Memória de Elefante
No topo de um a espécie de…
No topo de um a espécie de Parque Eduardo VII em ponto pequeno bordado de palm eiras hem ofílicas cuj os ram os rangiam protestos de gavetas perras, de hotéis de Visconti habitados por personagens de Hitchcock e de guardadores de autom óveis m anetas, de olhos de fom e escondidos nas palas dos bonés com o pássaros ávidos presos na rede franzida das sobrancelhas, o edifício do Casino assem elhava-se a um grande transatlântico feio adornado entre vivendas e árvores, batido pelas ondas de m úsica do Wonder-Bar, pelos gritos de gaivotas roucas dos croupiers e pelo enorm e silêncio da noite m arítim a em torno de que subia um odor denso de água de colónia e de m ênstruo de caniche. Os com boios partindo para Lisboa da estação do Tam ariz levavam consigo, nos bancos vazios, os versos desse Dy lan Thom as de que tanto gostavas
In the final direction of the elem entary town
I advance for as long as forever is.
E o m édico im aginou-se a cabecear num a carruagem deserta, duplicado do outro lado do vidro através de casas, fragm entos de m uralha e luzes de navios, ao ritm o das palavras do poeta que a m ulher costum ava transportar consigo para a cam a e com quem m antinha um diálogo silencioso e perfeito que o excluía:
for the lovers
Who pay no praise or wages
Nor heed m y craft or art.
Dy lan Thom as foi o tipo de quem tive até hoj e m ais ciúm es, pensou o psiquiatra abandonando o autom óvel à som bra protectora de um autocarro de turistas, cuj o condutor explicava a um chofer de táxi m aravilhado os m éritos íntim os das francesas de um a certa idade, capazes de tornarem o coito leve e de fácil digestão com o um suflé de espargos. Odiei desesperadam ente Dy lan Thom as e os poem as tum ultuosam ente convincentes com que esse gordo bêbado ruivo viaj ava contigo a países interiores a que eu não possuía acesso, vizinhos dos sonhos de que m e chegavam esbatidos ecos através das palavras soltas que m astigavas num êxtase de sereia naufragada. Odiei Dy lan Thom as sem que o soubesses sequer, disse o m édico cam inhando sobre a relva húm ida da noite na direcção do convés do Casino e dos seus tripulantes m ascarados de groom s m aj estosos trocando cinzeiros em gestos lentos de vestais, odiei esse rival defunto vindo do nevoeiro das ilhas do norte com um sorriso de corsário pensativo nas bochechas inocentes, esse sacana galês que rebentava os grossos diques da linguagem com ventosas frases cheias de sinos e de crinas, esse am ante de espum a, esse fantasm a de sardas, esse hom em que m orava num a garrafa de uísque com o os barcos dos coleccionadores, ardendo na sua cham a de álcool com dolorosa graça de fénix refractária. Caitlin, disse o psiquiatra trocando com o porteiro cabalísticos sorrisos vagos de Chirico, Caitlin de Nova Iorque te cham o under the m ilk wood neste novem bro de 1953 em que m orri, com um a ilha a desvanecer-se na paisagem da cabeça cercada pela raiva voraz dos albatrozes, Caitlin um dia destes desço ao Tam ariz e tom o um com boio eléctrico para o país de Gales onde m e esperas diante de um chá tão triste com o a cor dos teus olhos, sentada na sala em que nada m udou, com um espesso fum o de pub a separar-te, sólido, da pressa dos m eus beij os. Caitlin este m ugido aflito de farol é o m eu berro de boi saudoso que te procura, este apito m odulado de locom otiva o canto de am or que sou capaz, este barulho de tripas um com ovido sobressalto de ternura, estes passos na escada o m eu coração ao teu encontro: vam os voltar ao princípio, passar a vida a lim po, recom eçar, j ogar crapaud ao serão, beber licor de ginj a, deixar o caixote do lixo lá fora, num estrépito de palhaço pobre, entre o espanto dos vizinhos e dos gatos, abrir um a lata de caviar e com er lentam ente os grãozinhos de chum bo até que, tornados cartuchos de caçadores furtivos, disparem os um para o outro no fogo-de-artifício de um a explosão final, e será um pouco essa, Caitlin, a nossa m aneira de partirm os.
No átrio do Casino um a excursão de inglesas desem barcadas de um autocarro tão sum ptuoso com o a sala de estar de Clark Gable, de vidros substituídos por quadros de Van Ey ck, borbulhava pelas bocas pálidas exclam ações de entusiasm o com edido. Um coronel colonial a estalar de black-velvets no sm oking branco repartia os bigodes grisalhos por duas indianas de sari, enigm áticas com o rainhas de paus, que deslizavam chão fora com o se ocultassem rodas de borracha na com plicação das saias. Suecos transparentes de olheiras de insónia devido a longos dias de seis m eses am paravam -se a m exicanos cor de azeitonas de Elvas, que John Way ne m atava film e após film e num j úbilo de insecticida eficaz. Condessas polacas decrépitas inclinavam -se um as para as outras com o pontos de interrogação desm oronados: o rouge flutuava-lhes em torno das rugas sem aderir à pele, pólen que atraía insectos senegaleses de grandes órbitas globulosas, em cuj os dedos cintilavam dezenas de anéis papais. De quando em quando, as coxas calçadas de m eias pretas do ballet francês, ou as m andíbulas desm esuradam ente abertas do engolidor de espadas tibetano, escapavam -se por um intervalo das cortinas do restaurante à laia de j actos de vapor por frestas de panela. Um a fadista em brulhada no xaile ausentava-se num a m editação trágica de Fedra, segurando a m ãos am bas um copo de gin ritual. Cavalheiros obesos, de colete desabotoado, ou abandonavam o urinol com ar aliviado de regresso de confessionário, ou ressonavam ao acaso dos sofás. Atrás do guarda-vento das m áquinas tilintavam centenas de m ealheiros vorazes, bolsando o excesso dos estôm agos em babetes crom ados. Estar aqui, pensou o m édico ultrapassando um a cadeira de rodas com um senhor sem pernas dentro, é com o acordar de repente a m eio da noite com a im pressão de a cam a ter m udado de posição no escuro e de nos acharm os num país diferente, longe das nossas águas territoriais fam iliares, sob esta luz branca vertical de ringue de boxe que actua com o um revelador m ostrando-nos dem asiadas rugas nos espelhos, acordar de repente a m eio da noite e m ergulhar num pesadelo derisório povoado de um a m ultidão inquieta que busca na agitação sem razão a sua razão de se agitar: com o eu, acrescentou o psiquiatra, ao m esm o tem po a fugir e à procura em sucessivos círculos sem finalidade e sem fim , cão sem cabeça m as com duas caudas que se perseguem e se repelem , gem endo tristem ente latidos m elancólicos de solitário. Substituíra a m inha existência estrita pelas pobres girândolas ocas de um escriturário delirante rodopiando alegrias fictícias de cartolina; transform ara a vida num cenário de plástico, im itação esquem ática de um a realidade por dem ais com plexa e exigente para a m inha reduzida panóplia de sentim entos disponíveis. E assim , insignificante pierrot de um carnaval frustrado, m e consum ia rapidam ente num a labaredazinha portátil de angústia.
O m édico trocou duas notas de conto de réis em fichas de quinhentos escudos e instalou-se na sua banca francesa favorita, quase vazia de parceiros por estar a dar j ogo irregular. Sentia nas costas o frenesim das m esas de roleta, cuj a m orosidade o im pacientava, com os croupiers contando interm ináveis pilhas de fichas e um cortiço de apostadores à volta, inclinados para o pano verde num apetite de louva-a-deus. O psiquiatra reparou especialm ente num a inglesa m uito alta e m uito m agra, com um vestido de alças dependurado do cabide das clavículas, reluzente ainda de crem es para o sol, as m ãos esqueléticas a escorrerem fichas que colocava sobre os om bros dos outros em gestos angulosos de grua. O croupier anunciou Pequeno, o pagador recolheu as fichas perdentes e dobrou as ganhantes: o m édico viu que a m ulher sentada à sua esquerda anotara três pequenos seguidos depois de dois grandes, de m odo que em purrou quinhentos para a zona do Grande e ficou à espera. Prim eiro apalpar, disse-se ele, conform e a técnica da m inha m ãe na praça: ao m enos que o tanto tê-la visto regatear fruta de algum a coisa m e sirva. E sorriu de im aginar o que a m ãe, criatura prudente e com edida, j ulgaria se o topasse ali arriscando quantias que ela considerava exorbitantes, deitando-se tarde para chegar ainda m ais tarde ao hospital no dia seguinte, a descer velozm ente o plano inclinado de um a ruína segura: histórias trágicas de fortunas evaporadas no Casino corriam tetricam ente nos serões da fam ília, narradas em tom cavo pelos aedos da tribo. A tia Mané, octogenária histórica cuj o sorriso abria um ziguezagueante cam inho através de pinturas e de crem es ressequidos, sum ira as pratas da casa ao bacará e utilizava um a cautela de penhor em lugar de bilhete de identidade.
– Pequeno, disse o croupier pousando o copo dos dados e em brenhando-se de im ediato em conversa sussurrada com o fiscal, de cabeças docem ente inclinadas com o apóstolos da últim a Ceia: Jesus e S. João partilhando as delícias do Espírito Santo. O pagador retirou a ficha do m édico num a m anobra destra de língua de cam aleão caçando um a m osca im previdente. A m ulher anotou, conscienciosa, o Pequeno, era gorda e loira, j á gasta, e usava um casaco de peles sintético nos om bros m oles: o perfil dela assem elhava-se ao de Lavoisier no retrato oval do livro de Física do 4.o ano do liceu, e j ogava duzentos e cinquenta escudos de cada vez na determ inação raivosa de quem perde obstinadam ente. Do lado oposto da m esa um a velha coçada atirava vinte escudos teim osos para os ases na esperança de um m ilagre. Dois suj eitos com ar de m estres-de-obras prósperos hesitavam de fósforo nos dentes: a pastilha elástica dos naturais de Tom ar, pensou o psiquiatra apostando de novo no Grande, chocos com tinta, Mercedes Diesel am arelo torrado e Vila Mélita na fachada da casa. A m ulher do leopardo de plástico absteve-se. Saiu um 12, um 13, um 14, um 12, um 18: os m estres-de-obras colocaram cinco m il escudos cada no Pequeno. Um rapaz ruivo surgiu da nuca do m édico e lançou quinhentos no Grande: j á m e fodi, pensou o psiquiatra sem razão aparente a não ser um aperto avisador no esófago. Estendeu o braço para o seu dinheiro e ia pescá-lo quando o croupier levantou o queixo e disse Pequeno com um a indiferença cruel. Croupiers e analistas puta que vos pariu.
– Digo-te adeus e com o um adolescente tropeço de ternura por ti, m urm urou o m édico para a ficha que o pagador lhe levava, arrum ando-a j unto às que am ontoava à sua frente, se esta gaita continua assim de aqui a nada estou a tirar as peúgas para as botar nos ases, ganhar um a cam isa fórm ula um e suicidar-m e engolindo um a dose excessiva de rodelas de cem paus. A m ulher gorda aconchegou-se na cadeira e a coxa dela tocou a do m édico, que a seguiu no palpite do Grande por gratidão: sentia-se m enos só desde que um a prega de carne alheia lhe com prim ia o j oelho. Os em preiteiros m udaram para o Pequeno, o rapaz ruivo, despeitado, afastou-se, a resm ungar: havia sem pre um ruivo nas turm as do Cam ões, recordou o psiquiatra, um ruivo, um bucha e um de óculos nas filas da frente; o bucha era o pior na ginástica, o de óculos o m elhor em geografia e o ruivo a vítim a favorita dos professores para se vingarem das partidas anónim as: m ij adelas no cesto dos papéis, latidos a m eio da leitura dos Lusíadas, palavrões a giz no quadro preto; no term o do segundo período, os pais, tam bém ruivos, m udavam -nos para colégios particulares se calhar reservados a ruivos onde se em prestavam fotografias pornográficas em com pleta liberdade, negros atléticos sodom izando cadelas, padres de batina a m asturbarem -se no confessionário, hom ossexuais sem arestas entregues a orgias desfocadas. A m ulher gorda sorriu-lhe: faltava-lhe um incisivo em cim a e possuía as gengivas pálidas de Vasco da Gam a ao quadragésim o dia de avitam inose.
– Grande, proclam ou o croupier que se ria respeitosam ente de um a piada qualquer do fiscal.
É curioso com o as graças dos superiores têm sem pre hum or, verificou o m édico repetindo a frase surpreendida de um irm ão seu a quem a baj ulice espantava com o um fenóm eno incom preensível: o pagador debruçou-se para o croupier que lhe repetia a anedota do chefe, o qual aprovava gravem ente com um sorriso solene, aj eitando o ângulo dos colarinhos:
– É ou não é, Meireles?
O Meireles, que trocava fichas a um corcunda, ergueu as sobrancelhas sem levantar os olhos do trabalho, na careta entendida com que as tias do psiquiatra respondiam , durante a contagem das m alhas do tricot, às perguntas dos sobrinhos. Será que cresci, que cheguei realm ente a crescer, interrogou-se o psiquiatra correspondendo com o j oelho à pressão de anca da m ulher do leopardo de plástico, a avaliá-lo de viés com lenta pálpebra sabida, cresci de facto ou perm aneci um puto assustado de cócoras na sala entre gigantescas pessoas crescidas que m e acusam , fitando-m e em silêncio num a hostilidade horrível, ou tossindo de leve, a coberto de dois dedos, a sua desaprovação resignada? Dêem -m e tem po, pediu ele a essa roda de ídolos da Ilha de Páscoa que o perseguia de um am or ferozm ente desiludido, dêem -m e tem po e serei exactam ente o que vocês desej am com o vocês desej am , sério, com posto, consequente, adulto, prestável, sim pático, em palhado, m iudam ente am bicioso, sinistram ente alegre, tenebrosam ente desingénuo e definitivam ente m orto, dêem -m e tem po, give m e tim e
Only give m e tim e
tim e to recall them
before I shall speak out.
Give m e tim
tim e.
When I was a boy
I kept a book
to which from tim e
to tim e,
I added pressed flowers
until, after a tim e,
I had a good collection.
But the sea which no one tends
is also a garden
when the sun strikes it
and the waves
are awakened.
I have seen it
and so have y ou
when it puts all flowers
to sham e.
Tem po, repetiu o m édico, necessito im periosam ente de tem po para m e vestir de coragem , colar todos os m eus ontens no álbum de retratos (Who’d think to find y ou in a photograph, perfectly quiet in the arrested chaff), ordenar as feições do m eu rosto, verificar ao espelho a posição do nariz, e seguir para o dia que com eça com a sólida determ inação de um vencedor. Tem po para te esperar à saída do m inistério, subir contigo as escadas, m eter a chave à porta e cam bulhar abraçado a ti, sem acender a luz, para a cam a vagam ente aclarada pelos ponteiros fosforescentes do despertador eléctrico, atrapalhado pelo excesso de roupa e pelos soluços de ternura, reaprendendo o Braille da paixão. A m ulher gorda pousou-lhe no braço as unhas com pridíssim as verm elhas escuras: o punho dela, idêntico ao de um lagarto ressequido, ornava-se de um a pulseira sím ile-filigrana, com um a enorm e m edalha de Nossa Senhora de Fátim a tilintando contra um a figa de m arfim , e o psiquiatra sentiu-se prestes a ser devorado por um réptil terciário em cuj as m andíbulas o sangue do baton revelava claram ente m onstruosas intenções assassinas. Os olhos do dinossauro fixavam -no na intensidade postiça do rím el, sob as sobrancelhas depiladas até à espessura de um a curva de tira-linhas, e o peito subia e descia num a cadência de guelra, conferindo aos seus m últiplos colares o balançar de rins dos botes ancorados. Os dedos treparam aracnideam ente a m anga do m édico beliscando-lhe de leve o polegar, enquanto a coxa absorvia com pletam ente a sua e um salto aguçado lhe prem ia o pé, a arrancar-lhe o calcanhar num a carícia m alévola. O corcunda, instalado à esquerda, chupava ruidosam ente pastilhas para a garganta dissem inando no ar um arom a de inalações de asm áticos: se eu fechasse com força as pálpebras por um segundo poderia supor-m e sem esforço no quarto de Marcel Proust, escondido atrás da pilha de cadernos m anuscritos da Recherche du Tem ps Perdu: c’est trop bête, assim costum ava ele definir o que escrevia, j e peux pas continuer, c’est trop bête. Querido tio Proust: o papel de parede, a lareira, a cam a de ferro, a tua difícil e coraj osa m orte: m as achava-m e na realidade instalado a um a m esa de j ogo do Casino, e a solidão roía-m e por dentro com o um ácido doloroso: a ideia da casa vazia apavorava-m e, a solução de tornar a dorm ir na varanda fazia-m e gem er de antecipados lum bagos. De alm a em pânico enxotei a derradeira ficha para o Grande: se ganhar vou direito ao Monte, enfio-m e nos lençóis e m asturbo-m e a pensar em ti até o sono vir (receita de sucesso relativo); se perder convido esta j ibóia idosa para um a orgia m odesta de acordo com o casaco de plástico dela e os m eus j eans no fio, e à m edida de um fim de m ês penoso: ignorava sinceram ente qual destas duas catástrofes escolher, dividido com horror idêntico entre o isolam ento e o ofídio. Um a espanhola sum ptuosa roçou por ele a nádega m agnífica, alm ofada bordada para m ais felizes cabeças: o período das vacas m agras seria sem dúvida o seu destino perpétuo e acom odava-se conform adam ente a ele num a resignação bovina: um banco de j ardim algures esperava com paciência a sua velhice m elancolicam ente desocupada, e podia bem ser que às quartas-feiras o irm ão m ais novo lhe desse de j antar em sua casa, acom panhando a carne assada de conselhos e repreensões.
– A m ãe sem pre disse que nunca terias j uízo.
E provavelm ente não só nunca teria j uízo com o (m ais grave ainda) não alcançaria a espécie de felicidade que a ausência desse esquisito atributo traz consigo, lastro sem o qual se voa aos agradáveis píncaros de um a loucura divertida, sem m açadas, sem preocupações, sem planos, ao sabor da adolescência assum ida com o estado de alm a, com o vocação ou com o sina. – A m ãe sem pre disse.
A m ãe sem pre disse tudo. E parecia-m e que o fiscal adquiria pouco a pouco o j eito profético dela, as pálpebras m agoadas, a testa enrugada, o cigarro aceso espiralando na ponta do braço elipses de desistência:
– O que é que se pode esperar deste rapaz?
Nada, afirm ou em voz alta num a espécie de raiva que sobressaltou o m arreco, no exacto instante em que o croupier pousava o copo, erguia o queixo, olhava em torno, apertava o laço do pescoço e inform ava
– Pequeno
ditando sem que o soubesse um a sentença definitiva.