Introdução à Arqueologia da Península Ibérica
Indice
PAG.
PROLOGO 1
CAPITULO I
ESTUDOS PREHISTORICOS
Os erros geocentrico e anthropocentrico e o progresso 1
das sciencias.—Machados de pedra.—Opiniões dos
antigos e do vulgo ácerca da sua origem.—Mercati
entrevê a verdade.—Demonstrações de Jussieu e de
Mahudel.—Opiniões de auctores hespanhoes e
portuguezes.—Primeira definição das idades
prehistoricas.—O homem fossil.—Schmerling.—Boucher
de Perthes.—Os sabios francezes e inglezes.—Inversão
das opiniões em França e Inglaterra.—Conferencia
internacional.—Resultados definitivos.—Estudos
prehistoricos em Hespanha e Portugal.
CAPITULO II
ANTIGUIDADE DO HOMEM
Constituição da crusta da terra.—Rochas sedimentares. 11
—Serie geologica.—Rochas plutonicas.—Rochas
metamorphicas.—Classificação dos terrenos
estratificados.—Duração relativa d’estas formações.—
Computo e provas da antiguidade do homem, deduzidas:
1.º da vegetação florestal da Dinamarca; 2.º dos
sedimentos fluviaes; 3.º do desgaste das terras pelas
aguas affluentes aos rios.—Antiguidade do homem na
Peninsula.—Clima glaciario.—Fauna correlativa.—
Effeitos da fusão dos gelos.—Hypothese de Adhémar
ácerca da epoca glaciaria.—Epocas glaciaria e
preglaciaria.—Diluvios periodicos.—Comparação de
ambos os hemispherios.—Proporção das aguas e das
terras.—Factos comprobativos.—Outras causas
astronomicas.—Causas geographicas.—Gulf Stream.—
Sahara.
CAPITULO III
ANTIQUIORA MONUMENTA
Classificação dos tempos prehistoricos.—Subdivisões da 25
idade da pedra.—Silex e quartzites lascadas da Beira e
da Extremadura, attribuidas ao homem terciario.—
Julgamento d’estas provas no congresso de Bruxellas.—
Provas indirectas do homem terciario, colligidas n’outros
paizes.—Sua incerteza.—É maior ainda a das provas
directas.—Primeiros vestigios do homem quaternario na
Peninsula.—Estação de San Isidro.—Falta de vestigios
da epoca mesolithica.—Bruteza do homem paleolithico.—
Progresso na epoca neolithica.—Condições favoraveis
d’esse periodo ao desenvolvimento da humanidade.—
Primeiras exigencias do sentimento esthetico.—Origem
das artes.
CAPITULO IV
PRIMICIAS DA ARTE
A estação de Argecilla e outras da Peninsula comparadas 37
aos kiokkenmoddings.—Antiguidade d’estas estações
prehistoricas.—Pontas de frecha e de lança, encontradas
em Hespanha e Portugal.—Estações notaveis de Castella
a Velha.—Facas de silex e seu fabríco.—Officinas em
Portugal.—Machados.—Picaretas.—Instrumentos de
osso.—Puncções.—Fragmentos lavrados.—Placas de
schisto.—Outras insignias ou emblemas.—Contas de
collares.—Ceramica.—Objectos achados na caverna de
Albuñol.—Diadema de ouro.—Vestidos, gorros e bolsas
de esparto.—Ornatos feitos de conchas e de dentes.—
Bracelete de concha da .
CAPITULO V
AS CAVERNAS
Os troglodytas.—As cavernas imitadas nas mais antigas 63
das construcções.—Seu estudo recente.—Bocas das
cavernas.—Vãos interiores.—Como se formariam?—
Analogias das cavernas com os veios metallicos.—
Causas capazes de formar as cavernas.—Depositos.—
Cavernas ossiferas.—Procedencia das ossadas.—Ossos
humanos e vestigios da industria primitiva.—Caverna de
Cavillon.—Cavernas da Sierra Cebollera, Gibraltar,
Parpalló, Alhama de Granada e Albuñol.—Cavernas da
Cesareda.—Se a anthropophagia sería um costume geral
dos homens prehistoricos?—Razões em contrario.
CAPITULO VI
OS MEGALITHOS
Os megalithos.—Menhires.—Fins para que serviriam.— 75
Alguns symbolisavam a Divindade.—Alinhamentos e
cromlechs.—Pedras balouçantes.—Algumas serviriam de
altares.—Dolmens.—Differenças entre os de Portugal,
Andaluzia e Galiza.—Distribuição geographica d’estes
monumentos na Peninsula.—Tumulos.—Differem
essencialmente dos dolmens.—Serviram de sepulturas.—
Lei da distribuição geographica dos tumulos.—Cueva de
Mengal.—Cueva de la Pastora.—Lei da antinomia dos
monumentos megalithicos e cyclopeos.—Tumulos da
província de Alava.—Castros da Galiza e de Traz-os-
Montes.—Cava de Viriato em Vizeu.
CAPITULO VII
PROBLEMAS
Dificuldade de interpretar os vestigios das construcções 95
prehistoricas.—Hypotheses de Bonstetten e de Bertrand
ácerca dos dolmens.—Factos em contrario.—Leis da
distribuição geographica dos dolmens.—Os dolmens e as
construcções pelasgicas.—Têem a mesma antiguidade.
—Objectos achados nos dolmens de Hespanha e de
Portugal.—Insignias de schisto.—Sua ornamentação
similhante á de objectos prehistoricos da Scandinavia.—
Para que seriam os dolmens?—Porque não ha vestigios
de cinzel na maior parte dos da epoca do bronze?—
Antiguidade da epoca do bronze e do periodo da pedra
polida em que principiaram a erigir os dolmens.—Foram
introduzidos por um povo navegador.—A navegação já
era praticada no Atlantico durante a epoca da pedra
polida.—A civilisação dos dolmens e a civilisação
pelasgica.—Signaes esculpidos em dolmens e em
rochas.—Duas epocas da civilisação dos dolmens.
CAPITULO VIII
IDADE DOS METAES
Porque não admittem a maior parte dos archeologos uma 111
epoca do cobre?—Hypotheses para explicar a raridade
dos objectos de cobre.—Abundancia d’estes objectos na
Peninsula.—Haveria na peninsula Iberica uma epoca do
cobre?—Coincidiriam essa epoca e a da pedra polida?—
Substituiria a do bronze? Objectos de cobre e de bronze,
achados em Portugal.—Machados, ponta de frecha, faca
e serrote, espadas.—Punhaes de bronze e de ferro da
Galiza.—Brevidade dos punhos.—Lendas dos pygmeus.
—Idolos e cabras de bronze.—Os primeiros dos
exploradores do cobre na Peninsula foram anteriores aos
phenicios.—Provas da fundição do bronze na Hespanha,
ilhas Baleares e da Sardenha.—Classificação dos jazigos
de bronze.—Fundições e thesouros.—Casta asiatica de
fundidores nos tempos antigos e modernos.—Os ciganos.
CAPITULO IX
ORIGENS ETHNICAS
Os finnicos e os vasconços.—Os seus idiomas 129
agglutinativos.—Origem turania dos finnicos.—Será
commum aos vasconços?—Provas deduzidas da
philologia e da anthropologia.—Hypothese de Retzius e
sua classificação das raças humanas.—Refuta-se esta
hypothese.—Opiniões dos philologos ácerca da
linguagem vasconça.—Os mais antigos dos craneos da
Peninsula e da Europa.—Craneos fosseis de Néanderthal
e de Gibraltar.—Outros do Cabeço da Arruda, Cesareda e
Cueva de la Mujer.—Maxillas.—Raça de Cro-Magnon.—
Sua distribuição geographica.—Povoaria a peninsula
Iberica?—Será representada ainda hoje pelos beréberes?
—Factos comprobativos.—Necessidade de novas
observações.—Os beréberes e os antigos egypcios.—
Povos mediterraneos.—Sua civilisação ha tres mil annos.
—Extender-se-hia á Peninsula?—Conclusões.
CAPITULO X
ORIGENS ETHNICAS (Continuação)
Se os vasconços descenderão dos beréberes.— 143
Insufficiencia das provas allegadas.—Hypotheses da
unidade e da pluralidade iberica.—Razões favoraveis a
esta ultima.—A philologia e a historia.—A Iberia do
Caucaso comparada com a peninsula Iberica.—Os iberos
e os povos com quem estavam relacionados.—
Difficuldade de determinar os antigos povos peninsulares.
—Asserções vagas dos auctores.—Necessidade de
resolver o problema por methodos novos.—Até que ponto
as invasões historicas esclarecem as prehistoricas.—O
Mediterraneo e o Atlantico, vias principaes por onde
vieram as civilisações á Peninsula.—Relacionam-se estas
vias com as duas correntes das emigrações asiaticas.—A
distribuição geographica dos dolmens peninsulares
caracterisa uma das civilisações, vindas pelo Atlantico.—
Os monumentos pelasgicos caracterisam outra, vinda
pelo Mediterraneo.—Antinomia d’estas duas civilisações.
—Outras antinomias entre o occidente e o oriente já nos
tempos historicos.—As mais antigas das minas de cobre.
—Analogias entre os povos antigos da Iberia e os da
America.—A civilisação da epoca do cobre.—Os ciganos
e os antigos fundidores do cobre e do bronze.
NOTAS. 157