Clima escolar: perspectivas e possibilidades de análise
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Notes
1. Clima escolar: propostas de análise
para a escola
1. "Although it is quite impossible to reduce to any mathematical
ratio the extent to which pupils are affected by the quality of their material environment, nevertheless it must be admitted that they are distinctly influenced by their surroundings, and that it becomes a duty of the school to provide something more than mere ''housing'."
↩
2. "[...] the effective use of assemblies, student exhibitions,
discussion forums, celebrations of special days including birthdays, student organizations, school journals, and athletic programs that all add to common spirit of the school."
↩
3. "[...] were able to raise their status and authority by establishing
themselves as local leaders. Although their initial community obligations were confined to notifying parents of student attendance and performance, [...] the late 1800s principals had organized mother clubs and social functions to gain support and trust from parents. Principals in New York began holding precursors to today's "back-to-school nights" or school open houses in 1904, running seminars on subject areas ranging from geography to manual training [...] By the mid-1900s, principals were extending their reach beyond parents and becoming involved in local social and health services–such as societies for indigent children."
↩
4. "It is possible to conceive conflict as not necessarily a wasteful
outbreak of incompatibilities, but a normal process by which
socially valuable differences register themselves for the enrichment of all concerned."
↩
5. De acordo com Hoy e Miskel (2015, p.9), "Frederick Taylor, o
pai da gestão científica, buscou maneiras de usar as pessoas com eficácia nas organizações industriais. A formação e experiência de Taylor como funcionário, escriturário, operador de máquina, supervisor, chefe de projetos, e, finalmente, engenheiro-chefe reforçaram sua convicção de que os indivíduos poderiam ser programados para serem máquinas eficientes. A chave para a abordagem da gestão científica reside na metáfora da máquina. [...] Seus estudos de tempo e movimento almejavam ampliar os limites físicos dos trabalhadores e descreviam o método mais rápido para executar determinada tarefa. Eles acreditavam que, ao estudar sistematicamente uma tarefa e cronometrar o tempo para executar várias tarefas, seria possível determinar o modo mais eficaz de completar a tarefa".
↩
6. A respeito desta questão, o filme A classe operária vai ao
paraíso (1971), dirigido por Elio Petri, expõe as contradições do sistema produtivo a partir de seu protagonista Lulu Massa, funcionário altamente eficiente que é utilizado como parâmetro para justificar a necessidade de um maior empenho na produtividade dos demais trabalhadores. Destacam-se na trama os impasses de relacionamento entre pares na linha de produção, assim como os efeitos psicológicos desencadeados pelo trabalho excessivo e insalubre.
↩
7. Conjuntamente com Ronald Lippett e outros colegas, Kurt
Lewin foi capaz de verificar a existência de três tipos de liderança: a autoritária (autocrática), a participativa (democrática) e a delegativa (laissez-faire). O primeiro diz respeito a uma conduta que perpetua a visão de um chefe que é responsável por ditar as regras e encaminhamentos sem oportunizar espaço para discussão no grupo, uma vez que há a crença de que as opções corretas devem ser tomadas tendo
em vista a posição hierárquica na estrutura administrativa. O segundo tipo tem relação com uma conduta de administração mais aberta, em que o líder convida todos a participarem dos processos decisórios pois enxerga que sua ratificação e poder estão baseados na credbilidade investida pelo grupo. O terceiro tipo tem como princípio uma comunicação mais indireta, delegando funções e deixando o processo de decisão nas mãos do grupo (IEFP, 2019).
↩
8. "We shall use the term in this paper to refer to the set of
characteristics that describe an organization and that (a) distinguish the organization from other organizations, (b) are relatively enduring over time, and (c) influence the behavior of people in the organization. These defining properties were chosen in the effort to focus discussion upon features of organizational variation that are amenable to specification, measurement, and incorporation into empirical research."
↩
9. "These differences show that it is important to assess both sets
of perceptions in relation to school climate improvement."
↩
10. Trecho original: "El ambiente total de un centro educativo
determinado por todos aquellos factores físicos, elementos estructurales, personales, funcionales y culturales de la institución que, integrados interactivamente en un proceso dinámico específico, confieren un peculiar estilo o tono a la institución condicionante a su vez de distintos productos educativos".
↩
11. Na perspectiva funcionalista, a escola é encarada como
instituição unicamente responsável por transmitir os arcabouços do saber escolarizado, constituindo-se, portanto, em local privilegiado para as trocas entre pares, situando as relações a partir da mediação que se dá pelos conhecimentos sistematizados. Desta forma, Dominique Julia esclarece que este conjunto de conhecimentos pode sofrer alterações, uma vez que "são subordinadas a finalidades que podem variar
segundo as épocas (finalidades religiosas, sociopolíticas ou simplesmente de socialização)" (Julia, 2001).
↩
12. Nesta perspectiva a cultura escolar é encarada a partir dos
produtos oriundos de sua formulação, concepção e disseminação. Destaca-se aí os planos de ensino, as formas de organização para o fazer pedagógico, bem como os meios auxiliares para o ensino escolar (Barroso, 2012).
↩
13. Aqui se destaca a compreensão da escola enquanto instituição
única que produz cultura a partir das relações organizacionais que são desenvolvidas em seu bojo. Trata-se, nesse sentido, dos signos produzidos por esta instituição, tal qual nos demonstra Forquin (1993, p.168), assim como David Tyack e Larry Cuban (1995) quando mobilizam a definição sobre o conjunto de elementos estruturantes da organização escolar como sendo a "gramática da escola". tempo sem se encontrar nem uma só vez.
↩
2. As dimensões que envolvem a
análise do clima escolar
1. O devir pode ser caracterizado como a unidade de análise da
experiência humana em Heráclito, que, a partir da sentença filosófica em que postula que "ninguém é capaz de entrar no mesmo rio duas vezes" por conta das constantes mudanças e transformações que este sofre, alicerça a base para se perceber que a vida em grupo é marcada por uma dialética da ação que se baseia nas trocas entre pares, possibilitando-se, portanto, o "tornar-se".
↩
2. Segundo Saviani (2011), doxa significa opinião, isto é, o saber
próprio do senso comum, o conhecimento espontâneo ligado diretamente à experiência cotidiana, um claro-escuro, misto de
verdade e de erro. Sofia é a sabedoria fundada numa longa experiência de vida. É nesse sentido que se diz que os velhos são sábios e que os jovens devem ouvir seus conselhos (Saviani, 2011, p.14)
↩
3. Dado o caráter classista empregado nas discussões de
Dermeval Saviani, é possível constatar que, ao aplicar a dialética como base para se pensar as relações escolares, e subsidiado pelo método materialista (muito alinhada às visões gramscianas), sua teoria da "pedagogia histórico-crítica" atende às demandas das classes populares, que, ignoradas pelo Estado burguês ao longo da história, carecem de "armas" racionalizadas para o enfrentamento dos desafios sociais que se colocam diante dos sujeitos. Deste modo, sua defesa por uma concepção de sociedade marcadamente sem classes (socialista) oportuniza um olhar diferenciado para as demandas do proletariado.
↩
4. No que corresponde a este termo, poderíamos considerar que,
ao longo da história, a educação brasileira passou por diferentes avanços e retrocessos, sendo estes marcos factuais uma possibilidade para se compreender essas diferentes fases. Assim, torna-se possível analisar que, no período jesuítico, o "caráter" escolarizante estava vinculado às necessidades de doutrinação e, por consequência, conversão dos gentios à fé cristã, e, no período da ditadura militar, a educação servia aos propósitos de consagração de um modelo político-social que atendia aos anseios da elite econômica brasileira e internacional. Desta forma, pode-se considerar que cada fase de nossas memórias educacionais revela um "perfil" em que a centralidade das práticas, do currículo, da formação de professores, bem como da compreensão das finalidades da educação, sofreu alterações para atender aos dispositivos legais criados pela classe dominante de determinada época.
↩
5. A discussão a respeito da participação da comunidade na
escola será aprofundada no tópico que analisa a dimensão
"relações com a comunidade e seu entorno"
↩
6. "Ethical leaders are those who provide the creation of
production and learning environments, are in constant communication with those around, and exchange ideas with them. Being in communication with ethical leader own environment ensures that his environment is also sensitive to ethical principles."
↩
7. No contexto dos anos 1970, com o agravamento da crise
proporcionada pela eleição de 1974, quando o partido do governo, representado pela Arena (Aliança Renovadora Nacional), perde consideravelmente espaço para a oposição, representada pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro), existe a preocupação de se proporcionar um clima de sustentabilidade ao regime por meio de investimentos na área social, o que se efetiva a partir de diversos programas. Na área da educação há, em 1979, o planejamento do Terceiro Plano Setorial de Educação e Cultura (IIIPSE), sendo nesse momento histórico que se desenvolve a criação do Projeto Nordeste (Pereira, 2007, p.30).
↩
3. Possibilidades de pesquisa a partir
da perspectiva do clima escolar
1. Dada a necessidade de se analisar o clima escolar como
constructo que afeta e influencia o comportamento dos sujeitos na organização escolar, a escolha por se verificar o fenômeno a partir dos dois elementos enumerados possibilita a amplificação de sentidos e o aprofundamento da análise.
↩
Você terminou Clima escolar: perspectivas e possibilidades de análise
João Marcos Vitorino dos Santos e Joyce Mary Adam
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