Livro de Sóror Saudade
Hora que Passa
De olheiras rôxas, rôxas, quasi prêtas,
De olhos limpidos, dôces, languescentes, Lagos em calma, pálidos, dormentes
Onde se debruçassem violetas...
De mãos esguias, finas hastes quietas,
Que o vento não baloiça em noites
quentes...
Noturno de Chopin... risos dolentes...
Versos tristes em sonhos de Poetas...
Beijo dôce de aromas perturbantes...
Rosal bendito que dá rosas... Dantes
Esta era Eu e Eu era a Idolatrada!...
Oh! tanta cinza morta... o vento a leve!
Vou sendo agora em ti a sombra leve
D'alguem que dobra a curva duma
estrada...
HORA QUE PASSA