Introdução à Arqueologia da Península Ibérica

Augusto Filipe Simões · Capítulo 8 de 34

Páginas do PDF

Introdução à Arqueologia da Península Ibérica

Notas de Rodapé:

Pelo espaço de milhares de annos a intelligencia do homem não teve á sua disposição mais que uns toscos pedaços de silex aguçados ou acuminados para furar ou cortar. Na epoca mesolithica, e particularmente na epoca neolithica ou da pedra polida, dilatam-se os horisontes industriaes. Fabricam-se martellos, serras, arpões, collares e outras armas ou ornamentos. Aproveitam-se as pontas do veado e de outros animaes para varios utensilios. N’alguns apparecem os primeiros ensaios artisticos em gravuras ou esculpturas toscas e disformes, porém representando já claramente o homem ou os animaes amigos e inimigos que o cercavam. Fabricam-se tambem moinhos de duas pedras para moêr os cereaes, e vasos de barro para guardar as sementes e as farinhas, ou para outros usos. Em fim, a disposição para a mais nobre das artes, para a architectura, revela-se no dolmen, no tumulo, no menhir, no cromleck, monumentos megalithicos da epoca da pedra polida, que foram para esse tempo o mesmo que as basilicas, os mausoleus ou os obeliscos para os tempos historicos.

Examinar d’essas varias memorias aquellas que restam na Peninsula, inquirir a significação que por ventura tenham, relativamente á prehistoria da humanidade, tal será o objecto dos capitulos seguintes.

 

NOTAS DE RODAPÉ:

[26] D. Juan Vilanova y Piera. Estudios sobre lo prehistorico

español. Museo español de antigüedades, tomo 1, pag. 129.

As palavras archeolithica, paleolithica, mesolithica e neolithica

foram compostas com as palavras gregas arche principio, palaios antigo, mesos meio, neos novo, e lithos pedra.

[27] Classificação das epocas prehistoricas, proposta pelo sr.

Tubino, para o reino de Portugal e para as provincias hespanholas da Andaluzia e Extremadura. Veja Los monumentos megaliticos de Andalucia, Extremadura y Portugal. Museu español de antigüedades, tomo , 1876.

Edad Hasta ahora desconocida, si prescindimos de los Paleolitica silex tallados recogidos por el sr. Ribeiro en las

cuevas del Tajo y del Sado, cuya atribuicion és

hipotética[28].

Primero periodo: El mesolitico.

Cavernas del Monte Calpe

a Caverna de Alhama de Granada

Cavernas de Cesareda

Edad b Monumentos megaliticos Neolitica c Quioquenmodingo del Cabezo de Arruda

Segundo periodo: El del cobre.

Minas de Cerro-Muriano

a Minas del Odiel y de Riotinto

Minas del Alemtejo

Sin acreditar. Los mas raros ejemplares

procedentes de la zona que estudiamos, no tienen

Edad del

la fianza del yacimiento. Pudieron ser elaborados

bronce

en otras regiones y llevados á aquella en epocas

historicas.

Edad del Carece tambien de estaciones especiales en su hierro seccion prehistorica.

[28] Não menciona a estação paleolithica de San Isidro, por

ficar fóra da região considerada. Os silex do sr. Carlos Ribeiro não foram achados nas cavernas, porém nas bacias do Tejo e Sado.

[29] Descripção de alguns silex e quartzites lascados,

encontrados nas camadas dos terrenos terciario e quaternario das bacias do Tejo e Sado. Lisboa 1871.

[30] Relatorio ácerca da sexta reunião do congresso de

anthropologia e de archeologia prehistoricas, verificado na cidade de Bruxellas em agosto de 1872, elaborado por Carlos Ribeiro. Lisboa 1873.

[31] Ibidem.

[32] Vejam-se um terciario de Thenay (Bourgeois) e outro

quaternario do valle do Somme, estampados a par, a fim de se compararem, em Hamy.—Précis de Paleontologie Humaine. Pariz 1870, pag. 49.

[33] Note sur des indices matériels de la coexistence de

l’homme avec l’Elephas meridionalis dans un terrain des environs de Chartres, plus ancien que les terrains de transport

quaternaires des vallées de la Somme et de la Seine. Comptes Rendues de l’Academie des Sciences, 8 juin 1863.

[34] Hamy, Précis de paléontologie humaine. Pariz 1870, pag.

95 e 96.

[35] L’homme préhistorique. Pariz 1876, pag. 381.

[36] Comptes Rendus, 31 janvier 1876, pag. 348.

[37] Matériaux pour servir à l’histoire positive et philosophique

de l’homme.

[38] Cap. , pag. 14.

[39] D. Juan Vilanova.—Lo prehistorico en España. Anales de

la sociedad española de Historia Natural, tomo , pag. 194.