Dramaturgos, críticos e ratos: reflexões sobre o teatro em Edgar Allan Poe

Referências

 

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WILMETH, D. B. The Cambridge Guide to American Theatre. New York: Cambridge University Press, 2007.

Notes

 

1. Ratos de teatro

 

1. Inicialmente chamado de New Theatre, o Park Theatre

funcionou entre janeiro de 1798 a dezembro de 1848, tendo sido demolido após um incêndio. Mais informações a respeito dessa casa de espetáculos estão disponíveis em Wilmeth (2007, p.510).

↩

2. The Broadway Journal está disponível em:

https://catalog.hathitrust.org/Record/006062146. Acesso em: 14 jul. 2020.

↩

3. O conto foi escrito em 1844 e traduzido para português e

espanhol com os títulos “Os óculos” (Poe, 1965, p.538 e 542) e “Los anteojos”, respectivamente. Destacamos a perda de riqueza semântica na tradução do título original, pois “spectacles” significa em inglês “óculos” e igualmente “espetáculos”.

↩

 

2. O palco: apontamentos de história

 

do teatro nos Estados Unidos

 

1. Para esta cronologia sobre a história do teatro nos Estados

Unidos, baseamo-nos em Wilmeth; Bigsby, 1998, p.1; Wilmeth, 2007, p.1-8 e 531.

↩

2. “A filha de Kemble, Fanny, Tyrone Power e W. C. Macready

mantiveram a corrente de astros da representação teatral atravessando o atlântico para o Oeste. O próprio Kean visitou

os Estados Unidos uma segunda vez em 1825 e, em 1828, apresentou-se em Paris, introduzindo uma romântica força primitiva no páthos medido da Comédie Française. O espírito do Rei Lear de Kean parece ainda assombrar os desenhos a nanquim estranhamente lúgubres de Victor Hugo.” (Berthold, 2011, p.431)

↩

 

3. Politian: cenas de um drama inédito

 

1. Todos os atos se encontram disponíveis em:

https://quod.lib.umich.edu/m/moajrnl/browse.journals/sout.html. Acesso em: 14 jul. 2020.

↩

2. A esse respeito, ver as versões publicadas em Poe (1984b,

p.1373) e a versão do manuscrito, além de outras informações

disponíveis em: http://www.eapoe.org/works/editions/raopc.htm. Acesso em: 14 jul. 2020.

↩

3. A hipótese é de Mabbott (1969).

↩

4. Se observarmos as edições de dezembro de 1835 e janeiro de

1836, veremos que, em geral, elas têm entre 70 e 79 páginas e que, de fato, a ausência de Politian representaria uma lacuna nas edições.

↩

5. Cartas de Poe:

<http://etext.lib.virginia.edu/services/courses/rbs//99/rbspoe99.h

tml>. Acesso em: 4 maio 2013.

↩

6. Mais informações em

<http://www2.lib.virginia.edu/exhibits/theatre/regional_uva.html> . Acesso em: 13 maio 2013

↩

7. Os trechos citados encontram-se em Poe, 1835, p.13-16; idem,

1836, p.106-108.

↩

 

4. “Nier ce qui est, et expliquer ce qui

 

n’est pas”: a crítica e o drama nos

 

Estados Unidos

 

1. A frase é extraída do romance epistolar Júlia ou a nova Heloísa,

de Jean-Jacques Rousseau. Poe também a cita no conto “Os crimes da Rua Morgue”.

↩

2. No ano de 1844, Poe se muda para Nova York, onde contribui

com suas críticas a autores estadunidenses em jornais como o Evening Mirror (no qual, em janeiro de 1845, o poema “O corvo” será publicado pela primeira vez). Em novembro desse ano, inicia a série “Marginalia”, no Democratic Review, até o mês de dezembro. Em agosto e setembro do ano seguinte, Poe volta a publicar uma espécie de sequência da “Marginalia”, adotando porém o título “Marginal Notes”, no Godey’s Lady’s Book. Segue-se um período sem a coluna ser publicada, até que em março de 1846 volta ao título primeiro, “Marginalia”, na Graham’s Magazine. Passa à Democratic Review em abril e em julho de 1846 e por fim volta a Graham’s Magazine em novembro e dezembro de 1846. Esse é um ano conturbado na vida de Poe. O escritor sofre de problemas financeiros e de uma depressão nervosa, mas, sobretudo, sua esposa, Virginia Poe, encontrava-se debilitada pela doença que em janeiro do ano seguinte a levaria à morte. A coluna não será publicada em 1847, o que não significará, porém, ausência de produção do escritor, trabalhando sobre críticas a Nathaniel Hawthorne, sobre o poema “Ulalume” e sobre as notas de Eureka. Nos dois anos seguintes, 1848 e 1849, a coluna voltará com maior frequência, na Graham’s Magazine e no Southern Literary Messenger, até a morte do escritor, em outubro de 1849.

↩

3. Boileau dirá, em 1674, que “le vrai peut quelquefois n’être pas

vraisemblable”.

↩

4. O autor dramático Sheridan Knowles (1784-1862) trabalhou

com o ator Edmund Kean. Ver

http://www.richmond.gov/uk/home/leisure_and_culture/local_hist

ory_and_heritage/local_studies_collection/local_history_notes/e

dmund_kean_at_richmond.htm. Acesso em: 5 maio 2013.

↩

5. De acordo com Pavis (2011, p.91), o deus ex machina se trata

de uma “noção dramatúrgica que motiva o fim da peça pelo aparecimento de uma personagem inesperada”, e que apazigua todos os conflitos de uma só vez. Ver também Aristóteles, 1966.

↩

6. Ainda se encontrariam na Graham’s Magazine artigos do

escritor em 1850 e 1854, cuja autoria, entretanto, foi atribuída ao “falecido Edgar Allan Poe”. Ver:

http://www.eapoe.org/works/editions/mgm001c.htm#grahams. Acesso em: 14 jul. 2020.

↩

7. Ironicamente, trata-se de um personagem de A tempestade, de

William Shakespeare.

↩

8. Para tomar emprestada a imagem didática de Ball, 1999.

↩

 

5. Teatro e ascendência: à guisa de

 

conclusão

 

1. Lembremos também que Poe considerava a poesia uma

modalidade superior à prosa.

↩

2. A matéria “The Drama” encontra-se disponível no site da

Society of Baltimore:

http://www.eapoe.org/works/pollin/brp30201.htm. Acesso em: 14 jul. 2020.

↩

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Jéssica Cristina Jardim

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