Cinquenta Tons de Liberdade

E.L. James · Capítulo 2 de 8 · parte 2/3

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Cinquenta Tons de Liberdade

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Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.

Sobe de quatro na cama e vai percorrendo minha perna direita dessa vez, enchendo-a de beijos… Até que chega ao centro das minhas coxas. Abre bem as minhas pernas.

— Ah… minha esposa — sussurra antes de colocar a boca sobre o meu sexo. Fecho os olhos e me entrego a sua, “ah, tão habilidosa língua”.

Agarro seu cabelo com as mãos enquanto meus quadris se movem num vaivém. Ele segura meus quadris, detendo-

os, mas não detém essa deliciosa tortura. Estou perto, muito perto.

— Christian… — gemo com força.

— Ainda não — ofega e se move sobre meu corpo para afundar a língua no meu umbigo.

— Não — Porra! Sinto seu sorriso no meu ventre, mas não interrompe sua viagem até o norte.

— Que impaciente, Sra. Grey. Temos tempo até aterrizar na Ilha Esmeralda7. — Vai beijando com reverência os meus seios. Agarra o mamilo esquerdo entre os lábios e suga-o.

Não deixa de me olhar enquanto me martiriza e seus olhos estão tão escuros como uma tormenta tropical.

Oh, porra… Tinha me esquecido. Europa…

— Desejo você, marido. Por favor.

Deita sobre mim, me cobrindo com seu corpo e descansando o peso nos cotovelos. Acaricia o meu nariz com o seu e deslizo minhas mãos pelas suas costas fortes e musculosas até chegar ao seu traseiro extraordinário.

— Sra. Grey… esposa. Estou aqui para satisfazer você. —

Roça-me com os lábios — Te amo.

— Eu também te amo.

— Abre os olhos. Quero te ver.

— Christian… ah… — grito quando me penetra lentamente.

— Ana, oh, Ana… — Christian ofega e começa a se mexer.

7 Ilha Esmeralda é um apelido da Irlanda, que é famosa pelo verde vivo de sua paisagem.

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— Que porra é essa que você está fazendo? — grita Christian, me despertando desse sonho tão cheio de prazer.

Está de pé, molhado e formoso, aos pés da minha espreguiçadeira me olhando fixamente.

O que foi que eu fiz? Oh, não… Estou deitada de costas para baixo.

Não, não, não. E ele está furioso. Merda. Está de fato muito furioso.

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Capítulo 02

De repente estou totalmente desperta; meu sonho erótico caiu no esquecimento num abrir e fechar de olhos.

—Oh, estava de barriga para baixo…Devo ter virado enquanto dormia — digo em minha defesa sem demasiado convencimento.

Os olhos dele ardiam de fúria. Ele se agacha, agarra a parte de cima do meu biquíni sob sua espreguiçadeira e a atira para mim.

— Ponha isso! — ordena entre dentes.

— Christian, ninguém está me olhando.

— Confie em mim. Estão te olhando. Tenho certeza que Taylor e os seguranças estão desfrutando muito do show. —

rosna.

Puta merda! Por que nunca me lembro deles? Cubro meus seios com as mãos em pânico. Desde a sabotagem do Charlie Tango, esses malditos seguranças seguem-nos para todos os lados como sombras.

— E alguns paparazzi filhos da puta podiam ter feito uma foto também — continua Christian. — Você quer sair na capa da revista Star, nua dessa vez?

Merda! Os paparazzi! Maldição! Enquanto luto para colocar a parte superior do biquíni, todos os tons de minha cor, desaparecem do meu rosto.

Empalideço e sinto um calafrio. A recordação desagradável do assédio que os paparazzi me submeteram ao sair do edifício da Seatle Independent Publishing, no dia que vazou a notícia do nosso noivado, passa pela minha cabeça inoportunamente. Tudo isso faz parte da vida de Christian Grey, vem com o pacote.

— L’addition!8 — Christian grita para a garçonete que passava. — Nós vamos embora — ele diz para mim.

— Agora?

8 L’addition - em francês – A conta!

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— Sim. Agora.

Oh merda, melhor não contrariá-lo neste momento.

Ele veste a bermuda, apesar da sunga estar molhada, e a camiseta cinza. A garçonete volta em um segundo com seu cartão de crédito e a conta.

Relutantemente, coloco a saída de praia turquesa e os chinelos.

Quando a garçonete vai embora, Christian agarra seu livro e seu BlackBerry e esconde sua fúria atrás do óculos de sol.

Solta faíscas por causa da tensão e da raiva. O meu coração se aperta. Todas as demais mulheres da praia estão de topless, não é um crime tão grave. De fato eu sou a única a usar biquíni completo. Suspiro profundamente, fico deprimida. Achava que Christian veria o lado divertido ou algo assim… Talvez se tivesse ficado de cabeça para baixo…

Porém agora seu senso de humor evaporou-se.

— Por favor, não fique zangado comigo — sussurro agarrando o seu livro e o BlackBerry e metendo eles na minha mochila.

— Já é tarde demais — disse em voz baixa. Muito baixa. —

Vamos. — Agarra a minha mão e faz um sinal para Taylor e seus companheiros, os seguranças franceses Philippe e Gaston. Por estranho que pareça, são gêmeos idênticos.

Eles estão nos vigiando, na praia perto de uma varanda.

Por que não consigo me lembrar deles? Como é possível?

Taylor tem uma expressão imperturbável atrás dos óculos escuro. Merda, ele também está zangado comigo. Todavia não estou acostumada a vê-lo vestido de modo tão informal, com bermuda e uma camiseta pólo preta.

Christian me leva para o hotel, cruza o vestíbulo e depois sai para a rua. Segue em silêncio, pensativo e irritado, e tudo por minha culpa. Taylor e sua equipe nos seguem.

— Aonde vamos? — pergunto-lhe timidamente olhando-o.

— Voltaremos para o iate. — Não me olha ao dizer.

Não tenho nem ideia de que horas são. Devem ser cinco ou seis da tarde, eu acho. Quando chegamos ao porto, Christian me leva para a marina em que estão ancoradas a lancha motora e o Jet Ski do Fair Lady. Enquanto Christian solta as amarras do Jet Ski, passo a minha mochila para Taylor.

Olho para ele nervosa, mas, assim como Christian, sua expressão não revela nada. Coro imaginando o que terá visto na praia.

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— Ponha isso, Sra. Grey. — Taylor me passa um colete salva vidas da lancha motora e eu o coloco obediente. Por que sou a única que uso colete?

Christian e Taylor trocam um olhar. Porra, está zangado com o Taylor também? Depois Christian verifica os cintos do meu colete e aperta mais o cinto central.

— Assim está melhor — murmura ressentido, porém sem me olhar.

Merda.

Sobe com agilidade no Jet Ski e estende a mão para me ajudar a subir. Agarrando-o com força, consigo sentar atrás dele sem cair na água.

Taylor e os gêmeos sobem na lancha. Christian empurra com o pé a Jet Ski para separá-la da marina e esta se afasta flutuando suavemente.

— Agarre-se — ordena-me e envolvo-o com os braços.

Esta é a minha parte favorita das viagens no Jet Ski. Abraço-o fortemente, com o nariz colado nas suas costas, recordando que houve um tempo em que não tolerava que

 

o tocassem assim. Cheiram bem… Christian e o mar.

Perdoa-me, Christian, por favor!

Ele fica tenso.

— Prepare-se — diz, mas dessa vez seu tom de voz está mais suave.

Dou-lhe um beijo nas suas costas, apoio a bochecha contra ele e olho para a marina, onde se congregou um grupo de turistas para ver o show.

Christian liga a chave e o Jet Ski ganha vida com um rugido. Com um giro no acelerador, o Jet Ski dá um salto para frente e sai do porto desportivo a todo velocidade, cruzando a água escura e fria até o porto dos iates onde está ancorado o Fair Lady. Agarro mais forte o Christian.

Adoro isso… é tão emocionante! Sujeitando-me dessa forma sinto todos os músculos do corpo esbelto de Christian.

Taylor vai ao nosso lado na lancha. Christian dá um olhada para ele e logo acelera de novo. Saímos como uma bala em frente, saltando a superfície da água como uma pedra jogada com uma precisão de especialista. Taylor nega com a cabeça com uma exasperação resignada e se dirige diretamente para o iate, mas Christian passa de raspão pelo Fair Lady e segue para alto mar.

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A água do mar nos salpica, o vento cálido golpeia meu rosto e despenteia meu cabelo, fazendo que mechas dele voem por todas as partes.

Isto é realmente divertido. Talvez a emoção da viagem de Jet Ski aquática melhore o humor de Christian. Não posso ver seu rosto, mas sei que está se sentindo bem; livre, sem preocupações, atuando como alguém de sua idade, para variar.

Gira o guidão para traçar um enorme semicírculo e eu contemplo a costa: os barcos no porto desportivo e o mosaico de amarelo, branco e cor de areia das lojas e apartamentos com as irregulares montanhas no fundo. É

algo muito desorganizado, nada a ver com os quarteiros sempre iguais a que estou acostumada, mas muito pitoresco. Christian me olha por cima do ombro e vejo a sombra de um sorriso divertido em seus lábios.

— Outra vez? — grita por cima do som do motor.

Concordo entusiasmada. Ele me responde com um sorriso deslumbrante. Gira o acelerador outra vez e da uma volta pelo Fair Lady a toda velocidade para depois voltar para mar aberto… e eu acho que já me perdoou.

— Você pegou sol —Christian me diz com suavidade enquanto desamarra o meu colete. Ansiosa, tento adivinhar qual é seu atual estado de ânimo. Estamos no convés a bordo do iate e um dos garçons do barco aguarda de perto, de pé e em silêncio, esperando para recolher o colete.

Christian lhe entrega.

— Necessita de algo mais, senhor? — pergunta o jovem.

Adoro seu sotaque francês. Christian olha para ele, tira o óculos e coloca-o na gola da camiseta.

— Você quer beber algo? — ele me pergunta.

— Eu vou precisar?

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Ele inclina a cabeça para o lado.

— Por que está me perguntando isso? — Formulou a pergunta em voz baixa.

— Você já sabe por quê.

Ele franze o cenho como se estivesse avaliando algo em sua mente.

Oh, o que estará pensando?

— Duas gin-tônicas, por favor. E frutos secos e azeitonas

— diz ao garçom, que concorda e desaparece rapidamente.

— Acha que vou te castigar? — A voz de Christian é suave como a seda.

— Você quer me castigar?

— Sim.

— Como?

— Já pensarei em algo. Talvez depois que tomarmos nossa bebida.

Isso é uma ameaça sensual. Engulo a saliva e minha deusa interior revira os olhos em sua espreguiçadeira, onde está tentando pegar uns raios com um refletor prateado balançando-o perto de seu pescoço.

Christian franze o cenho mais uma vez. Ele oculta um sorriso.

— Você quer que eu te castigue?

Como vou saber?

— Depende — murmuro corando.

— De quê?

— De você querer me machucar ou não.

Ele aperta os lábios até formar uma dura linha, todo rastro de humor desaparece. Ele se inclina e me dá um beijo na testa.

— Anastásia, você é minha mulher, não minha submissa.

Nunca vou querer te machucar. Deveria saber disso a essa altura. Mas… não tire a roupa em público. Não quero ver você nua nesses jornais sensacionalista. E

você tão pouco. Além do mais, estou seguro de que sua mãe e Ray também não acharão graça.

Oh, Ray! Puta merda, Ray sofre do coração. No que estava pensando?

Eu me repreendo mentalmente.

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Aparece o garçom com as bebidas e os aperitivos, que coloca na mesa.

— Sente-se — Christian ordena.

Faço o que me manda e me acomodo numa cadeira dobrável.

Christian se senta a meu lado e me passa um gim-tônica.

— Saúde, Sra. Grey.

— Saúde, Sr. Grey. — Bebo um gole do copo, que desce maravilhosamente. Isto mata a sede e está fresco e delicioso. Quando olho para Christian, vejo que me observa.

Agora mesmo é impossível saber como esta seu humor. É

muito frustrante… Não sei se continua zangado comigo, por isso utilizo minha técnica de distração patenteada — De quem é este iate? — pergunto-lhe.

— De um nobre britânico. Sir não sei o quê. Seu bisavô começou com uma mercearia. Sua filha está casada com um dos príncipes herdeiros da Europa.

Oh.

— Imensamente rico?

Christian de repente fica receoso.

— Sim.

— Como você – murmuro.

— Sim.

Oh.

— E como você – Christian sussurra e coloca uma azeitona na boca. Eu pisco rapidamente. Acabo de lembrar uma imagem dele de smoking e colete prateado; seus olhos estavam cheios de sinceridade ao olhar-me durante a cerimônia de casamento e dizer essas palavras: «Tudo o que é meu, é nosso agora». Sua voz recitando os votos ressoa em minha memória com total clareza.

Tudo meu? Puta merda.

— É raro. Passar do nada para… — Faço um gesto com a mão para abarcar a opulência do que me rodeia. — Tudo.

— Você se acostumará.

— Acredito que não me acostumarei nunca.

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Taylor aparece no convés.

— Senhor, tem uma ligação.

Christian franze o cenho, mas apanha o BlackBerry que está estendido.

— Grey — diz e se levanta de onde está sentado para ficar de pé na proa do barco.

Fico olhando o mar e desconecto de sua conversação com Ros — eu acho , — seu número dois. Sou rica…

asquerosamente rica. E não fiz nada para ganhar esse dinheiro… só me casar com um homem rico. Estremeço quando minha mente retorna para a nossa conversa sobre acordos pré-nupciais. Foi no domingo depois do seu aniversário.

Estávamos todos sentados na mesa da cozinha, desfrutando de um café da manhã sem pressa. Elliot, Kate, Grace e eu estávamos debatendo sobre as vantagens do bacon em comparação com a salsicha enquanto Carrick e Christian liam o jornal de domingo.

— Vejam isso — grita Mia pondo seu computador na mesa da cozinha perante todos nós. — Há uma fofoca no website do Seattle Nooz sobre o seu noivado, Christian.

— Já? — pergunta Grace surpreendida, franze logo os lábios quando algo claramente desagradável passa pela sua mente.

Christian franze o cenho.

Mia lê a coluna em voz alta: «Chegou um rumor na redação do The Nooz de que o solteiro mais desejado de Seattle, Christian Grey, foi finalmente agarrado e os sinos do casamento já tocam. Mas, quem será a afortunada eleita? The Nooz está na sua pista. Com certeza já está lendo o monstruoso acordo pré-nupcial que terá que assinar!»

Mia solta uma risada, mas fica séria bruscamente quando Christian a fulmina com o olhar. Ficam em silêncio e a temperatura na cozinha dos Grey cai abaixo de zero.

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Oh, não! Um acordo pré-nupcial? Nem sequer tinha passado pela minha cabeça. Engulo saliva e sinto que todo o sangue abandonou meu rosto. Terra, me engole agora mesmo, por favor! Christian se agita em sua cadeira e olho-o com apreensão.

— Não — me disse.

— Christian… — tenta Carrick.

— Não vou discutir isso outra vez — responde para Carrick, que me olha nervoso e abre a boca para dizer algo

— Nada de acordos pré-nupciais!

— disse Christian quase gritando e retorna para seu jornal, zangado, ignorando todos os demais na mesa. Todos olham para mim, depois para ele… e por fim para qualquer lugar que não seja nós dois.

— Christian — digo num sussurro. — Assinarei o que você ou o Sr.

Grey quiserem que eu assine. — Bom, tampouco não seria a primeira vez que iria assinar algo.

Christian levanta a vista e me encara.

— Não! — grita.

Empalideço mais uma vez.

— É para te proteger.

— Christian, Ana… Acho que deveriam discutir isto em privado — aconselha-nos Grace. Olha para Carrick e para Mia. Oh, merda, parece que eles também vão ter problemas…

— Ana, isso não é por sua causa — tenta me tranquilizar Carrick. — E por favor, me chama de Carrick.

Christian dá uma olhada glacial para seu pai com os olhos arregalados e meu coração afunda. Inferno… Ele está realmente furioso.

 

De repente, sem aviso prévio, todo mundo começa a falar alegremente e Mia e Kate se levantam num salto para tirar a mesa.

— Eu sem dúvida prefiro as salsichas — exclama Elliot.

Baixo o olhar para meus dedos entrelaçados. Merda.

Espero que os senhores Grey não pensem que sou uma caça fortunas. Christian estende a mão e agarra suavemente minhas mãos com a sua.

— Para.

Como pode saber o que estou pensando?

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— Ignore meu pai — disse Christian com uma voz tão baixa que só eu posso ouvi-lo. — Está muito chateado por causa da Elena. O que disse era dirigido para mim. Gostaria que minha mãe tivesse mantido a boca fechada.

Sei que Christian ainda está ressentido depois da conversa da noite passada com Carrick sobre Elena.

— Ele tem razão, Christian. Você é muito rico e eu não contribuo com nada neste matrimônio exceto meus créditos de universidade.

Christian me olha com olhos sombrios.

— Anastásia, se você me deixar pode levar tudo. Já me deixaste uma vez. Já sei o que se sente.

Oh, puta merda!

— Isso não tem nada a ver — sussurro comovida pela intensidade de suas palavras. — Mas… pode ser que seja você que queira me deixar. — Só de pensar nisso fico doente.

Ele ri entre dentes e nega com a cabeça, indignado.

— Christian, eu posso fazer algo excepcionalmente estúpido e você…

— Abaixo os olhos outra vez para as minhas mãos entrelaçadas, sinto uma pontada de dor e não posso acabar a frase. Perder Christian… É foda.

— Chega. Esquece isso já. Este assunto já está resolvido, Ana. Não vamos falar mais nisso nem um minuto mais.

Nada de acordo pré-nupcial.

Nem agora… nem nunca. — Ele me lança uma olhada definitiva que diz claramente «esqueça agora mesmo» e que consegue que eu cale a boca.

Depois vira para Grace. — Mãe, podemos celebrar a o casamento aqui?

Não voltou a mencionar o assunto. De fato, em cada oportunidade que tem não deixa de repetir para mim até onde chega a sua riqueza… e que também é minha.

Estremeço ao recordar a loucura de compras com Caroline 43

Acton – a assessora pessoal de compras da Neiman Marcus9 – a quem Christian me mandou para me preparar para a lua de mel. Só o biquíni já custou quinhentos e quarenta dólares. E é bonito, mas fala a sério… é uma quantidade de dinheiro ridícula por quatro pedaços de tecido triangulares.

— Você se acostumará. — Christian interrompe meus pensamentos quando volta para ocupar o seu lugar.

— Eu me acostumarei a quê?

— Ao dinheiro — responde revirando os olhos.

Oh, Cinquenta, talvez com o tempo. Empurro o prato com amêndoas salgadas e castanhas de cajú para ele.

— Seu aperitivo, senhor — digo com a cara mais séria que posso ter, tentando incluir algum humor na conversa depois dos meus pensamentos sombrios e da porra da gafe do biquíni.

Sorri travesso.

— Gostaria que o aperitivo fosse você. — Pega uma amêndoa e seus olhos brilham perversos enquanto desfruta de sua ideia. Umedece os lábios — Bebe. Vamos para a cama.

Que?

— Bebe — diz e vejo que seus olhos estão escurecendo.

Oh, meu Deus. O olhar que acaba de me dedicar seria suficiente para provocar o aquecimento global. Pego meu copo de gim-tônica e bebo de um gole sem afastar meus olhos dele. Ele fica de boca aberta e consigo ver a ponta de sua língua entre os dentes. Dá-me um sorriso lascivo. Num movimento fluido fica de pé e se inclina perante mim, apoiando as mãos nos braços da cadeira.

— Vou te dar uma lição. Vamos. Não vá fazer xixi —

sussurra no meu ouvido.

9 Neiman Marcus - Suas lojas são verdadeiros templos da alta moda mundial. Em suas prateleiras repousam as últimas coleções de estilistas renomados do velho continente, além das tendências chiques e sofisticadas de cada estação. Sem contar os melhores produtos em termos de designer. Roupas, acessórios, cosméticos, móveis, objetos de decoração e jóias. Quando o assunto é requinte e bom gosto a rede de lojas de departamento NEIMAN

MARCUS é o destino certo para os abonados americanos e ávidos turistas dispostos a gastar.

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Estremeço. Não vou fazer xixi? Que grosseiro. Meu subconsciente levanta a vista, alarmado, do livro Obras completas de Charles Dickens, vol.

1.

— Não é o que você está pensando. — Christian sorri brincalhão e estende a mão para mim. — Confia em mim.

Está incrivelmente sexy, como eu poderia resistir?

— Está bem. — Seguro a mão dele. A verdade é que confiaria a ele minha vida. O que terá planejado? Meu coração começa a bater com força em antecipação.

Ele me leva pela cobertura e através das portas até o salão principal, cheio de luxo em todos os seus detalhes, depois pelo corredor estreito, cruzando a sala de jantar e descendo as escadas até o camarote principal.

Tinham limpado o camarote e feito a cama. É um local lindo. Com duas portinholas, uma na porta e outro no estibordo, e está decorado com elegância e bom gosto com móveis de nogueira escura, paredes de cor creme e complementos vermelhos e dourados.

Christian solta minha mão, tira a camiseta pela cabeça e atira-a para uma cadeira. Depois deixa num canto o chinelo e tira a bermuda num só movimento. Oh, meu Deus.

Alguma vez vou me cansar de vê-lo nu? É

lindíssimo e todo meu. Sua pele brilha (ele também pegou sol), e o cabelo, que agora está mais comprido, cai no rosto.

Sou uma menina como muita, muita sorte.

Ele agarra meu queixo, puxando um pouco para que eu pare de morder meu lábio e corre o polegar ao longo do meu lábio inferior.

— Assim está melhor. — Ele se vira e avança sobre o armário impressionante que abriga suas roupas. Ele pega dois pares de algemas de metal e uma máscara de olhos da gaveta de baixo.

Algemas! Nós nunca usamos algemas. Olho rápida e nervosamente para a cama. Onde diabos ele vai prender isso? Ele se vira e olha fixamente para mim, seus olhos estão escuros e luminosos.

— Estas podem te machucar. Elas prendem na pele se você puxar muito forte. — Ele levanta um par. — Mas realmente quero usá-las em você agora.

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Puta merda. Minha boca fica seca.

— Toma. — disse aproximando-se e me dando as algemas.

— Você quer experimentá-las primeiro?

Parece sólido, metal frio. Em algum lugar da minha mente penso que espero nunca ter que usar um par desses de verdade.

Christian está me observando atentamente.

— Onde estão as chaves? — Minha voz está vacilante.

Ele estende sua mão, revelando uma pequena chave metálica.

— Isso abre os dois conjuntos. Na verdade, todos os conjuntos.

Quantos conjuntos ele tem? Eu não me lembro de ter visto qualquer um quarto vermelho.

Ele acaricia meu rosto com o dedo indicador, arrastando-o para minha boca. Inclina-se como para me beijar.

— Você quer jogar? — Ele pergunta em voz baixa, e todo o sangue no meu corpo desce para o sul quando o desejo começa a se concentrar no mais profundo do meu ventre.

— Sim, — arquejo.

Ele sorri.

— Bom. — Ele planta um beijo leve como pluma na minha testa. — Nós vamos precisar de uma palavra segura.

O quê?

— « Pare» não vai ser suficiente, porque você provavelmente iria dizer isso, mas você realmente não vai querer dizer isso. — Acaricia meu nariz com o seu, o único contato entre nós.

Meu coração começa a disparar. Merda... Como ele pode fazer isso apenas com palavras?

— Isto não vai doer. Mas vai ser intenso. Muito intenso, porque eu não vou deixá-la se mover. Ok?

Oh meu Deus. Isso soa tão quente. Minha respiração é muito alta.

Porra, eu já estou ofegante. Minha deusa interior vestiu seu vestido de lantejoulas e está se aquecendo para dançar a rumba. Graças a Deus eu estou casada com este homem,

caso contrário, isso seria vergonhoso. Meus olhos se movem até a sua excitação.

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— Ok. — Minha voz é quase inaudível.

— Escolha uma palavra, Ana.

Oh...

— A palavra de segurança, — ele diz em voz baixa.

— Picolé. — Eu digo, ofegante.

— Picolé? — ele diz, divertido.

— Sim.

Ele sorri e se inclina sobre mim.

— Interessante escolha. Levante os braços.

Eu levanto e Christian pega a bainha do meu vestido de verão, levanta-o sobre a minha cabeça e joga-o no chão. Ele estende a mão, e eu lhe devolvo as algemas. Ele coloca as algemas na mesa de cabeceira, juntamente com a venda e puxa a colcha da cama, deixando-a cair no chão.

— Vire-se.

Viro-me, e ele desamarra a parte de cima do meu biquíni e ela também vai para o chão.

— Amanhã, vou grampear isso em você, — resmunga e retira o laço, libertando o meu cabelo. Ele segura-o com uma mão e puxa com cuidado para eu dar um passo atrás e cair contra seu corpo. Contra seu peito.

Contra sua ereção. Suspiro quando ele puxa minha cabeça para um lado e beija o meu pescoço.

— Você foi muito desobediente, — ele murmura no meu ouvido, provocando estremecimentos pelo meu corpo.

— Sim, — eu sussurro.

— Hmm. O que vamos fazer sobre isso?

— Aprender a viver com isso, — eu suspiro. Seus suaves beijos lânguidos estão me deixando louca. Ele sorri no meu pescoço.

— Ah, Sra. Grey. Você sempre sendo otimista.

Ele se endireita. Tomando o meu cabelo, ele cuidadosamente divide em três partes, fazendo uma trança devagar, em seguida, prende a ponta do meu cabelo. Ele puxa a minha trança suavemente e se aproxima do meu ouvido.

— Vou te dar uma lição, — ele murmura.

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Movendo de repente, ele me agarra pela cintura, senta-se na cama e puxa-me em seus joelhos para que eu sinta a sua ereção pressionada contra a minha barriga. Ele me bate no traseiro uma vez, forte. Eu grito, então estou de costas na cama, e ele está olhando para mim, com seus olhos cinza fundido. Vou entrar em combustão.

— Você sabe como você é linda? — Ele arrasta a ponta dos dedos até minha coxa, e me faz formigar... por inteiro.

Sem tirar os olhos de cima de mim, ele se levanta da cama e pega os dois pares de algemas. Ele agarra minha perna esquerda e encaixa uma algema ao redor do meu tornozelo.

Oh!

Levantando minha perna direita, ele repete o processo, por isso tenho um par de algemas associadas a cada tornozelo. Ainda não tenho ideia de onde ele vai uni-las.

— Sente-se, — ele ordena e eu sento imediatamente.

— Agora, abrace seus joelhos.

Eu pisco para ele, em seguida, puxo as pernas para cima para que elas fiquem dobradas em frente a mim e meus braços ao seu redor. Ele se abaixa, levanta meu queixo, e planta um beijo suave e molhado nos meus lábios, antes de deslizar a venda sobre os meus olhos. Não posso ver nada, tudo o que posso é ouvir a minha respiração ofegante e o som da água batendo contra as paredes do iate, que flutua suavemente sobre o mar.

Oh meu Deus. Estou tão excitada... já.

— Qual é a palavra de segurança, Anastásia?

— Picolé.

— Bom. — Tomando minha mão esquerda, ele prende uma algema ao redor do meu pulso, em seguida, repete o processo com a minha direita.

Minha mão esquerda está ligada ao meu tornozelo esquerdo, minha mão direita ao da perna direita. Não consigo endireitar as minhas pernas. Puta merda.

— Agora, — Christian respira, — vou te foder até você gritar.

O quê? E todo o ar sai do meu corpo.

Ele agarra meus calcanhares e me empurra de volta para que eu caia para trás sobre a cama. Não tenho escolha, a não ser me manter com as 48

pernas dobradas. As algemas me obrigam a me manter assim e apertam a minha carne se puxo elas. Ele está certo... elas me apertam quase ao ponto da dor... Isso parece estranho, estar amarrada e indefesa, em um barco.

Ele puxa meus tornozelos, separando-os e eu gemo.

Ele beija minha coxa, e quero me contorcer debaixo dele, mas não posso. Não tenho nenhum modo de mover meus quadris. Meus pés estão suspensos. Não posso me mover.

Puta merda.

— Você vai ter que absorver todo o prazer, Anastásia. Não se mova, — ele murmura, enquanto se arrasta até o meu corpo, beijando-me ao longo da borda da parte de baixo do meu biquíni. Ele puxa as tiras de cada lado, e o resto do material cai. Agora estou nua e à sua mercê. Ele beija a minha barriga, beliscando meu umbigo com os dentes.

— Ah, — eu suspiro. Isso vai ser difícil... Eu não tinha ideia. Ele traça beijos suaves e pequenas mordidas, até os meus seios.

— Shhh... — Ele acalma. — Você é tão bonita, Ana.

Eu gemo, frustrada. Normalmente eu estaria movendo meus quadris, respondendo ao seu contato com um ritmo próprio, mas não posso me mover. Gemo e puxo as algemas. O metal prende na minha pele.

— Argh! — Choro. Mas eu realmente não me importo.

— Você me deixa louco, — ele sussurra. — Então vou deixá-la louca.

— Ele está sobre mim agora, o seu peso nos cotovelos, e ele volta sua atenção para os meus seios. Mordendo, chupando, rolando meus mamilos entre os dedos e polegares, me deixando louca. Ele não para. É

enlouquecedor. Oh. Por favor. Sua ereção empurra contra mim.

— Christian, — eu imploro e sinto o seu sorriso triunfante contra a minha pele.

— Devo fazê-la gozar dessa maneira? — Ele murmura contra meu mamilo, fazendo-o endurecer um pouco mais. —

Você sabe que eu posso. — Ele o chupa com força, o prazer da punção no meu seio vai diretamente para minha virilha.

Puxo impotente as algemas, inundada pela sensação.

— Sim — choramingo.

— Oh, bebê, isso seria fácil demais.

— Oh... por favor.

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— Shh.

Seus dentes arranham meu queixo quando ele arrasta seus lábios na minha boca e me engasgo. Ele me beija. Sua língua hábil invade minha boca, gostando, explorando, dominando, mas a minha língua responde o seu desafio, contorcendo-se contra a dele. Ele tem gosto de gim e Christian Grey, e tem cheiro de mar. Agarra meu queixo para sujeitar a minha cabeça.

— Quieta, bebê. Quero que fique quieta, — ele sussurra contra minha boca.

— Quero ver você.

— Ah, não, Ana. Você vai sentir mais prazer dessa forma.

— E

agonizante e lentamente, ele flexiona os quadris e me penetra parcialmente.

Normalmente inclino minha pélvis até encontrá-lo, mas não posso me mover.

Ele sai de mim.

— Ah! Christian, por favor!

— Mais uma vez? — Ele brinca, sua voz está rouca.

— Christian!

Ele me penetra um pouco novamente, em seguida, retira e beija-me, os dedos puxando meu mamilo. É uma sobrecarga de prazer.

— Não!

— Você me quer, Anastásia?

— Sim, — eu imploro.

— Diga-me, — ele murmura, sua respiração é áspera, e ele me provoca mais uma vez, dentro... e fora.

— Quero você, — eu choramingo. — Por favor.

Ouço seu suspiro em meu ouvido.

— E você vai me ter, Anastásia.

Ele se ergue e empurra dentro de mim. Eu grito, minha cabeça inclina para trás, puxando as algemas enquanto ele bate no meu ponto doce.

Sou pura sensação; uma doce agonia, e não posso me mover. Ele fica quieto e depois circula os quadris e o movimento irradia por todo o meu ser.

— Por que você me desafia, Ana?

— Christian, pare...

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Ele circula dentro de mim novamente, ignorando o meu apelo, e logo sai lentamente e volta a me penetrar bruscamente.

— Diga-me. Por quê? — Ele sibila, e eu estou vagamente consciente de que ele faz com os dentes cerrados.

Eu choramingo em um gemido incoerente... isso é demais.

— Diga-me.

— Christian...

— Ana, eu preciso saber.

Ele investe em mim novamente, empurrando profundamente. A sensação é tão intensa… Envolve-me, forma espirais no meu interior, no ventre, em cada uma das extremidades e nos lugares onde as algemas estão presas.

— Eu não sei! — grito. — Porque eu posso! Porque eu te amo! Por favor, Christian.

Ele geme com força e investe profundamente, uma e outra vez, mais e mais, e eu estou perdida, tentando absorver o prazer. É alucinante... o corpo fundindo... Eu demoro para endireitar as minhas pernas, para controlar meu orgasmo fulminante, mas não posso... Estou impotente. Eu sou sua, só sua, para fazer o que ele quiser...

Lágrimas transbordaram dos meus olhos.

Isso é muito intenso. Eu não posso pará-lo. Eu não quero impedi-lo... Eu quero... Eu quero... oh não, oh não... isso é muito...

— É isso, — Christian rosna. — Sinta isso, bebê!

Eu gozo em volta dele, uma e outra vez, rodando e rodando, gritando alto enquanto o meu orgasmo rasga através de mim, queimando como fogo através de mim, consumindo tudo. Estou contorcida, cansada, com lágrimas escorrendo pelo meu rosto, meu corpo está pulsando e tremendo.

E estou ciente dos joelhos de Christian, ainda dentro de mim, ele me puxa para seu colo. Ele agarra a minha cabeça com uma mão e as costas com a outra, e ele goza violentamente dentro de mim enquanto minhas entranhas continuam a tremer e tremer. É desgastante, é cansativo, é um inferno... é o céu. É o hedonismo selvagem.

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Christian tira a venda, seca as lágrimas e me beija. Ele beija meus olhos, meu nariz, meu rosto. Ele beija as

lágrimas, segurando meu rosto entre suas mãos.

— Eu te amo, Sra. Grey, — disse ofegante. — Mesmo que você me deixe tão louco, me sinto tão vivo com você. —

Não tenho energia para abrir os meus olhos e a minha boca para responder. Muito gentilmente, ele me coloca de volta na cama e sai de mim.

Tento protestar, mas não consigo. Ele sai da cama e abre as algemas.

Quando estou livre, gentilmente esfrega meus pulsos e tornozelos, em seguida, deita-se ao meu lado novamente, puxando-me em seus braços. Eu estico as pernas. Oh meu Deus, isso foi bom. Eu me sinto bem. Esse foi, sem dúvida, o clímax mais intenso que eu já experimentei em minha vida.

Hmm... uma foda de punição ao estilo Christian Grey Cinquenta Tons.

Eu realmente devo me comportar mal com mais frequência.

Uma apertante necessidade da minha bexiga me acorda.

Quando abro os meus olhos, estou desorientada. Está escuro lá fora. Onde eu estou?

Londres? Paris? Oh, no barco. Sinto o balanço, e ouço o zumbido silencioso dos motores. Estamos em movimento.

Que estranho. Christian está ao meu lado, trabalhando em seu laptop, casualmente vestido com uma camisa branca de linho e calças de sarja, com os pés descalços. Seu cabelo ainda está molhado, e eu posso sentir seu corpo fresco do chuveiro e seu cheiro de Christian... Hmm.

— Oi, — ele murmura, olhando para mim, com olhos quentes.

— Oi. — Eu sorrio, me sentindo tímida, de repente. —

Quanto tempo dormi?

— Apenas uma hora ou assim.

— Estamos nos movendo?

— Achei que uma vez que jantamos fora ontem à noite, fomos ao balé e ao Cassino, deveríamos jantar a bordo esta

noite. Uma noite calma à deux.

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Sorrio para ele.

— Aonde vamos?

— Cannes.

— Ok. — Eu me estico, com a sensação de rigidez.

Nenhum treinamento com Claude poderia ter me preparado para esta tarde.

Levanto devagar, necessitando ir ao banheiro. Agarrando meu robe de seda, apressadamente o visto. Por que estou tão tímida? Sinto os olhos de Christian sobre mim. Quando olho para ele, ele retorna ao seu laptop, com o cenho franzido.

Enquanto distraidamente lavo as mãos, recordando a noite passada no Cassino, meu robe se abre. Olho para mim mesma no espelho, e fico chocada.

Puta merda! O que ele fez comigo?

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Capítulo 03

Olho com horror as marcas vermelhas em meus seios.

Chupões! Eu tenho chupões! Sou casada com um dos empresários mais respeitados dos Estados Unidos, e ele me deu malditos chupões. Como é que eu não senti quando ele fez isso comigo? Ruborizo. O fato é que eu sei exatamente por que o Sr. Orgasmo estava usando suas habilidades de fina motricidade sexual em mim.

Meu subconsciente olha sobre seus óculos de meia-lua e faz um gesto de desaprovação, enquanto minha deusa interior estava cochilando em sua espreguiçadeira, fora de combate. Bocejo para o meu reflexo. Meus pulsos têm um vergão vermelho ao seu redor, por causa das algemas. Sem dúvida, elas machucam. Examino os meus tornozelos, mais vergões. Inferno, parece que estive em algum tipo de

acidente. Olho para mim mesma, tentando absorver a minha aparência. Meu corpo está tão diferente nestes dias.

Ele mudou sutilmente desde que eu o conheci... Fiquei mais magra e em forma, e meu cabelo está brilhante e bem cortado. Minhas unhas estão cuidadas, os meus pés também, minhas sobrancelhas depiladas e belamente desenhadas.

Pela primeira vez na minha vida, estou bem preparada, exceto por estas hediondas mordidas de amor.

Mas não quero pensar em tratamentos de beleza no momento. Estou muito zangada. Como ele se atreve me marcar desse jeito, como um adolescente. No pouco tempo que estivemos juntos, ele nunca me deu chupões. Eu pareço como o inferno. Sei por que ele fez isso. Droga de maníaco por controle. Certo! Meu subconsciente cruza os braços sob o seu pequeno peito, ele foi longe demais desta vez. Saio do banheiro e caminhinho para o armário, evitando até mesmo um olhar em sua direção. Tirando o roupão, pego o meu moletom e uma camiseta. Desfaço a trança, pego uma 54

escova de cabelo na minha pequena bolsa de vaidades e escovo os meus cabelos emaranhados.

— Anastásia, — Christian chama e ouço sua ansiedade. —

Você está bem?

Eu o ignoro. Eu estou bem? Não, eu não estou bem.

Depois do que ele me fez, eu duvido que poderei vestir um traje de banho, muito menos um dos meus biquínis ridiculamente caros, pelo resto da nossa lua de mel.

Pensar nisso me enfurece. Como ele se atreveu? Vou lhe dar o seu você está bem. Meu sangue ferve. Posso me comportar como uma adolescente, também! Volto para o quarto, atiro a escova de cabelo nele, viro e saio, não antes de ver a sua expressão de choque e sua reação relâmpago de levantar o braço para proteger a sua cabeça, fazendo com que a escova bata inutilmente contra seu antebraço e caia na cama.

Saio do camarote enfurecida, subo as escadas e vou para o convés, fugindo em direção à proa. Preciso de algum espaço para me acalmar. Está escuro e o ar está ameno. A brisa morna traz o cheiro do Mediterrâneo e o aroma de jasmim e buganvília, que vem da costa. O Fair Lady desliza facilmente pelo mar calmo de cobalto, enquanto descanso os cotovelos no parapeito de madeira, olhando para a praia distante, onde piscam e brilham luzinhas. Dou um suspiro profundo e lentamente começo a acalmar. Estou ciente dele atrás de mim, antes mesmo de ouvi-lo.

— Você está com raiva de mim, — ele sussurra.

— Não diga, Sherlock!

— O quão brava?

— Na escala de um a dez, acho que estou no cinquenta.

Legal, hein?

— Muito brava. — Ele parece surpreso e impressionado ao mesmo tempo.

— Sim. A ponto de partir para a violência, — digo por entre dentes cerrados.

Ele fica em silêncio, enquanto eu me viro e faço uma careta para ele, que me olha com os olhos arregalados e cautelosos. Eu sei pela sua expressão e porque ele não fez nenhuma tentativa de me tocar que não está muito seguro do terreno que pisa.

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— Christian, você tem que parar de tentar de me deixar na linha por sua conta. Você já deixou claro qual era o problema na praia. E de uma forma muito eficaz, se bem me lembro.

Ele encolheu os ombros.

— Bem, você não vai tirar a parte de cima de novo, — ele murmura com petulância.

E isso justifica o que ele fez comigo? Eu o encaro.

— Eu não gosto de você deixar marcas em mim. Bem, não tantas assim. É um limite intransponível! — Digo-lhe com

fúria.

— Eu não gosto de você tirando a roupa em público. Isso é um limite intransponível para mim, — resmunga.

— Pensei que havíamos chegado a um acordo sobre isso,

— respondo por entre os dentes. — Olhe para mim! — Puxo a minha camiseta para revelar o início dos meus seios.

Christian me olha fixamente, seu olhos não abandonam meu rosto e sua expressão é cautelosa e vacilante. Não está acostumado a ver-me assim zangada. Não consegue ver o que fez? Não consegue ver o quão ridículo ele é? Quero gritar com ele, mas me contenho, não quero pressioná-lo muito.

Deus sabe o que ele faria. No fim suspira e levanta as mãos com as palmas para cima num gesto resignado e conciliatório.

— Ok, — ele diz com sua voz apaziguadora. — Eu entendo.

Aleluia!

— Bom!

Ele passa a mão pelos cabelos.

— Sinto muito. Por favor, não fique zangada comigo.

Finalmente ele parece arrependido… e utilizou as mesmas palavras que disse a ele na praia.

— Você parece um adolescente, às vezes, — Eu o repreendo com teimosia, mas já não há zanga na minha voz, e ele repara nisso.

Ele aproxima-se e timidamente levanta a mão para colocar meu cabelo atrás da minha orelha.

— Eu sei, — ele reconhece em voz baixa. — Tenho muito a aprender.

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As palavras do Dr. Flynn voltam para mim...

Emocionalmente, Christian é um adolescente, Ana. Ele ultrapassou totalmente essa fase em sua vida. Canalizou todas as suas energias para ter sucesso no mundo dos negócios, e ele o teve além de todas as expectativas. Tem que pôr em dia o seu universo emocional tem que jogar de pegar.

Meu coração derrete um pouco.

— Nós dois temos. — Suspiro e cuidadosamente levanto a mão, colocando-a sobre o seu coração. Ele não se mexeu como costumava fazer, mas ficou tenso. Ele descansa a mão sobre a minha e dá um sorriso tímido.

— Acabei de saber que você tem um bom braço e uma boa pontaria, Sra. Grey. Nunca teria acreditado, se não tivesse visto. Subestimo você constantemente e você sempre me surpreende.

Levanto a minha sobrancelha para ele.

— Praticava tiro ao alvo com Ray. Posso jogar e disparar em linha reta, Sr. Grey, e seria bom, você se lembrar disso.

— Vou me esforçar para fazer isso, Sra. Grey, ou garantir que todos os objetos e potenciais projéteis sejam pregados e que você não tenha acesso a uma arma. — Ele sorriu.

Sorri de volta, estreitando os olhos.

— Sou talentosa.

— Isso você é, — ele sussurra e solta minha mão para me abraçar.

Puxando-me para um abraço, ele enterra seu nariz no meu cabelo. Eu também envolvo-o com meus braços, abraçando-o forte, e sinto a tensão sair de seu corpo enquanto me acaricia.

— Estou perdoada?

— Eu estou?

Sinto o seu sorriso.

— Sim, — ele responde.

— Idem.

Estamos de pé abraçados e esqueço minha irritação. Ele tem um cheiro bom, adolescente ou não. Como posso resistir-lhe?

— Com fome? — Ele diz depois de um tempo. Tenho meus olhos fechados e minha cabeça contra seu peito.

 

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— Sim. Faminta. Todo essa... eh... atividade abriu meu apetite. Mas não estou vestida para jantar. — Tenho certeza que minha calça de moletom e camiseta, seria desaprovada na sala de jantar.

— Você está bem para mim, Anastásia. Além disso, o barco é nosso esta semana. Podemos nos vestir como quisermos. Digamos que hoje é uma terça-feira informal na Cote d'Azur. De qualquer forma, pensei que podíamos comer no convés.

— Sim, eu gostei da ideia.

Ele me beija, um fervoroso beijo de perdão, e em seguida caminhamos de mãos dadas em direção à proa onde a nossa sopa de gaspacho nos aguarda.

O mordomo serve o nosso creme brûlée e discretamente se retira.

Continuar: parte 3 de 3