Auto da Índia
Constança chora a partida do marido para a Índia, e assim que o navio some no horizonte recebe em casa um castelhano e depois um escudeiro, alternando os dois com uma competência que a criada acompanha divertida. Quando o marido volta, três anos depois, sem fortuna nenhuma, ela o recebe como esposa exemplar. Gil Vicente encenou esta farsa em 1509, no auge da expansão marítima, e o que ela diz sobre o custo doméstico das navegações é mais direto do que qualquer crônica da época. Uma das peças mais curtas e mais afiadas do teatro português.
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