Cinquenta Tons de Liberdade
Capítulo x
Este capítulo é longo, por isso está dividido em 4 partes.
Christian Grey De volta ao mundo real CEO, Grey Participações e Empreendimentos Inc.
Merda. Eu digito uma resposta imediatamente.
De: Anastásia Steele Assunto: Não estoure a nossa bolha Data: 22 de agosto de 2011 09:58
Para: Christian Grey Marido
Adorei sua metáfora de beisebol, Sr. Grey.
Eu quero manter o meu nome aqui.
Eu explicarei a você esta noite.
Eu estou indo para uma reunião agora.
Sinto falta de nossa bolha, também...
PS: Pensei que eu tinha que usar o meu BlackBerry?
Anastásia Steele Editora, SIP
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Esta vai ser uma luta e tanto. Eu posso sentir. Suspirando, eu reúno os meus papéis para a reunião.
A reunião dura duas horas. Todos os editores de comissionamento estão lá, além de Roach e Elizabeth.
Discutimos pessoal, estratégia, marketing, segurança e o fim de ano. Enquanto a reunião progride, eu fico mais e mais desconfortável. Há uma sutil mudança na forma como os meus colegas estão me tratando, à distância e com deferência, que não havia antes da minha saída para a lua de mel. E a começar por Courtney, que dirige a divisão de não ficção, mas não há franca hostilidade. Talvez eu esteja apenas sendo paranoica, mas certa forma explica a saudação estranha de Elizabeth esta manhã.
Minha mente voa de volta para o iate, depois para a sala de jogos, em seguida, para o R8 acelerando para longe do Dodge misterioso na I-5. Talvez Christian esteja certo...
talvez eu não possa mais fazer isso. O pensamento é deprimente, isso é tudo que eu sempre quis fazer. Se eu não puder fazer isso, o que vou fazer? Enquanto ando de volta para o meu escritório, eu tento ignorar estes pensamentos sombrios.
Quando sento na minha mesa, eu rapidamente checo os meus emails. Nada de Christian. Eu verifico o meu BlackBerry... Ainda nada. Bom.
Pelo menos não houve nenhuma reação adversa ao meu e-mail. Talvez possamos discutir esta noite, conforme o meu pedido. Acho difícil de acreditar, mas ignorando o meu sentimento de inquietação, eu abro o plano de marketing que me foi dado na reunião.
Como é de praxe toda segunda, Hannah entra em meu escritório com um prato de almoço, cortesia da Sra. Jones, nós sentamos e comemos juntas, discutindo o planejamento da semana. Ela me mantém atualizada com as fofocas do escritório, e considerando que eu estive fora por três 170
semanas, estou bem desatualizada. Enquanto conversamos, alguém bate na porta.
— Entre.
Roach abre a porta, e ao lado dele está Christian. Fico momentaneamente muda. Christian me lança um olhar ardente e entra, antes de sorrir educadamente para Hannah.
— Olá, você deve ser Hannah. Eu sou Christian Grey, —
ele diz.
Hannah se levanta rapidamente e estende a mão.
— Sr. Grey. Q-que prazer conhecê-lo, — ela gagueja quando eles apertam as mãos. — Posso lhe buscar um café?
— Por favor, — ele diz calorosamente. Com um olhar confuso para mim, ela corre para fora do escritório passando por Roach, que se mantém mudo, assim como eu, na porta do meu escritório.
— Se você me der licença, Roach, eu gostaria de dar uma palavra com a “senhorita” Steele. — Christian sibila o S com um ar de sarcasmo.
É por isso que ele está aqui... Oh merda.
— Claro, Sr. Grey. Ana, — Roach murmura, fechando a porta do meu escritório e se afastando. Eu recupero o meu poder de expressão.
— Sr. Grey, que bom ver você. — Eu sorrio, muito docemente.
— “Senhorita” Steele, será que posso me sentar?
— A empresa é sua. — Eu indico a cadeira que Hannah desocupou.
— Sim, é. — Ele sorri maliciosamente para mim, mas o sorriso não atinge seus olhos. Seu tom é cortado. Ele está cheio de tensão, eu posso sentir tudo ao meu redor. Porra.
Meu coração afunda.
— Seu escritório é muito pequeno, — ele diz, enquanto se senta de frente para minha mesa.
— Ele combina comigo.
Ele me observa de forma neutra, mas eu sei que ele está zangado. Eu respiro fundo. Isso não vai ser divertido.
— Então o que posso fazer por você, Christian?
— Eu estou apenas olhando para os meus bens.
— Seus ativos? Todos eles?
— Todos eles. Alguns deles precisam de um novo nome.
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— Um novo nome? Como assim?
— Acho que você sabe. — Sua voz é ameaçadoramente suave.
— Por favor, não me diga que você interrompeu seu dia, depois de três semanas longe, para vir aqui e brigar comigo sobre o meu nome. — Eu não sou um de seus ativos!
Ele muda e cruza as pernas.
— Não é exatamente brigar. Não.
— Christian, eu estou trabalhando.
— Tive a impressão de que você estava conversando com sua assistente.
Minhas bochechas queimaram.
— Nós estávamos passando nosso planejamento, — eu disparo. — E
você não respondeu minha pergunta.
Há uma batida na porta.
— Entre!— Eu grito, muito alto.
Hannah abre a porta e traz em uma bandeja pequena.
Jarro de leite, pote de açúcar, café em uma xícara francesa.
Ela coloca a bandeja sobre a mesa.
— Obrigada, Hannah, — eu murmuro, envergonhada de ter gritado tão alto.
— Você precisa de mais alguma coisa, Sr. Grey? — Ela pergunta sem fôlego. Eu quero virar meus olhos para ela.
— Não, obrigado. Isso é tudo. — Ele lhe dá o seu sorriso deslumbrante, aquele de deixar cair a calcinha. Ela cora e sai sorridente.
Christian volta sua atenção para mim.
— Agora, “senhorita” Steele, onde estávamos?
— Você foi rude ao interromper o meu dia de trabalho para brigar comigo sobre o meu nome.
Christian pisca uma vez, surpreso, acredito que pela veemência de minha voz. Habilmente, ele pega em um pedaço de fiapo invisível em seu joelho com dedos longos e hábeis. É uma distração. Ele está fazendo isso de propósito.
Eu estreito os meus olhos para ele.
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— Eu gosto de fazer visitas de improviso. Elas mantêm a gestão em ordem e as esposas em seu lugar. Você sabe. —
Ele dá de ombros, com a boca apertada em uma linha de arrogante.
Esposas em seu lugar!
— Eu não tinha ideia, você poderia poupar o seu tempo,
— eu disparo.
Seus olhos estão gelados.
— Por que você não quer mudar seu nome aqui? — Ele pergunta, sua voz tem uma calma mortal.
— Christian, nós temos que discutir isso agora?
— Eu estou aqui. Eu não vejo porque não.
— Eu tenho uma tonelada de trabalho para fazer, depois de ter me afastado por três semanas.
Ele olha para mim e me avalia friamente... distante.
Admira-me que ele possa aparecer tão frio depois da noite passada, depois das últimas três semanas. Merda. Ele deve estar zangado, realmente zangado. Quando ele vai aprender a não reagir de forma exagerada?
— Você tem vergonha de mim? — Ele pergunta, sua voz é enganosamente suave.
— Não! Christian, claro que não. — Eu faço uma carranca para ele.
— Trata-se de mim, não de você. — Puxa, ele é irritante às vezes.
Megalomaníaco, arrogante, tolo.
— Como isto não é sobre mim? — Ele derruba sua cabeça para um lado, genuinamente perplexo, e parte da distancia de antes desaparece, quando ele me encara com seus olhos
arregalados, e percebo que ele está magoado. Puta merda.
Eu feri seus sentimentos. Ah, não... ele é a última pessoa que eu quero magoar. Eu tenho que fazê-lo entender a minha lógica.
Eu tenho que explicar o meu raciocínio para essa decisão.
— Christian, quando eu assumi este trabalho, tinha acabado de conhecer você, — eu digo pacientemente, lutando para encontrar as palavras certas. — Eu não sabia que você estava comprando a empresa...
O que posso dizer sobre esse evento em nossa breve história? Suas razões enlouquecidas para fazê-lo: sua obsessão por controle, suas 173
tendências assediadoras ao extremo, porque ninguém seria contra ele já que ele é tão rico. Eu sei que ele quer me manter segura, mas ele é dono da SIP
que é o problema fundamental aqui. Se ele nunca tivesse interferido, eu poderia continuar normalmente e não ter que enfrentar as recriminações descontentes e sussurradas de meus colegas. Eu escondi meu rosto com mãos apenas para quebrar o contato visual com ele.
— Por que é tão importante para você? — Eu pergunto, tentando desesperadamente segurar meu mal humor. Eu encaro seu olhar impassível, e seus olhos brilhantes, já não me dizem nada; o seu olhar anterior machucado, agora está oculto. Mas assim como eu faço a pergunta, no fundo eu sei a resposta antes que ele diga.
— Eu quero que todos saibam que você é minha.
— Eu sou sua, olhe. — Eu levanto a minha mão esquerda, mostrando os meus anéis, de noivado e casamento.
— Não é o suficiente.
— Não é suficiente que eu tenha me casado com você? —
Minha voz é apenas um sussurro.
Ele pisca, registrando o horror no rosto. Onde posso ir a partir daqui?
O que mais posso fazer?
— Isso não é o que quero dizer, — ele se encaixa e passa a mão pelo cabelo demasiado longo que cai sobre sua testa.
— O que você quer dizer?
Ele engole com força.
— Eu quero que o seu mundo para comece e termine comigo, — ele fala e sua expressão é bruta. Seu comentário me desarma completamente. É
como se ele me desse um soco forte no estômago, me fazendo mal e me deixando sem ar. E a visão que me vem à mente é de um pequeno menino assustado, de cabelos acobreados, de olhos cinza, sujo, inadequado, com roupas mal ajustadas.
— Mas é meu mundo é assim, — eu contesto sem pensar, porque é a verdade. — Estou apenas tentando estabelecer uma carreira, e eu não quero negociar em seu nome. Eu tenho que fazer alguma coisa, Christian. Eu não posso ficar presa no Escala ou na casa nova, sem nada para fazer. Eu vou 174
ficar louca. Eu vou sufocar. Eu sempre trabalhei, e eu gosto disso. Este é o meu emprego dos sonhos, é tudo o que eu sempre quis. Mas fazer isso não quer dizer que eu te amo menos. Você é o mundo para mim. — Minha garganta incha e lágrimas brotam na parte de trás dos meus olhos.
Eu não devo chorar, não aqui. Eu repito, mais e mais na minha cabeça. Eu não devo chorar. Eu não devo chorar.
Ele olha para mim, sem dizer nada. Em seguida, uma carranca cruza seu rosto como se ele estivesse pensando no que eu disse.
— Eu sufoco você? — Sua voz é sombria, como o eco de uma pergunta que ele já me fez antes.
— Não... sim... não. — Esta é uma conversa exasperante, e eu não quero falar sobre isso, agora, aqui. Fecho meus olhos e esfrego a testa, tentando entender como chegamos a isto.
— Olha, nós estávamos falando sobre o meu nome. Eu quero manter o meu nome aqui, porque quero colocar alguma distância entre você e eu...
mas só aqui, isso é tudo. Você sabe que todo mundo acha que eu consegui o emprego por sua causa, quando a
realidade é... — eu paro, quando seus olhos se arregalaram.
Ah, não... é por causa dele?
— Você quer saber por que conseguiu o trabalho, Anastásia?
Anastásia? Merda.
— O quê? O que você quer dizer?
Ele se desloca na cadeira como se estivesse se armando.
Eu quero saber de verdade?
— A diretoria te deu o cargo de Hyde temporariamente.
Eles não queriam a despesa da contratação de um executivo sênior, quando a empresa estava no meio de uma venda. Eles não tinham ideia do que o novo proprietário faria com ele, uma vez que a empresa passasse a ser sua propriedade, e sabiamente, eles não decidiram não fazer mais gastos. Então, eles lhe deram o cargo de Hyde até que o novo proprietário decidisse, — ele faz uma pausa, e seus lábios se contorceram em um irônico sorriso, — ou seja, eu assumisse.
Maldito seja!
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— O que você está dizendo? — Então foi por causa dele.
Foda! Estou horrorizada.
Ele sorri e balança a cabeça com o meu alarme.
— Relaxe. Você tem mais coisas que o desafio. Você se saiu muito bem. — Não há o menor indício de orgulho em sua voz, e é quase a minha ruína.
— Oh, — eu murmuro incoerentemente, me recuperando desta notícia. Sento-me de volta na minha cadeira, de boca aberta, olhando para ele. Ele passa de novo.
— Eu não quero sufocar você, Ana. Eu não quero colocá-la em uma gaiola dourada. Bem... — Ele faz uma pausa, seu rosto está sombrio. — Bem, a parte racional de mim não quer. — Ele acaricia o queixo pensativamente enquanto sua mente inventa algum plano.
Oh, onde quer chegar com isso? Christian olha para cima, de repente, como se ele estivesse tendo um momento de insight.
— Portanto, uma das razões por que eu estou aqui, além de lidar com a minha esposa desgarrada, — ele diz, estreitando os olhos, — é para discutir o que eu vou fazer com esta empresa.
Esposa desgarrada! Eu não sou desgarrada, e eu não sou um ativo!
Eu faço uma carranca para Christian novamente e a ameaça de lágrimas diminui.
— Então, quais são seus planos? — Eu inclino minha cabeça para um lado, imitando-o, e sem ajudá-lo com o meu tom sarcástico. Seus lábios se contorcem com a dica de um sorriso. Puxa, que mudança de humor, outra vez! Como eu posso manter o contato com um homem tão temperamental?
— Eu estou renomeando a empresa para Publicações Grey.
Puta merda.
— E daqui a um ano, ela será sua.
Minha boca cai mais uma vez aberta, bem mais aberta desta vez.
— Este é o meu presente de casamento para você.
Eu fechei a minha boca depois abri-la, tentando articular alguma coisa, mas não há nada lá. Minha mente está em branco.
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— Então, eu preciso mudar o nome para Publicações Steele?
Ele está sério. Puta merda.
— Christian, — eu sussurro, quando meu cérebro finalmente se reconecta com a minha boca. — Você já me deu um relógio... Eu não posso cuidar de um negócio.
Ele inclina a cabeça mais uma vez e me dá um olhar severo de censura.
— Eu cuidei do meu próprio negócio desde vinte e um anos de idade — Mas você é... você. Obsessivo por controle e um gênio extraordinário. Caramba, Christian, você se formou em Economia em Harvard. Você sabe o que faz. Eu vendi material de pintura e cabos, por três anos em tempo parcial, pelo amor de Deus. Tenho visto muito pouco do mundo, e eu não sei quase nada! — Minha voz se eleva, e se torna cada vez mais alta quando eu completo o meu discurso.
— Você também é a pessoa mais versada que eu conheço, — ele fala sinceramente. — Você adora um bom livro. Você não pode deixar seu trabalho, enquanto estávamos na nossa lua de mel. Você leu quantos manuscritos? Quatro?
— Cinco, — eu sussurro.
— E você escreveu relatórios completos sobre todos eles.
Você é uma mulher muito inteligente, Anastásia. Tenho certeza que você vai conseguir.
— Você está louco?
— Louco por você, — ele sussurra.
E eu fungo, porque é a única expressão que o meu corpo pode fazer.
Ele aperta os olhos.
— Você vai ser motivo de chacota. Comprar uma empresa para a sua mulherzinha, que só teve um emprego em tempo integral, por alguns meses de sua vida adulta.
— Você acha que eu dou a mínima para o que as pessoas pensam? Além disso, você não vai estar por sua conta.
Eu olho embasbacada para ele. Ele realmente perdeu a cabeça, neste momento.
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— Christian, eu... — Eu coloquei as mãos no rosto, enquanto minhas emoções passaram por um espremedor.
Ele é louco? E de algum lugar escuro, lá no fundo, eu tenho a necessidade súbita e inadequada a rir.
Quando eu olho para ele novamente, seus olhos se arregalam.
— Alguma coisa engraçada aqui, a “senhorita” Steele?
— Sim. Você.
Seus olhos se arregalam ainda mais chocados, mas também divertidos.
— Rir de seu marido? Você jamais faria isso. E você está mordendo o lábio. — Seus olhos escurecem daquele jeito...
Oh não, eu conheço esse olhar. Sensual, sedutor, lascivo...
Não, não, não! Não aqui.
— Nem pense nisso, — eu o advirto, com alarme claro em minha voz.
— Pensar sobre o que, Anastásia?
— Eu conheço esse olhar. Nós estamos no trabalho.
Ele se inclina para frente, com os olhos colados aos meus, cinza fundidos e com fome. Puta merda! Eu engulo instintivamente. — Estamos em um pequeno escritório razoavelmente à prova de som com uma porta com fechadura.
— Comportamento imoral flagrante. — Eu enuncio cada palavra com cuidado.
— Não com o seu marido.
— Com o chefe do meu chefe, — eu sussurro.
— Você é minha mulher.
— Christian, não. Eu falo serio. Você pode transar comigo nos sete tons do domingo à noite. Mas não agora. Aqui não!
Ele pisca e aperta os olhos mais uma vez. Então, inesperadamente, ele ri.
— Sete tons de domingo? — Ele arqueia uma sobrancelha, intrigado.
— Eu posso usar estas palavras contra você, “senhorita”.
Steele.
— Oh, pare com essa coisa de senhorita Steele! — Eu tiro e bato na mesa, assustando a nós dois. — Pelo amor de Deus, Christian. Se isso significa tanto para você, eu mudarei meu nome!
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Sua boca se abre, enquanto ele inspira fortemente. E
então ele sorri, radiante, mostrando todos os dentes, um sorriso alegre. Uau...
— Ótimo. — Ele bate as mãos, e de repente, se levanta.
E agora?
— Missão cumprida. Agora, eu tenho trabalho a fazer. Se você me der licença, Sra. Grey.
Ahhhhh, este homem é tão enlouquecedor!
— Mas...
— Mas o que, Sra. Grey?
Eu cedo.
— Basta ir.
— É o que pretendo. Eu vou te ver esta noite. Estou ansioso para esses sete tons de domingo.
Eu faço uma carranca.
— Ah, e eu tenho uma pilha de negócios relacionados a compromissos sociais nos próximos dias, e eu gostaria que você me acompanhasse.
Eu lhe olho de boca aberta. Porque você vai embora logo?
— Eu vou pedir a Andrea que ligue para Hannah e passe as datas para sua agenda. Há algumas pessoas que você precisa conhecer. Você deve fazer Hannah lidar com sua programação a partir de agora.
— Ok, — eu murmuro, completamente confusa, perplexa e chocada.
Ele se inclina sobre minha mesa. E agora? Estou presa em seu olhar hipnótico.
— Adoro fazer negócios com você, Sra. Grey. — Ele se inclina para mais perto enquanto eu me sento paralisada, e planta um beijo carinhoso e suave nos meus lábios. — Mais tarde, bebê, — ele murmura, se levanta abruptamente, pisca para mim, e parte.
Eu coloco minha cabeça sobre a mesa, sentindo como se eu tivesse sido atropelada por um trem de carga do comboio de mercadorias que é o meu amado marido. Ele tem que ser o mais frustrante, irritante e contraditório homem do planeta. Sento-me e esfrego os olhos freneticamente.
Então eu tenho apenas que concordar? Ok, Ana Grey, executiva da SIP, quero 179
dizer, Publicações Grey. O homem é louco. Há uma batida na porta, e Hannah enfia a cabeça.
— Você está bem? — Ela pergunta.
Eu apenas olho para ela. Ela franze a testa.
— Eu sei que você não gosta de mim fazendo isso, mas eu posso te fazer um chá?
Concordo com a cabeça.
— Twinings English Breakfast, fraco e preto?
Concordo com a cabeça.
— Agora mesmo, Ana.
Olho fixamente para a tela do computador, ainda em choque. Como posso fazê-lo entender? Um e-mail!
De: Anastásia Steele Assunto: NÃO sou um de seus ativos!
Data: 22 de agosto de 2011 14:23
Para: Christian Grey
Sr. Grey
Da próxima vez que você vier me ver, marque com antecedência, para que eu possa, pelo menos, ter algum aviso prévio de sua megalomania adolescente e arrogante.
Sua
Anastásia Grey <----- por favor, note o nome.
Editora de Comissionamento, SIP
De: Christian Grey Assunto: Sete Tons de domingo Data: 22 de agosto de 2011 14:34
Para: Anastásia Steele
Minha Cara Sra. Grey (ênfase em “minha”) 180
O que posso dizer em minha defesa? Eu estava pelas redondezas.
E não, você não é um ativo, você é minha amada esposa.
Como sempre, você faz meu dia.
Christian Grey CEO & Megalomaniaco dominador, Grey Participações e Empreendimentos Inc.
Ele está tentando ser engraçado, mas estou sem vontade de rir. Eu respiro fundo e volto para a minha correspondência.
Christian está calmo quando eu subo no carro, naquela noite.
— Oi, — eu murmuro.
— Oi, — ele responde, cautelosamente, como deveria.
— Perturbou mais alguém no trabalho hoje? — Pergunto também com uma falsa doçura.
Um fantasma de um sorriso cruza seu rosto.
— Apenas Flynn.
Oh.
— Da próxima vez que você for vê-lo, eu vou te dar uma lista de tópicos que eu quero que trate com ele, — digo para ele.
— Você parece um pouco tensa, Sra. Grey.
Eu encaro fixamente a nuca de Ryan e Sawyer que estão na minha frente. Christian se inquieta ao meu lado.
— Ei, — ele diz baixinho, pegando a minha mão. Durante toda tarde, quando eu deveria ter me concentrado no trabalho, eu estava tentando descobrir o que dizer para ele.
Mas eu me tornei cada vez mais furiosa com o passar das horas. Eu já estou farta de seu comportamento arrogante,
petulante e, francamente infantil. Eu arrebato a minha mão da sua, de uma forma arrogante, petulante, e infantil.
— Você está brava comigo? — Ele sussurra.
— Sim, — eu lhe respondo com os dentes apertados.
Cruzo os braços protetoramente em torno do meu corpo, e olho pela janela. Ele passa perto 181
de mim mais uma vez, mas eu não vou olhar para ele. Eu não entendo por que estou tão brava com ele, mas eu estou. Realmente muito zangada.
Assim que chegamos no Escala, eu quebro o protocolo e salto para fora do carro com a minha maleta. Entro no prédio, sem verificar quem está me seguindo. Ryan vigia a entrada, atrás de mim e vai para o elevador, para pressionar o botão de chamada.
— O que foi? — Eu lhe digo quando lhe alcanço. Seu rosto fica vermelho.
— Minhas desculpas, senhora, — ele sussurra.
Christian chega e fica ao meu lado, para esperar o elevador, e Ryan se retira.
— Então não é só comigo que você está zangada? —
Christian murmura secamente. Eu olho para ele e vejo um traço de um sorriso em seu rosto.
— Você está rindo de mim? — Eu estreito os meus olhos.
— Eu não ousaria, — ele diz, levantando as mãos como se eu estivesse ameaçando-o com uma arma. Ele está com o seu terno azul-marinho, parecendo fresco e limpo, com seu flexível cabelo sexy e uma expressão inocente.
— Você precisa de um corte de cabelo, — eu murmuro.
Afastando-me dele, eu entro no elevador.
— Eu preciso? — Ele diz enquanto escova o cabelo da testa. Ele me segue e entra.
— Sim. — eu teclo o código para o nosso apartamento.
— Então você está falando comigo agora?
— Somente o necessário.
— Por que exatamente você está zangada? Preciso de uma indicação, — ele pergunta com cautela.
Eu me viro e olho para ele.
— Você realmente não tem ideia? Certamente, para alguém tão brilhante, você deve ter alguma ideia? Eu não posso acreditar que você seja tão obtuso.
Ele dá um passo para trás, alarmado.
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— Você realmente está zangada. Pensei que tínhamos resolvido tudo em seu escritório, — ele murmura, perplexo.
— Christian, eu só capitulei ante suas demandas presunçosas. Isso é tudo.
As portas do elevador se abrem e eu saio como uma tempestade.
Taylor está em pé no corredor. Ele dá um passo atrás e rapidamente fecha a boca, quando eu passo batida por ele.
— Oi, Taylor, — eu murmuro.
— Sra. Grey, — ele murmura.
Deixando minha pasta no corredor, dirijo-me para a grande sala. A Sra. Jones está no fogão.
— Boa noite, Sra. Grey.
— Oi, Sra. Jones, — eu murmuro mais uma vez. Eu vou direto para a geladeira e retiro uma garrafa de vinho branco. Christian me segue para a cozinha e me observa como um falcão, enquanto eu pego um copo do armário. Ele tira o casaco e o coloca casualmente na bancada.
— Você quer uma bebida? — Eu pergunto, docemente.
— Não, obrigado, — ele diz, sem tirar os olhos de cima de mim, e eu sei que ele está impotente. Ele não sabe o que fazer comigo. É cômico em um nível e trágico em outro.
Bem, dane-se ele! Estou tendo problemas para localizar a minha parte mais compassiva desde o nosso encontro desta tarde.
Lentamente, ele tira a sua gravata, e em seguida, abre o primeiro botão da sua camisa. Sirvo-me um grande copo de
Sauvignon Blanc, e Christian passa a mão pelos cabelos.
Quando eu me viro, a Sra. Jones desapareceu. Merda!
Ela era o meu escudo humano. Eu tomo um gole de vinho.
Hmm. O gosto é bom.
— Pare com isso, — Christian sussurra. Ele dá dois passos, e cobre a distância entre nós, ficando em pé na minha frente. Delicadamente, ele enfia o meu cabelo atrás da minha orelha e me acaricia com a ponta dos dedos, mandando um arrepio através do meu corpo. É disso que eu senti falta o dia todo? Seu toque? Sacudo a cabeça, tentando libertar meu ouvido e olhar para ele.
— Fale comigo, — ele murmura.
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— Esse é o ponto? Você não me ouve.
— Sim, eu ouço. Você é uma das poucas pessoas que eu ouço.
Tomo outro gole de vinho.
— É sobre o seu nome?
— Sim e não. É como você lidou com o fato de eu que não concordava com você. — Eu olho para ele, esperando que ele se irrite.
Sua testa franze.
— Ana, você sabe que eu tenho... questões. É difícil para mim, deixar frouxo quando se trata de você. Você sabe disso.
— Mas eu não sou uma criança, e eu não sou um de seus ativos.
— Eu sei. — Ele suspira.
— Então pare de me tratar como se eu fosse, — eu sussurro, implorando-lhe.
Ele encosta seus dedos pela minha bochecha e passa a ponta do polegar sobre meu lábio inferior.
— Não fique zangada. Você é tão preciosa para mim.
Como um ativo de valor inestimável, como uma criança, —
ele sussurra, com uma expressão sombria no rosto reverente. Suas palavras me distraem. Como uma criança.
Preciosa como uma criança... uma criança seria preciosa para ele!
— Eu não sou nenhuma dessas coisas, Christian. Eu sou sua mulher. Se você se magoou por que eu não iria usar o seu nome, era só ter me dito.
— Magoou? — Ele franze a testa profundamente, e eu sei que ele está explorando a possibilidade em sua mente. Ele se endireita, de repente, ainda franzindo a testa, e olha rapidamente para seu relógio de pulso. — A arquiteta vai estar aqui em menos de uma hora. Devemos comer.
Ah, não. Eu gemo interiormente. Ele não me respondeu, e agora eu tenho que lidar com Gia Matteo. Meu dia de merda só tem me ferrado. Eu faço uma carranca para Christian.
— Essa discussão não está terminada, — eu murmuro.
— O que mais há para discutir?
— Você poderia vender a empresa.
Christian bufa.
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— Vendê-la?
— Sim.
— Você acha que eu iria encontrar um comprador no mercado de hoje?
— Quanto isso custaria?
— Foi relativamente barato. — Seu tom de voz é guardado.
— Então, faça uma fusão com outra empresa.
Ele sorriu.
— Nós vamos sobreviver. Mas eu não vou vendê-la, Anastásia. Não enquanto você estiver lá.
— E se eu sair?
— E fazer o quê?
— Eu não sei. Outra coisa.
— Você já disse que este é o seu emprego dos sonhos. E
me perdoe se eu estiver errado, mas eu prometi diante de Deus, e do reverendo Walsh, e de uma congregação de nossos mais próximos e queridos amigos, que iria acalentar você, seus sonhos e esperanças, e mantê-la segura ao meu lado.
— Citar seus votos de casamento para mim não é jogar limpo.
— Eu nunca prometi jogar limpo, quando você estiver questão. Além disso, — ele acrescenta, — você já usou seus votos para mim como uma arma antes.
Eu faço uma careta para ele. Isto é verdade.
— Anastásia, se você ainda estiver com raiva de mim, resolva isso comigo na cama, mais tarde. — Sua voz é baixa e de repente cheia de desejo sensual, com os olhos aquecidos.
O quê? Cama? Como?
Ele sorri com indulgência para a minha expressão. Ele está esperando que eu o amarre? Santa Porcaria! Minha deusa interior remove os fones de ouvido de seu iPod e começa a escutar com muita atenção.
— Sete tons de domingo, — ele sussurra. — Olhando para frente.
Uau!
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— Gail, — ele grita de forma abrupta, e quatro segundos depois, a Sra. Jones aparece. Onde estava ela? No escritório de Taylor? Ouvindo? Oh caramba.
— Sr. Grey?
— Nós gostaríamos de comer agora, por favor.
— Muito bem, senhor.
Christian não tira os olhos de mim. Ele me observa atentamente como se eu fosse uma criatura exótica, pronta para fugir. Tomo um gole do meu vinho.
— Acho que vou acompanhá-la em um copo, — ele diz, suspirando, e passa a mão pelos cabelos novamente.
— Você não vai terminar?
— Não. — Eu olho para o prato de fettuccini, que mal toquei para evitar a expressão escurecida de Christian.
Antes que ele possa dizer qualquer coisa, eu levanto e tiro os pratos da mesa de jantar.
— Gia estará conosco em breve, — eu murmuro. Christian torce a boca em uma careta infeliz, mas ele não diz nada.
— Eu me ocupo disto, Sra. Grey, — Sra. Jones diz quando eu entro até a cozinha.
— Obrigada.
— Você não gostou? — Ela pergunta, preocupada.
— Estava ótimo. Eu apenas não estou com fome.
Dando-me um pequeno sorriso simpático, ela se vira para limpar o meu prato e colocar tudo na máquina.
— Eu vou dar uns telefonemas, — Christian anuncia, dando-me um olhar de avaliação, antes que de desaparecer em seu estúdio.
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Deixei escapar um suspiro de alívio e vou para o nosso quarto. O
jantar foi estranho. Eu ainda estou com raiva de Christian, e ele parece não achar que fez alguma coisa errada. Ele fez? Meu subconsciente levanta uma sobrancelha e olha para mim amavelmente sobre seus óculos de meia-lua.
Sim, ele fez. Ele tornou a vida no trabalho ainda mais estranha para mim.
Ele não esperou para discutir este assunto comigo, quando estivéssemos na privacidade relativa de nossa
própria casa. Como ele se sentiria se eu me intrometesse em seu escritório? E para arrematar, ele quer me dar a SIP!
Como diabos eu poderia administrar uma empresa? Eu não sei quase nada sobre o negócio.
Eu olho para fora no horizonte de Seattle, banhado pela luz rosa perolada do crepúsculo. E como de costume, ele quer resolver nossas diferenças no quarto... no hall... na sala de jogos... na sala de TV... na bancada da cozinha...
Pare! Tudo se resume a sexo. Sexo é o seu mecanismo de enfrentamento.
Ando até o banheiro e olho de cara feia para o meu reflexo no espelho. Voltar ao mundo real é difícil.
Conseguimos patinar sobre todas as nossas diferenças, enquanto estávamos na nossa bolha, porque estávamos completamente envolvidos, um com o outro. Mas e agora?
Durante um momento, sou arrastada de volta para o dia do meu casamento, e recordo minhas preocupações por casar às pressas... Não, eu não devo pensar assim. Eu sabia que ele tinha seus Cinquenta Tons quando me casei. Eu só tenho que ficar it e tentar conversar sobre isso com ele.
Eu me observo no espelho. Eu pareço pálida, e agora tenho que lidar com essa mulher. Eu estou usando minha saia cinza com risca de giz e uma blusa sem mangas. Certo!
Minha deusa interior está polindo as unhas vermelho prostituta. Eu abro dois botões, expondo um pequeno decote. Lavo meu rosto, e cuidadosamente refaço a minha maquiagem, aplicando mais máscara do que de costume e aplicando um brilho extra em meus lábios.
Abaixando-se, então eu escovo meu cabelo vigorosamente da raiz às pontas.
Quando eu levanto, meu cabelo é uma névoa castanha que cai em torno de mim, até meus seios. Eu coloco-os artisticamente atrás das orelhas e vou em busca dos meus sapatos de salto alto, ao invés de meus sapatos baixos.
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Quando eu reapareço na sala grande, Christian tem os planos da casa espalhados sobre a mesa de jantar. Ele colocou uma música no aparelho de som. Ele me para no caminho.
— Sra. Grey, — ele diz calorosamente, em seguida, olha intrigado para mim.
— O que é isso? — Eu pergunto. A música é impressionante.
— Requiem de Fauré. Você está diferente, — ele diz, distraído.
— Oh. Eu nunca ouvi isso antes.
— É muito tranquilo e relaxante, — ele diz e levanta uma sobrancelha. — Você fez alguma coisa com o seu cabelo?
— Escovei, — eu murmuro. Sou transportada pelas vozes invocadoras. Abandonando os planos sobre a mesa, ele caminha em minha direção, um lento passeio, no tempo para a música.
— Dança comigo? — Ele murmura.
— Isso? É um réquiem. — Eu digo escandalizada.
— Sim. — Ele me puxa em seus braços e me segura, enterrando o nariz no meu cabelo, balançando suavemente, de um lado para o outro. Seu cheiro é celestial.
Oh... Eu tenho saudades dele. Eu envolvo meus braços ao redor dele e luto contra a vontade de chorar. Por que você é tão irritante?
— Eu odeio brigar com você, — ele sussurra.
— Bem, então deixe de ser um bundão.
Ele ri e o som cativante reverbera através de seu peito.
Ele aperta seu poder sobre mim.
— Bundão?
— Imbecil.
— Eu prefiro bundão.
— Você deveria. Combina com você.
Ele ri mais uma vez e beija o topo da minha cabeça.
— Um réquiem? — Murmuro um pouco desconcertada, que estejamos dançando.
Ele encolhe os ombros.
— É apenas uma linda canção, Ana.
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Taylor tosse discretamente no saguão, e Christian me libera.
— A senhorita Matteo está aqui, — ele diz.
Oh, que alegria!
— Deixe-a entrar, — Christian diz. Ele estende o braço e aperta minha mão, enquanto a senhorita Gia Matteo entra na sala.
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Capítulo 08
Gia Matteo é uma mulher de boa aparência: alta e muito bonita. Ela usa seu curto cabelo, louro de salão, perfeitamente ajustado em camadas e penteado como uma sofisticada coroa. Ela está vestida com um terninho cinza pálido, tendo a calça e a jaqueta sido desenhadas para abraçar suas curvas exuberantes. Suas roupas pareciam caras. Na base de sua garganta, refletia um diamante solitário, combinando brincos de um único quilate em suas orelhas. Ela é bem preparada, uma dessas mulheres que cresceram com o dinheiro e boa educação, apesar de sua educação parecer fazer falta esta noite, já que sua blusa azul pálido está aberta demais. Assim como a minha. Eu ruborizo.
— Christian. Ana. — Ela sorri, mostrando os dentes brancos perfeitos, e estende a mão belamente feita para apertar primeiro a de Christian, então a minha. Isso significa que tenho que liberar a mão de Christian para retribuir. Ela é um pouco mais baixa que Christian, mas está usando uns saltos assassinos.
— Gia, — Christian diz educadamente. Eu sorrio com frieza.
— Vocês parecem tão bem depois da lua de mel, — ela diz suavemente, seus olhos castanhos olhando para Christian através de sua máscara de longos cílios. Christian coloca o braço em volta de mim, me segurando perto.
— Nós tivemos dias maravilhosos, obrigado. — Ele escova seus lábios contra minha têmpora, tomando-me de surpresa.
Veja... ele é meu. Chato, irritante mesmo, mas é meu. Eu sorrio.
Agora mesmo, eu realmente te amo, Christian Grey. Eu deslizo minha mão na sua cintura, em seguida, no bolso traseiro da calça e aperto o seu traseiro.
Gia nos dá um leve sorriso.
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— Você conseguiu olhar os planos?
— Nós conseguimos, — eu murmuro. Eu olhava para Christian, que sorri para mim, uma sobrancelha erguida, com divertimento irônico.
Divertindo-se com o que? Minha reação a Gia ou por eu ter apertado seu bumbum?
— Por favor, —Christian diz. — Os planos estão aqui. —
Ele faz um gesto em direção à mesa de jantar. Pegando minha mão, leva-me com ele, com Gia seguindo o nosso rastro. Eu finalmente me lembro dos meus modos.
— Gostaria de algo para beber? — Eu pergunto. — Um copo de vinho?
— Isso seria ótimo, — Gia diz. — Seco, branco, se você tiver.
Merda! Sauvignon blanc, ele é um branco seco, não é?
Relutantemente saio do lado do meu marido, eu vou para a cozinha. Ouço o chiado do iPod, quando Christian interrompe a música.
— Gostaria de vinho um pouco mais, Christian? —Eu pergunto.
— Por favor, bebê, — ele canta, sorrindo para mim. Uau, ele pode ser tão digno de um desmaio às vezes e ao mesmo tempo, tão insuportável em outras.
Enquanto abro o armário, estou ciente de que seus olhos estão sobre mim, e eu sou tomada pelo sentimento estranho que Christian e eu estamos fazendo um show, como se estivéssemos jogando, mas desta vez estamos do mesmo lado, confrontando a Sra. Matteo. Será que ele sabe que ela está atraída por ele e está sendo muito óbvio sobre isso? Isso me dá uma pequena sensação de prazer, e percebo que talvez, ele esteja tentando me tranquilizar.
Ou talvez ele esteja apenas enviando uma mensagem clara e forte para a esta mulher que ele está comprometido.
Meu. Sim, cadela, meu. Minha deusa interior está vestindo sua roupa de gladiadora, e ela está decidida a não fazer nenhum prisioneiro. Sorrindo para mim mesma, eu pego três copos do armário, tiro a garrafa aberta de Sauvignon Blanc da geladeira, e os coloco no balcão de café da manhã.
Gia está inclinada sobre a mesa, enquanto Christian está ao lado dela e aponta para algo sobre os planos.
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— Eu acho que Ana tem algumas objeções sobre a parede de vidro, mas de modo geral, nós gostamos das ideias que você apresentou.
— Oh, eu fico feliz, — Gia diz obviamente aliviada, e enquanto fala, toca brevemente o braço de Christian em um gesto coquete. Christian endurece imediatamente, mas de forma sutil. Ela nem parece notar.
Deixe-o sozinho, senhora. Ele não gosta de ser tocado.
Movimentando-se casualmente, ele fica fora do alcance de Gia, e se vira para mim.
— Estamos ficando com sede.
— Estou chegando. — Ele segue jogando. Ela o faz desconfortável.
Por que eu não percebi isso antes? É por isso que eu não gosto dela. Ele está acostumado ao modo como as mulheres reagem a ele. Eu já vi isso muitas vezes e, normalmente, ele não dá importância. Tocar é outra coisa. Bem, aqui vai a Sra.
Grey pronta para o resgate.
Eu rapidamente despejo o vinho, reúno os três copos em minhas mãos, e corro de volta para o meu cavaleiro em perigo. Ofereço um copo para Gia e, deliberadamente, me posiciono entre eles. Ela sorri gentilmente enquanto aceita.
Eu entrego o segundo para Christian, que pega o copo ansiosamente, a sua expressão é de gratidão divertida.
— Saúde, — Christian diz, para ambas, mas olhando para mim. Gia e eu levantamos os nossos copos e respondemos em uníssono. Tomo um gole do vinho, que desce maravilhosamente.
— Ana, você tem algumas objeções à parede de vidro? —
Gia pergunta.
— Sim. Eu a adoro, não me interprete mal. Mas eu estava esperando que pudéssemos incorporá-la de uma forma mais funcional à casa. Afinal de contas, eu me apaixonei pela casa como ela era, e não quero fazer nenhuma mudança radical.
— Eu entendo.
— Eu só quero que o projeto seja suave, você sabe... mais de acordo com a casa original. — Eu olho para Christian, que está olhando para mim, pensativo.
— Sem grandes reformas? — Ele murmura.
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— Não. — Eu balanço a cabeça para enfatizar o meu ponto.
— Você gosta dela, como ela é?
— Na maior parte, sim. Eu sempre soube que ela só precisava de algum toque de calor humano.
Os olhos de Christian brilham calorosamente.
Gia olha para nós, e suas bochechas ficam rosadas.
— Ok, — ela diz. — Eu acho que eu entendi seu ponto de vista, Ana.
Que tal se mantivermos a parede de vidro, mas que ela se abra para fora, para a plataforma que está em consonância com o estilo Mediterrâneo. O
terraço de pedra já existe. Podemos colocar em pilares da mesma pedra espaçados, de forma que a manter a vista.
Adicionando um telhado de vidro, ou ladrilho como no resto da casa. Assim, conseguimos uma área fechada, mas onde se pode fazer uma refeição ao ar livre.
Tenho que dar à mulher o devido valor... ela é boa.
— Ou, em vez da plataforma, podemos incorporar uma madeira colorida de sua escolha, às portas de vidro, ajudando a manter o espírito do Mediterrâneo, — ela continua.
— Como as persianas azuis que vimos no Sul da França, —
murmuro para Christian, que está me observando atentamente. Ele toma um gole de vinho e encolhe os ombros, muito evasivo. Humm. Ele não gosta dessa ideia, mas não me ignora, ri de mim, ou me faz sentir uma estúpida.
Deus, este homem é uma contradição em si mesmo. Suas palavras de ontem vêm à mente: — Eu quero que esta casa seja da maneira que você quiser. O
que você quiser. É sua. — Ele quer que eu seja feliz, feliz em tudo que faço.
No fundo, eu acho que sei disso. É só que, não consigo parar de pensar...
Não pense sobre a nossa discussão agora. Meu subconsciente me olha chateado.
Gia está olhando para Christian, esperando que ele tome a decisão.
Eu vejo como as pupilas dela se dilatam e seus lábios brilhantes se abrem.
Sua língua dardeja rapidamente sobre o lábio superior antes que ela tome um gole de seu vinho. Quando me viro para Christian, ele ainda está olhando para mim, não para ela. Sim! Minha deusa interior dá socos no ar.
Sim, eu tomo as decisões aqui, Sra. Matteo.
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— Ana, o que você quer fazer? — Christian murmura, claramente deferindo a decisão para mim.
— Eu gosto da ideia do convés.
— Eu também.
Eu volto para Gia. Ei, senhora, olhe para mim, não para ele. Eu sou a única a tomar decisões sobre este assunto.
— Eu gostaria de ver desenhos com as modificações incorporadas, mostrando como o deck maior e os pilares ficam em sintonia com a casa.
Relutantemente, Gia arrasta os olhos gananciosos longe do meu marido e sorri para mim. Será que ela acha que eu não percebo?
— Claro, — ela consente agradavelmente. — Mais alguma colocação?
Além de você olhar fodidamente para o meu marido?
— Christian quer remodelar a suíte principal, — eu murmuro.
Há uma tosse discreta na entrada da sala grande. Nós três nos viramos e encontramos Taylor ali.
— Taylor? — Christian pergunta.
— Eu preciso resolver com você sobre um assunto urgente, Sr. Grey.
Christian aperta meus ombros por trás e aborda Gia.
— A Sra. Grey é responsável por este projeto. Ela tem absoluta carta branca. Faça tudo o que ela quiser. Estou confiando totalmente em seus instintos. Ela é muito perspicaz. — Sua voz se altera sutilmente. Nela, ouço orgulho e uma velada advertência, um aviso para Gia?
Ele confia em meus instintos? Oh, este homem é exasperante. Meus instintos o deixaram passar por cima dos meus sentimentos nesta tarde.
Sacudo a cabeça com frustração, mas eu sou grata pelo que ele está dizendo a Senhorita-Provocante-e-Infelizmente-Boa-no-Seu-Trabalho, que eu estou no comando. Eu acaricio a sua mão, uma vez que ela repousa em meu ombro.
— Se você me desculpar. — Christian aperta meus ombros antes de seguir Taylor. Pergunto-me à toa o que está acontecendo.
— Então, me fale sobre a suíte principal. — Gia fala nervosamente.
Eu olho para ela, fazendo uma pausa por um momento, para garantir que Christian e Taylor estivessem fora do alcance da minha voz. Em seguida, 194
convocando toda a minha força interior e o fato de eu ter sido seriamente aguçada nas últimas cinco horas, decido descarregar nela.
— Você tem razão para estar nervosa, Gia, porque agora o seu trabalho neste projeto está na balança. Mas eu tenho certeza que vamos ficar bem, desde que você mantenha suas mãos longe do meu marido.
Ela arqueja.
— Caso contrário, você será demitida. Entendeu? — Eu enuncio cada palavra claramente.
Ela pisca rapidamente, completamente atordoada. Ela não pode acreditar no que eu disse. Eu não posso acreditar no que acabei de dizer.