Introdução à Arqueologia da Península Ibérica
Notas de Rodapé:
grosseiramente afeiçoadas[137]. Este ou outro lavor da pedra não importa de modo necessario o emprego do cinzel de ferro. Os mexicanos ignoravam o fabrico e usos d’este metal; todavia das mais duras das pedras faziam instrumentos de toda a casta,
esculpiam até bustos de basalto[138]. Os egypcios exploraram tambem algumas pedreiras de granito com instrumentos de bronze.
NOTAS DE RODAPÉ:
[107] Bonstetten, Sur les dolmens.
[108] Bertrand, Les monuments primitifs de la Gaule.
[109] Este argumento da maior perfeição dos megalithos e das
armas e instrumentos prehistoricos das regiões septemtrionaes não tem força probativa. Porquanto, prolongando-se por mais tempo n’estas regiões que nas meridionaes as epocas prehistoricas, não é para estranhar que os processos industriaes chegassem a mais alto grau de perfeição.
[110] Mortillet, Na sessão de 22 de agosto de 1874 da Secção
de Anthropologia, Revue des cours scientifiques 2.ᵉ série, 4.ᵉ année, pag. 99 et 200.
[111] Á expressão Lei dos litoraes deve dar-se a mais lata das
accepções. O litoral d’um continente abrange um espaço de terra muito mais largo que o litoral de um paiz ou de uma provincia. O litoral de Portugal, por exemplo, não passa para além das provincias do Minho, Douro, Extremadura e Algarve. Mas o litoral da Europa abrangerá tambem as provincias de Traz-os-Montes, Beira Alta, Beira Baixa e Alemtejo; isto é, todo o reino de Portugal vem a ser uma parte do litoral da Europa. N’este ultimo sentido se ha de tomar a palavra litoral relativamente á distribuição geographica dos dolmens.
[112] L’âge du bronze, pag. 73.
[113] Cap. .
[114] Nas Baleares encontram-se tambem megalithos, porém
de epocas menos antigas. Alguns menhires fazem parte de tumulos com abobadas, por onde parece provar-se a fusão dos dois systemas. Estas indicações, que se nos deparam no Semanario Pintoresco Español de 1857, pag. 173, são deficientes, e muito aproveitaria a historia da Peninsula com o estudo dos monumentos das ilhas mediterraneas.
[115] Lubbock, L’homme prehistorique. Pariz 1876 cap. .
[116] Antigüedades prehistoricas de Andalucia, pag. 106.
[117] Dolmins ou antas de Portugal. Lisboa 1868.
[118] Vid. os desenhos das enxadas e os dolmens da
Scandinavia em Nilsson, Les habitants primitifs de la Scandinave. Pariz 1868.
[119] La Academia 1877, n.º 12, pag. 184. Em o n.º 14. pag.
209 vem reproduzido em gravura um talayot de Trepucó da ilha de Minorca.
[120] G. Spano, Scoperte archeologiche fattesi in Sardegna in
tutto l’anno 1874. Cagliaria, 1874.
[121] Op. cit. pag. 66.
[122] Op. cit. cap. .
[123] Exodo, XX, 25.
[124] Inscripção de Karnak interpretada pelo visconde de
Rougè e citada por Tubino, Los monumentos megalithicos de Andalucia, Extremadura y Portugal, Museo español de antigüedades, tomo .
[125] Lyell, L’ancienneté de l’homme.
[126] Quatrefages, L’espéce humaine, pag. 242.
[127] Op. cit. cap. .
[128] Tubino, Los monumentos megalithicos.
[129] Os dolmens, Lisboa 1876, pag. 31.
[130] J. Vilanova y F. M. Tubino, Viaje cientifico á Dinamarca y
Suecia. Madrid 1871, pag. 65.
[131] Lubbock, Op. cit.
[132] Sivelo, Antigüedades de Galicia, Fig. 18.
[133] Idem, pag. 9.
[134] Idem, pag. 74.
[135] Antigüedades prehistoricas de Andalucia.
[136] Os dolmens, Lisboa 1876, pag. 36. Convém accrescentar
outra analogia importante. As inscripções de certos logares do Novo Mexico são coloridas como as da Andaluzia.
[137] Op. cit. cap. .
[138] Rougemont, L’âge du bronze, pag. 26.