Livro de Sóror Saudade
Alemtejano
Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te vêr!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amôr, a lêr
No misterioso livro do teu sêr
A mesma história tantas vezes lida!
«Tudo no mundo é fragil, tudo passa...»
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma bôca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
«Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Principio e Fim!...»
ALEMTEJANO
Á Buja