Cinquenta Tons de Liberdade

E.L. James · Capítulo 6 de 8 · parte 2/3

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Cinquenta Tons de Liberdade

Capítulo x

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.

— Sente-se, Ana. — José me leva a uma das poltronas cobertas de vinil.

— O que aconteceu? Nós sabemos como ele está? O que eles estão fazendo?

José ergue as mãos para deter a minha enxurrada de perguntas e se senta ao meu lado.

— Nós não temos qualquer notícia. Ray, o papai e eu estávamos em uma viagem de pesca para Astoria. Fomos atingidos por algum merda bêbado.

Sr. Rodriguez tenta interromper, gaguejando desculpas.

— Cálmate, papa! — José estala. — Eu não tenho uma marca em mim, apenas um par de costelas quebradas e uma batida na cabeça. Pai. . .

bem, meu pai quebrou o pulso e o tornozelo. Mas o carro bateu no lado do passageiro e Ray.

Oh não, não. . . O pânico encharca meu sistema límbico novamente.

Não, não, não. Meu corpo estremece e tem calafrios enquanto eu imagino o que está acontecendo com Ray na Ortopedia.

— Ele está em cirurgia. Fomos levados para o hospital da comunidade em Astoria, mas eles trouxeram Ray de helicóptero até aqui.

Nós não sabemos o que estão fazendo. Estamos esperando por notícias.

Eu começo a tremer.

— Ei, Ana, está com frio?

Concordo com a cabeça. Eu estou com minha camisa branca sem mangas e casaco preto de verão, e nenhum deles fornece calor.

Cautelosamente, José tira sua jaqueta de couro e a embrulha em torno de meus ombros.

— Devo pegar um chá, senhora? — Sawyer está ao meu lado.

Concordo com gratidão, e ele desaparece do quarto.

— Por que vocês pescma em Astoria? — Eu pergunto.

José dá de ombros.

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— A pesca supostamente é boa lá. Nós estávamos tendo um encontro de pesca. Alguns momentos de intimidade com meu velho antes que a faculdade pegue fogo no meu último ano. — Os olhos escuros de José estão grandes e luminosos, com medo e arrependimento.

— Você poderia ter sido ferido também. E o Sr. Rodriguez.

. . pior. — Eu trago no pensamento. Minha temperatura corporal cai ainda mais, e eu tremo mais uma vez. José pega a minha mão.

— Inferno, Ana, você está congelando.

Sr. Rodriguez se inclina e toma a minha outra mão na sua boa mão.

— Ana, eu sinto muito.

— Sr. Rodriguez, por favor. Foi um acidente. . . — Minha voz desaparece a um sussurro.

— Chame-me José, — ele me corrige. Eu lhe dou um sorriso fraco, porque isso é tudo que posso controlar. Eu tremo, mais uma vez.

— A polícia levou o idiota em custódia. Sete da manhã e o cara estava fora de seu juízo — José silva em desgosto.

Sawyer entra novamente, tendo um copo de papel com água quente e um saquinho separado. Ele sabe como eu tomo o meu chá! Estou surpresa e feliz com a distração. Sr.

José Rodriguez libera minhas mãos enquanto tomo o copo com gratidão de Sawyer.

— Algum de vocês quer alguma coisa? — Sawyer pergunta para o Sr.

Rodriguez e José. Ambos abanam a cabeça, e Sawyer retoma sua cadeira no canto. Eu enterro meu saquinho de chá na água e, levantando-o trêmulo, descarto o saco usado em uma lata de lixo pequena.

— Porque os médicos estão demorando tanto? —

murmuro para ninguém em particular, enquanto tomo um gole.

Papai. . . Por favor, deixe-o estar bem. Por favor, deixe-o estar bem.

— Vamos saber em breve, Ana, — José diz suavemente.

Concordo com a cabeça e tomo outro gole. Tomo meu assento ao lado dele novamente.

Vamos esperar. . . e esperar. Sr. Rodriguez com os olhos fechados, orando eu acho, e José segurando minha mão e apertando-a de vez em quando. Eu lentamente dou um gole no meu chá. Não é Twinings, mas alguma marca barata desagradável, e tem um gosto desagradável.

414

Eu me lembro da última vez que esperei por notícias. A última vez que pensei que tudo estava perdido quando Charlie Tango desapareceu.

Fechando os olhos, ofereço uma oração silenciosa para a passagem segura do meu marido. Olho para o relógio: 2:15

da tarde. Ele deve estar aqui em breve. Meu chá está frio. . .

Ugh!

Eu me levanto e ando, em seguida, sento novamente. Por que os médicos não vem me ver? Tomo a mão de José, e ele me dá outro aperto tranquilizador. Por favor, deixe-o estar bem. Por favor, deixe-o estar bem. O

tempo se arrasta lentamente.

De repente a porta abre, e todos nós olhamos para cima na expectativa, meu estômago dá um nó. É isso?

Christian entra e seu rosto momentaneamente escurece quando ele percebe a minha mão em José.

— Christian, — eu suspiro e salto para cima, agradecendo a Deus que ele chegou com segurança. Então estou embrulhada em seus braços, o nariz no meu cabelo, e estou inalando seu cheiro, seu calor, seu amor. Uma pequena parte de mim se sente mais calma, mais forte e mais resistente porque ele está aqui. Oh, a diferença que sua presença faz em minha paz de espírito.

— Alguma novidade?

Sacudo a cabeça, incapaz de falar.

— José. — Ele acena com uma saudação.

— Christian, este é o meu pai, o velho José.

— Sr. Rodriguez – nos conhecemos no casamento. Acho que você estava no acidente, também?

José brevemente reconta a história.

— Vocês dois estão bem o suficiente para estar aqui? —

Christian pergunta.

— Nós não queremos estar em outro lugar — Sr. Rodriguez diz, sua voz calma e atada à dor.

Christian concorda. Pegando minha mão, ele me coloca sentada, em seguida, toma um assento ao meu lado.

— Você já comeu? — Ele pergunta.

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Sacudo a cabeça.

— Você está com fome?

Sacudo a cabeça.

— Mas você está com frio? — Ele pergunta, olhando a jaqueta de José.

Concordo com a cabeça. Ele se move de sua cadeira, mas sabiamente não diz nada.

A porta se abre outra vez, e um jovem médico em roupa cirúrgica azul brilhante entra. Ele parece exausto e perturbado.

Todo o sangue desaparece da minha cabeça enquanto eu tropeço para os meus pés.

— Ray Steele, — eu sussurro, e Christian está ao meu lado, colocando o braço em volta da minha cintura.

— Você é seu parente mais próximo? — Pergunta o médico. Seus olhos azuis brilhantes quase coincidem com seu uniforme, e sob quaisquer outras circunstâncias, eu teria achado ele atraente.

— Eu sou sua filha, Ana.

— Senhorita Steele.

— Sra. Grey, — Christian interrompe.

— As minhas desculpas, — gagueja o médico, e por um momento eu quero chutar Christian. — Eu sou o doutor Crowe. Seu pai está estável, mas em estado crítico.

Porra! O que significa isso? Meus joelhos se dobram por baixo de mim, e apenas um braço de apoio de Christian me impede de cair no chão.

— Ele sofreu graves lesões internas, — Dr. Crowe diz, —

principalmente para o diafragma, mas nós conseguimos repará-los, e fomos capazes de salvar seu baço.

Infelizmente, ele sofreu uma parada cardíaca durante a operação por causa da perda de sangue. Conseguimos fazer seu coração batendo mais uma vez, mas esta continua a ser uma preocupação.

No entanto, nossa maior preocupação é que ele sofreu contusões graves na cabeça, e a ressonância magnética

mostra que seu cérebro está inchado. Nós o induzimos ao coma para mantê-lo quieto e imóvel, enquanto monitoramos o inchaço do cérebro.

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Dano cerebral? Não.

— É procedimento padrão nesses casos. Por enquanto, só temos que esperar e ver.

— E qual é o prognóstico? — Christian pede friamente.

— Sr. Grey, é difícil dizer no momento. É possível que ele possa ter uma recuperação completa, mas está nas mãos de Deus agora.

— Quanto tempo você vai mantê-lo em coma?

— Isso depende de como o cérebro responde.

Normalmente, setenta e duas ou noventa e seis horas.

Oh, tanto tempo!

— Posso vê-lo? — Eu sussurro.

— Sim, você deve ser capaz de vê-lo em cerca de meia hora. Ele foi levado para a UTI no sexto andar.

— Obrigada, Doutor.

Dr. Crowe balança a cabeça, vira-se e nos deixa.

— Bem, ele está vivo, — eu sussurro a Christian. E as lágrimas começam a rolar pelo meu rosto mais uma vez.

— Sente-se, — Christian ordena suavemente.

— Papa, eu acho que devemos ir. Você precisa descansar.

Nós não saberemos nada por um tempo, — José murmura para o Sr. José Rodriguez, que olha fixamente para o filho. —

Podemos voltar esta noite, depois de ter descansado. Tudo bem, não é, Ana? — José se vira, implorando-me.

— Claro.

— Você vai ficar em Portland? — Christian pergunta. José concorda.

— Você precisa de uma carona para casa?

José franze a testa.

— Eu ia pedir um táxi.

— Luke pode levá-lo.

Sawyer fica em pé, e José parece confuso.

— Luke Sawyer, — murmuro esclarecendo.

— Oh. . . Claro. Sim, nós apreciaríamos isso. Obrigado, Christian.

Ficando em pé, eu abraço o Sr. Rodriguez e José logo em seguida.

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— Mantenha-se firme, Ana, — José sussurra no meu ouvido. — Ele é um homem apto e saudável. As probabilidades estão a seu favor.

— Eu espero que sim. — Eu o abraço duro. Em seguida, libero-o, tiro a jaqueta e devolvo para ele.

— Fique com ela, se você ainda está com frio.

— Não, eu estou bem. Obrigada. — Olhando nervosamente para Christian, vejo que ele está sobre nós, impassível. Christian pega a minha mão.

— Se houver alguma mudança, eu vou deixar você saber de imediato, — eu digo enquanto José empurra a cadeira de rodas de seu pai na direção da porta que Sawyer está segurando aberta.

Sr. Rodriguez levanta a mão, e param na porta.

— Ele vai estar em minhas orações, Ana, — Sua voz oscila. — Tem sido tão bom me reencontrar com ele depois de todos esses anos. Ele se tornou um bom amigo.

— Eu sei.

E com isso eles saem. Christian e eu estamos sozinhos.

Ele acaricia o meu rosto.

— Você está pálida. Venha cá. — Ele se senta na cadeira e me puxa para seu colo, dobrando-me em seus braços novamente, e eu vou de bom grado. Eu me aconchego contra ele, sentindo-me oprimida pela desgraça do meu padrasto, mas agradecida que meu marido está aqui para me confortar.

Ele gentilmente acaricia meus cabelos e segura minha mão.

— Como foi no Charlie Tango?— pergunto.

Ele sorri.

— Oh, ela foi yar 21* — ele diz, muito orgulho em sua voz.

Ele me faz sorrir convenientemente pela primeira vez em várias horas, e eu olho para ele, intrigada.

— Yar?

21 Yar-quando um barco é montado, ágil, e de todas as maneiras animada com a manipulação ( The Philadelphia Story). No caso aqui o helicóptero.

Christian que dizer que o helicóptero está perfeito.

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— É uma frase de The Philadelphia Story. O filme favorito de Grace.

— Eu não conheço.

— Eu acho que eu tenho isso em Blu-Ray em casa.

Podemos vê-lo e você vai entender. — Ele beija meu cabelo e eu sorrio mais uma vez.

— Posso convencê-la a comer alguma coisa?— Ele pergunta.

Meu sorriso desaparece.

— Agora não. Eu quero ver Ray em primeiro lugar.

Seu ombro cai, mas ele não me força.

— Como foi com os caras de Taiwan?

— Dócil, — ele diz.

— Dócil como?

— Eles me deixaram comprar o seu estaleiro por menos do preço que eu estava disposto a pagar.

Ele comprou um estaleiro?

— Isso é bom?

— Sim. Isso é bom.

— Mas eu pensei que você tinha um estaleiro, por aqui.

— Eu tenho. Nós vamos usar isso para fazer um arranjo.

Construir os cascos no Extremo Oriente. É mais barato.

Oh.

— E sobre a força de trabalho no estaleiro aqui?

— Vamos reimplantar. Devemos ser capazes de manter as demissões ao mínimo. — Ele beija o meu cabelo. — Vamos ver Ray? — Pergunta ele, sua voz suave.

A UTI no sexto andar é uma gritante ala estéril e funcional com vozes sussurradas e máquinas zumbindo. Quatro pacientes estão abrigados em sua própria área, ligados a centenas de milhares de dólares de equipamentos de alta tecnologia. Ray está no extremo oposto.

Papai.

Ele parece tão pequeno em sua cama grande, cercado por toda essa tecnologia. É um choque. Meu pai nunca foi pequeno. Há um tubo na boca, e várias linhas passam por uma agulha gotejando em cada braço. Uma braçadeira de pequeno porte está ligada ao seu dedo. Pergunto-me 419

vagamente o que é isso. Sua perna está acima dos lençóis, envolto em um gesso azul. Um monitor exibe sua frequência cardíaca: bip, bip, bip. Ele está batendo forte e firme. Isso eu sei. Movo-me lentamente em direção a ele.

Seu peito está coberto por um curativo grande e intocado que desaparece sob o lençol fino que protege seu pudor.

Papai.

Eu percebo que o tubo puxando no canto direito da boca leva a um ventilador. Seu ruído está tecendo com o bip, bip, bip do seu monitor cardíaco em uma batida rítmica.

Sugando, expelindo, sugando, expelindo, sugando, expelindo no tempo com os sinais sonoros. Há quatro linhas na tela de seu monitor cardíaco, cada uma em constante movimento, demonstrando claramente que Ray ainda está conosco.

Oh, papai.

Tentativamente, eu estico para pegar sua mão. Mesmo que sua boca esteja distorcida pelo tubo respirador, ele parece pacífico, deitado lá dormindo.

Uma pequena jovem enfermeira está em um lado, verificando seus monitores.

— Posso tocá-lo? — Eu lhe pergunto.

— Sim.— Ela sorri gentilmente. Seu crachá diz Kellie RN, e ela deve estar na casa dos vinte. Ela é loira com olhos bem escuros. Christian fica em pé no final da cama, me observando atentamente enquanto eu fecho a mão de Ray.

Está surpreendentemente quente, e essa é a minha ruína.

Eu afundo na cadeira ao lado da cama, coloco minha cabeça suavemente contra o braço de Ray, e começo a soluçar.

— Oh, papai. Por favor, fique melhor, — eu sussurro. — Por favor. Christian coloca a mão no meu ombro e me dá um apertão tranquilizador.

— Todos os sinais vitais do Sr. Steele estão bons — A enfermeira Kellie diz calmamente.

— Obrigado, — Christian murmura. Olho para cima a tempo de ver sua boca aberta. Ela finalmente conseguiu um bom olhar para o meu 420

marido. Eu não me importo. Ela pode se embasbacar com Christian quanto quiser, enquanto ela deixar meu pai bem novamente.

— Ele pode me ouvir? — Eu pergunto.

— Ele está em um sono profundo. Mas quem sabe?

— Posso sentar um pouco?

— Com certeza. — Ela sorri para mim, seu o rosto rosa corado e revelador. Absurdamente, eu me pego pensando que loira não é a sua verdadeira cor.

Christian olha para mim, ignorando-a.

— Eu preciso fazer uma ligação. Eu vou estar fora. Vou dar-lhe algum tempo a sós com seu pai. — Concordo. Ele beija meu cabelo e sai da sala. Eu seguro a mão de Ray, maravilhando-me com a ironia de que só agora, quando ele está inconsciente e não pode me ouvir que eu realmente

quero lhe dizer o quanto eu o amo. Este homem tem sido a minha constante.

A minha rocha. E eu nunca pensei sobre isso até agora. Eu não sou carne de sua carne, mas ele é meu pai, e eu o amo muito. Minhas lágrimas arrastam pelo meu rosto. Por favor, fique melhor. Papai. Muito calmamente, de modo a não incomodar ninguém, digo a ele sobre o nosso fim de semana em Aspen e sobre o fim de semana passado, quando estávamos subindo e navegando a bordo do Grace. Eu digo a ele sobre a nossa nova casa, os nossos planos, sobre como esperamos torná-la ecologicamente sustentável. Prometo levá-lo conosco para Aspen para que ele possa ir pescar com Christian e asseguro que ambos o Sr. Rodriguez e José serão bem-vindos, também. Por favor, esteja aqui para fazer isso, papai.

Por favor.

Ray permanece imóvel, o ventilador sugando e expulsando e o monótono, mas reconfortante, bip, bip, bip do monitor de seu coração sua única resposta.

Quando eu olho para cima, Christian está sentado calmamente no final da cama. Eu não sei quanto tempo ele esteve lá.

— Oi, — ele diz, seus olhos brilhando com compaixão e preocupação.

— Oi.

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— Então, eu vou pescar com seu pai, o Sr. Rodriguez, e José?— Pergunta ele.

Concordo com a cabeça.

— Ok. Vamos comer. Deixe-o dormir.

Eu franzo a testa. Eu não quero deixá-lo.

— Ana, ele está em coma. Eu dei os nossos números de celulares para as enfermeiras aqui. Se há alguma mudança,

eles vão nos ligar. Vamos comer, dar entrada em um hotel, descansar, e depois voltar esta noite.

A suíte do Heathman parece exatamente como me lembro. Quantas vezes pensei naquela primeira noite e a manhã que passei com o Christian Grey? Eu estou na entrada da suíte, paralisada. Caramba, tudo começou aqui.

— Estamos longe de casa, — Christian diz, sua voz macia, colocando minha pasta ao lado de um dos sofás estofados.

— Você quer um banho? De banheira? O que você precisa, Ana?

Christian olha para mim, e eu sei que ele está perdido...

meu garoto perdido lidando com acontecimentos fora de seu controle. Ele esteve arredio e contemplativo durante toda a tarde. Esta é uma situação que ele não pode manipular e prever. Esta é a vida real em estado bruto, e ele se manteve longe disso por tanto tempo, ele está exposto e indefeso agora. Meu Cinquenta Tons doce, protegido.

— Um banho. Eu gostaria de um banho de banheira. —

Murmuro, ciente de que mantê-lo ocupado vai fazê-lo se sentir melhor, útil mesmo. Oh, Christian, estou dormente e eu estou com frio e estou com medo, mas eu estou tão feliz por você estar aqui comigo.

— Banho. Bom. Sim. — Ele passeia pelo o quarto e fora da vista para o banheiro palaciano. Alguns momentos depois, o barulho de água jorrando para encher a banheira ecoa no quarto.

Finalmente, eu me encorajo a segui-lo para o banheiro.

Estou consternada ao ver vários sacos da Nordstrom na cama. Christian entra, mangas arregaçadas, gravata e jaqueta descartadas.

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— Enviei Taylor para comprar algumas coisas. Roupa de dormir.

Você sabe — ele diz, olhando-me com cautela.

Claro que ele fez. Aceno a minha aprovação para fazê-lo se sentir melhor. Onde está Taylor?

— Oh, Ana — Christian murmura. — Eu nunca te vi assim.

Você normalmente é tão valente e forte.

Eu não sei o que dizer. Limito-me a olhar com os olhos arregalados para ele. Não tenho nada a dar agora. Eu acho que estou em choque. Eu envolvo meus braços em volta de mim, tentando dissolver o frio, embora eu sei que é uma tarefa infrutífera enquanto este frio vem de dentro. Christian puxa-me em seus braços.

— Bebê, ele está vivo. Seus sinais vitais estão bons. Nós apenas temos que ser pacientes, — ele murmura. — Venha.

— Ele pega a minha mão e me leva para o banheiro.

Gentilmente, escorrega o casaco dos meus ombros e o coloca na cadeira de banho, em seguida, virando-se de volta, ele desfaz os botões na minha camisa.

A água está deliciosamente quente e perfumada, o cheiro de flor de lótus pesado no ar quente e sensual do banheiro.

Eu deito entre as pernas de Christian, de costas para a sua frente, meus pés descansando em cima dos seus. Nós dois estamos quietos e introspectivos, e eu finalmente estou me sentindo quente. Christian beija intermitentemente meu cabelo enquanto eu distraidamente estouro as bolhas na espuma. Seu braço está enrolado em torno dos meus ombros.

— Você não entrou no banho com Leila, não é? Daquela vez que você deu banho nela? — Eu pergunto.

Ele endurece e bufa, aperta sua mão no meu ombro onde repousa. — Um. . . não — Ele parece espantado.

— Eu pensei que não. Bom.

Ele puxa suavemente o meu cabelo atado num coque malfeito, inclina a cabeça ao redor para que ele possa ver o meu rosto.

— Por que você perguntou isso?

Eu dou de ombros.

— Curiosidade mórbida. Eu não sei. . . vê-la esta semana.

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Seu rosto endurece.

— Eu entendo. Menos do mórbido. — Seu tom é de reprovação.

— Quanto tempo você vai ajudá-la?

— Até que ela esteja em pé. Eu não sei. — Ele encolhe os ombros. — Por quê?

— Existem outras?

— Outras?

— Ex-s que você ajuda.

— Houve, sim. Não mais agora.

— Oh?

— Ela estava estudando para ser médica. Ela é competente e agora tem outra pessoa.

— Outro Dominante?

— Sim.

— Leila diz que você tem duas de suas pinturas, — eu sussurro.

— Eu tinha. Eu realmente não me importei com elas. Elas tiveram o mérito técnico, mas eram muito coloridas para mim. Eu acho que Elliot tem.

Como sabemos, ele não tem gosto.

Eu rio, e ele envolve o outro braço em volta de mim, derramando água sobre o lado da banheira.

— Assim é melhor, — ele sussurra e beija minha testa.

— Ele vai se casar com minha melhor amiga.

— Então é melhor eu calar minha boca, — ele diz.

Eu me sinto mais relaxada após nosso banho. Envolta em meu robe macio da Heathman, olho para os vários sacos na cama. Caramba, é muita roupa para uma noite.

Timidamente, espio um a um. Um par de jeans e uma camiseta azul clara com capuz, o meu tamanho. Caralho. . .

Taylor comprou um fim de semana inteiro de roupas de valor, e ele sabe o que eu gosto. Eu sorrio, lembrando-me

que esta não é a primeira vez que ele comprou roupa para mim quando eu estava em Heathman.

— Além de me assediar na Clayton, você já foi a uma loja e comprou apenas coisas?

— Assediar você?

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— Sim. Assediar-me.

— Você estava nervosa, se bem me lembro. E aquele garoto estava todo sobre você. Qual era o seu nome?

— Paul.

— Um de seus muitos admiradores.

Desvio o olhar, e ele sorri um sorriso, aliviado genuíno e me beija.

— Essa é a minha menina, — ele sussurra. — Vista-se. Eu não quero que você fique com frio de novo.

— Pronto, — murmuro. Christian está trabalhando no Mac na área de estudo da suíte. Ele está vestido com calça jeans preta e um suéter de tricô cinza, e eu estou usando o jeans, o capuz, e uma camiseta branca.

— Você parece tão jovem, — Christian diz baixinho, olhando para cima, seus olhos brilhando. — Mesmo você estando um ano mais velha amanhã.— Sua voz é melancólica. Eu dou-lhe um sorriso triste.

— Eu não me sinto muito disposta para uma comemoração. Podemos ver Ray agora?

— Claro. Eu gostaria que você comesse alguma coisa.

Você mal tocou a comida.

— Christian, por favor. Eu apenas não estou com fome.

Talvez depois que virmos Ray. Quero desejar-lhe boa noite.

Quando chegamos à UTI, encontramos José saindo. Ele está sozinho.

— Ana, Christian, oi.

— Onde está seu pai?

— Ele estava muito cansado para voltar. Teve em um acidente de carro nesta manhã, — José sorri tristemente. —

E os seus analgésicos o locautearam. Ele esta fora da contagem. Eu tive que lutar para entrar para ver Ray já que eu não sou parente mais próximo.

— E? — Peço ansiosamente.

— Ele está bem, Ana. O mesmo. . . mas tudo bem.

Alívio inunda meu sistema. Sem notícia é notícia bom.

— Vejo você amanhã, aniversariante?

— Claro. Nós vamos estar aqui.

425

José olha Christian rapidamente, em seguida, rapidamente me abraça.

— Mañana.

— Boa noite, José.

— Tchau, José, — Christian diz. José acena com a cabeça e caminha pelo corredor. — Ele ainda é louco por você, —

Christian diz em voz baixa.

— Não, ele não é. E mesmo que ele seja. . . — Eu dou de ombros, porque agora eu não me importo.

Christian dá-me um sorriso apertado, e meu coração derrete.

— Bem feito, — murmuro.

Ele franze a testa.

— Por não espumar pela boca.

Ele fica pasmo para mim, ferido, mas divertido, também.

— Eu nunca espumei. Vamos ver seu pai. Tenho uma surpresa para você.

— Surpresa? — Meus olhos se arregalam em alarme.

— Vem. — Christian pega a minha mão, e nós empurramos abertas as portas duplas da UTI.

Esperando no final da cama de Ray está Grace, em uma discussão profunda com Crowe e um segundo médico, uma mulher que eu não tinha visto antes. Vendo-nos, Grace sorri.

Oh, graças a Deus.

— Christian. — Ela beija sua bochecha, então se vira para mim e me dobra em seu caloroso abraço.

— Ana. Como você está, com tudo isso?

— Eu estou bem. É com meu pai que estou preocupada.

— Ele está em boas mãos. Doutora Sluder é uma perita em seu campo. Nós treinamos juntas em Yale.

Oh. . .

— Sra. Grey, — Dra. Sluder cumprimenta-me muito formalmente. Ela tem os cabelos curtos de duende com um sorriso tímido e um leve sotaque do sul. — Como cirurgiã chefe para o seu pai, eu tenho o prazer de dizer que tudo está no caminho certo. Seus sinais vitais estão estáveis e fortes. Temos 426

toda a fé que ele vai fazer uma recuperação completa. O

inchaço do cérebro parou, e mostra sinais de diminuição.

Isso é muito encorajador depois de um tempo tão curto.

— É uma boa notícia, — murmuro.

Ela sorri calorosamente para mim.

— É, Sra. Grey. Estamos cuidando bem de verdade dele.

— Ótimo ver você de novo, Grace.

Grace sorri.

— Da mesma forma, Lorraina.

— Dr. Crowe, vamos deixar essas pessoas boas para visitar o Sr.

Steele. — Crowe segue a Dra. Sluder para a saída.

Olho para Ray, e pela primeira vez desde o acidente, sinto-me mais esperançosa. Dra. Sluder e as palavras gentis de Grace reacendem minha esperança.

Grace pega a minha mão e aperta suavemente.

— Ana, querida, sente-se com ele. Fale com ele. É tudo de bom. Vou conversar com Christian na sala de espera.

Concordo com a cabeça. Christian sorri sua reafirmação, e ele e sua mãe me deixam com meu amado pai dormindo pacificamente com a canção de ninar gentil de seu ventilador e monitor cardíaco.

Eu deslizo a camiseta branca de Christian e vou para a cama.

— Você parece mais brilhante — Christian diz cautelosamente enquanto coloca seu pijama.

— Sim. Eu acho que conversar com a Dra. Sluder e sua mãe fez uma grande diferença. Você pediu para Grace vir aqui?

Christian escorrega na cama e me puxa para seus braços, me virando para ficar de costas para ele.

— Não. Ela queria vir e verificar seu pai por si mesma.

— Como ela sabia?

— Liguei para ela hoje de manhã.

Oh.

— Bebê, você está exausta. Você deveria dormir.

427

— Hmm, — murmuro de acordo. Ele está certo. Eu estou tão cansada. Foi um dia emocionante. Viro minha cabeça e olho para ele com uma vibração. Nós não vamos fazer amor? E eu estou aliviada. Na verdade, ele teve uma aproximação totalmente sem toques comigo o dia todo. Eu me pergunto se deveria estar alarmada com o rumo dos acontecimentos, mas desde que a minha deusa interior deixou o prédio e levou minha libido com ela, eu vou pensar sobre isso na parte da manhã. Viro-me e aconchego contra Christian, envolvendo minha perna por cima dele.

— Prometa-me algo, — ele diz em voz baixa.

— Hmm? — É uma pergunta que estou cansada demais para articular.

— Prometa-me que vai comer algo amanhã. Eu consegui tolerar você vestindo a jaqueta de outro homem sem espumar pela boca, mas, Ana. . .

você deve comer. Por favor.

— Hmm, — eu concordo. Ele beija o meu cabelo. —

Obrigada por estar aqui— , murmuro e sonolenta beijo seu peito.

— Onde mais eu estaria? Eu quero estar onde você estiver, Ana.

Estar aqui me faz pensar o quão longe nós viemos. E na primeira noite que dormi com você. Que noite aquela. Eu observei você por horas. Você estava apenas. . . minha Yar,22— ele respira.

Eu sorrio contra seu peito.

— Durma. — ele murmura, e é um comando. Eu fecho meus olhos e derivo.

22 Perfeita 428

Capítulo 18

Remexo-me, abrindo meus olhos para uma manhã de setembro brilhante. Acolhedora e confortável entre limpos lençóis, tomo um momento para me orientar e me oprimo por uma sensação de déja vu. Claro, estou no Heathman.

— Merda! Papai! — Suspiro em voz alta, recordando com um aumento angustiante de apreensão que retorce meu coração e ele começa a bater porque estou em Portland.

— Ei. — Christian está sentado na borda da cama. Acaricia meu rosto com os dedos, instantaneamente me acalmo. —

Liguei para a UTI esta manhã. Ray teve uma boa noite. Está tudo bem, — ele diz tranquilizador.

— Ah, bom. Obrigada, — murmuro, sentando-me.

Ele inclina-se e pressiona seus lábios na minha testa.

— Bom dia, Ana — sussurra e beija minha têmpora.

— Oi, — murmuro. Ele está de pé, vestido com uma camiseta preta e calça jeans.

— Oi, — ele responde, com os olhos suaves e quentes. —

Quero lhe desejar um feliz aniversário. Tudo bem?

Ofereço-lhe um sorriso hesitante e acaricio seu rosto.

— Sim, claro. Obrigada. Por tudo.

Ele franze o cenho.

— Tudo?

— Tudo.

Olha-me momentaneamente confuso, mas isto é fugaz e seus olhos se arregalam com antecipação.

— Aqui. — Ele me entrega uma caixa pequena, primorosamente embrulhada, com um pequeno cartão de presente.

Apesar da preocupação que sinto por meu pai, sinto a ansiedade de Christian e a emoção, e é contagiante. Eu leio o cartão.

429

Por todos os nossos primeiros no primeiro

aniversário da minha

querida esposa.

Eu amo você.

C x

Oh meu Deus, quão doce é isto?

— Eu também te amo, — sussurro, sorrindo para ele.

Ele sorri.

— Abra-o.

Desempacotando o papel com cuidado para que ele não rasgue, encontro uma bonita caixa de couro vermelha.

Cartier. É familiar, graças a minha experiência com brincos e meu relógio. Cautelosamente, abro a caixa para descobrir um delicado bracelete de prata ou platina ou ouro branco, eu não sei, mas é absolutamente encantador. Atado a ele estão vários pingentes: a Torre Eiffel, um táxi preto de Londres, um helicóptero, Charlie Tango, um planador, o Soaring , um catamarã, The Grace, uma cama, e uma casquinha de sorvete? Eu olho para ele, confusa.

— Baunilha?— Ele encolhe os ombros se desculpando, e não posso deixar de rir. Claro.

— Christian, isto é lindo. Obrigada. É lindo.

Ele sorri.

Meu favorito é o coração. É um medalhão.

— Você pode colocar uma foto ou qualquer outra coisa que quiser.

— Uma foto sua. — Olho para ele através de meus cílios.

— Sempre no meu coração.

Ele sorri seu sorriso encantador, dolorosamente tímido.

Eu acaricio os dois últimos pingentes: uma letra C... oh sim, eu fui sua primeira namorada a usar seu primeiro nome. Sorrio com o pensamento. E, finalmente, há uma chave.

— Para meu coração e alma, — ele sussurra.

Lágrimas pinicam meus olhos. Eu me lanço para ele, enrolando os braços em volta de seu pescoço e me estabelecendo em seu colo.

 

430

— É um presente tão atencioso. Amei isto. Obrigada, —

murmuro contra sua orelha. Oh, ele cheira tão limpo, a roupa fresca, corpo lavado, e Christian. Como um lar, meu lar. Minhas lágrimas ameaçam começar a cair.

Ele geme baixinho e me envolve em seu abraço.

— Eu não sei o que faria sem você. — Minha voz racha enquanto tento segurar minhas emoções.

Ele respira profundamente e ele coloca seus braços ao meu redor.

— Por favor, não chore.

Fungo meu nariz de forma nada delicada.

— Sinto muito. Estou tão feliz, triste e ansiosa ao mesmo tempo. É

agridoce.

— Ei. — Sua voz é suave como uma pena. Inclinando minha cabeça para trás, ele planta um beijo suave nos meus lábios.

— Eu entendo.

— Eu sei, — sussurro, e sou recompensada com seu sorriso tímido de novo.

— Gostaria que fosse em circunstâncias felizes e em casa.

Mas estamos aqui. — Ele encolhe os ombros se desculpando mais uma vez. — Vamos. Depois do almoço, nós vamos ver como está Ray.

Uma vez vestida com calça jeans novas e camiseta, meu apetite faz um breve retorno de boas-vindas durante o café da manhã na nossa suíte.

Eu sei que Christian tem o prazer de ver-me comer o meu iogurte Greek e minha granola.

— Obrigada por pedir meu café da manhã preferido.

— É seu aniversário, — Christian diz baixinho. — E você tem que parar de me agradecer. — Ele desvia o olhar, exasperado, mas com carinho, eu acho.

431

— Só quero que você saiba que aprecio isso.

— Anastásia, isto é o que quero. — Sua expressão é séria, evidentemente, Christian no comando e controle. Como eu poderia esquecer.

. . Será que o quero de outra maneira?

Eu sorrio.

— Sim, eu sei.

Ele me dá um olhar perplexo, em seguida, sacode a cabeça.

— Vamos?

— Eu só vou escovar os dentes.

Ele sorri.

— Ok.

Por que ele está sorrindo? Os pensamentos me importunam quando entro no banheiro. A memória brota espontaneamente na minha mente. Usei sua escova de dentes depois que passei a primeira noite com ele. Sorrio e pego sua escova de dente em homenagem àquela primeira vez. Olhando-me enquanto escovo meus dentes, estou pálida, muito pálida. Mas eu estou sempre pálida. A última vez que estive aqui era solteira, e agora estou casada aos vinte e dois! E estou ficando velha. Lavo minha boca.

Segurando meu pulso, agito-o, e os pingentes da minha pulseira dão uma chocalhada satisfatória. Como meu doce Cinquenta sempre sabe exatamente a coisa certa para me dar? Respiro fundo, tentando conter a emoção ainda à espreita no meu sistema, e olho para baixo, para a pulseira, mais uma vez. Aposto que custou uma fortuna. Ah. . . bem.

Ele pode pagar.

À medida que caminhamos para os elevadores, Christian pega minha mão e beija meus dedos, seu polegar escovando sobre o Charlie Tango na minha pulseira.

— Você gostou?

— Mais do que gostei. Amei. Muito. Assim como você.

Ele sorri e beija meus dedos mais uma vez. Sinto-me mais leve do que estava ontem. Talvez porque é de manhã e o mundo parece sempre um lugar mais esperançoso do que na calada da noite. Ou talvez seja o despertar do meu doce marido. Ou talvez seja saber que Ray não está pior.

432

Quando entramos no elevador vazio, olho para Christian.

Seus olhos piscam rapidamente para baixo nos meu, e ele sorri novamente.

— Não, — ele sussurra quando as portas se fecham.

— Não o quê?

— Olhe para mim assim.

— Foda-se as papeladas, — murmuro, sorrindo.

Ele ri, e é um som tão despreocupadamente infantil. Ele puxa-me em seus braços e inclina minha cabeça erguida.

— Algum dia vou alugar este elevador para uma tarde inteira.

— Só à tarde? — Arqueio minha testa.

— Sra. Grey, quanta ganância.

— Quando se trata de você, eu sou.

— Estou muito feliz em ouvir isso. — Ele me beija suavemente.

E não sei se é porque estamos neste elevador, ou porque ele não me tocou por mais de vinte e quatro horas, ou se é só meu intoxicante marido, mas o desejo se desenrola e se estende preguiçosamente no fundo da minha barriga. Corro meus dedos em seus cabelos e aprofundo o beijo, empurrando-o contra a parede e trazendo o meu corpo esfregando contra o dele.

Ele geme em minha boca e segura minha cabeça embalando-me, enquanto nós nos beijamos, realmente nos beijamos, nossas línguas explorando, oh... assim familiar, mas ainda, oh... tão novo, território de oh...

tão excitante que é a boca do outro.

Minha Deusa interior desmaia, trazendo a minha libido de volta de purdah.23 Acaricio seu rosto amado, em minhas mãos.

— Ana, — ele suspira.

— Eu te amo, Christian Grey. Não se esqueça disto, —

sussurro, quando olho para seus escuros olhos cinza.

O elevador desce suavemente até parar e as portas se abrem.

— Vamos ver seu pai antes que eu decida alugar isto hoje.

— Beija-me depressa, pega minha mão, e me leva para o lobby.

23Purdah - uma tela usada na Índia para separar as mulheres dos homens ou estranhos.

433

À medida que caminhamos passado à portaria, Christian dá um sinal discreto, para o homem gentil de meia-idade de pé atrás da mesa. Ele balança a cabeça e pega seu telefone. Olho interrogativamente para Christian, e ele me dá seu sorriso secreto. Franzo a testa para ele, e por um momento ele parece nervoso.

— Onde está Taylor? — Pergunto.

— Vamos vê-lo em breve.

Claro, ele provavelmente foi buscar o carro.

— Sawyer?

— Executando tarefas.

Que tarefas?

Christian evita a porta giratória, e sei que é para que não tenha que liberar minha mão. O pensamento me aquece.

Fora está uma manhã de fim de verão leve, mas o cheiro do

outono chega com a brisa. Olho em volta, procurando o Audi SUV e Taylor. Nenhum sinal. A mão de Christian aperta a minha, e olho para ele. Ele parece ansioso.

— O que é isso?

Ele encolhe os ombros. O zumbido de um motor de carro se aproximando me distrai. É gutural. . . familiar. Quando me viro para encontrar a fonte do ruído, ele para de repente. Taylor está saindo de um carro branco esportivo e elegante, estacionado em frente a nós.

Oh merda! É um R8. Eu viro minha cabeça para trás, para Christian, que está me observando com cautela.

“Você pode me comprar um pelo meu aniversário. . . um branco, eu acho.”

— Feliz aniversário, — ele diz, e sei que está avaliando minha reação.

Eu fico boquiaberta, porque isso é tudo que posso fazer.

Ele segura uma chave.

— Você é completamente exagerado, — sussurro. Ele me comprou a porra de um Audi R8! Puta merda. Assim como pedi! Meu rosto se divide em um enorme sorriso, e minha deusa interior executa um mergulho com um alto salto mortal de costas. Pula para cima e para baixo no local, em um momento de super excitação, desprotegida e desenfreada. A expressão de 434

Christian espelha a minha, e danço em frente a seus braços à espera. Ele oscila em torno de mim.

— Você tem mais dinheiro do que bom senso! — Grito. —

Eu amei!

Obrigada. — Ele para e si inclina na minha direção, surpreendendo-me, de modo que tenho que agarrar seus braços.

— Qualquer coisa para você, Sra. Grey. — Ele sorri para mim. Oh meu Deus. Com uma forma de exibição pública de afeto. Ele se inclina mais e me beija. — Venha. Vamos ver seu pai.

— Sim. E eu dirijo?

Ele sorri para mim.

— Claro. É seu.

Ele me deixa ir, eu me apresso a porta do motorista.

Taylor abre para mim, sorrindo.

— Feliz aniversário, Sra. Grey.

— Obrigada, Taylor. — Eu o assusto, dando-lhe um abraço rápido, que ele retorna sem jeito. Ele ainda está corado quando subo no carro, e fecha a porta rapidamente uma vez que estou dentro.

— Dirija com segura, Sra. Grey, — ele diz rispidamente.

Sorrio para ele, mal conseguindo conter minha excitação.

— Irei. — Eu prometo, pondo a chave na ignição enquanto Christian se estende ao meu lado.

— Acalme-se. Ninguém está nos perseguindo agora, —

avisa. Quando viro a chave, o motor troveja para a vida.

Verifico os espelhos retrovisores e laterais, e detectando um raro momento de tráfego limpo, executo uma perfeita conversão em U e saio rugindo na direção de Hospital de Oregon.

— Uau! — Christian exclama assustado.

— O quê?

— Não quero você na UTI ao lado de seu pai. Devagar, —

ele rosna, não querendo discutir sobre isto. Alivio o acelerador e sorrio para ele.

— Melhor?

— Muito, — ele resmunga, tentando um olhar severo e falhando miseravelmente.

435

As condições de Ray são as mesmas. Vê-lo dessa for me fez reconsiderar minha viagem até aqui. Realmente deveria dirigir com mais cuidado. Você não pode legislar para cada motorista bêbado neste mundo.

Devo perguntar a Christian o que aconteceu com o imbecil que bateu em Ray, tenho certeza que ele sabe.

Apesar dos tubos, meu pai parece confortável, e acho que tem um pouco mais de cor em suas bochechas.

Enquanto lhe conto sobre a minha manhã, Christian vagueia pela sala de espera fazendo chamadas telefônicas.

A enfermeira Kellie paira, verificando Ray e fazendo anotações na sua prancha.

— Todos os seus sinais estão bons, Sra. Grey. — Ela sorri gentilmente para mim.

— Isso é muito encorajador.

Um pouco mais tarde o Dr. Crowe aparece com dois auxiliares de enfermagem e diz calorosamente.

— Sra. Grey, hora de levar seu pai até a radiologia. Nós vamos fazer uma tomografia computadorizada. Para ver como seu cérebro está reagindo.

— Vai demorar?

— Mais ou menos uma hora.

— Vou esperar. Gostaria de saber.

— Com certeza, Sra. Grey.

Vagueio na sala de espera onde felizmente está vazia, e Christian fala ao telefone, andando. Enquanto fala, ele olha para fora da janela para a vista panorâmica de Portland.

Vira-se para mim quando fecho a porta, e parece zangado.

— Quanto mais acima do limite? . . . Entendo. . . Todas as taxas, tudo. O pai de Ana está na UTI, quero que você lance a porra do registro nele, Pai... Bom. Mantenha-me informado. — Ele desliga.

— O outro motorista?

Ele acena com a cabeça.

436

— Algum lixo de reboque24 bêbado do sudeste de Portland. — Zomba, e fico chocada com a sua terminologia e seu tom irrisório. Ele caminha até mim, e seu tom amolece.

— Terminou com Ray? Você quer ir?

— Hum. . . não. — Espio-o, ainda me recuperando de sua demonstração de desprezo.

— O que há de errado?

— Nada. Ray está sendo levado à radiologia para uma tomografia computadorizada, para verificar o inchaço em seu cérebro. Gostaria de esperar pelos resultados.

— Ok. Vamos esperar. — Ele se senta e estende seus braços. Como estamos sozinhos, vou de bom grado e me enrosco em seu colo.

— Isto não é como eu previa passar o dia de hoje, —

murmura Christian em meu cabelo.

— Eu também não, mas estou me sentindo mais positiva agora. Sua mãe foi muito reconfortante. Foi gentil da parte dela vir ontem à noite.

Christian acaricia minhas costas e apóia o queixo em minha cabeça.

— Minha mãe é uma mulher incrível.

— Ela é. Você tem muita sorte de tê-la.

Christian concorda.

— Eu deveria ligar pra minha mãe. Dizer-lhe sobre Ray, —

murmuro e Christian enrijece. — Estou surpresa que não tenha me ligado. — Franzo a testa em um momento de percepção. Na verdade, me sinto magoada. É meu aniversário, afinal de contas, e ela estava lá quando nasci.

Por que não ligou?

— Talvez ela ligue, — Christian diz. Pesco meu BlackBerry para fora do meu bolso. Ele não mostra chamadas não atendidas, mas algumas mensagens: feliz aniversário de Kate, José, Mia e Ethan. Nada de minha mãe. Sacudo a cabeça desanimada.

24 Descrição depreciativa de pessoas que parecem bem adaptadas à vida em um parque residencial ou casa móvel e distingue-se pela falta de higiene, linguagem chula, roupa desleixada ou sacanagem e ignorância geral.

437

— Ligue para ela agora, — ele diz em voz baixa. Eu o faço, mas não há nenhuma resposta, apenas a secretária eletrônica. Não deixou uma mensagem. Como minha própria mãe pôde esquecer o meu aniversário?

— Ela não está lá. Vou ligar mais tarde, quando souber dos resultados da tomografia.

Christian aperta os braços a minha volta cheirando meu cabelo mais uma vez, e sabiamente não faz qualquer comentário sobre a falta de preocupação materna de minha mãe. Sinto o zumbido de seu BlackBerry.

Ele não me deixa levantar, mas pega-o desajeitadamente de seu bolso.

— Andrea, — ele estala, eficiente novamente. Faço outro movimento para ficar de pé e ele me para, franzindo a testa e segurando na minha cintura. Aninho-me de volta contra seu peito e ouço a conversa unilateral.

— Ótimo. . . ETA é o tempo? . . . E o outro, hum. . .

pacotes? — Christian olha para seu relógio. — Considera que o Heathman tem todos os detalhes? . . . Bom. . . Sim.

Ele pode armazenar até segunda-feira, mas mande-me um e-mail disto por precaução, vou imprimir, assinar e digitalizá-lo de volta para você. . . Eles podem esperar. Vá para casa, Andrea. . . Não, nós estamos bem obrigado. — Ele desliga.

— Tudo bem?

— Sim.

— É esta sua coisa de Taiwan?

— Sim. — Ele se desloca por baixo de mim.

— Estou muito pesada?

Ele bufa.

— Não, querida.

— Você está preocupado com a coisa de Taiwan?

— Não.

— Eu pensei que fosse importante.

— É. O estaleiro daqui depende disso. Há muitos empregos em jogo.

Oh!

— Nós apenas temos que vendê-lo para os sindicatos. Isso é trabalho de Sam e do Ros. Mas pela forma como a economia está indo, nenhum de nós tem muita escolha.

438

Eu bocejo.

— Estou aborrecendo, Sra. Grey? — Ele fuça meu cabelo de novo, divertido.

— Não! Nunca. . . Estou muito confortável no seu colo. Eu gosto de ouvir sobre os seus negócios.

— Você gosta?— Ele parece surpreso.

— Claro. — Inclino-me para trás para olhá-lo diretamente.

— Gosto de ouvir qualquer pequena informação que você se digne a partilhar comigo.

— Sorrio, e ele me fita com diversão e balança a cabeça.

— Sempre faminta por mais informações, Sra. Grey.

— Conte-me. — Peço-lhe enquanto me aconchego contra seu peito novamente.

— Contar-lhe o quê?

— Por que você faz isto.

— Fazer o quê?

— Trabalha da forma como você faz.

— Um cara tem que ganhar a vida. — Ele está se divertindo.

— Christian, você ganha mais do que uma vida. — Minha voz está cheia de ironia. Ele franze a testa e fica quieto por um momento. Acho que não vai divulgar nenhum segredo, mas ele me surpreende.

— Não quero ser pobre, — ele diz, em voz baixa. — Já fui assim. Não vou voltar lá novamente. Depois. . . é um jogo,

— ele murmura. — Isto é sobre ganhar. Um jogo que sempre achei muito fácil.

— Ao contrário da vida, — murmuro para mim mesmo.

Então percebo que disse as palavras em voz alta.

— Sim, suponho. — Ele franze a testa. — Embora seja mais fácil com você.

Mais fácil comigo? Eu o abraço firmemente.

— Isto não pode ser tudo um jogo. Você é muito filantrópico.

Ele encolhe os ombros, e sei que ele está ficando desconfortável.

— Sobre algumas coisas, talvez, — ele diz calmamente.

— Eu amo o Christian filantrópico, — murmuro.

— Só ele?

439

— Oh, eu amo o Christian megalomaníaco, também e o Christian maníaco por controle, o Christian especialista em sexo, o Christian estranho, o Christian romântico, o Christian tímido. . . a lista é interminável.

— Isso é um monte de Christian.

— Eu diria que pelo menos cinquenta.

Ele ri.

— Cinquenta Tons, — murmura em meu cabelo.

— Meus Cinquenta Tons.

Ele se move, inclinando a cabeça para trás, e me beija.

— Bem, Sra. Tons, vamos ver como seu pai está se saindo.

— Ok.

— Podemos dar um passeio?

Christian e eu estamos de volta no R8, e estou me sentindo vertiginosamente flutuante. O cérebro de Ray está de volta ao normal, todo o inchaço desapareceu. A Dra.

Sluder decidiu acordá-lo de seu coma amanhã.

Ela disse que está satisfeita com seu progresso.

— Claro. — Christian sorri para mim. — É seu aniversário, podemos fazer o que você quiser.

Oh! Seu tom me faz virar e olhá-lo. Seus olhos estão escuros.

— Qualquer coisa?

— Qualquer coisa.

Quanta promessa ele pode carregar em uma palavra?

— Bem, quero dirigir.

— Então dirija, bebe. — Ele sorri, e sorrio de volta.

Meu carro desliza como um sonho, e quando chegamos a I-5, sutilmente coloco meu pé para baixo, forçando ambos para trás em nossos lugares.

— Estabilize bebe, — avisa Christian.

Quando nós dirigimos de volta para Portland, uma ideia me ocorre.

— Você já planejou o almoço? — Pergunto a Christian provisoriamente.

— Não. Você está com fome? — Ele parece esperançoso.

— Sim.

440

— Onde você quer ir? É o seu dia, Ana.

— Eu sei exatamente o lugar.

Dirijo para perto da galeria onde José exibiu seu trabalho e do parque em frente ao restaurante Le Picotin, onde fomos depois do show de José.

Christian sorri.

— Por um minuto pensei que você fosse me levar para aquele bar terrível do qual você me ligou bêbada.

— Por que faria isso?

— Para verificar se as azáleas ainda estão vivas. — Ele arqueia a sobrancelha sardônico.

Eu coro.

— Não me lembre! Além disso. . . você ainda me levou para seu quarto de hotel. — Eu sorrio.

— A melhor decisão que já tomei, — ele diz, seus olhos suaves e quentes.

— Sim. Foi. — Eu me inclino e o beijo.

— Você acha que o filho da puta arrogante ainda está esperando na mesa? — Christian pergunta.

— Arrogante? Pensei que ele estivesse bem.

— Ele estava tentando impressioná-la.

— Bem, ele conseguiu.

Christian torce a boca em aversão divertida.

— Devemos ir ver? — Eu ofereço.

— Lidere, Sra. Grey.

Depois do almoço e um rápido desvio para o Heathman para pegar o laptop de Christian, voltamos para o hospital.

Passo à tarde com Ray, lendo em voz alta um dos manuscritos que me foi enviado. Meu único acompanhante é o som da máquina que o mantêm vivo, o mantêm comigo.

Agora que sei que está fazendo progressos, posso respirar um pouco mais fácil e relaxar. Estou esperançosa. Ele só precisa de tempo para ficar bem.

tenho tempo e posso dar isso a ele. Pergunto-me à toa se deveria tentar ligar para mamãe de novo, mas decido fazê-lo mais tarde. Segurando a mão de Ray frouxamente enquanto leio para ele, apertando-a ocasionalmente, 441

desejando que fique bem. Sinto seus dedos macios e quentes sob meu toque.

Ele ainda tem o recuo no dedo, onde ele usava seu anel de casamento, mesmo após todo esse tempo.

Uma ou duas horas mais tarde, eu não sei por quanto tempo, olho para cima para ver Christian, laptop na mão, de pé no final da cama de Ray com a enfermeira Kellie.

— É hora de ir embora, Ana.

Oh. Eu seguro a mão de Ray com força. Não quero deixá-lo.

— Eu quero alimentá-la. Venha. Já é tarde. — Christian soa insistente.

— Estou prestes a dar no Sr. Steele um banho de esponja,

— A enfermeira Kellie diz.

— Ok, — Aceito. — Estaremos de volta amanhã de manhã.

Beijo Ray em sua bochecha, sentindo a barba estranha sob meus lábios. Eu não gosto disso . Continue melhorando,

papai. Eu te amo.

— Eu pensei em jantarmos lá em baixo. Em um quarto privado, — Christian diz, um brilho em seus olhos enquanto abre a porta para nossa suíte.

— Sério? Terminar o que começou há alguns meses atrás?

Ele sorri.

— Se você tiver muita sorte, Sra. Grey.

Eu rio.

— Christian, não tenho nada apropriado para vestir.

Ele sorri, estende a mão e me leva para o quarto. Ele abre o armário para revelar um grande saco branco de roupas pendurado dentro.

— Taylor?— Pergunto.

— Christian, — ele responde enérgico e ofendido ao mesmo tempo.

Seu tom me faz rir. Desempacotando o saco, encontro um vestido de cetim azul marinho e retiro-o para fora. É lindo, equipado com alças finas. Parece pequeno.

— É adorável. Obrigada. Espero que ele sirva.

— Servirá, — ele diz, confiante. — E aqui, — pegando uma caixa de sapatos — sapatos para combinar. — Ele me dá um sorriso de lobo.

442

— Você pensa em tudo. Obrigada. — Me estico e o beijo.

— Eu o faço. — Ele me dá ainda outro pacote.

Olho para ele com ironia. Dentro está um corpete preta sem alças, com uma tira de renda no centro. Ele acaricia meu rosto, inclinando meu queixo, e me beija.

— Estou ansioso para tirar isto de você mais tarde.

Refrescada de meu banho, lavada, raspada e sentindo-me mimada, me sento na beira da cama e começa a secar meus cabelos. Christian vagueia pelo quarto. Eu acho que ele está trabalhando.

— Aqui, deixe-me, — ele diz, apontando para a cadeira na frente da penteadeira.

— Secar meu cabelo?

Ele acena com a cabeça. Eu pisco para ele.

— Venha, — ele diz, olhando-me fixamente. Eu conheço esta expressão, e sei que é melhor não desobedecer.

Devagar e metodicamente ele seca meu cabelo, um cacho de cada vez. Obviamente já fez isso antes...

muitas vezes.

— Você não desconhece isto, — murmuro. Seu sorriso é refletido no espelho, mas não diz nada e continua a escovar meus cabelos. Hum. . . é muito relaxante.

Quando entramos no elevador a caminho do jantar, não estamos sozinhos. Christian parece delicioso em seu estilo, camisa branca de linho, jeans preto e uma jaqueta. Sem gravata. As duas mulheres dentro atiram-lhe olhares de admiração e menos generosos para mim. Escondo meu sorriso.

Sim, senhoras, ele é meu. Christian pega minha mão e me puxa para perto enquanto viajamos em silêncio até o mezanino.

Está movimentado, cheio de pessoas vestidas para a noite, sentados ao redor conversando e bebendo, começando sua noite de sábado. Sou grata que isto me sirva. O vestido me acaricia, deslizando sobre minhas curvas e segurando tudo no lugar. Eu tenho que dizer, me sinto. . . atraente usando-o. Sei que Christian aprova.

No início, eu acho que nós estamos indo para a sala de jantar privada, onde discutimos pela primeira vez o contrato, mas leva-me 443

passando por esta porta até o final, onde abre uma porta para outra sala com painéis de madeira.

Continuar: parte 3 de 3