Cinquenta Tons de Liberdade

E.L. James · Capítulo 4 de 8 · parte 2/4

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Cinquenta Tons de Liberdade

Capítulo x

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 4 partes.

Mas eu seguro o meu chão, olhando impassível em seus olhos castanhos arregalados.

Não recue. Não recue! Aprendi esta expressão impassível e enlouquecedora com Christian, quando ele se torna impassível como ninguém. Eu sei que renovar a residência principal dos Greys é um projeto de prestígio para a empresa de arquitetura de Gia, como se fosse uma pena

 

resplandecente em seu chapéu. Ela não pode perder esta comissão. E agora, eu não dou a mínima se ela é amiga de Elliot.

— Ana, Sra. Grey... E-eu estou tão triste. Eu nunca... — Ela ruboriza, sem saber mais o que ela pode dizer.

— Deixe-me ser clara. Meu marido não está interessado em você.

— Claro, — ela murmura, com o rubor tomando conta de seu rosto.

— Como eu disse, eu só queria ser clara.

— Sra. Grey, peço sinceras desculpas se você acha... Eu tenho... — Ela para, ainda tentando ter algo a dizer.

— Ótimo. Enquanto nós nos entendermos, ficaremos bem.

Agora, eu vou te dizer o que temos em mente para a suíte principal, então eu gostaria de uma relação de todos os materiais que você pretende usar. Como você sabe, Christian e eu estamos determinados, que esta casa seja ecologicamente sustentável, e eu gostaria de tranquiliza-lo quanto ao local de origem de todos os materiais e o que eles são.

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— É c-claro, — ela gagueja, de olhos arregalados, e parece francamente intimidada por mim. Eu ganhei! Minha deusa interior corre ao redor da arena, acenando para a multidão alucinada.

Gia acaricia os cabelos, arrumando-os no lugar, e eu percebo que este é um gesto nervoso.

— Bem, a suíte principal? — Ela pergunta ansiosamente, sua voz é um sussurro ofegante. Agora que eu tenho a vantagem, sinto-me relaxar pela primeira vez desde o meu encontro com Christian esta tarde. Eu posso fazer isso.

Minha deusa interior está comemorando que leva uma puta dentro de si.

Christian se junta a nós, quanto já nós estamos terminando.

— Tudo pronto? — Ele pergunta, colocando o braço em volta da minha cintura e se vira para Gia.

— Sim, Sr. Grey, — Gia sorri brilhantemente, apesar de seu sorriso parecer frágil. — Eu trarei o projeto reformulado para vocês em dois dias.

— Excelente. Você está satisfeita? — Ele me pergunta diretamente, com os olhos quentes e sondando. Aceno e coro, por algum motivo que eu não entendo.

— É melhor eu ir, — Gia diz, com demasiado entusiasmo.

Ela oferece sua mão, primeiro para mim, depois para Christian.

— Até a próxima vez, Gia, — eu murmuro.

— Sim, Sra. Grey. Sr. Grey.

Taylor aparece na entrada do salão.

— Taylor irá acompanhá-la até lá fora. — Minha voz é alta o suficiente para ele ouvir. Acariciando o cabelo, mais uma vez, ela gira em torno de seus saltos altos e sai do salão, seguida de perto por Taylor.

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— Ela estava visivelmente mais distante, — Christian diz, olhando interrogativamente para mim.

— Ela estava? Eu não percebi. — Eu dou de ombros, tentando manter-me neutra. — O que Taylor queria? —

Pergunto, em parte, porque eu estou curiosa, e em parte porque eu quero mudar de assunto.

Com o cenho franzido, Christian me libera e começa a enrolar os projetos sobre a mesa.

— Tratava-se de Hyde.

— Hyde? — Eu sussurro.

— Não é nada para se preocupar, Ana. — Abandonando os projetos, Christian me pega em seus braços. — Acontece que ele não esteve em seu apartamento durante semanas, isso é tudo. — Ele beija o meu cabelo, em seguida, libera-me para terminar sua tarefa.

— Então, o que você decidiu? — Ele pergunta, e eu sei que é porque não quer que eu prossiga a linha de investigação sobre Hyde.

— Só o que você e eu discutimos. Eu acho que ela está afim de você, — eu digo baixinho.

Ele bufa.

— Você disse alguma coisa para ela? — Ele pergunta e eu coro. Como ele sabe? Como não sei o que dizer, olho para os meus dedos.

— Ela nos tratava como Christian e Ana, quando chegou, e Sr. e Sra.

Grey quando saiu. — Seu tom é seco.

— Eu posso ter dito alguma coisa, — eu murmuro. Quando eu espreito o olhar para ele, está me encarando calorosamente, e por um momento de descuido ele parece... satisfeito. Ele joga seu olhar, balançando a cabeça, e sua expressão muda.

— Ela está apenas reagindo a essa cara. — Ele soa vagamente amargo, revoltado mesmo.

Oh, Cinqüenta, não!

— O quê? — Ele está confuso pela minha expressão perplexa. Seus olhos se arregalavam em alarme. — Você não está ciumenta, não é? — Pergunta ele, horrorizado.

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Eu coro e engulo firmemente, então olho para os meus dedos unidos.

Eu estou?

— Ana, ela é uma predadora sexual. Não é o meu tipo em nada.

Como você pode estar com ciúmes dela? De alguém?

Nada sobre ela me interessa. — Quando eu olho para cima, ele está olhando para mim como se tivesse crescido um membro a mais em mim. Ele passa a mão pelos cabelos.

— É só você, Ana, — ele diz calmamente. — Sempre será só você.

Oh meu Deus... Abandonando os projetos mais uma vez, Christian se move para frente e para mim, aperta meu queixo entre o polegar e o indicador.

— Como você pode pensar de outra forma? Eu já lhe dei qualquer indicação de que poderia estar remotamente interessado em alguém? — Seus olhos queimam, enquanto olha para mim.

— Não, — eu sussurro. — Eu estou sendo boba. É só hoje... você... — Todas as minhas emoções conflitantes anteriores, ressurgem. Como eu posso lhe dizer o quanto estou confusa? Eu estive confusa e frustrada, pelo seu comportamento esta tarde, no meu escritório. Num minuto, ele quer que eu fique em casa, no seguinte ele está me presenteando com uma empresa.

Como é que eu vou dar conta de tudo?

— E eu?

— Oh, Christian, — meu lábio inferior treme — Eu estou tentando me adaptar a esta nova vida, que eu nunca tinha imaginado para mim. Tudo está sendo entregue a mim de bandeja: o trabalho, você, meu marido lindo, que eu nunca... Eu nunca pensei que amaria assim, tão forte, tão rápido, tão... permanente. — Eu inspiro fundo para me acalmar, enquanto a sua boca cai.

— Mas você é como um trem de carga, e eu não quero ser atropelada, porque a menina por quem você se apaixonou será esmagada. E o que vai sobrar? Tudo o que sobraria, seria uma vazia radiografia social, flutuando de um compromisso de caridade para outro. — Faço uma pausa mais uma vez, lutando para encontrar as palavras para transmitir o que sinto. — E agora você quer que eu seja a

CEO de uma empresa, algo que nunca passou pela minha cabeça. Volto a lutar com minhas ideias, para me expressar como me 198

sinto. — Você me quer em casa. Você quer que eu gerencie uma empresa. É

tão confuso. — Eu paro, com as lágrimas ameaçando cair dos meus olhos, e engulo um soluço.

— Você tem que me deixar tomar minhas próprias decisões, tomar meus próprios riscos, e errar por conta própria, para que eu possa aprender com meus próprios erros. Eu preciso aprender a andar, antes que venha a correr, Christian, você não percebe. Eu quero alguma independência. Isso é o que meu nome significa para mim.

— Não, isso é o que eu queria dizer esta tarde.

— Você se sente atropelada? — Ele sussurra.

Concordo com a cabeça.

Ele fecha os olhos e passa a mão pelos cabelos em agitação.

— Eu só quero te dar o mundo, Ana, tudo e qualquer coisa que você queira. E salvá-la dele, também. Mantê-la segura.

Mas eu também quero que todos saibam que você é minha.

Entrei em pânico hoje, quando vi o seu email. Por que você não me contou sobre o seu nome?

Eu ruborizo. Ele tem parte de razão.

— Eu pensei sobre isso enquanto estávamos em nossa lua de mel, e bem, eu não queria estourar a nossa bolha, e esqueci o assunto. Só me lembrei ontem à noite. E então com Jack... você sabe, foi uma distração.

Desculpe-me, eu deveria ter dito ou discutido com você, mas nunca conseguia encontrar o momento certo.

O olhar intenso de Christian é enervante. É como se ele estivesse tentando o seu caminho pelo meu crânio, mas ele não diz nada.

— Por que você entrou em pânico? — Eu pergunto.

— Eu só não quero que você escorregue por entre meus dedos.

— Pelo amor de Deus, eu não vou a lugar nenhum.

Quando você vai entender, e por nessa sua cabeça extremamente dura que eu. Amo. Você. — Eu jogo minhas mãos para o alto, como ele faz, por vezes, para enfatizar o meu ponto. — “Mais do que... visão, espaço ou liberdade”.11

Seus olhos se arregalaram.

— “Com o amor de uma filha?” — Ele me dá um sorriso irônico.

11 Rey Lear, Ato 1, Cena 1 - William Shakespeare, um dos seus principais tragédias teatrais.

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— Não, — eu rio, a despeito de mim mesma. — É apenas uma citação que me veio à mente.

— Do louco Rei Lear?

— O muito querido e louco Rei Lear. — Eu acaricio o seu rosto, e ele se inclina para o meu toque, fechando os olhos.

— Você mudaria seu nome para Christian Steele, para que todos soubessem que você pertence a mim?

Os olhos de Christian se abrem, e ele olha para mim como se eu tivesse dito que o mundo é plano. Ele franze a testa.

— Pertencer a você? — Ele murmura, testando as palavras.

— Meu.

— Seu, — ele diz, repetindo as palavras que falamos na sala de jogos ontem. — Sim, eu o faria. Se isso significasse muito para você.

Oh meu Deus.

— Isso significa muito para você?

— Sim. — Ele é inequívoco.

— Ok. — Vou fazer isso por ele. Dar-lhe a garantia que ele ainda precisa.

— Pensei que já tinha concordado com isso.

— Sim eu concordei, mas agora que nós conversamos mais sobre o assunto, eu fico feliz com a minha decisão.

— Ah, — ele murmura, surpreso. Em seguida, ele sorri seu belo sorriso de menino, seu sorriso de ‘sim eu sou um rapaz realmente muito jovem’, e tira o meu fôlego. Agarrando-me pela minha cintura, ele se balança em torno de mim. Eu guincho e começo a rir, e eu não sei se ele está feliz ou aliviado ou... o quê?

— Sra. Grey, você sabe o que isto significa para mim?

— Agora eu sei.

Ele se inclina e me beija, seus dedos deslizam pelo meu cabelo, me segurando no lugar.

— Isso significa sete tons de domingo, — ele murmura contra os meus lábios, e corre o nariz junto ao meu.

— O que você acha? — Eu inclino para trás, olhando para ele.

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— Certas promessas foram feitas. Uma oferta estendida, um acordo mediado, — ele sussurra com os olhos brilhando de prazer perverso.

— Humm... Todavia, estou receosa, tentando interpretar seu humor.

— Você está me renegando? — Ele pergunta, hesitante, e um olhar especulativo cruza seu rosto. — Eu tenho uma ideia, — ele acrescenta.

Oh, o quanto isso é bizarro?

— Há um assunto muito importante para resolver, — ele continua, de repente, todo sério, mais uma vez. — Sim, Sra.

Grey. Uma questão da mais grave importância.

Um momento, ele está rindo de mim!

— O quê? — Eu respiro.

— Eu preciso que você corte o meu cabelo.

Aparentemente, ele está longo demais e minha esposa não gosta.

— Eu não posso cortar o seu cabelo!

— Sim, pode. — Christian sorri e balança a cabeça para que seu cabelo mais longo caia sobre os seus olhos.

— Bem, se a Sra. Jones tiver uma tigela de pudim. — Eu dou uma risadinha.

Ele ri.

— Ok, você tem razão, vou pedir a Franco para fazê-lo.

Não! Franco trabalha para ela? Talvez eu pudesse dar-lhe um corte.

Afinal, eu cortei o cabelo de Ray durante anos, e ele nunca reclamou.

— Venha. — Eu pego a sua mão. Seus olhos se arregalaram. Eu o levo por todo o caminho, para o nosso banheiro, onde eu o solto e pego a cadeira de madeira branca que fica no canto. Eu a coloco na frente da pia.

Quando eu olho para Christian, ele está olhando para mim com uma diversão mal disfarçada, polegares dobrados nas presilhas da frente da calça, e com olhos flamejantes.

— Sente-se. — Eu aponto para a cadeira vazia, tentando manter a vantagem.

— Vai lavar meu cabelo?

Concordo com a cabeça. Ele arqueia uma sobrancelha, surpreso e por um momento, eu acho que ele vai recuar.

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— Ok. — Lentamente, ele começa a abrir cada botão de sua camisa branca, começando com aquele debaixo de sua garganta. Seus dedos ágeis e hábeis se movem para cada botão, um de cada vez, até que a camisa está aberta.

Oh meu Deus... Minha deusa interior faz uma pausa em seu passeio de comemoração em torno da arena.

Christian estende o braço com um gesto ‘ se desfaça disso agora’, e os músculos da sua boca contraem, dessa forma, desafiadora e sexy que ele tem.

Oh, abotoaduras. Eu tomo seu pulso e removo a primeira, um disco de platina, com suas iniciais gravadas, em uma

simples escrita itálica e em seguida, removo a sua irmã gêmea, correspondente. Quando termino, olho para ele, e sua expressão divertida se foi, substituída por algo mais quente...

muito mais quente. Eu me aproximo e empurro a camisa de seus ombros, deixando-a cair ao chão.

— Pronto? — Eu sussurro.

— Para o que você quiser, Ana.

Meus olhos desviam, para seus lábios, que estão abertos para que ele possa inalar mais profundamente. Esculpidos, cinzelados, o que for, é uma boca bonita e ele sabe exatamente o que fazer com ela. Eu me inclino para beijá-lo.

— Não, — ele diz e coloca ambas as mãos sobre meus ombros. — Não faça isso. Se você fizer isso, eu nunca vou cortar meu cabelo.

Oh!

— Eu quero isso, — ele continua. E seus olhos estão redondos e crus, por algum motivo inexplicável. É

desarmante.

— Por quê? — Eu sussurro.

Ele olha para mim, e seus olhos ficam mais amplos.

— Porque isso vai me fazer sentir querido.

Meu coração, praticamente, pula bruscamente uma batida. Oh, Christian... meu Cinquenta. E antes que eu percebesse, tenho meus braços circundados pelos seus, e eu beijo o seu peito antes de fuçar seu cabelo no peito com o nariz, fazendo-lhe cócegas.

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— Ana. Minha Ana, — ele sussurra. Ele coloca os braços em volta de mim e ficamos imóveis, abraçados em nosso banheiro. Oh, como eu amo estar em seus braços. Mesmo que ele seja um bundão, arrogante e megalomaníaco, ele é meu bundão, arrogante e megalomaníaco, com uma

necessidade imensa de uma dose de calor humano. Eu me inclino para trás, sem liberar-me dele.

— Você realmente quer que eu faça isso?

Ele balança a cabeça e me dá um sorriso tímido. Eu sorrio de volta para ele e saio de seu abraço.

— Então, senta, — eu repito.

Ele obedientemente senta, permanecendo de costas para a pia. Eu tiro os sapatos e os chuto para onde sua camisa está amassada no chão do banheiro. Do chuveiro, eu pego o xampu Chanel que compramos na França.

— Será que o senhor gosta disso? — Eu seguro-o com as duas mãos, como se estivesse vendendo um produto no canal de compras. — Tome, entrega especial do Sul da França. Eu gosto do cheiro dele... cheira a você, — eu adiciono com um sussurro, saindo do meu papel de apresentadora de televisão.

— Por favor. — Ele sorri.

Eu pego uma pequena toalha do aquecedor. A Sra. Jones sabe como manter as toalhas bem macias.

— Incline-se para frente, — Eu ordeno e Christian cumpre.

Drapejando a toalha sobre os seus ombros, então eu ligo as torneiras e encho a pia com água morna.

— Encoste-se. — Oh, eu gosto de estar no comando.

Christian se inclina para trás, mas ele é muito alto. Ele leva o banco para frente, então se inclina para trás com a cadeira inteira, até que a sua nuca fica contra a pia.

Distância perfeita. Ele inclina a cabeça para trás. Seus olhos ousados me encaram, e eu sorrio. Pegando um dos copos que está sobre o balcão, eu o mergulho na água e o ponho sobre a cabeça de Christian, embebendo seus cabelos. Repito o processo, apoiando-me sobre ele.

— Você cheira tão bem, Sra. Grey, — ele murmura e fecha os olhos.

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Enquanto eu, metodicamente, molho o seu cabelo, olho livremente para ele. Puta merda. Será que eu vou cansar disto? Escuros e longos cílios enfeitavam o seu rosto, seus lábios se apertam um pouco, criando uma pequena forma de diamante escuro, e ele respira suavemente. Hmm...

como eu anseio lhe cutucar com a minha língua...

Eu respingo água em seus olhos. Merda!

— Desculpe!

Ele pega o canto da toalha e ri, enquanto limpa a água dos olhos.

— Ei, eu sei que sou um bundão, mas não me afogue.

Eu me inclino para baixo e beijo a sua testa, dando risadinhas.

— Não me tente.

Ele coloca a mão por trás da minha cabeça e se mexe, captando meus lábios nos dele. Ele me beija brevemente, fazendo um som baixo e alegre em sua garganta. O ruído se conecta aos músculos profundos da minha barriga.

É um som muito sedutor. Ele me libera e fica para trás, obediente, olhando para mim com expectativa. Por um momento ele parece vulnerável, como uma criança. Ele tomba meu coração.

Eu esguicho algum xampu em minha palma e massageio-o em seu couro cabeludo, começando pelas têmporas, eu trabalho para cima, pelo topo de sua cabeça e pelas laterais, circulando meus dedos ritmadamente.

Ele fecha os olhos novamente e faz um zumbido baixo novamente.

— Isso é bom, — ele diz depois de um momento e relaxa sob o toque firme dos meus dedos.

— Sim, é verdade. — Eu beijo a sua testa mais uma vez.

— Eu gosto quando você coça meu couro cabeludo com as unhas. — Seus olhos ainda estão fechados, mas sua expressão é de bem-aventurança, contentamento, nenhum traço de sua vulnerabilidade permanece. Puxa, como o seu

humor mudou, e eu tenho o conforto de saber que sou eu quem fez isso.

— Cabeça para cima, — eu mando e ele obedece. Hmm, uma garota poderia me acostumar com isso. Eu esfrego a espuma na parte de trás de seu cabelo, raspando as unhas em seu couro cabeludo.

— Volte.

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Ele se inclina para trás, e eu enxáguo a espuma, usando o copo.

Desta vez, eu consigo não espirrar nele.

— Mais uma vez? — Eu pergunto.

— Por favor. — Seus olhos vibram abertos e seu olhar sereno encontra o meu. Sorrio para ele.

— Para cima, Sr. Grey.

Viro-me para a pia que Christian normalmente usa e encho-a com água morna.

— Para enxaguar, — eu digo quando seu olhar se transforma, zombeteiro.

Repito o processo com o xampu, ouvindo sua respiração profunda.

Uma vez que ele está todo ensaboado, aguardo outro momento para apreciar o belo rosto do meu marido. Eu não consigo resistir. Ternamente, eu acaricio o seu rosto, e ele abre os olhos, vendo-me quase sonolenta através de seus longos cílios. Inclinando para frente, eu lhe dou um beijo macio e casto, nos seus lábios. Ele sorri, fecha os olhos, e dá um suspiro de satisfação total.

Caramba. Quem teria pensado que, depois da nossa discussão nesta tarde, ele poderia estar tão relaxado? Sem sexo? Eu me inclino sobre ele.

— Hmm, — ele murmura encantado, quando lhe roço os seios no seu rosto. Resistindo à vontade de me sacudir, eu puxo a tampa da pia para que a água com sabão seja

drenada. Suas mãos se movem para os meus quadris e em torno de meu traseiro.

— Não, acariciar não ajuda, — murmuro, fingindo desaprovação.

— Não se esqueça de que eu estou surdo, — ele diz, mantendo os olhos fechados, enquanto corre as mãos pelo meu traseiro e começa a levantar a minha saia. Eu golpeio o seu braço. Eu estou gostando de brincar de cabeleireira. Ele sorri, e me dá aquele grande sorriso de menino, como se eu o pegasse fazendo algo ilícito, algo que secretamente ele está orgulhoso.

Eu alcanço o copo novamente, mas desta vez uso a água da pia vizinha para tirar cuidadosamente todo o xampu de seu cabelo. Eu continuo a inclinar-me sobre ele, e ele mantém as mãos na minha bunda, movendo os dedos para trás e para frente, para cima e para baixo... para frente e para trás... hmm. Eu sacudo. Ele rosna baixo em sua garganta.

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— Pronto. Está todo enxaguado.

— Ótimo, — ele declara. Seus dedos apertam o meu traseiro, e de repente, ele se levanta, com o cabelo molhado pingando em cima dele. Ele me puxa para baixo, para o seu colo, suas mãos se movendo por trás das minhas costas, até a minha nuca, então para o meu queixo, segurando-me no lugar. Eu engasgo com a surpresa e os seus lábios estão nos meus, sua língua quente e dura na minha boca. Meus dedos se curvam em torno de seu cabelo molhado, as gotas de água correm pelos meus braços, enquanto ele aprofunda o beijo, e seu cabelo molha o meu rosto. Sua mão se move de meu queixo para baixo, para o primeiro botão da minha blusa.

— Chega disso. Eu quero foder você em sete tons de domingo, e podemos fazê-lo aqui ou no quarto. Você decide.

Os olhos de Christian estavam quentes e cheios de promessas, a água pingava dos seus cabelos em nós dois.

Minha boca ficou seca.

— O que vai ser, Anastásia? — Ele pergunta, enquanto me segura em seu colo.

— Você está molhado, — eu respondo.

Ele inclina a cabeça de repente, correndo o cabelo molhado por toda a frente da minha blusa. Eu grito e tento fugir dele. Ele se aperta em torno de mim.

— Oh, não, você não vai, bebê, — ele murmura. Quando ele levanta a cabeça, está sorrindo provocante para mim, e eu sou a Miss Camiseta Molhada de 2011. Minha blusa está encharcada e totalmente transparente.

Eu estou molhada... por toda parte.

— Amo esta visão, — ele murmura e se inclina para passar o nariz ao redor de meu mamilo molhado. Eu me contorço.

— Responda-me, Ana. Aqui ou no quarto?

— Aqui, — eu sussurro freneticamente. Para o inferno com o corte de cabelo eu vou fazê-lo mais tarde. Ele sorri lentamente, seus lábios se curvam em um sorriso sensual cheio de promessas licenciosas.

— Boa escolha, Sra. Grey, — ele murmura contra meus lábios. Ele libera meu queixo e sua mão se move para o meu joelho. Ele desliza suavemente até minha perna, levantando minha saia e deslizando sobre 206

minha pele, fazendo-me estremecer. Seus lábios trilham beijos suaves na base do meu ouvido e ao longo da minha mandíbula.

— Oh, o que devo fazer por você? — Ele sussurra. Seus dedos param no topo da minha meia. — Eu gosto destas, —

ele diz. E corre o dedo para baixo, escorregando ao redor de minha coxa. Eu suspiro e me contorço mais uma vez em seu colo.

Ele geme baixo, em sua garganta.

— Se eu vou foder você em sete tons de domingo, eu quero que você fique parada.

— Fode, — Eu o desafio, e a minha é voz suave e sussurrada.

Christian inspira fortemente. Ele aperta os olhos e me encara com uma expressão quente, com olhos semicerrados.

— Oh, Sra. Grey. Você só tem que pedir. — Suas mãos se movem do topo da minha meia até a minha calcinha. —

Vamos livrá-la disso. — Ele puxa suavemente e eu me mexo para ajudá-lo. Sua respiração sibila por entre os dentes, assim como eu.

— Fique quieta, — ele resmunga.

— Eu estou ajudando, — eu amuo, e ele aproveita e prende meu lábio inferior suavemente entre os dentes.

— Ainda assim, — ele rosna. Ele desliza minha calcinha pelas minhas pernas e a retira. Puxando minha saia para cima, de forma que fique presa em torno de meus quadris, ele move as duas mãos para a minha cintura e me levanta.

Ele ainda tem minha calcinha na mão.

— Sente-se. Monte em mim, — ele ordena olhando fixamente nos meus olhos. Eu me mexo, e sento montando sobre ele e o encaro de forma provocativa. Vamos com isso, Cinquenta!

— Sra. Grey, — ele avisa. — Você está me provocando? —

Ele olha para mim, se divertindo, mas excitado. É uma combinação sedutora.

— Sim. O que você vai fazer sobre isso?

Seus olhos brilham de alegria devassa, com o meu desafio, e eu sinto sua excitação em baixo de mim. —

Entrelace as mãos atrás das costas.

Oh! Eu sou obediente e cumpro. Ele habilmente une meus pulsos, com a minha calcinha.

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— Minha calcinha? Sr. Grey, você não tem vergonha, — eu o repreendo.

— Não quando você está em cena, Sra. Grey, mas você sabe disso. — Seu olhar é intenso e quente. Colocando as mãos na minha cintura, ele me movimenta, e com isso estou sentada um pouco mais atrás em seu colo. A água ainda escorre por seu pescoço e pelo peito. Eu quero me inclinar para frente e lamber as gotas, mas é mais complicado agora que estou presa.

Christian acaricia minhas duas coxas e escorrega suas mãos até meus joelhos. Delicadamente, ele os empurra, e ainda mais além, abrindo suas próprias pernas, segurando-me nessa posição. Seus dedos se movem para os botões da minha blusa.

— Eu acho que não precisamos disso, — ele diz. Ele começa metodicamente a se desfazer de cada botão da minha blusa molhada, sem deixar de me encarar. Seus olhos ficam mais e mais escuros, enquanto ele termina a tarefa, tendo seu próprio tempo sobre ele. Meu pulso acelera e minha respiração é superficial. Eu não posso acreditar que, ele mal me tocou, e me sinto quente, incomodada... pronta. Eu quero me contorcer. Ele deixa a blusa entreaberta e úmida, usando ambas as mãos, ele acaricia o meu rosto com os dedos, seu polegar desliza em meu lábio inferior. De repente, ele enfia o dedo em minha boca.

— Chupe, — ele ordena, com um sussurro. Eu fecho a minha boca em torno dele e faço exatamente isso. Oh... Eu gosto deste jogo. Ele tem um gosto bom. O que mais eu gostaria de chupar? Os músculos da minha barriga apertam com o pensamento. Seus lábios se abrem, quando eu raspo os dentes e mordo a almofada macia de seu polegar.

Ele geme e lentamente extrai o polegar molhado da minha boca e arrasta-o para baixo do meu queixo, pela minha garganta, sobre o meu esterno. Ele o encaixa por

dentro do bojo do meu sutiã e o arranca para baixo, liberando meu seio.

O olhar de Christian nunca deixa o meu. Ele está observando cada reação que o seu toque provoca em mim, e eu estou olhando para ele. Isto é quente. Consumidor.

Possessivo. Eu amo isso. Ele repete suas ações com a outra mão, para que os meus seios estejam livres e, delicadamente, ele 208

desliza cada polegar sobre um mamilo, circulando lentamente, provocando cada um, para que eles endureçam e distendam sob seu toque hábil. Eu tento, eu realmente tento não gozar, mas meus mamilos estão quentes e ligados a minha virilha, então eu gemo, jogo a cabeça para trás, fecho os olhos e me entrego a doce, doce tortura.

— Shh. — A voz de Christian é suave, em desacordo com a provocação, no mesmo ritmo acelerado de seus dedos perversos. — Segure, bebê, segure. — Liberando uma mama, ele chega por trás de mim e coloca sua mão ao redor da minha nuca. Inclinado para frente, ele toma meu mamilo, agora desnudo, em sua boca e lhe suga com força, enquanto seu cabelo molhado me faz cócegas. Ao mesmo tempo, seu polegar para, deslizando em meu outro mamilo excitado. Em vez disso, ele o leva entre o polegar e o indicador, puxa e torce-o suavemente.

— Ah! Christian! — Eu gemo e me arrasto para frente em seu colo.

Mas ele não para. Ele continua lento, arreliando, um prazer agonizante. E o meu corpo está queimando, quando o prazer toma um tom mais escuro.

— Christian, por favor, — eu choramingo.

— Hmm, — ele canta baixo no peito. — Eu quero que você goze assim. — Meu mamilo tem uma breve pausa, enquanto suas palavras acariciam a minha pele, e é como se ele estivesse falando para uma parte profunda e escura da minha psique, que só ele conhece. Quando ele retoma com

os dentes desta vez, o prazer é quase intolerável. Gemendo alto, eu me contorço em seu colo, tentando encontrar algum atrito precioso contra suas calças. Eu tento inutilmente me livrar de minha calcinha, morrendo de vontade de tocá-lo, mas eu estou perdida, perdida nesta sensação traiçoeira.

— Por favor, — eu sussurro, implorando, e o prazer voa através do meu corpo, do meu pescoço, direto para as minhas pernas, meus dedos do pé, apertando tudo em seu caminho.

— Você tem esses belos seios, Ana. — Ele geme. — Um dia eu vou transar com eles.

Que diabos isso significa? Abrindo os olhos, fico boquiaberta, enquanto ele se amamenta de mim, minha pele uiva sob o seu toque. Não sinto mais minha blusa encharcada, os seus cabelos molhados... nada, 209

exceto o calor. E ele queima deliciosamente quente e baixo, dentro de mim, e todo o pensamento se evapora, enquanto o meu corpo aperta e aperta...

pronto, querendo gozar... ansiando por liberação. E ele não para, provocante, puxando, me deixando louca. Eu quero... Eu quero...

— Vamos lá, — ele respira e eu gozo, em voz alta, meu orgasmo convulsiona pelo meu corpo, e quando ele para sua doce tortura e me envolve em seus braços, agarro-me a ele, deixando espirais de prazer descer pelo meu corpo, junto com o meu clímax. Quando eu abro meus olhos, ele está olhando para mim e eu descanso contra o seu peito.

— Deus, eu adoro ver você gozar, Ana. — Sua voz é cheia de admiração.

— Isso foi... — Faltam-me palavras.

— Eu sei. — Ele se inclina para frente e me beija, a mão ainda na minha nuca, segurando-me assim, dobrando a cabeça para que ele possa beijar-me profundamente com amor, com reverência.

Estou perdida em seu beijo.

Ele se afasta para tomar fôlego, seus olhos tem a cor de uma tempestade tropical.

— Agora vou foder você, duro, — ele murmura.

Puta merda. Agarrando-me ao redor da cintura, ele me levanta de suas coxas até a borda de seus joelhos e atinge com a mão direita o botão no cós da calça azul marinho. Ele corre os dedos de sua mão esquerda para cima e para baixo na minha coxa, parando no alto da minha meia, uma de cada vez. Ele está me observando atentamente. Nós estamos cara a cara e eu estou em cima, amarrada, indefesa, em meu sutiã e minha calcinha, e esse deve que ser um dos momentos mais íntimos que já tive, sentada em seu colo, olhando em seus lindos olhos cinza. Isso me faz sentir um pouco descarada, mas também tão ligada a ele, eu não fico envergonhada ou tímida. Este é Christian, meu marido, meu amante, meu arrogante megalomaníaco, meu Cinqüenta e o amor da minha vida. Ele pega seu zíper, e minha boca fica seca quando sua ereção pula livremente.

Ele sorriu.

— Você gosta? — Ele sussurra.

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— Hmm, — eu murmuro apreciativa. Ele coloca sua mão em torno de si e se move para cima e para baixo... Oh meu Deus. Eu olhava para ele através de meus cílios. Foda, ele é tão sexy.

— Você está mordendo o lábio, Sra. Grey.

— Isso é porque eu estou com fome.

— Com fome? — Sua boca se abre, surpresa, e seus olhos se arregalam uma fração.

— Hmm... — Eu concordo e lambo os lábios.

Ele me dá um sorriso enigmático e morde o lábio inferior, enquanto ele continua o ataque. Porque a visão do meu marido dar prazer a si mesmo, pode se transformar num tesão?

— Eu entendo. Você deveria ter comido o seu jantar. —

Seu tom é de zombaria e de censura, ao mesmo tempo. —

Mas talvez eu possa obrigá-la a comer. — Ele coloca as mãos na minha cintura. — Fique, — ele diz em uma voz suave, e eu sei o que ele vai fazer. Eu posso ficar sobre os meus pés, minhas pernas já não tremem.

— Ajoelhe-se.

Eu faço como ele mandou e me ajoelho no chão frio de azulejos do banheiro. Ele desliza para frente sobre o assento da cadeira.

— Beije-me, — ele pronuncia segurando sua ereção. Olho para ele, e ele corre a língua sobre os dentes superiores. É

excitante, muito excitante, ver seu desejo, seu desejo nu por mim e na minha boca. Inclinada para frente, meus olhos nos seus, beijo a ponta de sua ereção. Eu lhe vejo inalar bruscamente e cerrar os dentes. Christian acaricia o lado da minha cabeça, e eu corro minha língua sobre a ponta, saboreando a pequena pérola de orvalho na ponta. Hmm...

ele tem um gosto bom. Sua boca cai aberta, ainda mais quando ele engasga e eu ataco, puxando-o para minha boca e chupando duro.

— Ah, — O ar sibila por entre os dentes, e ele flexiona seus quadris para frente, impulsionando em minha boca.

Mas eu não paro. Embainhando meus dentes atrás de meus lábios, eu empurro para baixo e, em seguida, puxo para cima dele. Ele se move, com ambas as mãos aconchegadas plenamente em minha cabeça, enterrando os dedos no meu cabelo e, 211

lentamente, deslizando para dentro e fora da minha boca, sua respiração acelera, ficando mais duro. Eu rodo minha língua em torno de sua ponta e empurro para baixo novamente em um contraponto perfeito para ele.

— Jesus, Ana. — Ele suspira e aperto os olhos com força.

Ele se perdeu e sua resposta é inebriante para mim. Eu.

Minha deusa interior poderia iluminar o Escala, ela está tão

emocionada. E muito devagar eu puxo meus lábios de volta, por isso é apenas meus dentes.

— Ah! — Christian para de se mover. Inclinado para frente, ele me agarra e me puxa para o seu colo.

— Basta! — Ele rosna. Alcançando atrás de mim, ele liberta as minhas mãos com um puxão na minha calcinha.

Eu flexiono os pulsos e olho por baixo dos meus cílios, dentro dos escaldantes olhos que olham para mim com amor, desejo e luxúria. E eu percebo que sou eu que quero foder com ele com os sete tons de domingo. Eu o quero tanto. Eu quero vê-lo desmoronar debaixo de mim. Eu agarro sua ereção e deslizo sobre ela.

Coloco a outra mão em seu ombro, com muito cuidado e lentamente, eu me empurro em cima dele. Ele faz um ruído gutural e feroz no fundo de sua garganta e me arranca a blusa deixando-a cair ao chão. Suas mãos se movem para os meus quadris.

— Assim, — ele diz com as mãos cravadas em minha carne. — Por favor, deixe-me saborear isso. Saborear você.

Eu paro. Oh meu Deus... ele é tão gostoso dentro de mim.

Ele acaricia o meu rosto, com os olhos arregalados e selvagens, seus lábios se separaram quando ele respira. Ele se flexiona abaixo de mim e eu gemo, fechando meus olhos.

— Este é meu lugar favorito, — ele sussurra. — Dentro de você.

Dentro da minha esposa.

Oh Porra. Christian. Eu não posso segurar. Meus dedos deslizam em seu cabelo molhado, os meus lábios procuram os seus, e eu começo a me mover. Para cima e para baixo em meus dedos, saboreando-o, saboreando-me. Ele geme alto, e suas mãos estão nos meus cabelos e nas minhas costas, e sua língua invade minha boca com sofreguidão, levando tudo o que dou de bom grado. Depois de toda a nossa discussão hoje, a minha frustração com 212

 

ele, a sua comigo, ainda temos isso. Nós sempre temos isso. Eu o amo muito, e é quase irresistível. Suas mãos se movem para a minha bunda e ele me controla, movendo-me para cima e para baixo, repetidas vezes, no seu ritmo, a seu tempo, quente e escorregadio.

— Ah, — Eu gemo impotente em sua boca, enquanto eu sou levada.

— Sim. Sim, Ana, — ele sibila, e eu chovo beijos no seu rosto, queixo, mandíbula, pescoço. — Bebê, — ele respira, capturando a minha boca mais uma vez.

— Oh, Christian, eu te amo. Eu sempre te amarei. — Eu estou ofegante, querendo que ele soubesse, querendo-o para ter certeza de mim, depois da nossa batalha de vontades hoje.

Ele geme alto e me envolve em seus braços, enquanto ele culmina com um soluço triste, e é o suficiente, o suficiente para me empurrar sobre a borda do abismo mais uma vez.

Eu envolvo meus braços em volta de sua cabeça e me deixo ir, gozando com ele, e as lágrimas brotando dos meus olhos porque eu o amo tanto.

— Ei, — ele sussurra, inclinando o queixo para trás e olhando para mim com preocupação — Por que você está chorando? Eu te machuquei?

— Não, — eu murmuro para lhe tranquilizar. Ele tira o cabelo do meu rosto, enxuga uma lágrima solitária com o polegar, e ternamente beija os meus lábios. Ele ainda está dentro de mim. Ele se move, e eu estremeço quando ele sai de mim.

— O que há de errado, Ana? Diga-me.

Eu fungo.

— É só que... é só que, às vezes me assusta perceber o quanto eu te amo, — sussurro.

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Depois de um momento, ele me dá seu sorriso tímido especial, reservado para mim, eu acho.

— Você tem o mesmo efeito sobre mim, — ele sussurra, e me beija mais uma vez. Eu sorrio, e dentro de mim a minha alegria se desenrola e se estica preguiçosamente.

— Eu tenho?

Ele sorri.

— Você sabe que você tem.

— Às vezes eu sei. Não o tempo todo.

— Sinto o mesmo, Sra. Grey, — ele sussurra.

Eu sorrio e delicadamente lhe dou beijos, leves como penas, sobre o seu peito. Eu acaricio o seu cabelo do peito.

Christian acaricia meu cabelo e passa a mão nas minhas costas. Ele abre o meu sutiã e puxa a alça para baixo de um braço. Eu me movo, e ele puxa a alça para baixo, no outro braço e meu sutiã cai no chão.

— Hmm. Pele sobre pele, — ele murmura apreciando e me dobra em seus braços novamente. Ele beija meu ombro e corre o nariz até minha orelha. — Você cheira como o céu, Sra. Grey.

— Como você, Sr. Grey. — Eu lhe acaricio novamente e inalo o cheiro de Christian, que agora está misturado com o cheiro inebriante de sexo. Eu poderia ficar envolta em seus braços assim, saciada e feliz, para sempre. É só o que eu preciso depois de um dia inteiro de muito trabalho, discussões e de por uma cadela em seu devido lugar. Aqui é onde eu quero estar, e apesar de seu forte controle, sua megalomania, este é o lugar a que eu pertenço. Christian enterra seu nariz no meu cabelo e inala profundamente.

Deixo escapar um suspiro de contentamento, e sinto o seu sorriso. E nós nos sentamos, nos envolvendo um ao outro, sem dizer nada.

Eventualmente, a realidade se intromete.

— É tarde, — Christian diz, com seus dedos acariciando metodicamente minhas costas.

— Seu cabelo ainda precisa ser cortado.

Ele ri.

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— Isso é verdade, Sra. Grey. Você tem energia para terminar o trabalho que começou?

— Para você, Sr. Grey, qualquer coisa. — Eu beijo seu peito mais uma vez e com relutância, levanto.

— Não vá. — Agarrando meus quadris, ele me puxa. Então se endireita, e se desfaz da minha saia, deixando-a cair ao chão. Ele estende a sua mão para mim. Eu a pego e saio da minha saia. Agora eu estou vestida apenas com meias e cinta-liga.

— Você é uma visão muito poderosa, Sra. Grey. — Ele senta na cadeira e cruza os braços, dando-me uma avaliação completa e franca.

Eu estendo as minhas mãos e movo ao seu redor.

— Deus, eu sou um sortudo filho da puta, — ele dize com admiração.

— Sim, você é.

Ele sorri.

— Ponha a camisa e então, você pode cortar meu cabelo.

Assim, você vai me distrair, e nós nunca iremos pra cama.

Não posso evitar o sorriso. Sabendo que ele está observando cada movimento meu, deslizo até onde deixamos meus sapatos e sua camisa.

Dobrando lentamente, eu abaixo para pegar sua camisa, sinto o cheiro, humm, então visto-a.

Os olhos Christian estão arregalados. Ele está fechando a braguilha e me observa atentamente.

— É um show solo, Sra. Grey.

— Nós temos alguma tesoura? — Eu pergunto inocentemente, batendo os meus cílios.

— No meu escritório, — ele grasna.

— Eu vou procurar. — Deixo-o, entro em nosso quarto e pego meu pente da penteadeira, antes de ir para seu estúdio. Quando entro no corredor principal, percebo que a porta do escritório de Taylor está aberta. A Sra. Jones está em pé um pouco além da porta. Eu paro, enraizada no local.

Taylor está correndo os dedos pelo seu rosto e sorrindo docemente para ela. Então, ele se inclina e a beija.

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Puta merda! Taylor e Sra. Jones? Eu embasbaco de espanto, quero dizer, pensei... bem, eu meio que suspeitava. Mas, obviamente, eles estão juntos! Eu coro, sentindo-me como uma voyeur, e consigo botar os meus pés para se mover. Eu corro pelo salão e para o escritório de Christian. Acendo a luz e ando para a sua mesa. Taylor e Sra. Jones... Uau! Estou tropeçando.

Eu sempre pensei que a Sra. Jones era mais velha do que Taylor. Oh, ainda assim tão é difícil de assimilar... Abro a gaveta de cima distraidamente, quando encontro uma arma. Christian tem uma arma!

Um revólver. Puta merda! Eu não tinha ideia de que Christian possuía uma arma. Eu a pego, deslizo a trava e verifico o cilindro. Está totalmente carregada, mas é leve...

muito leve. Deve ser fibra de carbono. O

que Christian quer com uma arma? Puxa, espero que ele saiba como usá-la.

Avisos perpétuos de Ray sobre armas correm rapidamente pela minha mente. Sua formação no exército nunca foi perdida. Mas isso pode matá-la, Ana. Você precisa saber o que você está fazendo quando você está segurando uma arma de fogo. Eu coloco a arma de volta e procuro a tesoura.

Encontrando-a, rapidamente, eu disparo de volta para Christian, com minha cabeça zumbindo. Taylor e a Sra.

Jones... o revólver...

Na entrada para o salão, eu me deparo com Taylor.

— Sra. Grey, desculpe-me. — Seu rosto avermelha quando ele percebe rapidamente a minha roupa.

— Hum, Taylor, oi... um. Eu estou cortando o cabelo de Christian! — Eu deixo escapar, constrangida. Taylor está tão mortificado como eu. Ele abre a boca para dizer alguma coisa, então a fecha rapidamente e fica se põe de lado.

— Depois de você, senhora, — ele diz formalmente. Eu acho que estou da cor do meu antigo Audi, o que Christian comprava para suas submissas. Caramba. Poderia ser mais embaraçoso?

— Obrigada, — resmungo e disparo para o corredor.

Droga! Será que eu vou me acostumar com o fato de que não estamos sozinhos? Eu corro para o banheiro, sem fôlego.

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— O que há de errado? — Christian está em pé na frente do espelho, segurando meus sapatos. Todas as minhas roupas espalhadas, estão agora perfeitamente empilhadas ao lado da pia.

— Eu só fugi de Taylor.

— Oh. — Christian franze o cenho. — Vestida assim.

Oh merda!

— Isso não é culpa de Taylor.

Christian aprofunda a carranca.

— Não. Mas, ainda assim.

— Eu estou vestida.

— Pouco vestida.

— Eu não sei quem estava mais constrangido, eu ou ele.

— Tento minha técnica de distração. — Você sabia que ele e Gail estão... bem, juntos?

Christian ri.

— Sim, claro que eu sabia.

— E você nunca me contou?

— Eu pensei que você também soubesse.

— Não.

— Ana, eles são adultos. Eles vivem sob o mesmo teto.

Ambos são solteiros. Ambos se atraem.

Eu coro, sentindo-me tola por não ter notado.

— Bem, se você coloca assim... Eu apenas pensei que Gail era mais velha que Taylor.

— Ela é, mas não muito. — Ele olha para mim, perplexo.

— Alguns homens gostam de mulheres mais velhas. — Ele para abruptamente e seus olhos se arregalaram.

Continuar: parte 3 de 4