Improvisos de Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Capítulo 8 de 18

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Improvisos de Bocage

+Soneto Viii.+

 

Não mais, ó Tejo meu, formoso, e brando,

Á márgem, fértil de gentis verdores,

Terás d'alta Ulysséa hum dos Cantores,

[23] Suspiros no áureo metro modulando.

 

Rindo não mais verá, não mais brincando Por entre as Nynfas, e por entre as Flores

O Côro divinal dos nús Amores,

Dos Zéfyros azues o affavel Bando.

 

Co'a fronte já sem myrto, e já sem loiro,

O arrebata de rôjo a mão da Sórte

Ao Clima salutar, e á márgem de oiro.

 

Ei-lo em Fragas de horror, sem luz, sem nórte;

Sôa daqui, dalli piado Agoiro:

Sois vós, Desterro etérno, Ermos da Mórte!

 

[23] Carmina Pastoris Siculi modulabor avenâ.

 

Virgil. Eclog. 10.