Tópicos em malacologia médica

Frederico Simões Barbosa · Capítulo 9 de 22

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Tópicos em malacologia médica

1.4.1 Espécies e subespécies do gênero Biomphalaria

1.4.1 Espécies e subespécies do

 

gênero Biomphalaria

 

Biomphalaria glabrata (Say, 1818)

Concha com até 40 mm de diâmetro e 11 mm de largura; seis a sete girosarredondados, crescendo lentamente em diâmetro, sendo o central mais à esquerda;lado direito mais escavado que o esquerdo;

periferia arredondada, tendendo para adireita (Figura 24). É o maior molusco da família Planorbidae. Como já foisalientado, as características típicas da concha de uma espécie podem não seapresentar em alguns espécimes e populações. Portanto, podemos encontrarindivíduos de B. glabrata mais largos e com carena (angulação longitudinal na lateralda concha), que pela morfologia da concha são susceptíveis de ser confundidos com a Biomphalaria tenagophila. Encontramos também indivíduos jovens, de ambientessujeitos a dessecação, que apresentam lamelas no interior da abertura, tornando asconchas bastantes semelhante às de Biomphalaria schrammi (Paraense, 1961, 1972, 1975).

FIGURA 24: Conchas de Biomphalaria glabrata (Escala Milimétrica)

 

Fonte: Coleção do Laboratório de Malacologia do Centro de

Pesquisas René Rachou. Belo Horizonte, Minas Gerais - Acervo

Fotográfico de Lais Clark Lima

Características da anatomia interna: presença de crista renal

pigmentada (Figura 25 A) ao longo da superfície ventral do tubo renal em indivíduos adultos, e linha pigmentada em indivíduos

jovens (Figura 25 B) - nas outras espécies de Biomphalaria não há

este caráter (Figura 25 C); ovoteste com mais de 350 divertículos; presença de bolsa vaginal; porção média da bainha do pênis aproximadamente do mesmo diâmetro que a porção mais larga do canal deferente (Paraense, 1972, 1975).

FIGURA 25: Manto de Biomphalaria, visto do seu lado ventral. A:

apresenta a crista renal pigmentada (cr) de B. glabrata adulta. B:

apresenta a linha renal pigmentada (lr) de B. glabrata jovem. C:

apresenta o tubo renal liso das outras espécies de Biomphalaria. cl:

crista lateral do manto; cm: colar do manto; co: coração; cr: crista

renal; ga: glândula de albúmen; lr: linha renal pigmentada; mu:

meato do ureter; pe: pericárdio parcialmente retirado; pn:

pneumóstoma, tr: tubo renal; ur: ureter; vp: veia renal*

 

*Ilustração cedida por Paraense

Distribuição geográfica: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São

Paulo, Sergipe e Minas Gerais (Figura 37): Araçaí, Acesita, água Boa, águas Vermelhas, Aimorés, Almenara, Alterosa, Alvinópolis, Araxá, Arcos, Ariranha, Baldim, Bambuí, Barão de Cocais, Barbacena, Belo Horizonte, Bocaiúva, Bom Jesus do Galho, Brasília de Minas, Braúnas, Buenópolis, Buratamena, Caetés, Calciolândia, Campanha, Capoeirão, Capim Branco, Caratinga, Carlos Bernardes, Centenário de Ipanema, Cinco Ilhas, Coluna, Comercinho, Conceição da Aparecida, Conceição do Capim, Conceição do Mato Dentro, Conselheiro Lafaiete, Conselheiro Pena, Contagem, Coração de Jesus, Cordisburgo, Corinto, Coronel Fabriciano, Crenaque, Cuieté, Curvelo, Derribadinha, Desembargador Trindade, Diamantina, Divino, Divinópolis, Dom Joaquim, Dores do Indaiá, Doresópolis, Entre Folhas, Engenheiro Caldas, Espinosa, Ferros, Florestal, Formiga, Francisco Sá, Frei Inocêncio, Galiléia, Governador Valadares, Guanhães, Iapu, Igarapé, Inhapim, Itacarambi, Itabira, Itajubá, Itambacuri, Itanhomi, Itinga, Itueta, Jaboticatubas, Jacinto, Jacuri, Jampruca, Janaúba, Januária, Jequitaí, Jequitinhonha,João Pessoa, Joaíma, José de Melo, Juiz de Fora, Justinópolis, Lagoa Santa, Lagoa da Prata, Lontra, Malacacheta, Machacalis, Mamonas, Manga, Manhuaçu, Mariana, Matozinhos, Medina, Mesquita, Mirabela, Missões, Monlevade,Montalvânia, Montes Claros, Mutum, Nacip Raydan, Neves, Nossa Senhora das Graças, Nova Era, Nova Lima, Novo Cruzeiro, Ouro Preto, Pains, Paracatu, Papagaios, Passos, Peçanha, Pará de Minas, Pedra Azul, Pedro Leopoldo, Penha do Capim, Piau, Pinhões, Pirapora, Ponte Nova, Porteirinha, Resplendor, Retiro, Rio Acima, Rio Casca, Rio Novo, Rio Pardo de Minas, Rio Piracicaba, Rio Vermelho, Sabará, Sabinópolis, Salinas, Salto da Divisa, Santa Bárbara, Santa Luzia, Santa Maria de Itabira, Santa Maria de Suaçuí, Santa Rita, Santo Antônio do Grama, São João do Paraíso, São João Evangelista, São Pedro do Suaçuí, São Raimundo, SãoRomão, São Sebastião do Rio Preto, Sapucaia, Sete Lagoas, Tabuleiro, Taquaraçu de Minas, Tarumirim, Teófilo Otoni, Tumiritinga, Tuparecê, Ubá, Vespasiano, Viçosa (Paraense, 1972, 1975; Paraense & Araújo, 1984; Souza & Lima, 1990).

 

Biomphalaria tenagophila (Orbigny, 1835)

Concha com até 35 mm de diâmetro e 11 mm de largura, sete a oito giros, crescendo lentamente em diâmetro; com carena em ambos os lados, sendo mais acentuada à esquerda; giro central mais à esquerda; lado esquerdo mais côncavo que o direito; periferia arredondada, tendendo para a direita; abertura deltóide nas conchas

mais largas e cordiforme nas mais estreitas (Figura 26). Há populações com carena bastante atenuada e mesmo ausente (Paraense, 1972, 1975).

FIGURA 26: Conchas de Biomphalaria tenagophila (Escala

Milimétrica)

 

Fonte: Coleção do Laboratório de Malacologia do Centro de

Pesquisas René Rachou, Belo Horizonte, Minas Gerais - Acervo

Fotográfico de Lais Clark Lima

Características da anatomia interna: semelhante à de B. glabrata,

diferindo pela ausência de linha ou crista renal (Figura 25 C) e ovoteste com mais de 150 e menos de 350 divertículos (Paraense, 1972, 1975).

Distribuição geográfica: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina,

São Paulo e Minas Gerais (Figura 37): Juiz de Fora, Nova Era, Itajubá, Cabo Verde, Belo Horizonte,Contagem, Betim, Nova Lima, Aimorés, Retiro, Rio Novo, Ubá, Sabará,Jaboticatubas, Uberlândia, Divinópolis, Bom Despacho, Sete Lagoas, Dom Joaquim,Machacalis, Joaíma, Doresópolis, Taquaraçu de Minas, Barbacena e Passos(Paraense, 1972, 1975; Souza & Lima, 1990).

 

Biomphalaria straminea (Dunker, 1848)

Concha com até 16,5 mm de diâmetro e 6 mm de largura; cinco girosarredondados, crescendo mais rapidamente em diâmetro, às vezes apresentando leveangulação à esquerda; giro central mais à esquerda; lado direito tendendo a aplanarse; periferia arredondada e

medial (Figura 27) (Paraense, 1972, 1975).

FIGURA 27: Conchas de Biomphalaria straminea (Escala

Milimétrica)

 

Fonte: Coleção do Laboratório de Malacologia do Centro de

Pesquisas René Rachou, Belo Horizonte, Minas Gerais - Acervo

Fotográfico de Laís Clark Lima

Características da anatomia interna: presença de enrugamento na parede dorsal da vagina; ovoteste com mais de 50 e menos de 150 divertículos; próstata com 9 a 18 divertículos; porção média da bainha do pênis aproximadamente do mesmo diâmetro que a porção mais larga do canal deferente (Paraense, 1972, 1975). Distribuição geográfica: Amazonas, Roraima, Acre, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio

de Janeiro e Minas Gerais (Figura 38): Belo Horizonte, Rio Casca, Governador Valadares, Cordisburgo, Vespasiano, Matozinhos, Baldim, Calciolândia, Arcos, Bocaiúva, Buenópolis, Buratamena, Corinto,Curvelo, Coronel Fabriciano, Derribadinha, Espinosa, Francisco Sá, Itacarambi,Itinga, Jacinto, Jequitaí, Lagoa Santa, Lontra, Mamonas, Montes Claros, Paracatu,Pedro Leopoldo, Pirapora, Porteirinha, São Romão, Sete Lagoas, Teófilo Otoni,Engenheiro Caldas, Nova Lima, Chapada do Norte, Salinas, Salto da Divisa, SãoPedro do Suaçuí, Papagaios, Santana de Pirapama, Minas Novas, Frei Inocencio,Brumadinho, Juramento, Belo Oriente, Jequitibá, Peri-Peri, Capim Branco, Lagoada Prata, Sobrália, Mateus Leme, Taquaraçu de Minas (Paraense, 1972, 1975; Souza & Lima, 1990).

 

Biomphalaria peregrina (Orbigny, 1835)

Concha com até 16,5 mm de diâmetro e 5,5 mm de largura, cinco a seis giros arredondados, crescendo lentamente em diâmetro, sendo o central mais à direita; lado direito aplanado; periferia arredondada,

tendendo para a direita (Figura 28) (Paraense, 1975).

FIGURA 28: Conchas de Biomphalaria peregrina (Escala

Milimétrica)

 

Fonte: Coleção do Laboratório de Malacologia do Centro de

Pesquisas René Rachou, Belo Horizonte, Minas Gerais - Acervo

Fotográfico de Lais Clark Lima

Características da anatomia interna: presença de bolsa vaginal; ovoteste com mais de 50 e menos de 150 divertículos; porção média da bainha do pênis muito mais larga que a porção de maior diâmetro do canal deferente; divertículo prostático anterior, recobrindo a parte apical do corpo da espermateca (Paraense, 1975).

Distribuição geográfica: Goiás, Mato Grossa do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Mato Grosso e Minas Gerais: Juiz de Fora, Retiro, Barbacena, Borda da Mata, Cachoeira, Ouro Fino, Passos, Pouso Alegre, Itajubá, Santa Rita do Sapucaí, Alfenas, Alterosa, Belo Horizonte, Betim, Campo do Meio, Carmo do Rio Claro, Conceição da Aparecida, Conselheiro Lafaiete, Elói Mendes, Esmeraldas, Fama, Florestal, Juruaia, Lavras, Machado, Monte Belo, Nova Lima, Paraguaçu, Pedra do Indaiá, Pedro Leopoldo, Ponte das Amoras, Ponte de Pedra, Santana da Vargem, Silvianópolis, Três Corações, Três Pontas, Uberlândia, Mutum, Paraisópolis, Areado (Paraense, 1966a, 1975; Souza & Lima, 1990).

 

Biomphalaria amazonica Paraense, 1966

Concha com até 8 mm de diâmetro e 2,5 mm de largura; cinco giros convexos, crescendo rapidamente em diâmetro, sendo o central mais à esquerda; periferia arredondada, com tendência medial;

abertura ligeiramente defletida para a esquerda (Figura 29) (Paraense, 1966a, 1975).

FIGURA 29: Conchas de Biomphalaria amazônica (Escala

Milimétrica)

 

Fonte: Coleção do Laboratório de Malacologia do Centro de

Pesquisas René Rachou, Belo Horizonte, Minas Gerais - Acervo

Fotográfico de Laís Clark Lima

Características da anatomia interna: presença de bolsa vaginal; ovoteste com mais de 20 e menos de 80 divertículos; bainha do pênis mais curta que o prepúcio; porção média da bainha do pênis mais ou menos do mesmo diâmetro que a porção mais larga do canal deferente (Paraense, 1966b, 1975).

Distribuição geográfica: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia (Paraense, 1975, 1983, 1986c; Souza & Lima, 1990).

Biomphalaria intermedia (Paraense & Deslandes,

1962)

Concha com até 12 mm de diâmetro e 3 mm de largura; cinco e meio giros convexos, crescendo lentamente em diâmetro, periferia

arredondada, medial ou com ligeira tendência para a direita (Figura

30) (Paraense, 1975).

FIGURA 30: Conchas de Biomphalaria intermedia (Escala

Milimétrica)

 

Fonte: Coleção do Laboratório de Malacologia do Centro de

Pesquisas René Rachou, Belo Horizonte, Minas Gerais - Acervo

Fotográfico de Lais Clark Lima

Características da anatomia interna: pode apresentar pequena bolsa vaginal semelhante a de B. peregrina, e enrugamento vaginal semelhante ao de B. straminea (uma das duas ou as duas características); ovoteste com mais de 50 e menos de 150 divertículos; próstata com 6 a 20 divertículos; porção média da bainha do pênis aproximadamente do mesmo diâmetro que a porção mais larga do canal deferente (Paraense, 1975).

Distribuição geográfica: São Paulo e Mato Grosso do Sul (Paraense, 1975, 1985).

Biomphalaria occidentalis Paraense, 1981

Concha extremamente semelhente à da de B. tenagophila, com até 21 mm de diâmetro e 8 mm de largura, e seis e meio a sete giros

(Figura 31) (Paraense, 1981b).

FIGURA 31: Conchas de Biomphalaria occidentalis (Escala

Milimétrica)

 

Fonte: Coleção do Laboratório de Malacologia do Centro de

Pesquisas René Rachou, Beto Horizonte, Minas Gerais - Acervo

Fotográfico de Lais Clark Lima

Características da anatomia interna: vagina longa e tubular, podendo apresentar uma projeção da parede que pode ser confundida com uma bolsa; ovoteste com mais de 100 divertículos; bainha do pênis mais larga que a porção mais larga do canal deferente e mais curta que o prepucio, que mantém aproximadamente o mesmo diâmetro em todo o seu comprimento (Paraense, 1981b).

Distribuição geográfica: Acre, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Minas Gerais: Contagem (Paraense, 1981b; Souza & Lima, 1990; Lima, Soares & Guimarães, 1993).

Biomphalaria schrammi (Crosse, 1864)

Concha com até 8 mm de diâmetro e 2,2 mm de largura; cinco giros arredondados, sendo o central mais à esquerda; periferia arqueada, medial, abertura bastante deflenda para a esquerda nos indivíduos adultos; apresentam seis lamelas no interior da abertura, sendo o

giro externo estreitado na altura das mesmas (Figura 32) (Paraense, 1975).

FIGURA 32: Conchas de Biomphalaria schrammi (Escala

Milimétrica)

 

Fonte: Coleção do Laboratório de Malacologia do Centro de

Pesquisas René Rachou, Belo Horizonte, Minas Gerais - Acervo

Fotográfico de Lais Clark Lima

Características da anatomia interna: útero muito longo; espermateca mais longa que a próstata; ovoteste com mais de 30 e menos de 80 divertículos, bainha do pênis muito longa; prepucio muito curto (Paraense, 1975).

Distribuição geográfica: todo o território brasileiro, exceto Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Minas Gerais: Belo Horizonte, Alfenas, Campos Gerais, Itajubá, Lavras, Mercês de Diamantina, Nanuque, Nepomuceno, Ouro Fino, Santa Maria do Suaçuí, Teófilo Otoni, Três Pontas, Bambuí, Governador Valadares, Pouso Alegre, Lassance, Calciolândia, Papagaios, Paraisópolis, Machacalis, Doresópolis (Paraense, 1975; Souza & Lima, 1990).

 

Biomphalaria oligoza Paraense, 1975

Concha com até 11 mm de diâmetro e 3 mm de largura; cinco giros arredondados, crescendo lentamente em diâmetro, sendo o central

mais à esquerda; periferia arredondada, medial (Figura 33) (Paraense, 1975).

FIGURA 33: Conchas de Biomphalaria oligoza (Escala Milimétrica)

 

Fonte: Coleção do Laboratório de Malacologia do Centro de

Pesquisas René Rachou, Belo Horizonte, Minas Gerais - Acervo

Fotográfico de Lais Clark Lima

Características da anatomia interna: vagina com bolsa às vezes imperceptível; ovoteste com mais de 15 e menos de 50 divertículos; próstata com um a sete (ou mesmo nenhum) divertículos; porção média da bainha do pênis de diâmetro igual ou maior que a porção mais larga do canal deferente (Paraense, 1975).

Distribuição geográfica: Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Paraense, 1975).

 

Biomphalaria kuhniana (Clessim, 1883)

Concha com até 7,4 mm de diâmetro e 2,8 mm de largura, quatro e meio giros arredondados, crescendo mais rapidamente em diâmetro e levemente subangulosos do lado esquerdo; lado direito afunilado,

com giro central mais à esquerda (Figura 34) (Paraense, 1988).

FIGURA 34: Conchas de Biomphalaria kuhniana (Escala

Milimétrica)

 

Fonte: Coleção do Laboratório de malacologia do Centro de

Pesquisas René Rachou, Belo Horizonte, Minas Gerais - Acervo

Fotográfico de Lais Clark Lima

Características da anatomia interna: presença de enrugamento vaginal pouco desenvolvido, que pode ser confundido com o de B. straminea e B. intermedia; ovoteste com 60 e poucos divertículos; próstata com quatro a nove divertículos; porção mais larga do canal deferente com aproximadamente metade da largura da bainha do pênis (Paraense, 1988).

Distribuição geográfica: Pará (Paraense, 1988).

 

Biomphalaria tenagophila guaibensis Paraense,

1984

Concha com até 18,5 mm de diâmetro, 7,5 mm de largura e seis giros; é indistinguível da concha de B. tenagophila tenagophila

(Figura 35) (Paraense, 1984).

FIGURA 35: Conchas de Biomphalaria tenagophila guaibensis

(Escala Milimétrica)

 

Fonte: Coleção do Laboratório de Malacologia do Centro de

Pesquisas René Rachou, Belo Horizonte, Minas Gerais - Acervo

Fotográfico de Lais Clark Lima Características da anatomia interna: bainha do pênis mais curta que o prepúcio, sendo este mais longo e mais estreito que o de B. t. tenagophila; presença de bolsa vaginal (Paraense, 1984).

Distribuição geográfica: Rio Grande do Sul (Paraense, 1984).

A distribuição geográfica dos moluscos do gênero Biomphalaria no

Brasil é mostrada na Figura 36.

FIGURA 36: Distribuição geográfica das espécies e subespécie de

moluscos do gênero Biomphalaria no Brasil. A: B. amazônica. G: B.

glabrata. I: B. intermedia. K: B. Kuhniana. O: B. oligoia. Oc: B.

occidentalis. P: B. peregrina. S: B. straminea. Sc: B. schrammi. T: B.

tenagophila. TG: B. tenagophila guaibensis (Souza & Lima, 1990)