é ao meio-dia
—, diz ela calmamente para Christian.
— Eu vou ter alguém para buscá-la às dez e levá-lo ao aeroporto.
— Obrigada.
— Você está na Susannah?
— Sim.
— Ok.
Eu encaro Christian. Ele não pode mandar nela desse jeito. . . e como ele sabe onde Susannah vive?
— Adeus, Sra. Grey. Obrigada por me ver.
Eu fico em pé e dou a minha mão. Ela a pega com gratidão e nós nos cumprimentamos.
— Um. . . adeus. Boa sorte, — eu murmuro, porque não tenho certeza de qual é o protocolo para dizer adeus a ex-submissa de meu marido.
Ela balança a cabeça e se vira para ele.
—Adeus, Christian.
Os olhos de Christian amolecem um pouco.
— Adeus, Leila. — Sua a voz está baixa. — Dr. Flynn, lembre-se.
— Sim, senhor.
Ele abre a porta para levá-la para fora, mas ela para na frente dele e olha para cima. Ele acalma, observando-a com cautela.
— Estou feliz por você estar feliz. Você merece ser, — ela diz e sai antes que ele possa responder. Ele franze a testa depois dela, em seguida, acena para Taylor, que segue em direção a Leila na área de recepção.
Fechando a porta, Christian olha incerto para mim.
— Nem pensar em ficar com raiva de mim, — eu assobio.
— Chame Claude Bastille e bata nele com força ou vá ver Flynn.
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Sua boca aberta cai; ele está tão surpreso com a minha explosão, e sua testa aumenta mais uma vez.
— Você prometeu que não faria isso. — Agora o tom é de acusação.
— Fazer o quê?
— Desafiar-me.
— Não, eu não fiz. Eu disse que ia ser mais atenciosa. Eu disse que ela estava aqui. Eu tinha Prescott revistando ela, e seu outro amiguinho, também. Prescott estava comigo o tempo todo. Agora você dispensou a pobre mulher, quando ela estava apenas fazendo o que eu pedi. Eu disse para você não se preocupar, e você está aqui. Não me lembro de receber sua bula papel decretando que eu não podia ver Leila. Eu não sabia que os meus visitantes estavam sujeitas a uma lista proibida. —Minha voz se eleva com indignação enquanto eu aqueço a minha causa. Christian me respeita, sua expressão ilegível. Depois de um momento sua boca torce.
— Bula pape? — Ele diz, divertido, e visivelmente relaxa.
Eu não estava com o objetivo de aliviar a nossa conversa, mas aqui ele está sorrindo para mim, e isso me deixa mais
louca. A conversa entre ele e sua ex foi dolorosa para testemunhar. Como ele podia ser tão frio com ela?
— O quê? — Ele pergunta, irritado, enquanto meu rosto permanece resolutamente em linha reta.
— Você. Por que você foi tão insensível com ela?
Ele suspira e se desloca, dando um passo em minha direção e empoleira-se sobre a mesa.
— Anastásia, — ele diz como se fosse para uma criança.
— Você não entende. Leila, Susannah... todas elas ...eram um passatempo agradável e divertido. Mas isso é tudo. Você é o centro do meu universo. E na última vez que vocês duas estiveram em um quarto juntas, ela teve você na mira de uma arma. Eu não a quero em qualquer lugar perto de você.
— Mas, Christian, ela estava doente.
— Eu sei disso, e eu sei que ela está melhor agora, mas eu não estou dando a ela o benefício da dúvida mais. O que ela fez foi imperdoável.
— Mas você foi um joguete em suas mãos. Ela queria vê-lo novamente, e ela sabia que você viria correndo se ela viesse me ver.
397
Christian dá de ombros como se ele não se importasse.
— Eu não quero você manchada com a minha vida antiga.
O quê?
— Christian. . . você é quem você é por causa de sua antiga vida, sua nova vida, qualquer que seja. O que você toca, me toca. Eu aceitei isso quando concordei em me casar com você, porque eu te amo.
Ele tranquiliza. Eu sei que ele acha difícil ouvir isso.
— Ela não me machucou. Ela ama você, também.
— Eu não dou a mínima.
Eu fico pasma para ele, chocada. E eu estou chocada que ele ainda tem a capacidade de me chocar. Este é o Christian Grey que eu conheço. As palavras de Leila provocam em torno da minha cabeça. Sua reação a ela foi tão fria, tão em
desacordo com o homem que eu vim a conhecer e amar. Eu franzo o cenho, recordando o remorso que ele sentiu quando ela teve sua crise psicológica, quando ele pensou que poderia de alguma maneira ser responsável pela sua dor. Eu engulo, lembrando, também, que ele a banhou.
Meu estômago torce dolorosamente no pensamento, e a bile sobe na minha garganta. Como ele pode dizer que não se importa com ela? Ele fez naquela época. O que mudou?
Às vezes, como agora, eu só não o entendo. Ele opera em um nível muito, muito distante do meu.
— Por que você a está defendendo, de repente? — Ele pergunta, confuso e irritado.
— Olha, Christian, eu não acho que Leila e eu vamos trocar receitas e tricotando tão cedo. Mas eu não achei que você seria tão sem coração com ela.
Seus olhos se congelam.
— Eu te disse uma vez, eu não tenho um coração, — ele resmunga.
Reviro os olhos – ah agora ele está sendo adolescente.
— Isso simplesmente não é verdade, Christian. Você está sendo ridículo. Você se importa com ela. Você não estaria pagando aulas de arte e o resto das coisas se você não se importasse.
De repente, é a ambição da minha vida fazê-lo perceber isso. É
dolorosamente óbvio que ele se importa. Por que ele nega? É como seus 398
sentimentos por sua mãe biológica. Oh merda – mas é claro. Seus sentimentos por Leila e suas outras submissas estão amarrados com os seus sentimentos por sua mãe. Eu gosto de chicotear menininhas de cabelos castanhos como você, porque vocês todas se parecem com a prostituta drogada. Não é à toa que ele está tão louco. Eu suspiro e balanço a cabeça.
Chame Dr. Flynn, por favor. Como ele não pode ver isso?
Meu coração se regozija por ele momentaneamente. Meu menino perdido... Por que é tão difícil para ele voltar a ter contato com a humanidade, a compaixão que ele mostrou a Leila quando ela teve seu colapso?
Ele me olha, seus olhos brilhando de raiva.
— Esta discussão acabou. Vamos para casa.
Olho para meu relógio. São quatro e vinte e três. Eu tenho trabalho a fazer.
— É muito cedo, — eu murmuro.
— Casa — ele insiste.
— Christian. — Minha voz está cansada. —Estou cansada de ter a mesma discussão com você.
Ele franze a testa como se não entende.
— Você sabe, — Eu esclareço, — eu faço algo que você não gosta, e você pensa em alguma maneira de voltar para mim. Geralmente envolvendo alguns de seus métodos estranhos, que é tanto alucinante ou cruel. — Eu dou de ombros, resignada. Isso é cansativo e confuso.
— Alucinante?— Ele pergunta.
O quê?
— Normalmente, sim.
— O que foi alucinante?— Ele pergunta, com os olhos brilhando agora com curiosidade sensual divertida. E eu sei que ele está tentando me distrair.
Porcaria! Eu não quero discutir isso na sala de reunião do SIP. Meu subconsciente examina as unhas finamente cuidadas com desdém. Não deveria ter trazido o assunto à tona, então.
— Você sabe. — Eu coro, irritada com ele e comigo.
399
— Eu posso adivinhar, — ele sussurra.
Puta merda. Eu estou tentando castigá-lo e ele está me confundindo.
— Christian, Eu...
— Eu gosto de te agradar. — Ele delicadamente traça seu polegar sobre meu lábio inferior.
— Você agrada, — Eu reconheço, a minha voz um sussurro.
— Eu sei, — ele diz em voz baixa. Ele se inclina e sussurra em meu ouvido: — É a única coisa que eu sei. — Oh, ele cheira bem. Ele se inclina para trás e olha para baixo para mim, seus lábios curvados em um arrogante, Eu-sou-tão-seu-dono sorriso.
Franzindo os meus lábios, eu me esforço para parecer não afetada por seu toque. Ele é tão habilidoso em desviar-me de qualquer coisa dolorosa, ou qualquer coisa que ele não quer resolver. E você o deixa, meu subconsciente começa a cantar inutilmente, olhando sobre o seu exemplar de Jane Eyre.
— O que foi alucinante, Anastásia? — Ele pede, um brilho perverso nos olhos.
— Você quer a lista? — Eu pergunto.
— Há uma lista? — Ele está satisfeito.
Oh, este homem é exaustivo.
— Bem, as algemas, — eu murmuro, a minha mente catapultada de volta para nossa lua de mel.
Ele enruga a testa e agarra a minha mão, traçando o ponto no pulso em meu punho com o polegar.
— Eu não quero marcá-la.
Oh. . .
Seus lábios enrolam em um sorriso lento carnal.
— Venha para casa. — Seu tom é sedutor.
— Eu tenho trabalho a fazer.
— Casa, — ele diz, mais insistente.
Nós olhamos um ao outro, cinza fundido em azul aturdido, testando um ao outro, testando os nossos limites e nossas vontades. Eu procuro seus olhos por um pouco de compreensão, tentando entender como esse homem 400
pode ir de fúria caprichosa do controle para amante sedutor em uma respiração. Seus olhos ficam maiores e mais escuros, a sua intenção clara.
Suavemente, ele acaricia o meu rosto.
— Poderíamos ficar aqui. — Sua voz está baixa e rouca.
Ah, não. Minha deusa interior olha com saudade para a mesa de madeira. Não. Não. Não. Não no escritório.
— Christian, eu não quero fazer sexo aqui. Sua amante acaba de estar nesta sala.
— Ela nunca foi minha amante, — ele rosna, sua boca achatando em uma linha sombria.
— Isso é apenas semântica, Christian.
Ele franze a testa, sua expressão perplexa. O amante sedutor se foi.
— Não pense demais sobre isso, Ana. Ela é história finda,
— ele diz com desdém.
Eu suspiro. . . talvez ele esteja certo. Eu só quero que ele admita para si mesmo que cuida dela. Um frio aperto no meu coração. Ah, não. É por isso que é importante para mim. Suponha que eu faça algo imperdoável.
Suponha que eu não me conforme. Serei história finda, também? Se ele pode se transformar assim, quando ele estava tão preocupado e chateado quando Leila estava doente. . . ele poderia se voltar contra mim? Eu suspiro, lembrando os fragmentos de um sonho: espelhos dourados e o som de seus saltos clicando no chão de mármore enquanto ele me deixa sozinha em esplendor opulento.
— Não. . . — As palavras estão fora da minha boca no horror sussurrado antes que eu possa detê-los.
— Sim, — ele diz, e segurando meu queixo, ele se inclina para baixo e planta um beijo carinhoso em meus lábios.
— Oh, Christian, você me assusta às vezes.— Eu agarro sua cabeça em minhas mãos, torço os dedos em seus cabelos, e puxo seus lábios nos meus. Ele tranquiliza por um momento enquanto seus braços se dobram em torno de mim.
— Por quê?
— Você poderia afastar-se dela tão facilmente. . .
401
Ele franze a testa.
— E você acha que eu poderia ir para longe de você, Ana?
Por que diabos você acha isso? O que causou isso?
— Nada. Beije-me. Leve-me para casa, — eu imploro. E quando seus lábios tocam os meus, estou perdida.
— Oh, por favor, — eu suplico, enquanto Christian golpeia delicadamente o meu sexo.
— Tudo a seu tempo, — ele murmura.
Eu puxo as minhas restrições e gemo bem alto, em protesto a partir de seu ataque carnal. Estou acima amarrada em punhos de couro macio, cada cotovelo limitado a cada joelho, e a cabeça de Christian golpeia e tece entre as minhas pernas, sua língua magistral me provocando, implacável.
Abro os olhos e olho sem ver o teto do nosso quarto banhado pela luz suave da tarde. Sua língua se move em círculos, girando e ondulando ao longo e ao redor do centro do meu universo. Eu quero arrumar as minhas pernas e lutar em uma vã tentativa de controlar o prazer. Mas eu não posso. Meus dedos se fecham em punhos em seu cabelo e eu luto com força para combater sua tortura sublime.
— Não goze, — ele murmura em alerta contra mim, sua respiração suave na minha carne, quente e úmida enquanto ele detêm meus dedos. — Eu vou bater em você se você gozar.
Gemo.
— Controle, Ana. É tudo sobre controle. — Sua língua renova sua incursão erótica.
Ah, ele sabe o que está fazendo. Eu sou incapaz de resistir ou deter minha reação servil, e eu tento... realmente tento...
mas meu corpo detona 402
sob seus cuidados impiedosos, e sua língua não para enquanto ele arrasta cada gota de prazer debilitante de mim.
— Oh, Ana, — ele repreende. — Você gozou. — Sua voz é suave com a sua repreensão triunfante. Ele me vira em minha frente, e eu tremendo me apoio em meus braços. Ele me dá um tapa forte na bunda.
— Ah! — Eu clamo.
— Controle, — ele adverte, e agarrando meus quadris enfia-se dentro de mim. Eu gemo novamente, a minha carne ainda trêmula dos tremores de meu orgasmo. Ele fica quieto dentro de mim e, inclinando-se, envolve primeiro um, depois a segunda algema. Ele coloca o braço em volta de mim e me puxa para seu colo, sua frente para minhas costas, e sua mão sob meu queixo enrola em torno de minha garganta. Eu me deleito na sensação de saciedade.
— Mova-se, — ele ordena.
Eu gemo e subo e desço em seu colo.
— Mais rápido, — ele sussurra.
E eu movo mais rápido e mais rápido. Ele geme e sua mão inclina a minha cabeça para trás enquanto ele belisca meu pescoço. Sua outra mão viaja a lazer através do meu corpo, do meu quadril, até meu sexo, desce até o meu clitóris. . .
ainda sensível de sua generosa atenção de antes. Eu choramingo enquanto seus dedos se fecham em torno de mim, me provocando mais uma vez.
— Sim, Ana, — ele raspa suavemente em meu ouvido. —
Você é minha. Só você.
— Sim, — eu respiro enquanto o meu corpo aperta-se novamente, fechando em torno dele, embalando-o da forma mais íntima.
— Goze para mim, — ele exige.
E eu gozo, meu corpo seguindo obedientemente o seu comando. Ele me segura ainda enquanto meu clímax rasga através de mim e eu chamo o seu nome.
— Oh, Ana, eu te amo, — ele geme e segue o exemplo se arqueando contra mim, enquanto geme, encontrando sua própria liberação.
Ele beija meu ombro e alisa o cabelo do meu rosto.
403
— Isso faz parte da lista, Sra. Grey? — Ele murmura. Eu estou deitada, quase inconsciente, de barriga na nossa cama. Christian delicadamente amassa meu traseiro. Ele está encostado ao meu lado em um cotovelo.
— Hmm.
— Isso é um sim?
— Hmm. — Eu sorrio.
Ele sorri e beija-me outra vez, e com relutância, eu rolo do meu lado para enfrentá-lo.
— Bem? — Ele Pergunta.
— Sim. Isso faz parte da lista. Mas é uma longa lista.
Seu rosto quase se divide em dois, e ele se inclina para me beijar suavemente.
— Ótimo. Vamos jantar? — Seus olhos brilham com amor e humor.
Concordo com a cabeça. Eu estou com fome. Eu chego mais perto para puxar os pelinhos em seu peito.
— Eu quero que você me diga uma coisa— eu sussurro.
— O quê?
— Não fique bravo.
— O que é, Ana?
— Você se importa.
Seus olhos se arregalam, e todos os traços de seu bom humor desaparece.
— Eu quero que você admita que se importa. Porque o Christian que eu conheço e amo se importaria.
Ele acalma, os olhos não deixando os meu, e eu sou testemunha de sua luta interna, como se ele está prestes a fazer o julgamento de Salomão.
Ele abre a boca para dizer alguma coisa, então a fecha novamente enquanto uma emoção passageira atravessa seu rosto. . . dor, talvez.
Diga isso, eu quero.
— Sim. Sim, eu me importo. Feliz? — Sua voz é apenas um sussurro.
Ah, graças à foda por isso. É um alívio.
— Sim. Muito.
404
Ele franze a testa.
— Eu não posso acreditar que eu estou falando com você agora, aqui na nossa cama, sobre...
Eu coloco meu dedo em seus lábios.
— Nós não estamos. Vamos comer. Estou com fome.
Ele suspira e abana a cabeça.
— Você me ilude e confunde, Sra. Grey.
— Ótimo. — Eu me inclino para cima e o beijo.
De: Anastásia Grey Assunto: A Lista Data: 9 de setembro de 2011 09:33
Para: Christian Grey Isso está definitivamente no topo.
: D
Um beijo
Anastásia Grey Coordenadora Editorial, SIP
De: Christian Grey Assunto: Diga-me algo novo Data: 9 de setembro de 2011 09:42
Para: Anastásia Grey Você disse isso nos últimos três dias.
Por favor, decida.
Ou. . . poderíamos tentar algo mais.
;)
Christian Grey
CEO,
desfrutando
deste
jogo,
Grey
Participações e
Empreendimentos.
405
Eu sorrio para minha tela. As últimas noites têm sido. . .
interessantes. Temos relaxado novamente a breve interrupção de Leila, esquecida. Eu não tenho trabalhado muito a coragem de perguntar se algum de seus quadros estão pendurados nas paredes – e francamente, eu realmente não me importo. Meu Blackberry vibra e eu atendo, esperando Christian.
— Ana?
Quem é?
— Sim?
— Ana, querida. É o Sr. José.
— Sr. Rodriguez! Oi! — Meu couro cabeludo pinica. O que o pai de José quer comigo?
— Querida, me desculpe chamá-la no trabalho. É Ray. —
Sua voz vacila.
— O que é isso? O que aconteceu? — Meu coração pula no meu pescoço.
— Ray sofreu um acidente.
Oh, não. Papai. Eu paro de respirar.
— Ele está no hospital. É melhor você chegar aqui rápido.
406
Capítulo 17
— Sr. Rodriguez, o que aconteceu? — Minha voz está rouca e grossa com lágrimas não derramadas. Ray. Doce Ray. Meu pai.
— Ele esteve em um acidente de carro.
— Ok, eu vou. . . Eu vou agora. — A adrenalina inunda minha corrente sanguínea, deixando o pânico em seu rastro.
Estou encontrando dificuldades para respirar.
— Eles o transferiram para Portland.
Portland? Que diabos ele está fazendo em Portland?
— Eles o transportaram, Ana. Eu estou indo para lá agora.
Hospital de Oregon. Oh, Ana, eu não vi o carro. Eu só não vi.
. . — Sua voz se desestabiliza.
Sr. Rodriguez não!
— Eu vou te ver lá. — Sr. Rodriguez engasga e desliga.
Um pavor escuro apodera-me pela garganta, me oprimindo. Ray. Não.
Não. Eu respiro fundo para me estabilizar, pego o telefone e chamo Roach.
Ele responde no segundo toque.
— Ana?
— Jerry. É o meu pai.
— Ana, o que aconteceu?
Eu explico, mal parando para respirar.
— Vá. Claro, você deve ir. Espero que seu pai esteja bem.
— Obrigada. Eu vou mantê-lo informado. —
Inadvertidamente eu bato o telefone, mas agora não me importo com isso.
407
— Hannah! — Eu a chamo, ciente da ansiedade na minha voz.
Momentos depois, ela enfia a cabeça na porta para encontrar-me pegando minha bolsa e os papéis para encher a minha pasta.
— Sim, Ana? — Ela franze a testa.
— Meu pai sofreu um acidente. Eu tenho que ir.
— Oh querida.
— Cancele todos os meus compromissos de hoje. E
segunda-feira.
Você tem que terminar de preparar a apresentação do e-book – as anotações estão no arquivo compartilhado.
Chame Courtney para te ajudar se for preciso.
— Sim, — sussurra Hannah. — Espero que ele esteja bem.
Não se preocupe com nada aqui. Nós vamos resolver de alguma forma.
— Eu estou com meu BlackBerry.
A preocupação gravada em seu rosto pálido e comprimido, é quase a minha ruína. Papai.
Pego minha jaqueta, bolsa e pasta.
— Te ligarei se precisar de algo.
— Faça, por favor. Boa sorte, Ana. Espero que ele esteja bem.
Dou-lhe um pequeno sorriso apertado, lutando para manter a compostura, e saio do meu escritório. Eu luto bravamente para não correr todo o caminho até a recepção.
Sawyer se ergue quando eu chego.
— Sra. Grey?— Ele pergunta, confuso com a minha súbita aparição.
— Estamos indo para Portland agora.
— Ok, minha senhora, — ele diz, franzindo a testa, mas abre a porta.
Mover-se é bom.
— Sra. Grey, — Sawyer pergunta enquanto corremos em direção ao estacionamento. — Posso perguntar por que nós estamos fazendo esta viagem não programada?
— É meu pai. Ele esteve em um acidente.
— Eu entendo. O Sr. Grey sabe?
— Eu vou ligá-lo dentro do carro.
408
Sawyer concorda e abre a porta traseira da SUV Audi, e eu escalo dentro com dedos trêmulos, eu alcanço meu
BlackBerry, e disco para o celular de Christian.
— Sra. Grey. — a voz de Andrea é nítida e profissional.
— Christian está? — Eu respiro.
— Um. . . ele está em algum lugar do prédio, senhora. Ele deixou seu BlackBerry carregando comigo.
Eu gemo silenciosamente com a frustração.
— Pode lhe dizer que eu o liguei, e que preciso falar com ele? É
urgente.
— Eu poderia tentar localizá-lo. Ele tem o hábito de vaguear lá fora às vezes.
— Basta pedir para ele me ligar, por favor, — eu suplico, lutando contra as lágrimas.
— Certamente, Sra. Grey. — Ela hesita. — Está tudo bem?
— Não — eu sussurro, não confiando em minha voz. — Por favor, apenas peça para ele me ligar.
— Sim, senhora.
Eu desligo. Eu não posso conter a minha angústia por mais tempo.
Puxando meus joelhos até meu peito, eu me enrolo no banco de trás, e as lágrimas escoam indesejáveis pelo meu rosto.
— Onde, em Portland, Sra. Grey?— Sawyer pede gentilmente.
— Hospital de Oregon,— eu digo com a voz sufocada. — O
grande hospital.
Sawyer puxa para a rua e vai para o I-5, enquanto eu lamento suavemente na parte de trás do carro, murmurando orações sem palavras.
Por favor, deixe-o estar bem. Por favor, deixe-o estar bem.
Meu telefone toca ... Your Love Is King… me surpreende do mantra.
— Christian, — me engasgo.
— Cristo, Ana. O que há de errado?
— É Ray... ele teve em um acidente.
— Merda!
— Sim. Estou no meu caminho para Portland.
409
— Portland? Por favor me diga que Sawyer está com você.
— Sim, ele está dirigindo.
— Onde está Ray?
— No Hospital de Oregon.
Eu ouço uma voz abafada ao fundo.
— Sim, Ros... Christian estala com raiva. — Eu sei!
Desculpe, bebê – eu posso estar lá por volta das três horas.
Eu tenho negócios que preciso terminar aqui. Voarei.
Oh merda. Charlie Tango está de volta em comissão e da última vez que Christian voou com ela. . .
— Eu tenho uma reunião com alguns caras de Taiwan. Eu não posso explodi-los para fora. É um negócio que estamos elaborando há meses.
Por que eu não sei nada sobre isso?
— Vou sair assim que puder.
— Tudo bem, — eu sussurro. E eu quero dizer que está tudo bem, ficar em Seattle, e resolver o seu negócio, mas a verdade é que eu quero ele comigo.
— Oh, bebê, — ele sussurra.
— Eu vou ficar bem, Christian. Fique à vontade. Não se apresse. Eu não quero me preocupar com você, também.
Voe com segurança.
— Eu vou.
— Te amo.
— Eu também te amo, bebê. Estarei com você assim que puder.
Mantenha Luke por perto.
— Sim, eu vou.
— Te vejo mais tarde.
— Tchau. — Depois de desligar, abraço meus joelhos mais uma vez.
Eu não sei nada sobre o negócio de Christian. Que diabos ele está fazendo com os Taiwaneses? Eu olho para fora da
janela quando passamos o aeroporto Boeing Field-King County. Ele deve voar com segurança. Meu estômago dá nós de novo e ameaça náuseas. Ray e Christian. Eu não acho que meu coração poderia aguentar isso. Inclinando-me para trás, começo 410
meu mantra de novo: Por favor, deixe-o estar bem. Por favor, deixe-o estar bem.
— Sra. Grey. — a voz de Sawyer me desperta. — Estamos no terreno do hospital. Eu só tenho que encontrar a sala de emergência. — Eu sei onde é. — Minha mente voa de volta para minha última visita ao Hospital de Oregon quando, no meu segundo dia, cai de uma escada na Clayton, torcendo meu tornozelo. Lembro-me de Paul Clayton pairando sobre mim e estremeço só da memória.
Sawyer dirige até o ponto de parada e salta para abrir a minha porta.
— Eu vou estacionar, senhora, e venho encontrá-la. Deixe sua pasta, vou trazê-la.
— Obrigada, Luke.
Ele balança a cabeça, e eu ando rapidamente para a área movimentada da recepção do Pronto Socorro. A recepcionista do balcão me dá um sorriso educado, e dentro de alguns instantes, ela localiza Ray e está me mandando para a Ortopedia no terceiro andar.
Ortopedia? Porra!
— Obrigada — murmuro, tentando me concentrar em suas instruções aos elevadores. Meu estômago cambaleia enquanto eu quase corro em direção a eles.
Deixe-o estar bem. Por favor, deixe-o estar bem.
O elevador é dolorosamente lento, parando em cada andar. Vamos. . .
Vamos lá! Eu quero que ele se mova mais rápido, fazendo cara feia para as pessoas passeando dentro e para fora e me impedindo de chegar ao meu pai.
Finalmente, as portas abrem no terceiro andar, e eu corro para outra recepção, desta vez por enfermeiras em uniformes marinhos.
— Posso ajudar? — Pergunta uma enfermeira intrometida com um olhar míope.
— Meu pai, Raymond Steele. Ele acaba de dar entrada.
Ele está em Ortopedia4, eu acho. — Mesmo enquanto digo as palavras, estou disposta a não ser verdade.
— Deixe-me ver, Senhorita Steele.
411
Concordo com a cabeça, não me preocupando em corrigi-la enquanto ela olha fixamente para a tela do computador.
— Sim. Ele esteve em um par de horas. Se você gostaria de esperar, eu vou deixá-los saber que você está aqui. A sala de espera é lá. — Ela aponta para uma grande porta branca prestativamente rotulada SALA DE
ESPERA em azul negrito.
— Ele está bem? — Eu pergunto, tentando manter minha voz firme.
— Você vai ter que esperar um assistente de médico para informar-lhe, senhora.
— Obrigada, — eu murmuro, mas por dentro estou gritando , quero saber agora!
Abro a porta para revelar uma sala de espera funcional e austera onde o Sr. Rodriguez e José estão sentados.
— Ana! — Sr. Rodriguez suspira. Seu braço está no gesso, e seu rosto está machucado em um lado. Ele está em uma cadeira de rodas com uma de suas pernas em gesso também. Eu cuidadosamente envolvo meus braços em torno dele.
— Oh, Sr. Rodriguez, — Soluço.
— Ana, querida. — Ele acaricia minhas costas com o braço não lesionado. — Sinto muito — ele murmura, sua voz rouca rachando. Ah, não.
— Não, papai, — José diz suavemente em advertência enquanto ele oscila atrás de mim. Quando me viro, ele me puxa para seus braços e me segura.
— José — murmuro. E eu estou perdida – lágrimas caindo com toda a tensão, medo e dor de cabeça das últimas três horas vem à superfície.
— Ei, Ana, não chore. — José suavemente acaricia o meu cabelo. Eu envolvo meus braços ao redor de seu pescoço e suavemente choro. Estamos assim por muito tempo, e eu sou tão grata que meu amigo está aqui. Nos separamos quando Sawyer se junta a nós na sala de espera. Sr.
Rodriguez me dá um lenço de uma caixa convenientemente colocada, e eu seco as minhas lágrimas.
412
— Este é o Sr. Sawyer. Segurança, — murmuro. Sawyer concorda educadamente para José e o Sr. Rodriguez, em seguida, move-se para assumir uma cadeira no canto.