Cinquenta Tons de Liberdade

E.L. James · Capítulo 3 de 8 · parte 2/3

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Cinquenta Tons de Liberdade

Capítulo X

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.

— Por que está tão contente? — Eu pergunto.

Ele pisca mais um sorriso para mim.

— Porque essa conversa é tão... normal.

— Normal!— Eu ronrono. — Não depois de três semanas de casamento! Com certeza.

Seu sorriso diminui.

— Eu estou brincando, Christian, — Murmuro rapidamente, não querendo acabar com seu humor.

Surpreende-me como ele é inseguro de si mesmo, às vezes.

Eu suspeito que ele sempre tenha sido assim, mas acaba escondendo sua incerteza sob um exterior intimidante. Ele é muito fácil de burlar, provavelmente, porque não está acostumado a isso. É uma revelação, e me admiro mais uma vez que ainda temos muito a aprender um com o outro.

— Não se preocupe, eu vou ficar com o Saab, — eu resmungo e viro para olhar pela janela, tentando me livrar

de meu mau humor.

 

— Ei. O que há de errado?

— Nada.

— Você é tão frustrante às vezes, Ana. Diga-me.

Viro, sorrindo maliciosamente para ele.

— Você também, Grey.

Ele franze a testa.

— Estou tentando, — ele diz em voz baixa.

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— Eu sei. Eu também. — Eu sorrio e meu humor se ilumina um pouco.

Carrick parece ridículo usando seu chapéu de chef e o avental escrito Licenciado em Grelha 10, enquanto está na churrasqueira. Toda vez que olho para ele, sinto vontade de rir. Na verdade, meu espírito melhorou consideravelmente.

Estamos todos sentados ao redor da mesa no terraço da casa da família Grey, curtindo o sol de verão. Grace e Mia estão arrumando as saladas na mesa, enquanto Elliot e Christian trocam amigáveis insultos e discutem os planos para a nova casa, Ethan e Kate me enchem de perguntas sobre a nossa lua de mel. Christian mantém a posse de minha mão, e seus dedos brincam com os meus anéis de casamento e noivado.

— Então, se você puder fechar os planos com Gia, eu tenho o período de setembro até meados de novembro para botar toda a equipe trabalhando nisso, — diz Elliot, enquanto se estica e desce o braço em volta dos ombros de Kate, fazendo-a sorrir.

— Gia irá discutir os planos amanhã à noite, — responde Christian.

— Espero que possamos finalizar tudo depois. — Ele se vira e me olha com expectativa.

Oh... esta é a novidade.

— Claro. — Sorrio para ele, principalmente para o benefício de sua família, mas meu espírito cai em uma queda livre novamente. Por que ele toma essas decisões sem me dizer? Ou é pela ideia de Gia, toda quadris exuberantes, seios fartos, roupas e perfumes de grife, sorridente e muito provocativa para o meu marido? Meu subconsciente olha pra mim. Ele não lhe deu nenhuma razão para ter ciúmes. Merda, meu humor está com altos e baixos hoje. O que há de errado comigo?

10 Original: ĺicensed to grillò que acredito ser uma paródia a ĺicense to kill´, filme de James Bond de 1989, em PT 007

permissão para matar.

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— Ana, — Kate exclama, tirando-me fora do meu devaneio. — Você esteve no sul da França?

— Sim, — eu respondo, com um sorriso.

— Você me parece tão bem, — ela diz, embora ela franza a testa quando diz.

— Vocês dois estão. — Grace diz, enquanto Elliot recarrega os nossos copos.

— Para o feliz casal. — Carrick sorri e levanta a taça, e todos em volta da mesa ecoam os votos.

— E parabéns para Ethan por entrar no programa de psicologia em Seattle,— Mia diz orgulhosamente. Ela lhe dá um sorriso adorável, e Ethan sorri para ela. Pergunto-me de braços cruzados se ela fez algum progresso com ele. É difícil de dizer.

Eu escuto as brincadeiras em torno da mesa. Christian está sendo questionado sobre o nosso itinerário no decorrer das últimas três semanas.

Ele parece relaxado e controlado, esquecendo a preocupação sobre o incendiário. Eu, por outro lado, não pareço ser capaz de melhorar o meu humor. Eu escolho a minha comida. Christian disse que eu estava gorda ontem.

Ele estava brincando! Meu subconsciente olha pra mim de novo.

Elliot acidentalmente quebra o copo no terraço, surpreendendo a todos, e forma-se um burburinho para limpá-lo.

— Vou levá-la para a casa dos barcos e, finalmente, espancá-la lá, se você não melhorar este humor, — sussurra Christian para mim.

Eu me engasgo com o choque, viro e fico de boca aberta para ele. O

quê? Ele está brincando comigo?

— Você não ousaria! — Eu rosno para ele, e dentro eu sinto uma emoção familiar, bem-vinda. Ele levanta uma sobrancelha para mim. Claro que ele faria. Olho rapidamente para Kate do outro lado da mesa. Ela está nos observando com interesse. Eu volto para Christian, estreitando os olhos para ele.

— Você teria que me pegar primeiro, eu estou calçando sapatos baixos, — eu assobio.

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— Eu acharia divertido tentar, — ele sussurra com um sorriso licencioso, e eu acho que ele está brincando. Eu ruborizo. Desconcertantemente, me sinto melhor.

Quando nós terminamos a nossa sobremesa de morangos e creme, o céu fecha e, inesperadamente, começa a chover.

Nós todos saltamos para recolher os pratos e copos, levando-os para a cozinha.

— Ainda bem que o tempo ficou firme até que terminamos, — Grace diz com prazer, e nós corremos para a sala dos fundos. Christian senta-se ao piano preto brilhante,

pressiona o pedal suavemente e começa a tocar uma melodia familiar que não me ocorre imediatamente.

Grace me pergunta sobre as minhas impressões de Saint Paul de Vence. Ela e Carrick foram lá, anos atrás, durante sua lua de mel, e ocorreu-me que isso é um bom presságio, vendo como eles estão felizes juntos até agora. Kate e Elliot estão se afagando em um dos sofás grandes, enquanto Ethan, Mia e Carrick estão em uma animada discussão sobre psicologia, eu acho.

De repente, um a um, todos os Greys param de falar e olham pasmos para Christian.

O quê?

Christian está cantando baixinho, para si mesmo, ao piano. O

silêncio desce sobre todos nós, enquanto nos esforçamos para ouvir a sua voz suave e lírica. Eu o ouvi cantar antes, não é? Ele para, subitamente consciente do silêncio mortal que caiu sobre a sala. Kate olha interrogativamente para mim e eu encolhendo os ombros. Christian fica no banco e franze a testa, envergonhado ao perceber que se tornou o centro das atenções.

— Continue, — Grace pede baixinho. — Eu nunca ouvi você cantar, Christian. Nunca. — Ela olha para ele com admiração. Ele se senta no banquinho do piano, olhando distraidamente para ela, e depois de uma batida, ele encolhe os ombros. Seus olhos piscam nervosamente para mim, depois para as janelas. O resto da sala, de repente, explode em uma autoconsciente conversação e exceto por mim que assisto ao meu querido marido.

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Grace distrai-me, segurando minhas mãos, de repente apertando-me em seus braços.

— Oh, querida menina! Obrigada, obrigada, — ela sussurra, e somente eu posso ouvir. Isso me faz um nó na garganta.

 

— Um... — Eu a abraço de volta, sem ter a certeza do motivo dela estar me agradecendo. Grace sorri com os olhos brilhando, e beija minha bochecha. Oh meu... O que eu fiz?

— Vou fazer um chá, — ela diz, com a voz rouca de lágrimas não derramadas.

Eu vou lentamente para Christian, que agora está em pé, olhando para fora, através das janelas francesas.

— Oi, — eu murmuro.

— Oi. — Ele coloca o braço em volta da minha cintura, me puxando para ele, e eu deslizo minha mão no bolso de trás da calça jeans. Nós olhamos para fora, para a chuva.

— Sente-se melhor?

Concordo com a cabeça.

— Bom.

— Você, certamente, sabe como silenciar uma sala.

— Eu faço isso o tempo todo, — ele diz e sorri para mim.

— No trabalho, sim, mas não aqui.

— É verdade, não aqui.

— Ninguém nunca ouviu você cantar? Nunca?

— Parece que não, — ele diz secamente. — Vamos?

Eu olho para ele, tentando avaliar seu humor. Seus olhos são suaves e quentes e um pouco confusos. Eu decido mudar de assunto.

— Você vai bater em mim? — Eu sussurro, e de repente, há borboletas no meu estômago. Talvez seja o que preciso...

é disso que sinto falta.

Ele olha para mim, com os olhos escurecendo.

— Eu não quero te machucar, mas ficaria mais do que feliz em brincar com você.

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Olho nervosamente ao redor da grande sala, mas ninguém nos pode ouvir.

— Só se você se comportar mal, Sra. Grey. — Inclina-se e murmura no meu ouvido.

Como ele pode colocar tanta promessa sensual em tais palavras?

— Vou ver o que posso fazer sobre isto. — Eu sorrio.

Uma vez que nos despedimos, caminhamos até o carro.

— Aqui. — Christian me joga as chaves do R8. — Não o amasse, — acrescenta com toda seriedade, — ou eu vou ficar realmente zangado.

Minha boca fica seca. Ele está me deixando conduzir seu carro?

Minha deusa interior veste as suas luvas de couro e sapatos baixos. Ah, sim!

ela chora.

— Você tem certeza? — Eu pergunto, atordoada.

— Sim, antes que eu mude de ideia.

Acredito que eu nunca tenha dado sorriso maior. Ele revira os olhos e abre a porta do motorista para que eu possa entrar, eu ligo o motor antes mesmo que ele chegue do lado do passageiro e ele senta rapidamente.

— Ansiosa, Sra. Grey? — ele pergunta com um sorriso irônico.

— Muito.

Lentamente, eu dou marcha a ré para sair da garagem.

Consigo não deixar o carro morrer, surpreendendo-me.

Rapaz, como a embreagem é sensível. Cuidadosamente saio da garagem, olho no meu espelho retrovisor e vejo Sawyer e Ryan entrando no SUV Audi. Eu não tinha ideia que os nossos seguranças nos tinham seguido até aqui. Faço uma pausa antes de partir para a estrada principal.

— Você tem certeza disso?

— Sim, — Christian diz com forçosamente, me dizendo em entrelinhas que ele não tem certeza sobre tudo isso. Oh,

meu pobre, pobre 116

Cinqüenta. Eu quero rir, de ambos, tanto dele como de mim, porque eu estou nervosa e animada. Uma pequena parte de mim quer perder Sawyer e Ryan, apenas para chutá-los. Verifico se há tráfego, então dirijo o R8 para a estrada. Christian se tenciona e eu não consigo resistir. O

caminho é livre.

Eu coloco o pé no acelerador e nós disparamos para frente.

— Uau! Ana! — Christian grita. — Devagar, pois você pode nos matar.

Eu imediatamente libero o pedal. Uau, como corre este carro!

— Desculpe, — eu murmuro, tentando soar contida e falhando miseravelmente. Christian sorri para mim, para esconder seu alívio, eu acho.

— Bem, isso conta como mau comportamento, — ele diz casualmente e eu aperto o acelerador.

Olho no espelho retrovisor. Nenhum sinal do Audi, apenas um carro solitário, com vidros escuros atrás de nós. Eu imagino Sawyer e Ryan afobados, frenéticos para recuperar o atraso, e por algum motivo, isso me excita. Mas não querendo enfartar meu querido marido, decido me comportar e conduzir de forma constante, com confiança crescente, em direção à ponte 520.

De repente, Christian pragueja e se esforça para puxar o seu BlackBerry do bolso de seus jeans.

— O quê? — ele se ajeita com raiva de quem quer que seja do outro lado da linha. — Não. — ele diz e olha para trás de nós. — Sim. Ela está.

Eu brevemente verifico o espelho retrovisor, mas não vejo nada de estranho, apenas alguns carros atrás de nós. O SUV

está a cerca de quatro carros atrás, e todos nós estamos viajando em um ritmo constante.

— Eu entendo. — Christian suspira longa e duramente, esfrega a testa com os dedos, a tensão irradia para fora dele. Algo está errado.

— Sim... Eu não sei. — Ele olha para mim e abaixa o telefone de sua orelha. — Nós estamos bem. Continue indo,

— ele diz calmamente, sorrindo para mim, mas o sorriso não toca os seus olhos. Merda! A adrenalina sobe pelo meu sistema. Ele pega o telefone novamente.

— Tudo bem, na 520. Assim que chegarmos... Sim... eu vou.

Ele coloca o telefone no alto-falante, deixando as mãos-livres.

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— O que há de errado, Christian?

— Basta olhar para onde está indo, bebê, — ele diz em voz baixa.

Eu estou indo para a rampa de acesso da 520, na direção de Seattle.

Quando eu olho para Christian, ele está olhando para frente.

— Eu não quero que você entre em pânico, — ele diz calmamente. — Mas assim que estivermos na 520, quero que você pise no acelerador.

Estamos sendo seguidos.

Seguidos! Puta merda. Meu coração cambaleia em minha boca, batendo, meu couro cabeludo se arrepia, e minha garganta se contrai com o pânico. Seguidos por quem?

Meus olhos dardejam para o espelho retrovisor e, com certeza, o carro escuro que eu vi anteriormente ainda está atrás de nós. Porra! É isso? Eu tento ver através do para-brisa colorido quem está dirigindo, mas não vejo nada.

— Mantenha seus olhos na estrada, bebê, — Christian diz suavemente, não em um tom truculento, que ele normalmente usa quando eu estou dirigindo.

Mantenha o controle! Eu, mentalmente, me dou um tapa, para dominar o medo que está ameaçando tomar conta de mim. Suponha que quem está nos seguindo está armado?

Armado e atrás de Christian! Merda!

Sou atingida por uma onda de náusea.

— Como sabemos que estamos sendo seguidos? — Minha voz é um ao mesmo tempo, soprosa, sussurro, estridente.

— O Dodge atrás de nós tem placas falsas.

Como ele sabe disso?

Eu sinalizo ao nos aproximarmos da 520 vindo da rampa.

É um fim de tarde, e embora a chuva tenha parado, a pista está molhada. Felizmente, o tráfego está relativamente calmo.

A voz de Ray ecoa na minha cabeça, de uma de suas muitas palestras de autodefesa. É o pânico que vai matá-la ou deixá-la seriamente ferida, Annie. Eu respiro fundo, tentando manter minha respiração sob controle.

Quem está nos seguindo, está atrás de Christian. Então eu tomo outro fôlego, minha mente começa a clarear e meu estômago acalma. Eu tenho que manter a segurança de Christian. Eu queria dirigir este carro, e queria fazê-118

lo velozmente. Bem, aqui está a minha chance. Eu agarro o volante e dou um último olhar no meu espelho retrovisor.

O Dodge está praticamente nos fechando.

Eu diminuo a velocidade, ignorando o súbito olhar de pânico de Christian para mim, e tomo a entrada da 520, então o Dodge diminui e para, esperando por uma brecha no trânsito. Eu afundo o pé no acelerador. O R8

dispara para frente, empurrando-nos nas costas de nossos assentos. O

velocímetro chicoteia até cento e vinte quilômetros por hora.

— Calma, bebê, — Christian diz calmamente, embora eu tenha certeza que ele está tudo, menos calmo.

Eu costuro entre as duas linhas de tráfego, como uma peça preta num jogo de damas, efetivamente pulando os carros e caminhões. Estamos tão perto do lago nesta ponte, que é como se estivéssemos dirigindo na água.

Eu cuidadosamente ignoro a raiva e o olhar de desaprovação dos outros motoristas. Christian fecha as mãos em seu colo, mantendo-se o mais imóvel possível, e apesar dos meus pensamentos febris, pergunto-me vagamente se ele está fazendo isso para não me distrair.

— Boa menina, — ele respira em incentivo. Ele olha por trás dele. — Eu não consigo mais ver o Dodge.

— Estamos bem atrás do suspeito, Sr. Grey. — Sawyer fala pelo viva-voz. — Ele está tentando alcançá-lo, senhor. Nós vamos tentar chegar ao lado, e nos colocar entre seu carro e o Dodge.

Suspeito? O que significa isso?

— Ótimo. Sra. Grey está indo bem. Nesse ritmo, desde que o tráfego se mantenha fácil e pelo que posso ver, realmente está, nós estaremos fora da ponte, em poucos minutos.

— Senhor.

Nós disparamos, passando a torre de controle da ponte, e eu sei que estamos a meio caminho, através do lago Washington. Quando eu verifico a minha velocidade, ainda estou a cento e vinte.

— Você está indo muito bem, Ana, — Christian murmura novamente, enquanto ele olha para fora, na parte traseira do R8. Por um breve momento, seu tom me faz lembrar o do nosso primeiro encontro na sua sala de jogos, 119

quando ele pacientemente me incentivou durante a nossa primeira cena. O

pensamento é uma distração, e eu o dispenso imediatamente.

— Para onde eu estou indo? — pergunto, moderadamente mais calma. Tenho a sensação do carro, agora. Ele é uma

alegria para dirigir, tão silencioso e fácil de manusear, é difícil acreditar o quão rápido estamos indo.

Dirigindo a esta velocidade, neste carro, é fácil.

— Sra. Grey, encabece para I-5 e depois para o sul.

Queremos ver se o Dodge a segue por todo o caminho, —

Sawyer fala no viva voz. As luzes de tráfego na ponte estão verdes, Graças a Deus, e eu corro para frente.

Olho nervosamente para Christian, e ele sorri me tranquilizando.

Então, seu rosto se modifica.

— Merda! — ele resmunga suavemente.

Há um pequeno tráfego à frente, quando saímos da ponte, e eu tenho que diminuir. Olhando ansiosamente pelo espelho mais uma vez, acho que detecto o Dodge.

— Dez ou mais carros atrás?

— Sim, eu acho que é isso, — Christian diz, olhando através da estreita janela traseira. — Eu me pergunto que diabos é isso?

— Eu também. Não sabemos se é um homem que está dirigindo? — Eu deixo escapar para o BlackBerry.

— Não, Sra. Grey. Poderia ser um homem ou uma mulher.

O vidro é muito escuro.

— Uma mulher? — Christian diz.

Eu dou de ombros.

— Sua Sra. Robinson? — Eu sugiro, não tirando os olhos da estrada.

Christian endurece e tira o BlackBerry fora do viva voz.

— Ela não é minha Sra. Robinson, — ele rosna. — Eu não falei com ela desde o meu aniversário. E Elena não faria isso. Não é o seu estilo.

— Leila?

— Ela está em Connecticut, com seus pais. Eu lhe disse.

— Você tem certeza?

Ele faz uma pausa.

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— Não. Mas se ela tivesse fugido, tenho certeza que os pais dela teriam deixado Flynn saber. Vamos discutir isso quando estivermos em casa.

Concentre-se naquilo que está fazendo.

— Mas pode ser apenas algum carro aleatório.

— Eu não vou correr quaisquer riscos. Pelo menos, não com estes que você se preocupa, — ele resmunga. Ele coloca o BlackBerry de novo no viva voz, então estamos de volta em contato com nossa equipe de segurança.

Oh merda. Eu não quero sacudir Christian agora... mais tarde talvez.

Eu seguro a minha língua. Felizmente, o tráfego está diluindo um pouco. Eu sou capaz de acelerar sobre a intersecção Mountlake em direção à I-5, costurando através dos carros, novamente.

— E se a gente for parado pela polícia? — Eu pergunto.

— Isso seria uma coisa boa.

— Não para a minha licença.

— Não se preocupe com isso, — ele diz. Inesperadamente, eu ouço humor em sua voz.

Eu aperto o acelerador novamente, e atingimos cento e vinte. Rapaz, esse carro pode se mover. Eu amo isso, é tão fácil. Eu alcanço cento e trinta.

Eu acho que nunca dirigi tão rápido. Eu tinha sorte se meu Fusca atingisse oitenta quilômetros por hora.

— Ele se livrou do tráfego e pegou velocidade. — A voz desencarnada de Sawyer é calma e informativa. — Ele está indo a cento e quarenta.

Merda! Mais rápido! Eu pressiono o acelerador e o carro ronrona a cento e cinquenta quilômetros por hora, enquanto nos aproximamos da interseção I-5.

— Mantenha, Ana, — Christian murmura.

Eu diminuo momentaneamente para entrar na I-5. A interestadual está bastante calma, e eu sou capaz de atravessar em linha reta até a pista de alta velocidade em uma fração de segundo. Quando eu afundo o pé, o glorioso

R8 zuniu para frente, e eu entrei para a faixa da esquerda, simples mortais saíram da frente para nos deixar passar. Se eu não estivesse tão assustada, eu poderia realmente gostar disto.

— Ele chegou aos cento e sessenta quilômetros por hora, senhor.

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— Fique com ele, Luke, — Christian late para Sawyer.

Luke?

Um caminhão guina para a faixa rápida. Merda! E eu tenho que pisar no freio.

— Idiota fodido! — Christian xinga o motorista, enquanto nós damos uma guinada para frente em nossos lugares. Eu sou grata pelo nosso cinto de segurança.

— Vá a frente dele, bebê, — Christian diz, com os dentes cerrados.

Eu verifico os meus espelhos e corto para a direita em três pistas. Nós aceleramos, passando os veículos mais lentos e, em seguida, voltamos a cortar para a faixa mais rápida.

— Boa manobra, Sra. Grey, — Christian murmura, apreciativo. — Onde estão os policiais quando você precisa deles?

— Eu não quero tomar uma multa, Christian, — eu murmuro, concentrando-me na estrada à frente. — Você já ganhou uma multa dirigindo isso?

— Não, — ele diz, mas lhe olhando rapidamente, eu consigo ver seu sorriso.

— Você já foi parado?

— Sim.

— Oh.

— O charme, Sra. Grey. Tudo se resume ao charme. Agora se concentre. Onde está o Dodge, Sawyer?

— Ele acabou de chegar aos cento e setenta, senhor. —

Sawyer diz.

Puta merda! Meu coração pula mais uma vez na minha boca. Posso dirigir mais rápido? Eu empurro meu pé, e mais uma vez passo, rasgando o tráfego.

— Pisque os faróis, — Christian ordena, quando um Ford Mustang não sai da frente.

— Mas isso faria de mim uma imbecil.

— Então, seja uma imbecil! — ele joga.

Caramba. Ok!

— Um, onde estão os faróis?

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— O indicador. Puxe-o.

Eu faço isso, e o Mustang se afasta, mas não antes que o motorista mostre o dedo para mim de uma maneira não muito respeitosa. Eu disparo, passando por ele.

— Ele é um babaca, — Christian diz baixinho, então late para mim, — desça na Rua Stewart.

Sim senhor!

— Nós pegamos a saída da Rua Stewart, — Christian diz para Sawyer.

— Em frente até o Escala, senhor.

Eu diminuo, verifico os meus espelhos, sinalizo, em seguida, passo com surpreendente facilidade através das quatro pistas da rodovia e desço pela rampa. Seguindo o fluxo da Rua Stewart, nos dirigimos para o sul. A rua está tranquila, com poucos veículos. Onde estão todos?

— Nós temos muita sorte com o tráfego. Mas isso significa que o Dodge também terá. Não abrande Ana. Nos leve para casa.

— Eu não consigo me lembrar do caminho, — eu murmuro, em pânico, pelo fato do Dodge ainda estar no nosso rabo.

— Vá para o sul na Stewart. Continue indo em frente até que eu diga quando virar. — Christian parece ansioso novamente. Eu disparo, passando três quarteirões, mas o sinal muda para amarelo na Avenida Yale.

— Corra Ana, — Christian grita. Eu pulo fortemente e piso fundo no acelerador, nos jogando de volta em nossos lugares, acelerando através da luz que agora está vermelha.

— Ele está pegando a Stewart, — Sawyer diz.

— Fique com ele, Luke.

— Luke?

— Esse é o nome dele.

Um olhar rápido e posso ver Christian olhando para mim como se eu fosse louca.

— Olhos na pista!— ele se grita.

Eu ignoro o seu tom.

— Luke Sawyer.

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— Sim! — Ele soa exasperado.

— Ah. — Como é que eu não sabia isso? O homem tem me seguido no trabalho nas últimas seis semanas, e eu nem sabia o seu primeiro nome.

— Sou eu, senhora, — Sawyer diz, assustando-me, no entanto ele está falando com a voz calma, monótona, que ele sempre usa. — O suspeito está descendo a Stewart, senhor. Ele está realmente acelerando.

— Vai, Ana. Menos desse bate-papo do caralho, —

Christian rosna.

— Estamos parando no primeiro sinal da Stewart. —

Sawyer informa-nos.

— Ana, rápido, aqui, — Christian grita, apontando para um estacionamento no lado sul da Avenida Boren. Eu viro, com os pneus gritando em protesto, quando eu desvio para o estacionamento lotado.

— Dirija ao redor. Rápido, — Christian ordena. Eu dirijo tão rápido como posso, para o fundo, fora da vista da rua. — Lá.

— Christian aponta para um espaço. Merda! Ele quer que eu estacione. Porcaria!

— Só tem que fazê-lo, porra, — ele diz. Então eu faço...

perfeitamente.

Provavelmente, a única vez que eu já estacionei perfeitamente.

— Estamos escondidos no estacionamento entre a Stewart e a Boren, — Christian diz para o BlackBerry.

— Ok, senhor. — Sawyer parece irritado. — Fique onde está, nós vamos seguir o suspeito.

Christian se vira para mim, seus olhos procurando o meu rosto.

— Você está bem?

— Claro, — eu sussurro.

Christian sorri.

— Quem quer que esteja dirigindo o Dodge não pode nos ouvir, você sabia?

E eu rio.

— Estamos passando pela Stewart com Boren agora, senhor. Eu vejo o estacionamento. Ele passou reto, senhor.

Nós dois suspiramos simultaneamente, com alívio.

— Bom trabalho, Sra. Grey. Belíssima condução! —

Christian delicadamente acaricia o meu rosto com a ponta dos dedos, e eu salto com o 124

contato, inalando profundamente. Eu não tinha ideia de que estava segurando a minha respiração.

— Isso significa que você vai parar de reclamar da minha condução?

— Eu pergunto. Ele ri, uma gargalhada catártica.

— Eu não iria tão longe a ponto de dizer isso.

— Obrigada por me deixar conduzir o seu carro. Sob tais circunstâncias interessantes, também. — Eu tento desesperadamente manter minha voz leve.

— Talvez eu deva dirigir agora.

— Para ser honesta, eu não acho que possa sair agora para deixar você sentar aqui. Minhas pernas parecem uma gelatina. — De repente eu estou tremendo e sacudindo.

— É a adrenalina, bebê, — ele diz. — Você foi incrivelmente bem, como de costume. Você me

surpreendeu Ana. Você nunca me decepciona. — Ele toca meu rosto ternamente com o dorso de sua mão, e o rosto cheio de amor, medo, arrependimento, muitas emoções ao mesmo tempo, suas palavras são minha perdição.

Sobrecarregada, um soluço estrangulado escapa da minha garganta apertada, e eu começo a chorar.

— Não, querida, não. Por favor, não chore. — Ele estende o braço e, apesar do espaço limitado que temos, ele me puxa através do freio de mão, para me embalar no seu colo.

Tirando o cabelo do meu rosto, ele me beija os olhos e o rosto, e eu enrolo meus braços em torno dele soluçando baixinho em seu pescoço. Ele enterra seu nariz no meu cabelo e me envolve em seus braços, me segurando apertado e sentamos, nenhum de nós diz nada, e ficamos apenas abraçados.

A voz de Sawyer nos assusta.

— O suspeito parou do lado de fora do Escala. Ele está fumando.

— Siga-o, — Christian ordena.

Eu limpo meu nariz no dorso da minha mão e respiro fundo, firmemente.

— Use a minha camisa. — Christian beija a minha têmpora.

— Desculpe, — eu murmuro envergonhada pelo meu choro.

— Por quê? Não há motivo.

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Eu limpo meu nariz outra vez. Ele puxa o meu queixo para cima e planta um beijo suave nos meus lábios.

— Seus lábios são tão macios quando você chora, minha menina, linda e corajosa, — ele sussurra.

— Beije-me outra vez.

Christian me puxa, colocando uma mão nas minhas costas, e outra no meu traseiro.

— Beije-me, — eu respiro, e eu assisto seus lábios abrirem, enquanto ele inala drasticamente. Inclinando-se sobre mim, ele tira o BlackBerry fora do viva voz, e o joga no assento do motorista ao lado das minhas sandálias.

Então, sua boca cai sobre a minha, enquanto ele move sua mão direita pelo meu cabelo, me mantendo no lugar, e levantando a esquerda para o meu rosto. Sua língua invade a minha boca, e congratulo-me com ele. A adrenalina se transforma em desejo, cruzando meu corpo. Eu toco seu rosto, correndo os dedos sobre suas costeletas, saboreando o gosto dele. Ele geme com minha resposta febril, baixo e profundo e gutural, e minha barriga aperta rápida e duramente, com o desejo carnal. A mão dele se move para baixo do meu corpo, roçando meus seios, minha cintura, até o meu traseiro.

Eu me mexo um pouco para facilitar.

— Ah! — ele diz e se afasta de mim, sem fôlego.

— O quê? — Eu murmuro contra os seus lábios.

— Ana, nós estamos em um estacionamento de carros, em Seattle.

— Então?

— Bem, agora eu quero foder, e você está se contorcendo por mim... é desconfortável.

Meu desejo dispara, fora de controle, com as suas palavras, tencionando todos os meus músculos abaixo da cintura, mais uma vez.

— Foda-me então. — Eu beijo o canto da sua boca. Eu o quero.

Agora. Essa perseguição foi excitante. Muito excitante.

Aterrorizante... e o medo disparou a minha libido. Ele se inclina para trás, e olha para mim, com seus olhos escuros e semicerrados.

— Aqui? — Sua voz é rouca.

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Minha boca fica seca. Como ele pode me acender com apenas uma palavra?

— Sim. Eu quero você. Agora.

Ele inclina a cabeça para um lado e olha para mim por alguns momentos.

— Sra. Grey, como você é descarada, — ele sussurra, após o que parece uma eternidade. A mão dele segura meu cabelo, pela minha nuca, mantendo-me firmemente no lugar, e sua boca é novamente minha, com mais força desta vez. Sua outra mão desliza pelo meu corpo, para baixo, sobre o meu traseiro e para o meio das minhas coxas. Meus dedos enroscam em seu cabelo não tão curto.

— Estou tão feliz que você esteja vestindo uma saia, —

murmura, enquanto desliza a mão por baixo da minha saia azul e branca acariciando minha coxa. Eu me contorço mais uma vez em seu colo e o ar sibila entre os seus dentes.

— Fique quieta, — ele resmunga. Ele aconchega o meu sexo com a mão, e eu paro imediatamente. Ele esfrega o seu polegar sobre meu clitóris, e minha respiração trava na garganta, com um choque de prazer, enquanto a eletricidade me preenche fundo, fundo dentro de mim.

— Quieta, — ele sussurra. E me beija mais uma vez, enquanto circula o polegar suavemente através da minha cara calcinha de renda.

Lentamente, ele escorrega dois dedos pela calcinha e para dentro de mim.

Eu gemo e flexiono os quadris em direção a sua mão.

— Por favor, — eu sussurro.

— Oh, Sra. Grey. Você já pronta, — ele diz, deslizando os dedos para dentro e fora, tortuosamente devagar. — Então, perseguições de carro te excitam?

— Você me excita.

Ele me dá um sorriso de lobo e retira seus dedos de repente, me deixando a deriva. Ele coloca o braço sob meus joelhos, me pegando de surpresa, e me levanta para se ajustar ao meu redor enfrentando o pára-brisa.

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— Coloque suas pernas em cada lado do meu corpo, — ordena, unido as pernas dele no espaço para os pés. Eu faço como ele disse, colocando meus pés no chão em cada lado dele. Ele passa as mãos pelas minhas coxas, depois para trás, puxando a minha saia.

— Mãos em meus joelhos, bebê. Incline-se para frente.

Levante essa gloriosa bunda no ar. Cuidado com a cabeça.

Merda! Nós realmente vamos fazer isso, em um estacionamento público. Eu rapidamente olho a área em frente a nós e não vejo ninguém, mas sinto uma emoção fluindo através de mim. Estou muito exposta! Isto é tão quente! Christian se move debaixo de mim, e eu ouço o som revelador de seu zíper. Colocando um braço em volta da minha cintura e com a outra mão puxando minha calcinha rendada para o lado, ele me espeta num movimento rápido.

— Ah! — Eu gemo, mexendo em cima dele, e sua respiração sibila por entre os dentes. Seu braço em volta de mim serpenteia até o meu pescoço e ele me agarra por debaixo do meu queixo. Sua mão se espalha por todo meu pescoço, me puxando para trás e inclinando minha cabeça para um lado permitindo que ele beijasse minha garganta.

Sua outra mão aperta o meu quadril e juntos, começamos a nos mover.

Eu empurro para cima com os pés, e ele inclina-se em mim, dentro e fora. A sensação é... Eu gemo alto. É tão profundo, assim. Minha mão esquerda agarra ao redor do freio de mão, minha mão direita segura contra a minha porta. Seus dentes mordiscam a minha orelha e ele puxa, é quase doloroso. Ele empurra de novo e de novo, dentro de mim. Eu subo e desço, e nós estabelecemos um ritmo, ele move a mão em torno, debaixo da minha saia até o ápice das minhas coxas, e seus dedos suavemente provocam o meu clitóris através da minha elegante calcinha.

— Ah!

— Seja. Rápida, — ele respira no meu ouvido com os dentes cerrados, a mão ainda enrolada no meu pescoço debaixo do meu queixo. — Precisamos fazer isso rápido, Ana. — E ele aumenta a pressão de seus dedos contra o meu sexo.

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— Ah! — Eu percebo que a familiar sensação de prazer, aumenta de pouco a pouco, dentro de mim.

— Vamos, bebê, — ele raspa na minha orelha. — Quero ouvi-la.

Solto mais um gemido, eu sou toda sensações, meus olhos estão bem fechados. Sua voz no meu ouvido, sua respiração no meu pescoço, o prazer irradiando a partir de onde os dele dedos provocam o meu corpo até as minhas entranhas, e eu me perco. Meu corpo assume o controle, liberando todo desejo.

— Sim, — Christian sopra no meu ouvido e eu abro meus olhos por um instante, encarando freneticamente o teto forrado do R8, e então, eu os fecho novamente, e gozo sobre ele.

— Oh, Ana, — ele murmura, maravilhado, me envolvendo em seus braços, estocando uma última vez e então ele goza dentro de mim.

Ele corre o nariz ao longo do meu queixo e suavemente beija minha garganta, minha bochecha, minha têmpora, enquanto eu caio sobre ele, com minha cabeça pendendo contra seu pescoço.

— Tensão aliviada, Sra. Grey? — Christian fecha seus dentes em volta da minha orelha de novo e puxa. Meu corpo está esgotado, totalmente exausto, e eu gemo. Sinto o seu sorriso contra mim.

— Certamente ajudou com a minha, — ele acrescenta, deslocando-me de cima dele. — Perdeu a sua voz?

— Sim, — eu murmuro.

— Ora, se você não é uma criatura devassa? Eu não tinha ideia de quão exibicionista você é.

Sento-me imediatamente, alarmada. Ele estava tenso.

— Ninguém viu nada, viu? — Olho ansiosamente ao redor do estacionamento.

— Você acha que eu deixaria qualquer um assistir minha esposa gozar? — Ele passa a mão nas minhas costas me tranquilizando, mas o tom de sua voz provoca arrepios na minha espinha. Eu me viro para olhar para ele, que sorri endiabrado.

— Sexo no carro! — Eu exclamo.

Ele sorri e coloca uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.

129

— Vamos voltar. Eu vou dirijo.

Ele abre a porta para me deixar sair de seu colo e sair para o estacionamento. Quando eu olho, ele está rapidamente fechando a sua braguilha. Ele me segue e, em seguida, mantém a porta aberta para mim, passando rapidamente o lado do motorista, sobe ao meu lado, recupera o BlackBerry, e faz uma chamada.

— Onde está o Sawyer? — ele se pergunta. — E o Dodge?

Como é que o Sawyer não está com você?

Ele escuta Ryan atentamente, eu presumo.

— Ela? — ele suspira. — Fique com ela. — Christian desliga e olha para mim.

Ela! O motorista do carro? Quem poderia ser, Elena?

Leila?

— O motorista do Dodge é uma mulher?

— Então, é o que parece, — ele diz calmamente. Sua boca aperta em uma linha fina, com raiva. — Vamos para casa, —

resmunga. Ele liga o R8

com um rugido e sai suavemente para fora do estacionamento.

— Onde está a, er... suspeita? O que foi isso de nos perseguir pelo caminho? Parece muito BDSM.

Christian sorri brevemente, enquanto tira o carro do estacionamento e de volta para a Rua Stewart.

— Ela é um Sujeito Desconhecido. Ryan foi do FBI.

— FBI?

— Não pergunte. — Christian balança a cabeça. É óbvia sua profunda contemplação.

— Bem, onde está esta mulher suspeita?

— Na I-5, rumo ao sul. — Ele olha para mim, com olhos sombrios.

Caramba, de apaixonado para calmo, e logo para ansioso no espaço de alguns instantes. Eu estendo a mão e acaricio sua coxa, correndo os dedos despretensiosamente até a costura da calça jeans, esperando melhorar seu humor. Ele tira a mão do volante e impede a lenta subida da minha mão.

— Não, — ele diz. — Nos chegamos até aqui. Você não quer que tenhamos um acidente a três quarteirões de casa.

— Ele levanta a minha 130

mão aos lábios e planta um beijo frio em meu dedo indicador para compensar sua repreensão. Frio, calmo, autoritário... Meu Cinquenta. E pela primeira vez, ele me faz sentir como uma criança rebelde. Eu retiro a minha mão e me sento em silêncio por um momento.

— Mulher?

— Aparentemente, sim. — Ele suspira, entra na garagem subterrânea do Escala, e digita o código de acesso no teclado de segurança. O portão balança e abre, ele dirige de forma suave, para o estacionamento do R8, para a sua vaga.

— Eu realmente gosto deste carro, — eu murmuro.

— Eu também. E eu gostei da forma como você lidou com isso sem deixar um arranhão sequer.

— Você pode me dar um no meu aniversário, — eu dou um sorriso para ele.

Christian fica de boca aberta, enquanto eu saio do carro.

— Um branco, eu acho, — eu acrescento, inclinando-me e mantendo o meu sorriso.

Ele sorri.

— Anastásia Grey, você nunca deixa de me surpreender.

Eu fecho a porta e me dirijo até a frente do carro para esperar por ele.

Graciosamente ele sai, me olhando com aquele olhar...

aquele olhar que incendeia tudo dentro de mim. Eu conheço bem este olhar. Quando ele chega à minha frente, se inclina e sussurra: — Você gosta do carro. Eu gosto do carro. Eu fodi você nele... talvez eu devesse foder você sobre ele.

Eu suspiro. E um elegante BMW prata entra na garagem.

Christian olha ansiosamente, em seguida, com aborrecimento, sorri para mim.

— Mas parece que temos companhia. Venha. — Ele agarra a minha mão e me leva para o elevador da garagem. Ele aperta botão de chamada e, enquanto esperamos, o motorista do BMW se une a nós. Ele é jovem, está vestido casualmente, tem longos cabelos escuros e em camadas.

Ele parece que ele trabalha na mídia.

— Oi, — ele diz, sorrindo calorosamente para nós.

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Christian coloca o braço em volta de mim e acena com a cabeça educadamente.

— Acabei de me mudar. Apartamento 16.

— Olá. — Eu retorno o seu sorriso. Ele tem uma espécie suave de olhos castanhos.

O elevador chega e todos nós entramos, Christian olha para mim, sua expressão é ilegível.

— Você é Christian Grey, — diz o jovem.

Christian dá-lhe um sorriso apertado.

— Noah Logan. — Ele estende a mão. Relutantemente, Christian aperta. — Qual o andar? — Noah pergunta.

— Eu tenho que inserir um código.

— Oh.

— Cobertura.

— Oh. — Noah sorri. — Claro. — Ele aperta o botão para o oitavo andar e as portas se fechem. — Sra. Grey, eu presumo.

— Sim. — Eu dou-lhe um sorriso educado e nós apertamos as mãos.

Noah cora um pouco e ele olha para mim por mais tempo que deveria. Eu observo o seu rubor e o braço de Christian aperta em torno de mim.

— Quando você se mudou? — Eu pergunto.

— No último fim de semana. Eu adoro o lugar.

Há um estranho silencio antes que o elevador pare no andar de Noah.

— Muito prazer em conhecê-lo, — ele diz soando aliviado e sai. As portas se fecham silenciosamente atrás dele.

Christian aperta o código de entrada e o elevador sobe novamente.

— Ele parecia simpático, — eu murmuro. — Eu nunca conheci nenhum dos vizinhos antes.

Christian faz uma careta.

— Eu prefiro desse jeito.

— Isso porque você é um eremita. Eu o achei bastante agradável.

— Um eremita?

— Eremita. Enclausurado em sua torre de marfim, — eu falo com naturalidade. Christian contorce os lábios com diversão.

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— A nossa torre de marfim. E eu acho que você tem outro nome a acrescentar a sua lista de admiradores, Sra. Grey.

Reviro os olhos.

— Christian, você acha que todo mundo é meu admirador.

— Você acabou de revirar seus olhos para mim?

Meu pulso se acelera.

— Tem certeza que eu fiz, — eu sussurro, minha respiração está presa na minha garganta.

Ele vira a cabeça para um lado, vestindo a sua latente, expressão arrogante e divertida.

— O que vamos fazer sobre isso?

— Algo difícil.

Ele pisca para esconder sua surpresa.

— Áspero?

— Por favor.

— Você quer mais?

Concordo com a cabeça lentamente. As portas do elevador se abrem e estamos em casa.

— Quão áspero? — ele respira, com os olhos escurecidos.

Eu olho para ele, sem dizer nada. Ele fecha os olhos por um momento, então pega a minha mão e me puxa para a entrada.

Quando irrompemos pelas portas duplas, Sawyer está de pé no corredor, olhando esperançoso para nós dois.

— Sawyer, eu gostaria de conversar em uma hora, —

Christian diz.

— Sim, senhor. — Virando-se, Sawyer se dirige de volta ao escritório de Taylor.

Temos uma hora!

Christian olha para mim.

— Áspero?

Concordo com a cabeça.

— Bem, Sra. Grey, você está com sorte. Eu estou aceitando todas as suas solicitações de hoje.

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Capítulo 06

— Você tem algo em mente? — Christian murmura, me prendendo ao seu olhar atrevido. Eu dou de ombros, de repente, sem fôlego e agitada. Eu não sei se foi a perseguição, a adrenalina, o meu mau humor de mais cedo, eu não entendo, mas eu quero isso, e quero muito. Uma expressão perplexa esvoaça no rosto de Christian. — Uma foda pervertida? — ele pergunta, suas palavras são como uma carícia suave.

Eu concordo com a cabeça, sentindo meu rosto queimar.

Por que estou envergonhada com isso? Eu fiz todos os tipos de coisas pervertidas com este homem. Ele é meu marido, porra! Estou envergonhada porque eu quero isso e eu tenho vergonha de admitir? Meu subconsciente olha pra mim. Pare de cismar.

— Carta branca? — Ele sussurra a questão, olhando-me especulativamente como se estivesse tentando ler minha mente.

Carta branca? Santa foda, o que isso implica?

— Sim, — eu murmuro nervosamente, enquanto a emoção floresce dentro de mim. Ele sorri um sorriso lento e sexy.

— Venha, — ele diz e puxa-me para as escadas. Sua intenção é clara.

Sala de jogos! Minha deusa interior desperta de seu sono pós sexo no R8, com os olhos arregalados e ansiosa para ir.

No topo das escadas, ele solta minha mão e destranca a porta da sala de jogos. A chave está no chaveiro Yes Seattle que eu lhe dei, não muito tempo atrás.

— Depois de você, Sra. Grey, — ele diz e mantém a porta aberta.

A sala de jogos cheira tranquilizadoramente familiar, a couro e madeira fresca polida. Eu coro, sabendo que a Sra.

Jones deve vindo aqui para limpar, enquanto estivemos fora, em nossa lua de mel. À medida que entramos, Christian liga o interruptor e as luzes das paredes de um 134

vermelho escuro, são iluminadas com uma luz suave e difusa. Eu fico olhando para ele, a antecipação correndo grossa e pesada nas minhas veias.

O que ele vai fazer? Ele tranca a porta e se transforma.

Inclinando a cabeça para um lado, ele me analisa, pensativo e depois balança a cabeça, achando graça.

— O que você quer, Anastásia? — ele pergunta gentilmente.

— Você. — Minha resposta é um sopro.

Ele sorri.

— Você me tem. Você me teve desde a vez que você caiu no meu escritório.

— Surpreenda-me, Sr. Grey.

Sua boca torce com humor reprimido e uma promessa carnal.

— Como quiser, Sra. Grey.

Ele cruza os braços e levanta um longo dedo indicador aos lábios, enquanto ele me avalia.

— Eu acho que nós vamos começar por livrar você de suas roupas. — Ele dá um passo à frente. Agarrando a frente da minha jaqueta jeans curta, ele abre e a empurra sobre os meus ombros, e então ela cai no chão. Ele aperta a barra da minha camisa preta.

— Levante os braços.

Eu obedeço, e ele a retira pela minha cabeça. Inclinando-se, ele planta um beijo suave nos meus lábios, e seus os olhos brilham com uma mistura atraente de luxúria e amor.

A camisa se junta ao meu casaco, no chão.

— Tome, — eu sussurro olhando nervosamente para ele, enquanto removo o prendedor de cabelo do meu pulso e entrego para ele. Ele se me olha brevemente, mas não dá nem uma dica sobre o que vai fazer.

Finalmente, ele toma a pequena faixa.

— Vire-se, — ele ordena.

Aliviada, eu sorrio para mim mesma e obedeço imediatamente. Parece que vou superar esse pequeno

obstáculo. Ele junta meu cabelo e trança com rapidez e eficiência, antes de amarrar com a faixa. Ele puxa a trança, puxando minha cabeça para trás.

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— Bem pensado, Sra. Grey, — ele sussurra em meu ouvido, em seguida, belisca a minha orelha. — Agora vire-se e tire a sua saia. Deixe-a cair ao chão. — Ele me libera e anda para trás, enquanto me preparo para enfrentá-lo. Não tiro os olhos dele, eu desabotoo o cinto da minha saia e abro o zíper. A saia cai por inteira e fica no chão, aos meus pés.

— Saia de sua saia, — ele ordena. Eu dou um passo na direção dele, ele se ajoelha rapidamente na minha frente e agarra o meu tornozelo direito.

Habilmente, ele desafivela minha sandália, uma de cada vez, enquanto eu me inclino para frente, balançando-me com uma mão na parede sob os pinos que eram utilizados para armazenar vários tipos de chicotes. Os açoites e os chicotes de montaria são os únicos instrumentos que permaneceram. Eu olho-os com curiosidade. Será que ele vai usar isso?

Depois de ter tirado os sapatos, eu fico apenas de sutiã e calcinha, e Christian senta-se sobre os calcanhares, olhando para mim.

— Você é uma bela visão, Sra. Grey. — De repente, ele se ajoelha, agarra meus quadris e me puxa para frente, enterrando o nariz no ápice de minhas coxas. — E você cheira a você, a mim e a sexo, — ele diz inalando fortemente. — É inebriante. — Ele me beija através da minha calcinha de renda, enquanto eu engasgo com suas palavras, e minhas entranhas liquefazem. Ele é tão...

perverso. Juntando minhas roupas e sandálias, ele levanta em um movimento rápido e gracioso, como um atleta.

— Vá e fique ao lado da mesa, — ele diz calmamente, apontando com o queixo. Voltando, ele caminha pelo seu

museu de maravilhas.

Ele olha para trás e sorri para mim.

— Olhe para a parede, — ele ordena. — Dessa forma, você não saberá o que estou planejando. Nosso objetivo é agradar, Sra. Grey, e você queria uma surpresa.

Viro-me para longe dele, ouvindo atentamente, meus ouvidos de repente estão sensíveis ao menor som. Ele é bom nisso, construindo as minhas expectativas, alimentando o meu desejo... fazendo-me esperar. Eu lhe ouço tirar os sapatos e espero, segurando a respiração, ouvir o barulho revelador de seus sapatos quando eles caem no chão, um de cada vez.

136

Hmm... amo Christian de pés descalços. Um momento depois, eu lhe ouço puxar e abrir uma gaveta.

Brinquedos! Oh, eu amo, amo, amo essa antecipação. A gaveta fecha e minha respiração está aos picos. Como pode o som de uma gaveta me transformar numa tremenda confusão? Não faz nenhum sentido. O assobio sutil do sistema de som que toma vida, e me diz que vamos ter um interlúdio musical. Um piano solitário começa, na surdina, suavemente, e os acordes tristes enchem a sala. Não é uma música que eu conheça. O piano é acompanhado por uma guitarra elétrica. O que é isso? É a voz de homem e eu só consigo entender algumas palavras sobre não estar com medo de morrer.

Christian se aproxima de mim, e seus pés descalços batem no chão de madeira. Eu lhe senti atrás de mim, enquanto uma mulher começava a cantar... lamentando...

cantando?

— Áspero você disse, Sra. Grey? — ele respira no meu ouvido esquerdo.

— Hmm.

— Você tem que pedir que eu pare se for demais. Se você disser pare, eu vou parar imediatamente. Você entende?

— Sim.

— Eu preciso de sua promessa.

Eu inalo fortemente. Merda, o que ele vai fazer?

— Eu prometo, — sussurro sem fôlego, recordando as palavras de antes: Eu não quero te machucar, mas eu ficaria mais do que feliz em brincar.

— Boa menina. — Inclinando-se, ele planta um beijo em meu ombro nu, e em seguida, passa um dedo por baixo da alça do meu sutiã e traça uma linha nas minhas costas abaixo da alça. Eu quero gemer. Como ele faz o mínimo toque parecer tão erótico?

— Tire isso, — ele sussurra em meu ouvido, e apressadamente eu obrigo o meu sutiã cair no chão.

Suas mãos roçam nas minhas costas, e ele encaixa ambos os polegares em minha calcinha deslizando-a pelas minhas pernas.

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— Tire, — ele ordena. Mais uma vez eu faço como ele disse, saindo da minha calcinha. Ele planta um beijo na minha bunda e bate.

— Vou vendar você para que tudo seja mais intenso. —

Ele desliza uma máscara de alguma companhia aérea sobre meus olhos e meu mundo mergulha na escuridão. A mulher cantando, geme incoerentemente... uma melodia assombrosa, do fundo do coração.

— Dobre para baixo e deite sobre a mesa. — Suas palavras são em tom suave. — Agora.

Sem hesitar, eu me curvo sobre mesa e descanso meu tronco sobre a madeira polida, meu rosto cora contra a superfície dura. É legal senti-la contra a minha pele, cheirando vagamente a cera de abelha com um sabor cítrico.

— Estique os braços para cima e segure na borda.

Ok... Avançando, eu agarro a extremidade da mesa. É

longa o bastante, para que meus braços se mantenham

estendidos.

— Se você soltar, eu vou bater em você. Você entende?

— Sim.

— Você quer que eu bata em você, Anastásia?

Tudo abaixo de minha cintura aperta se deliciosamente.

Eu percebo que eu sempre quis isso, desde que ele me ameaçou durante o almoço, e nem a perseguição de carro, nem o nosso encontro íntimo posterior, saciou essa necessidade.

— Sim. — Minha voz é um sussurro rouco.

— Por quê?

Oh... eu tenho que ter uma razão? Caramba. Eu dou de ombros.

— Diga-me, — ele persuade.

— Um...

E, do nada, ele me bate duro.

— Ah! — Eu grito.

— Silêncio agora.

Ele gentilmente esfrega minha bunda, onde ele me bateu.

Em seguida, ele se inclina sobre mim, com seus quadris colados em meu traseiro, e planta um beijo entre meus ombros, beija trilhas em minhas 138

costas. Ele tirou a sua camisa, e por isso, o cabelo no seu peito roça nas minhas costas. Ele pressiona sua ereção contra mim através do tecido áspero da calça jeans.

— Abra as pernas, — ele ordena.

Eu movo as minhas pernas.

— Mais aberto.

Eu gemo e arreganho mais as minhas pernas.

— Boa menina, — ele respira. Ele traça o dedo pelas minhas costas, ao longo da racha entre minhas nádegas, e sobre o meu ânus, que encolhe ao seu toque.

Continuar: parte 3 de 3