Cinquenta Tons de Liberdade

E.L. James · Capítulo 7 de 8 · parte 2/3

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Cinquenta Tons de Liberdade

Capítulo x

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.

Ele desliga o telefone.

Oh merda. Olho para o meu BlackBerry. Não sei o que ele espera que eu faça. Não vou deixá-lo pisar-me. Sim, ele está com raiva o suficiente. Eu estou com raiva. Mas estamos onde estamos. Eu não fujo com a língua solta para minha ex-amante pedófila. Quero que ele reconheça que isso não é uma maneira aceitável de se comportar.

Sento-me na minha cadeira, olhando para a mesa de bilhar na biblioteca, e recordo os momentos divertidos jogando snooker. Coloco minha mão sobre minha barriga.

Talvez seja muito cedo. Talvez não era para acontecer. . . E mesmo enquanto penso nisto, meu subconsciente está gritando, não! Se terminar esta gravidez, nunca vou me perdoar ou a Christian.

— Oh, Blip, o que você fez conosco? — Não posso enfrentar Kate. Não posso enfrentar ninguém. Mando uma mensagem para ela, prometendo ligar em breve.

Lá pelas onze, já não posso manter meus olhos abertos.

Resignada, dirijo-me até meu antigo quarto. Enrolando-me debaixo do edredom, finalmente me deixo ir soluçando em meu travesseiro, grandes, revoltantes, soluços grosseiros de tristeza. . .

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Minha cabeça está pesada, quando acordo. A luz do outono brilha através das grandes janelas do meu quarto.

Olhando para meu alarme vejo que são sete e meia. Meu pensamento imediato é onde está Christian? Sento-me e balanço as pernas para fora da cama. No chão ao lado da cama está à gravata cinza-prateada de Christian, a minha favorita. Isto não estava aqui quando fui para cama na noite passada. Pego-a e olho para ela, acariciando o tecido sedoso entre meus polegares e indicadores, em seguida, abraço-a contra minha bochecha. Ele esteve aqui, me olhando dormir. E um raio de esperança acende dentro de mim.

A Sra. Jones está ocupada na cozinha, quando chego lá em baixo.

— Bom dia — ela diz entusiasmada.

— Bom dia. Christian? —Eu pergunto.

Seu rosto cai.

— Ele já saiu.

— Então ele voltou para casa? — Preciso verificar, apesar de ter a gravata como prova.

— Ele voltou — ela faz uma pausa, — Ana, por favor, perdoe-me por falar fora de hora, mas não desista dele. Ele é um homem teimoso.

Aceno e ela para. Tenho certeza que minha expressão diz a ela que não quero discutir o meu marido errante agora.

Quando chego no trabalho, verifico meus e-mails. Meu coração salta extenuado quando vejo que há um de Christian.

De: Christian Grey Assunto: Portland Data: 15 setembro de 2011 06h45min Para: Anastásia Grey Ana, 509

Estou voando para Portland hoje.

Tenho um negócio para concluir com WSU.

Pensei que você iria querer saber.

Christian Grey CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.

Oh. Lágrimas inundam meus olhos. É isso? Meu estômago vira.

Merda! Vou ficar doente. Corro para o banheiro feminino, justo na hora, que deposito meu café da manhã no vaso do banheiro. Afundo no chão da cabine e coloco minha cabeça em minhas mãos. Poderia estar mais infeliz? Depois de um tempo, há uma batida suave na porta.

— Ana? — É Hannah.

Porra.

— Sim?

— Você está bem?

— Vou sair em um momento.

— Boyce Fox está aqui para te ver.

Merda.

— Leve-o para a sala de reunião. Estarei lá em um minuto.

— Você quer um chá?

— Por favor.

Depois do almoço, outro queijo quente e rosquinha de salmão, consigo conter-me, sentada olhando distraidamente para meu computador, à procura de inspiração e me perguntando como Christian e eu vamos resolver este enorme problema.

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Meu BlackBerry vibra, fazendo-me saltar. Olho para a tela

—é Mia.

Caramba, isso é tudo que preciso, ela jorrando e entusiasmada. Hesito, perguntando-me se poderia simplesmente ignorá-la, mas a cortesia vence.

— Mia — eu respondo entusiasmada.

— Bem, Olá Ana quanto tempo não nos falamos. — A voz masculina é familiar. Porra!

Meu couro cabeludo se arrepia, e todos os pêlos do meu corpo põem-se em atenção como a adrenalina correndo pelo meu sistema e meu mundo pára de girar.

É Jack Hyde.

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Capítulo 22

— Jack. — Minha voz desaparece, sufocada pelo medo.

Como ele saiu da cadeia? Por que ele tem o telefone de Mia? Eu me sinto tonta enquanto o sangue se esvai do meu rosto.

— Você se lembra de mim — ele diz, o seu tom suave.

Sinto o seu sorriso amargo.

— Sim. Claro. — Minha resposta é automática, enquanto minha mente processa tudo rápido.

— Você provavelmente está se perguntando por que eu te liguei.

— Sim.

Desligue!

— Não desligue. Eu tive uma conversa com sua cunhada.

O quê? Mia! Não!

— O que você fez? — Eu sussurro, tentando acabar com meu medo.

— Escuta aqui, sua provocadora, vagabunda, prostituta rameira Você acabou com a minha vida. Grey fudeu a minha vida. Você me deve. Tenho a putinha comigo agora. E você, o otário com quem você se casou e sua família fudida, todos vocês irão pagar.

Sinto o desprezo de Hyde e em choque sinto a bile subir em minha garganta. Sua família? Que diabos?

— O que você quer?

— Eu quero o seu dinheiro. Eu realmente quero o seu maldito dinheiro. Se as coisas tivessem sido diferentes, poderia ter sido meu. Então você vai pegar para mim. Eu quero cinco milhões de dólares, hoje.

— Jack, eu não tenho acesso a esse tipo de dinheiro.

Ele bufa seu escárnio.

— Você tem duas horas para obtê-lo. Eu digo... duas horas. Não diga a ninguém ou essa vagabunda vai receber o que merece. Nada de polícia.

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Nem o babaca do seu marido. Sem sua equipe de segurança. Eu vou saber se você os ligar. Entendeu? — Ele faz uma pausa e eu tento responder, mas o pânico e o medo selam minha garganta.

— Você entendeu? — Ele grita.

— Sim, — eu sussurro.

— Ou eu vou matá-la.

Eu suspiro.

— Mantenha o seu telefone com você. Não diga a ninguém ou eu vou transar com ela antes de matá-la. Você tem duas horas.

— Jack, eu preciso de mais tempo. Três horas. Como eu sei que ela está com você?

Ele desliga. Eu olho horrorizada para o telefone, minha boca seca de medo, deixando um gosto desagradavelmente metálico de terror. Mia, ele está com Mia. Ou não? Minha mente zumbe com a possibilidade da violência que ele prometeu cometer e meu estômago se agita novamente. Eu acho que vou ficar doente, mas eu inspiro profundamente tentando conter o pânico e a náusea passa. Minha mente fervilha com as possibilidades. Digo a Christian? Digo a Taylor? Chamo a polícia? Como é que Jack poderia saber?

Será que está realmente com Mia? Eu preciso de tempo, tempo para pensar, mas eu só posso conseguir isso

seguindo suas instruções. Pego minha bolsa e vou para a porta.

— Hannah, eu tenho que sair. Não estou certa quanto tempo eu vou levar. Cancele meus compromissos desta tarde. Avise Elizabeth que eu tenho que lidar com uma emergência.

— Claro, Ana. Tudo bem? — Hannah franze a testa, a preocupação gravada em seu rosto enquanto ela me vê fugir.

— Sim, — eu respondo distraidamente enquanto corro em direção a recepção, onde Sawyer está esperando.

— Sawyer. — Ele salta da poltrona ao som da minha voz e franze a testa quando ele vê meu rosto.

— Eu não estou me sentindo bem. Por favor, me leve pra casa.

— Claro, senhora. Você quer esperar aqui enquanto eu pego o carro?

— Não, eu vou com você. Eu estou com pressa de chegar a casa.

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Eu olho pela janela em completo terror enquanto termino de esboçar meu plano. Chegar a casa. Trocar-me. Encontrar o talão de cheques. Fugir de Ryan Sawyer de alguma forma.

Ir para o banco. Inferno, quanto tempo demora sacar cinco milhões de dólares? Quanto pesa? Vou precisar de uma mala? Devo telefonar para o banco com antecedência? Mia.

Mia. E se ele não estiver com Mia? Como posso verificar? Se eu ligar para Grace isso poderá levantar suspeitas e eventualmente, colocar Mia em perigo. Ele disse que iria saber. Olho pela janela traseira do SUV. Será que estou sendo seguida? Meu coração dispara enquanto examino os carros nos seguindo. Eles parecem bastante inócuos. Oh, Sawyer, ande mais rápido. Por favor. Meus olhos piscam quando encontro os seus no espelho retrovisor e sua testa se franze.

Na orelha de Sawyer está preso um aparelho de Bluetooth, e ele aperta o botão para atender uma chamada.

— T. . . Eu quero que você saiba que a Sra. Grey está comigo. — Os olhos de Sawyer encontram os meus mais uma vez antes que ele olhe para trás na estrada e continua.

— Ela está bem. Vou levá-la de volta ao Escala. .

. Eu vejo. . . Senhor. — Os olhos de Sawyer olham da estrada para o meu no espelho retrovisor novamente. —

Sim, — ele concorda e desliga.

— Taylor?— Eu sussurro.

Ele acena com a cabeça.

— Ele está com o Sr. Grey?

— Sim, senhora. — Olhar de Sawyer amolece em simpatia.

— Eles ainda estão em Portland?

— Sim, senhora.

Bom. Eu tenho que manter a segurança de Christian.

Desvio minha mão para baixo, para a minha barriga e eu a esfrego inconscientemente. E

você, pequeno bebê. Mantê-lo a salvo.

— Podemos nos apressar, por favor? Eu não estou me sentindo bem.

— Sim, senhora. — Sawyer acelera e desliza nosso carro através do tráfego.

A Sra. Jones não está presente quando Sawyer e eu chegamos ao apartamento. Uma vez que seu carro não está na garagem, eu presumo que 514

ela conversou com Ryan. Sawyer vai para o escritório de Taylor enquanto eu me tranco no estúdio de Christian.

Tropeçando em pânico ao redor de sua mesa, eu pega a chave que abre a gaveta para procurar os talões de cheques.

A arma de Leila desliza e eu a vejo. Eu sinto uma pontada de irritação incongruente que Christian não se livrou desta

arma. Ele não sabe nada sobre armas. Caramba, ele pode se machucar.

Após um momento de hesitação, eu pego a pistola, verifico se ela está carregada e a guardo na cintura das minhas calças pretas. Eu posso precisar. Engulo em seco. Eu apenas pratiquei em alvos. Eu nunca atirei em ninguém, eu espero que Ray me perdoe. Eu foco minha atenção em achar os talões de cheques. Há apenas cinco e apenas um é em nome de C. Grey e Sra. A. Grey. Eu tenho cerca de cinquenta e quatro mil dólares na minha conta própria. Eu não tenho ideia de quanto dinheiro posso retirar desse carne. Mas Christian é muito bom para ter cinco milhões de dólares, com certeza. Talvez haja dinheiro no cofre?

Porcaria. Eu não tenho ideia da senha. Ele não havia mencionado que estava em seus arquivos? Eu tento achar nos arquivos, mas está trancado. Merda. Vou ter de me manter no plano A.

Eu respiro fundo e de uma forma mais composta sigo determinada para nosso quarto. A cama foi feita, e por um momento, eu sinto uma pontada. Talvez eu devesse ter dormido aqui na noite passada. Qual é o ponto de discutir com alguém que, por sua própria admissão, tem tantas facetas? Ele nem está falando comigo agora. Não. Eu não tenho tempo para pensar sobre isso.

Rapidamente, eu mudo as minhas calças, pegando um jeans, um moletom com capuz, tênis e coloco a arma no cós da calça. Do armário eu pego uma mochila grande e macia.

Será que cinco milhões de dólares cabem nisso? A mochila de ginástica de Christian está no chão. Eu a abro, na expectativa de encontrá-la cheia de roupa suja, mas seu kit de ginástica está limpo e fresco. A Sra. Jones, de fato, está em todos os lugares. Eu despejo o conteúdo no chão e coloco a mochila de ginástica em minha bolsa. Deve ser o suficiente. Eu verifico se estou com a minha carteira de motorista, que deve servir como identificação para o banco e verifico o tempo. Já se 515

passaram trinta e um minutos desde a ligação de Jack.

Agora eu só tenho que sair do Escala sem Sawyer me ver.

Eu vou devagar e silenciosamente para o hall, ciente da câmera de CCTV que há na frente do elevador. Eu acho que Sawyer ainda está na sala de Taylor. Cautelosamente, eu abro a porta do hall de entrada, fazendo o mínimo de barulho possível. Fechando-a silenciosamente atrás de mim, eu estou no limite de seu alcance, contra a porta, fora da vista da lente CCTV.

Eu pesco meu celular fora da minha bolsa e chamo Sawyer.

— Sra. Grey.

— Sawyer, eu estou no quarto de cima, você pode me ajudar com uma coisa — Eu mantenho minha voz baixa, sabendo que ele está apenas no corredor do outro lado desta porta.

— Eu irei ao seu encontro, minha senhora, — ele diz e eu ouço a sua confusão. Eu nunca lhe telefonei para me ajudar antes. Meu coração está em minha garganta, batendo em um ritmo frenético, chocante. Será que vai funcionar? Eu desligo o telefone e ouço seus passos atravessarem o corredor e subir as escadas. Eu tomo outro fôlego e contemplo a ironia de escapar da minha própria casa como uma criminosa.

Depois de Sawyer chegar ao patamar de cima, eu corro até o elevador e aperto o botão de chamada. O deslizar das portas é anunciado com um ping muito alto-O elevador chega. Eu corro freneticamente para dentro e bato no botão para a garagem. Depois de uma pausa angustiante, as portas começam a deslizar lentamente, fechando-se e enquanto elas fecham eu posso ouvir os gritos de Sawyer.

— Sra. Grey! — Enquanto as portas do elevador se fecham, vejo-o derrapar no hall. — Ana, — ele grita em descrença. Mas já é muito tarde e ele desaparece de vista.

O elevador desce suavemente até o nível de garagem. Eu tenho um par de minutos de dianteira de Sawyer e eu sei que ele vai tentar me parar.

Olho ansiosamente para minha R8, mas eu corro para o Saab, abro a porta, jogo a mochila sobre o banco do passageiro e deslizo no assento do motorista.

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Eu ligo o carro e os pneus cantam enquanto eu corro para a entrada e espero os onze segundos de agonia até a barreira se erguer. No instante em que eu saio, vejo Sawyer pelo meu espelho retrovisor quando ele sai rapidamente do elevador de serviço na garagem. Sua expressão confusa, ferida, assombra-me enquanto eu saio da rampa para a Quarta Avenida.

Eu solto minha respiração longamente. Eu sei que Sawyer vai ligar para Christian ou Taylor, mas eu vou lidar com isso quando depois – eu não tenho tempo para me pensar sobre isso. Eu me contorço desconfortavelmente na cadeira, sabendo no fundo do meu coração que Sawyer, provavelmente, perdeu o emprego. Não hesite. Eu tenho que salvar Mia. Eu tenho que chegar ao banco e pegar cinco milhões de dólares. Olho no espelho retrovisor, nervosamente antecipando a visão do SUV irrompendo da garagem, mas enquanto eu vou embora não há nenhum sinal de Sawyer.

O banco é elegante, moderno e discreto. Os sussurros ecoam pelos pisos e vidros verdes pálidos espalhados em todos os lugares. Eu paro no balcão de informações.

— Posso ajudar, senhora? — A moça me dá um sorriso bonito e falso e por um momento me arrependo de estar usando jeans.

— Eu gostaria de retirar uma grande quantia de dinheiro.

A Srta. sorriso falso arqueia uma sobrancelha de forma hipócrita.

— Você tem uma conta conosco? — Ela não consegue esconder seu sarcasmo.

— Sim, — disparo. — Meu marido e eu temos várias contas aqui. Seu nome é Christian Grey.

Seus olhos se arregalam em segundos e a falsidade dá lugar ao choque. Seus olhos me varrem de cima a baixo mais uma vez, com uma combinação de incredulidade e espanto.

— Por aqui senhora, — ela sussurra e me leva a um escritório pequeno, com pouca mobília, com mais vidro verde-gravado.

— Por favor, sente-se. — Ela aponta para uma cadeira de couro preto perto de uma mesa de vidro com um computador e telefone. — Quanto você vai retirar hoje Sra.

Grey? — Ela pergunta agradavelmente.

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— Cinco milhões de dólares. — Eu olho diretamente em seus olhos como se eu pedisse essa quantidade de dinheiro todos os dias.

Ela fica branca.

— Entendo. Vou buscar o gerente. Oh, me perdoe por perguntar, mas você tem identidade?

— Eu tenho. Mas eu gostaria de falar com o gerente.

— Claro, Sra. Grey.— Ela sai apressada da sala. Eu afundo no assento e uma onda de náusea me lava enquanto a arma pressiona desconfortavelmente minhas costas. Agora não.

Eu não posso ficar doente agora. Eu respiro profundamente e a onda passa. Nervosa, eu verifico o meu relógio. 02:25.

Um homem de meia-idade entra na sala. Ele é calvo e está usando um terno caro e bem talhado com uma gravata combinando. Ele estende a mão.

— Sra. Grey. Eu sou Troy Whelan. — Ele sorri, apertamos as mãos e ele senta-se à mesa à minha frente.

— Minha colega me disse que a senhora gostaria de retirar uma quantidade grande de dinheiro.

— Correto. Cinco milhões de dólares.

Ele se vira para o seu computador elegante e digita alguns números.

— Nós normalmente pedimos um aviso prévio para grandes quantidades de dinheiro. — Ele faz uma pausa e me lança um sorriso tranquilizador, mas arrogante. —

Felizmente, porém, temos a reserva de caixa para todo o Noroeste do Pacífico, — ele se gaba. Caramba, ele está tentando me impressionar?

— Sr. Whelan, eu estou com pressa. O que eu preciso fazer? Eu tenho minha carteira de motorista, talão de cheques de nossa conta conjunta. Eu devo preencher o cheque?

— Vamos por parte, Sra. Grey. Posso ver sua identidade?

— Ele muda de jovial para um banqueiro sério.

— Aqui. — Eu entrego a minha identidade.

— Sra. Grey. . . Aqui diz Anastásia Steele.

Oh merda.

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— Oh. . . Sim. Ummm.

— Vou ligar o Sr. Grey.

— Oh não, isso não será necessário. — Merda! — Eu devo ter alguma coisa com o meu nome de casada. — Eu reviro minha bolsa. O que eu tenho com o meu nome nele? Eu puxo a minha carteira, abro e encontro uma fotografia de Christian e eu, na cama da cabine do Totalmente Lady. Eu não posso mostrar-lhe isso! Eu pego meu cartão do America Express.

— Aqui.

— Sra. Anastásia Grey, — Whelan lê. — Sim, isto serve. —

Ele franze a testa. — Isto é altamente irregular, Sra. Grey.

— Você quer deixar que meu marido saiba que o seu banco não foi cooperativo? — Eu endireito meus ombros e lhe dou meu olhar mais ameaçador.

Ele faz uma pausa, momentaneamente me reavaliando, eu acho.

— A senhora precisa fazer um cheque, Sra. Grey.

— Claro. Para esta conta? —Eu lhe mostro a minha carteira, tentando acalmar meu coração disparado.

— Sim, esta mesma. Eu também preciso que a senhora preencha alguns papeis. A senhora pode me dar um momento?

Concordo com a cabeça. Ele levanta e sai do escritório.

Mais uma vez, eu solto a minha respiração presa. Eu não tinha ideia de que seria tão difícil.

Desajeitadamente, eu abro o meu talão de cheques e puxo uma caneta da minha bolsa. Eu preencho para sacar?

Eu não tenho ideia. Com dedos trêmulos eu escrevo: Cinco milhões de dólares.

Oh Deus, eu espero que eu esteja fazendo a coisa certa.

Mia, pense em Mia. Eu não posso contar a ninguém.

Pensar em Jack me causa arrepios, suas palavras repugnantes me assombram.

“Não diga a ninguém ou eu vou transar com ela antes de matá-la.”

Whelan retorna pálido e acanhado.

— Sra. Grey? Seu marido quer falar com você, — ele murmura e aponta para o telefone na mesa de vidro entre nós.

O quê? Não.

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— Ele está na linha. Basta pressionar o botão. Eu vou ficar lá fora. — Ele tem a graça de olhar envergonhado. Whelan não tem nada de Benedict Arnold. Eu fecho a cara para ele, sentindo meu sangue sendo drenado do meu rosto enquanto ele sai atrapalhado do escritório.

Merda! Merda! Merda! O que eu vou dizer ao Christian? Ele vai saber.

Ele vai intervir. Ele é um perigo para a sua irmã. Minha mão está tremendo quando eu pego o telefone. Eu o seguro contra o meu ouvido, tentando acalmar minha respiração irregular e pressiono o botão para uma linha.

— Oi, — murmuro, tentando em vão acalmar meus nervos.

— Você está me deixando? — As palavras de Christian são um sussurro agoniado, sem fôlego.

O quê?

— Não! — minha agonia espelha a sua. Ah, não. Ah, não.

Ah, não — como ele pode pensar assim? Pelo dinheiro? Ele acha que eu vou embora por causa do dinheiro? E num momento de clareza horrível, eu percebo que a única maneira para manter Christian fora de perigo e para salvar sua irmã. .

. É mentir.

— Sim, — eu sussurro. E abrasadoras chamas de dor passam através de mim, as lágrimas brotando dos meus olhos.

Ele suspira, quase um soluço.

— Ana, eu... — Ele engasga.

Não! Levo minha mão à boca para sufocar minhas emoções em conflito.

— Christian, por favor. Não. — Eu luto contra as lágrimas.

— Você está indo? — Ele diz.

— Sim.

— Mas por que o dinheiro? Foi sempre o dinheiro? — Sua voz é quase inaudível, de tão torturado.

Não! Lágrimas rolam pelo meu rosto.

— Não, — eu sussurro.

— Cinco milhões é o suficiente?

Oh, por favor, pare!

— Sim.

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— E o bebê? — Sua voz é um eco sem fôlego.

O quê? Minha mão se move da minha boca para a minha barriga.

— Eu vou cuidar do bebê, — murmuro. Meu Pequeno bebê. . . Nosso Pequeno Blip.

— Isto é o que você quer?

Não!

— Sim.

Ele inala drasticamente.

— Leve tudo, — ele sibila.

— Christian, — eu soluço. — É por você. Por sua família.

Por favor.

Não.

— Leve tudo, Anastásia.

— Christian, — E eu sucumbo. Quase conto a ele tudo sobre Jack, sobre Mia, sobre o resgate. Basta confiar em mim, por favor! Eu silenciosamente lhe imploro.

— Eu sempre vou te amar. — Sua voz é rouca. Ele desliga o telefone.

— Christian! Não... Eu também te amo. — E toda a merda que jogamos um contra o outro nos últimos dias desaparece por ser tão insignificante. Eu prometi que nunca iria abandoná-lo. Eu não estou deixando você. Estou salvando sua irmã. Eu afundo na cadeira, chorando copiosamente sobre minhas mãos.

Sou interrompida por uma batida tímida na porta. Whelan entra, apesar de eu não ter reconhecido ele. Ele olha em todos os lugares, menos para mim. Ele está mortificado.

Você ligou para ele, seu desgraçado! Eu o encaro.

— Você tem carta branca, Sra. Grey, — ele diz. — Sr. Grey concordou em liquefazer alguns de seus ativos. Ele diz que você pode ter tudo o que você quiser.

— Eu só preciso de cinco milhões de dólares, — murmuro através dos dentes cerrados.

— Sim, senhora. Você está bem?

— Eu pareço bem?— eu respondo de volta.

— Sinto muito, senhora. Um pouco de água?

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Concordo com a cabeça, mal-humorada. Acabo de deixar meu marido. Bem, Christian acha que eu deixei. Meu subconsciente torce os lábios. Porque você disse isso a ele.

Mas não quero deixá-lo. Eu o amo.

— Eu vou pedir a um colega para lhe trazer um copo enquanto eu preparo o dinheiro. Se a senhora pudesse assinar aqui . . e fazer a conferência no dinheiro, assine aqui, por favor.

Ele coloca um formulário sobre a mesa. Eu rabisco a minha assinatura ao longo da linha pontilhada, então entrego o formulário.

Anastásia Grey. Lágrimas caem sobre a mesa, por pouco não caem na papelada.

— Vou pegá-los, senhora. Levará cerca de meia hora para preparar o dinheiro.

Dou uma olhada rápida no meu relógio. Jack disse duas horas, que deve levar duas horas. Aceno para Whelan e ele se dirige para fora do escritório, deixando-me com a minha miséria.

Alguns momentos, minutos, horas mais tarde, eu não sei, a senhorita sorriso falso entra com uma garrafa de água e um copo.

— Sra. Grey, — ela diz baixinho enquanto coloca o copo sobre a mesa e o enche.

— Obrigada. — Eu pego o copo e bebo com gratidão. Ela sai, deixando-me com os meus pensamentos desordenados, assustados. Vou consertar as coisas com Christian de alguma forma. . . Se não for tarde demais. Pelo menos ele está fora de cogitação. Agora tenho que me concentrar em Mia. E se Jack está mentindo? E se ele não a tiver?

Certamente eu deveria chamar a polícia.

“N ão diga a ninguém ou eu vou transar com ela antes de matá-la.” Eu não posso. Encosto-me para trás na cadeira, sentindo a presença reconfortante da pistola de Leila na

minha cintura, pressionando em minhas costas. Quem teria pensado que eu me sentiria grata a Leila, por uma vez ter apontado uma arma para mim? Oh, Ray, estou tão feliz que você me ensinou a atirar.

522

Ray! Eu suspiro. Ele vai estar me esperando visitá-lo esta noite.

Talvez eu possa simplesmente largar o dinheiro com Jack.

Ele pode correr enquanto eu levo para casa Mia. Oh, isso soa absurdo!

Meu BlackBerry toca, — Your Love is King — enche a sala.

Oh não! O

que Christian quer? Torcer a faca nas minhas feridas?

“Foi sempre o dinheiro?”

Oh, Christian, como você pode pensar isso? A raiva corrói meu intestino. Sim, raiva. Ela ajuda. Eu envio a ligação para o correio de voz. Eu vou lidar com o meu marido mais tarde.

Soa uma batida na porta.

— Sra. Grey. — É Whelan. — O dinheiro está pronto.

— Obrigada. — Eu me levanto e a sala gira momentaneamente. Eu agarro a cadeira.

— Sra. Grey, está se sentindo bem?

Concordo com a cabeça e dou-lhe um olhar de “cai-a fora, agora”

senhor. Eu tomo outro fôlego calmante. Eu tenho que fazer isso. Eu tenho que fazer isso. Devo salvar Mia. Eu puxo a barra da minha camiseta com capuz para baixo, escondendo o cabo da pistola na parte de trás do meu jeans.

Olho severamente para Whelan, que mantém aberta a porta, e eu me impulsiono para frente com meus membros trêmulos.

Sawyer está esperando na entrada, observando atentamente a área pública. Merda! Nossos olhos se encontram e ele franze a testa para mim, avaliando minha

reação. Oh, ele está furioso. Levanto meu dedo indicador em um gesto de com-você-em-minuto. Ele balança a cabeça e responde a uma chamada em seu telefone celular. Merda!

Aposto que é Christian. Dirijo-me abruptamente, quase colidindo com Whelan bem atrás de mim e ele fecha a porta do pequeno escritório.

— Sra. Grey? — Whelan parece confuso quando ele me segue de volta.

Sawyer pode explodir esse plano todo. Eu olho para Whelan.

— Há alguém lá fora que eu não quero ver. Alguém me seguindo.

Whelan arregala os olhos.

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— Você quer que eu chame a polícia?

— Não! — Puta merda, não. O que eu vou fazer? Olho para meu relógio. São quase três e quinze. Jack vai me chamar a qualquer momento.

Pense, Ana, pense! Whelan olha para mim em desespero crescente e perplexidade. Ele deve pensar que estou louca.

Você está louca, meu subconsciente responde.

— Eu preciso fazer uma ligação. Você poderia me dar alguma privacidade, por favor?

— Certamente, — Whelan responde, grato, eu acho, por sair da sala. Quando ele fecha a porta, eu chamo o telefone celular de Mia com dedos trêmulos.

— Olha, se não é o meu salário, — Jack responde com desdém.

Eu não tenho tempo para sua besteira.

— Eu tenho um problema.

— Eu sei. Seu segurança lhe seguiu até o banco.

O quê? Como diabos ele sabe?

— Você vai ter que despistá-lo. Eu tenho um carro esperando na parte de trás do banco. Preto SUV, um Dodge.

 

Você tem três minutos para chegar lá. — O Dodge!

— Pode demorar mais do que três minutos. — Meu coração salta em minha garganta mais uma vez.

— Você é brilhante, para uma prostituta rampeira, Grey.

Você vai descobrir um jeito. E jogue fora o seu telefone celular quando você chegar ao veículo. Entendeu, sua puta?

— Sim.

— Diga!— Ele grita.

— Eu entendi.

Ele desliga o telefone.

Merda! Abro a porta para encontrar Whelan esperando pacientemente fora.

— Sr. Whelan, eu vou precisar de alguma ajuda para levar os sacos para o meu carro. Está estacionado do lado de fora, na parte de trás do banco. Você tem uma saída na parte traseira?

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Ele franze a testa.

— Temos, sim. Para o pessoal.

— Podemos deixar desse jeito? Eu posso evitar a atenção indesejada na porta.

—Como quiser, Sra. Grey. Eu vou ter dois funcionários ajudando com as malas e dois guardas de segurança para supervisionar. A senhora pode me seguir?

— Tenho mais um favor a lhe pedir.

— Certamente, Sra. Grey.

Dois minutos depois, minha comitiva e eu estamos na rua, indo para o Dodge. Suas janelas são escuras e eu não posso dizer quem está ao volante. Mas quando nos aproximamos, a porta do motorista se abre e uma mulher vestida de preto com um boné puxado para baixo cobrindo o rosto sai

graciosamente do carro. Elizabeth! Ela se move para a traseira do SUV e abre o porta-malas. Os dois jovens bancários carregam os sacos de dinheiro nas costas e a seguem.

— Sra. Grey. — Ela tem a coragem de sorrir como se estivéssemos em uma excursão amigável.

— Elizabeth. — Minha saudação é fria. — É bom ver você fora do trabalho.

Whelan limpa sua garganta.

— Bem, tem sido uma tarde interessante, Sra. Grey, — ele diz. E eu sou obrigado a cumprir as sutilezas sociais de apertar sua mão e agradecer-lhe, enquanto minha mente dá voltas. Elizabeth? Que diabos? Por que ela está misturada com Jack? Whelan e sua equipe desaparecem de volta para o banco, deixando-me sozinha com a chefe de pessoal da SIP, que está 525

envolvida com sequestro, extorsão e muito possivelmente outros delitos. Por quê?

Elizabeth abre a porta do passageiro traseiro e me incentiva a entrar.

— O telefone, Sra. Grey? — Ela pergunta, me olhando com cautela.

Eu entrego a ela, e ela o atira em uma lixeira próxima.

— Isso irá despistar os cães—, diz ela presunçosamente.

Quem é essa mulher? Elizabeth bate a minha porta e sobe para o banco do motorista. Olho ansiosamente atrás de mim quando ela pega a estrada, indo para o leste. Sawyer está longe de ser visto.

— Elizabeth, você tem o dinheiro. Ligue para Jack. Diga a ele para soltar Mia.

— Eu acho que ele quer lhe agradecer pessoalmente.

Merda! Eu a encaro com frieza no espelho retrovisor.

Ela empalidece e uma carranca ansiosa aparece em seu rosto, que geralmente é encantador.

— Por que vocês estão fazendo isso, Elizabeth? Eu pensei que você não gostava de Jack.

Ela olha para mim de novo brevemente, pelo espelho e vejo um olhar fugaz de dor em seus olhos.

— Ana, vamos conviver muito bem se você mantiver sua boca fechada.

— Mas você não pode fazer isso. Isso é tão errado.

— Quieta, — ela diz, mas sinto seu desconforto.

— Será que ele tem alguma coisa contra você? — Eu pergunto. Seus olhos encontram os meus e pisa no freio, me jogando para frente tão rápido que eu acerto meu rosto contra o encosto de cabeça do banco da frente.

— Eu disse quieta, — ela rosna. — E eu sugiro que você coloque seu cinto de segurança.

E nesse momento eu sei o que ele fez. Algo tão terrível que ela está preparada para fazer isso por ele. Pergunto-me brevemente o que poderia ser. Roubo na empresa? Algo de sua vida privada? Algo sexual? Tremo só de pensar.

Christian disse que nenhuma das ex-assistentes de Jack falaria.

Talvez seja a mesma história com todas elas. É por isso que ele queria 526

transar comigo, também. Bile sobe na minha garganta, diante da repulsa que este pensamento me causa.

Elizabeth se distancia do centro de Seattle e ruma para as montanhas, à leste. Em pouco tempo nós estamos dirigindo por ruas residenciais. Avisto uma das placas: Rua South Irving. Ela toma uma curva à esquerda para uma rua deserta, com um parque infantil em ruínas de um lado e um amplo estacionamento de concreto ladeado por quadra de exercícios, e de outros prédios de tijolos vazios. Elizabeth entra no estacionamento e para em frente a última das unidades de tijolo.

Ela se vira para mim.

— Hora do show, — murmura.

Meus cabelos se arrepiam enquanto o medo e a adrenalina correm pelo meu corpo.

— Você não tem que fazer isso, — eu sussurro de volta.

Sua boca se achata em uma linha sombria e ela sai do carro.

Isto é por Mia. Isto é por Mia. Eu rapidamente rezo, por favor, deixe-a ficar bem, por favor, deixe-a ficar bem.

— Saia, — Elizabeth bate as mãos, abrindo a porta traseira do passageiro.

Merda. Enquanto eu saio as minhas pernas estão tremendo tanto que eu me pergunto se eu posso andar. A brisa fria do fim de tarde traz o cheiro do próximo outono, de giz e de poeira de edifícios abandonados.

— Bem, pare aqui. — Jack sai de uma pequena porta fechada com tábuas à esquerda do edifício. Seu cabelo está curto. Ele tirou os brincos e está usando um terno. Um terno? Ele caminha para mim, escorrendo arrogância e ódio.

Meu coração dispara.

— Onde está Mia? — Eu gaguejo minha boca tão seca, que eu mal posso formar as palavras.

— Vamos por parte, cadela, — zomba Jack, parando junto de mim.

Eu posso praticamente provar seu desprezo. — O

dinheiro?

Elizabeth verifica os sacos no porta-malas.

— Há um mar de dinheiro aqui, — ela diz com admiração, abrindo e fechando cada saco.

527

— E o celular?

— No lixo.

— Bom, — Jack rosna, e do nada ele bate com força no meu rosto. O

golpe feroz me joga no chão e minha cabeça bate com um estrondo feio no concreto. A dor explode, meus olhos se enchem de lágrimas e ficam desfocados com o choque do

impacto, desencadeando uma agonia que pulsa através de meu crânio.

Eu solto um silencioso grito de sofrimento e terror. Oh!

Não — Meu pequeno bebê. Jack dá um chute rápido e cruel nas minhas costelas e a minha respiração é interrompida pela força do golpe. Fechando meus olhos com força, eu tento lutar contra a náusea e a dor, lutando por um sopro precioso. Pequeno bebê, Pequeno bebê, oh meu pequeno bebê.

— Isso é pela SIP, sua puta, sua cadela! — Jack grita.

Eu puxo as minhas pernas para cima, encolhendo-me em uma bola e antecipando o próximo golpe . Não. Não. Não.

— Jack! — Grita Elizabeth. — Não aqui. Não em plena luz do dia, pelo amor de Deus!

Ele faz uma pausa.

— A cadela merece! — Ele se regozija com Elizabeth. E isso me dá um segundo precioso para chegar até pistola no cós da calça jeans. Tremendo, me dirijo a ele, aperto o gatilho e fogo. A bala acerta pouco acima do joelho, e ele cai na minha frente, gritando em agonia, apertando sua coxa com seus dedos avermelhando com seu sangue.

— Porra! — Jack diz. Eu viro a cara para Elizabeth e ela está olhando para mim com horror e levantando as mãos acima da cabeça. Ela fica nublada. . . A escuridão se fecha. .

. Merda. Ela está no final de um túnel.

Escuridão a consume. Consome-me. De longe, todo o inferno se liberta.

Carros param bruscamente. . . freios. . . portas. . . gritaria.

. . correndo. . .

passos. A arma cai da minha mão.

— Ana! — A voz de Christian. . . A voz de Christian. . . A voz agonizante de Christian. Mia. . . Salvar Mia.

— ANA!

Escuridão...Paz.

528

Capítulo 23

Apenas existe dor. Minha cabeça, meu peito... muita dor.

Minhas costas... Meus braços... Dói... Dores e palavras sussurradas na escuridão.

Onde eu estou? Embora eu tente, eu não posso abrir os meus olhos. As palavras sussurradas tornam-se mais claras.

. . uma luz na escuridão.

— Suas costelas estão machucadas, Sr. Grey, e ela teve uma fratura no crânio, mas seus sinais vitais estão estáveis e fortes.

— Por que ela ainda está inconsciente?

— A Sra. Grey teve uma contusão séria na cabeça. Mas sua atividade cerebral está normal, e ela não tem inchaço cerebral. Ela vai acordar quando estiver pronta. Basta lhe dar algum tempo.

— E o bebê? — As palavras estão angustiadas, sem fôlego.

— Está ótimo, Sr. Grey.

— Oh, graças a Deus. — As palavras são uma ladainha. . .

uma oração. — Oh, graças a Deus.

Oh meu Deus. Ele está preocupado com o bebê. . . o bebê? . . .o pequeno Blip. Claro. Meu pequeno Blip. Tento em vão mover minha mão para minha barriga. Nada se move, nada responde.

— E o bebê? . . . Ah, graças a Deus.

O pequeno Blip está a salvo.

— E o bebê? . . . Ah, graças a Deus.

Ele se preocupa com o bebê.

— E o bebê? . . . Ah, graças a Deus.

Ele quer o bebê.

Oh, graças a Deus. Eu relaxo, e inconsciência me chama mais uma vez, me afastando da dor.

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Tudo é pesado e dolorido: membros, cabeça, pálpebras, nada se move. Meus olhos e boca estão fechados com determinação, indispostos a abrir, deixando-me cega, muda e dolorida. Quando emirjo da neblina, meu consciente está instável, uma sirene sedutora toca ao longe. Sons tornam-se vozes.

— Eu não vou deixá-la.

Christian! Ele está aqui. . . Quero despertar. Sua voz é um sussurro tenso e angustiado.

— Christian, você deveria dormir.

— Não, papai. Eu quero estar aqui quando ela acordar.

— Eu vou ficar aqui com ela. É o mínimo que posso fazer depois que ela salvou a minha filha.

Mia!

— Como está Mia?

— Ela está grogue. . . assustada e com raiva. Ficará assim ate acabar o efeito do Rohypnol.

— Cristo!

— Eu sei. Estou me sentindo sete classes diferentes de idiotas por relaxar em sua segurança. Você me avisou, mas Mia é tão teimosa. Se não fosse isso a Ana não estaria aqui.

. .

— Todos nós pensamos que Hyde estava fora do jogo. E a minha loucura, e estúpida esposa... Por que ela não me contou? — A voz de Christian está cheia de angústia.

— Christian, acalme-se. Ana é uma mulher cheia de vida.

Ela foi incrivelmente valente.

— Valente, obstinada, teimosa e estúpida. — Sua voz se desequilibra.

— Hey, — Carrick murmura, — não seja tão duro com ela, ou contigo, filho. . . É melhor você voltar com sua mãe. E

depois... já são três da manhã, Christian... — Você realmente deve tentar dormir.

 

530

A névoa me toma novamente.

A neblina se vai, mas não tenho noção do tempo.

— Se você não sair com seus joelhos, eu o farei. Que diabos ele está pensando?

— Confie em mim, Ray, poderia fazer isso.

Papai! Ele está aqui. Eu luto contra a neblina. . . lutar. . .

Mas eu sou levada por ela, novamente. E novamente apago.

Não. . .

— Sr Detetive, como você pode ver, minha esposa não está em condições de responder qualquer pergunta sua.

Christian está com raiva.

— Ela é uma jovem obstinada, Sr. Grey.

— Eu preferiria que ela tivesse matado aquele filho da puta.

— Isso teria significado mais papelada para mim, Sr. Grey.

. .— A Srta. Morgan está cantando como o canário sabido.

Hyde é um verdadeiro filho da puta. Ele tem um rancor grave contra seu pai e você. . .

A névoa me envolve mais uma vez, e ela está me puxando. Não!

— O que quer me dizer que ainda não disse? — É Grace.

Ela parece irritada. Tento mover minha cabeça, mas eu estou presa ao peso do meu do meu corpo.

— O que você fez?

— Mãe.

— Christian! O que você fez?

— Eu estava com raiva. — É quase um soluço. . . Não.

— Hey. . .

 

O mundo se escurece, se torna curvo e sou levada.

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Eu ouço vozes confusas.

— Você me disse que tinha cortado todos os laços. —

Grace está falando. Sua voz é calma.

— Eu sei. — Christian balbucia. — Mas vê-la fez com que finalmente minha perspectiva mudasse. Você sabe. . . com a criança. Pela primeira vez eu senti... O que nós fizemos. . .

Eu estava errado.

— O que ela fez querido. . . As crianças fazem isso com a gente... Faz você olhar para o mundo com uma perspectiva diferente.

— Ela finalmente entendeu a mensagem. . . e bem eu. . .

Eu feri Ana, — ele sussurra.

— Nós sempre machucamos aqueles que amamos, querido. Você vai ter que dizer a ela que você está arrependido. E dar-lhe tempo.

— Ela disse que estava me deixando.

Não. Não. Não!

— Você acreditou nela?

— No início, sim.

— Querido, você sempre pensa o pior de todos, inclusive de você.

Sempre foi assim. Ana o ama muito, e é óbvio que você a ama.

— Ela estava com raiva de mim.

— Eu tenho certeza que ela estava. Assim como eu estou muito brava com você agora. Eu acho que você só pode estar realmente bravo com alguém que você realmente ama.

— Eu pensei sobre isso, e ela me demonstrou o quanto me amava, diversas vezes... Ao ponto de colocar sua própria vida em perigo.

— Sim, ela ama, querido.

— Ah, mãe, por que ela não acorda? — sua voz treme. —

Eu quase a perdi.

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Christian! Está com a voz abafada... Com soluços. Não...

Oh... a escuridão me envolve novamente.

— Levou 24 anos para que você me deixasse te abraçar assim...

— Eu sei mãe. . . Eu estou contente que nós conversamos.

— Eu também, querido. Eu estou sempre aqui. Eu não posso acreditar que eu vou ser avó.

Vovó!

Um doce esquecimento me chama.

Hmm. Sua barba suavemente raspa a palma da minha mão enquanto ele aperta meus dedos.

— Oh, bebê, por favor, volte para mim. Sinto muito.

Desculpe por tudo. Só acorde, eu sinto sua falta. Eu te amo.

. .

Eu tento. Eu tento. Eu quero vê-lo. Mas meu corpo me desobedece, e durmo mais uma vez.

 

Eu tenho uma necessidade urgente de fazer xixi. Abro os olhos. Eu estou num ambiente limpo e esterilizado. Parece um quarto de hospital. É

533

escuro, exceto por uma luz lateral. Tudo está silencioso.

Minha cabeça e meu peito doem, mas mais do que isso, minha bexiga está estourando.

Preciso fazer xixi. Eu tento mexer meus membros. Olho meu braço direito, e percebo que uma intravenosa esta ligada no interior de meu cotovelo. Fecho os olhos rapidamente. Virando a cabeça, eu estou satisfeita que ele responde a minha vontade, eu abro meus olhos de novo.

Christian está dormindo, sentado junto a mim, inclinado para minha cama com os braços cruzados. Eu me estico, grata mais uma vez que meu corpo responde, e eu corro meus dedos por seu cabelo macio.

Ele desperta com um pulo, minha mão cai debilmente sobre a cama.

— Oi, — eu sussurro.

— Oh, Ana. — Sua voz esta sufocada e aliviada. Ele agarra minha mão e aperta, firmemente e segura contra sua bochecha, tocando sua barba áspera.

— Eu preciso ir ao banheiro, — eu sussurro.

Ele me encara por um momento.

— Ok.

Eu me esforço para sentar.

— Ana fique quieta. Vou chamar uma enfermeira.

Rapidamente ele fica em pé, alarmado. Indo para a porta.

— Por favor, — eu sussurro. Por que sinto dor em todos os lugares?

—Eu preciso me levantar.

 

Caralho, me sinto tão fraca.

— Você vai fazer o que eu disse pelo menos uma vez? —

Ele diz exasperado.

— Eu realmente preciso fazer xixi, — eu gemo. Minha garganta e boca estão tão secas.

534

Uma enfermeira corre para dentro do quarto. Ela deve estar na casa dos cinquenta, mas seu cabelo é pintado de preto. Ela usa brincos de pérolas grandes.

— Sra. Grey, seja bem vinda. Vou chamar a Dra. Bartley para examinar você. Ela está acordada. — Ela vai a minha cama. — Meu nome é Nora. Você sabe onde você está?

— Sim. Hospital. Preciso fazer xixi.

— Você tem um cateter.

O quê? Oh, isso é asqueroso. Olho ansiosamente para Christian, então de volta para a enfermeira.

— Por favor. Eu quero me levantar.

— Sra. Grey.

— Por favor.

— Ana, — alerta Christian. Eu me esforço para sentar-me mais uma vez.

— Deixe-me tirar o cateter. Sr. Grey tenho a certeza que Sra. Grey gostaria de alguma privacidade. — Ela olha deliberadamente para Christian, expulsando-o.

— Eu não vou a lugar nenhum. — Ele olha para ela.

— Christian, por favor, — eu sussurro, estendendo-me e agarrando sua mão. Brevemente ele aperta a minha, então me dá um olhar exasperado.

— Por favor, — Eu imploro.

— Tudo bem, — ele concorda e passa a mão pelo cabelo.

— Você tem dois minutos, — ele sibila para a enfermeira, e

ele se inclina e beija minha testa antes de virar nos calcanhares e sair do quarto.

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Christian entra na habitação dois minutos depois, a enfermeira Nora está me ajudando a sair da cama. Eu estou vestida com uma bata de hospital. Não me lembro de ter tirado a roupa.

— Deixe-me levá-la, — ele diz e caminha em nossa direção.

— Sr. Grey, eu posso fazê-lo. — Enfermeira Nora repreende.

Ele dá-lhe um olhar hostil.

— Droga, ela, minha esposa. Vou levá-la. — Ele diz rangendo os dentes movendo o poste da intravenosa de seu caminho.

— Sr. Grey, — ela protesta.

Ele a ignora, inclina-se para baixo e gentilmente me levanta da cama.

Eu envolvo meus braços ao redor de seu pescoço, meu corpo reclama. Deus, me dói tudo. Ele me leva ao banheiro, enquanto enfermeira Nora nos segue, empurrando o suporte da intravenosa.

— Sra. Grey, você está muito leve, — ele murmura em desaprovação, enquanto ele gentilmente me põe de pé.

Eu balanço. Minhas pernas parecem gelatina. Christian liga o interruptor de luz, e sou momentaneamente cega pela lâmpada fluorescente que acende e pisca para a vida.

— Sente-se antes de cair, — ele diz, ainda me segurando.

Timidamente, eu me sento no vaso sanitário.

— Vá embora. — Tento espantá-lo.

— Não... É apenas xixi, Ana.

Poderia ser mais embaraçoso?

— Eu não posso, não com você aqui.

— Você pode.

 

— Sr. Grey!

Nós dois ignoramos a enfermeira.

— Por favor, — Eu imploro.

Ele levanta as mãos em derrota.

— Ficarei no lado de fora, com a porta aberta. — Ele dá dois passos para trás, até que ele está de pé do lado de fora da porta com a raiva junto da enfermeira.

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— Vire-se, por favor, — eu peço. Por que me sinto tão tímida com ele?

Ele desvia o olhar, mas se vira. E quando ele está de costas. . . Eu deixo fluir, e saboreio o alívio.

Eu faço um balanço dos meus ferimentos. Minha cabeça dói, meu peito dói onde Jack bateu em mim, minhas costas doem onde ele me empurrou para o chão. Além disso, eu estou com sede e fome.

Nossa, realmente estou com fome. Eu termino, Agradeço a pia estar próxima o bastante e eu não tenho que me levantar para lavar as mãos. Eu só não tenho força para me levantar.

— Eu estou pronta, — eu chamo, secando minhas mãos sobre a toalha.

Christian se vira e volta e antes de eu perceber, estou em seus braços novamente.

Eu senti falta desses braços. Ele faz uma pausa e enterra seu nariz no meu cabelo.

— Oh, eu senti sua falta, Sra. Grey, — ele sussurra, e com a enfermeira Nora atrás dele, põe-me de volta na cama e me libera, relutantemente, eu acho.

— Se você tiver terminado, Sr. Grey, eu gostaria de examinar a Sra. Grey agora. — A Enfermeira Nora está chateada.

Ele se move para trás.

— Ela é toda sua, — ele diz em um tom mais comedido.

Ela suspira, e então volta sua atenção de volta para mim.

Irritante não é?

— Como você se sente? — Ela me pergunta sua voz misturada com simpatia e um traço de irritação, o que eu suspeito ser culpa de Christian.

— Fome e sede. Muita sede, — eu sussurro.

— Eu vou buscar-lhe um pouco de água, uma vez eu que verifique seus sinais vitais e a Dra. Bartley vai te examinar.

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Ela pega um medidor de pressão, e coloca em volta do meu braço. Eu olho ansiosamente para Christian. Ele parece terrível, angustiado, como se ele não dormisse há dias. Seu cabelo está bagunçado, a barba por fazer há muito tempo, e sua camisa está toda amassada. Eu franzo a testa.

— Como você está se sentindo? — Ignorando a enfermeira, ele se senta na cama segurando meu braço.

— Confusa... Dolorida... E faminta.

— Faminta?— Ele pisca de surpresa.

Concordo com a cabeça.

— O que você quer comer?

— Qualquer coisa. Sopa.

— Sr. Grey, você vai precisar de aprovação do médico antes que a Sra. Grey possa comer.

Ele olha para ela, impassível por um momento e tira o seu Blackberry do bolso da calça e pressiona um número.

— Ana quer sopa de galinha. . . Bem. . . Obrigado. — Ele desliga.

Olho para Nora que aperta seus olhos sobre Christian.

— Taylor? — Pergunto rapidamente.

Christian concorda.

— Sua pressão arterial está normal, Sra. Grey. Eu vou buscar o médico. — Ela remove a braçadeira e sem dizer

sequer uma palavra, sai da sala, irritada.

— Eu acho que você deixou a enfermeira Nora furiosa.

— Eu tenho esse efeito sobre as mulheres. — Ele sorri.

Eu rio, em seguida, paro de repente, e a dor irradia através do meu peito.

— Sim, você tem.

— Oh, Ana, eu amo ouvir você rir.

Nora retorna com um jarro de água. Nós ficamos em silêncio, olhando um para o outro.

Ela enche um copo e entrega para mim.

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— Pequenos goles agora, — avisa.

— Sim, senhora, — murmuro e tomo um bem vindo gole de água.

Oh meu Deus. Que gosto divino. Eu tomo outro gole, e Christian observa-me atentamente.

Continuar: parte 3 de 3