Um Corpo na Biblioteca
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"Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando
por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo
nível."
AGATHA CHRISTIE
UM CORPO NA BIBLIOTECA
Tradução
EDILSON ALKMIN CUNHA
Título do original em inglês:
THE BODY IN THE LIBRARY
CONTRA CAPA:
UM CORPO NA BIBLIOTECA
“— Você quer dizer — perguntou o Coronel Bantry — que há um cadáver na m inha biblioteca... na minha biblioteca?”
Com o o corpo de um a m oça desconhecida fora parar na biblioteca dos Bantry ? E por que teria ela sido assassinada?
Miss Jane Marple, ligando acontecim entos triviais da aldeia com problem as m ais graves, desvenda esse terrível m istério e responde a essas aparentem ente insolúveis perguntas.
Prefácio Da Autora
Há certos chavões que pertencem a determ inados tipos de ficção. O “m au e ousado baronete” no m elodram a, “o corpo na biblioteca” na ficção policial. Durante m uitos anos estudei a possibilidade de um a adequada “Variação do Conhecido Tem a”.
Propus-m e certas condições. A biblioteca em questão deveria ser um a biblioteca altam ente ortodoxa e convencional. O cadáver, de outro lado, deveria ser um corpo extravagantem ente fantástico e extrem am ente sensacional. Esses eram os term os do problem a, m as durante alguns anos perm aneceram com o tais, representados apenas por algum as linhas m al redigidas num caderno de exercícios. Depois, veraneando por alguns dias num elegante hotel à beira-m ar, observei um a fam ília a um a das m esas da sala de j antar; um senhor idoso, paralítico, num a cadeira de rodas, e com ele pessoas da fam ília um a geração m ais j ovem . Felizm ente partiram no dia seguinte, de m odo que m inha im aginação pôde trabalhar sem o em baraço de qualquer espécie de conhecim ento.
Quando m e perguntam : “A senhora põe pessoas reais em seus livros?” respondo que para m im é inteiram ente im possível escrever sobre qualquer pessoa que eu conheça, ou m esm o com quem tenha conversado, ou de quem apenas tenha ouvido falar! Não sei por que m otivo, isso é o suficiente para destruí-los com pletam ente. Todavia, posso tom ar um “m anequim ” e dotá-lo de qualidades e idéias concebidas por m im .
Assim um senhor idoso e paralítico tornou-se o pivô da história. O Coronel e a Sra. Bantry, am igos íntim os de m inha Miss Marple, tinham apenas a espécie de biblioteca que eu queria. À m aneira de um a receita culinária acrescentem -se os seguintes ingredientes: um instrutor de tênis, um a j ovem dançarina, um artista, um a j ovem guia, um a recepcionista de um salão de dança etc., e sirvam -se à la Miss Marple!
Agatha Christie
Para m eu am igo Nan