Cinquenta Tons de Liberdade

E.L. James · Capítulo 5 de 8 · parte 3/4

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Cinquenta Tons de Liberdade

— Eu suspiro, ignorando o resto de sua sentença.

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 4 partes.

— Quer jogar? — ele pergunta, um brilho malicioso em seu olhar. Eu balanço a cabeça, e sua sobrancelha franze

mais uma vez. Pegando a minha mão novamente, ele me leva para o primeiro andar. Há quatro quartos no andar de cima, cada um com uma suíte.

A suíte principal é outra história... a cama é enorme, maior do que a cama em casa, e está de frente para uma enorme janela com vista para Aspen e na direção das montanhas viçosas.

— Aquela é a Montanha Ájax... ou Montanha Aspen, se você preferir, — Christian diz, me observando cuidadosamente. Ele está de pé no batente da porta, seus polegares presos nas presilhas do cinto de seu jeans preto.

Eu assinto.

— Você está bem quieta, — ele murmura.

— É amável, Christian. — E eu de repente estou ansiosa para voltar ao Escala.

Em cinco longas passadas ele está de pé na minha frente, estendendo a mão e pegando o meu queixo, liberando o meu lábio inferior do aperto dos meus dentes.

— O que foi? — ele pergunta, seus olhos procurando os meus.

— Você é bem rico.

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— Sim.

— Algumas vezes, isso me pega de surpresa, o quão rico você é.

— Nós somos.

— Nós somos, — eu murmuro automaticamente.

— Não se estresse sobre isso, Ana, por favor. É apenas uma casa.

— E o que a Gia fez aqui exatamente?

— Gia? — Ele ergue uma sobrancelha surpreso.

— Sim. Ela remodelou esse lugar?

— Sim. Ela colocou aquela sala no andar debaixo. – Ele passa a mão pelo cabelo e faz uma careta para mim. – Por

que você está falando sobre a Gia?

— Você sabia que ela teve um caso com Eliot?

Christian me observa por um momento, olhos cinzas ilegíveis.

— Eliot fodeu grande parte de Seattle, Ana.

Eu fico boquiaberta.

— A maioria mulheres, pelo que eu sei, — Christian brinca.

Eu acho que ele está entretido com a minha expressão.

— Mentira!

Christian assente.

— Não é da minha conta. – Ele ergue as mãos para cima.

— Eu não acho que a Kate sabe.

— Eu não tenho certeza se ele comenta com todas essa informação.

Kate parece estar se segurando bem.

Estou chocada. O doce, despretensioso, loiro, de olhos azuis, o Eliot?

Eu o encaro em descrença.

Christian inclina a cabeça para um lado, examinando-me.

— Isso não pode ser apenas sobre a Gia ou a promiscuidade do Eliot.

— Eu sei. Sinto muito. Depois de tudo que aconteceu essa semana, é só...

Eu dou de ombros, sentindo-me triste de repente.

Christian parece relaxar de alívio. Puxando-me para os seus braços, ele me abraça com força, seu nariz no meu cabelo.

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— Eu sei. Sinto muito, também. Vamos relaxar e curtir juntos, ok?

Você pode ficar aqui e ler, ver programas ruins de TV, fazer compras, caminhar... até pescar. O que você quiser fazer. E esqueça o que eu disse sobre o Eliot. Isso foi indiscreto da minha parte.

— Isso explica o porquê de ele estar sempre te provocando, — eu murmurei, me aconchegando em seu

peito.

— Ele realmente não tem ideia sobre o meu passado. Eu te disse, minha família presumiu que eu era gay. Celibatário, mas gay.

Eu dou uma risadinha, e começo a relaxar em seus braços.

— Eu pensei que você era celibatário. O quão errada eu estava. – Eu coloco meus braços ao redor dele, me maravilhando com o ridículo de Christian ser gay.

— Sra. Grey, você está sorrindo sarcasticamente para mim?

— Talvez um pouco, — eu concedo. — Sabe, o que eu não entendo é por que você tem essa casa?

— O que você quer dizer? — ele beija o meu cabelo.

— Você tem um barco, o que eu entendo, você tem a casa em Nova Iorque para negócios... mas por que aqui? Não é como se você a dividisse com alguém.

Christian fica imóvel, e em silêncio por alguns momentos.

— Eu estava esperando por você, — ele diz suavemente, seus olhos de um cinza escuro e luminosos.

— Isso é... isso é uma coisa muito amável para se dizer.

— É verdade. Eu não sabia na época. — ele sorri o seu sorriso tímido.

— Estou contente por você ter esperado.

— Você vale a pena esperar, Sra. Grey. — Ele ergue o meu queixo com o seu dedo, se inclina, e me beija carinhosamente.

— Você também. — Eu sorrio. — Apesar de que eu sinto que eu trapaceei. Eu não tive que esperar nem um pouco por você.

Ele sorri.

— Eu sou um prêmio tão grande?

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— Christian, você é a bolada da loteria, a cura do câncer, e os três desejos da lâmpada do Aladin tudo em uma coisa só.

Ele ergue uma sobrancelha.

— Quando você vai perceber isso? — Eu o repreendo. —

Você era um solteiro cobiçado. E eu não quero dizer por causa disso aqui. — Eu aceno com desdém para o nosso ambiente chique. — Eu quero dizer aqui. — Eu coloco minha mão sobre o coração dele, e seus olhos se arregalam. O

meu marido sexy e confiante se foi, e eu estou de frente para o meu menino perdido. — Acredite em mim, Christian, por favor, — eu sussurro e estendo a mão para tocar o seu rosto, puxando seus lábios para os meus. Ele geme, e eu não sei se é a dor de ouvir o que eu tenho a dizer ou a sua habitual resposta primitiva. Eu o clamo, meus lábios se movendo contra os dele, minha língua invadindo a boca dele.

Quando nós dois ficamos se ar, ele se afasta, olhando-me duvidoso.

— Quando você vai enfiar nessa cabeça

excepcionalmente dura sua que eu te amo? — eu pergunto, exasperada.

Ele engole.

— Um dia, — ele diz.

Isso é progresso. Eu sorrio e sou recompensada com seu sorriso tímido em resposta.

— Vamos. Vamos almoçar... os outros estão se perguntando onde nós estamos. Nós podemos discutir o que nós queremos fazer.

— Ah não! – Kate diz repentinamente.

Todos os olhos se viram para ela.

— Olha, — ela diz, apontando para a grande janela. Lá fora, chuva começava a cair. Nós estamos sentados ao redor da mesa de madeira escura na cozinha tendo consumido um banquete italiano de antipasto, preparado

pela Sra. Bentley, e uma garrafa ou duas de Frascati. Estou cheia e um pouco alegre por causa do álcool.

— Lá se vai a nossa caminhada, — Eliot murmura, soando vagamente aliviado. Kate faz uma careta para ele. Algo definitivamente está acontecendo com eles... Eles estão relaxados como todos nós, mas não um com o outro.

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— Nós podíamos ir até a cidade, — Mia sugere. Ethan sorri para ela.

— Tempo perfeito para pescar, — Christian sugere.

— Eu vou pescar, — Ethan diz.

— Vamos nos dividir. –— Mia bate palmas. — Garotas, compras...

garotos, coisas chatas ao ar livre.

Eu olho para Kate, que observa Mia indulgentemente.

Pescar ou compras?

Afe, que escolha.

— Ana, o que você quer fazer? — Christian pergunta.

— Eu não me importo, — eu minto.

Kate pega o meu olhar e balbucia ‘compras’ para mim, talvez ela quer conversar.

— Mas eu ficarei mais do que feliz em ir fazer compras. —

Eu acrescento, sorrindo ironicamente para Kate e Mia.

Christian dá um sorrisinho. Ele sabe que eu odeio compras.

— Eu posso ficar aqui contigo, se você quiser, — ele murmura, e algo escuro se desenrola em minha barriga pelo seu tom.

— Não, você pode ir pescar, — eu respondo. Christian precisa de um tempo com os meninos.

— Soa como um plano, — Kate diz, levantando da mesa.

— Taylor irá acompanhar vocês, — Christian diz, e isso é óbvio... não está aberto para discussão.

— Nós não precisamos de babá, — Kate responde sem rodeios, direta como sempre. Eu coloco minha mão no braço de Kate. — Kate, Taylor deve vir.

Ela faz uma careta, então encolhe os ombros, e pela primeira vez ela segura a língua. Eu sorrio timidamente para o Christian. Sua expressão permanece sem emoção. Ah, eu espero que ele não esteja bravo com Kate.

Eliot faz uma careta.

— Eu preciso pegar uma bateria para o meu relógio na cidade.

Ele olha rapidamente para Kate, e eu percebo ele ficar levemente ruborizado. Ela não nota porque ela está intencionalmente ignorando-o.

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— Pegue o Audi, Eliot. Quando você voltar nós podemos ir pescar. — Christian diz.

— Sim! — Eliot, mas ele parece distraído. — Bom plano.

— Aqui. — Pegando minha mão, Mia me arrasta para a butique de marca que é decorada toda com seda rosa e mobília sombria rústica à moda francesa. Kate nos segue enquanto Taylor aguarda do lado de fora, se abrigando sob o toldo para fugir da chuva. Aretha está cantando ‘Say A Little Prayer’ no sistema sem fio de som. Eu amo essa música. Eu deveria colocar no iPod do Christian.

— Isso vai ficar incrível em você, Ana. — Mia ergue um pedaço de material prateado. — Aqui, experimenta.

— Hum... é um pouco curto.

— Você vai ficar fantástica nele. Christian vai amar.

— Você acha?

Mia sorri para mim.

— Ana, você tem pernas matadoras, e se nós formos dançar hoje a noite... — ela sorri, sentindo a presa fácil... —

você estará gostosa para o seu marido.

Eu pisco para ela, levemente chocada. Nós vamos sair para dançar?

Eu não saio para dançar.

Kate ri com a minha expressão. Ela parece mais relaxada agora que ela está longe do Eliot.

— Nós temos que curtir essa noite, — ela diz.

— Vá experimentar, — Mia exige, e relutantemente eu sigo para o trocador.

Enquanto eu espero Kate e Mia saírem do trocador, eu caminho até a janela da loja e olho para fora, sem ver nada específico, o outro lado da rua.

A compilação de soul continua: Dionne Warwick está cantando ‘Walk on By’.

– Outra grande música... uma das favoritas da minha mãe.

Eu olho para. O

Vestido na minha mão. Esse Vestido talvez seja exagerado. Ele deixa as costas nua e é bem curto, mas Mia já o declarou como vencedor, perfeito para dançar pela noite afora. Aparentemente, eu preciso de sapatos também, e um colar enorme, o que é o próximo na nossa lista para acharmos.

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Revirando meus olhos, eu reflito mais uma vez na sorte que eu tenho de ter Caroline Acton, minha consultora de compras.

Através da janela da butique eu sou distraída pela visão de Eliot. Ele aparece do outro lado da rua cheia de folhas, saindo de um grande Audi.

Eliot entra na loja como se atira para dentro da loja como se para fugir da chuva. Parece uma joalheria... talvez ele esteja procurando por aquela bateria para o relógio. Ele emerge alguns minutos depois, e não sozinho...

com uma mulher.

Porra! Ele está falando com Gia! Que porra ela está fazendo aqui?

Enquanto eu assisto, eles se abraçam rapidamente e ela segura sua cabeça para trás, rindo animadamente de algo que ele diz. Ele beija a bochecha dela e então corre para o carro que está aguardando.

Ela vira e segue pela rua, e eu fico boquiaberta para ela. O que foi isso? Eu me viro

ansiosamente na direção dos provadores, mas ainda não há sinal da Kate ou da Mia.

Eu olho para Taylor, onde ele está esperando do lado de fora da loja.

Ele me pega olhando e então dá de ombros. Ele testemunhou o pequeno encontro do Eliot também. Eu ruborizo, envergonhada por ter sido pega bisbilhotando.

Virando de costas, Mia e Kate surgem, ambas rindo. Kate me olha curiosamente.

— O que foi, Ana? — ela pergunta. — Você está tendo dúvidas sobre o vestido? Você ficou sensacional nele.

— Hum, não.

— Você está bem? — Os olhos da Kate se arregalam.

— Estou ótima. Vamos pagar? — Eu sigo para o caixa me juntando a Mia que escolheu duas camisetas.

— Boa tarde, senhora. — A jovem assistente de vendas...

que tem mais gloss em seus lábios do que eu já vi em um lugar só... sorri para mim.

— O total será de oitocentos e cinquenta dólares.

— O quê? Por esse pedaço de pano! Eu pisco para ela e humildemente entrego o meu cartão preto Amex.

— Sra. Grey, — Srta. Gloss ronrona.

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Eu sigo Kate e Mia em transe pelas próximas duas horas, me preocupando. Eu devo contar para a Kate? O meu subconsciente firmemente balança a cabeça. Sim, eu devo contar para ela. Não, eu não devo. Pode ter sido apenas um encontro inocente. Merda. O que eu faço?

— Bem, você gostou dos sapatos, Ana? — Mia está com os punhos nos quadris.

— Hum... sim, claro.

Eu termino com um desconfortável salto alto da Manolo Blahnik com alças que pareciam como se tivessem sido feitas de espelhos. Elas combinavam perfeitamente com o vestido e deixando o Christian mil dólares mais pobre. Eu

tenho mais sorte com a corrente longa de prata que a Kate insiste que eu compre; é um barganho por oitenta e quatro dólares.

— Se acostumando a ter dinheiro? — Kate pergunta, sem maldade, enquanto nós voltamos para o carro. Mia já foi na frente.

— Você sabe que isso não sou eu, Kate. Eu fico um pouco desconfortável com tudo isso. Mas eu fui seguramente informada que isso faz parte do pacote. — Eu aperto meus lábios para ela, e ela coloco o braço ao meu redor.

— Você vai se acostumar, Ana, — ela diz com simpatia. —

Você ficará ótima.

— Kate, como está você e o Eliot? — eu pergunto. Seus olhos azuis arregalados miram os meus.

Ah não.

Ela balança a cabeça.

— Eu não quero falar sobre isso agora. — Ela assente em direção a Mia. – Mas as coisas estão... — Ela não termina sua frase. Isso não combina com a minha tenaz Kate.

Merda. Eu sabia que algo estava errado. Eu conto para ela?

Digo a ela o que eu vi? O que eu vi? Eliot e Srta. Predadora-Sexual-Bem-Arrumada falando, abraçando, e aquele beijo na bochecha. Certamente eles são apenas velhos amigos?

Não, eu não vou contar a ela. Não agora. Eu vou dar a ela o meu aceno eu-entendo-completamente-e-respeito-a-sua-privacidade. Ela pega a minha mão e dá um aperto de gratidão, e lá está...

um rápido olhar de dor e mágoa em seus olhos que ela rapidamente suprime 332

com uma piscada. Naquele momento eu sinto uma onda de protecionismo pela minha querida amiga. Que porra o Eliot Biscate Grey está jogando?

Quando voltamos a casa, Kate decide que nós merecemos coquetéis depois da nossa extravagância nas compras e

prepara daiquiris de morango para nós. Nós sentamos nos sofás da sala de estar na frente da lenha ardente.

— Eliot está apenas um pouco distante ultimamente, —

Kate murmura, olhando as chamas. Kate e eu finalmente temos um momento para nós enquanto Mia guarda suas compras.

— Oh?

— Eu acho que estou encrencada por ter te deixado encrencada, — ela acrescenta.

— Você escutou sobre isso?

— Sim. Christian ligou para Eliot; Eliot me ligou.

Eu desvio o olhar. Ah Cinquenta, Cinquenta, Cinquenta.

— Sinto muito. Christian é... protetor. Você não viu Eliot desde o barraco no coquetel?

— Não.

— Ah.

— Eu realmente gosto dele, Ana, — ela sussurra. E por um terrível minuto eu acho que ela vai chorar. Ah não... A Kate não é assim. Isso significa que eu devolvo o pijama rosa?

Ela vira seu olhar para mim.

— Eu me apaixonei por ele. De primeira eu achei que era apenas um ótimo sexo. Mas ele é charmoso e bondoso e carinhoso e engraçado. Eu posso nos ver ficando velhos juntos... sabe... filhos, netos... tudo.

— O seu felizes para sempre, — eu sussurro.

Ela assente triste.

— Talvez você devesse falar com ele. Tente encontrar algum tempo sozinhos. Descubra o que está incomodando ele.

Quem está incomodando ele, o meu subconsciente rosna.

Eu faço ele ficar quieto, chocada com a obstinação dos meus próprios pensamentos.

— Talvez vocês pudessem sair para caminhar amanhã de manhã?

— Vamos ver.

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— Kate, eu odeio te ver dessa forma.

Ela sorri fracamente, e eu me inclino para abraçá-la. Eu resolvo não mencionar a Gia, apesar de que eu posso mencionar isso para o biscate pessoalmente. Como ele pode brincar com as afeições da minha amiga dessa forma?

Mia retorna, e nós seguimos para territórios mais seguros.

O fogo sibila e cospe faíscas na lareira enquanto eu o alimento com a última tora. Nós já estamos quase sem madeira. Apesar de ainda ser verão, o fogo é muito bem-vindo nesse dia úmido.

— Mia, você sabe onde a madeira é mantida? — eu pergunto enquanto ela toma um gole de seu daiquiri.

— Eu acho que está na garagem.

— Eu vou procurar mais. Isso me dará uma oportunidade para explorar.

A chuva diminui quando eu me aventuro do lado de fora e sigo para a garagem de três carros ao lado da casa. A porta lateral está destrancada e eu entro, ligando a luz para combater a escuridão. As tiras fluorescentes revivem ruidosamente.

Há um carro na garagem, e eu percebo que é o Audi no qual eu vi o Eliot esta tarde. Há também alguns carrinhos para andar na neve. Mas o que realmente chama a minha atenção são as duas motos de trilha, ambas com 125cc.

Memórias do Ethan bravamente se esforçando para me ensinar a andar no último verão passam pela minha mente.

Inconscientemente, eu esfrego meu braço onde eu me machuquei feio durante uma queda.

— Você pilota? — Eliot pergunta atrás de mim.

Eu me viro.

— Você voltou.

— Parece que sim. — Ele sorri, e eu percebo que Christian pode dizer as mesmas coisas para mim... mas sem o enorme sorriso de derreter o coração.

— Bem? — ele pergunta.

Mulherengo!

— Mais ou menos.

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— Você quer andar?

Eu bufo.

— Hum, não... eu não acho que o Christian ficaria muito feliz se eu o fizesse.

— O Christian não está aqui. – Eliot se desfaz em sorriso...

ah, isso é um traço de família... e acena seu braço para indicar que estamos sozinhos.

Ele caminha até a moto mais próxima e oscila uma perna longa vestida com jeans sobre a sela, monta e agarra o guidão.

— O Christian tem, hum... preocupações sobre a minha segurança.

Eu não devo.

— Você sempre faz o que ele fala? – Eliot tem um brilho perverso em seus olhos azuis-bebê e eu vejo um vislumbre do bad boy... o bad boy que a Kate se apaixonou. O bad boy de Detroit.

— Não. — Eu arqueio uma sobrancelha advertindo-o. —

Mas eu estou tentando fazer tudo certo. Ele já tem o bastante para se preocupar sem me acrescentar na lista.

Ele já voltou?

— Eu não sei.

— Você não foi pescar?

Eliot balança a cabeça.

— Eu tive alguns negócios para lidar na cidade.

Negócios! Puta merda... negócios loiros e bem arrumados!

Eu respiro pesadamente e bocejo para ele.

— Se você não quer andar, o que você está fazendo na garagem? — Eliot está intrigado.

— Estou procurando madeira para o fogo.

— Aí está você. Ah, Eliot... você voltou. — Kate nos interrompe.

— Ei, amor. – Ele sorri amplamente.

— Pegou algo?

Ah merda.

— Eu vim aqui ver porque a Ana estava demorando tanto.

— Kate nos observa, confusa.

— Nós estávamos apenas jogando conversa fora, — Eliot diz, e a tensão crepita entre eles.

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Nós pausamos quando ouvimos um carro encostar lá fora.

Ah! O

Christian está de volta. Graças aos céus. A porta da garagem chia alto para abrir, nos assustando, e a porta abre lentamente para revelar o Christian e o Ethan descarregando a caminhonete preta. Christian para quando ele nos vê parados na garagem.

— Reunião de garagem? — ele pergunta sarcasticamente quando vem em nossa direção, seguindo diretamente para mim.

Eu sorrio. Estou aliviada por vê-lo. Embaixo de seu casaco de cera ele está usando o macacão que eu fiz ele comprar no Claytons.

— Oi, — ele diz olhando para mim curiosamente, ignorando tanto a Kate quanto o Eliot.

— Oi. Bonito macacão.

— Muitos bolsos. Bem útil para pescar. – Sua voz é suave e sedutora, somente os meus ouvidos, e quando ele olha para mim sua expressão é quente.

Eu ruborizo, e ele sorri um enorme sorriso, sem barreiras e só para mim.

— Você está molhado, — eu murmuro.

— Estava chovendo. O que vocês estão fazendo na garagem? — Finalmente ele reconhece que nós não estamos sozinhos.

— Ana veio buscar um pouco de madeira, — Eliot dá um sorrisinho.

De alguma forma ele consegue deixar essa sentença soar suja. — Eu tentei chamá-la para dar uma volta. – Ele é o mestre do duplo sentido.

O rosto do Christian cai, e o meu coração para.

— Ela disse não. Que você não iria gostar, — Eliot acrescenta gentilmente... e sem segundas intenções.

O olhar cinza de Christian volta para mim.

— Ela fez isso então? — ele murmura.

— Escuta, sou totalmente a favor de ficar aqui discutindo o que a Ana vai fazer depois, mas vamos voltar lá para dentro? — Kate fala brava.

Ela sai batendo o pé, pega dois tocos de madeira, e vira os calcanhares, batendo o pé em direção à porta. Ah merda.

Kate está brava... mas eu sei 336

que não sou eu. Eliot suspira e, sem uma palavra, a segue para fora. Eu olho para os dois, mas Christian me distrai.

— Você consegue pilotar motocicleta? — ele pergunta, sua voz cheia de incredulidade.

— Não muito bem. Ethan me ensinou.

Seus olhos se congelaram imediatamente.

— Você tomou a decisão certa, — ele diz, sua voz bem mais tranquila.

— O chão está muito duro no momento, e a chuva o deixou muito mais traiçoeiro e escorregadio.

— Onde você quer colocar os equipamentos de pesca? –

Ethan chama do lado de fora.

— Deixe aí, Ethan... Taylor vai cuidar disso.

— E quanto ao peixe? — Ethan continua, sua voz vagamente provocadora.

— Você pegou um peixe? — Eu pergunto surpresa.

— Não eu. Kavanagh pegou. — E Christian faz biquinho...

bonitinho.

Eu caio na risada.

— Sra. Bentley irá lidar com isso, — ele fala. Ethan sorri e segue para dentro da casa.

— Estou te divertindo, Sra. Grey?

— Bastante. Você está molhado... Deixe-me te preparar um banho.

— Contanto que você se junte a mim. — Ele se inclina e me beija.

Eu encho a banheira em forma de ovo gigante no banheiro e despejo um pouco de óleo de banho caro, que começa a fazer espuma imediatamente. O aroma é celestial... jasmim, eu acho. De volta ao quarto, eu começo a pendurar o vestido enquanto a banheira enche.

— Você se divertiu? — Christian pergunta enquanto ele entra no cômodo. Ele está apenas com uma camiseta e calça de moletom, seus pés descalços. Ele fecha a porta atrás dele.

— Sim, — eu murmuro, absorvendo-o. Eu senti falta dele.

Ridículo...

apenas passou o quê, algumas horas?

Ele inclina a cabeça para um lado e olha para mim.

— O que foi?

337

— Eu estava pensando no quanto eu senti a sua falta.

— Você soa como se você estivesse totalmente apaixonada, Sra. Grey.

— Eu estou, Sr. Grey.

Ele caminha na minha direção até que ele está de pé na minha frente.

— O que você comprou? — ele sussurra, e eu sei que é para mudar o tópico da conversa.

— Um vestido, sapatos, um colar. Eu gastei uma grande parte do seu dinheiro. — Eu olho para ele, me sentindo culpada.

Ele está entretido.

— Bom, — ele murmura, e sua mão se estende para colocar uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. — E pela bilionésima vez, nosso dinheiro. — Ele pega o meu queixo,

tirando meu lábio dos meus dentes e corre seu dedo indicador pela frente da minha camiseta, descendo o meu esterno, entre os meus seios, descendo pelo meu estômago, passando pela minha barriga até a bainha.

— Você não vai precisar disso no banho, — ele sussurra, e pega a bainha da minha camiseta com as duas mãos, lentamente levantado-a. — Levante seus braços.

Eu cedo, sem tirar meus olhos dos dele, e ele joga a minha camiseta no chão.

— Eu pensei que nós íamos apenas tomar banho. — Meu pulso acelera.

— Eu quero te deixar bem suja antes. Eu senti sua falta também. — Ele se inclina e me beija.

— Merda, a água! — Eu lutei para me sentar, completamente no pós-orgasmo e atordoada. Christian não me solta.

— Christian, o banho! — Eu olho para ele da minha posição de bruços em cima do peito dele.

Ele ri.

— Relaxa... é só um cômodo molhado. — Ele rola e me beija rapidamente. — Eu vou desligar a torneira.

338

Ele sai graciosamente da cama e caminha até o banheiro.

Meus olhos gulosamente o seguem o caminho inteiro.

Humm... meu marido, nu e logo molhado. Minha deusa interior lambe seus lábios de maneira provocante e me dá o seu sorriso de bem-fodida. Eu pulo para fora da cama.

Nós nos sentamos em lados opostos da banheira, que está bem cheia... tão cheia que sempre que nos movemos, a água bate do lado e molha o chão. É bem decadente.

Ainda mais decadente é o Christian lavando meus pés, massageando as solas, puxando gentilmente os meus dedos. Ele beija cada um deles e gentilmente morde o menor.

— Ahhh! — Eu sinto... lá, na minha virilha.

— Assim? — ele suspira.

Ele começa a massagear novamente. Ah, isso é bom. Eu fecho meus olhos.

— Eu vi Gia na cidade, — eu murmuro.

— Sério? Eu acho que ela tem uma casa aqui, — ele diz despreocupado. Ele não está nem um pouco interessado.

— Ela estava com o Eliot.

Christian para de massagear. Isso chamou a atenção dele.

Quando eu abro meus olhos, sua cabeça está inclinada para o lado, como se ele não estivesse entendendo.

— O que você quer dizer com o Eliot? — ele pergunta, perplexo ao invés de preocupado.

Eu explico o que eu vi.

— Ana, eles são apenas amigos. Eu acho que o Eliot está bem caído pela Kate. — Ele pausa e então acrescenta baixinho. — De fato eu sei que ele está bem caído por ela.

— E ele me dá um daqueles seus olhares deus-saber-o-porquê.

— Kate é linda. — eu discordo, defendendo minha amiga.

Ele bufa.

— Ainda continuo feliz que foi você que caiu no meu escritório. — Ele beija o meu dedo maior, e então solta o meu pé esquerdo e pega o meu direito, começando o processo de massagem de novo. Seus dedos são fortes e 339

ágeis, eu relaxo novamente. Eu não quero brigar sobre a Kate. Eu fecho meus olhos e deixo os dedos dele realizarem a sua mágica nos meus pés.

Eu fico boquiaberta na frente do espelho de corpo inteiro, sem reconhecer o mulherão que está me encarando. Kate foi com tudo e brincou de Barbie comigo essa noite, arrumando o meu cabelo e a maquiagem. Meu cabelo está com volume e liso, meus olhos contornados de preto, meus lábios vermelho escarlate. Eu estou... gostosa. Estou virada

em pernas, especialmente nos Manolos de salto alto e o meu vestido indecentemente curto. Eu preciso da aprovação do Christian, apesar de eu ter um pressentimento horrível de que ele não vai gostar de tanta pele minha exposta. Em vista do nosso acordo cordial, eu decido que devo perguntar a ele. Eu pego o meu BlackBerry, já que eu duvido que ele vá me ouvir daqui de cima.

De: Anastásia Grey Assunto: A Minha Bunda Está Muito Grande Nisso?

Data: 27 de Agosto, 2011 18:53

Para: Christian Grey

Sr. Grey

Eu preciso do seu conselho sobre vestuário.

Sua

Sra. G

Beijo

De: Christian Grey Assunto: Maravilhoso Data: 27 de Agosto, 2011 18:55

Para: Anastásia Grey Sra. Grey

Eu seriamente duvido disso.

340

Mas eu irei subir e dar a sua bunda uma análise aprofundada só para ter certeza.

Seu em antecipação

Sr. G

Beijo

Christian Grey, CEO & Fiscalizador de Bunda, Grey Participações e

Empreendimentos Inc.

Enquanto eu leio o e-mail dele, a porta do quarto se abre e o Christian congela no batente. A boca dele se escancara e seus olhos se arregalam. Puta merda... isso pode ir para qualquer lado.

— Bem? – eu sussurro.

— Ana, você está... uau.

— Você gosta?

— Sim, eu acho que sim. — Ele está um pouco rouco.

Lentamente ele entra no quarto e fecha a porta. Ele está com um jeans preto e camisa branca, mas com uma jaqueta preta... ele está divino. Ele anda lentamente até onde estou, mas logo que ele me alcança, ele coloca as mãos nos meus ombros e me vira para encarar o espelho de corpo inteiro, enquanto ele fica de pé atrás de mim. Meu olhar encontra o dele no espelho, então ele olha para baixo, fascinado pelas minhas costas nuas. Seu dedo desliza pela minha espinha e alcança a borda do meu vestido na parte de baixo das costas, onde a pele pálida se encontra com o tecido prateado.

— Isso é bem revelador, — ele murmura.

Sua mão desliza mais para baixo, sobre o meu traseiro e até a minha coxa nua. Ele faz uma pausa, olhos cinzentos queimando intensamente e virando azul. Então, lentamente, ele arrasta os dedos para trás até a barra da minha saia.

341

Assistindo seus

longos

dedos

se

moverem

lentamente, provocadoramente em toda a minha pele, sentindo os arrepios que eles deixam em seu rastro, minha boca forma um perfeito O.

— Não é muito longe daqui. — Ele toca a barra, em seguida, ele move seus dedos mais para cima. — Até aqui,

— ele sussurra. Eu suspiro enquanto os dedos dele acariciam meu sexo, movendo-se tentadoramente sobre a minha calcinha, sentindo-me, me provocando.

— E seu ponto é? – eu sussurro.

— Meu ponto é... não é longe daqui... — seus dedos deslizam sobre a minha calcinha, e então um está dentro, contra a minha pele suave e molhada — ...até aqui. E

então... até aqui. — Ele desliza um dedo dentro de mim. Eu ofego e dou um gemido baixinho.

— Isso é meu, — ele murmura em meu ouvido. Fechando seus olhos ele move seu dedo lentamente para dentro e para fora de mim. — Eu não quero que ninguém mais veja isso.

A minha respiração falha, ela fica ofegante combinando com o ritmo do dedo dele. Vendo-o no espelho, fazendo isso... é além de erótico. — Então seja uma boa menina e não se abaixe, e você deverá ficar bem.

— Você aprova? — eu sussurro.

— Não, mas eu não vou te impedir de usá-lo. Você está incrível, Anastásia. — Abruptamente ele retira seu dedo, deixando-me querendo mais, e ele se move para me encarar. Ele coloca a ponta de seu dedo invasor no meu lábio inferior. Instintivamente, eu franzo os lábios e beijo seu dedo, e sou recompensada com um sorriso perverso.

Ele coloca o dedo na boca e sua expressão me informa que eu tenho um gosto bom... muito bom. Eu ruborizo. Sempre irá me chocar quando ele faz isso?

Ele pega a minha mão.

— Venha, — ele comanda suavemente. Eu quero responder de alguma forma sarcástica, mas em luz do que

aconteceu no quarto de jogos ontem, eu decido não forçar.

Nós esperamos pela sobremesa em um restaurante requintado e exclusivo na cidade. Foi uma noite bem animada até agora, e Mia está 342

determinada a continuá-la e que nós devemos sair para dançar. Nesse momento ela está sentada em silêncio – até que enfim – prestando atenção em cada palavra do Ethan enquanto ele e o Christian conversam. Mia obviamente está afim do Ethan, e o Ethan está... bem é difícil de dizer. Eu não sei se eles são apenas amigos ou se há algo mais.

Christian parece tranquilo. Ele estava falando animadamente com o Ethan... eles obviamente criaram uma ligação na pescaria. Eles estavam falando sobre psicologia, principalmente. Ironicamente, é o Christian que parece ter mais conhecimento. Eu bufo suavemente enquanto eu meio que escuto a conversa deles, infelizmente reconhecendo que a especialidade dele é resultado de muitos psiquiatras.

Você é a melhor terapia. Palavras dele, sussurradas enquanto nós estávamos fazendo amor uma vez, ecoam na minha mente. Eu sou? Ah, Christian, eu espero que sim. Eu olho para a Kate. Ela está linda, mas, no entanto, ela sempre está. Ela e o Eliot estão menos animados. Ele parece nervoso, as piadas dele um pouco forçadas e sua risada um pouco estranha.

Eles brigaram? O que está incomodando-o? É aquela mulher? Meu coração afunda ao pensar que ele possa estar machucando a minha melhor amiga.

Eu olho para a entrada, meio que esperando ver a Gia entrar calmamente com seu traseiro bem arrumado cruzando o restaurante em nossa direção.

Minha mente está me pregando pegadinhas... eu suspeito que é o tanto de álcool que eu tomei. Minha cabeça está começando a doer.

Abruptamente, Eliot nos assusta ao se levantar e empurrar sua cadeira para trás assim arranhando o piso.

Todos os olhos se viram para ele.

Ele olha para Kate por um momento e então cai de joelhos ao lado dela. Ah.

Meu. Deus.

Ele alcança a mão dela, e o silêncio se acomoda como uma coberta sobre o restaurante inteiro enquanto todos param de comer, param de falar, param de andar, e encaram.

— Minha linda Kate, eu te amo. A sua graça, sua beleza, e seu espírito aventureiro não possuem igual, e você capturou o meu coração.

Passe sua vida comigo. Case comigo.

Puta merda!

343

Capítulo 14

A atenção de todo o restaurante é fixado em Kate e Elliot, esperando ansiosamente como um só. A expectativa é insuportável. O silêncio se estende como um elástico esticado. O ambiente é opressivo, apreensivo, e ainda esperançoso.

Kate olha fixamente para Elliot como ele olha para ela, seus olhos arregalados de medo, medo mesmo. Santa Porcaria, Kate! Ponha-o fora da sua miséria. Por favor.

Caramba, ele poderia ter pedido ela em particular.

Uma única lágrima escorre pelo seu rosto embora ela permaneça impassível. Merda! Kate está chorando? Então ela sorri, um sorriso de Eu-Acho-Que-Encontrei-ACidade-Perdida-De-El Dourado.

— Sim, — ela sussurra, ofegante, doce-aceitação não Kate como em tudo. Por um nano segundo há uma pausa enquanto o restaurante inteiro exala um suspiro coletivo de alívio, e depois o barulho é ensurdecedor.

Aplausos espontâneos, vaias, gritos, e de repente eu tenho lágrimas escorrendo pelo meu rosto, borrando minha

Barbie-conhece- Joan Jett na maquiagem.

Alheios ao alvoroço em torno deles, os dois estão presos em seu próprio mundinho. Do bolso Elliot retira uma pequena caixa, abre-a, e apresenta-a para Kate. Um anel. E

pelo que posso ver, um anel requintado, mas eu preciso de um olhar mais atento. É isso o que ele estava fazendo com Gia? Escolhendo um anel? Merda! Oh, estou tão feliz que eu não disse a Kate.

Kate olha do anel para Elliot, em seguida, joga seus braços ao redor de seu pescoço. Eles se beijam, notavelmente casto para eles, e a multidão vai à loucura.

Elliot se levanta e reconhece a aprovação com um arco gracioso então surpreendentemente, vestindo um sorriso de autossatisfação enorme, se senta novamente. Eu não posso tirar meus olhos deles. Tirando o 344

anel para fora de sua caixa, Elliot desliza suavemente para o dedo de Kate, e eles se beijam mais uma vez.

Christian aperta minha mão. Eu não sabia que eu estava segurando a mão dele de forma tão apertada. Eu liberto um pouco embaraçada, e ele abana a mão, balbuciando: — Ow.

— Desculpe. Será que você sabia sobre isso? — Eu sussurro.

Christian sorri, e sei que ele sabia. Ele chama o garçom.

— Duas garrafas de Cristal por favor. Em 2002, se tiver.

Eu sorrio maliciosamente para ele.

— O quê? — Ele pergunta.

— Como o 2002 é muito melhor do que o de 2003 — eu o provoco.

Ele ri.

— Para o paladar exigente, Anastásia.

— Você tem um paladar muito exigente, Sr. Grey, e gostos singulares.

— Eu sorrio.

— Isso eu tenho Sra. Grey. — Ele se inclina para perto. — E

seu gosto é o melhor — ele sussurra, e beija um

determinado ponto atrás da minha orelha, provocando pequenos arrepios na espinha. Eu fico corada e com carinho lembro sua demonstração antes os defeitos bastante literais do meu vestido.

Mia é a primeira a abraçar Kate e Elliot, e todos nós revezamos para felicitar o feliz casal. Aperto Kate em um abraço feroz.

— Viu? Ele estava apenas preocupado com a sua proposta

— eu sussurro.

— Oh, Ana. — Ela dá risadinhas de soluços.

— Kate, eu estou tão feliz por você. Parabéns.

Christian está atrás de mim. Ele aperta a mão de Elliot, e então surpreendendo tanto Elliot quanto a mim o puxa para um abraço. Eu posso apenas pegar o que ele diz.

— Muito bem, Lelliot, — ele murmura. Elliot não diz nada

— pela primeira vez atordoado em silêncio, então cautelosamente retorna o abraço de seu irmão.

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Lelliot?

— Obrigado, Christian, — Elliot engasga.

Christian dá um breve e desajeitado, quase abraço em Kate. Eu sei que a distancia entre Christian e Kate é tolerante, na melhor das hipóteses, ambivalentes na maioria das vezes, por isso isto é um progresso. Liberando-a, ele diz isso em silêncio só a ela e eu posso ouvir: — Eu espero que você seja tão feliz em seu casamento como eu sou no meu.

— Obrigada, Christian. Espero que sim, também, — ela diz graciosamente.

O garçom volta com o champanhe, abrindo-o discretamente.

Christian tem sua taça de champanhe no alto.

— Para Kate e meu querido irmão, Elliot, parabéns.

Nós todos bebemos, bem, eu engulo. Hmm, o gosto do Cristal é tão bom, e eu me lembro da primeira vez que eu

bebi no clube com Christian e, mais tarde, nossa viagem de elevador agitado para o primeiro andar.

Christian franze a testa para mim.

— O que você está pensando? — Ele sussurra.

— A primeira vez que bebi champanhe.

Sua carranca se torna mais enigmática.

— Nós estávamos em seu clube. — Eu disse.

Ele sorri.

— Oh sim. Eu me lembro. — Ele pisca para mim.

— Elliot, você definiu uma data?n — Mia explode.

Elliot dá a sua irmã um olhar exasperado.

— Eu apenas perguntei a Kate, então vamos contatar você sobre isso, ok?

— Oh, façamos um casamento de Natal. Isso seria tão romântico, e você não teria nenhuma dificuldade em lembrar o seu aniversário. — Mia bate palminhas.

— Vou levar isso em consideração. — Elliot sorri para ela.

— Depois do champanhe, será que podemos ir a uma discoteca? — Mia se vira e dá a Christian seu grande olhar de olhos castanhos.

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— Acho que devemos perguntar a Elliot e Kate o que eles gostariam de fazer.

Como um, voltamos com expectativa para eles. Elliot encolhe os ombros e Kate gira. Sua intenção carnal para seu noivo é tão clara que eu quase cuspi o champanhe de quatrocentos dólares por toda a mesa.

Zax é a boate mais exclusiva em Aspen ou algo assim diz Mia.

Christian caminha, seu braço em volta da minha cintura, para frente da curta linha e é imediatamente concedido acesso. Pergunto-me brevemente se ele é dono do lugar.

Olho para meu relógio, onze e meia da noite, e estou me sentindo leve. Os dois copos de champanhe e vários copos

de Pouilly-Fumé durante nossa refeição estão começando a ter um efeito, e eu sou grata por Christian ter o seu braço em volta de mim.

— Sr. Grey, bem-vindo de volta— diz uma loira muito atraente, pernas compridas em cetim preto, calças quentes, combinando camisa sem mangas, e uma gravata vermelha.

Ela sorri, revelando perfeito para todos os americanos dentes entre os lábios escarlates que correspondem à sua gravata borboleta. — Max pegará o seu casaco.

Um jovem todo vestido de preto, felizmente, não acetinado, sorri enquanto se oferece para levar o meu casaco. Seus olhos escuros são acolhedores e convidativos.

Eu sou a única com um casaco, Christian insistiu para que eu pegasse um casaco de Mia para cobrir meu traseiro então Max só tem que lidar comigo.

— Belo casaco, — ele diz, olhando-me fixamente.

Ao meu lado Christian franze o cenho e fixa Max com um olhar saia agora. Ele avermelha e entrega rapidamente nas mãos de Christian o meu bilhete de seleção do casaco.

— Deixe-me mostrar-lhe a sua mesa. — Diz a Senhorita calças quentes de cetim tremula seus cílios para o meu marido, agitando seus longos cabelos loiros, e escorregando através da entrada. Eu aperto forte em torno Christian, e ele olha para mim interrogativamente por um momento, então sorri quando seguimos senhorita calças de cetim quentes no bar.

347

A iluminação é abafada, as paredes são pretas, e os móveis vermelhos escuros. Existem cabines que flanqueiam dois lados das paredes e uma barra em forma de U grande no meio. Está lotado, dado que estamos aqui fora de época, mas não muito lotado com os ricos de Aspen que gostam de se divertir num sábado à noite.

O código de vestuário está relaxado, e pela primeira vez me sinto um pouco mais. . . hum, vestida. Eu não tenho

certeza qual. O piso e as paredes vibram com a música pulsante da pista de dança atrás do bar, e as luzes estão girando e piscando ligado e desligado.

No meu estado inebriante, eu acho que é preguiçosamente um pesadelo de um epiléptico.

A senhorita de calça de cetim quentes nos leva a uma mesa de canto que está enredada fora. É perto do bar com acesso à pista de dança. É

evidente que é os melhores lugares da casa.

— Haverá alguém junto para ter o seu pedido em breve.—

Ela nos dá o seu sorriso cheio megawatts e, com uma vibração final de cílios para o meu marido, escorregando de volta de onde ela veio. Mia já está saltitando de pé para pé, ansiosa para entrar na pista de dança, e Ethan tem pena dela.

— Champanhe? — Christian pergunta enquanto eles seguem de mãos dadas em direção à pista de dança. Ethan dá-lhe um polegar para cima e Mia acena com entusiasmo.

Kate e Elliot sentam no assento de veludo macio, de mãos dadas.

Eles parecem tão felizes, o traço dos seus rostos esta radiantes sobre o brilho das luzes tremulantes infusas em suportes de cristal acima mesa.

Christian gesticula para me sentar, e eu corro ao lado de Kate. Ele se senta ao meu lado com inquietude observando o lugar.

— Mostre-me seu anel. — Eu levanto a minha voz por cima da música. Eu estarei rouca quando sair. Kate sorri para mim e levanta sua mão. O anel é requintado, um solitário em uma única garra bem elaborada com pequenos diamantes em ambos os lados. Tem um look retro vitoriana nele.

— É lindo.

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Ela acena a cabeça com prazer e, alcançando mais, aperta a coxa Elliot. Ele se inclina e beija.

— Obtenha um quarto, — eu digo.

Elliot sorri.

Uma jovem com cabelos curtos e um sorriso maroto, vestindo um similar de cetim preto, calças quentes, vem para tomar o nosso pedido.

— O que você quer beber? — Christian pergunta.

— Você não está pagando a conta para isso, também, —

Elliot resmunga.

— Não comece essa merda, Elliot, — Christian diz suavemente.

Apesar das objeções de Kate, Elliot e Ethan, Christian paga a refeição que acabamos de comer. Ele simplesmente os acena de lado e não ouve de ninguém pagando. Eu olho para ele com amor. Meu cinquenta tons. . .

sempre no controle.

Elliot abre a boca para dizer algo, mas, sabiamente talvez, fecha-a novamente.

— Vou tomar uma cerveja, — ele diz.

— Kate? — Christian pergunta.

— Mais champanhe, por favor. O Cristal é delicioso. Mas tenho certeza de que Ethan prefere uma cerveja. — Ela sorri docemente, sim, docemente, a Christian. Ela é incandescente com a felicidade. Eu sinto que irradia fora dela, e é um prazer me aquecer de sua alegria.

— Ana?

— Champanhe, por favor.

— Garrafa de Cristal, Peronis três, e uma garrafa de água Mineral gelada, seis copos, — ele diz na sua habitual autoridade, de forma sensata.

É meio quente.

— Obrigada, senhor. Virá imediatamente. — Senhorita Calças quentes Número Dois dá-lhe um sorriso gracioso, mas ela poupa a agitação dos cílios embora seu rosto core um pouco.

Sacudo a cabeça em resignação.

Ele é meu, amiga.

— O quê? — Ele me pede.

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— Ela não agitou os cílios para você. — Eu sorrio.

— Oh. Ela deveria? — Pergunta ele, não conseguindo esconder sua alegria.

— As mulheres costumam fazer. — Meu tom é irônico.

Ele sorri. — Sra. Grey, você está com ciúmes?

— Nem um pouco. — Eu faço beicinho para ele. E percebo nesse momento que eu estou começando a tolerar as mulheres com olhar provocativo para o meu marido. Quase.

Christian aperta minha mão e beija meus dedos.

— Você não tem nada para ter ciúmes, Sra. Grey, — ele murmura perto da minha orelha, sua respiração me fazendo cócegas.

— Eu sei.

— Bom.

A garçonete retorna, e momentos mais tarde, eu estou bebendo um copo de champanhe.

— Aqui — Christian me dá um copo de água. — Beba isso.

Eu franzo o cenho para ele, ao invés de ouvir, o seu suspiro.

— Três copos de vinho branco na hora do jantar e duas de champanhe, depois de um daiquiri de morango e dois copos de Frascati na hora do almoço. Bebe. Agora, Ana .

Como ele sabe sobre os cocktails esta tarde? Eu franzo o cenho para ele. Mas na verdade ele tem um ponto. Tomando o copo de água, eu bebo de uma forma grosseira para registrar meu protesto por ter sido dito o que fazer. . .

novamente. Eu limpo a minha mão em toda a volta da minha boca.

— Boa menina, — ele diz, sorrindo. — Você já vomitou em mim uma vez. Eu não gostaria de experimentar isso de novo com pressa.

— Eu não sei o que você está reclamando. Você teve que dormir comigo.

Ele sorri e seus olhos amolecem.

— Sim, eu tive.

Continuar: parte 4 de 4