A Menina do CEO

Jéssica Larissa · Capítulo 2 de 5 · parte 8/9

Páginas do PDF

A Menina do CEO

Capítulo

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 9 partes.

A dor de perder a virgindade está se dissipando aos poucos, dando lugar à excitação que volta a encharcar o meu canal. Meu sexo pulsa, lateja, e ele estoca cada vez mais fundo, girando e esfregando o quadril contra a minha pélvis, fazendo-me ver estrelas a cada metida.

Sua respiração se torna ofegante, o suor começa a escorrer pela sua testa. Choramingo e grito, agarrando-me ao seu pescoço, sentindo o resfolegar da sua boca sobre a minha.

— Bia … — ele murmura o meu nome e enfia a cabeça na curva do meu pescoço, inspirando o meu cheiro, enquanto aumenta a velocidade das penetrações.

— Ai! — Ofego ao sentir outro orgasmo se formando em meu ventre e, quando o gozo começa a me tomar, grito sem controle, impulsionando o meu quadril para ter mais dele.

— Porra! — Eduardo grunhe. — Menina… Que delícia. — Vejo-o me olhar e revirar os olhos, firmando o braço no colchão ao mesmo tempo em que seu pênis pulsa dentro de mim.

Sinto os jatos do esperma quente me enchendo toda, seu corpo se desfazendo em um orgasmo devastador, fazendo o meu próprio prazer se prolongar. Então, ele estoca duro e profundo uma última vez, despejando até a última gota do seu esperma dentro de mim.

BEATRIZ

Eduardo fita os meus olhos com sutileza, enquanto ainda se mantém dentro de mim. Imóvel. Sinto sua respiração quente e ofegante no meu rosto, o suor banhando nossos corpos, o cheiro de sexo tomando o quarto. Sua boca toca a minha de leve, e eu fecho os olhos, sentindo meu coração ser tomado de felicidade.

Mal posso acreditar que acabei de fazer amor com o homem que amo, que sempre amei. Sinto uma lágrima escorrer pelos meus olhos e o abraço mais forte, abrindo um sorriso brando.

Gemo baixinho devido à ardência quando ele começa a tirar o pênis da minha entrada, devagar, deixando apenas a cabeça inchada entre os grandes lábios. Todo o meu corpo se arrepia.

— Você está fodendo a minha vida… — ele sussurra contra a minha boca com a voz rouca e inebriante. Meu coração acelera descompassado. — Por que não me disse que ainda era virgem, Bia? Quase enlouqueci achando que aquele cara tinha te tocado. Eu machuquei você, minha menina… Me desculpe.

Sua voz sai carregada, cheia de ressentimentos e algo parecido com dor. Abro os meus olhos e encaro os seus, ao mesmo tempo que ele acaricia o meu rosto.

— Cadu, nunca tive nada com o Victor — respondo, um pouco receosa. — Não imaginei que você realmente tivesse acreditado nas minhas provocações quando eu disse que iria pra cama com outro homem — explico.

— E não acreditei, Beatriz. Sempre soube que você só dizia aquilo porque estava ferida… Queria me ferir também. — Ele suspira, aflito, e passa uma mão pelos cabelos escuros, bagunçando os fios, enquanto continua se firmando com a outra. — Mas aí você começou a me ignorar, não atendia minhas ligações. E quando vi vocês em frente à faculdade, sorrindo, felizes, tive certeza que você tinha sido dele. Ali eu soube que tinha te perdido. Aquilo me destruiu, diabos!

Arregalo os olhos ao ouvir suas palavras, sentindo meu coração pular descontroladamente dentro do meu peito. Seu tom torna-se rude, cheio de angústias, mas ainda assim não é capaz de tirar a alegria que surge no meu coração ao ouvir essa declaração.

Sua expressão sutil torna-se fechada, e ele se afasta, retirando-se todo de dentro de mim, deixando-me arfante, necessitada de ser preenchida outra vez. Sinto seu esperma denso escorrendo da minha entrada, deixando-me toda melada, até mesmo a minha bunda. Meu sangue gela. Jesus! Só agora dou-me conta da loucura que acabamos de fazer.

Eduardo levanta-se completamente nu e caminha até a janela de vidro, abrindo as cortinas. Ele diz alguma coisa, mas não consigo me concentrar nas suas palavras. Estou mais preocupada com a eficácia das pílulas anticoncepcionais que estou tomando há alguns dias.

Senhor! O que eu fiz?

Aflita, também me levanto e caminho até ele, sentindo o líquido grosso escorrendo pelas minhas coxas. Parece ter um litro de esperma saindo da minha vagina.

Ao perceber que não lhe dou ouvidos, ele se vira no momento em que passo a mão entre as minhas pernas, tentando limpar um pouco da sujeira que fizemos.

Minha mão fica completamente melada de esperma e sangue.

Nesse instante, levanto o meu olhar e fico petrificada ao ver que os olhos de safira fitam o centro das minhas pernas. Sinto meu rosto corar e, envergonhada, tapo o meu sexo com as duas mãos.

Olho o seu corpo nu e vejo o pênis tomar força outra vez, ficando completamente ereto. Robusto. Engulo em seco quando Eduardo caminha na minha direção e para a apenas poucos centímetros de distância.

— Não se esconda de mim. Me deixe vê-la assim, princesa — diz e retira as minhas mãos do meu sexo, deixando-me completamente nua aos seus olhos. — Linda… Toda meladinha. — Sinto sua mão tocando a minha virilha e descendo, até alcançar minha entrada.

Os dedos longos deslizam para as coxas e depois sobem, explorando as dobras molhadas da minha vagina, espalhando seu gozo pelo clitóris. Gemo, envolvida, e mordisco o meu lábio, quase perdendo a racionalidade, contudo, a razão fala mais alto por um segundo e eu o afasto.

— Por favor… Espere — peço, quase sem forças. — Você gozou dentro de mim. Estamos com sérios problemas, Cadu — digo, preocupada, e procuro os seus olhos.

Ele me fita e suspira.

— Eu sei. Não estava em meu raciocínio perfeito naquele momento. — Sua expressão torna-se preocupada.

— Eu estou tomando anticoncepcional há alguns dias — informo, voltando a tapar minha virilha. — Mas não sei ao certo se já estou segura para fazer sexo sem proteção. Além disso tem… você sabe, as DST's.

Ele franze a testa, espantado, e logo em seguida sorri com sarcasmo, fechando os punhos. Vejo a raiva tomar conta do seu semblante e dançar em seus olhos como labaredas flamejantes.

— Não se preocupe, Beatriz, eu estou limpo. — A hostilidade na sua voz me faz dar um passo para trás, mas ele me acompanha. — Meu exames clínicos estão todos em dia e nunca transo sem proteção. Mas quanto a você… caralho! Estava pretendendo transar com ele, não é? Por isso começou a se prevenir? — acusa.

— Cadu, o que está dizendo? Claro que não! — rebato magoada e continuo dando passos para trás até alcançar a cama. Pego um lençol e cubro o meu corpo com pressa, sentindo-me intimidada devido à sua estatura. — Além disso, você não está em condições de me exigir nada, ou acha que me esqueci daquela zinha lá, a Raquel?

— Raquel não é ninguém, pelo amor de Deus. — Ele para e balança a cabeça.

— Ah, não? Se bem me lembro, ela estava com você no jantar na casa dos seus pais. Aquilo me pareceu ser algo bem íntimo! — Empino o nariz e o encaro com firmeza, negando-me a baixar a cabeça para as suas acusações descabidas.

— Isso não vem ao caso, menina, eu não tinha compromisso com ninguém! — responde, ríspido.

— Eu também não! — provoco. — Sou solteira e desimpedida, posso transar com quem eu quiser! — praticamente grito. Meus olhos ardem e eu preciso lutar com todas as forças para não chorar na frente desse cretino.

Eduardo sorri, joga a cabeça para trás e suspira. Volta a me encarar e se aproxima.

— Não tinha! Mas a partir de agora tem um compromisso comigo.

Arregalo os olhos ao ouvir o que ele diz e balanço a cabeça em negativa. Meu coração dispara, mas ainda estou muito magoada devido às suas acusações quando ele mesmo certamente não se manteve casto.

— Eu não quero nada com você, seu… Seu safado! — rebato irritada.

Ele se aproxima e entrelaça a mão na minha cintura, olhando-me irritado, desarmando o meu raciocínio e autocontrole. Minhas pernas tremem como gelatina ao sentir o seu toque.

— Acha mesmo que depois de hoje eu permitirei que você volte para os braços daquele fedelho? Você é minha, diabos!

Prendo a respiração por alguns instantes e tanto dizer algo, mas minha fala não sai.

— Eu… Ai! — Deixo um gemido escapar quando os lábios quentes se apossam da minha orelha e ele me mordisca o lóbulo. Meu corpo se entrega a ele de uma maneira vergonhosa.

Tento lutar contra todo esse mix de sentimentos dentro de mim e o empurro. No entanto, os meus esforços não surtem nenhum efeito.

— Por que está fazendo isso? — pergunto, confusa com as suas ações. Em um momento, ele está me acusando de algo que não fiz, e no outro está esmagando o meu corpo com carícias deliciosas.

Ouço seu suspiro profundo em meu ouvido e estremeço. A língua morna desce para o meu pescoço e não consigo conter um gritinho ao sentir até os pelinhos da minha bunda se arrepiarem.

— Porque estou perdidamente apaixonado por você e o ciúme está me enlouquecendo.

Ai, meu Deus!

Sinto minhas pernas falharem e me firmo em seus ombros para não cair. A boca pecaminosa encontra a minha e me envolve em um beijo ardente, explorando cada cavidade. Encosto minha mão em seu peito e as batidas frenéticas falam por si só. Está exatamente como o meu.

Sinto uma lágrima escorrer pelos meus olhos, emocionada por ouvir o que mais almejei em toda minha vida, e afasto o meu rosto para encará-lo.

Os olhos azuis fitam os meus, brilhantes, repletos de promessas silenciosas.

— Eu amo você! — digo e o abraço com força. — Céus! Acho que estou sonhando.

— Prometa para mim, Bia. Diga que não tem nada com aquele cara. Eu não suportaria…

— Shh… — interrompo-o e deposito um selinho em seus lábios.

Relembro as palavras de Priscila falando sobre o Cadu e a traição da noiva e, de repente, as atitudes dele começam a fazer sentido na minha mente.

O ciúme louco, a necessidade de se manter longe de um relacionamento, a confusão que vi em seus olhos nas vezes que nos beijamos. Não era só por causa do papai…

— A sua prima me falou sobre ela — sussurro. Sinto seu corpo enrijecer, mas ele continua calado, dando-me espaço para continuar. — Naquele momento, não dei muita atenção, as palavras da Priscila não faziam sentido. Mas agora, eu compreendo. — Fito os seus olhos e volto a abraçá-lo, passando as mãos em volta da sua cintura. — Eu sinto muito.

— Não sinta… — murmura, acariciando os meus cabelos. — Ela ficou no passado e você está aqui e agora. — Sorrio e me afasto para olhar o seu rosto, vendo os lábios finos se curvarem em um sorriso que me arranca suspiros.

— Eu serei só sua, Cadu. Mas, e você? Será só meu? — pergunto para confirmar se haverá reciprocidade.

— Minha pequena … Você não tem ideia do quanto sou seu — ele fala, olhando bem nos meus olhos para que eu veja sua sinceridade. — Só seu — completa, passando os dedos no meu queixo. — Agora vem. Vamos tomar um banho gostoso… Vou lavar essa bocetinha linda — diz e segura o lençol que me cobre, puxando-o.

— Eduardo… — Sorrio envergonhada e dou um tapa em seu ombro.

Meu homem me segura em seus braços e me abraça forte contra o seu peito.

— Não quero que tenha vergonha de mim, Bia. — Sinto suas mãos descerem até a minha bunda e apertá-la. — Cada pequena parte do seu corpo me fascina.

Assinto e seguimos para o toalete, tomamos um banho demorado na banheira e retornamos ao quarto, agarrados um no outro.

Pelos vidros da janela, posso ver os primeiros raios do sol surgindo, iluminando as vidraças dos prédios.

Sinto-me sonolenta, mas o cansaço dá lugar ao desejo quando ele me coloca sobre a cama e monta em cima de mim. Abre as minhas pernas e posiciona o corpo entre elas, beijando e mordiscando os meus lábios. Sua língua morna desce para o meu pescoço, traçando uma trilha de beijos suaves e cálidos, enlouquecendo-me.

Quando a boca úmida alcança o bico dos meu seio e o chupa, solto um gemido prazeroso, entregando-me a cada sensação. Ao prazer e ao desejo, ao amor e à paixão.

— Estou ficando louco, Bia. — Ouço sua respiração na minha barriga, descendo até a minha virilha, e sinto meu corpo estremecer, desejando tudo o que ele tem para me dar.

Minhas pernas são flexionadas e abertas até o limite. Seguro os lençóis e grito quando sinto o calor da sua língua penetrando a minha vagina dolorida. Ofego, sem ar.

— Aiii! — Mordo os meus lábios e grudo os meus dedos nos seus cabelos, puxando-os. — Que delícia… Cadu…

Meu clitóris é sugado e mordiscado sem pena, fazendo-me gemer e gritar alucinada. Estou quase gozando quando ele dá uma lambida generosa do meu ânus até o clitóris, demorando um pouco no anel intocado, fazendo-me corar envergonhada.

Tento fugir da sua língua lasciva e ousada explorando essa região, mas é tarde demais. Ele segura o meu corpo, metendo a língua entre as minhas pernas, e o gozo me toma, intenso e arrebatador.

Sinto-me tonta, entregue. Sem nenhuma força nas pernas. Minhas pálpebras se fecham. Suas mãos serpenteiam pelo meu corpo e a boca ardente vai de encontro ao meu pescoço, subindo cada vez mais.

— Abra os olhos, querida… — pede ofegante e passa a mão por baixo do meu pescoço, segurando os cabelos da minha nuca. — Olhe para mim.

Faço o que pede e pisco algumas vezes, tentando manter os olhos abertos. Sinto seu pênis abrir espaço para dentro de mim, lentamente.

Grito, ofego e o arranho. Arde um pouco, mas é tão gostoso senti-lo assim. Nossos olhares se encontram, nossas bocas se aproximam, resfolegando uma na outra até que o sinto entrar todo.

CARLOS EDUARDO

Após fazê-la gozar, retiro o meu pau da sua boceta e me derramo em sua barriga, tomando cuidado para não a encher de porra outra vez.

Embora eu não tenha demonstrado preocupação, o fato de ter gozado dentro dela pode nos pôr em grandes apuros. Penitencio-me por ter pedido o controle. Geralmente, sou muito racional quanto ao uso de preservativos. No entanto, perder a cabeça agora não ajudará em nada. Já está feito e foi gostoso para caramba. Eu estava tão louco para me enterrar dentro daquela bocetinha rosada que camisinha foi a última coisa que pensei na face da terra. Decididamente, Bia está me tirando do sério. Parece que voltei a ser um adolescente.

Beatriz suspira e sorri, fechando os olhos. Está quase desmaiando de tão cansada.

Descanso do seu lado por alguns instantes, deposito um beijo nos seus lábios, limpo sua barriga com a minha camisa e sussurro no seu ouvido, informando que irei sair para correr na praia. Ela assente, fecha os olhos e se aconchega entre os lençóis. Sigo para o banheiro, tomo um banho rápido para tirar o suor e o cheiro de sexo do corpo.

Uma boa corrida agora pela manhã me fará bem, preciso pôr os pensamentos em ordem e pensar com calma sobre tudo.

Só de imaginar o tipo de conversa que terei com Felipe, já sinto o meu estômago se revirar. Ele com certeza vai querer me esfolar vivo, principalmente sabendo do meu histórico de mulherengo. Felipe sabe de todas as obscenidades que já cometi e, conhecendo-o como conheço, vai quebrar a minha cara quando souber que tirei a virgindade da sua filha. Porra!

Enfim, já foi. Agora preciso ser racional e assumir as consequências, mesmo sabendo que se eu pudesse voltar no tempo, faria tudo de novo.

Termino de me banhar e me seco. Visto um short e camisa próprios para atividade física, calço o tênis e pego o celular. No entanto, percebo que o aparelho está descarregado. Bufo, irritado, e o conecto ao fio do carregador. Pego a carteira e caminho até Beatriz.

A menina dorme profundamente como um anjo. Os lábios suculentos estão um pouco inchados e ainda mais vermelhos que de costume por causa dos beijos e mordidas que dei.

Sorrio e inspiro seu cheiro, de leve, evitando fazer barulhos para não a acordar. Pego as chaves do carro e saio.

Ao chegar na orla, estaciono o veículo e caminho até a beira da praia. O mar está calmo e o clima fresco do início da manhã é agradável, embora eu ainda sinta algumas pontadas na cabeça devido à quantidade de uísque que ingeri. Contudo, antes de me alongar e seguir com a programação do dia, paro e passo a mão em meus cabelos, pensativo.

Uma coisa é certa. Mesmo que Felipe se oponha, não abrirei mão dela por nada neste mundo. O que fizemos ontem foi o limite para a minha resistência. A entrega dela, o prazer e a paixão que vi em seus olhos, a sensação quase surreal que senti quando a penetrei e depois vi meu esperma escorrendo por suas coxas, marcando-a como minha mulher.

É ela que quero comigo em cada amanhecer. É o cheiro dela que me deixa tonto, que me excita e me inebria como um animal no cio. É o amor dela que faz o meu coração bater enlouquecido, e é a presença dela que me transborda.

O vento fresco sopra, balançando os meus cabelos e, como um garoto bobo e apaixonado, sorrio.

Faço um alongamento rápido e começo a correr pelo calçadão da orla do Leblon, despreocupado, apenas pensando no momento em que voltarei para o meu apartamento e a encontrarei dormindo, completamente nua na minha cama. Caralho! Que delícia.

Só em pensar nela assim, sinto meu pau inchar. Preciso desfocar os pensamentos para não passar vexame aqui no meio da rua.

Corro por cerca de uma hora, sem descanso. O suor já me banha todo e o sol brilha como nunca no céu azul.

Paro por alguns minutos para tomar um fôlego e decido retornar para o meu apartamento. No caminho, tomo uma água de coco para repor as energias e compro algumas coisas para tomar café com ela. Imagino que minha geladeira só tenha água e comida congelada que Sônia deixou preparada.

Puta que pariu.

Pensar em Sônia me faz lembrar que a essa hora ela deve estar chegando no meu apartamento. Caralho! Como pude me esquecer disso?

Piso o pé no acelerador na esperança de chegar antes dela e ligar para dispensar seus serviços. Em poucos minutos, estou entrando no condomínio que moro.

Deixo o carro logo em frente ao prédio e corro para os elevadores.

Ao entrar na sala, sigo direto para o quarto, vendo que a porta está aberta. Contudo, antes que eu consiga alcançá-la, ouço o que eu mais temia: a voz assustada de Sônia.

— Meu Jesus Cristinho.

Entro no aposento e o que vejo me deixa estático. Preciso me segurar para não ter uma crise de riso nervoso diante do olhar chocado das duas mulheres.

Sônia olha para Beatriz, surpresa por ver uma mulher na minha cama. Não as trago para o meu quarto e sempre as dispenso antes do amanhecer. Minha menina também a encara de volta, assustada, puxando os lençóis até o pescoço para esconder o corpo nu.

— Bom dia — cumprimento, e ambas olham na minha direção. Caminho até Sônia e deposito um beijo na sua bochecha.

— Vejo que já se conheceram… — digo e caminho até a cama, sentando-me ao lado de Beatriz, que continua imóvel.

— Meu filho, o que essa menina faz aqui? — pergunta Sônia, parada no mesmo local, encarando-nos com a testa franzida.

Seguro na mão de Beatriz e a levo até a minha boca. Deposito um beijo e a encaro sorridente.

— Ela é a minha menina. Minha namorada, Sônia.

Beatriz sorri timidamente e volta a olhar para a mulher.

— Acho que me lembro da senhora — diz ela um pouco mais calma. — Quando vim aqui uma vez com…

— Com o senhor Felipe — conclui Sônia, petrificada. — Meu Jesus Cristinho.

Puta merda! Não me lembrava que as duas já se conheciam.

Beatriz assente com a cabeça, tímida, e volta a me encarar aflita. Sussurro para ela não se preocupar e em seguida chamo Sônia para conversarmos a sós.

— Sônia, vamos para a sala, explicarei tudo com calma.

A mulher concorda, encara-me desconfiada uma última vez e volta a sua atenção para Beatriz. No entanto, vejo seus olhos se arregalarem ainda mais ao ver as marcas vermelhas do sangue da minha menina no lençol.

Beatriz cora, quase se enfiando debaixo das cobertas, e eu sorrio orgulhoso.

Claro, uma parte de mim está preocupada com tudo que teremos que enfrentar, começando por Sônia, que me encara como se eu fosse alguma espécie de criminoso. Mas a outra parte só quer abraçar Beatriz e gritar para o mundo que ela é minha.

Assim que chegamos na sala, sento-me no sofá e aguardo que ela comece o interrogatório. Apesar de não termos nenhum laço de sangue, Sônia está comigo há tanto tempo que a trato como uma segunda mãe e, claro, ela preocupa-se e se comporta como tal.

— Eduardo, o que você está fazendo? Perdeu o juízo, meu filho? — questiona, colocando a mão no peito. — Ela é só uma menina, e vocês… — Faz uma pausa e me encara horrorizada — Senhor. Não quero nem pensar no que vocês fizeram.

Gargalho com o comentário dela e a acalmo: — Beatriz já é maior de idade, se é isso que está te preocupando — informo. — E sim. Acho que perdi o juízo. — Sorrio. — Estou completamente louco por ela.

Sônia arregala os olhos, incrédula, e questiona: — Dessa vez é pra valer?

— Sim! — confirmo. — Dessa vez é pra valer.

— Meu senhor. Não sei se fico feliz ou se te dou uns tapas, menino. Eu quase morri de susto quando me deparei com aquela garota na sua cama.

Vejo o indício de um sorriso nascer em seus lábios, mas logo a mulher fica séria.

— Mas… E os pais dela? Eles concordaram com isso?

Desvio o meu olhar e suspiro, balançando a cabeça em negativa.

— Não. Isso é algo que ainda irei resolver. — Escoro o braço no encosto do sofá e passo a mão na barba, pensativo. —Terei uma conversa séria com Felipe o mais breve possível.

Sônia assente e faz mais algumas perguntas sobre o meu relacionamento com Beatriz. Por fim, me deseja boa sorte e diz que torce pela minha felicidade.

Após a mulher ir embora, sigo até o quarto e encontro Beatriz de banho tomado, enrolada em uma toalha branca. Ela está distraída, mexendo no celular.

— Oi — chamo, e ela levanta o olhar, abrindo um sorriso lindo.

— Oi… — Beatriz caminha na minha direção um pouco tímida e eu a enlaço pela cintura.

— O que faço com você, menina? — questiono, olhando cada centímetro do seu rosto de anjo. Toco os lábios bem feitos e deslizo até o queixo pequeno. — Tão perfeita… — Trago-a para mim e inspiro o cheiro do seu pescoço. — Cheirosa… Já estou doido para te comer de novo.

Sinto seus pelos se eriçarem e ela sorri, mordiscando o lábio inferior de forma provocante.

— Pode fazer o que quiser comigo.

Gemo baixinho, sentindo meu pênis inchar com as provocações dela. Sinto vontade de pegar Beatriz e jogá-la em cima da cama para devorar cada cantinho desse corpo delicioso. No entanto, eu me contenho. Ela acabou de perder a virgindade, deve estar toda inchada e dolorida.

— Agora você precisa comer um pouco, hum? Deve estar faminta.

— Estou morta de fome — confirma e se afasta um pouco. — Posso pegar outra camisa sua? Acabei de perceber que esqueci minha mochila dentro do táxi e a roupa que eu usava ontem está molhada.

— Claro. Você fica linda usando as minhas roupas. — Pisco. — Mas e as suas coisas? Já entrou em contato com a central?

— Sim, não se preocupe. — Ela se aproxima e eu aguardo, esperando para ver qual será sua próxima ação.

Minha pequena fica na ponta dos pés e passa a mão pelo meu pescoço, olhando-me firmemente.

— Essa noite foi maravilhosa… — sussurra. Os olhos brilham de felicidade.

Sinto meu coração dar um salto em meu peito, mal podendo acreditar que sou alvo do amor de uma menina. Uma menina mulher, encantadora e inteligente.

— Há quanto tempo, querida?

— Há quanto tempo o quê? — Vejo-a piscar os olhos e questionar, confusa.

— Desde quando você me ama?

Beatriz cora e desvia o olhar, sorrindo.

— Cadu… Por favor, não…

Esmago o seu corpo dentro do meu abraço e deposito um beijo na sua testa.

— Diga! — sussurro.

— Desde os meus quinze anos.

Sua declaração me faz arregalar os olhos, surpreso, mas não nego que gosto de saber disso. A melhor parte é que agora ela é maior de idade e é toda minha. Do contrário, eu iria morrer de tanto tesão reprimido.

— Beatriz… — murmuro o seu nome e afasto o seu rosto para que ela olhe nos meus olhos. — Eu sei que você é jovem e tem a vida inteira pela frente. Mas… — Suspiro e acaricio o seu rosto. — Quero aproveitar cada momento ao seu lado e, por isso, quero assumir um compromisso sério com você. Claro, pretendo pedir sua mão em namoro para o seu pai. Farei as coisas do jeito certo.

Ela arregala os olhos e pisca algumas vezes, evitando que uma lágrima deslize por sua bochecha.

— Meu Deus… É tudo o que mais quero. — Sorri. — Mas você sabe que o papai não vai aceitar assim numa boa, não é?

— Eu sei. Eu sei… Depois pensaremos nisso com calma. Agora, vou alimentar você.

— Você está me deixando mal-acostumada, Cadu.

— Me deixe mimar você — murmuro. — Quero te acordar todas as manhãs chupando a sua boceta. E quero dormir com meu pau enfiado nela.

Beatriz gargalha, jogando a cabeça para trás.

— Seu cachorro! — Sua mão desce do meu pescoço para o meu peito. — Vá na frente. Chegarei na cozinha em alguns instantes.

Deposito outro beijo na sua boca e caminho na direção da cozinha. Em poucos minutos, ela aparece, vestida com uma das minhas camisas sociais, com os cabelos molhados penteados e partidos de lado. Uma tentação com rostinho de menina e corpo de mulher. Preciso me controlar ao máximo para não a pegar de jeito em cima do balcão.

Assim que terminamos o café, sigo com ela até o sofá da sala e a coloco sentada entre as minhas pernas. Ligo para a secretária, avisando que só irei para a empresa à tarde, e, em seguida, volto minha atenção para Beatriz.

Abraço o seu corpo por trás, ao mesmo tempo em que mordisco o seu pescoço.

— Agora irei cuidar de você! — sussurro, deslizando a mão pelo seu ombro. — Está dolorida?

— Uhum. — Ela vira o rosto na minha direção e mordisca os lábios, o olhar guloso fitando a minha boca. — Cada pedacinho.

— Deliciosa. Já está querendo de novo, não é?

Os lindos lábios se curvam em um sorriso safado e eu não espero que ela responda mais nada.

Desço a minha boca para a sua e mergulho a língua no seu interior. Minha mão vai de encontro ao seu pescoço, apertando de leve, enquanto a outra pousa em um seio por cima da camisa. O beijo é lento, terno, mas desperta cada poro do meu corpo.

Sinto-a gemer e se remexer no meu colo quando meu pau cutuca a sua bunda, já excitado pela nossa curta proximidade.

Aprofundo o beijo, devorando sua boca com vontade, e desço a mão, cavando as curvas da sua cintura, indo de encontro à pele macia da sua coxa. Aperto sua carne de leve e mordisco o lábio, sugando-o. Ela reclama e arranha o meu braço, mas logo seus gemidos tomam conta da sala quando ergo a barra da camisa e passo o dedo na bocetinha deliciosa.

— Ai… — Ela tenta fechar as pernas e larga a minha boca, ofegante. Contudo, seguro as coxas com cuidado e continuo esfregando o clitóris de leve.

— Relaxa, Bia. Preciso preparar você para não doer tanto novamente! — Volto a procurar a maciez dos seus lábios e enfio a ponta do meu dedo na sua boceta. Vou enfiando devagar até ouvi-la gemer, dengosa, cravando as unhas na minha coxa. Retiro o dedo melado e levo aos seus lábios.

— Chupe, menina. Sinta como você é gostosa. — Minha voz sai falha, carregada de tesão.

Gemo baixinho quando ela envolve o meu dedo com os lábios e volta a fechar as pernas, esfregando-as.

— Oh, Bia … Diabos! — Retiro o dedo da sua boca e volto a mergulhar a língua, deliciando-me com o gosto da sua boceta.

— Eu também quero tocar você! — pede. A voz falha, a respiração entrecortada.

— Vem — sussurro e a ajudo a se levantar. Em seguida, puxo o short junto com a cueca, expondo o pau completamente duro, e inclino o corpo, ficando quase deitado. — É todo seu, menina.

Beatriz senta-se em cima do meu colo, colocando uma perna de cada lado de frente para mim, e segura o pau com as duas mãos. Na posição que me encontro, consigo ver a bocetinha toda arreganhada. Vou à loucura.

— Porra, Bia.

Sinto suas mãos macias acariciando-me. Ela me masturba devagar, subindo e descendo, segurando e apertando as bolas pesadas.

Fecho os olhos e desço as mãos até o traseiro gostoso, apertando a carne macia e volumosa.

Ela inclina o corpo e passa a beijar o meu pescoço, enquanto desliza as mãos pelo meu peito por baixo da camisa suada, explorando e apalpando os músculos, conhecendo e demarcando o seu território.

Abro os meus olhos para ver tudo o que ela está fazendo quando firma-se no meu peito e coloca os pés em cima do sofá. Desce com a boceta abertinha na direção do meu pau e esfrega a cabeça no clitóris, empurrando o nervinho de um lado para o outro, masturbando-se descaradamente.

— Ai… — geme fechando os olhos. — É tão gostoso.

A esta altura, já estou suando frio, louco para me enterrar todo dentro dela. Contudo, preciso me conter e deixá-la guiar os movimentos quando se sentir confortável para ser penetrada.

— Querida, você… você está me matando… — sussurro, embora minha voz quase não saia.

Ela esfrega a ponta do pênis no clitóris e desliza até a entrada melada, colocando e tirando a cabeça bem devagar.

— Bia…

Contudo, sinto meu corpo gelar quando ouço a porta da sala sendo aberta. Viro o meu corpo bruscamente por causa do susto e, sem perceber, toco na sua perna, fazendo-a escorregar e se sentar com tudo em cima do meu pau.

— Aiii! — grita, trêmula, e coloca as mãos em cima do meu peito.

— Cadu? Meu filho, o que está fazendo? Está matando a mulher?

Minha mãe entra na sala e corre desesperada na direção do sofá após ouvir os gritos de Beatriz.

— Mãe, não se aproxime! — grito e ela para a alguns metros de distância, petrificada, o olhar chocado, cravado na menina em cima de mim.

— Beatriz?

Puta que pariu! Caralho!

BEATRIZ

Sinto minhas entranhas arderem como nunca e choramingo. Até a minha alma está doendo. Contudo, este é o menor dos meus problemas agora, pois, quando levanto a minha cabeça, vejo os olhos petrificados da senhora Ferraz na minha direção. Eu só queria encontrar um buraco para enfiar a cara.

— Beatriz? — Uma lágrima escorre pela minha bochecha. Ainda não sei se é de dor ou de vergonha. É provável que seja pelas duas coisas.

— Mãe, por favor nos dê um minuto — Cadu pede, aflito.

Ela dá alguns passos para trás até alcançar a porta. Seu olhar pasmo não larga os meus até sumir no corredor do prédio.

— Ai… Cadu, o que iremos fazer? Dois flagras em um único dia? — reclamo, irritada, enquanto me levanto devagar para sair de cima do pênis dele.

Ele rapidamente se recompõe e levanta-se.

— Eu sinto muito, Bia — diz, passando a mão pelos cabelos. — Sônia é quem cuida de tudo aqui, e minha mãe tem a chave do meu apartamento para emergências. Eu nunca tive que me preocupar com isso porque nunca durmo com mulheres, muito menos aqui dentro. Elas eram apenas sexo casual. Depois de foder, era cada um para o seu lado, entende? — explica.

Respiro fundo. Eu dispensaria esses detalhes. Também me levanto e ajeito a camisa dele no meu corpo.

— Ela não poderia ter ligado antes? — questiono e, mais uma vez, o vejo balançar a cabeça em negativa.

— Eu havia deixado o celular desligado e carregando quando saí. Além disso, era para eu estar na empresa. Ela sabe disso, não imaginou que eu estivesse aqui com você. — Os lábios finos se repuxam em um meio sorriso e eu coro mais. — Agora temos que enfrentar as consequências, Bia. E a primeira do dia é conversarmos com a sua sogra. — Pisca.

— Eu vou morrer de vergonha.

— Não se preocupe… — Ele se aproxima e me abraça. — Minha mãe está assustada agora, mas ela ama você. Logo irá se acostumar com a ideia de ficarmos juntos.

Assinto e volto a me sentar no sofá, trêmula. Coloco uma almofada em cima do meu colo e aguardo o Cadu chamar a dona Rebeca.

— Meu filho, me perdoe. Pensei que estivesse na empresa e precisava pegar algo importante que esqueci da última vez que estive aqui. — Ouço a voz dela justificando-se assim que ambos se aproximam da porta.

Dona Rebeca me encara e então volta a sua atenção para o Cadu. A impressão que tenho é que ela vai cair dura no chão a qualquer momento.

— Oi… — Aceno com a mão discretamente, sentindo minhas bochechas ficarem vermelhas.

Ela caminha ao lado do Cadu na minha direção e para a alguns metros de distância.

— Podem me explicar o que está acontecendo? Filho, vocês… A Bia… Senhor! — Ela olha de mim para o Cadu, aflita, e segura a bolsa com firmeza.

Eduardo suspira do seu lado e segura a sua mão, como se preparando-a para o que vai vir.

— Mãe, eu e a Bia estamos juntos.

— Como assim, juntos?

Aperto a almofada ainda mais contra o meu corpo e espero que continuem.

Eduardo caminha até onde estou e estende a mão, indicando para eu me levantar. Mesmo com as pernas bambas, levanto-me e caminho com ele na direção da dona Rebeca.

— Olha, sei que deve estar confusa e achando que seu filho é louco — diz ele, trazendo o meu corpo para dentro do seu abraço. — Mas nós dois… — Cadu me olha e sorri. — Estamos gostando um do outro, e eu pedirei a mão dela em namoro para o Felipe.

— Querido… Mas ela é a Bia, a nossa menininha…

Balanço a cabeça, sentindo meus olhos arderem quando ela me fita. A mulher madura e elegante me inspeciona de cima a baixo com o olhar preocupado.

Sinto vergonha e uma mistura de culpa, devido à sua expressão repreensiva. É como se o que estivéssemos fazendo fosse a coisa mais errada do mundo.

— Dona Rebeca… — chamo, incapaz de continuar calada. — Eu já não sou mais uma menininha. Sou uma mulher e… eu amo o Cadu. Sempre amei! — digo com a voz falha, e uma lágrima cai.

Percebo que seus olhos também marejam e ela volta a encará-lo.

— Filho, vocês estão certos disso?

Eduardo assente e me aperta mais contra si.

— Nunca estive tão certo!

— Muito bem… — Ela suspira e segura a mão dele. — Vocês têm a minha bênção. Mas, Cadu, se magoar a Bia, serei a primeira a virar as costas para você, está me entendendo?

Eu a encaro com os olhos transbordando de alívio e felicidade. Sou surpreendida quando a mulher me puxa e me abraça fortemente.

— Bem-vinda à família, querida. Precisamos fazer um jantar para comemorar.

Sorrio e busco os olhos do meu namorado, pedindo socorro, mas ele apenas curva os lábios.

— Dona Rebeca, vai esmagar a menina.

— Estou tão emocionada… — diz ela, levando uma mão aos olhos. — Finalmente você vai se assentar, Cadu. Parar de andar por aí perdido. Vai me dar o meu netinho, filho.

Meu corpo inteiro gela ao ouvir as palavras dela. Minhas pernas tremem e o medo me toma, fazendo-me lembrar que não usamos proteção. Eduardo percebe o meu estado e volta a se aproximar, envolvendo o meu corpo.

— Então, dona Rebeca. — Ele limpa a garganta, chamando a atenção dela, e continua: — Acho que está na hora da senhora ir. Depois marcamos o jantar com calma.

Ela revira os olhos, repreendendo-o, mas sorri ao me encarar.

— Tudo bem, querido. Depois volto para pegar o anel de brilhantes que esqueci em cima da pia do banheiro do quarto de visitas… — Dá um passo na minha direção e toca o meu rosto. — E, Bia, cuide bem desse moço. Ele é um ogro às vezes, mas é um bom homem.

Curvo os meus lábios, sorridente, e assinto. Dona Rebeca se despede e logo vai embora, permitindo que eu retorne até o sofá e me sente, aliviada. Meu namorado caminha até mim e senta-se do meu lado, trazendo meu corpo para o seu colo.

— Finalmente sozinhos — diz, inspirando o meu pescoço.

— Outra dessas e você pode comprar o meu caixão.

Ele gargalha, apertando-me mais contra o seu peito rígido, e volta a falar: — Bia… Você disse que está tomando contraceptivos. Por que está preocupada? — indaga, as mãos subindo e descendo no meu ombro, acariciando-o.

— Sim, mas e se algo der errado? E se o anticoncepcional falhar? — questiono e viro o rosto para fitá-lo. — Eu sou muito jovem, Cadu, e o papai …

Sua mão acaricia o meu queixo e sobe até os meus lábios, calando-me.

— Não teremos outra alternativa a não ser enfrentar tudo e todos, Bia — diz, convicto. — Além disso, estou aqui, para tudo.

— Não está preocupado?

Ele desvia o olhar e fita o nada na sua frente. Percebo que seus músculos se enrijecem mais.

— Sim, estou preocupado. Até ontem você ainda era virgem e eu, bom… Você sabe, vivia pulando de galho em galho. Mas não vamos sofrer por antecedência, tudo bem? Esquece isso um pouco, temos muito o que aproveitar.

— Você tem razão… — concordo e me aconchego no seu peito, sentindo as batidas do seu coração.

Permanecemos assim por alguns minutos, entre beijos e carícias até nosso fogo se acender novamente. Dessa vez, Eduardo me garante que nenhum inconveniente irá acontecer.

Um pouco mais tranquila, permito que ele retire a blusa que uso e me tome para si no tapete da sala, beijando e acariciando cada centímetro do meu corpo, amando-me em cada canto do seu apartamento, exatamente como sonhei que seria algum dia.

BEATRIZ

Assim que as minhas coisas são entregues no apartamento, visto-me e peço para o Cadu me deixar em casa. Já são quase meio dia e tem várias ligações da mamãe no meu celular. Imagino que esteja preocupada e ansiosa para saber como foi a festa.

Enquanto o Cadu toma banho, envio mensagem para Gracy, contando por alto o que aconteceu depois que saí da festa da Priscila e pedindo ajuda caso eu precise de um álibi.

Ele termina e veste-se todo formal, com direito a terno e gravata. Engulo em seco quando o vejo caminhar na minha direção na versão homem de negócios. Sério e intimidante.

— Tem certeza que não quer almoçar comigo? — pergunta. Levar o celular ao ouvido e me enlaça pela cintura com a outra mão.

— Não posso. Já passei tempo demais fora de casa — justifico quase sem ar. O cheiro marcante do seu perfume me inebria.

Ouço-o ditar ordens a alguém, pedindo para pegarem a chave do Mercedes na portaria do prédio e ir buscar o veículo no bar. Em seguida, guarda o celular no bolso e volta-se para mim, abraçando-me e inclinando o corpo para alcançar a minha boca.

— Porra! — sussurra entre meus lábios. — Vou ficar louco naquela empresa, pensando na minha menina.

— Deixa de ser safado, Cadu — digo sorridente. Coloco a mão no seu ombro e tento afastá-lo. — Vamos logo antes que mais alguém descubra o que fizemos e eu fique em grandes apuros.

— Diabos! — xinga e crava os dedos no meu quadril. — Por mim, falaríamos com o seu pai agora mesmo. Estou me sentindo um adolescente namorando às escondidas. Isso é torturante, sabia? — A mão ousada segura a minha e a leva até o meio das suas pernas, fazendo-me apertar o pênis avantajado. — Quero poder ficar com você sem medo ou culpa, em qualquer dia ou horário.

— Eu sei. — Gemo ao sentir um espasmo vindo do seu membro rígido. — Mas antes me deixe falar com a mamãe. Só peço alguns dias, por favor!

Ele fecha a expressão, contrariado, mas concorda. Respiro aliviada e seguro na sua mão, puxando-o na direção da porta.

Dentro do Lamborghini Aventador, sinto o vento chicotear o meu rosto e esvoaçar os meus cabelos quando ele pisa no acelerador. Olho-o de relance e perco o ar ao vê-lo tão concentrado no volante. Os músculos tensionados marcando o terno elegante, a barba recém-feita, o olhar oceânico focado na direção, o queixo quadrado e másculo com um furinho que me deixa sem ar. Céus! Como ele é maravilhoso.

Quando paramos no semáforo, sinto seus dedos passearem por minha coxa e cavarem por baixo do short folgadinho que uso, alcançando o fundo da minha calcinha. Ofego ao sentir meu sexo ficando molhado e fecho as minhas pernas, receosa por estarmos no meio da rua. As cenas de nós dois nos devorando em plena luz do dia no tapete da sala retornam à minha cabeça e sinto minhas bochechas corarem, envergonhada.

— Cadu… — Mordisco o lábio e tiro sua mão de polvo da minha calcinha.

Ele sorri e me fita de lado com aquele olhar que me deixa tonta, mostrando a fileira de dentes brancos. Tenho vontade de estapeá-lo pelo seu descaramento. Ainda estou toda assada do último sexo que fizemos e, só em imaginar o que me espera nos próximos dias, gemo baixinho, sentindo minha vagina ficar ensopada, querendo-o outra vez.

Ao chegarmos na rua da minha casa, ele para o carro debaixo de uma árvore frondosa e me puxa para o seu colo, colando a boca na minha em desespero. Sinto o membro grosso e duro cutucando-me, e rebolo um pouquinho, fazendo meu homem gemer, excitado.

— Te pego à noite para jantarmos, ok? — sussurra.

— Cadu, espera… — murmuro. — Não sei se posso.

Os lábios possessivos mordiscam os meus e seguem para o meu pescoço, fazendo a minha pele se arrepiar.

— Por que não? — questiona e volta a me fitar.

— Já passei a noite fora de casa e… não sei que desculpas inventar para sair de novo. Acho melhor não nos vermos hoje. Amanhã darei um jeito.

Ele franze a testa, incomodado com a situação, mas assente, voltando a beijar os meus lábios.

— Tudo bem, princesa.

Beijamo-nos uma última vez e saio do carro. Sigo direto para casa, disposta a contar tudo para a mamãe.

CARLOS EDUARDO

Minha menina sai do carro e acena com a mão, despedindo-se e me deixando ali, louco de desejo. Passo as mãos pelos meus cabelos, inconformado em ter que me encontrar com ela às escondidas, sentindo-me culpado por ter que enganar Felipe e completamente incapaz de me afastar dela.

Respiro fundo e dou partida no carro. Paro em um restaurante para almoçar e logo depois sigo direto para a empresa para resolver uma montanha de problemas e assinar uma pilha de papéis.

Ao chegar, encontro Felipe em sua sala de frente para o computador, distraído. Fecho os meus punhos, controlando-me para não ir até ele e dizer tudo o que está acontecendo. No entanto, me contenho. Sei que o local de trabalho não é o melhor lugar para falarmos sobre isso. Além disso, dei a minha palavra a Beatriz que iria esperar alguns dias para dizer a ele. Ela está temerosa, tem medo da reação do pai e prefere ir com calma.

Porra!

Irritado, caminho para a minha sala e entro. Sento-me na minha mesa e ligo o computador. Respondo alguns e-mails importantes e volto minha atenção para a pilha de papéis aguardando para serem analisados.

Por diversas vezes, perco a concentração e os meus pensamentos voam até ela e a noite que passamos juntos. Meu pau incha dolorosamente quando recordo do quanto foi delicioso fazê-la minha em cima do tapete da minha sala em plena luz do dia. Bia gritando enquanto eu lambia aquele grelinho vermelho, abrindo e chupando a boceta inchadinha de tanto que meti. Ofego e fecho os meus olhos, sentindo meu pênis pedir para ser libertado, sentindo-me como um tarado sem controle. Preciso usar toda a minha força de vontade para conseguir voltar ao trabalho e tirá-la da minha cabeça por um segundo.

No fim do expediente, despeço-me de todos, evitando ter conversas prolongadas com Felipe, e sigo para o estacionamento. Estou quase alcançando o meu carro quando ouço a voz familiar de uma mulher me chamando. Viro o meu corpo e vejo Raquel se aproximar.

— Cadu?

— Diga, Raquel. — Fecho os meus punhos, irritado, já esperando o veneno ser destilado. Contudo, surpreendo-me por não ser bem isso que acontece.

— Eu … quero te pedir desculpas, mi amor. Sei que errei em me intrometer no seu lance com aquela… — Faz uma pausa como se procurasse a melhor maneira de continuar. — Bom, aquela menina.

Impaciente, assinto, aceitando as suas desculpas, e viro as costas. Contudo, ela volta a me chamar.

— Por favor, espere. — Percebo que sua respiração está entrecortada e o olhar opaco, sem brilho, completamente vermelho. — Nós éramos tão bons juntos, mi amor. Eu perdi o controle quando percebi que estava te perdendo e … — Ela pausa e continua me encarando.

— E o quê? — questiono.

— Eu amo você, mi amor. Percebi isso tarde demais, eu sei. Mas amo você, Cadu… — declara, os olhos enchendo-se de lágrimas, os joelhos curvando-se para se ajoelhar no chão. — Por favor, não me faça ficar sem você.

— Levante-se, Raquel — peço, sentindo uma mistura de incredulidade e nojo quando a vejo se arrastar no chão e abraçar as minhas pernas, humilhando-se para ter a minha atenção.

— Perdoe-me…

— Já disse que está desculpada. Agora, levante-se e vá embora — exijo, nervoso.

A mulher firma-se na minha perna e se levanta, ficando de frente para mim. Movo o meu corpo para dar-lhe as costas mais uma vez, no entanto, ela segura o meu braço com firmeza e vem para cima de mim, devorando os meus lábios de surpresa, de forma desesperadora.

Sinto o gosto de álcool e uma outra mistura nojenta que não consigo identificar. Meu estômago embrulha e o medo de que Beatriz descubra uma merda dessas me atordoa.

Seguro o seu braço e a afasto de mim, fazendo a mulher cambalear para trás.

— Perdeu o juízo, Raquel? Não cansa de ser uma puta?

— Mi amor, por favor… Fica comigo! — ela grita e se descabela, puxando os cabelos. Está fora de si. — Eu vou morrer sem você, Cadu.

— Tenho nojo de você, inferno! Não volte a se aproximar de mim ou da minha menina, do contrário, não responderei pelos meus atos.

— Cadu, por favor. Aquela pirralha não é mulher para você… Ela não sabe do que você gosta.

Algumas pessoas que passam pelo estacionamento se aproximam para ver o que está acontecendo. Porém, não dou importância e entro no meu carro, ainda ouvindo o choro e os gritos descontrolados de Raquel.

Olho a mulher no chão, chorando, e ligo o carro para ir embora. No entanto, meu senso de humanidade fala mais alto e me odeio por isso. Nenhum ser humano merece ser largado assim à própria sorte.

Enquanto desço do veículo, pego o celular e ligo para um dos motoristas da empresa. Peço para o homem comparecer no estacionamento e volto a guardar o aparelho. Caminho até ela e estendo a mão para que se levante.

— Venha, Raquel — chamo e a vejo levantar a cabeça para me olhar. As maçãs do rosto estão sujas devido à mistura de sujeira do chão e as lágrimas que descem por sua face.

Ela segura na minha mão, põe-se de pé e me abraça, chorando copiosamente.

— Você voltou querido. Eu sabia que voltaria…

— Shh… Fique calma — digo, tentando tranquilizá-la e evitar que a mulher faça alguma besteira. — Não chore, vai ficar tudo bem.

Quando o motorista chega, aceno para ele ligar um dos carros de uso da empresa e a guio até o veículo.

— Ele vai levar você para casa, tudo bem? — comunico, afastando-a do meu peito.

Ela assente, ainda trêmula, e me abraça mais uma vez.

— Amo você, querido. Vamos ficar juntos, eu sei.

Preciso respirar fundo para não perder a paciência e piorar as coisas. Ajudo-a a entrar no carro, dou as instruções ao motorista e então sigo o meu próprio caminho.

BEATRIZ

Assim que chego em casa, procuro mamãe para tentar contar-lhe as novidades, mas não a encontro em lugar algum. Deixo minhas coisas no quarto e desço até a piscina, sentindo meu coração leve, quente e apaixonado.

Sento-me em uma das espreguiçadeiras e ligo para ela, informando que já estou em casa. Mamãe diz que chegará mais tarde, pois está resolvendo algumas coisas na rua, e que deixou meu almoço na geladeira.

Após desligar o telefone, sigo para a cozinha, ouvindo minha barriga roncar de fome e sentindo as pernas trêmulas. Arrependo-me de não ter ficado mais tempo com ele, contudo, não poderia abusar da minha sorte.

Termino de almoçar, lavo a louça e sigo para o meu quarto. Sinto meu corpo cansado e sorrio ao relembrar o motivo. Sinto-me como uma criança que acaba de ganhar um presente. Mas, neste caso, meu presente possui quase dois metros de altura e faz obscenidades comigo.

Sinto minhas pálpebras pesarem. Meu corpo cobra o preço por ter passado a noite acordada e nem ao menos percebo quando caio no sono.

Acordo com o corpo mole e dolorido. Levanto-me e ainda sinto aquela ardência entre as pernas, da mesma forma de quando acordei pela manhã. Tomo um banho rápido, coloco uma roupa leve e desço. É quando vejo mamãe entrar pela porta carregando algumas sacolas, contendo mudas de plantas.

Quando ela me olha, não consigo esconder o sorriso de felicidade e corro para ajudá-la.

— Oi, mamãe — cumprimento-a e pego uma das sacolas.

— Oi, querida. Me ajude com essa aqui — pede, entregando-me uma outra muda repleta de espinhos.

Ajudo-a a carregar as plantas até a área dos fundos e depois me sento.

Mamãe lava as mãos e caminha até mim com as sobrancelhas erguidas. Pelo seu olhar, já posso imaginar que há mil perguntas na sua cabeça.

— Posso saber onde esteve, mocinha? — indaga e senta-se em outra cadeira de frente para mim. — Nem adianta dizer que estava com Gracy. Liguei na casa dela hoje de manhã e a mãe da sua amiga disse que ela estava dormindo e que você não estava com ela, nem mesmo quando chegou da festa.

Engulo em seco, sentindo meu corpo tremer, nervosa. Contudo, concluo que não há nada a temer. Imagino que mamãe já saiba com quem eu estava e está apenas esperando que eu confirme.

Esfrego minhas mãos uma na outra e cruzo as pernas, um pouco envergonhada. Contudo, o sorriso no meu rosto me entrega.

Continuar: parte 9 de 9