Cinquenta Tons de Liberdade

E.L. James · Capítulo 3 de 8 · parte 3/3

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Cinquenta Tons de Liberdade

Capítulo X

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.

— Nós vamos ter algum divertimento com isso, — ele sussurra.

Porra!

Seu dedo continua a descer sobre o meu períneo e lentamente desliza em mim.

— Eu vejo que você está muito molhada, Anastásia. De mais cedo ou de agora?

Eu gemo e ele desliza o dedo para dentro e para fora de mim, mais e mais. Eu empurro contra sua mão, saboreando a intrusão.

— Oh, Ana, eu acho que foi por causa de ambos. Tenho certeza que você adora estar aqui, assim. Minha.

Eu adoro, oh, eu adoro. Ele retira o dedo e cheira-me com força mais uma vez.

— Diga-me, — ele sussurra, sua voz é rouca e urgente.

— Sim, eu adoro, — eu choramingo.

Ele me cheira com força mais uma vez, para que eu clame, então enfia dois dedos dentro de mim. E lhes retira imediatamente, espalhando a umidade ao longo e ao redor do meu ânus.

— O que você vai fazer? — Pergunto, sem fôlego. Oh meu Deus... ele vai foder a minha bunda?

— Não é o que você pensa, — murmura me tranquilizando. — Eu te disse, será um passo de cada vez com isso, bebê. — Eu ouço o suave espremer de algum líquido, presumivelmente de um tubo, em seguida, seus dedos estão massageando-me lá outra vez. Lubrificando-me... lá! Eu me 139

contorço quando meu medo se choca com a minha excitação, sobre o desconhecido. Ele me bateu mais embaixo, ou seja, ele bateu em meu sexo.

Eu gemo. É uma sensação... tão boa.

— Fique quieta, — ele diz. — E não solte.

— Ah.

— Isto é lubrificante. — Ele espalha um pouco mais sobre mim. Eu tento não me contorcer embaixo dele, mas meu coração está disparado, meu pulso está acelerado, e o desejo e a ansiedade bombeavam através de mim.

— Eu queria fazer isso com você já há algum tempo, Ana.

Eu gemo. E eu sinto algo legal, metalicamente frio, correr pela minha espinha.

— Eu tenho um pequeno presente para você aqui, —

Christian sussurra.

Uma imagem de nosso “mostrar e compartilhar” me veio à mente.

Vaca sagrada. Um plugue anal. Christian encaixou-o embaixo, separando as minhas nádegas.

Oh meu Deus...

— Eu vou empurrar isso para dentro de você bem devagar.

Eu suspiro com a antecipação e a ansiedade, correndo por de mim.

— Será que vai doer?

— Não, querida. É pequeno. E quando estiver dentro de você, eu vou lhe foder forte.

Eu praticamente convulsiono. Debruçando sobre mim, ele me beija mais uma vez entre meus ombros.

— Pronta? — ele sussurra.

Pronta? Estou pronta para isso?

— Sim, — eu murmurei suavemente, minha boca está seca. Ele corre outro dedo para baixo, passando pela minha bunda, períneo e desliza dentro de mim. Porra, é o seu polegar. Ele aconchega o meu sexo e seus dedos suavemente acariciam o meu clitóris. Eu gemo... isso é tão... bom. E

suavemente, enquanto seus dedos realizam sua magia, ele empurra o plugue frio lentamente pra dentro mim.

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— Ah! — Eu gemo bem alto com a sensação estranha, e meus músculos protestam contra a intrusão. Ele circunda o dedo dentro de mim e empurra o plugue mais duro, que desliza facilmente, e eu não sei se é porque eu estou tão

ligada ou se ele está me distraindo com seus dedos peritos, mas meu corpo parece aceitá-lo. É pesado... e estranho... lá!

— Oh, bebê.

E eu posso senti-lo... onde o dedo gira dentro de mim... e pressiona de encontro ao plugue... oh, ah... Ele torce lentamente o plugue, me provocando um moroso gemido.

— Christian, — eu murmuro, seu nome é um mantra ilegível, enquanto eu me ajusto à sensação.

— Boa menina, — ele murmura. Ele passa a mão livre no meu lado até que ele atinge o meu quadril. Lentamente ele retira o dedo, e ouço o som revelador da abertura do seu zíper. Segurando meu quadril, ele me puxa para trás e abre minhas pernas ainda mais, seu pé empurrando contra o meu.

— Não solte a mesa, Ana, — ele adverte.

— Não, — me engasgo.

— Algo difícil? Diga-me se eu estiver muito áspero. Certo?

— Sim, — eu sussurro, e ele bate em mim e me puxa para cima dele ao mesmo tempo, sacudindo o plugue para frente, mais fundo...

— Porra! — Eu gemo.

Ele acalma, sua respiração está mais dura e a minha combina com a dele. Tento assimilar todas as sensações: a plenitude deliciosa, o sentimento torturante de que eu estou fazendo algo proibido, o prazer erótico que espirala dentro de mim. Ele puxa suavemente o plugue.

Oh caramba... Eu lamento, e eu ouço a sua respiração aguda e de puro, puro prazer. Isso aquece o meu sangue. Eu nunca me senti tão devassa... então...

— De novo? — ele sussurra.

— Sim.

— Fique quieta, — ele ordena. Ele sai mim e dispara para dentro novamente.

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Oh... Eu queria isso.

— Sim, — eu assobio.

E ele pega o ritmo, a respiração está mais dura, combinando com a minha própria, enquanto ele golpeia dentro de mim.

— Oh, Ana, — ele suspira. Ele move uma das mãos nos meus quadris, torcendo o plugue novamente, puxando-o lentamente, e empurrando-o para dentro, de novo. O

sentimento é indescritível, e acho que vou desmaiar sobre a mesa. Ele continua batendo e me guiando, de novo e de novo, movendo-se forte e duro dentro de mim, minhas entranhas se apertam tremendo.

— Oh porra, — eu resmungo. Isso vai me rasgar ao meio.

— Sim, querida, — ele sibila.

— Por favor, — eu clamo, mas não sei se é pedindo para parar, ou para nunca mais parar, e torcer o plugue novamente. Minhas entranhas estão apertando em torno dele e do plugue.

— Isso mesmo, — ele respira, e bate na minha nádega direita, e eu gozo de novo e de novo, gozando, gozando, girando, pulsando ao redor e então, Christian suavemente puxa o plugue.

— Porra! — Eu grito e Christian agarra meus quadris e goza gritando, sem me soltar.

A mulher ainda está cantando. Christian sempre coloca as músicas para repetir, aqui. Estranho. Eu estou enrolada em seus braços, no seu colo, nossas pernas estão entrelaçadas, e minha cabeça encostada em seu peito.

Nós estamos no chão da sala de jogos, ao lado da mesa.

— Bem vinda, de volta, — ele diz, tirando a venda de mim. Eu pisco, enquanto os meus olhos se ajustam à luz

suave. Derrubo o meu queixo para trás, e ele planta um beijo suave nos meus lábios, enquanto seus olhos 142

focados e procuram ansiosamente os meus. Eu acaricio o seu rosto. Ele sorri.

— Bem, eu cumpri o que prometi? — ele pergunta, divertido.

Eu franzo a testa.

— Prometeu?

— Você queria áspero, — ele diz suavemente.

Eu sorrio, porque simplesmente não posso contradizê-lo.

— Sim. Eu acho que você cumpriu...

Ele levanta as sobrancelhas e sorri de volta para mim.

— Estou muito feliz em ouvir isso, Sra. Grey. Você foi bem comida e está absolutamente linda neste momento. — Ele acaricia o meu rosto, e seus longos dedos acariciam minha bochecha.

— Eu me sinto assim, — eu ronrono.

Ele se abaixa e me beija com ternura, seus lábios estão suaves e quentes contra os meus.

— Você nunca decepciona. — Ele se inclina para trás, para olhar para baixo, para mim. — Como você se sente? — Sua voz é suave, com preocupação.

— Bem, — eu sussurro, sentindo uma descarga de rubor no meu rosto. — Completamente bem comida. — Eu sorrio timidamente.

— Sra. Grey, você tem uma boca, uma boca suja. —

Christian finge uma expressão ofendida, mas eu posso sentir sua diversão.

— Isso é porque eu estou casada com um sujo, um menino sujo, Sr.

Grey.

Ele sorri um sorriso ridiculamente estúpido e é contagiante. — Estou feliz que você esteja casada com ele.

— Ele gentilmente se apodera da minha trança, levando-a aos lábios, e beija a ponta com reverência, com os olhos

brilhando de amor. Oh meu Deus... nunca tive a chance de resistir a este homem?

Eu procuro sua mão esquerda e beijo o seu anel de casamento, uma faixa da platina simples, igual a minha. —

Meu, — eu sussurro.

— Seu, — ele responde. Ele enrola seus braços ao meu redor e prensa seu nariz no meu cabelo. — Devo correr para um banho?

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— Hmm. Só se você se juntar a mim para isso.

— Tudo bem, — ele diz. Ele coloca-me sobre os meus pés e ergue-se ao meu lado. Ele ainda está usando a calça jeans.

— Você vai usar o seu... er... outro jeans?

Ele franze a testa para mim.

— Outro jeans?

— O que você costumava usar aqui.

— Esse jeans? — ele murmura, piscando perplexo, com surpresa.

— Você fica muito quente nele.

— Eu fico?

— Sim... Quero dizer, extremamente quente.

Ele sorri, timidamente.

— Bom para você, Sra. Grey, talvez eu use. — Inclina-se para beijar-me, em seguida, pega a tigela pequena na mesa que contém o plugue anal, o tubo de lubrificante, a venda, e minha calcinha.

— Quem limpa esses brinquedos? — Eu pergunto, enquanto o sigo.

Ele franze a testa para mim, como se não entendesse a pergunta.

— Eu. A Sra. Jones.

— O quê?

Ele acena com a cabeça, divertido e envergonhado, eu acho. Ele desliga a música.

— Bem, hum...

— Suas submissas geralmente limpavam? — Eu termino a frase. Ele me dá os ombros, desinteressadamente.

— Aqui. — Ele me entrega a camisa e eu a coloco, me envolvendo com ela. Seu perfume ainda se agarra à roupa, e meu pesar sobre a lavagem do plugue anal é esquecida.

Ele deixa os itens na caixa. Pegando minha mão, ele abre a porta da sala de jogos, em seguida, leva-me para baixo. Eu o sigo docilmente.

A ansiedade, o mau humor, a emoção, o medo e a excitação da perseguição de carros, se foram, todos. Estou relaxada, finalmente saciada e calma. Quando entro no nosso banheiro, eu bocejo alto e me espreguiço... à vontade comigo mesma, por causa dessa mudança.

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— O que é isso? — Christian pergunta, enquanto ele liga a torneira.

Sacudo a cabeça.

— Diga-me, — ele pergunta baixinho. Ele derrama o óleo de banho de jasmim na água corrente, enchendo a sala com seu doce aroma sensual.

Eu coro.

— Eu me sinto melhor.

Ele sorri.

— Sim, você estava com um humor estranho hoje, Sra.

Grey. — De pé, ele me puxa para seus braços. — Eu sei que você está preocupada com esses eventos recentes. Sinto muito que você esteja presa neles. Eu não sei se é uma vingança, um ex-empregado, ou um rival de negócios. Se alguma coisa acontecesse com você por minha causa... —

Sua voz desce a um sussurro de dor. Eu enrolo meus braços em torno dele.

— E se alguma coisa acontecer com você, Christian? —

Exprimo o meu medo.

Ele olha para mim.

 

— Nós vamos descobrir isso. Agora vamos tirá-la desta camisa e vamos entrar neste banho.

— Você não deveria falar com Sawyer?

— Ele pode esperar. — Sua boca endurece, e eu sinto uma pontada súbita de piedade por Sawyer. O que ele fez para chatear Christian?

Christian me ajuda a tirar a sua camisa, em seguida, franze a testa, enquanto me preparo para ele. Meus seios ainda têm hematomas desbotados das mordidas de amor que ele me deu durante a nossa lua de mel, mas eu decido não provocá-lo sobre isso.

— Eu me pergunto se Ryan pegou o Dodge?

— Vamos descobrir, após este banho. Entre. — Ele estende a mão para mim. Subo na água quente, perfumada e sento-me timidamente.

— Ai. — Minha bunda está sensível, e a água quente me faz estremecer.

— Calma, querida, — Christian adverte, mas enquanto ele fala, a sensação desconfortável se derrete.

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Christian tira a roupa e sobe atrás de mim, me puxando contra seu peito. Eu me aninho entre as suas pernas, e nós nos encontramos ociosos e satisfeitos, na água quente. Eu corro meus dedos para baixo, pelas suas pernas, e ele pega a minha trança na mão e gira suavemente entre os dedos.

— Precisamos discutir os planos para a nova casa. Mais tarde, esta noite?

— Claro. — Essa mulher está voltando novamente. Meu subconsciente olha para o alto a partir do volume 3 das Obras Completas de Charles Dickens e escurece. Eu estou com meu subconsciente. Eu suspiro.

Infelizmente, os projetos de Gia Matteo são de tirar o fôlego.

— Eu tenho que aprontar as minhas coisas para o trabalho, — eu sussurro.

Ele me tranquiliza.

— Você sabe que você não tem que voltar a trabalhar, —

ele murmura.

Ah, não... isso de novo não.

— Christian, nós já conversamos sobre isso. Por favor, não ressuscite esse tema.

Ele puxa a minha trança para que o meu rosto se incline para cima e para trás.

— Apenas quis dizer... — Ele planta um beijo suave nos meus lábios.

Eu puxo as calças e uma camiseta e decido buscar as minhas roupas no quarto de brincar. Enquanto eu faço o meu caminho através do corredor, ouço a voz alterada de Christian no seu estúdio. Eu congelo.

— Onde diabos você estava?

Oh merda. Ele está gritando com Sawyer. Encolhendo-me, eu subo as escadas para a sala de jogos. Eu realmente não quero ouvir o que ele tem a 146

dizer para Sawyer, continuo escutando os gritos de Christian intimidantes.

Pobre Sawyer. Pelo menos eu posso gritar de volta.

Eu reúno as minhas roupas e os sapatos de Christian, e em seguida, observo uma pequena tigela de porcelana com o plugue anal ainda em cima da caixa de brinquedos. Bem...

Acho que eu deveria limpá-lo. Eu adiciono lhe uma pilha e faço o meu caminho de volta para baixo. Olho nervosamente pela sala grande, mas tudo está calmo.

Graças a Deus.

Taylor estará de volta amanhã à noite, e Christian, geralmente, fica mais calmo quando ele está por perto.

 

Taylor está tirando uma folga hoje e amanhã, com a filha.

Pergunto-me, de braços cruzados, se algum dia, chegarei a conhecê-la.

A Sra. Jones sai da despensa. Nós nos surpreendemos, uma com a outra.

— Sra. Grey, eu não vi você aí. — Oh, eu sou a Sra. Grey agora! — Olá, Sra. Jones.

— Seja bem-vinda e parabéns. — Ela sorri.

— Por favor, me chame de Ana.

— Sra. Grey, eu não me sentiria confortável fazendo isso.

Oh! Por que tudo mudou só porque eu tenho um anel no meu dedo?

— Gostaria de escolher o menu para a semana? — ela pergunta, olhando para mim com expectativa.

Menu?

— Um... — Esta não é uma questão que me preparei para ser questionada.

Ela sorri.

— Quando eu trabalhava só para o Sr. Grey, nas noites de domingo eu escolhia o menu para a próxima semana com ele, e fazia a lista de tudo o que ele pode precisar do supermercado.

— Eu entendo.

— Devo levar isso para você?

Ela estende as mãos para as minhas roupas.

— Ah... hum. Na verdade, eu não acabei com isso. — E

elas estão escondendo a tigela com o plugue anal! Eu fico vermelha. É um milagre eu 147

possa olhar para a Sra. Jones nos olhos. Ela sabe o que faço, ela limpa o quarto. Nossa, é estranho não ter privacidade.

— Quando você estiver pronta, Sra. Grey. Eu ficaria mais que satisfeita em discutir as coisas com você.

— Obrigada. — Nós somos interrompidas por um pálido Sawyer que sai do estúdio de Christian que rapidamente atravessa a sala grande. Ele nos dá um aceno breve, não procurando contato visual de qualquer uma de nós, e entra na sala de Taylor. Sou grata por sua intervenção, por que eu não desejo discutir menus ou plugues anais com a Sra.

Jones agora.

Oferecendo-lhe um breve sorriso, eu fujo de volta para o quarto. Será que eu vou me acostumar a ter o pessoal doméstico à minha disposição e chamada?

Sacudo a cabeça... um dia, talvez.

Eu despejo os sapatos de Christian no chão, minhas roupas sobre a cama, e pego a tigela com o plugue anal e vou para o banheiro. Olho isso com desconforto. Parece bastante inócuo, e surpreendentemente limpo. Eu não quero pensar sobre isso, e eu o lavo rapidamente com água e sabão.

Será que isso é o suficiente? Vou ter que perguntar ao Sr.

Expert se deve ser esterilizado ou algo assim. Tremo só de pensar.

Eu achei ótimo que Christian tenha modificado a biblioteca para mim. Agora ela abriga uma atraente mesa branca de madeira e assim, eu posso trabalhar. Eu tiro meu laptop e verifico as minhas notas sobre os cinco manuscritos que li na lua de mel.

Sim, eu tenho tudo que preciso. Uma parte de mim teme voltar a trabalhar, mas eu nunca poderei dizer isso por causa de Christian. Ele aproveitaria a oportunidade de me fazer parar. Lembro-me da reação apoplética de Roach, quando eu lhe disse que ia me casar, com quem e como, e pouco depois, minha promoção foi confirmada. Eu percebo agora 148

que era porque eu estava me casando com o chefe. O pensamento é indesejado. Não estou mais atuando como editora assistente, sou Anastásia Steele, Editora. Eu ainda não criei coragem para dizer a Christian que não vou mudar meu nome no trabalho. Acho que minhas razões são sólidas.

Eu preciso de alguma distância dele, mas eu sei que haverá uma briga, quando ele, finalmente, perceber isso. Talvez eu devesse discutir isso com ele esta noite.

Sentada na minha cadeira, eu começo a minha tarefa final do dia.

Olho para o relógio digital no meu laptop, que me diz que são sete horas da noite. Christian ainda não saiu de seu estúdio, e sendo assim, ainda tenho tempo. Pegando o cartão de memória da câmera Nikon, eu carrego-o no laptop, para transferir as fotografias. Enquanto mexo nas fotos, eu reflito sobre o dia. Ryan voltou? Ou ele ainda está a caminho de Portland? Ele já conversou com a mulher misteriosa? Christian tem notícias dele? Quero algumas respostas. Eu não me importo se ele está ocupado, eu quero saber o que está acontecendo, e de repente, eu me sinto um pouco ressentida, por que ele está me mantendo no escuro. Eu levanto, com a intenção de enfrentá-lo em seu escritório, mas vejo as fotos dos últimos dias da nossa lua de mel na tela.

Que merda!

Fotos e mais fotos minhas. Adormecida, várias de mim dormindo, meu cabelo sobre meu rosto ou se espalhando por todo o travesseiro, lábios entreabertos... merda, chupando meu polegar. Eu não chupei meu polegar por anos! São muitas fotos. Eu não tinha ideia que ele tinha tirado estas. Há algumas fotos mais distantes, incluindo uma minha debruçada sobre a amurada do iate, olhando melancolicamente para a paisagem. Como não percebi ele fazer isso? Eu sorri para as minhas fotos, enrolada debaixo dele e rindo, meu cabelo voando, enquanto eu luto com suas cócegas, atormentada por seus dedos. E há a dele comigo, na cama na cabine principal, que ele tirou no comprimento do braço. Estou abraçada em seu peito e ele olha para a câmera, jovem, de olhos arregalados... no amor.

Sua outra mão está aconchegada a minha cabeça, e eu estou sorrindo como uma boba apaixonada, mas eu não posso tirar meus olhos de Christian. Oh, meu 149

homem bonito, o cabelo revolto, recém fodido, seus olhos cinza brilhando, seus lábios abertos e sorrindo. Meu belo homem que não pode suportar ser agradado, que não podia suportar ser tocado, há apenas pouco tempo, mas agora ele tolera o meu toque. Devo perguntar-lhe se ele gosta, ou se ele me permite tocá-lo para o meu prazer ao invés do dele.

Eu franzo a testa, olhando para baixo, para a sua imagem, subitamente esmagada pelos meus sentimentos por ele.

Alguém lá fora quer prejudicá-lo, primeiro foi o Charlie Tango, em seguida, o incêndio no GEH, e a maldita perseguição de carro. Eu suspiro, colocando minha mão na boca, para que um involuntário “filho da puta” não escape.

Abandonando o meu computador, eu pulo para encontrá-lo, não para enfrentá-lo, agora apenas para verificar se ele está bem.

Não me preocupo em bater, e entro em seu estúdio.

Christian está sentado à sua mesa e falando ao telefone. Ele olha para cima com surpresa e feições aborrecidas, mas a irritação no rosto desaparece quando ele vê que sou eu.

— Então você não pode melhorá-lo ainda mais? — ele diz, continuando sua conversa no telefone, embora ele não tirasse os olhos de mim. Sem hesitar, eu ando em torno de sua mesa, e ele se transforma na cadeira, de frente para mim, franzindo a testa. Eu posso dizer que ele está pensando o que ela quer? Quando eu me arrasto para o seu colo, as sobrancelhas dele sobem com a surpresa. Coloco os braços em volta do seu pescoço e o abraço. Cautelosamente, ele coloca o braço em volta de mim.

— Hum... sim, Barney. Pode esperar um momento? — Ele cobre o telefone em seu ombro.

— Ana, o que há de errado?

Sacudo a cabeça. Derrubo meu queixo para cima, ele olha nos meus olhos. Eu puxo minha cabeça livre de seu abraço, coloco-a sob o seu queixo, e enrosco-me em seu colo.

Confuso, ele envolve seu braço livre mais firmemente em torno de mim e beija o topo da minha cabeça.

— Ok, Barney, o que você estava dizendo? — Ele continua, prendendo o telefone entre a orelha e o ombro, e aperta um comando em seu laptop. Uma imagem de Circuito Interno de TV, granulada, em preto e 150

branco aparece na tela. Um homem com cabelos escuros vestindo macacão pálido aparece na tela. Christian aperta outro comando, e o homem caminha em direção à câmera, mas com a cabeça abaixada. Quando o homem está mais perto da câmara, Christian congela a imagem. Ele está em um quarto branco brilhante com o que parece ser uma longa linha de altos armários negros à sua esquerda. Este deve ser uma das salas da empresa de Grey.

— Ok, Barney, mais uma vez.

A tela ganha vida. A caixa aparece em torno da cabeça do homem no vídeo do Circuito Interno de TV e de repente nós temos um zoom. Sinto-me, fascinada.

— É Barney que está fazendo isso? — Eu pergunto suavemente.

— Sim, — responde Christian. — Você pode melhorar a imagem, afinal? — ele diz para Barney.

A imagem fica borrada, em seguida, muda o foco moderadamente para mais nítida, do homem consciente, olhando para baixo e evitando a câmera do Circuito Interno de TV. Enquanto eu olho para ele, um arrepio de reconhecimento varre minha espinha. Há algo de familiar na linha de sua mandíbula. Ele tem cabelo curto, desalinhado,

preto, que parece estranho e despenteado... e no quadro recém afinado, eu vejo um brinco, um aro pequeno.

Santa Porcaria! Eu sei quem é.

— Christian, — eu sussurro. — Este é Jack Hyde.

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Capítulo 07

— Você acha? — Christian pergunta, surpreendido.

— É o perfil de sua mandíbula. — Eu aponto para a tela. —

O brinco e a forma de seus ombros. Ele tem a mesma constituição física também. Ele deve estar usando uma peruca ou cortou e tingiu o cabelo.

— Barney, você está ouvindo isso? — Christian coloca o telefone em sua mesa e muda para o viva voz. — Você parece ter observado seu ex-chefe com muita atenção, Sra.

Grey, — ele murmura, parecendo nada satisfeito.

Eu faço uma carranca para ele, mas eu sou salva por Barney.

— Sim, senhor. Ouvi a Sra. Grey. Estou passando o software de reconhecimento facial em todas as imagens da filmagem do circuito interno, agora. Vendo onde mais esse babaca, desculpe senhora, esse homem esteve dentro da empresa.

Olho ansiosamente para Christian, que ignora o palavrão de Barney.

Ele está estudando a imagem do Circuito Interno de perto.

— Por que ele faria isso? — Eu pergunto a Christian.

Ele encolhe os ombros.

— Vingança, talvez. Eu não sei. Você não consegue entender porque algumas pessoas se comportam desta maneira. Eu estou apenas com raiva porque você já trabalhou tão perto dele. — Christian aperta a boca em uma linha dura fina e circunda minha cintura com o braço.

— Nós temos o conteúdo de seu disco rígido, também, senhor, — Barney acrescenta.

— Sim, eu me lembro. Você tem um endereço de Sr.

Hyde? — Christian diz bruscamente.

— Sim, senhor, eu tenho.

— Alerte Welch.

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— Claro. Eu também vou fazer a varredura do Circuito Interno e ver se consigo rastrear os seus movimentos.

— Confira se ele é dono de algum veículo.

— Sim senhor.

— Barney pode fazer tudo isso? — Eu sussurro.

Christian acena com a cabeça e me dá um sorriso de satisfação.

— O que estava em seu disco rígido? — Eu sussurro.

O rosto de Christian endurece e ele balança a cabeça.

— Nada demais, — ele diz, de boca fechada, seu sorriso foi esquecido.

— Diga-me.

— Não.

— Trata-se de você, ou de mim?

— De mim. — Ele suspira.

— Que tipo de coisas? Sobre seu estilo de vida?

Christian nega com a cabeça e coloca o dedo indicador nos meus lábios para me silenciar. Eu faço uma carranca para ele. Mas ele aperta os olhos, e é um claro aviso de que eu deveria segurar minha língua.

— É um Camaro 2006. Vou enviar os detalhes da licença para Welch, também, — Barney diz animadamente, ao telefone.

— Ótimo. Descubra onde mais o desgraçado esteve dentro meu prédio. E veja esta imagem do arquivo pessoal da Seattle Independent Publishing. — Christian olha para mim com ceticismo. — Eu quero ter certeza que é ele.

— Já está feito, senhor, e a Sra. Grey está correta. Este é Jack Hyde.

Eu lhe dou um sorriso. Viu? Eu posso ser útil. Christian esfrega a mão nas minhas costas.

— Muito bem, Sra. Grey. — Ele sorri e seu rancor anterior é esquecido. Para Barney, ele diz, — Avise quando você tiver rastreado todos os seus movimentos dentro do edifício.

Também verifique qualquer outra propriedade da Grey Enterprises Holdings que ele possa ter tido acesso, e diga às equipes de segurança voltem a fazer outra varredura em todos os edifícios.

— Sim, senhor.

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— Obrigado, Barney. — Christian desliga.

— Bem, Sra. Grey, parece que você não é apenas uma figura decorativa, mas é útil, também. — Os olhos de Christian se iluminam com diversão perversa. Eu sei que ele está provocando.

— Decorativa? — Eu zombo, provocando-o de volta.

— Muito, — ele diz calmamente, pressionando um beijo suave e doce nos meus lábios.

— Você é muito mais decorativo do que eu, Sr. Grey.

Ele sorri e me beija com mais força, enrolando minha trança em seu pulso e envolvendo os braços em volta de mim. Quando me afasto para respirar, meu coração está acelerado.

— Com fome? — ele pergunta.

— Não.

— Eu estou.

— De quê?

— Bem, na verdade, estou com fome de comida, Sra.

Grey.

— Eu vou fazer alguma coisa. — Eu rio.

— Eu amo esse som.

— De minhas palavras?

— De seu riso. — Ele beija o meu cabelo, então eu levanto.

— Então o que você gostaria de comer, senhor? — Eu pergunto docemente.

Ele aperta os olhos.

— Você tentando ser obediente, Sra. Grey?

— Sempre, Sr. Grey... Senhor.

Ele sorri um sorriso de esfinge.

— Eu ainda posso colocá-la sobre o meu joelho, — ele murmura sedutoramente.

— Eu sei. — Eu sorrio, colocando as mãos sobre os braços de sua cadeira de escritório, e inclino-me para beijá-lo. —

Essa é uma das coisas que eu amo em você. Mas guarde essas mãos enormes... você está com fome.

Ele sorri o seu sorriso tímido e aperta meu coração.

— Oh, Sra. Grey, o que vou fazer com você?

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— Você vai responder a minha pergunta. O que você gostaria de comer?

— Algo leve. Surpreenda-me, — ele diz, repetindo minhas palavras na sala de jogos, mais cedo.

— Vou ver o que posso fazer. — Eu escorrego para fora de seu escritório e vou para a cozinha. Meu coração afunda quando eu vejo que a Sra. Jones está lá.

— Olá, Sra. Jones.

— Sra. Grey. Você está pronta para comer alguma coisa?

— Hum...

Ela está mexendo alguma coisa numa panela no fogão, que cheira muito bem.

— Eu estava vindo fazer uns sanduíches para o Sr. Grey e eu.

Ela deu uma pausa de um segundo.

— Claro, — ela diz. — O Sr. Grey gosta de pão francês, há algum no congelador para fazer um bom sanduíche. Eu ficaria feliz em fazer isso por você, senhora.

— Eu sei. Mas eu gostaria de fazer isso.

— Eu entendo. Vou lhe dar um pouco de espaço.

— O que você está cozinhando?

— Isto é um molho de bolonhesa. Pode ser consumido a qualquer hora. Eu vou congelar. — Ela sorri calorosamente e abaixa o fogo.

— Hum, então, será que Christian gostaria disso em um, um...

sanduíche? — Eu franzo a testa, impressionada com o que acabei de dizer.

Será que a Sra. Jones entenderia a inferência?

— Sra. Grey, você pode colocar qualquer coisa em um sanduíche, e desde que ele seja de pão francês, ele o comerá. — Nós sorrimos uma para a outra.

— Ok, obrigada. — Eu pego o pão francês no freezer. Está guardado em sacos, tipo ziplock. Eu coloco dois deles em um prato, os coloco no microondas, e regulo para descongelar.

A Sra. Jones desapareceu. Eu faço uma careta e volto para a geladeira à procura de ingredientes. Acho que terei que definir os parâmetros 155

para que a Sra. Jones e eu possamos trabalhar juntas. Eu gosto da ideia de cozinhar para o Christian nos fins de semana. A Sra. Jones é mais que bem-vinda a fazê-lo durante a semana, a última coisa que eu vou querer fazer quando eu chegar em casa do trabalho é cozinhar. Hmm...

algo parecido com a rotina de Christian com as suas submissas. Sacudo a cabeça. Não devo pensar demais nisso. Encontro um pouco de presunto na geladeira, e um abacate perfeitamente maduro.

Quando eu estou adicionando um toque de sal e limão no abacate amassado, Christian sai de seu estúdio com os planos para a casa nova em suas mãos. Ele coloca-os no balcão da cozinha, passeia em minha direção, e envolve seus braços em volta de mim, beijando meu pescoço.

 

— Descalça e na cozinha, — ele murmura.

— Não deveria ser descalça e grávida na cozinha? — Digo com um sorriso.

Ele para, tensionando seu inteiro contra o meu.

— Ainda não, — ele declara, com apreensão clara em sua voz.

— Não! Ainda não!

Ele relaxa.

— Algo em que podemos concordar, Sra. Grey.

— Porém, você não quer ter filhos, não é?

— Claro que sim. Eventualmente. Mas eu não estou pronto para compartilhar você ainda. — Ele beija o meu pescoço de novo.

Oh... compartilhar?

— O que você está fazendo? Parece ser bom. — Beija-me atrás da orelha, e eu sei que é para me distrair. Um delicioso arrepio percorre minha espinha.

— Sanduíches. — Eu sorriso, recuperando o meu senso de humor.

Ele sorri contra o meu pescoço e belisca a minha orelha.

— Meu favorito.

Eu bato nele com meu cotovelo.

— Sra. Grey, assim você me fere. — Ele agarra suas costelas como se sentisse dor.

— Covarde, — eu resmungo em desaprovação.

156

— Covarde? — Ele pronuncia com descrença. Ele me dá um tapa no traseiro, fazendo-me ganir. — Ande logo com a minha comida, mulher. E

depois eu vou te mostrar como eu posso ser covarde. —

Ele me bate alegremente mais uma vez e vai para a geladeira.

 

— Você gostaria de um copo de vinho? — Pergunta ele.

— Por favor.

Christian espalha os planos de Gia sobre o balcão da cozinha. Ela realmente tem algumas ideias espetaculares.

— Eu amo essa sugestão de fazer todo o andar de baixo com paredes de vidro, mas...

— Mas? — Christian pergunta.

Eu suspiro.

— Eu não gostaria de descaracterizar a casa toda.

— Descaracterizar?

— Sim. O que Gia está propondo é muito radical, mas...

bem... eu me apaixonei pela casa como ela é... com todas as suas imperfeições.

A testa Christian franze, como se isto fosse um anátema para ele.

— Eu acho que gosto do jeito que está, — sussurro. Será que isso vai deixá-lo zangado?

Ele me olha fixamente.

— Eu quero que esta casa seja do jeito que você quiser. O

que você quiser. É sua.

— Eu quero que você goste também. Para ser feliz, também.

— Eu vou ser feliz onde quer que você esteja. É simples assim, Ana.

— Seu olhar agarra o meu. Ele é totalmente, totalmente sincero. Eu pisco para ele, enquanto o meu coração se expande. Caramba, ele realmente me ama.

157

— Bem, — eu engulo, lutando contra o pequeno nó de emoção que trava na minha garganta. — Eu gosto da

parede de vidro. Talvez pudéssemos pedir a ela para incorporá-la à casa de uma forma mais suave.

Christian sorri.

— Claro. O que você quiser. E sobre os planos para as escadas e o porão?

— Eu gostei deles.

— Bom.

Ok... Eu acredito que seja o momento de fazer a pergunta de milhões de dólares.

— Você vai querer colocar ali uma sala de jogos? — Eu sinto o meu rubor, rastejar pelo meu rosto, enquanto pergunto. As sobrancelhas de Christian sobem.

— Você quer? — Ele pergunta surpreso e divertido ao mesmo tempo.

Eu dou de ombros.

— Um... se você quiser.

Ele me encara por um momento.

— Vamos deixar nossas opções em aberto por enquanto.

Afinal, esta será uma casa de família.

Estou surpresa com a pontada de decepção que sinto. Eu acho que ele está certo... mas quando é que vamos ter uma família? Pode levar anos.

— Além disso, podemos improvisar. — Ele sorri.

— Gosto de improvisar, — eu sussurro.

Ele sorri.

— Há algo que quero discutir. — Christian aponta para o quarto principal, e começamos uma discussão detalhada sobre banheiros e armários separados.

Quando terminamos, já são nove e meia da noite.

158

— Você vai voltar a trabalhar? — Eu pergunto, enquanto Christian enrola os planos.

— Não, se você não quiser que eu volte. — Ele sorri. — O

que você gostaria de fazer?

— Nós poderíamos assistir TV. — Eu não quero ler, e não quero ir para a cama... ainda.

— Tudo bem, — Christian concorda de bom grado, e eu o sigo para a sala de TV.

Nós sentamos aqui três, talvez quatro vezes no total, e Christian, geralmente, lê um livro. Ele não gosta de assistir televisão. Eu me enrolo ao lado dele no sofá, enfiando minhas pernas debaixo de mim, descansando a minha cabeça em seu ombro. Ele liga a televisão de tela plana com o controle remoto e muda estupidamente os canais.

— Qualquer bobagem específica que você queira ver?

— Você não gosta muito de TV, não é? — Eu murmuro sarcasticamente.

Ele balança a cabeça.

— Desperdício de tempo. Mas eu vou assistir alguma coisa com você.

— Eu pensei que nós poderíamos dar uns amassos no sofá.

Ele se vira bruscamente para mim.

— Amassos no sofá? — Ele me olha como se tivesse crescido duas cabeças em mim. Ele para o movimento sem fim dos canais, deixando a TV

em uma mais que iluminada novela em espanhol.

— Sim. — Por que ele está tão horrorizado?

— Nós poderíamos ir para a cama e dar uns amassos.

— Fazemos isso o tempo todo. Quando foi a última vez que você namorou na frente da TV? — Eu pergunto, tímida e provocante ao mesmo tempo.

Ele encolhe os ombros e balança a cabeça. Pressionando o controle remoto novamente, e avança através de outros canais, pouco antes de se decidir por um antigo episódio de Arquivo X.

— Christian?

— Eu nunca fiz isso, — ele diz calmamente.

159

— Nunca?

— Não.

— Nem mesmo com a Sra. Robinson?

Ele bufa.

— Bebê, eu fiz um monte de coisas com a Sra. Robinson.

Dar uns amassos no sofá não era uma delas. — Ele sorri para mim e, em seguida, aperta os olhos com divertida curiosidade. — E você?

Eu coro. — Claro. — Bem tipo...

— O quê! Com quem?

Ah, não. Eu não quero ter essa discussão.

— Diga-me, — ele persiste.

Eu olho para os meus dedos unidos. Ele gentilmente cobre as minhas mãos com as suas. Quando eu olho para ele, ele está sorrindo para mim.

— Eu quero saber. Então eu posso reduzir quem quer que fosse a pó.

Eu rio.

— Bem, a primeira vez...

— A primeira vez! Há mais de um filho da puta? — Ele rosna.

Eu rio novamente.

— Por que está tão surpreso Sr. Grey?

Ele franze a testa brevemente, passa a mão pelo cabelo, e olha para mim como se me visse por um prisma completamente diferente. Ele encolhe os ombros.

— Eu só estou. Quero dizer, dada a sua falta de experiência.

Eu coro.

— Que eu, certamente, compensei desde que te conheci.

— Você compensou. — Ele sorri. — Diga-me. Eu quero saber.

Eu olho em seus pacientes olhos cinza, tentando avaliar seu humor.

Será que isso vai deixá-lo zangado, ou ele realmente quer saber? Eu não o quero emburrado... ele é impossível quando

ele está de mau humor.

— Você realmente quer que eu lhe diga?

Ele balança a cabeça lentamente uma vez, e seus lábios se contorcem com um sorriso divertido, arrogante.

160

— Eu morei brevemente em Las Vegas, com minha mãe e o marido número três. Eu estava na oitava série. Seu nome era Bradley, e ele era meu parceiro de laboratório de física.

— Quantos anos você tinha?

— Quinze.

— E o que ele está fazendo agora?

— Eu não sei.

— Em que base ele conseguiu chegar?

— Christian! — Eu ralho, e de repente, ele agarra meus joelhos, em seguida meus tornozelos e puxa, até que eu caia novamente no sofá. Ele desliza suavemente em cima de mim, prendendo-me debaixo dele, com uma perna entre as minhas. É tão repentino que eu grito de surpresa. Ele pega minhas mãos levantando-as acima da minha cabeça.

— Então, esse Bradley chegou à primeira base? — Ele murmura, movendo seu nariz para baixo, seguindo o comprimento do meu. Ele planta beijos leves no canto da minha boca.

— Sim, — eu murmuro contra seus lábios. Ele solta uma das mãos para apertar meu queixo e me abraça mais ainda, enquanto sua língua invade minha boca, e eu me rendo ao seu beijo ardente.

— Assim? — Christian respira quando ele vem à tona para respirar.

— Não... nada como isso, — eu posso gerir todo o sangue do meu corpo que vai para baixo.

Liberando o meu queixo, ele passa a mão sobre o meu corpo e segura em meu seio.

— Ele fez isso? Tocou-a assim? — Esfrega o seu polegar sobre meu mamilo, através da minha camiseta, suave e

repetidamente, e ele endurece sob seu toque de especialista.

— Não. — Eu me contorço embaixo dele.

— Ele começou a segunda base? — Ele murmura no meu ouvido. Sua mão se move para baixo através das minhas costelas, passando da minha cintura, para o meu quadril.

Ele aperta o lóbulo da minha orelha entre os dentes suavemente e puxa.

— Não, — eu respiro.

161

Mulder deixa escapar, na televisão, sobre algo não desejado pelo FBI.

Christian faz uma pausa, inclina-se e pressiona o mudo do controle remoto. Ele olha para mim.

— E sobre Joe Schmo, o número dois? Ele passou à segunda base?

Seus olhos estão ardendo de... raiva? Excitação? É difícil saber. Ele se desloca para o meu lado e desliza a mão debaixo do meu moletom.

— Não, — eu sussurro, presa em seu olhar carnal.

Christian sorri maliciosamente.

— Bom. — Ele coloca sua mão em concha sobre o meu sexo. — Sem roupa íntima, Sra. Grey. Eu aprovo. — Beija-me outra vez, enquanto seus dedos mágicos mexem mais, ele passa o seu polegar sobre meu clitóris, me atormentando, enquanto enfia o dedo indicador dentro de mim com uma lentidão extraordinária.

— Nós deveríamos estar tirando um sarro. — Eu gemo.

Christian para.

— Eu pensei que nós estávamos?

— Não. Sem enfiar.

— O quê?

— Sem penetração...

— Nada de enfiar, hein? — Ele retira sua mão das minhas calças de moletom. — Aqui. — Ele traça os meus lábios com o dedo indicador, e eu sinto minha salinidade deslizando.

Ele empurra o dedo em minha boca, espelhando o que estava fazendo um momento antes. Em seguida, ele se desloca, então está entre as minhas pernas, e sua ereção se esfrega em mim.

Ele empurra uma vez, duas vezes e de novo. Eu suspiro como o material do meu moletom esfregando de maneira direta. Ele empurra mais uma vez, esfregando em mim.

— É isso o que você quer? — Ele murmura e move seus quadris ritmicamente, balançando contra mim.

— Sim. — Eu lamento.

Sua mão se move para trás para se concentrar em meu mamilo mais uma vez e ele raspa os dentes ao longo da minha mandíbula.

162

— Você sabe como você é quente, Ana? — Sua voz é rouca, enquanto ele roça com mais força contra mim. Eu abro minha boca para articular uma resposta e falho miseravelmente, gemendo alto. Ele capta a minha boca mais uma vez, puxando meu lábio inferior com os dentes, antes de mergulhar sua língua em minha boca novamente.

Ele libera meu outro pulso e minhas mãos avidamente viajam até seus ombros para seu cabelo, enquanto me beija. Quando eu puxo o seu cabelo, ele geme e levanta os olhos para os meus.

— Ah...

— Você gosta que eu toque em você? — Eu sussurro.

Sua testa enruga brevemente, quando ele não entende a pergunta.

Ele para de esfregar contra mim.

— Claro que sim. Eu amo quando você me toca, Ana. Eu sou como um homem morrendo de fome num banquete, quando se trata de seu toque.

— Sua voz sussurra com sinceridade apaixonada.

Caralho...

Ele se ajoelha entre minhas pernas e me arrasta para tirar a minha camiseta. Eu estou nua por baixo. Agarrando a barra de sua camisa, ele a puxa sobre a cabeça e joga no chão, então me puxa para o seu colo, e seus braços entrelaçam atrás de mim.

— Toque-me, — ele respira.

Oh meu Deus... Timidamente eu me aproximo e escovo as pontas dos meus dedos através do punhado de pelos no peito sobre o esterno, sobre as suas cicatrizes de queimaduras. Ele inala profundamente e suas pupilas dilatam, mas não é de medo. É uma resposta ao meu toque sensual. Ele me observa atentamente, enquanto meus dedos flutuam delicadamente sobre sua pele, primeiro para um mamilo e depois o outro. Eles arrepiam abaixo de minha carícia. Inclinando para frente, eu planto beijos suaves no seu peito, e minhas mãos se movem para os ombros dele, sentindo-o duro, com linhas esculpidas nos tendões e nos músculos. Caramba... ele está em boa forma.

— Quero você, — ele murmura e é uma luz verde para a minha libido.

Meus dedos se movem em seus cabelos, puxando sua cabeça para trás para que eu possa reivindicar a sua boca.

Sinto o fogo que consome meu ventre.

163

Ele geme e me empurra de volta para o sofá. Ele se senta e arranca minha calça de moletom, abrindo a sua braguilha, ao mesmo tempo.

— Última base, — ele sussurra, e rapidamente ele me preenche.

— Ah... — Eu gemo e ele acalma, agarrando o meu rosto entre suas mãos.

— Eu te amo, Sra. Grey, — ele sussurra, e muito lentamente, muito gentilmente, faz amor comigo até que eu chegue a gritar seu nome, me envolvendo em torno dele, nunca querendo deixá-lo ir.

Eu estava deitada em seu peito. Nós estamos no chão da sala de TV.

— Você sabe, nós ignoramos completamente a terceira base. — Meus dedos traçam a linha de seus músculos peitorais.

Ele ri.

— Da próxima vez, Sra. Grey. — Ele beija o topo da minha cabeça.

Eu olho por olhar para a tela da televisão, onde estão passando os créditos finais do Arquivo X. Christian pega o controle remoto e bota o som de volta.

— Você gostava dessa série? — Eu pergunto.

— Quando eu era criança.

Oh... Christian quando criança: kickboxing, Arquivo X e nada de contato físico.

— E você? — Ele pergunta.

— Não era do meu tempo.

— Você é tão jovem. — Christian sorri com carinho. — Eu gosto dar uns amassos com você, Sra. Grey.

— Da mesma forma, Sr. Grey. — Eu beijo seu peito, e ficamos em silêncio observando o encerramento do Arquivo X e os comerciais posteriores.

164

— As últimas três semanas têm sido umas celestiais.

Apesar das perseguições de carro, incêndios e ex-patrões psicopatas. É como estar em nossa própria bolha privada, —

Eu murmuro sonhadora.

 

— Hmm, — Christian zumbe profundo na garganta. — Eu não tenho certeza se estou pronto para compartilhar você com o resto do mundo, ainda.

— De volta à realidade, amanhã, — eu murmuro, tentando esconder a melancolia da minha voz.

Christian suspira e corre a outra mão pelos cabelos.

— A segurança vai ser reforçada... — Eu coloquei meu dedo sobre os seus lábios. Eu não quero ouvir sobre este assunto novamente.

— Eu sei. Eu vou estar bem. Eu prometo. — O que me lembra... Eu mudo, apoiando-me em meus cotovelos para vê-lo melhor. — Por que você estava gritando com Sawyer?

Ele enrijece imediatamente. Oh merda.

— Porque nós fomos seguidos.

— Isso não foi culpa de Sawyer.

Ele olha para mim de modo correto.

— Eles nunca deveriam ter deixado você ter ido tão longe.

Eles sabem disso.

Eu coro culpada e retomo a minha posição, descansando em seu peito. A culpa foi minha. Eu queria ficar longe deles.

— Isso não foi...

— Basta! — Christian, de repente, é breve. — Isso não está em discussão, Anastásia. É um fato, e eles não vão deixar isso acontecer novamente.

Anastásia! Eu sou Anastásia quando estou em apuros, como na casa com minha mãe.

— Ok, — eu murmuro, aplacando-o. Eu não quero lutar. —

Será que Ryan apanhou a mulher no Dodge?

— Não. E eu não estou convencido de que era uma mulher.

— Ah? — Eu olho para cima novamente.

165

— Sawyer viu alguém com o cabelo amarrado para trás, mas foi uma breve olhada. Ele achou que fosse uma mulher.

Agora, uma vez que você identificou que o fodido, talvez fosse ele. Ele usava o cabelo assim. — O

desgosto na voz de Christian é palpável.

Eu não sei o que fazer com essa notícia. Christian passa a mão nas minhas costas nuas, distraindo-me.

— Se alguma coisa acontecesse com você... — Ele murmura, seus olhos estão arregalados e sérios.

— Eu sei, — eu sussurro. — Eu sinto o mesmo sobre você.

— Eu tremo só de pensar.

— Venha. Você está ficando com frio, — ele diz, sentando-se. — Vamos para a cama. Podemos cobrir a terceira base lá. — Ele me dá um sorriso lascivo, mercurial como sempre, apaixonado, irritado, ansioso, sexy, meu Cinquenta Tons.

Tomo a sua mão e ele me puxa para os meus pés, e sem questionar, eu o sigo através da grande sala para o quarto.

Na manhã seguinte, Christian aperta minha mão quando nós paramos do lado de fora do prédio do SIP. Ele parece muito com o poderoso executivo, em seu terno azul-escuro e gravata combinando, e eu abro um sorriso. Ele não parece tão elegante desde o balé, em Mônaco.

— Você sabe que não tem que fazer isso. — Christian murmura.

Estou tentado não virar meus olhos para ele.

— Eu sei, — eu sussurro, não querendo que Sawyer e Ryan ouçam da frente do Audi. Ele franze a testa e eu sorrio.

— Mas eu quero, — eu continuo. — Você sabe disso. — Eu me inclino para beijá-lo. Sua carranca não desaparece. — O

que há de errado? — Ele olha incerto para Ryan, enquanto Sawyer sai do carro. — Eu sinto falta de ter você para mim.

166

Acaricio o seu rosto para acalmá-lo.

— Eu também. — Eu lhe beijo. — Foi uma lua de mel maravilhosa.

Obrigada.

— Vá para o trabalho, Sra. Grey.

— Você, também, Sr. Grey.

Sawyer abre a porta. Eu aperto a mão de Christian mais uma vez antes de sair para a calçada. Quando eu vou para dentro do prédio, lhe dou um pequeno aceno. Sawyer abre a porta e me segue para dentro.

— Oi, Ana. — Claire sorri por trás da recepção.

— Claire, olá. — Eu sorrio de volta.

— Você está maravilhosa. Boa lua de mel?

— A melhor, obrigada. Como está tudo, aqui?

— O velho Roach está o mesmo, mas a segurança foi reforçada e a sala do servidor está sendo reformada. Mas, Hannah vai lhe dizer tudo.

Claro que ela vai. Eu dou a Claire um sorriso amigável e vou direto para o meu escritório.

Hannah é minha assistente. Ela é alta, magra, e cruelmente eficiente, a tal ponto que às vezes eu lhe acho um pouco intimidante. Mas ela é doce para mim, apesar do fato dela ser dois anos mais velha que eu. Ela tem o meu café com leite esperando, que é a única coisa eu lhe deixo pegar para mim.

— Oi, Hannah, — eu digo calorosamente.

— Ana, como foi sua lua de mel?

— Fantástica. Aqui, para você. — Eu coloco o pequeno frasco de perfume que eu comprei para ela em sua mesa, e ela bate palmas com alegria.

— Oh, obrigada! — Ela diz com entusiasmo. — Sua correspondência está em sua mesa, e Roach gostaria de vê-la às dez. Isso é tudo que tenho a relatar, por agora.

— Ótimo. Obrigada. E obrigada pelo café. — Distraída, entro em meu escritório, coloco a minha maleta na minha mesa e olho para as cartas empilhadas. Caramba, eu tenho muito a fazer.

167

 

Pouco antes de dez horas, ouço um toque tímido na minha porta.

— Entre.

Elizabeth olha ao redor.

— Oi, Ana. Eu só queria lhe dar as boas vindas.

— Ai. Eu tenho que confessar. Depois de ler toda essa correspondência, eu gostaria de estar novamente no sul da França.

Elizabeth ri, mas seu riso é sem graça, forçado, e eu viro minha cabeça para um lado e olho para ela, como Christian costuma fazer comigo.

— Que bom que você está de volta em segurança, — ela diz. — Vejo você em poucos minutos, para a reunião com Roach.

— Tudo bem, — murmuro, e ela fecha a porta atrás dela.

Eu faço uma carranca para a porta fechada. O que foi aquilo? Eu encolho os ombros.

Meu e-mail sibila: é uma mensagem de Christian.

De: Christian Grey Assunto: Esposas Errantes Data: 22 de agosto de 2011 09:56

Para: Anastásia Steele Esposa:

Enviei o e-mail abaixo e ele foi devolvido.

E isso foi porque você não mudou seu nome.

Há algo que você queira me dizer?

Christian Grey CEO, Grey Participações e Empreendimenmtos Inc.

Anexo:

 

168

De: Christian Grey Assunto: Bolhas Data: 22 de agosto de 2011 09:32

Para: Anastásia Grey Sra. Grey O amor abrange todas as bases com você.

Tenha um ótimo primeiro dia de volta.

Nossa bolha já estourou.