Cinquenta Tons de Liberdade

E.L. James · Capítulo 5 de 8 · parte 1/4

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Cinquenta Tons de Liberdade

— Eu suspiro, ignorando o resto de sua sentença.

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 4 partes.

— Sim.

Droga! Estamos falando sobre super-reações! Eu começo a revirar os olhos, mas paro quando ele franze a testa para mim.

— Christian, eu mudei de ideia, — eu explico devagar, com paciência como se ele fosse uma criança. — Eu sou uma mulher. Somos famosas por isso. Isso é o que fazemos.

Ele pisca para mim como se ele não compreendesse isso.

— Se eu tivesse pensado por um minuto que você cancelaria a sua viagem de negócios. . . — Faltam-me palavras. Eu percebo que eu não sei o que dizer. Estou momentaneamente catapultada de volta para a discussão sobre os nossos votos. Eu nunca prometi obedecê-lo, Christian. Mas eu seguro minha língua, porque no fundo eu estou feliz que ele voltou. Apesar de sua fúria, eu estou feliz que ele está aqui inteiro, com raiva e queimando na minha frente.

— Você mudou de ideia? — Ele não consegue esconder sua descrença com desprezo.

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— Sim.

— E você não pensou em me ligar? — Ele me olha, incrédulo, antes de continuar. — E mais, você desmembrou nossa equipe de segurança colocando Ryan aqui em perigo.

Oh. Eu não tinha pensado nisso.

— Eu deveria ter ligado, mas eu não queria preocupá-lo.

Se eu tivesse feito, eu tenho certeza que você teria me proibido de sair e eu não ido com Kate. Eu queria vê-la.

Além disso, manteve-me fora do caminho, enquanto Jack estava aqui. Ryan não deveria tê-lo deixado entrar — Isso é tão confuso. Se Ryan não tivesse, Jack ainda estaria solto por ai.

Os olhos de Christian brilharam descontroladamente, em seguida se fecham, seu rosto se contrai como se sentisse dor. Oh, não. Ele balança a cabeça, e antes que eu perceba ele me pega em seus braços, puxando-me com força contra ele.

— Oh Ana, — ele sussurra enquanto me aperta com força e eu mal consigo respirar. — Se algo acontecer com você —

Sua voz é apenas um sussurro.

— Não... — eu consigo dizer.

— Mas poderia ter acontecido. Eu morri mil mortes hoje pensando no que poderia ter acontecido. Eu estava tão furioso, Ana. Bravo com você.

Bravo comigo mesmo. Bravo com todos. Não me lembro de estar com raiva assim. . . exceto — Ele para novamente.

— Exceto? — Eu pedir.

— Uma vez em seu antigo apartamento. Quando Leila estava lá.

Oh. Eu não quero pensar sobre isso.

— Você estava tão frio esta manhã..., — murmuro. Minha voz para na última palavra quando me lembro da sensação

horrível da rejeição no chuveiro. Suas mãos se deslocam para a minha nuca, soltando-me do seu domínio, e eu respiro fundo. Ele puxa a minha cabeça para trás.

— Eu não sei como lidar com essa raiva. Eu não acho que eu quero te machucar, — ele diz, os olhos arregalados e cautelosos. — Esta manhã, eu queria puni-la, de maneira ruim e... — Ela para, perdido em suas palavras, ou eu acho que com muito medo de dizê-las.

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— Você estava preocupado em me machucar? — Eu terminei a frase por ele, não acreditando que ele iria me machucar nem por um minuto, mas aliviada, também. Uma pequena parte venenosa minha, temia que ele não me desejasse mais.

— Eu não confio em mim, — ele diz calmamente.

— Christian, eu sei que você nunca me machucaria. Não fisicamente, de qualquer maneira. — Eu agarro sua cabeça entre as mãos.

— Você acredita? — Ele pergunta, e não há ceticismo em sua voz.

— Sim. Eu sabia que sua ameaça era vazia e ociosa. Eu sei que você não vai me bater com força.

— Eu queria.

— Não, você não queria. Você só achou que queria.

— Eu não sei se isso é verdade, — ele murmura.

— Pense sobre isso, — Insisto, passando os braços ao redor dele, mais uma vez aninhando-me no seu peito vestido pela camiseta preta. — Em como te sentisse quando te deixei. Você me disse muitas vezes o que isso fez com você. Como alterou a sua visão do mundo, de mim. Eu sei as coisas que você desistiu por mim. Pense em como você se sentiu com as marcas da algema na nossa lua de mel.

Ele se acalma, e eu sei que ele está processando essa informação. Eu aperto meus braços em torno dele, as minhas mãos em suas costas, sentindo seus tensos

músculos tonificados sob sua camiseta. Gradualmente, ele relaxa a tensão que se esvai lentamente.

É isso que está precupando-o? Que me machucaria? Por que eu tenho mais fé nele do que ele tem em si mesmo? Eu não entendo, certamente conseguimos avançar. Ele é normalmente tão forte, tão no controle, mas sem isso, ele está perdido. Oh, cinquenta, cinquenta, cinquenta ...

Desculpe-me.

Ele beija o meu cabelo, viro meu rosto para o dele, e seus lábios encontram o meu, pesquisando, tomando, dando, implorando para que, eu não sei. Eu só quero sentir sua boca na minha, e eu retorno o seu beijo com paixão.

— Você tem tanta fé em mim, — ele sussurra depois que ele se afasta.

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— Eu tenho. — Acaricia meu rosto com as costas de seus dedos e a ponta de seu polegar, olhando fixamente nos meus olhos. Sua raiva se foi.

Meu Cinquenta está de volta. É bom vê-lo. Olho para cima e timidamente sorrio.

— Além disso, — eu sussurro, — você não tem a papelada.

Sua boca aberta cai em um choque divertido, e ele me agarra ao seu peito novamente.

— Você está certa. Eu não tenho. — Ele ri.

Estamos no meio da grande de estar, trancados em nosso abraço, apenas abraçados.

— Venha para a cama, — ele sussurra, depois só Deus sabe quanto tempo.

Oh meu Deus. . .

— Christian, nós precisamos conversar.

— Mais tarde, — ele insiste em voz baixa.

— Christian, por favor. Fale comigo.

Ele suspira.

— Sobre o quê?

— Você sabe. Você me mantém no escuro.

— Eu quero te proteger.

— Eu não sou uma criança.

— Estou plenamente consciente disso Sra. Grey. — Ele passa as mãos pelo meu corpo e segura meu traseiro.

Flexionando os quadris, ele pressiona sua ereção crescente em mim.

— Christian, — o repreendo. — Fale comigo.

Ele suspira mais uma vez com exasperação.

— O que você quer saber? — Sua voz está resignada quando ele me libera. Eu fico desanimada, não quis dizer que você tinha que me largar.

Pegando minha mão, ele se abaixa para pegar meu e-mail do chão.

— Muitas coisas, — eu murmuro, quando eu deixo ele me levar para o sofá.

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— Sente-se, — ele ordena. Algumas coisas nunca mudam, eu obedeço, fazendo o que ele está dizendo. Christian senta ao meu lado, e inclinado para frente, coloca sua cabeça em suas mãos.

Ah, não. É isto muito difícil para ele? Logo ele se levanta, passa ambas as mãos pelos cabelos, e se vira para mim, uma vez expectante e reconciliado com o seu destino.

— Pergunta-me, — ele diz simplesmente.

Oh. Bem, isso foi mais fácil do que eu pensava.

— Por que uma segurança adicional a sua família?

— Hyde era uma ameaça para eles.

— Como você sabe?

— Do seu computador. Tinham detalhes pessoais sobre mim e o resto da minha família. Especialmente Carrick.

— Carrick? Por que ele?

— Eu não sei ainda. Vamos para a cama.

— Christian, me diga!

— Dizer lhe o quê?

— Você é tão. . . exasperante.

— Você também. — Ele olha pra mim.

— Você não aumentou a segurança quando você descobriu que não havia informações sobre sua família no computador. Então o que aconteceu?

Por que agora?

Christian aperta os olhos para mim.

— Eu não sabia que ele ia tentar queimar meu prédio, ou

— Ele para.

— Nós pensamos que era uma obsessão indesejável, mas você sabe, — ele dá de ombros — quando você está no olho do público, as pessoas se interessam. Eram coisas aleatórias: notícias sobre mim de quando eu estava em Harvard - meu remo, minha carreira. Relatórios sobre Carrick, de sua carreira, da carreira da minha mãe, e também algo sobre Elliot e Mia.

Que estranho.

— Você disse, ou, — eu induzo.

— Ou o quê?

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— Você disse “tentar queimar meu prédio, ou”. . . Como se fosse dizer algo a mais.

— Você está com fome?

O quê? Eu faço uma carranca para ele, e meu estômago ronca.

— Você comeu hoje? — Sua voz é severa e seus olhos são frios.

Eu sou traída pelo meu corar.

— Como eu pensei. — Sua voz é cortada. — Você sabe como eu me sinto quando você não come. Venha, — ele diz.

Ele se levanta e estende a mão. — Deixe-me alimentá-la. —

E ele muda novamente. . . desta vez a sua voz está cheia de promessa sensual.

— Alimentar-me? — Eu sussurro, enquanto tudo ao sul do meu umbigo liquefaz. Inferno. Este é um desvio tão volátil do que estávamos discutindo. Então é isso? Tudo que eu vou

conseguir dele agora? Levando-me até a cozinha, Christian pega um banquinho de bar e levanta ao redor para o outro lado da ilha.

— Sente-se, — ele diz.

— Onde está a Sra. Jones? — Peço, notando a sua ausência, pela primeira vez quando eu sento.

— Eu dei a ela e Taylor a noite de folga.

Oh.

— Por quê?

Ele me encara momentaneamente, e sua arrogante diversão está de volta.

— Porque eu posso.

— Então você vai cozinhar? — Dou-lhe um sorriso incrédulo.

— Oh, vocês, homens de pouca fé, Sra. Grey. Feche os olhos.

Oh! Pisco para ele emaravilhada. Eu pensei que íamos ter uma briga completa, e aqui estamos nós, brincando na cozinha.

— Feche-os, — ele ordena.

Eu giro meus olhos primeiro, então os fecho.

— Hmm. Não é bom o suficiente, — ele resmunga. Abro um olho e o vejo pegar um lenço de seda da cor ameixa de dentro do bolso traseiro da 279

calça jeans. Ela combina com o meu vestido. Caralho. Eu olho para ele com ironia. Quando ele conseguiu isso?

— Feche, — ele ordena novamente. — Não espreite.

— Você vai me vendar— Eu murmuro, chocada. De repente eu estou ofegante.

— Sim.

— Christian— Ele coloca o dedo nos meus lábios, silenciando-me.

Eu quero falar.

— Vamos conversar mais tarde. Eu quero que você coma agora. Você disse que estava com fome. — Ele beija

levemente os meus lábios. A seda do lenço é macia contra as minhas pálpebras quando ele a amarra firmemente na parte detrás da minha cabeça.

— Você pode ver? — Ele pergunta.

— Não, — eu murmuro, simbolicamente revirando os olhos. Ele ri baixinho.

— Eu posso dizer quando você está revirando seus olhos. .

. e você sabe como isso me faz sentir.

Eu aperto meus lábios.

— Podemos apenas terminar com isso? — Eu atiro.

— Quanta impaciência, Sra. Grey. Tão ansiosa para falar.

— Seu tom é brincalhão.

— Sim!

— Eu preciso alimentá-la primeiro, — ele diz e roça os lábios sobre a minha testa, acalmando-me instantaneamente.

Ok. . . Vamos fazer do jeito. Resigno-me ao meu destino e ouço seus movimentos em torno da cozinha. A porta da geladeira se abre, e o Christian coloca os pratos em diferentes lugares na bancada atrás de mim. Ele mexe no microondas, coloca algo e o liga. A minha curiosidade está aguçada. Eu ouço a queda da alavanca da torradeira, o girar do controle, o cálido tic-tac do relógio. Hmm torrada?

— Sim. Estou ansiosa para conversar, — murmuro, distraída. Uma variedade de exóticos, aromas picantes enche a cozinha, e eu mexo na minha cadeira.

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— Fique quieta, Anastásia, — ele murmura, e ele está perto de mim novamente. — Eu quero que você se comporte. . . — Ele sussurra.

Oh meu Deus. Minha deusa interior se congela, nem sequer pisca.

— E não morda o lábio. — Delicadamente, ele tira meu lábio inferior livre dos meus dentes, e eu não posso impedir o meu sorriso.

Em seguida, eu ouço o pop afiado de uma rolha sendo retirada de uma garrafa e o glug suave de vinho que está sendo derramado em um vidro.

Em seguida um momento de silêncio, seguido de um clique silencioso, quando os alto-falantes suavemente ganham a vida. Um solo de guitarra começa, essa música eu não conheço. Christian deixa o volume no nível de fundo.

Um homem começa a cantar, sua voz profunda, baixa e sexy.

— Uma primeira bebida, acredito — sussurra Christian, desviando-me da canção. — Cabeça para trás. — Eu jogo a minha cabeça para trás. — Mais, — ele pede.

Eu obedeço, e os seus lábios estão nos meus. O vinho fresco flui em minha boca. Eu engulo reflexivamente. Oh meu Deus. Memórias não distantes invadem minha mente, ele me amarrando na minha cama em Vancouver antes de me formar, um Christian quente e com raiva do meu email.

Hmm. . . os tempos mudaram? Não muito. Só que agora eu reconheço o vinho, o favorito de um Christian-Sancerre.

— Hmm, — murmuro em apreciação.

— Você gosta do vinho? — Ele sussurra, seu hálito quente na minha bochecha. Eu estou banhada de sua proximidade, sua vitalidade, o calor que irradia de seu corpo, mesmo que ele não me toque.

— Sim, — eu respiro.

— Mais?

— Eu sempre quero mais, contigo.

Eu quase ouço seu sorriso. Isso me faz sorrir também.

— Sra. Grey, você está flertando comigo?

— Sim.

Seu anel de casamento ressoou contra o vidro enquanto tomo outro gole de vinho. Agora é um som sexy. Desta vez, ele puxa minha cabeça para 281

trás, segurando-me. Ele me beija mais uma vez, e avidamente eu engulo o vinho que ele me dá. Ele sorri

enquanto ele me beija outra vez.

— Com fome?

— Eu acho que já estabelecemos isso Sr. Grey.

O trovador do iPod está cantando sobre jogos perversos.

Hmm...

Muito apropriado.

O microondas apita, e Christian me libera. Sento-me na posição vertical. A comida tem cheiro picante: alho, hortelã, orégano, alecrim, e cordeiro, eu acho. A porta do microondas se abre, e o cheiro apetitoso aumenta.

— Droga! Cristo! — Christian amaldiçoa, e um prato cai sobre a bancada.

Oh Cinquenta!

— Você está bem?

— Sim! — Diz bruscamente, com a voz firme. Um momento depois, ele está de pé ao meu lado mais uma vez.

— Eu só me queimei. Aqui. — Ele move o dedo indicador na boca. — Talvez você possa sugá-lo melhor.

— Oh. — Eu seguro sua mão, e aproximo o dedo lentamente na minha boca. — Aí,aí, — o acalmo, e inclinando para a frente eu o toco, resfriando o dedo, em seguida, beijo suavemente duas vezes. Ele para de respirar.

Eu o coloco novamente na minha boca e chupo suavemente. Ele inala acentuadamente, e o som viaja direto para a minha virilha. Ele tem um gosto tão delicioso como sempre, e eu percebo que este é o seu jogo, seduzir lentamente sua esposa. Eu pensei que ele estivesse furioso, e agora. .? Este homem, meu marido, é tão confuso. Mas é assim que eu gosto dele.

Brincalhão. Divertido. Sexy como o inferno. Ele me deu algumas respostas, mas eu sou gananciosa. Eu quero mais, mas eu quero brincar também. Após a ansiedade e a tensão de hoje, e o pesadelo da noite passada com Jack, este desvio é bem-vindo.

— O que você está pensando? — Christian murmura, parando os meus pensamentos, em enquanto ele puxa o

dedo da minha boca.

— Como você é volúvel.

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Ele se põem rígido ao meu lado.

— Cinquenta tons, bebê, — ele diz, eventualmente, e planta um beijo terno no canto da minha boca.

— Meus Tons Cinquenta, — eu sussurro. Agarrando a sua camiseta, eu o puxo de volta para mim.

— Oh não, você não pode Sra. Grey. Sem tocar. . . ainda não. — Ele pega a minha mão, tira-a de sua camiseta, e beija cada um de meus dedos.

— Sente-se, — ele ordena.

Eu amuo.

— Eu vou bater em você se você fizer cara feia. Agora abra a boca. Oh merda. Eu abro a minha boca, e ele introduz uma porção de cordeiro picante, coberto por um molho de hortelã fresco e iogurte. Mmm. Eu mastigo.

— Você gosta?

— Sim.

Ele faz um barulho apreciativo, e sei que ele está comendo e gostando também.

— Mais?

Concordo com a cabeça. Ele me dá outra garfada, e eu mastigo com entusiasmo. Ele abaixa o garfo e corta. . . pão, eu acho.

— Abra, — ele ordena.

Desta vez é pão sírio e humus. Sei que a Sra. Jones, ou talvez até mesmo Christian, foi às compras numa doceria que descobri cerca de cinco semanas atrás a apenas dois quarteirões do Escala. Eu mastigo. Christian no estado de ótimo humor aumenta o apetite.

— Mais? — ele pergunta.

Concordo com a cabeça.

— Mais de tudo. Por favor. Estou morrendo de fome.

Eu ouço seu sorriso encantado. Lenta e pacientemente ele me alimenta, ocasionalmente beijando restos de comido do canto da minha boca ou esfregando com os dedos.

Intermitentemente, ele me oferece um gole de vinho do seu jeito único.

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— Abra, então morda, — ele murmura. Eu sigo o seu comando.

Hmm, um dos meus preferidos, enroladinhos de folhas de videira. Mesmo frio eles são deliciosos, apesar de eu preferir aquecidos, mas eu não quero correr o risco de queimar de novo o Christian. Ele me alimenta, devagar, e quando eu termino eu começo a lamber os dedos limpos.

— Mais? — Ele pergunta, sua voz baixa e rouca.

Sacudo a cabeça. Eu estou cheia.

— Bom, — ele sussurra em meu ouvido, — porque chegou a hora do meu prato favorito. Você. — Ele me carrega em seus braços, surpreendendo-me tanto que eu grito.

— Posso tirar a venda fora?

— Não.

Eu quase brigo, então me lembro de sua ameaça e penso melhor.

— Sala de Jogos, — ele murmura.

Oh, eu não sei se isso é uma boa ideia.

— Você está pronta para o desafio? — ele pergunta. E

porque ele usou a palavra desafio, eu não posso dizer não.

— Vamos lá, — murmuro, desejo e algo que eu não quero nomear, vibram através do meu corpo.

Ele me leva através da porta, então sobe as escadas para o segundo andar.

— Acho que você perdeu peso, — ele resmunga de forma desaprovadora.

Eu perdi? Ótimo. Lembro-me de seu comentário quando chegamos de volta da nossa lua de mel, e quanto doeu. Isso foi apenas há uma semana?

Fora da sala de jogos, ele desliza-me para baixo de seu corpo e me deixa em meus pés, mas mantém seu braço em volta da minha cintura.

Eficientemente, ele fecha a porta.

Ele cheira sempre igual: madeira polida e citros. É

realmente um cheiro reconfortante. Libertando-me, Christian gira em torno de mim até que eu estou de costas para ele. Ele desfaz o lenço, e eu pisco na luz suave.

Gentilmente, ele puxa os grampos da minha trança e ela cai livre.

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Ele a agarra e puxa-a gentilmente então eu tenho que me voltar contra ele.

— Eu tenho um plano, — ele sussurra no meu ouvido, provocando arrepios deliciosos na minha espinha.

— Eu achei que tivesse, — eu respondo. Ele beija-me sob meu ouvido.

— Oh, Sra. Grey, eu tenho. — Seu tom é suave, hipnotizante. Ele puxa a minha trança para o lado e planta uma trilha de beijos suaves na minha garganta.

— Primeiro tenho que tirar sua roupa. — Sua voz ressoa baixo em sua garganta e vibra através do meu corpo. Eu quero isso, o que ele planejou. Quero nos conectar na forma que sabemos. Ele vira-me para encará-lo. Eu olho para seus jeans, o botão de cima ainda desfeito, e eu não posso me conter. Eu levo o meu dedo indicador ao redor da sua cintura, tirando sua camiseta, sentindo os cabelos da sua trilha feliz fazendo cócegas.

Ele inala rapidamente, e eu olho para cima para encontrar seus olhos. Eu paro no botão desabotoado. Seus olhos escurecem para um profundo cinza. .

. oh meu.

— Você deve mantê-los, — eu sussurro.

— Eu tenho a intenção de mantê-los, Anastásia.

E ele se move, me agarrando com uma mão à minha nuca e a outra em torno de meu traseiro. Ele me puxa contra ele, então, sua boca é a minha, e ele está me beijando como se sua vida depende disso.

Uau!

Ele anda para trás, nossas línguas entrelaçadas, até que eu sinto a cruz de madeira atrás de mim. Ele se inclina para mim, os contornos de seu corpo pressionando o meu.

— Vamos nos livrar deste vestido, — ele diz, tirando meu vestido até minhas coxas, meus quadris, a minha barriga. . .

deliciosamente devagar, deslizando o material sobre a minha pele, deslizando sobre os meus seios.

— Incline-se para frente, — ele diz.

Eu faço, e ele puxa meu vestido sobre minha cabeça e joga-o no chão, deixando-me em minhas sandálias, calcinhas e sutiã. Seus olhos brilham 285

quando ele agarra minhas mãos e levanta-as sobre a minha cabeça. Ele pisca uma vez e inclina a cabeça para um lado, e sei que ele está pedindo a minha autorização. O

que ele vai fazer comigo? Eu engulo, então aceno com a cabeça, e um rastro de admiração, quase orgulhosa em um sorriso, chega aos seus lábios. Ele prende meus pulsos nos punhos de couro, na parte de cima da cruz e pega o lenço mais uma vez.

— Acho que já viu o suficiente, — ele murmura. Ele o envolve em volta da minha cabeça, venda-me outra vez, e sinto um frisson percorrer-me quando todos os meus outros sentidos se aguçam, o som de sua respiração suave, minha própria resposta excitada, o sangue pulsando em minhas veias, o cheiro de Christian misturado com o citros e o polido da sala, todos estão mais sensíveis porque eu não posso ver. Seu nariz toca o meu.

— Eu vou te deixar louca, — ele sussurra. Suas mãos agarram meus quadris, e ele se move para baixo, retirando

minha calcinha enquanto suas mãos deslizam pelas minhas pernas. Deixa-me selvagem. . . wow.

— Levante seus pés, um de cada vez. — Eu obedeço e ele remove primeiro minha calcinha, em seguida, cada sandália, por sua vez.

Gentilmente agarrando meu tornozelo, ele puxa minha perna suavemente para a direita.

— De um passo, — ele diz. Ele prende meu tornozelo direito à cruz, em seguida, fez o mesmo com o esquerdo. Eu estou impotente, de braços abertos na cruz. Christian caminha em minha direção, e meu corpo está imerso em seu calor, mais uma vez ele não me toca. Depois de um momento ele agarra meu queixo, inclina a cabeça para cima, e me beija castamente.

— Algo de músicas e brinquedos, eu acho. Você está linda, Sra. Grey.

Eu preciso de um momento para admirar a vista. — Sua voz é suave.

Tudo se aperta lá no fundo.

Depois de um momento, talvez dois, eu o ouço calmamente o seu andar de leve para uma cômoda antiga e abre a gaveta. A primeira gaveta?

Eu não tenho ideia. Ele tira algo e a coloca na cabeceira, seguido por outra coisa. O quê? Os auto falantes são ligados, e depois de um momento as notas do piano são de uma melodia única, suave e alegre que enchem a sala.

É familiar, Bach, eu acho, mas eu não sei que peça é.

Alguma coisa sobre a 286

música deixa-me apreensiva. Talvez porque a música é muito fria, muito distante. Eu franzo a testa, tentando entender por que ela perturba-me, mas Christian agarra meu queixo, assustando-me, o puxa gentilmente para que eu libere o meu lábio inferior. Sorrio, tentando tranquilizar-me. Por que sinto-me desconfortável? É a música?

Christian passa a mão no meu queixo, ao longo de minha garganta, e desce ao meu seio. Usando o polegar ele coloca as mãos em concha, libertando meu seio da restrição do meu sutiã. Ele libera um som apreciativo e beija meu pescoço. Seus lábios seguem o caminho de seus dedos em meu seio, beijando e sugando todo o caminho. Seus dedos se movem para o meu seio esquerdo, libertando-o do meu sutiã. Eu gemo quando ele patina seu polegar sobre meu mamilo esquerdo, seus lábios fecham em torno do direito, puxando e provocando delicadamente até que ambos os mamilos ficam longos e duros.

— Ah.

Ele não para. Com cuidado primoroso, ele lentamente aumenta a intensidade em cada um. Eu puxo inutilmente minhas restrições enquanto pontas afiadas de prazer vão dos meus mamilos a minha virilha. Eu tento me contorcer, mas eu mal posso me mover, o que faz a tortura ainda mais intensa.

— Christian, — eu imploro.

— Eu sei, — ele murmura a voz rouca. — Isto é o que você me faz sentir.

O quê? Eu gemo, e ele começa novamente, sujeitando meus mamilos ao seu toque doce agonizante mais e mais –

levando-me mais perto.

— Por favor, — eu choramingo.

Ele faz um som baixo primal em sua garganta, então levanta, deixando-me desolada, sem fôlego, e me contorcendo contra as minhas restrições. Ele passa uma das mãos pelas minhas costas, fazendo uma pausa no meu quadril, enquanto as outras vagam para baixo na minha barriga.

— Vamos ver como você está fazendo, — ele graceja baixinho.

Gentilmente, ele segura meu sexo, passando seu dedo no meu clitóris e me 287

fazendo gemer. Lentamente, ele insere um, depois dois dedos dentro de mim.

Eu gemo e empurro os quadris para a frente, ansiosa para sentir os dedos e a palma da sua mão.

— Oh, Anastásia, você está tão pronta, — ele diz.

Ele gira seus dedos dentro de mim, dando voltas e voltas, enquanto seu polegar acaricia meu clitóris, e para trás, mais uma vez. É o único ponto sobre o meu corpo onde ele está me tocando, e toda a tensão, toda a ansiedade do dia, se concentra nesta parte da minha anatomia.

Puta merda. . . é intenso. . . e estranho. . . a música. . . Eu começo a construir. . . Christian se move, sua mão ainda se movendo contra e em mim, e eu ouço um zumbido.

— O quê? — Eu suspiro.

— Silêncio, — ele me acalma, e os seus lábios estão nos meus, efetivamente me silenciam. Congratulo-me com o mais quente contato, mais íntimo, beijando-o vorazmente.

Ele quebra o contato e o zumbido se aproxima.

— Esta é uma varinha, bebê. Ela vibra.

Ele segura-a contra meu peito, e parece uma grande bola

– enquanto o objeto vibrando contra mim. Eu tremo enquanto se move através de minha pele, até entre os meus seios, em frente a um primeiro, depois o outro mamilo, e eu sou inundada com uma sensação de formigamento em toda parte, despertando minhas terminações nervosas, um mar de desejo inunda meu ventre.

— Ah, — Eu gemo enquanto os dedos de Christian continuam a se mover dentro de mim. Eu estou perto. . .

toda a estimulação. . . Inclino a cabeça nas minhas costas, eu gemo alto e Christian para os dedos. Todas as sensações param.

— Não! Christian: — Eu defendo, tentando empurrar os quadris para frente para alguns atritos.

— Calma, bebê, — ele diz, enquanto o meu orgasmo fulminante se vai. Ele se inclina para frente mais uma vez e

me beija.

— Frustrante, não é? — Ele murmura.

Oh não! De repente eu entendo o seu jogo.

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— Christian, por favor.

— Silêncio, — ele diz e me beija. E ele começa a mover novamente a varinha, dedos, polegar, uma combinação letal de tortura sensual. Ele se desloca para roçar seu corpo contra o meu. Ele ainda está vestido, e o brim macio de jeans roça contra a minha perna, sua ereção no meu quadril. Tão tentadoramente perto. Ele traz-me à beira de novo, meu corpo cantando com a necessidade, e para.

— Não, — eu choramingo alto.

Ele plantas suaves beijos molhados em meu ombro, quando ele retira seus dedos de mim, e move a varinha para baixo. Ela oscila sobre o meu estômago, barriga, no meu sexo, contra o meu clitóris. Porra, é intenso.

— Ah! — Eu grito, puxando fortemente minhas restrições.

Meu corpo está tão sensível Eu sinto que vou explodir, e assim como eu, Christian para novamente.

— Christian! — Eu clamo.

— Frustrante, não? — Ele murmura contra a minha garganta. — Assim como você. Prometer uma coisa e depois. . . — Sua voz para.

— Christian, por favor!— Eu imploro.

Ele empurra a varinha contra mim de novo e de novo, parando apenas no momento vital de cada vez. Ah!

— Cada vez que eu paro, você se sente mais intensa quando eu volto a começar. Certo?

— Por favor, — eu choramingo. Minhas terminações nervosas estão gritando por liberação.

O zumbido para e Christian me beija. Ele corre o nariz para baixo em mim.

— Você é a mulher mais frustrante que eu já conheci.

Não, Não, Não.

— Christian, eu nunca prometi obedecer-lhe. Por favor, por favor...

Ele se move na minha frente, agarra o meu traseiro e empurra seus quadris contra mim, fazendo-me ofegar, com sua virilha esfregando em mim, os botões da calça jeans pressionam-me, mal contendo sua ereção. Com 289

uma mão ele tira a venda dos olhos e agarra meu queixo, e eu pisco para seus olhos ardentes.

— Você me deixa louco, — ele sussurra, flexionando os quadris contra mim uma, duas, três vezes mais, fazendo com que meu corpo desperte pronto para gozar. E

novamente ele me nega. Eu quero tanto ele.

Eu preciso tanto dele. Eu fecho meus olhos e murmuro uma oração. Eu não posso fazer nada, mas sinto que estou sendo punida. Estou impotente e ele é implacável. Lágrimas caem dos meus olhos. Eu não sei o no que isso vai dar.

— Por favor, — eu sussurro, mais uma vez.

Mas ele olha para mim, implacável. Ele só vai continuar.

Por quanto tempo? Posso jogar este jogo? Não. Não. Não. Eu não posso fazer isso. Eu sei que ele não vai parar. Ele vai continuar a me torturar. Sua mão percorre meu corpo mais uma vez. Não. . . E eu explodo – toda a apreensão, ansiedade, e o medo no último par de dias me aflinge novamente, enquanto lágrimas escorrem por meus olhos.

Viro o rosto para ele. Isso não é amor. É

vingança.

— Vermelho, — eu choramingo. — Vermelho. Vermelho. —

Lágrimas descem por meu rosto.

Ele tranquiliza.

— Não!— Ele suspira, atordoado. — Jesus Cristo, não.

Ele se move rapidamente, soltando as mãos, apertando-me na minha cintura e inclinando-se para soltar meus tornozelos, enquanto eu coloco minha cabeça em minhas mãos e choro.

— Não, não, não. Ana, por favor. Não.

Pegando-me, ele move-se para a cama, sentando-se e embalando-me em seu colo enquanto eu choro desconsoladamente. Eu estou sobrecarregada. . . meu corpo está tenso até o limite, a minha mente em branco, e minhas emoções espalhadas ao vento. Ele se ergue comigo, retira o lençol de cetim da cama de dossel e me cobre. Os lençóis frescos parecem estranhos e indesejáveis contra a minha pele sensibilizada. Ele coloca os braços em volta de mim, me abraçando perto, embalando-me gentilmente para trás e para frente.

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— Sinto muito. Sinto muito, — Christian fala, com um sopro de voz.

Ele beija meu cabelo mais e outra vez. — Ana, me perdoe, por favor.

Virando meu rosto em seu pescoço, eu continuo a chorar, e é uma liberação brusca. Tanta coisa aconteceu nos últimos dias, o incêndio na sala de informática, perseguições de carro, carreiras planejadas para mim, uma arquiteta ninfomaníaca, lunáticos armados no apartamento, as discussões, sua ira e Christian esteve fora. Eu odeio Christian partindo. . . Eu uso o canto do lençol para limpar meu nariz e, gradualmente, me torno ciente de que os tons clínicos de Bach ainda estão ecoando pela sala.

— Por favor, muda a música. — Eu fungo.

— Sim, claro. — Christian se move, não me soltando, tira o controle remoto do bolso de trás. Ele aperta um botão e a música de piano finaliza, sendo substituída por minhas respirações estremecidas.

— Melhor?, — Pergunta ele.

Concordo com a cabeça, meus soluços diminuem.

Christian enxuga minhas lágrimas suavemente com o polegar.

— Você não gosta das Variações Goldberg de Bach? — Ele pergunta.

— Não.

Ele olha para mim, tentando e não conseguindo esconder a vergonha em seus olhos.

— Sinto muito, — ele diz novamente.

— Por que você fez isso? — Minha voz é quase inaudível, quando eu tento processar os meus pensamentos e sentimentos mexidos.

Ele balança a cabeça tristemente e fecha os olhos.

— Eu me perdi no momento, — ele diz de forma pouco convincente.

Eu faço uma carranca para ele, e ele suspira.

— Ana, a negação do orgasmo é uma ferramenta padrão de...— Ele para. Eu me mexo em seu colo, e ele estremece.

Oh. Eu coro.

— Desculpe, — Eu murmuro.

Ele revira os olhos, então se inclina para trás, de repente, me levando com ele, de modo que nós ficamos deitados na cama, eu em seus braços.

Meu sutiã está desconfortável, e eu os ajusto.

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— Precisa de uma mão? — Pergunta ele calmamente.

Sacudo a cabeça. Eu não quero que ele toque meus seios.

Ele se move, então ele está olhando para mim, e timidamente levantando a mão, ele acaricia seus dedos suavemente pelo meu rosto. Meus olhos se enchem de lágrimas novamente. Como ele pode ser um minuto tão insensível e tão terno no próximo?

— Por favor, não chore, — ele sussurra.

Estou atordoada e confusa por este homem. Minha raiva me abandona na minha hora de necessidade. . . Eu me sinto entorpecida. Eu quero me enrolar em uma bola e me retirar.

Eu pisco, tentando conter as lágrimas quando olho em seus olhos sofridos. Eu respiro estremecendo, não tirando meus olhos dele. O que eu vou fazer com este homem controlador?

Aprender a ser controlada? Acho que não. . .

— Eu nunca o quê? — Peço — Faz o que te dizem. Você mudou de ideia, você não me disse onde você estava. Ana, eu estava em Nova York, impotente e lívido. Se eu estivesse em Seattle eu viria para casa.

— Então você está me punindo?

Ele engole, em seguida, fecha os olhos. Ele não tem que responder, e eu sei que me punir era sua intenção exata.

— Você tem que parar de fazer isso, — murmuro.

Sua testa franze.

— Para começar, você só acaba sentindo-se um merda depois.

Ele bufa.

— Isso é verdade, — ele resmunga. — Eu não gosto de ver você assim.

— E eu não gosto de me sentir assim. Você disse no Fair Lady que você não tinha se casado com uma submissa.

— Eu sei. Eu sei. — Sua voz é suave e cru.

— Bem, pare de me tratar como uma. Desculpe-me por eu não te ligar. Eu não vou ser tão egoísta novamente. Eu sei que você se preocupa comigo.

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Ele olha para mim, examinando-me atentamente, seus olhos tristes e ansiosos.

— Ok. Bom, — ele diz, eventualmente. Ele se inclina para baixo, mas faz uma pausa antes de tocar os lábios nos meus, silenciosamente perguntando se é permitido. Eu levanto o meu rosto para o dele, e ele beija-me com ternura.

— Seus lábios são sempre tão suaves até mesmo quando você está chorando, — ele murmura.

— Eu nunca prometi obedecer-lhe, Christian, — eu sussurro.

— Eu sei.

— Lide com isso, por favor. Por nós. E eu vou tentar ser mais atenciosa com a sua. . .tendência em controlar.

Ele parece perdido e vulnerável, completamente no mar.

— Eu vou tentar, — ele murmura, sua voz ardente com sinceridade. Eu suspiro, um suspiro longo estremecido.

— Por favor, não. Além disso, se eu estivesse aqui. . .

— Eu sei, — ele diz e empalidece. Inclinando-se para trás, ele coloca seu braço livre sobre seu rosto. Eu me enrolo nele e coloco minha cabeça em seu peito. Nós dois ficamos em silêncio por alguns momentos. Sua mão se move para o fim da minha trança. Tira a presilha dela, liberando o meu cabelo, e gentilmente, ritmicamente penteia seus dedos através dele.

Isto é realmente sobre seu medo. . . seu medo irracional por minha segurança. A imagem de Jack Hyde caído no chão do meu apartamento com uma Glock vem à mente. . . bem, talvez não tão irracional, isso me lembra...

— O que quis dizer antes, quando você disse ou? — Eu pergunto.

— Ou?

— Algo sobre Jack.

Ele olha para mim.

— Você não desiste, não é?

Eu descanso meu queixo sobre o esterno, desfrutando a carícia suave de seus dedos no meu cabelo.

— Disso? Nunca. Diga-me. Eu não gosto de ser mantida no escuro.

Você parece ter uma ideia exagerada que eu preciso de proteção. Você nem 293

sabe como atirar, mas eu sei. Você acha que eu não posso lidar com o que você não quer me contar, Christian? Eu tive sua ex-submissa me perseguindo e puxando uma arma para mim, a sua ex-amante pedófila me assediou e não olhe para mim desse jeito, — eu estalo quando ele franze a testa para mim. — Sua mãe sente o mesmo por ela.

— Você falou com minha mãe sobre Elena? — A voz de Christian levanta alguns oitavos.

— Sim, Grace e eu conversamos sobre ela.

Ele me olha boque-aberto.

— Ela está muito chateada com isso. Culpa a si mesma.

— Eu não posso acreditar que você falou para minha mãe.

Merda! — Ele se deita e coloca o braço sobre o rosto novamente.

— Eu não entrei em detalhes específicos.

— Espero que não. Grace não precisa de todos os detalhes. Cristo, Ana. Meu pai também?

— Não! — Sacudo a cabeça com veemência. Eu não tenho esse tipo de relacionamento com Carrick. Seus comentários sobre o acordo pré-nupcial ainda me picam. — De qualquer forma, você está tentando me distrair de novo. Jack. O que tem ele?

Christian levanta o braço rapidamente e olha para mim, sua expressão ilegível. Suspirando, ele coloca seu braço para trás em seu rosto.

— Hyde está envolvido na sabotagem do Charlie Tango.

Os investigadores encontraram uma impressão apenas parcial de sua digital, de modo que não puderam comparar.

Mas então você reconheceu Hyde na sala do servidor. Ele tem condenações quando era menor em Detroit, e essas impressões combinavam com a sua.

Minha mente tenta absorver estas informações. Jack derrubou Charlie Tango? Mas Christian está envolto disso.

— Esta manhã, uma van de carga foi encontrada na nossa garagem.

Hyde era o motorista. Ontem, ele entregou alguma merda àquele cara novo que se mudou. O cara que nós encontramos no elevador.

— Eu não me lembro o nome dele.

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— Eu também não. — Christian diz. — Mas é assim que Hyde conseguiu entrar no prédio legitimamente. Ele estava trabalhando para uma empresa de entrega.

— E? O que é tão importante sobre a van?

Christian não diz nada.

— Christian, diga-me.

— Os policiais encontraram. . . coisas na van. — Ele para novamente e aperta seu segurar em torno de mim.

— Que coisas?

Ele fica quieto por alguns momentos, e eu abro minha boca para levá-lo novamente, mas ele fala.

— Um colchão, tranquilizante de cavalos suficiente para derrubar uma dúzia de cavalos, e uma nota. — Sua voz abranda a quase um sussurro, enquanto horror e repulsa rolava fora.

Puta merda.

— Nota? — Minha voz espelha o seu.

— Dirigida a mim.

— O dizia?

Christian balança a cabeça, indicando se ele sabe ou não se divulgará seu conteúdo.

Oh.

— Hyde veio aqui ontem à noite com a intenção de sequestrar você. — Christian congela, com o rosto tenso.

Quando ele diz essas palavras, eu recordo a fita adesiva, e um arrepio percorre-me, embora, no fundo, isso não é novidade para mim.

— Merda, — Eu murmuro.

— Muito, — Christian diz firmemente.

Tento me lembrar de Jack no escritório. Ele sempre foi insano? Como ele pensava que poderia ir longe com isso?

Quero dizer, ele era muito assustador, mas desequilibrado?

— Eu não entendo o porquê, — murmuro. — Não faz sentido para mim.

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— Eu sei. A polícia está investigando ainda mais, e assim está Welch.

Mas achamos que Detroit é a conexão.

— Detroit?— Eu olho para ele, confusa.

— Sim. Há alguma coisa lá.

— Eu ainda não entendo.

Christian levanta o rosto e olha para mim, sua expressão ilegível.

— Ana, eu nasci em Detroit.

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Capítulo 12

— Eu pensei que você tinha nascido em Seattle, — eu murmuro.

Minha mente está a todo vapor. O que isso tem a ver com o Jack? Christian ergue o braço cobrindo seu rosto, se esticando para alcançar um dos travesseiros. Colocando-o embaixo da cabeça dele, ele se reajusta e olha para mim, sua expressão desconfiada. Depois de um momento ele balança a cabeça.

— Não. Elliot e eu fomos adotados em Detroit. Nós mudamos um pouco depois da minha adoção. Grace queria ficar na costa oeste, longe da expansão urbana, e ela conseguiu um emprego no Hospital Northwest. Eu tenho bem pouca memória daquele tempo. Mia foi adotada aqui.

— Então o Jack é de Detroit?

— Sim.

Oh...

— Como você sabe?

— Eu fiz uma verificação de antecedentes quando você começou a trabalhar para ele.

Claro que ele fez.

— Você tem uma pasta de papel pardo com o nome dele também? — Eu sorrio para ele.

A boca de Christian se retorce para tentar esconder o seu divertimento.

— Eu acho que é azul claro. – Os dedos dele continuam a correr pelo meu cabelo. É tranquilizador.

— O que diz no arquivo dele?

Christian pisca. Estendendo a mão ele acaricia minha bochecha.

— Você realmente quer saber?

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— É tão ruim assim?

Ele encolhe os ombros.

— Eu já vi piores, — ele sussurra.

Não! Ele está se referindo a si mesmo? E a imagem que eu tenho do Christian de um garoto pequeno, sujo e assustado vem a minha mente. Eu me curvo ao redor dele, segurando-o mais apertado, puxando o lençol sobre ele, e eu deito minha bochecha contra o peito dele.

— O quê? – ele pergunta, confuso pela minha reação.

— Nada, — eu murmuro.

— Não, não. Isso funciona dos dois lados, Ana. O que foi?

Eu olho para cima observando a expressão apreensiva dele.

Descansando a minha bochecha no peito dele mais uma vez, eu decido contar para ele.

— Algumas vezes eu imagino você como uma criança...

antes de você ir viver com os Greys.

Christian endurece.

— Eu não estava falando sobre mim. Eu não quero a sua pena, Anastásia. Aquela parte da minha vida está acabada.

Sumiu.

— Não é pena, — eu sussurro, chocada. — É simpatia e tristeza...

tristeza de que alguém pudesse fazer isso com uma criança. – Eu respiro profundamente me reestabelecendo enquanto o meu estômago revira e algumas lágrimas cutucam meus olhos novamente. — Essa parte de sua vida não se acabou, Christian... como você pode dizer isso? Você vive todo dia no seu passado. Você me disse isso...

Cinquenta Tons, lembra-se? — Minha voz é quase inaudível.

Christian bufa e passa a mão livre pelo cabelo, mas permanece calado e tenso debaixo de mim.

— Eu sei que é por isso que você sente necessidade de me controlar.

De me deixar segura.

— E ainda assim você opta por me desafiar, — ele murmura perplexo, com a mão no meu cabelo parando.

Eu faço uma careta. Puta merda! Eu faço isso deliberadamente? O

meu subconsciente remove seus olhos meia-lua e mastiga a ponta, franzindo 298

os lábios e balançando a cabeça. Eu o ignoro. Isso é confuso... eu sou a esposa dele, não a submissa dele, não alguma empresa que ele comprou. Eu não sou a prostituta drogada que era a mãe dele... Porra. O pensamento é enjoativo. As palavras do Dr. Flynn voltam para mim: — Só continue fazendo o que você está fazendo. O Christian está absolutamente apaixonado... é uma maravilha de se ver.

É isso. Eu só estou fazendo o que eu sempre fiz. Não é isso que o Christian achou atraente em mim em primeiro lugar?

Ah, este homem é tão confuso.

— Dr. Flynn disse que eu deveria te dar o benefício da dúvida. Eu acho que eu faço isso... eu não tenho certeza.

Talvez é a minha maneira de te trazer para o aqui e agora...

longe do seu passado, — eu sussurro. — Eu não sei. Eu apenas não consigo perceber o quanto você vai reagir de forma exagerada.

Ele fica em silêncio por um momento.

— Maldito Flynn, — ele murmura para si mesmo.

— Ele disse que eu deveria continuar a me comportar do jeito que eu sempre me comportei contigo.

— Ele falou isso? — Christian diz secamente.

Ok. Lá vai.

— Christian, eu sei que você amava sua mãe, e você não pôde salvá-la. Não era o seu trabalho fazer isso. Mas eu não sou ela.

Ele congela novamente.

— Não, — ele sussurra.

— Não, escuta. Por favor. — Eu ergo minha cabeça para encarar seus olhos cinzentos que estavam paralisados com medo. Ele está segurando sua respiração. Oh, Christian...

meu coração se aperta. — Eu não sou ela. Eu sou muito mais forte do que ela era. Eu tenho você, e você é tão mais forte agora, e eu sei que você me ama. Eu te amo também, — eu sussurro.

Sua testa se enruga como se as minhas palavras não fossem o que ele esperava.

— Você ainda me ama? — ele pergunta.

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— Claro que eu amo. Christian, eu sempre vou te amar.

Não importa o que você faça comigo.

É essa a garantia que ele quer?

Ele exala e fecha os olhos, colocando o braço sobre o rosto de novo, mas me abraçando mais apertado, também.

— Não se esconda de mim. — Estendendo a mão, eu pego a mão dele e puxo o braço dele para longe do rosto. — Você passou a vida inteira se escondendo. Por favor, não se esconda de mim.

Ele pestaneja para mim com incredulidade e faz uma careta.

— Escondendo?

— Sim.

Ele se mexe repentinamente, se posicionando de lado e movendo-me para que eu fique deitada ao lado dele na cama. Ele estende a mão, retirando o meu cabelo do rosto e enfia-o atrás da minha orelha.

— Você me perguntou mais cedo hoje se eu te odiava. Eu não entendi o por que, e agora... — ele para, me encarando como se eu fosse um enigma completo.

— Você ainda acha que eu te odeio? — Agora a minha voz é incrédula.

— Não. — Ele balança a cabeça. — Não agora. — Ele parece aliviado.

Continuar: parte 2 de 4