Livro de Sóror Saudade
Crepúsculo
Se é sempre outono o rir das primavéras, Castelos, um a um, deixa-os cair...
Que a vida é um constante derruir
De palácios do Reino das Quiméras!
E deixa sobre as ruinas crescer heras,
Deixa-as beijar as pedras e florir!
Que a vida é um continuo destruir
De palácios do Reino das Quiméras!
Deixa tombar meus rútilos castelos!
Tenho ainda mais sonhos para ergue-los
Mais alto do que as águias pelo ar!
Sonhos que tombam! Derrocada louca!
São como os beijos duma linda bôca!
Sonhos!... Deixa-os tombar... deixa-os
tombar...
CREPÚSCULO