Cinquenta Tons de Liberdade

E.L. James · Capítulo 8 de 8 · parte 1/3

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Cinquenta Tons de Liberdade

É entardecer, quando eu acordo. Inundações de…

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.

É entardecer, quando eu acordo. Inundações de luz rosa pálido iluminam a sala. Christian está sentado na poltrona, me observando, seus olhos cinza luminosos, na luz ambiente. Ele está segurando alguns papéis.

Seu rosto está pálido.

Caramba!

— O que aconteceu de errado? — Eu pergunto imediatamente, sentando-me e ignorando minhas costelas.

— Welch acabou de sair.

Oh merda.

— E?

— Eu vivia com o filho da puta, — ele sussurra.

— Vivia? Com Jack?

Ele acena com a cabeça, os olhos arregalados.

— Vocês são parentes?

— Não. Bom Deus, não.

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Eu me sento na cama e puxo o edredom, convidando-o para a cama ao meu lado e, para minha surpresa, ele não hesita. Ele arranca os sapatos e desliza ao meu lado. Ele passa um braço ao meu redor e se enrola em mim, descansando a cabeça no meu colo. Estou atordoada. O que é isso?

— Eu não entendo, — murmuro, correndo os dedos por seus cabelos e olhando para ele. Christian fecha os olhos e franze a testa. Ele está se esforçando para lembrar.

— Depois que fui encontrado com a prostituta, antes de eu ir viver com Carrick e Grace, eu estava sob os cuidados do estado de Michigan. Eu vivia em um lar adotivo. Mas eu não consigo lembrar nada sobre esse tempo.

Minha mente rebobina. Um lar adotivo? Esta é uma novidade para nós dois.

— Por quanto tempo? — Eu sussurro.

— Dois meses mais ou menos. Eu não tenho lembrança.

— Você falou com sua mãe e seu pai sobre isso?

— Não.

— Talvez você deva. Talvez eles possam preencher as lacunas.

Ele me abraça firmemente.

— Aqui. — Ele me entrega os papéis, que acabam por serem duas fotografias. Eu chego mais perto e ligo a luz de cabeceira para que eu possa examiná-los em detalhe. A primeira foto é de uma casa pobre com uma porta amarela e uma grande janela no telhado. Tem uma varanda e um jardim pequeno. É uma casa normal.

A segunda foto é de um olhar familiar. Num primeiro momento, uma simples família operária, um homem, sua esposa, eu acho, e seus filhos. Os adultos estão vestidos com deselegância, mas camisetas azuis bem lavadas. Eles devem estar em seus quarenta anos. A mulher tem cabelos loiros e o homem um cabelo bem raspado, mas ambos estão sorrindo calorosamente para a câmera. O homem tem a mão estendida sobre os ombros de uma menina adolescente mal-humorada. Eu olho para cada um dos filhos: dois meninos, gêmeos idênticos, cerca de 12 anos, ambos com cabelos loiros areia, sorrindo amplamente para a câmera; há outro menino, que é menor, com cabelo loiro-avermelhado, carrancudo, se escondendo 570

atrás dele, um menino de cabelos cor de cobre e olhos cinza. Com os olhos arregalados e assustado, vestido com roupas que não combinam e segurando um cobertor sujo de criança.

Caralho.

— Este é você, — eu sussurro, meu coração cambaleando em minha garganta. Eu sei que Christian tinha quatro anos quando sua mãe morreu.

Mas esta criança parece muito mais jovem. Ele devia estar severamente desnutrido. Eu sufoco um soluço, enquanto as lágrimas vêm para os meus olhos. Oh, meu doce Cinquenta.

Christian concorda.

— Sou eu.

— Welch trouxe essas fotos?

— Sim. Não me lembro de nada disso. — Sua voz é neutra e sem vida.

— Lembrar-se de estar com os pais adotivos? Por que deveria?

Christian, foi há muito tempo. É isso que está preocupando você?

— Lembro-me de outras coisas, de antes e depois.

Quando eu conheci a minha mãe e meu pai. Mas isto. . . É

como se houvesse um abismo enorme.

Meu coração se contorce e entendimento chega. Meu querido controlador gosta de tudo em seu lugar e agora ele aprendeu que ele é a parte que falta de um quebra-cabeça.

— É Jack nessa foto?

— Sim, ele é o filho mais velho. — Os olhos de Christian ainda estão bem fechados e ele está se agarrando a mim como se eu fosse um bote salva-vidas. Corro os dedos por seus cabelos enquanto eu olho para o menino mais velho que olha gritantemente desafiador e arrogante, para a câmera.

Eu posso ver que é Jack. Mas ele é apenas um garoto, um triste garoto com oito ou nove anos de idade, escondendo seu medo por trás de sua hostilidade. Um pensamento me ocorre.

— Quando Jack me ligou para dizer que ele tinha Mia, disse que se as coisas tivessem sido diferentes, poderia ter sido ele.

Christian fechou os olhos e tremeu.

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— Filho da puta!

— Você acha que ele fez tudo isso porque os Greys adotaram você no lugar dele?

— Quem sabe? — O tom de Christian é amargo. — Eu não dou a mínima para ele.

— Talvez ele soubesse que estávamos vendo um ao outro quando eu fui para aquela entrevista de emprego. Talvez ele

planejasse me seduzir o tempo todo. — A bile subiu na minha garganta.

— Eu não penso assim, — Christian murmura, seus olhos já estão abertos. — As pesquisas que fez sobre a minha família não haviam começado até uma semana ou mais depois que você começou seu trabalho na SIP. Barney sabe as datas exatas. E, Ana, ele fodeu todas as suas assistentes e gravou-as. — Christian fechou seus olhos e apertou seu abraço mais uma vez.

Suprimindo o tremor que me toma, eu tento lembrar as minhas várias conversas com Jack quando eu comecei na SIP. Eu sabia que no fundo ele era uma má notícia, mas eu ignorei todos os meus instintos.

Christian está certo, eu não tenho respeito por minha própria segurança.

Lembro-me da luta que houve sobre eu ir para Nova York com Jack. Puxa, eu poderia ter acabado em alguma fita de sexo sórdido. O pensamento é nauseante. E nesse momento eu me lembro das fotos mantidas por Christian de suas submissas.

Oh merda.

— Somos feitos do mesmo material.

— Não, Christian, você não é, você não é nada como ele.

— Ele ainda está enrolado em volta de mim como um menino pequeno.

— Christian, eu acho que você deveria conversar com sua mãe e pai.

— Eu estou relutante em movê-lo, então eu mudo e deslizo de volta para a cama até que estamos olhos nos olhos.

Um olhar perplexo cinza encontra o meu, lembrando-me da criança na fotografia.

— Deixe-me ligar para eles, — eu sussurro. Ele balança a cabeça. — Por favor. — Eu imploro. Olho Christian: a dor e a insegurança estão 572

refletidas em seus olhos enquanto ele considera o meu pedido. Oh, Christian, por favor!

— Vou ligar, — ele sussurra.

— Ótimo. Podemos ir e vê-los juntos, ou você pode ir. O

que você preferir.

— Não. Eles podem vir aqui.

— Por quê?

— Eu não quero que você vá a lugar nenhum.

— Christian, eu aguento uma viagem de carro.

— Não. — Sua voz é firme, mas ele me dá um sorriso irônico. — De qualquer forma, é sábado à noite, eles estão provavelmente em alguma festa.

— Ligue para eles. Esta notícia, obviamente, te aborreceu.

Eles podem ser capazes de te dar alguma luz. — Olho para o alarme do rádio. É

quase sete da noite. Ele me olha impassível por um momento.

— Tudo bem, — ele disse como se eu lhe emitisse um desafio.

Sentando-se, ele pega o telefone na cabeceira.

Eu envolvo o meu braço em torno dele e descanso minha cabeça em seu peito enquanto ele faz a chamada.

— Pai? — Eu registro a surpresa que teve, quando Carrick atendeu ao telefone. —Ana está bem. Estamos em casa.

Welch acabou de sair. Ele descobriu uma conexão. . . O lar adotivo em Detroit. . . Eu não lembro nada disso. — A voz de Christian é quase inaudível, enquanto ele murmura a última frase. Meu coração contrai mais uma vez. Eu o abraço, e ele aperta meu ombro.

— Sim. . . Você vai? . . . Ótimo. — Ele desliga. — Eles estão a caminho. — Ele parece surpreso, e eu percebo que ele provavelmente nunca lhes pediu ajuda.

— Ótimo. Eu deveria me vestir.

O braço de Christian aperta em torno de mim.

— Não vá.

— Ok. — Eu me aconchego ao seu lado mais uma vez, surpreendida pelo fato de que ele me disse muita coisa sobre ele mesmo, de forma voluntária.

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Enquanto estamos na soleira da sala grande, Grace envolve-me gentilmente em seus braços.

— Ana, Ana, querida Ana, ela sussurra. — Salvando dois dos meus filhos. Como eu posso agradecer a você?

Eu coro, tocada e constrangida em igual medida por suas palavras.

Carrick também me abraça, beijando minha testa.

Então Mia me agarra, esmagando minhas costelas. Eu suspiro e estremeço, mas ela não percebe.

— Obrigada por me salvar daqueles idiotas.

Christian fez uma carranca para ela.

— Mia! Cuidado! Ela está com dor.

— Oh! Sinto muito.

— Eu estou bem, — eu murmurro, aliviada quando ela me libera.

Ela parece bem. Impecavelmente vestida em jeans apertado preto e uma blusa rosa claro com babados. Fico feliz que eu estou vestindo meu vestido de amarrar confortável e sapatilhas. Pelo menos eu aparento estar razoavelmente apresentável.

Correndo para Christian, Mia enrola o braço em volta de sua cintura.

Sem dizer nada, ele entrega a foto à Grace. Ela suspira, a mão voando para a boca para conter sua emoção quando ela reconhece instantaneamente Christian. Carrick coloca o braço em volta dos ombros dela e, como ela, examina-a.

— Oh, querido. — Grace acaricia o rosto de Christian.

Taylor aparece.

— Sr. Grey? A senhora Kavanagh, seu irmão e o irmão dela estão chegando, senhor.

Christian olha severamente.

 

— Obrigado, Taylor, — ele murmura, confuso.

— Eu liguei para Elliot e disse-lhe que estávamos chegando. — Mia sorri. — É uma festa de boas-vindas.

Eu lanço um olhar simpático ao meu pobre marido tanto como Grace e Carrick, olham para Mia, exasperados.

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— É melhor preparar algo para comermos juntos, —

declaro. — Mia, você pode me ajudar?

— Oh, eu adoraria.

Eu a levo para a área da cozinha enquanto Christian leva seus pais para seu escritório.

Kate está furiosa e devidamente indignada comigo e com Christian, mas acima de tudo com Jack e Elizabeth.

— O que você estava pensando, Ana? — Ela grita quando me confronta na cozinha, fazendo com que todos os olhos na sala girem e olhem fixamente para mim.

— Kate, por favor. Eu recebi o mesmo sermão de todo mundo! — Eu respondo de volta. Ela olha pra mim e por um minuto eu acho que eu vou ser submetida a uma aula de como-não-sucumbir-a-sequestradores de Katherine Kavanagh , mas em vez disso ela me abraça apertado.

— Puxa, às vezes você não tem o cérebro com que nasceu, Steele, — ela sussurra. Quando beija minha bochecha, há lágrimas em seus olhos.

Kate!

— Eu estava tão preocupada com você.

— Não chore. Você vai me deixar emocionada.

Ela está de volta e enxuga os olhos, envergonhada, então toma uma respiração profunda e se recompõe.

— Sendo mais positiva, nós definimos uma data para nosso casamento. Pensamos próximo mês de Maio? E é

claro que eu quero que você seja minha dama de honra.

— Oh. . . Kate. . . Uau. Parabéns! — Merda — o Pequeno Blip...

Junior!

— O que foi? — Ela pergunta, interpretando mal o meu alarme.

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— Um. . . Estou tão feliz por você. Algumas boas notícias para variar.

— Eu envolvo meus braços em torno dela e a puxo para um abraço. Merda, merda, merda. Quando é a data do Bebê? Mentalmente eu calculo minha data. Dra. Greene disse que eu tinha quatro ou cinco semanas. Então, em algum momento de maio? Merda.

Elliot me dá um copo de champanhe.

Oh. Merda.

Christian sai de seu escritório, pálido e segue seus pais na grande sala. Seus olhos se arregalam quando ele vê o copo na mão.

— Kate, — ele cumprimenta-a friamente.

— Christian. — Ela é tão legal. Eu suspiro.

— Seus remédios, Sra. Grey. — Ele olha o copo na minha mão.

Eu estreito meus olhos. Droga. Eu quero uma bebida.

Grace sorri quando ela se junta a mim na cozinha, pegando um copo da mão de Elliot no caminho.

— Um gole vai bem, — ela sussurra com uma piscadela cúmplice para mim e levanta o copo para brindar com o meu. Christian faz uma carranca para nós, até que Elliot o distrai com a notícia da última partida entre os Mariners e os Rangers.

Carrick se junta a nós, colocando os braços em torno de nós duas, e beija a bochecha de Grace, antes de ela ingressar com Mia no sofá.

— Como ele está? — Eu sussurro para Carrick quando eu e ele ficamos na cozinha assistindo a família no sofá. Vejo com surpresa que Mia e Ethan estão de mãos dadas.

— Abalado, — Carrick murmura para mim, franzindo a testa, o rosto sério. — Ele se lembra muito de sua vida com sua mãe biológica; muitas coisas que eu gostaria que ele não o fizesse. Mas isso — Ele para. — Espero que tenhamos ajudado. Fico feliz que ele nos chamou. Ele disse que você disse para ele fazer isso. — O olhar de Carrick amolece. Eu dou de ombros e tomo um gole de champanhe apressada.

— Você é muito boa para ele. Ele não ouve ninguém.

Eu franzo a testa. Eu não acho que isso é verdade. O

fantasma indesejado da Troll Vadia paira na minha mente.

Eu sei que Christian 576

conversa com Grace, também. Eu o ouvi. Mais uma vez eu me sinto frustrada por tentar lembrar as conversas no hospital.

— Venha sentar-se, Ana. Você parece cansada. Tenho certeza que você não estava esperando todos nós aqui esta noite.

— É ótimo ver todo mundo. — Eu sorrio. Porque é verdade, é ótimo.

Eu sou apenas uma criança que se casou em uma família grande e unida e eu adoro isso. Eu me aconchego ao lado de Christian.

— Um gole, — ele sussurra para mim e me tira o copo da minha mão.

— Sim, senhor. — Eu bato meus cílios, desarmando-o completamente. Ele coloca o braço em volta dos meus ombros e volta a sua conversa de beisebol com Elliot e Ethan.

— Meus pais pensam que você é uma santa, — Christian murmura enquanto ele tira sua camiseta.

Estou enrolada na cama assistindo o show.

— Que bom que você pensa de forma diferente. — Eu bufo.

— Oh, eu não sei. — Ele desliza para fora da calça jeans.

— Será que eles preencheram as lacunas para você?

— Algumas. Eu vivi com os Colliers por dois meses, enquanto a mamãe e o papai esperavam a papelada. Eles já tinham sido aprovados para adoção por causa de Elliot, mas a espera era exigida por lei para ver se eu tinha algum parente vivo que quisesse me reivindicar.

— Como você se sente sobre isso? — Eu sussurro.

Ele franze a testa.

— Sobre não ter parentes vivos? Que se fodam. Se eles eram qualquer coisa como a prostituta drogada. . . — Ele balança a cabeça em desgosto.

Oh, Christian! Você era uma criança e você amava sua mãe.

Ele coloca o pijama, sobe na cama e me puxa delicadamente em seus braços.

— As coisas estão voltando. Eu me lembro da comida. Sra.

Collier sabia cozinhar. E pelo menos agora sabemos por que o filho da puta é tão ligado na minha família. — Ele passa a mão livre pelos cabelos. — Porra! — Diz ele de repente voltando-se para olhar para mim.

— O quê?

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— Agora faz sentido! — Seus olhos estão cheios de fiança.

— O quê?

— Bebê Pássaro. A Sra. Collier costumava me chamar de Bebê Pássaro.

Eu franzo a testa.

— Isso faz sentido?

— O bilhete, — ele diz olhando para mim. — O bilhete do resgate que o filho da puta deixou. Foi algo como “Você sabe quem eu sou? Porque eu sei quem você é Bebê Pássaro.”

Isso não faz nenhum sentido para mim.

— É de um livro infantil. Cristo. Os Colliers tinham. Ele era chamado.

. . “Você é minha mãe?” Merda. — Seus olhos se arregalam. — Eu amava esse livro.

Oh. Eu sei qual é o livro. Meu coração acelera...Cinquenta!

— Sra. Collier costumava ler para mim.

Eu estou perdida sobre o que dizer.

— Cristo. Ele sabia. . . O Filho da puta sabia.

— Você vai contar para a polícia?

— Sim. Eu vou. Cristo sabe o que Clark vai fazer com essa informação. — Christian balança a cabeça como se tentasse limpar seus pensamentos. — De qualquer forma, obrigado por esta noite.

Uau. Mudança de marcha. — Pelo quê?

— Reunindo a minha família.

— Não me agradeça, agradeça a Mia e a Sra. Jones. Ela mantém a despensa bem abastecida.

Ele balança a cabeça como se estivesse em exasperação.

Para mim?

Por quê?

— Como você está sentindo, Sra. Grey?

— Ótima. Como você está se sentindo?

— Eu estou bem. — Ele franze a testa. . . Não entendendo a minha preocupação.

Oh. . . Nesse caso. Eu arrasto os dedos para baixo, até seu estômago, indo para sua trilha da felicidade.

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Ele ri e pega a minha mão.

— Oh, não. Não tenha ideas.

Eu amuo, e ele suspira.

— Ana, Ana, Ana, o que vou fazer com você?— Ele beija o meu cabelo.

—Eu tenho algumas ideias. — Eu me contorço ao lado dele e estremeço quando a dor irradia através da minha

parte superior do corpo — Bebê, já que você está bem o suficiente. Além disso, tenho uma história de dormir para você.

Oh?

— Você queria saber. . . — Ele trilha fora, fecha os olhos.

Todo o cabelo no meu corpo em pé. Merda.

Ele começa com uma voz suave.

— Imagine isso, um adolescente procurando ganhar algum dinheiro extra para que ele possa continuar o seu hábito de beber em segredo. — Ele se desloca para o lado de modo que estamos deitados encarando um ao outro e ele está olhando nos meus olhos. — Então, eu estava no quintal dos Lincoln’s, limpando cascalhos e lixo do jardim que o Sr. Lincoln havia apenas adicionado à sua casa. . .

Puta merda. . . Ele está falando.

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Capítulo 25

Eu mal posso respirar. Eu quero ouvir isso? Christian fecha os olhos e engole. Quando ele abre de novo, eles estão brilhantes, mas diferente, cheio de memórias perturbadoras.

— Foi num dia quente, de verão. Eu estava trabalhando duro. — Ele suspira e balança a cabeça, de repente divertido. — Era um trabalho árduo, retirar os escombros do jardim. Eu estava trabalhando, e Sra. Lincoln apareceu do nada e me trouxe uma limonada. Tivemos uma pequena conversa, e eu fiz algum comentário atrevido. . . e ela me deu um tapa. Ela me deu um tapa muito forte. —

Inconscientemente, sua mão se move e ele acaricia seu rosto, seus olhos nublando com a memória. Puta merda!

— Então ela me beijou. E quando ela terminou, ela me deu outro tapa. — Ele pisca confuso, mesmo depois de todo

esse tempo. — Eu nunca havia beijado antes ou apanhado assim.

Oh. Ela deu em cima de um menino...

— Você quer ouvir isso? — Christian pergunta.

Sim. . . Não. . .

— Apenas me conte. — Minha voz é baixa e eu estou deitada de frente para ele, minha mente confusa.

— Eu estou tentando de te dar um contexto.

Eu aceno com a cabeça, de forma a encorajá-lo. Mas eu percebo que ele parece uma estátua, congelada e de olhos arregalados com o choque.

Ele franze o cenho, os olhos procurando os meus, tentando avaliar minha reação. Então ele vira de costas e olha para o teto.

— Bem, naturalmente, eu estava confuso e irritado, e cheio de tesão, eu quero dizer, muito quente, uma mulher mais velha vem para você assim — Ele balança a cabeça, como se ele ainda não pudesse acreditar.

Quente? Eu me sinto enjoada.

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—Ela voltou para dentro de casa, deixando-me no quintal.

Ela agiu como se nada tivesse acontecido.

Eu estava muito confuso. Então eu voltei para o trabalho, carregando os escombros para o lixo.

— Quando saí naquela noite, ela me pediu para voltar no dia seguinte. Ela não mencionou o que havia acontecido.

Assim, no dia seguinte, voltei. Eu mal podia esperar para vê-la de novo, — ele sussurrou como se fosse uma confissão sombria. . . o que realmente é.

— Ela não me tocou quando me beijou, — ele murmura e vira a cabeça para olhar para mim. — Você tem que entender. . . minha vida era um inferno na terra. Foi duro com 15 anos de idade, alto para a minha idade, os hormônios em fúria. As meninas do colégio... — Ele para,

mas eu tinha capturado a imagem: um adolescente com medo, solitário, mas atraente.

Meu coração dispara.

— Eu estava com raiva, fodidamente irritado com todos, comigo, com meus pais. Eu não tinha amigos. Meu terapeuta na época era um babaca total. Meus pais me mantinham numa linha curta, eles não entendiam — Ele olha de volta para o teto e passa a mão pelo cabelo. Eu me contenho para não correr meus dedos por seu cabelo, também, mas fico quieta.

— Eu simplesmente não podia suportar alguém me tocando. Eu não podia. Não podia suportar qualquer um perto de mim. Eu costumava lutar. .

. merda, eu lutava. Entrei em algumas brigas horríveis.

Cheguei a ser expulso de várias escolas. Mas era uma forma de desabafar. De tolerar algum tipo de contato físico. — Ele pára novamente. — Bem, essa é a ideia.

E quando ela me beijou, ela só pegou meu rosto. Ela não me tocou. — Sua voz é quase inaudível.

Ela deve ter sabido disso. Talvez Grace tivesse dito. Oh, meu pobre Cinquenta. Eu dobro minhas mãos sob meu travesseiro e descanso minha cabeça sobre ele, a fim de resistir à vontade de abraçá-lo.

— Bem, no dia seguinte eu voltei para a casa, não sabendo o que esperar.

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E eu vou poupar os detalhes sórdidos, mas foi mais do mesmo. É foi assim como a nossa relação começou.

Oh, porra, isso é doloroso de ouvir.

Ele muda novamente virando de lado e fica de frente para mim.

— E sabe de uma coisa Ana. Meu mundo entrou nos trilhos. Nítido e claro. Tudo. Era exatamente o que eu precisava. Ela era um respiro de ar fresco. Tomando as

decisões, levando toda essa merda de mim, me deixando respirar.

Puta merda.

— E mesmo quando tudo acabou, meu mundo ficou em foco por causa dela. E ficou assim até eu conhecer você.

Inferno! O que se supõe que eu diga sobre isso? Tento colocar uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.

— Você virou o meu mundo de cabeça para baixo. — Ele fecha os olhos, e quando ele abre novamente, eles estão crus. — Meu mundo sempre foi ordenado, calmo e controlado, então você entrou na minha vida com a sua boca inteligente, sua inocência, sua beleza e sua ousadia. . .

e tudo antes de você era apenas chato, vazio, medíocre. . .

Eu não era nada.

Oh, meu Deus.

— Eu me apaixonei, — ele sussurra.

Eu paro de respirar. Ele acaricia minha bochecha.

— Assim como eu, — murmuro com o pouco fôlego que me resta.

Seus olhos amolecem.

— Eu sei, — ele diz.

— Você sabe?

— Sim.

Aleluia! Eu sorrio timidamente para ele.

— Finalmente, — eu sussurro.

Ele acena com a cabeça.

— E isso põe uma nova perspectiva para mim. Quando eu era mais jovem, Elena era o centro do meu mundo. Não havia nada que eu não faria para estar com ela. E ela fez muito por mim. Ela me fez parar de beber. Me fez estudar na escola... Você sabe, ela me deu um mecanismo de defesa que 582

eu não tinha antes, me permitiu experimentar coisas que eu nunca pensei que eu pudesse.

— Toque, — eu sussurro.

Ele acena com a cabeça.

— Depois minha imagem.

Eu franzo a testa, imaginando o que isso significa.

Ele hesita com a minha reação.

Diga-me! Eu indico.

— Se você crescer com uma imagem totalmente negativa, pensando que é algum tipo de ser rejeitado, um selvagem indigno de amor, você acha que merece ser punido.

Christian. . . você não é nenhuma dessas coisas.

Ele faz uma pausa e passa a mão pelo cabelo.

— Ana, é mais fácil suportar a dor. . . — Novamente, outra confissão.

Oh.

— Ela canalizou a minha raiva. — Pressiona os lábios em uma linha sombria.

— Sobretudo a interna, percebo isso agora. Dr. Flynn conversou muito sobre isso. Foi só recentemente que eu vi a nossa relação no que era.

Você sabe... no meu aniversário.

Eu tremo com a memória indesejada de Elena e Christian em seu aniversário.

— Para ela nosso relacionamento era somente sexo e controle, e uma mulher solitária buscando alguma classe de diversão, com seu menino de brinquedo.

— Mas você gosta de controle, — eu sussurro.

— Sim. Eu. Eu sempre vou gostar Ana. Esse sou eu. Eu me rendi, durante um tempo. Deixar alguém tomar todas as minhas decisões por mim.

Eu não poderia fazer isso naquela época, não me sentia apto para isso. Mas, através de minha submissão a ela, eu me encontrei e descobri a força para tomar conta da minha vida. . . assumir o controle e tomar minhas próprias decisões.

— Tornar-se um dominador?

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— Sim.

— Sua decisão?

— Sim.

— Deixar Harvard?

— Minha decisão, e foi a melhor decisão que já tomei. Até que eu conheci você.

— Eu?

— Sim. — Seus lábios contorcem em um sorriso suave. —

A melhor decisão que já tomei foi de casar com você.

Oh meu Deus.

— Não foi começar a sua empresa?

Ele balança a cabeça.

— Não foi aprender a voar?

Ele balança a cabeça.

— Você, — ele fala. Ele acaricia o meu rosto com o nó dos dedos. — Ela sabia, — ele sussurra.

Eu franzo a testa.

— Ela sabia o que?

— Que eu estava loucamente apaixonado por você. Ela me incentivou a ir até a Geórgia para vê-la, e eu estou feliz que o fez. Ela pensou que você tinha se assustado e que havia me deixado. Como o fizeste.

Empalideço. Eu prefiro não pensar nisso.

— Ela pensou que eu precisava de todas as armadilhas do estilo de vida que eu gostava.

— A dominação, — eu sussurro.

Ele acena com a cabeça.

— Permitia-me manter todo mundo afastado, me dava controle, e me mantinha isolado, ou era assim que eu pensava. Tenho certeza que você sabe o porquê —, acrescenta suavemente.

— Sua mãe biológica?

— Eu não queria me machucar novamente. E então você me deixou.

— Suas palavras são sussurradas. — E estava feito o desastre.

Oh, não

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— Eu evitei a intimidade por tanto tempo, que não sei como fazer isso.

— Você está indo bem, — murmuro. Com meus dedos, acaricio seus lábios. Ele me da um beijo suave. Ele está se abrindo comigo.

— Você sente falta?— Eu sussurro.

— Falta?

— Do estilo de vida.

— Sim, eu sinto.

Oh!

— Mas só na medida em que eu não perca o controle. E, francamente, sua estupidez — ele para — salvou a minha irmã, — ele sussurra, suas palavras cheias de alívio, admiração e descrença. — E sabe como eu sei?

— Saber?

— Que realmente me ama.

Eu franzo a testa.

— O sabes?

— Sim. Porque você arriscou muito. . . por mim, por minha família.

Faço uma carranca. Ele se aproxima mais e traça o seu dedo acima do meu nariz, bem no meio da minha testa.

— Você tem um V aqui quando você franze o cenho, — ele murmura.

— É muito macio para beijar. Eu posso me comportar tão mal.. . e ainda assim você está aqui.

— Por que você está surpreso que eu ainda esteja aqui?

Eu disse que não ia deixar você.

— Por causa da maneira que eu me comportei quando você me disse que estava grávida.

Ele corre o dedo no meu rosto.

— Você estava certo. Eu sou um adolescente.

Oh merda. . . Eu disse isso.

Meu subconsciente me olha espantado. Seu médico lhe disse isso!

— Christian, eu disse coisas horríveis. — Ele coloca o dedo indicador sobre os lábios.

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— Silêncio. Eu merecia ouvir. Além disto, é a minha história para dormir. — Ele rola de costas novamente.

— Quando você me disse que estava grávida — Ele para.

— Eu pensei que seria só eu e você por um tempo. Eu considerava filhos, mas apenas no abstrato. Eu tinha essa vaga ideia que teríamos um filho em algum momento no futuro.

Apenas um? Não. . . Não... apenas uma criança. Não só um.

Talvez agora não seja o melhor momento para falar sobre isso.

— Você é tão jovem ainda, e eu sei que você é um pouco ambiciosa.

Ambiciosa? Eu?

— Bem, você puxou meu chão. Cristo, foi totalmente inesperado.

Nunca em um milhão de anos, quando eu lhe perguntei o que estava errado, eu esperava que você me dissesse que estava grávida. — Ele suspira. — Eu estava furioso contigo.

Bravo comigo. Bravo com todos. E isso trouxe á tona, esse sentimento de não estar no controle. Eu tinha que sair. Fui ver Flynn, mas ele estava numa festa na escola, dos pais. —

Christian pausa e arqueia a sobrancelha.

— Que irônico, — eu sussurro. Christian sorri concordando.

— Então, eu caminhei e caminhei e caminhei, e simplesmente eu. . .

encontrei-me no salão. Elena estava saindo. Ela ficou surpresa ao me ver. E, verdade seja dita, eu estava surpreso de estar lá. Ela percebeu que eu estava furioso e me perguntou se eu queria uma bebida.

Oh merda. Chegamos, ao ponto X da questão. Meu coração bate muito forte. Eu realmente quero saber isso?

Meu subconsciente me olha, uma sobrancelha levantada me avisando.

— Fomos num bar tranquilo e bebemos uma garrafa de vinho. Ela pediu desculpas pela maneira como ela se comportou na última vez que ela nos viu. Ela estava magoada por minha mãe ter cortado relações com ela, por não fazer mais parte do nosso estreito círculo social, mas ela entendeu.

Nós conversamos sobre o negócio, que está indo bem, apesar da recessão. . .

Eu mencionei que você queria filhos.

Eu franzo a testa.

— Eu pensei que você havia dito que eu estava grávida.

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Ele me observa, com um rosto inocente.

— Não, não fiz.

— Por que você não me disse isso?

Ele dá de ombros.

— Eu nunca tive a chance.

— Sim, você teve.

— Eu não poderia encontrá-la na manhã seguinte, Ana. E

quando o fiz, você estava com muita raiva de mim. . .

Oh, sim.

— Eu estava.

— De qualquer forma, em algum momento da noite, aproximadamente na metadee da segunda garrafa, ela se inclinou para me tocar. E eu congelei, — ele sussurra, jogando o braço sobre os olhos.

Meu couro cabeludo se arrepiou. Que?

—Ela viu que eu me afastei dela. Isso nos chocou. — Sua voz é baixa, muito baixa.

Christian olha para mim! Eu puxo seu braço, e virou-o para observar seu rosto. Merda. Seu rosto está pálido, os

olhos arregalados.

— Quê? — Eu respiro.

Ele franze o cenho, e silencia.

Oh. . . o que ele não quer me dizer? Eu quero saber?

— Ela avançou sobre mim. — Ele está chocado, eu posso dizer.

Todo o ar é sugado do meu corpo. Sinto-me sem fôlego, e eu acho que meu coração parou. Essa puta, safada!

—Foi um momento, suspenso no tempo. Ela viu minha expressão, e ela percebeu quão longe ela cruzou a linha. , Eu disse. . . que não, que eu não pensava nela como pensei por anos, e, além disso, — ele engole — Eu te amo. Eu disse a ela, que amava minha esposa.

Eu olho para ele. Eu não sei o que dizer.

— Ela se afastou logo, e depois pediu desculpas novamente, fez parecer uma piada. Eu quero dizer, ela disse que está feliz com Isaac e com o negócio e ela não deseja o mal para nós dois. Ela disse que sentia falta da minha amizade, mas ela podia ver que minha vida é agora com você. E por 587

mais estranho que fosse, dado o que aconteceu, e por estarmos no mesmo ambiente. Eu não poderia passar mais tempo com ela. Nós nos despedimos e no fim, eu disse que não voltaria a vê-la, e ela seguiu seu caminho.

Eu engulo, sinto uma pressão no meu coração.

— Você a beijou?

— Não, — ele grunhe. — Eu não poderia suportar estar tão perto dela.

Oh. Bom.

— Eu estava muito infeliz. Eu queria voltar para casa...

para você.

Mas... Eu sabia que tinha me comportado mal. Eu fiquei e terminei a garrafa, em seguida, comecei o bourbon.

Enquanto eu estava bebendo, eu me lembrei quando você disse, “Se fosse com seu filho...” E eu comecei a pensar

sobre Elena, sobre Junior e sobre o que fizemos. E isso fez me sentir.

. . desconfortável. Eu nunca tinha pensado nisso assim antes.

Lembranças surgem da minha mente, uma conversa sussurrada, quando eu estava inconsciente, quando Christian falou a Grace: — Mas vê-la, finalmente, me deu outra perspectiva. Você sabe. . .

com a criança. Pela primeira vez eu senti. . . O que nós fizemos. . . que estava errado. — Ele tinha falado com Grace.

— Isso é tudo?

— Praticamente.

— Oh.

— Oh?

— Acabou?

— Sim. Desde que eu coloquei os olhos em você, tudo terminou. Eu finalmente percebi naquela noite e ela também.

— Eu sinto muito, — murmuro.

Ele franze o cenho.

— Sobre?

— Por estar tão irritada no dia seguinte.

Ele arfa.

— Baby, eu entendo sua irritação. — Ele faz uma pausa, em seguida, suspira. — Você vê Ana, eu quero que você seja minha. Eu não quero dividir 588

você. O que temos, eu nunca tive antes. Eu quero ser o centro do seu universo, por um tempo, pelo menos.

Oh, Christian.

— Você é. Isso não vai mudar.

Ele me dá um indulgente, sorriso triste e resignado.

— Ana, — ele sussurra. — Isso simplesmente não é verdade.

Lágrimas inundam meus olhos.

— Como pode sê-lo? — Ele murmura.

Oh, não

— Merda, não chore, Ana. Por favor, não chore. — Ele acaricia meu rosto.

— Sinto muito. — Meu lábio inferior treme, e ele esfrega o polegar sobre ele me acalmando, — Não, Ana, não, não se desculpe. Você vai ter alguém para amar também. E você está certa. É assim que deve ser.

— Blip vai te amar, também. Vai ser o centro do mundo Blip Junior, -

eu sussurro. — As crianças amam seus pais incondicionalmente, Christian.

É assim que eles veem o mundo. Programados para amar.

Todos os bebês. . .

inclusive você. Pense num livro infantil que você gostava quando era pequeno.

Todavia você ainda amava sua mãe. Você a amava.

Ele franze o cenho e retira a mão, esfregando contra o queixo — Não, — ele sussurra.

— Sim. Você amava. — Minhas lágrimas fluem livremente agora. — É

claro que você amava. Não era por opção. É por isso que você ainda está tão ferido.

Ele olha para mim, sua expressão muda.

— É por isso que você pode me amar, — murmuro. —

Perdoe-a. Ela teve seu próprio mundo de dor para lidar. Ela era uma mãe de merda, e a amava.

Ele me encara fixamente, sem dizer nada, os olhos encantados, por lembranças, que eu não posso compreender.

Oh, por favor, não pare de falar.

589

Finalmente ele diz, — Eu costumava escovar seu cabelo.

Ela era bonita.

— Basta olhar para você e ninguém tem dúvida de que ela era.

— Ela era uma mãe de merda. — Sua voz é quase inaudível.

Concordo com a cabeça e ele fecha os olhos.

— Eu estou com medo de ser um pai de merda.

Eu acaricio seu rosto! Querido. Oh, meu Cinquenta...

— Christian, você pensa que eu deixaria você ser um pai de merda?

Ele abre os olhos e olha para mim, sinto como se fosse uma eternidade. Ele sorri e o alívio lentamente ilumina seu rosto.

— Não, eu não acho que você deixaria. — Ele acaricia meu rosto com as costas de seus dedos, me olhando com admiração. — Deus, você é forte, Sra. Grey. Eu te amo muito. —Ele beija minha testa. — Eu não sabia que eu podia.

— Oh, Christian,— Eu sussurro, tentando conter minhas emoções.

— Agora, esse é o fim de sua história para dormir.

— Essa é uma história de cabeceira. . .

Ele sorri com melancolia, mas eu acho que ele está aliviado.

— Como está sua cabeça?

— Minha cabeça? — Na verdade, ela está prestes a explodir com tudo o que você me disse.

— Dói?

— Não.

— Ótimo. Acho que você deveria dormir agora.

Dormir! Como posso dormir depois de tudo?

— Durma, — ele diz com firmeza. — Você precisa disso.

Eu faço beicinho.

— Eu tenho uma pergunta.

— Oh? O que? — Ele me olha com cautela.

— Por que você de repente se tornou tão. . . acessível, por falta de uma palavra melhor?

Ele franze o cenho.

590

— Você está me dizendo tudo isso, quando para obter uma informação de você, é normalmente uma experiência muito angustiante e cansativa.

— É mesmo?

— Você sabe o que é.

— Por que eu estou sendo tão acessível? Eu não posso te dizer.

Vendo você praticamente morta no concreto frio, talvez. O

fato que vou ser pai. Eu não sei. Você disse que você queria saber, e eu não quero que Elena fique entre nós. Ela não pode. Ela é o passado, e eu já disse isso a você tantas vezes.

— Se ela não tivesse avançado em você. . . vocês ainda seriam amigos?

— Isso é mais do que uma pergunta.

— Desculpe. Você não tem que me dizer. — Eu coro. —

Você já me deu mais do que eu imaginei.

Seu olhar amolece.

— Não, eu não acho, mas eu sentia como se tivéssemos um assunto pendente desde meu aniversário. Ela ultrapassou os limites, e acabou. Por favor, acredite em mim. Eu não vou voltar a vê-la. Você disse que ela é um limite duro para você. E algo que eu entendo, — ele diz com sinceridade e calma.

Esta bem. Eu vou deixar isso para lá. Meu subconsciente afunda em sua poltrona.

Finalmente!

— Boa Noite, Christian. Obrigada pela esclarecedora história de dormir. —Eu me inclino para beijá-lo, e nossos lábios se tocam brevemente, mas ele se afasta quando tento aprofundar o beijo.

— Não, — ele sussurra. — Estou desesperado para fazer amor com você.

 

— Então faça.

— Não, você precisa descansar, e já é tarde. Vá dormir. —

Ele desliga a luz de cabeceira, mergulhando-nos na escuridão.

591

— Eu te amo incondicionalmente, Christian—, murmuro enquanto o envolvo num abraço.

— Eu sei, — ele sussurra, e eu sinto seu sorriso tímido.

Eu acordo com um sobressalto. A luz está inundando o quarto, e Christian não está na cama. Olho para o relógio e são 7:53. Eu respiro fundo e faço uma cara feia quando minhas costelas doem, embora não tanto como ontem.

Acho que eu poderia ir trabalhar. Trabalhar - Sim. Eu quero ir para o trabalho.

É segunda-feira, e eu passei todo o dia de ontem descansando sobre a cama. Christian saiu rapidamente para ver Ray. Honestamente, ele ainda é um maníaco por controle. Eu sorrio com carinho. Meu maníaco por controle.

Ele tem sido atencioso, carinhoso e conversador. . . e

“mãos-fora” desde que eu cheguei em casa. Eu faço uma carranca. Vou ter que fazer algo sobre isso. Minha cabeça não dói, a dor em torno de minhas costelas diminuiu, ainda que, rir tem que ser feita com cautela, mas me sinto frustrada. Eu acho que é o tempo mais longo que eu não faço sexo desde. . . bem, minha primeira vez.

Eu acho que nós dois recuperamos nosso equilíbrio.

Christian está muito mais relaxado, sua história de dormir parece ter colocado alguns fantasmas para descansar, para ele e para mim. Vamos ver.

Tomo banho rapidamente, e uma vez que estou seca, examino cuidadosamente minhas roupas. Eu quero algo

sexy. Algo que poderia impulsionar a ação de Christian.

Quem teria pensado que um homem tão insaciável poderia ter tanto autocontrole? Eu realmente não quero refletir sobre como Christian aprendeu a disciplinar seu corpo.

Ainda não falamos da cadela-Troll desde sua confissão.

Espero que nunca o façamos. Para mim ela está morta e enterrada.

592

Eu escolho uma saia preta quase indecentemente de tão curta que é, e uma blusa de seda branca. Eu deslizo meias calças alta com encaixes superiores e sapatos altos negros da Louboutin32. Um pouco de rímel e brilho labial, para dar uma aparência natural, e depois de uma feroz escovação, eu deixo meu cabelo solto. Sim. Isso deve fazê-lo.

Christian está comendo no bar. Sua garfada de omelete pára no ar quando me vê. Ele franze a testa.

— Bom dia, Sra. Grey. Vai a algum lugar?

— Trabalho. — Eu sorrio docemente.

— Eu acho que não. — Christian bufa com escárnio divertido. — A Dra. Singh disse uma semana de repouso.

— Christian, eu não vou passar o dia na cama descansando sozinha.

Então, posso muito bem ir trabalhar. Bom dia, Gail.

— Sra. Grey. — Sra. Jones tenta esconder um sorriso. —

Gostaria de um café da manhã?

— Por favor.

— Granola?

— Eu prefiro ovos mexidos com torradas de trigo integral.

A Sra. Jones sorri e Christian registra sua surpresa.

— Muito bom, Sra. Grey, — Sra. Jones diz.

— Ana, você não está indo trabalhar.

— Mas.

— Não. É simples. Não discuta. — Christian é inflexível. Eu lhe dou um olhar enfurecido, e só então percebo que ele

está usando suas calças de pijama e camiseta que ele estava usando na noite passada.

— Você está indo para o trabalho? — Eu pergunto.

— Não.

Estou ficando louca?

— É segunda-feira, certo?

Ele sorri.

— Na última vez que eu olhei.

Eu estreito meus olhos.

32 Marca de sapatos 593

— Você está se fazendo de doente para faltar ao trabalho?

— Eu não estou te deixando aqui sozinha, para você se meter em apuros. E a Dra. Singh disse que você ficaria uma semana de repouso, sem trabalho. Lembra-se?

Eu deslizo sobre um banquinho de bar ao lado dele e levanto minha saia um pouco. A Sra. Jones coloca uma xícara de chá diante de mim.

— Você está bonita, — Christian diz. Cruzo as pernas. —

Muito bonita. Especialmente aqui. — Ele traça um dedo sobre a pele nua de minhas coxas. Meu pulso acelera enquanto seu dedo corre pela minha pele.

— Essa saia é muito curta, — ele murmura, a desaprovação vaga em sua voz enquanto seus olhos seguem o dedo.

— É? Eu não tinha notado.

Christian olha para mim, a boca torcida num sorriso divertido ainda exasperado.

— Realmente, Sra. Grey?

Eu coro.

— Eu não tenho certeza se essa roupa é adequada para o local de trabalho, — ele murmura.

— Bem, já que eu não estou indo para o trabalho, isso é um ponto discutível.

— Discutível?

 

— Discutível, — eu digo.

Christian sorri novamente e continua comendo sua omelete.

— Eu tenho uma ideia melhor.

— Você tem?

Ele olha para mim através de seus longos cílios, seus olhos cinza escurecendo. Eu inalo fortemente. Oh, meu Deus. Já era hora.

— Podemos ir ver como Elliot está deixando a casa.

O quê? Oh! Que engano! Lembro-me vagamente que devíamos ter feito isso antes de Ray ser ferido.

— Eu adoraria.

— Bom. — Ele sorri.

— Você não tem que trabalhar?

594

— Não. Ros está de volta de Taiwan. Tudo correu bem.

Hoje, tudo está bem.

— Eu pensei que você estava indo para Taiwan.

Ele bufa novamente.

— Ana, você estava no hospital.

— Oh.

— Sim, oh. Então, hoje eu estou gastando algum tempo de qualidade com minha esposa. — Ele estala os lábios, enquanto toma um gole de café.

— Tempo de qualidade? — Eu não posso disfarçar a esperança na minha voz.

A Sra. Jones coloca meus ovos mexidos na frente de mim, mais uma vez falhando em esconder o seu sorriso.

Christian sorri.

— Tempo de qualidade. — Ele acena com a cabeça.

Estou com muita fome para continuar a flertar com meu marido.

 

— É bom ver você comer, — ele murmura. Levantando-se, se inclina e beija meus cabelos. — Vou tomar banho.

— Um. . . eu posso ir e esfregar suas costas? — Eu murmuro através de uma boca cheia de pão e ovos mexidos.

— Não. Coma.

Saindo da mesa de café da manhã, ele puxa a camiseta sobre a cabeça, me torturando com a visão de seus ombros finamente esculpidos e costas nuas enquanto ele sai da grande sala. Eu paro de mastigar. Ele está fazendo isso de propósito. Por quê?

Ray está de bom humor. O Sr Rodriguez o está visitando também. Os dois estão sentados na frente da enorme televisão de tela plana no quarto de 595

Ray. Eu suspeito que Christian tenha algo a ver com isso.

Nós os deixamos assistindo as novidades do esporte para o próximo final de semana.

Christian está relaxado dirigindo para o norte. Ele tem estado assim desde “a conversa”. É como se um peso fosse retirado; A sombra da Sra.

Robinson já não paira sobre nós, talvez porque eu decidi deixá-la ir ou porque ele deixou, eu não sei. Mas eu me sinto mais perto dele agora do que jamais estive antes. Talvez porque ele finalmente confiou em mim. Espero que ele continue a fazê-lo. E ele está aceitando mais o bebê também. Ele não saiu e comprou um berço, mas eu tenho grandes esperanças.

Eu olho para ele, babando-o enquanto ele dirige. Ele parece casual, legal. . . sexy com seu cabelo desgrenhado, Ray-Ban, casaco de giz, camisa branca de linho e jeans.

 

Ele olha para mim e aperta minha perna acima do joelho, os dedos acariciando suavemente.

— Estou feliz que você não se trocou.

Eu coloquei uma jaqueta jeans e troquei os sapatos por chinelos, mas ainda estou vestindo a saia curta. Sua mão permanece acima do meu joelho.

Eu coloco minha mão sobre a dele.

— Você vai continuar a provocar-me?

— Talvez. — Christian sorri.

— Por quê?

— Porque eu posso. — Ele sorri, mais menino que nunca.

— Dois podem jogar nesse jogo, — eu sussurro.

Seus dedos se movem lentamente até minha coxa.

— Mande ver, Sra. Grey.— Seu sorriso se amplia.

Eu pego sua mão e a coloco de volta em seu joelho.

— Bem, você pode manter suas mãos em si mesmo.

Ele sorri.

— Como quiser Sra. Grey.

Droga. Este jogo vai se voltar contra mim.

596

Christian fica na calçada da nossa casa nova. Ele para no teclado e digita um número, e os ornamentados portões de metal branco se abrem.

Nós subimos ruidosamente pela trilha arborizada sob as folhas que são uma mistura de verde, amarelo e cobre polido. A grama alta no prado está virando ouro, mas ainda há algumas poucas flores amarelas espalhadas entre a grama. É um dia bonito. O sol está brilhando, e o cheiro do próximo outono se aproxima. Este é um lugar tranquilo e bonito. E pensar que nós vamos fazer o nosso lar aqui.

A trilha faz uma curva, e nossa casa fica à vista. Vários caminhões grandes, com laterais estampadas Grey Construction, estão estacionados na frente. A casa é decorada em andaimes, e vários operários com capacetes estão ocupados no telhado.

Christian para ao lado do pórtico e desliga o motor. Eu posso sentir sua excitação.

— Vamos encontrar Elliot.

— Ele está aqui?

— Eu espero que sim. Eu estou pagando o suficiente.

Eu dou risada, e Christian sorri enquanto nós saímos do carro.

— Ei, mano! — Elliot grita de algum lugar. Nós olhamos ao redor.

— Aqui em cima! — Ele está em cima do telhado, acenando para baixo para nós e sorrindo de orelha a orelha.

— Já estava na hora de os vermos aqui. Fique onde está. Eu descerei.

Olho para Christian, que encolhe os ombros. Poucos minutos depois, Elliot aparece na porta da frente.

— Ei, mano. — Ele aperta a mão de Christian. — E como vai você, mocinha?— Ele me pega e me balança ao redor.

— Melhor, obrigada, — eu rio sem fôlego, minhas costelas protestando. Christian olha severo para ele, mas Elliot ignora.

— Vamos ir até o escritório. Você vai precisar de um desses. — Ele bate em seu capacete.

597

A casa é uma concha. Os andares estão cobertos de um material fibroso duro que parece aniagem; algumas das paredes originais desapareceram e novas tomaram seu lugar. Elliot nos conduz, explicando o que está acontecendo, enquanto os homens e algumas mulheres trabalham em todos os lugares ao nosso redor. Estou aliviada ao ver a

escadaria de pedra com a sua varanda de ferro ainda no lugar e coberta completamente de pó brancos.

Na sala principal, a parede traseira foi removida para dar lugar a uma parede de cristal de Gia, e o trabalho está começando no terraço.

Apesar da confusão, a visão ainda é impressionante. O

novo trabalho é simpático e preservando o charme de velho mundo da casa. . . Gia trabalhou bem. Elliot pacientemente explica os processos e nos dá um prazo aproximado para cada um. Ele espera que nós ocupemos a casa no Natal, embora Christian ache que isso é otimista.

Santa merda — Natal com vista para o Sound. Eu não posso esperar.

Uma bolha de emoção estoura dentro de mim. Eu tenho visões de nós enfeitando uma enorme árvore, enquanto um menininho de cabelos de cobre observa com admiração.

Elliot termina nossa turnê na cozinha.

— Vou deixar vocês dois passear. Tenham cuidado. Isto é um canteiro de obras.

— Claro. Obrigado, Elliot, — Christian murmura, pegando minha mão. — Feliz? — Pergunta uma vez que Elliot nos deixou sozinhos. Estou olhando para este espaço vazio e me perguntando onde vou pendurar os quadros com imagens de pimentas que compramos na França.

— Muito. Eu amei. Você?

— Idem. — Ele sorri.

— Ótimo. Eu estava pensando nas imagens de pimenta aqui.

Christian concorda.

— Eu quero colocar os retratos que José fotografou de você nesta casa. Você precisa decidir onde devem ficar.

Eu coro.

598

— Em algum lugar em que eu não vou vê-los sempre.

— Não diga isso. — Ele me repreende, escovando seu polegar sobre meu lábio inferior. — Elas são as minhas fotos favoritas. Eu amo a que tenho em meu escritório.

— Eu não tenho ideia do por que, — murmuro e beijo a ponta de seu polegar.

— A pior coisa que faço é olhar para o seu belo rosto sorridente durante todo o dia. Com fome?— Ele pergunta.

— Fome de quê? — Eu sussurro.

Ele sorri, os olhos escurecendo. Esperança e desejo que se abrem em minhas veias.

— Comida, Sra. Grey. — E ele planta um beijo rápido em meus lábios.

Dou-lhe meu beicinho falso e suspiro.

— Sim. Ultimamente eu estou sempre com fome.

— Nós três podemos fazer um piquenique.

— Três de nós? Tem alguém a se juntar a nós?

Christian sacode a cabeça para um lado.

— Daqui uns sete ou oito meses.

Oh. . .Blip. Eu sorrio adoravelmente para ele.

— Eu pensei que você gostaria de comer ao ar livre.

— No prado? — Eu pergunto.

Ele acena com a cabeça.

— Claro. — Eu sorrio.

— Este será um ótimo lugar para criar uma família, — ele murmura, olhando para mim.

Família! Mais do que um? Ouço abordar o tema agora?

Ele espalha seus dedos sobre minha barriga. Puta merda.

Prendo a respiração e coloco minha mão sobre a dele.

— É difícil de acreditar, — ele sussurra, e pela primeira vez ouço encantamento em sua voz.

— Eu sei. Oh - aqui, eu tenho provas. A imagem.

— Você tem? O primeiro sorriso do bebê?

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Eu retiro o ultra-som da minha carteira.

— Vê?

Christian examina-o de perto, olhando por alguns segundos.

— Oh. . . Blip. Sim, eu vejo. — Ele parece distraído, impressionado.

— Seu filho, — eu sussurro.

— O nosso filho. — Ele contesta.

— Primeiro de muitos.

— Muitos? — Os olhos Christian se arregalam com alarme.

— Pelo menos dois.

— Dois? — Ele testa a palavra. — Podemos apenas ter um filho de cada vez?

Eu sorrio.

— Claro.

Nós nos dirigimos para fora, na tarde quente de outono.

— Quando você vai contar para seus pais? — Christian pergunta.

— Logo, — murmuro. — Pensei em contar a Ray, esta manhã, mas o Sr. Rodriguez estava lá. — Eu dou os ombros.

Christian acena com a cabeça e abre o porta malas do R8.

Dentro há uma cesta de piquenique de vime e o cobertor xadrez que comprei em Londres.

— Venha, — ele diz, levando a cesta e um cobertor em uma mão e me dando a outra. Juntos caminhamos para o prado.

— Claro, Ros, vá em frente. — Christian desliga. Essa é a terceira ligação que ele atendeu durante o nosso piquenique. Ele tira os sapatos e as meias, e está me observando, com os braços ao redor dos joelhos. Seu casaco está sobre o meu, por estarmos quente sob o sol. Eu deito ao lado dele, estendendo-me na toalha de piquenique, nós dois cercados pela alta dourada e verde grama, longe, bem longe do barulho da casa e escondidos dos olhos curiosos dos trabalhadores da construção. Estamos em nosso próprio refúgio paradisíaco. Ele me alimenta com outro morango, e eu mastigo e sugo com agradecimento, olhando para os olhos sombrios.

Continuar: parte 2 de 3