
Água Viva
de Clarice Lispector

Composto por Alexander Pope no início do século XVIII, este poema chega ao português pela tradução em verso de José Nicolau de Massuelos Pinto, impressa em Londres em 1801. A voz que fala é a de Heloísa, recolhida em um mosteiro depois da separação forçada de Abelardo. Quando uma carta dele reaparece por acaso, a paixão que ela tentava calar volta a arder. O texto acompanha o embate entre o amor terreno e os votos religiosos, com a personagem dividida entre a devoção a Deus e o nome que não consegue apagar do coração. Entre súplicas, lembranças e remorso, os versos passam do silêncio do claustro aos suspiros que insistem em quebrar esse mesmo silêncio.