Cinquenta Tons de Liberdade

E.L. James · Capítulo 6 de 8 · parte 3/3

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Cinquenta Tons de Liberdade

Capítulo x

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.

— Surpresa!

Oh, meu Deus. Kate e Elliot, Mia e Ethan, Carrick e Grace, Rodriguez e José, minha mãe e Bob estão todos lá levantando suas taças. Eu fico pasma para eles, sem palavras. Como? Quando? Dirijo-me consternada para

 

Christian, e ele aperta minha mão. Minha mãe avança e envolve seus braços a minha volta. Oh, mãe!

— Querida, você está linda. Feliz aniversário.

— Mamãe! — Choro, abraçando-a. Oh mamãe. Lágrimas escorrem pelo meu rosto, apesar da platéia, e enterro meu rosto em seu pescoço.

— Querida, querida. Não chore. Ray ficará bem. Ele é um homem tão forte. Não chore. Não no seu aniversário. — Sua voz falha, mas mantém a compostura. Ela agarra meu rosto em suas mãos e com os polegares enxuga minhas lágrimas.

— Eu pensei que você tinha esquecido.

— Oh, Ana! Como poderia? Dezessete horas de trabalho de parto não é algo fácil de se esquecer.

Eu rio através de minhas lágrimas, e ela sorri.

— Seque seus olhos, querida. Muita gente está aqui para compartilhar seu dia especial.

Eu fungo, não querendo olhar para mais ninguém na sala, envergonhada e emocionada por todos que fizeram um esforço para vir me ver.

— Como você chegou aqui? Quando você chegou?

— Seu marido mandou seu avião, querida. — Ela sorri, impressionada.

E eu rio — Obrigada por ter vindo, mãe. — Ela limpa meu nariz com um lenço como só uma mãe faria. — Mamãe! —

Ralho, compondo-me.

— Assim está melhor. Feliz aniversário, querida. — Ela fica de lado enquanto todos se alinham para me abraçar, e me desejar feliz aniversário.

— Ele está indo bem, Ana. A Dra. Sluder é uma das melhores do país. Feliz aniversário, Anjo. Grace abraça-me.

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— Chore tudo que você quiser, Ana é sua festa. — José me abraça.

— Feliz aniversário minha querida, — Carrick sorri, segurando meu rosto.

— E aí gata? O velho vai ficar bem. — Elliot envolve-me em seus braços. — Feliz aniversário.

— Ok. — Tomando minha mão, Christian me puxa do abraço de Elliot. — Chega de acariciar minha esposa. Vá acariciar sua noiva.

Elliot sorri maliciosamente para ele e pisca para Kate.

Um garçom que eu não tinha notado antes apresenta a Christian e a mim, taças de champanhe rose.

Christian pigarreia.

— Este seria um dia perfeito, se Ray estivesse aqui conosco, mas ele não está longe. Ele está indo bem, e sei que gostaria que se divertisse Ana.

Para todos vocês, obrigado por terem vindo compartilhar o aniversário da minha linda esposa, o primeiro de muitos que virão. Feliz aniversário, meu amor. — Christian levanta sua taça para mim em meio a um coro de feliz aniversário, e tenho que lutar novamente para manter minhas lágrimas recuadas.

Eu assisto as conversas animadas ao redor da mesa de jantar. É

estranho ser encapsulada no seio da minha família, sabendo que o homem que considero meu pai está em uma máquina de suporte de vida, nos ambientes clínicos da fria UTI. Estou separada do procedimento, mas grata que todos estejam aqui. Assistindo a disputa entre Elliot e Christian, lendo a sagacidade animada de José, a emoção de Mia e seu entusiasmo pela comida, Ethan maliciosamente olhando para ela. Acho que ele gosta dela. . .

mas é difícil dizer. Rodriguez está sentado atrás, assim como eu, apreciando as conversas. Ele parece melhor.

Descansado. José está muito atento a ele, 445

cortando sua comida, mantendo seu copo cheio. Tendo seu pai sobrevivido, chegando tão perto da morte fez José apreciar mais o Sr. Rodriguez. . . Eu sei.

Olho para minha mãe. Ela está em seu elemento, charmosa, inteligente, e acolhedora. Eu a amo tanto. Devo lembrar-me de dizer-lhe. A vida é tão preciosa, percebo isso agora.

— Você está bem? — Kate pergunta em uma voz estranhamente suave.

Concordo com a cabeça e aperto sua mão.

— Sim. Obrigada por ter vindo.

— Você acha que o Sr. Megabucks25 poderia me manter longe de você no seu aniversário? Nós viemos voando de helicóptero! — Ela sorri.

— Sério?

— Sim. Todos nós. E pensar que Christian pode pilotar.

Concordo com a cabeça.

— Isso é um bocado sensual.

— Sim, eu acho que sim.

Nós sorrimos.

— Você vai ficar aqui esta noite? — Pergunto.

— Sim. Ficaremos todos, eu acho. Você não sabia nada sobre isso?

Sacudo a cabeça.

— Esperto, ele não?

Concordo com a cabeça.

— O que ele lhe deu de aniversário?

— Isto. — Eu mostro minha pulseira.

— Oh, linda!

— Sim.

— Londres, Paris. . . sorvete?

— Você não vai querer saber.

— Eu posso adivinhar.

Nós rimos, e eu coro, lembrando Ben & Jerry & Ana.

— Oh. . .e um R8.

25 Megabucks é um jogo milionário da America com a maior bolada.

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Kate cospe nem um pouco atraente o vinho pelo seu queixo, fazendo nós duas rirmos mais um pouco.

— Bastardo legal, não é? — Ela ri.

Para a sobremesa sou presenteada com um bolo de chocolate, com velas prateadas brilhando suntuosos 22

anos e um emocionante coro de “Feliz Aniversário”. Grace assiste Christian cantar com o resto dos meus amigos e familiares, e seus olhos brilham de amor. Pegando meu olhar, ela me sopra um beijo.

— Faça um desejo, — sussurra Christian para mim. Em um fôlego sopro as velas, fervorosamente pedindo que meu pai melhore. Papai, fique bem. Por favor, fique bem. Eu te amo tanto.

À meia-noite, o Sr. Rodriguez e José se despedem.

— Muito obrigada por terem vindo. — Abraço José firmemente.

— Não perderia por nada no mundo. Acredito que Ray está indo na direção certa.

— Sim. Você, o Sr. Rodriguez, e Ray têm que vir pescar com Christian em Aspen.

— Sim? Parece legal. — José sorri antes de sair para buscar o casaco de seu pai, e eu inclinar-me para dizer adeus ao Sr. Rodriguez.

— Você sabe Ana, houve um tempo. . . bem, pensei que você e José. .

. — Sua voz desaparece, e ele me olha, seu olhar escuro intenso, mas amoroso.

Ah, não.

— Eu gosto muito de seu filho, Sr. Rodriguez, mas ele é como um irmão para mim.

 

— Você teria sido uma boa nora. E você é. Para os Greys.

— Ele sorri melancolicamente e eu coro.

— Eu espero que você se contente pelo amigo.

— Claro. Seu marido é um bom homem. Você escolheu bem, Ana.

— Eu penso que sim, — sussurro. — Eu o amo tanto. —

Abraço o Sr.

Rodriguez.

— Trate-o bem, Ana.

— Eu vou, — prometo.

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Christian fecha a porta de nossa suíte.

— Enfim sós, — ele murmura, recostando-se contra a porta, olhando-me.

Caminho em sua direção e corro meus dedos sobre as lapelas de sua jaqueta.

— Obrigada pelo aniversário maravilhoso. Você realmente é o mais prestativo, atencioso e generoso marido.

— O prazer é meu.

— Sim... seu prazer. Vamos fazer algo sobre isso, —

sussurro.

Apertando minhas mãos em torno de suas lapelas, puxando seus lábios nos meus.

Depois de um café da manhã comunitário, abro todos os meus presentes, então, dou uma série de alegres despedidas a todos os Greys e os Kavanaghs que retornam a Seattle via Charlie Tango. Minha mãe, Christian, e eu dirigimos até o hospital com Taylor conduzindo-nos, não cabemos nós três no meu R8. Bob declinou da visita, e estou secretamente feliz. Seria muito estranho, e tenho

certeza que Ray gostaria que Bob fosse vê-lo somente quando estivesse melhor.

Ray parece o mesmo. Barbudo. Mamãe fica chocada ao vê-lo e, juntas, choramos um pouco mais.

— Oh, Ray. — Ela aperta sua mão e suavemente acaricia seu rosto, e fico emocionada ao ver seu amor por seu ex-marido. Estou feliz por ter lenços em minha bolsa. Sentamos ao lado dele, seguro sua mão, enquanto ela segura a dele.

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— Ana, houve um momento em que este homem era o centro do meu mundo. O sol levantava-se e punha-se com ele. Sempre vou amá-lo. Ele cuidou tão bem de você.

— Mamãe — engasgo e ela acaricia meu rosto e enfia uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.

— Você sabe que sempre vou amar Ray. Nós apenas nos separamos.

— Ela suspira. — Eu simplesmente não podia viver com ele. — Ela olha para baixo para seus dedos, e pergunto-me se está pensando em Steve, o marido número três, que nós não falamos a respeito.

— Sei que você ama Ray, — sussurro, secando os olhos. —

Eles vão tirá-lo do coma hoje.

— Ótimo. Tenho certeza que ele vai ficar bem. Ele é tão teimoso. Acho que você aprendeu com ele.

Eu sorrio.

— Você tem conversado com Christian?

— Será que ele pensa que você é teimosa?

— Acredito que sim.

— Eu vou dizer-lhe que é uma característica familiar.

Vocês parecem tão bem juntos, Ana. Tão felizes.

— Estamos, eu acho. Chegando lá, de qualquer maneira.

Eu o amo.

Ele é o centro do meu mundo. O sol nasce e se põe com ele para mim, também.

— Ele obviamente adora você, querida.

 

— E eu o adoro.

— Certifique-se de dizer isto a ele. Os homens precisam saber destas coisas, assim como nós.

Eu insisto em ir para o aeroporto com mamãe e Bob, para dizer adeus. Taylor segue no R8, e Christian dirige o SUV.

Sinto muito por não poderem ficar mais tempo, mas eles têm que voltar para Savannah. É um triste adeus.

— Cuide bem dela, Bob, — sussurro, quando ele me abraça.

— Certamente que irei, Ana. E você cuide de si mesma.

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— Eu irei. — Viro-me para minha mãe. — Adeus, mamãe.

Obrigada por terem vindo, — sussurro, minha voz rouca. —

Eu te amo tanto.

— Oh minha menina querida, também te amo. E Ray vai ficar bem.

Ele não está pronto para sair de seu corpo mortal ainda.

Há provavelmente um jogo dos Mariners que ele não pode perder.

Eu rio. Ela está certa. Resolvo ler as páginas de esportes do jornal de domingo para Ray naquela noite. Assisto a ela e Bob subirem os degraus para o jato GEH. Ela me dá uma onda de lágrimas, então se vai. Christian envolve os braços em volta dos meus ombros.

— Vamos voltar, bebe, — ele murmura — Você vai dirigir?

— Claro.

Quando voltamos para o hospital naquela noite, Ray parece diferente.

Levo um instante para perceber que a sucção e a pressão do ventilador desapareceu. Ray está respirando por conta

própria. Inundações de alívio passam por mim. Acaricio seu rosto eriçado, e tiro um lenço para limpar cuidadosamente a saliva de sua boca.

Christian sai para encontrar a Dra. Sluder ou o Dr. Crowe para uma atualização, enquanto pego meu familiar assento ao lado de sua cama para manter uma vigília.

Abro a seção de esportes do Oregonian de domingo e conscientemente começo a ler o relatório sobre o jogo de futebol do Sounders contra o Real Salt Lake. Por todos os boletins, foi um jogo selvagem, mas os Sounders foram derrotados por um gol de Kasey Keller. Aperto a mão de Ray firmemente na minha enquanto leio.

— E o resultado final, Sounders 1, Real Salt Lake 2.

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— Ei, Annie, nós perdemos? Droga! — Ray fala áspero, e aperta minha mão.

Papai!

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Capítulo 19

Lágrimas escorrem pelo meu rosto. Ele está de volta. Meu pai está de volta.

— Não chore Annie. — A voz de Ray está rouca. — O que está acontecendo?

Pego sua mão nas minhas e encosto-a contra meu rosto.

— Você esteve em um acidente. Você está no hospital em Portland.

Ray franze a testa, não sei se é porque ele está desconfortável com a minha exibição incomum de afeto, ou por não conseguir se lembrar do acidente.

— Você quer água? — Pergunto, não tenho certeza se estou autorizada a dar-lhe qualquer coisa. Ele balança a cabeça, perplexo. Meu coração se regozija. Levanto e

 

inclino-me sobre ele, beijando sua testa. — Amo você, papai. Bem vindo de volta.

Ele acena com a mão, embaraçado.

— Eu também, Annie. Água. — Eu corro a curta distância até o posto de enfermagem.

— Meu pai, está acordado!— Sacudo a enfermeira Kellie, que sorri de volta.

— Bip a Dra. Sluder, — ela diz ao seu colega e rapidamente faz o seu caminho em torno da mesa.

— Ele quer água.

— Eu vou dar-lhe logo.

Corro de volta para a cama de meu pai, me sinto tão leve.

Seus olhos estão fechados quando o alcanço, e imediatamente me preocupo se ele escorregou para trás em um coma.

— Papai?

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— Eu estou aqui, — ele resmunga e seus olhos vibram abertos quando a enfermeira Kellie aparece com um jarro com pedaços de gelo e um copo.

— Olá, Sr. Steele. Sou Kellie, sua enfermeira. Sua filha me disse que você está com sede.

Na sala de espera, Christian está olhando fixamente para seu laptop, profundamente concentrado. Ele olha para cima quando fecho a porta.

— Ele está acordado, — anuncio. Ele sorri, e a tensão ao redor de seus olhos desaparece. Oh. . . Eu não tinha notado antes. Ele esteve tenso durante todo esse tempo?

Colocando seu laptop de lado, levanta-se, e me abraça.

— Como ele está? — Pergunta quando envolvo meus braços ao redor dele.

— Falando, com sede, perplexo. Ele não se lembra do acidente.

— Isso é compreensível. Agora que está acordado, quero transferi-lo para Seattle. Então, podemos ir para casa, e minha mãe pode manter um olho nele.

Já?

— Não tenho certeza se ele está bem o suficiente para ser transferido.

— Vou falar com a Dra. Sluder. Obter a sua opinião.

— Você sente falta de casa?

— Sim.

— Ok.

— Você não parou de sorrir, — Christian diz quando saio do Heathman.

— Estou muito aliviada. E feliz.

Christian sorri.

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— Ótimo.

A claridade está desvanecendo, e tremo quando saio para a noite fria e fresca, e entrego minha chave ao manobrista.

Ele está olhando para meu carro com luxúria, e não o culpo.

Christian coloca o braço a minha volta.

— Vamos comemorar? — Pergunta ao entrar no saguão.

— Celebrar?

— Seu pai.

Eu rio.

— Ah, ele.

— Estava com saudades desse som. — Christian beija meu cabelo.

— Podemos apenas comer na nossa sala? Você sabe ter uma noite tranquila?

— Claro. Venha. — Tomando minha mão, ele me leva para os elevadores.

— Estava delicioso, — murmuro, com satisfação, enquanto empurro meu prato para longe, repleta pela primeira vez

em anos. — Eles com certeza sabem como fazer uma boa Torta de Tatin26 aqui.

Estou recém-banhada e vestida apenas com a camiseta de Christian e minha calcinha. No fundo, o iPod de Christian esta em reprodução aleatória Dido canta em sua voz tremula sobre as bandeiras brancas.

Os olhos de Christian me especulam. Seu cabelo ainda está úmido do nosso banho, e ele está usando apenas a sua camiseta preta e jeans.

— Essa foi a vez que te mais comer desde que chegamos aqui, — ele diz.

— Eu estava com fome.

Ele se inclina para trás em sua cadeira com um sorriso satisfeito e toma um gole de seu vinho branco.

— O que você gostaria de fazer agora? — Sua voz é suave.

— O que você quer fazer?

Ele levanta uma sobrancelha, divertido.

— O que eu sempre quero fazer.

26 Tarte Tatin é uma torta feita de cabeça para baixo em que as

frutas (maçãs geralmente) são caramelizadas na manteiga e açúcar antes da torta ser cozida 454

— E isto seria?

— Sra. Grey, não seja tímida.

Chegando ao outro lado da mesa de jantar, agarro sua mão, viro-a, e roço meu dedo indicador sobre sua palma.

— Gostaria que você me tocasse com isso. — Passo meu dedo para cima no seu dedo indicador.

Ele se move da cadeira.

— Só isso? — Seus olhos escurecem e esquentam ao mesmo tempo.

— Talvez isso? — Eu passo meu dedo para cima em seu dedo do meio e volto para a palma. — E este. — Minha unha

traça seu dedo anelar. — Definitivamente este. — Meu dedo para no seu anel de casamento. — Isso é muito sexy.

— Isto é?

— Com certeza. Isto diz que este homem é meu. — E roço o pequeno calo que se formou em seu dedo por baixo do anel. Ele se inclina para frente e segura meu queixo com a outra mão.

— Sra. Grey, você está me seduzindo?

— Eu espero que sim.

— Anastásia, já estou seduzido. — Sua voz é baixa. —

Venha cá. — Ele segura minha mão, me puxando para seu colo. — Gosto de ter acesso irrestrito a você. — Ele passa a mão para cima em minha coxa até meu traseiro. Agarra minha nuca com a outra mão e me beija segurando-me firme no lugar.

Ele tem gosto de vinho branco e torta de maçã e Christian. Corro os dedos pelos seus cabelos, mantendo-o comigo, enquanto nossas línguas exploram, enrolam e torcem em torno de si, meu sangue aquece em minhas veias. Estamos sem fôlego quando Christian se afasta.

— Vamos para a cama, — ele murmura contra meus lábios.

— Cama?

Encostando mais para trás, puxa meu cabelo, então estou olhando para ele.

— Onde você prefere Sra. Grey?

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Minha deusa interior deixa de se atacar com a Torta Tatin.

Dou de ombros, fingindo indiferença.

— Surpreenda-me.

Ele sorri.

— Você está espirituosa esta noite. — Ele corre o nariz junto ao meu.

— Talvez eu precise ser controlada.

— Talvez precise. Você está ficando muito mandona na sua idade avançada. — Ele aperta os olhos, mas não consegue disfarçar o humor latente lá.

— O que você vai fazer sobre isso? — Desafio.

Seus olhos brilham.

— Sei o que gostaria de fazer sobre isso. Depende se você aguenta isto.

— Oh, Sr. Grey, você foi muito gentil comigo nestes últimos dois dias.

Eu não sou feita de vidro, você sabe.

— Você não gosta delicadamente?

— Com você, é claro. Mas você sabe. . . a variedade é o tempero da vida. — Bato meus cílios para ele.

— Você está querendo algo menos gentil?

— Algo que reforce os aspectos positivos da vida.

Ele levanta as sobrancelhas em surpresa.

— Aspectos positivos da vida, — repete, o humor surpreso em sua voz.

Concordo com a cabeça. Ele olha para mim por um momento.

— Não morda seu lábio — sussurra, em seguida, levanta de repente comigo em seus braços. Suspiro e agarro em seus bíceps, com medo de cair.

Ele caminha até o menor dos três sofás e deposita-me nele.

— Espere aqui. Não se mova. — Ele me dá um breve olhar, quente e intenso volta em seu calcanhar, dirigindo-se ao quarto. Oh. . . Christian descalço. Por que os pés são tão sensuais? Ele está de volta alguns minutos depois, pegando-me de surpresa quando se inclina sobre mim por trás.

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— Acho que nós vamos dispensar isso. — Ele agarra a minha camiseta e arrasta-a sobre minha cabeça, deixando-

me nua, exceto por minha calcinha. Puxa meu rabo de cavalo para trás e me beija.

— Levante-se, — ordena contra os meus lábios e me libera. Eu obedeço imediatamente. Ele estende uma toalha no sofá.

Toalha?

— Tire sua calcinha.

Engulo, mas faço o que ele disse, descartando-a ao lado do sofá.

— Sente-se. — Ele agarra meu rabo de cavalo novamente e puxa minha cabeça para trás. — Você vai me dizer para parar, caso isto se torne demais, sim?

Concordo com a cabeça.

— Diga-o. — Sua voz é grave.

— Sim, — eu chio.

Ele sorri.

— Ótimo. Assim, Sra. Grey. . . pela demanda popular, vou controlá-la. — Sua voz desce para um sussurro ofegante.

O desejo atravessa meu corpo como um relâmpago por causa destas simples palavras.

Oh, meu doce Cinquenta e no sofá?

— Traga seus joelhos para cima, — ele comanda suavemente. — E

sente-se encostada.

Descanso meus pés na beira do sofá, meus joelhos levantados na minha frente. Ele pega minha perna esquerda, e usando o cinto de um dos roupões de banho, amarra uma extremidade acima do meu joelho.

— Roupões?

— Estou improvisando. — Ele sorri novamente e prende o nó corrediço acima do meu joelho e amarra a outra extremidade do cinto mole ao redor do canto de trás do sofá, efetivamente separando minhas pernas.

— Não se mova, — adverte e repete o processo com a minha perna direita, amarrando o segundo cordão na outra

extremidade.

Oh meu Deus... Eu estou sentada, espalhada no sofá, com as pernas abertas.

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— Tudo bem? — Christian pergunta baixinho, olhando para mim de trás do sofá.

Concordo com a cabeça, esperando-o amarrar minhas mãos também.

Mas ele se abstém. Ele se inclina e me beija.

— Você não tem ideia do quão sexy você parece agora, —

murmura e esfrega o nariz contra o meu. — Vou trocar de música, eu acho. — Ele se levanta e caminha casualmente até o iPod.

Como ele faz isso? Aqui estou eu, amarrada e quente como o inferno, enquanto ele está tão frio e calmo. Ele está no meu campo de visão, e assisto a flexão e tração dos músculos de suas costas sob sua camiseta, enquanto muda a música. Imediatamente, uma doce voz feminina, quase infantil começa a cantar enquanto observo.

Oh, gosto dessa música.

Christian se vira e seus olhos bloqueiam nos meus, enquanto ele se move para frente do sofá e afunda graciosamente os joelhos na minha frente.

De repente, me sinto muito exposta.

— Exposta? Vulnerável? — Pergunta com sua incrível capacidade de expressar as minhas palavras não ditas. Suas mãos estão sobre seus joelhos. Concordo com a cabeça.

Por que ele não me toca?

— Bom — murmura. —Estenda suas mãos. — Não posso parar de olhar em seus olhos hipnotizantes, enquanto faço o que me pede. Christian derrama um pouco de líquido oleoso em cada palma, de uma garrafa clara. É

perfumado, um rico aroma almiscarado, sensual que não posso identificar.

— Esfregue suas mãos. — Contorço-me sob seu olhar quente e pesado. — Fique quieta, — adverte.

Oh meu Deus.

—Agora Anastásia, quero que se toque.

Puta merda.

— Comece com sua garganta e trabalhe para baixo.

Hesito.

— Não seja tímida, Ana. Vammos. Faça-o. — O humor e o desafio em sua expressão são fáceis de ver junto com seu desejo.

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A doce voz canta que não há nada doce nela. Coloco minhas mãos contra minha garganta e deixo-a escorregar para o topo dos meus seios. O

óleo torna o deslizar fácil sobre minha pele. Minhas mãos estão quentes.

— Mais abaixo, — Christian murmura, os olhos escurecendo. Ele não me toca.

Minhas mãos seguram meus seios.

— Acaricie a si mesma.

Oh meu Deus. Puxo meus mamilos suavemente.

—Mais duro, — Christian pede. Ele fica imóvel entre as minhas coxas, apenas me observando. — Como eu faria, —

acrescenta, os olhos brilhando sombriamente. Meus músculos apertam no fundo da minha barriga. Gemo em resposta e puxo mais meus mamilos, sentindo-os enrijecer e alongar sob meu toque.

— Sim. Assim. Mais uma vez.

Fechando os olhos puxo com força, rolando e torcendo-os entre meus dedos. Eu lamento.

— Abra seus olhos.

Eu pisco para ele.

— Mais uma vez. Quero ver você. Ver você desfrutar de seu toque.

Oh Porra. Repito o processo. Isto é tão. . . erótico.

— Mãos. Mais abaixo.

Eu me contorço.

— Fique calma, Ana. Absorva o prazer. Devagar. — Sua voz é baixa e rouca, tentadora e sedutora ao mesmo tempo.

— Você faz isso, — sussurro.

— Oh, eu farei em breve. Você... Mais abaixo... Agora. —

Christian, exala sensualidade, corre a língua ao longo de seus dentes. Puta Merda. . .

Eu torço, puxando as restrições.

Balançando a cabeça, lentamente.

— Calma. — Ele descansa as mãos sobre os joelhos, segurando-me no lugar. — Vamos, Ana devagar.

Minhas mãos deslizam sobre meu estomago para baixo sobre minha barriga.

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— Mais abaixo, — murmura, e é a sensualidade personificada.

— Christian, por favor.

Suas mãos deslizam para baixo nos meus joelhos, deslizando em minhas coxas, em direção ao meu sexo.

— Vamos, Ana. Toque a si mesma.

Minha mão esquerda toca levemente sobre meu sexo, e esfrego em um círculo lento, minha boca forma um “O” e eu arquejo.

— De novo, — ele sussurra.

Gemo mais alto e repito o movimento e inclino minha cabeça para trás, ofegante.

— Novamente.

Gemo alto, e Christian inspira fortemente. Agarrando minhas mãos, abaixa-se, correndo seu nariz, então sua língua para frente e para trás no ápice de minhas coxas.

— Ah!

Quero tocá-lo, mas quando tento mover minhas mãos, seus dedos apertam em volta dos meus pulsos.

— Vou controlar isto também. Fique quieta.

Gemo. Ele liberta-me, então coloca seus dois dedos do meio dentro de mim, a palma da mão apoiada contra meu clitóris.

— Vou fazer você gozar rapidamente, Ana. Pronta?

— Sim. — Arquejo.

Ele começa a mexer os dedos, a mão para cima e para baixo, rapidamente atacando o doce local dentro de mim e meu clitóris ao mesmo tempo. Ah! A sensação é intensa, muito intensa. O prazer cresce e sobe ao longo da metade inferior do meu corpo. Quero esticar as pernas, mas não posso. Minhas mãos agarram a toalha sob mim.

— Renda-se, — sussurra Christian.

Explodo em torno de seus dedos, gritando incoerentemente. Ele pressiona a palma da mão contra meu clitóris, enquanto tremores percorrem meu corpo, prolongando a agonia deliciosa. Vagamente, estou ciente de que ele está desatando minhas pernas.

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— Minha vez, — ele murmura, e vira-me para que eu fique de bruços no sofá com meus joelhos no chão. Ele espalha minhas pernas e dá uma forte palmada no meu traseiro.

— Ah!— Eu grito e em um rápido movimento ele está dentro de mim.

— Oh, Ana, — ele sibila entre os dentes quando começa a se mover.

Seus dedos pegam duros em torno de meus quadris enquanto ele me penetra mais e mais. O prazer estar aumentando mais e mais. Não. . . Ah...

— Vamos, Ana! — Christian grita, e quebro mais uma vez, pulsando em torno dele e chorando enquanto gozo.

— Suficiente positiva para você? — Christian beija meus cabelos.

— Oh, sim, — sussurro, olhando para o teto. Estou deitada sobre meu marido, minhas costas contra sua parte frontal, nós dois no chão ao lado do sofá. Ele ainda está vestido.

— Acho que devemos fazer novamente. Desta vez tire a roupa.

— Cristo, Ana. Dê a um descanso a esse homem.

Eu rio e ele ri.

— Estou feliz por Ray estar consciente. Parece que todos os seus apetites estão de volta — ele diz, não disfarçando o sorriso em sua voz.

Viro-me e franzo a testa para ele.

— Você está esquecendo a noite passada e esta manhã?—

Eu faço beicinho.

— Não tem nada de esquecível sobre isto. — Ele sorri, e quando o faz, parece tão jovem, despreocupado e feliz. Ele agarra meu traseiro. — Você tem uma bunda fantástica, Sra.

Grey.

— Você também. — Arqueio as sobrancelhas para ele. —

Apesar da sua ainda estar coberta.

— E o que você vai fazer sobre isso, Sra. Grey?

— Ora, vou tirar sua roupa, Sr. Gray. Toda ela.

Ele sorri.

— E acho que esta é muito doce, — murmuro, referindo-me a música ainda tocando repetidamente. Seu sorriso desaparece.

Ah, não.

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— Você é, — sussurro. Inclino-me para baixo e beijo o canto de sua boca. Ele fecha os olhos e aperta os braços a minha volta.

— Christian, você é. Você fez este fim de semana tão especial á despeito do que aconteceu com Ray. Obrigada.

Ele abre os grandes e graves olhos cinza e sua expressão arranca meu coração.

— Porque eu te amo, — ele murmura.

— Eu sei. Eu também te amo. — Acaricio seu rosto. — E

você é precioso para mim, também. Você sabe disto, não é?

Ele fica imóvel, parecendo perdido.

 

Oh, Christian . . . meu doce Cinquenta.

— Acredite em mim, — sussurro.

— Não é fácil. — Sua voz é quase inaudível.

— Tente. Tente bastante, porque é verdade. — Acaricio seu rosto mais uma vez, meus dedos roçando suas costeletas. Seus olhos são oceanos cinza de perda, sofrimento e de dor. Quero escalar em seu corpo e segurá-lo.

Qualquer coisa para parar aquele olhar. Quando ele vai perceber que significa o mundo para mim? Que é mais do que digno do meu amor, o amor de seus pais, seus irmãos?

Eu já lhe disse diversas vezes, e ainda estamos nessa mesma situação, enquanto Christian me dá seu olhar perdido, abandonado. Tempo. Isto só vai levar tempo.

— Você vai ficar com frio. Venha. — Ele levanta-se graciosamente e me puxa para ficar ao lado dele. Escorrego meu braço em volta de sua cintura quando voltamos para o quarto. Não vou forçá-lo, mas desde o acidente de Ray, ele se tornou mais importante para mim que ele saiba o quanto o amo.

Ao entrarmos no quarto, estou preocupada, desesperada para recuperar o humor leve muito bem-vindo de apenas poucos momentos atrás.

— Vamos assistir TV? — Pergunto.

Christian bufa.

— Estava esperando a segunda rodada. — Esse o meu Cinquenta volátil está de volta. Arqueio minha testa e paro ao lado da cama.

— Bem, nesse caso, acho que vou estar no comando.

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Ele fica boquiaberto para mim, e o empurro para a cama e rapidamente caiu sobre ele, prendendo suas mãos para

baixo ao lado de sua cabeça.

Ele sorri para mim.

— Bem, Sra. Grey, agora que você me pegou, o que vai fazer comigo?

Inclino-me para baixo e sussurro em seu ouvido: — Vou te foder com a minha boca.

Ele fecha os olhos, respirando forte, e corro os meus dentes suavemente ao longo de sua mandíbula.

Christian está trabalhando no computador. É uma brilhante manhã, e ele está mandando um e-mail, eu acho.

— Bom dia, — murmuro timidamente da porta. Ele se vira e sorri para mim.

— Sra. Grey. Você acordou cedo. — Ele abre seus braços.

Ando através da suíte e me enrolo em seu colo.

— Como você está.

— Estava apenas trabalhando. — Ele move-se à medida que beija meus cabelos.

— O quê? — Pergunto, sentindo algo errado.

Ele suspira.

— Recebi um e-mail do Detetive Clark. Ele quer falar com você sobre aquele filho da puta do Hyde.

—Sério? — Sento-me olhando para Christian.

— Sim. Disse-lhe que você está em Portland, por enquanto, então ele vai ter que esperar. Mas ele disse que gostaria de entrevistá-la aqui.

— Ele está vindo para cá?

— Aparentemente, sim. — Christian olha confuso.

463

Franzo a testa.

— O que é tão importante que não pode esperar?

— Esse é o ponto.

— Quando ele virá?

— Hoje. Vou mandar um e-mail de volta.

 

— Não tenho nada a esconder. Me pergunto o que ele quer saber?

— Nós vamos descobrir quando ele chegar aqui. Estou intrigado, também. — Christian move-se novamente. — O

café da manhã estará aqui em breve. Vamos comer, então podemos ir e ver seu pai.

Concordo com a cabeça. —Você pode ficar aqui se quiser.

Posso ver que está ocupado.

Ele franze a testa.

— Não, quero ir com você.

— Ok. — Sorrio, e ponho meus braços em volta do seu pescoço e o beijo.

Ray está mal-humorado. É uma alegria. Ele está com coceira, arranhado, impaciente e desconfortável.

— Pai, você esteve em um grave acidente de carro.

Levará algum tempo para se curar. Christian e eu queremos removê-lo para Seattle.

— Não sei por que você está incomodada comigo. Vou ficar bem aqui sozinho.

— Não seja ridículo. — Aperto sua mão carinhosamente, e ele tem a graça de sorrir para mim.

— Precisa de alguma coisa?

— Eu mataria por uma rosquinha, Annie.

Sorrio com indulgência para ele.

— Vou trazer-lhe uma rosquinha ou duas. Vamos para a Voodoo.

— Ótimo!

— Você quer um café decente, também?

— Diabos. Sim!

— Ok, vou conseguir alguma coisa.

464

Christian está mais uma vez na sala de espera, falando ao telefone.

Ele realmente deve montar o escritório aqui.

Estranhamente, está sozinho, embora os outros leitos da UTI estejam ocupados. Me pergunto se Christian assustou os outros visitantes. Ele desliga o telefone.

— Clark estará aqui às quatro da tarde.

Franzo a testa. O que poderia ser tão urgente? — Ok. Ray quer café e rosquinhas.

Christian ri. — Acho que faria a mesma coisa, se tivesse me acidentado. Peça para Taylor ir.

— Não, eu vou.

— Leve Taylor com você. — Sua voz é grave.

— Ok. — Desvio o lhar e ele me encara. Então sorri tolamente e dobra sua cabeça para um lado.

— Não há ninguém aqui. — Sua voz é deliciosamente baixa, e sei que está ameaçando me espancar. Estou a ponto de enfrentá-lo, quando um jovem casal entra na sala.

Ela está chorando baixinho.

Dou os ombros como desculpa para Christian, e ele concorda. Ele pega seu laptop, segura minha mão e leva-me para fora da sala.

— Eles precisam de mais privacidade do que nós, —

murmura Christian. —Nós teremos a nossa diversão mais tarde.

Do lado de fora, Taylor está esperando pacientemente.

— Vamos todos tomar um café com rosquinhas.

Às quatro horas, precisamente há uma batida na porta da suíte.

Taylor acompanha o Detetive Clark, que parece mais mal-humorado do que 465

o habitual. Ele sempre parece estar mal-humorado. Talvez seja a maneira como seu rosto está definido.

— Sr. Gray, Sra. Grey, obrigado por me receber.

— Detetive Clark. — Christian sacode a mão e o direciona para uma cadeira. Sento-me no sofá onde me diverti muito na noite passada. O

pensamento me faz corar.

— É a senhora Gray que gostaria de ver, — Clark diz incisivamente para Christian e Taylor para no lado da porta.

Christian dá-lhe uma olhadela, em seguida acena com a cabeça quase imperceptivelmente para Taylor, que se vira e sai, fechando a porta atrás dele.

— Qualquer coisa que queira dizer à minha esposa você pode dizer na minha frente. — A voz de Christian é fria e profissional. O Detetive Clark se vira para mim.

— Tem certeza de que prefere que seu marido esteja presente?

Franzo a testa para ele.

— Claro. Não tenho nada a esconder. Você vai apenas me interrogar?

— Sim, senhora.

— Gostaria que meu marido ficasse.

Christian senta ao meu lado, irradiando tensão.

— Tudo bem, — Clark murmura, resignado. Ele pigarreia.

— Sra.

Grey, O Sr. Hyde afirma que você o assediou sexualmente e fez vários avanços obscenos em relação a ele.

Oh! Eu quase desato a rir, mas coloco minha mão sobre a coxa de Christian para contê-lo, enquanto ele se mexe em sua cadeira.

— Isso é um absurdo, — Christian balbucia. Pressiono a perna de Christian para silenciá-lo.

— Isso não é verdade, — afirmo com calma. — Na verdade, era o contrário. Ele abordou-me de uma forma muito agressiva, e foi demitido.

A boca do Detetive Clark achata brevemente em uma linha fina, antes que continue.

— Hyde alega que você montou uma estória sobre o assédio sexual, a fim de levá-lo a demissão. Ele diz que você fez isso porque recusou seus avanços e porque você queria sua posição na empresa.

466

Franzo a testa. Puta merda. Jack é ainda mais louco do que eu imaginava.

— Isso não é verdade. — Balanço a cabeça.

— Detetive, por favor não me diga que você dirigiu todo esse caminho para incomodar minha esposa com estas acusações ridículas.

O Detetive Clark vira seu olhar azul frio para Christian.

— Preciso ouvir isso da senhora Grey, senhor, — ele diz com moderação tranquila. Pressiono a perna de Christian mais uma vez, silenciosamente implorando-lhe para manter a calma.

— Você não tem que ouvir essa merda, Ana.

— Eu acho que deveria deixar o Detetive Clark saber o que aconteceu.

Christian olha para mim, impassível, em seguida, ondula a mão num gesto de resignação.

— O que Hyde diz simplesmente não é verdade. — Minha voz soa calma, apesar de estar diferente disso. Estou perplexa com estas acusações e nervosa com a possibilidade de Christian explodir. Qual é o jogo de Jack? —

O Sr. Hyde me abordou na cozinha do escritório uma noite.

Disse-me que foi graças a ele que eu havia sido contratada e que esperava favores sexuais em troca. Tentou me chantagear, usando e-mails que enviei para Christian, que não era meu marido então. Não sabia que Hyde estava monitorando meus emails. Ele é delirante, acusou-me de ser uma espiã enviada por Christian, provavelmente para ajudá-lo a assumir a empresa. Ele não sabia que Christian já tinha comprado a SIP.

Agito minha cabeça enquanto lembro-me do encontro angustiante e tenso com Hyde.

— No final, eu... Eu o nocauteei.

As sobrancelhas de Clark sobem em surpresa.

— O derrubou?

— Meu pai é ex-soldado. Hyde. . . hum, me tocou, e sei como me defender.

Christian me observa com um breve olhar de orgulho.

467

— Eu entendo. — Clark se inclina para trás no sofá, suspirando pesadamente.

— Você tem falado com qualquer das exs AP27 de Hyde?

— Christian pergunta quase cordialmente.

— Sim, nós temos. Mas a verdade é que não conseguimos obter nada de suas assistentes que falaram conosco. Todas dizem que ele era um patrão exemplar, embora nenhuma delas durasse mais de três meses.

— Nós tivemos esse problema também, — Christian murmura.

Oh? Fico boquiaberta para Christian, assim como o Detetive Clark.

— Meu chefe de segurança. Ele entrevistou cinco assistentes particulares antigas de Hyde.

— E por quê?

Christian lhe dá um olhar frio.

— Porque minha esposa trabalhava para ele, e executo verificações de segurança com qualquer um que trabalhe com minha esposa.

O Detetive Clark se ruboriza. Dou de ombros desculpando-o com um sorriso “bem vindo ao meu mundo.”

— Entendo, — murmura Clark. — Acho que há mais nisso do que os olhos podem ver, Sr. Grey. Estamos realizando uma pesquisa mais completa em seu apartamento amanhã, então talvez achemos alguma coisa. Apesar de tudo mostrar que ele não vive lá por algum tempo.

— Você já procurou?

— Sim. Estamos fazendo isso novamente. Bem minuciosa desta vez.

— Você ainda não o acusou da minha tentativa de assassinato de Ros Bailey e de mim? — Christian diz em voz baixa.

O quê?

— Estamos na esperança de encontrar mais evidências em relação à sabotagem de sua aeronave, Sr. Grey.

Precisamos mais do que uma impressão parcial, e enquanto ele estiver sob custódia, podemos construir um caso.

— Isso é tudo que você veio fazer aqui?

Clark eriça.

27 Assistente Particular 468

— Sim, Sr. Grey é, a menos que você tenha quaisquer informações adicionais sobre a nota?

Nota? Que nota?

— Não. Eu lhe disse. Não significa nada para mim. —

Christian não consegue esconder sua irritação. — E não vejo porque não poderíamos ter feito isso pelo telefone.

— Acho que disse que prefiro uma abordagem prática. E

estou visitando minha tia-avó que vive em Portland... dos pássaros. . . e uma pedra. — Clark continua empedernido, enfrentando e não se incomodando com o mau humor de meu marido.

— Bem, se está tudo acabado, tenho trabalho para fazer.

— Christian levanta-se e o Detetive Clark entende sua deixa.

— Obrigado pelo seu tempo, Sra. Grey, — ele diz educadamente.

Concordo com a cabeça.

— Sr. Gray. — Christian abre a porta, e Clark sai.

Eu cedo no sofá.

 

— Você pode acreditar naquele idiota? — Christian explode.

— Clark?

— Não. Aquele filho da puta do Hyde.

— Não, não posso.

— Qual é a porra do jogo dele? — Christian sussurra através dos dentes cerrados.

— Eu não sei. Você acha que Clark acreditou em mim?

— Claro que acreditou. Ele sabe que Hyde é um babaca fodido.

— Você é muito crédulo.

— Crédulo?— Christian sorri. — Isso é mesmo uma palavra?

— É agora.

Inesperadamente, ele sorri e senta-se ao meu lado, puxando-me para seus braços.

— Não pense naquele filho da puta. Vamos ver seu pai e tentar falar sobre sua transferência amanhã.

— Ele faz questão de ficar em Portland e não ser um incômodo.

— Eu vou falar com ele.

469

— Quero viajar com ele.

Christian olha para mim, e por um momento, acho que vai dizer não.

— Ok. Eu vou também. Sawyer e Taylor podem levar os carros. Vou deixar Sawyer conduzir o R8 esta noite.

No dia seguinte Ray está analisando seus novos arredores, um novo e arejado quarto iluminado, no centro de reabilitação do Hospital de North West em Seattle. É

meio-dia, e ele parece sonolento. A viagem, através do helicóptero nem ao menos, esgotou-o.

— Diga a Christian que aprecio isto, — ele diz calmamente.

— Você mesmo pode dizer-lhe. Ele virá ao longo desta noite.

— Você não vai trabalhar?

— Provavelmente. Só quero ter certeza que está tudo resolvido aqui.

— Você vai se dar bem. Você não precisa se preocupar comigo.

— Eu gosto de me preocupar com você. — Meu BlackBerry vibra.

Verifico o número que não reconheço.

— Você vai responder a isto? — Ray pergunta.

— Não. Não sei quem é. O correio de voz pode fazê-lo por mim.

Trouxe algo para ler. — Indico a pilha de revistas esportivas em sua mesa de cabeceira.

— Obrigado, Annie.

— Você está cansado, não é?

Ele acena com a cabeça.

— Vou deixar você dormir um pouco. — Beijo sua testa. —

Até mais tarde, papai — murmuro.

— Vejo-a mais tarde, querida. E muito obrigado. — Ray pega minha mão e aperta suavemente. — Gosto que você me chame de papai. Me traz boas recordações.

470

Oh, papai. Retorno seu aperto.

Quando me dirijo para as portas principais em direção ao SUV, onde Sawyer está esperando, ouço meu nome sendo

chamado.

— Sra. Grey! Sra. Grey!

Voltando, vejo a Dra. Greene correndo em minha direção, parecendo-me como sempre impecável, apenas um pouco atrapalhada.

— Sra. Grey, como você está? Você recebeu minha mensagem? Liguei mais cedo.

— Não. — meu couro cabeludo pinica.

— Bem, estava me perguntando por que você tinha cancelado quatro consultas.

Quatro consultas? Fico boquiaberta para ela. Perdi quatro consultas!

Como?

— Talvez devêssemos falar sobre isso em meu consultório.

Estava saindo para o almoço você tem tempo agora?

Concordo com a cabeça humildemente.

— Claro. Eu. . . — Faltam-me palavras. Perdi quatro consultas?

Estou atrasada com minha injeção. Merda.

Sigo-a entorpecida de volta para o hospital até seu consultório. Como perdi quatro consultas? Lembro-me vagamente de Hannah ter mencionado de ter cancelado uma, mas quatro? Como poderia perder quatro consultas?

O consultório da Dra. Greene é espaçoso, minimalista e bem equipado.

— Estou contente que você me pegou antes de sair, —

murmuro, ainda em estado de choque. — Meu pai esteve em um acidente de carro, e acabamos de removê-lo para cá de Portland.

— Oh, sinto muito. Como ele está?

471

— Ele está indo bem, obrigada. Recuperando-se.

— Isso é bom. Isto explica por que você cancelou na sexta-feira.

A Dra. Greene mexe o mouse em sua mesa, e seu computador ganha vida.

— Sim. . . Já faz mais de treze semanas. Você está muito perto do prazo. É melhor fazer um teste antes de você tomar outra injeção.

— Um teste? — Sussurro, todo o sangue corre de minha cabeça.

— Um teste de gravidez.

Oh, não.

Ela chega à gaveta de sua mesa.

— Você sabe o que fazer com isso. — Ela me entrega um pequeno frasco. — O banheiro é do lado de fora do meu consultório.

Levanto-me como se estivesse em transe, meu corpo inteiro operando como se estivesse em piloto automático, e tropeço para o banheiro.

Merda, merda, merda, merda, merda. Como posso ter deixado isso acontecer. . . novamente? De repente, sinto-me doente e ofereço uma oração silenciosa . Por favor, não. Por favor, não. É muito cedo. É muito cedo. É muito cedo.

Quando entro de novo no consultório da Dra. Greene, ela me dá um sorriso apertado e ondulo me sentando na frente de sua mesa. Sento-me sem palavras e entrego-lhe a minha amostra. Mergulhando uma vara branca pequena nele, cronometra. Ela levanta as sobrancelhas, isto fica azul pálido.

— O que significa azul? — A tensão está quase me sufocando.

Ela olha para mim, seus olhos graves.

— Bem, Sra. Grey, isso significa que você está grávida.

O quê? Não. Não. Não. Porra.

472

Capítulo 20

Fico boquiaberta para a Dra. Greene, meu mundo se desmorona ao meu redor. Um bebê. Um bebê. Eu não quero um bebê. . . ainda não. Porra.

E sei que no fundo Christian vai pirar.

— Sra. Grey, você está muito pálida. Gostaria de um copo de água?

— Por favor. — Minha voz é quase inaudível. Minha mente está processando a todo vapor. Grávida? Quando?

— Acho que você está surpresa.

Aceno muda para a boa médica, enquanto ela me dá um copo de água de seu bebedouro convenientemente colocado. Tomo um gole de boas-vindas.

— Chocada, — sussurro.

— Nós podemos fazer um ultra-som para ver o quão avançada está à gravidez. A julgar por sua reação, suspeito que você tenha pouco tempo de concepção, entre quatro a cinco semanas de gravidez. Acho que você não tem sofrido de quaisquer outros sintomas?

Sacudo a cabeça em silêncio. Sintomas? Acho que não.

— Eu pensei. . . Achava que isso era uma forma confiável de contraceptivo.

A Dra. Greene arqueia a sobrancelha.

— Normalmente é, quando você se lembra de tomar corretamente, — ela diz friamente.

— Devo ter perdido a noção do tempo. — Christian vai pirar. Eu sei disso.

— Você teve algum sangramento?

Eu franzo a testa.

— Não.

473

— Isso é normal para a Depo.28 Vamos fazer um ultra-som não vamos? Eu tenho tempo.

Concordo com a cabeça, confusa, e a Dra. Greene me dirige em direção a uma mesa de exame de couro preto atrás de uma tela.

— Você vai apenas tirar sua saia, a roupa intima, e se cobrir com a manta em cima da mesa, vamos a partir daí, —

ela diz rapidamente.

Roupa Intima? Estava esperando um ultra-som sobre minha barriga. Por que preciso retirar minha calcinha? Dou de ombros, consternada, então, rapidamente faço o que ela diz e deito-me debaixo da coberta branca macia.

— Assim está bom. — A Dra. Greene aparece no final da mesa, puxando a máquina de ultra-som mais perto. É um amontoado de computador de alta tecnologia. Sentando-se, ela posiciona a tela de modo que nós duas possamos ver e corre o cursor sobre o teclado. A tela silva ganhando vida.

— Se você puder levantar e dobrar os joelhos, em seguida, abra-os, — ela diz com naturalidade.

Franzo a testa com cautela.

— Este é um ultra-som transvaginal. Se você está realmente grávida, devemos ser capazes de encontrar o bebê com isso. — Ela segura uma sonda longa e branca.

Oh, você deve estar brincando!

— Está bem, — murmuro, mortificada, e faço o que ela diz. Greene puxa um preservativo sobre o tubo e lubrifica-o com gel transparente.

— Sra. Grey, se você puder relaxar.

Relaxar? Estou grávida, porra! Como você espera que eu relaxe? Eu coro, e me esforço para encontrar o meu lugar feliz. . . que se mudou para algum lugar perto da ilha perdida de Atlântida.

Lenta e suavemente ela insere a sonda.

Puta merda!

Tudo o que posso ver na tela é o equivalente ao visual ruído branco, embora seja mais da cor sépia. Lentamente, a Dra. Greene move a sonda, e é muito desconcertante.

28 Depo provera – injeção contraceptiva tomada a cada mês.

474

— Aqui está, — ela murmura. Ela aperta um botão, congelando a imagem na tela, e aponta para um Blip minúsculo na tempestade sépia.

É um pequeno Blip. Há um Blip minúsculo na minha barriga.

Minúsculo. Uau. Esqueço meu desconforto, olho em estado de choque o Blip.

— É muito cedo para ouvir os batimentos cardíacos, mas, sim, você está definitivamente grávida. Quatro ou cinco semanas, eu diria. — Ela franze a testa. — Parece que a injeção acabou antes. Oh bem, isso acontece às vezes.

Estou muito chocada para dizer qualquer coisa. O

pequeno Blip29 é um bebê. Um real e legítimo benevolente bebê. O bebê de Christian. Meu bebê. Puta merda. Um bebê!

— Gostaria que eu imprima uma foto para você?

Concordo com a cabeça, ainda incapaz de falar, e a Dra.

Greene pressiona um botão. Então, remove suavemente seu tubo e me entrega uma toalha de papel para me limpar.

— Parabéns, Sra. Grey, — ela diz quando me sento. — Nós vamos ter que marcar outra consulta. Sugiro que no prazo de quatro semanas. Então, podemos determinar a idade exata de seu bebê e estabelecer uma data provável. Você pode se vestir agora.

— Ok. — Levanto cambaleando e me visto apressadamente. Tenho um Blip, um pequeno Blip. Quando saio de trás da tela, a Dra. Greene está de volta em sua mesa.

— Entretanto, gostaria que você começasse a tomar ácido fólico e vitaminas pré-natais. Aqui está um folheto de prós e contras. Enquanto me entrega um pacote de pílulas e um folheto, ela continua a falar comigo, mas eu não estou ouvindo.

Estou em choque. Oprimida.

Certamente, deveria estar feliz. Certamente deveria ser aos 30... pelo menos.

Isto é muito cedo... muito cedo. Tento acalmar meu sentimento crescente de pânico.

Desejo a Dra. Greene um educado adeus e cabeceio em um torpor de volta para a saída e saio para a tarde fria de outono. Sou agarrada de

29 No contexto se traduz como pontinho brilhante. Mas é o nome que ela dá ao bebê no inglês então deixamos como o original.

475

repente por uma sensação arrepiante, fria e profunda de mau agouro.

Christian vai pirar, eu sei, mas o quanto e como, não tenho ideia. Suas palavras me assombram.

“Não estou pronto para compartilhar você ainda”.

Puxo meu casaco mais apertado em torno de mim, tentando me livrar do frio.

Sawyer pula para fora do carro e mantém aberta a porta.

Ele franze a testa, quando vê meu rosto, mas eu ignoro sua expressão preocupada.

—Para onde, Sra. Grey? — Ele pergunta gentilmente.

— SIP. — Aninho-me no banco de trás do carro, fecho meus olhos e inclino a cabeça no encosto. Eu deveria estar feliz. Sei que deveria estar feliz.

Mas não estou. Isto é muito cedo. Muito cedo. E meu trabalho? E a SIP? E

quanto a Christian e eu? Não. Não. Não. Nós vamos ficar bem. Ele vai ficar bem. Ele amava Mia bebê, lembro-me de Carrick dizer-me que ele a mima até hoje.

Talvez eu devesse alertar Flynn. . . Talvez não deva dizer a Christian.

Talvez eu. . . talvez deva acabar com isso. Paro meus pensamentos sobre este caminho escuro, alarmada com a direção que está tomando.

Instintivamente, minha mão desce para descansar protetora sobre minha barriga . Não. Meu Pequeno Blip.

Lágrimas saltam de meus olhos. O que vou fazer?

A visão de um menino com cabelos cor de cobre e brilhantes olhos cinza, que atravessa o prado da casa nova invade meus pensamentos, provocando e atormentando-me com as possibilidades. Ele está rindo e gritando de alegria, enquanto Christian e eu o perseguimos. Christian balança-o alto em seus braços e carrega-o em seu quadril, enquanto caminhamos de mãos dadas de volta para casa.

Minha visão se transforma em Christian afastando-se de mim com nojo. Estou gorda e desajeitada, com o peso da criança. Ele anda ao longo corredor de espelhos, longe de mim, o som de seus passos ecoando no vidro prateado, nas paredes e no chão. Christian. . .

Dou uma sacudida, despertando. Não. Ele vai surtar.

476

Quando Sawyer pára do lado de fora da SIP, pulo fora e cabeceio para dentro do prédio.

— Ana, muito bom ver você. Como está seu pai? —

Hannah pergunta assim que chego ao meu escritório. Eu a fito friamente.

— Ele está melhor, obrigada. Posso vê-la em meu escritório?

— Claro.— Ela olha surpresa, enquanto me segue para dentro — Está tudo bem?

— Preciso saber se você mudou ou cancelou todos os meus compromissos com a Dra. Greene.

— Dra. Greene? Sim, cancelei. Cerca de dois ou três deles.

Principalmente porque você estava em outras reuniões ou atrasada. Por quê?

Porque agora estou fodidamente grávida! Grito para ela na minha cabeça. Tomo uma respiração profunda e firme.

— Se você mudar qualquer compromisso, você vai se certificar que eu saiba? Nem sempre verifico minha agenda.

— Claro, — Hannah diz calmamente. — Sinto muito. Será que fiz algo errado?

Sacudo a cabeça e suspiro alto.

— Você pode me fazer um chá? Então vamos discutir o que aconteceu enquanto estive fora.

— Claro. Vou fazer isto rapidinho. — Resplandecente, ela se dirige para fora do escritório.

Olho após sua figura partir.

— Você vê aquela mulher? — Falo baixinho para o Blip. —

Ela pode ser a razão de você estar aqui. — Afago minha barriga, então me sinto como uma completa idiota, porque estou falando com um Blip. Meu pequenino Blip. Sacudo a cabeça, exasperada comigo mesma e com Hannah. . .

embora no fundo saiba que não posso culpar Hannah. Triste ligo meu computador.

Há um e-mail de Christian.

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De: Christian Grey Assunto: Sentindo sua falta Data: 13 de setembro, 2011 13h58min Para: Anastásia Grey Sra. Grey Estou de volta ao escritório por apenas três horas, e estou sentindo sua falta já.

Espero que Ray tenha se estabelecido bem em seu novo quarto.

Mamãe vai vê-lo esta tarde e checá-lo.

Vou buscá-la em torno de seis da tarde, e nós podemos ir vê-lo antes de ir para casa.

Parece bom?

Seu marido amoroso

Christian Grey

CEO, Grey Participações e Empreendimentos Inc.

Eu digito uma resposta rápida.

De: Anastásia Grey Assunto: Sentindo sua falta Data: 13

de setembro, 2011 14h10min Para: Christian Grey Claro.