Empreendedorismo: Dando Asas ao Espírito Empreendedor
Idalberto Chiavenato
EMPREENDEDORISMO
DANDO ASAS AO
ESPÍRITO EMPREENDEDOR
Empreendedorismo e viabilização de novas empresas Um guia efi ciente para iniciar e tocar seu próprio negócio 2ª edição
Revista e atualizada
Chiavenato_Book.indb I
Chiavenato_Book.indb I
24.04.07 10:53:51
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ISBN 978-85-02-06433-2
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À Rita,
a capacidade de em preender é aum entada
quando há alguém por perto que estim ula
e incentiva. Mais do que isso, você energiza
e im pulsiona, com o se fosse um a verdadeira
locom otiva. Quando não está à frente puxando,
você está atrás, em purrando. Meus profundos
agradecim entos à incentivadora de m inha vida.
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SOBRE O AUTOR
Idalberto Chiavenato é um dos m ais renom ados autores nacionais na área de Adm inistração de Em presas e de Recursos Hum anos. Sua extensa bibliografi a abrange m ais de 33 livros e um a infi nidade de artigos em revistas especializadas. É provavelm ente o único autor brasileiro a ostentar cerca de 17
livros publicados sobre Adm inistração e Recursos Hum anos traduzidos para a língua espanhola e adotados na m aioria das universidades latino-am ericanas, espanholas e portuguesas. É best-seller no Brasil, México, Espanha, Portugal e toda a Am érica Latina.
Doutor (PhD) e m estre (MBA) em Adm inistração de Em presas pela City University of Los Angeles, Califórnia, é pós-graduado em Adm inistração de Em presas pela FGV-EAESP (Fundação Getulio Vargas), além de graduado em Direito pela Universidade Mackenzie e em Filosofi a/Pedagogia pela Universidade de São Paulo. É conhecido consultor de em presas nacionais e um dos m ais destacados conferencistas do país.
Seu currículo profi ssional inclui posições de alta direção em em presas de grande porte. Foi professor da Escola de Adm inistração de Em presas de São Paulo da FGV e da Escola Interam ericana de Adm inistração Pública da FGV do Rio de Janeiro, bem com o de várias universidades brasileiras, além de professor honorário em universidades latino-am ericanas, espanholas e portuguesas.
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VI SOBRE O AUTOR
É doutor honoris causa pela Universidad de San Martin de Porres (1999) e pela Universidad Carlos Palm a (2000), de Lim a, Peru.
É m em bro da Academ ia Brasileira de Ciências da Adm inistração — Cáte-dra Im ortal no 48 e conselheiro do Conselho Regional de Adm inistração de São Paulo, além de Presidente do Instituto Chiavenato.
Contato com o autor:
chiavenato@editorasaraiva.com .br
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PREFÁCIO DA 1a EDIÇÃO
Para ser bem -sucedido, o em preendedor não deve apenas saber criar seu próprio em preendim ento. Deve tam bém saber gerir seu negócio para m antê-lo e sustentá-lo em um ciclo de vida prolongado e obter retornos signifi -
cativos de seus investim entos. Isso signifi ca adm inistrar, planej ar, organizar, dirigir e controlar todas as atividades relacionadas direta ou indiretam ente com o negócio.
O espírito em preendedor envolve em oção, paixão, im pulso, inovação, risco e intuição. Mas deve tam bém reservar um am plo espaço para a racionalidade. O balanceam ento entre aspectos racionais e em ocionais do negócio é indispensável. Saber fi xar m etas e obj etivos globais e localizar os m eios adequados para “chegar lá”, da m elhor m aneira possível. Isso signifi ca estratégia.
Contudo, os m eios adequados são extrem am ente diversos. O em preendedor precisa saber defi nir seu negócio, conhecer profundam ente o cliente e suas necessidades, defi nir a m issão e a visão do futuro, form ular obj etivos e estabelecer estratégias para alcançá-los, criar e consolidar sua equipe, lidar com assuntos de produção, m arketing e fi nanças, inovar e com petir em um contexto repleto de am eaças e de oportunidades. Um leque extenso. Um a corrida sem fi m . Mas extrem am ente gratifi cante.
À som bra das grandes organizações em presariais que conduzem enorm es negócios e cobrem am plos m ercados, existe um em aranhado de pequenos Chiavenato_Book.indb VII
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VIII PREFÁCIO DA 1a EDIÇÃO
nichos de negócios que precisam ser rapidam ente detectados, localizados e abocanhados por em presas de pequeno porte. Esses nichos passam despercebi-dos a essas grandes organizações, que não conseguem vislum brá-los ou localizá-los em seus horizontes grandiosos. Em um m undo carregado de m udanças e transform ações que se sucedem em velocidade crescente, ao contrário das grandes em presas — que, pelo seu enorm e tam anho e proporção, carecem de rapidez e de agilidade na tom ada de decisões e na alteração de rum os —, os pequenos negócios caracterizam -se pela enorm e fl exibilidade e facilidade nas m anobras estratégicas e na m udança rápida em seus m ercados, produtos e serviços. De fato, as pequenas em presas possuem características específi cas
— agilidade, inovação e incrível rapidez de resposta — que são invej adas pelas grandes corporações. Daí o fato de que m uitas delas procuram desdobrar-se em pequenas unidades estratégicas de negócios a fi m de aproveitar as vantagens típicas das pequenas organizações.
A cada dia que passa entra no m ercado um a im ensa variedade de pequenas e m édias em presas, dem onstrando a puj ante vitalidade da nossa econom ia.
Por outro lado, o núm ero de em presas desse porte que cerram suas portas é extrem am ente preocupante. A m ortalidade prem atura dos pequenos negócios é extrem am ente elevada. Motivos? Quase sem pre o problem a não está no m ercado nem no produto, m as na m aneira im provisada de planej ar e tocar os pequenos negócios.
Este livro foi proj etado e elaborado para ser um breviário inform ativo e com preensivo para avaliar e discutir todas as condições favoráveis para um proveitoso negócio. Para tanto, nossa principal preocupação foi utilizar um a linguagem clara, sim ples e pouco técnica, disposta em pequenos capítulos, cada qual voltado para um assunto específi co. Procuram os apresentar os principais itens necessários ao pequeno em preendedor, com o:
■ quais as decisões iniciais e básicas para com eçar seu próprio negócio ou desenvolver m ais intensam ente as suas atividades;
■ com o planej ar, organizar, conseguir fi nanciam entos, obter pessoal e, fi nalm ente, lançar o novo em preendim ento;
■ com o assegurar a viabilidade e a com petitividade do negócio em um m undo em contínua m udança e transform ação;
■ com o sustentar tanto a lucratividade a curto prazo com o o crescim ento a longo prazo.
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PREFÁCIO DA 1a EDIÇÃO IX
Se você desej a abrir seu próprio negócio, instalar sua própria em presa, em preender um a fi rm a, ganhar autonom ia e independência fi nanceira ou am pliar e expandir seus negócios atuais, nós lhe desej am os m uito boa sorte. Mas a sorte — em bora necessária — não é sufi ciente para você se sair bem nessa longa em preitada. É preciso que você tenha inform ações seguras e confi áveis para ser bem -sucedido. Esta talvez sej a a sua principal arm a, a sua vantagem com petitiva prelim inar: saber exatam ente o que fazer, quando, quanto, com o e onde. O conhecim ento, nesse caso, é o seu principal recurso inicial e a garantia do seu futuro sucesso. Boa parte das em presas j ovens não deu certo por causa da desinform ação. A m ortalidade prem atura de nossas em presas é elevadíssim a. Muita gente de talento e com petência técnica soçobrou pela insufi ciência de inform ações sobre o negócio a que se tinha dedicado com tanto afi nco e perseverança. Fazem os votos de que este livro sej a proveitoso e lhe forneça as inform ações básicas e fundam entais para o sucesso de seu negócio e para a criação de um a vantagem com petitiva sustentável e duradoura. E, novam ente, m uito boa sorte.
Idalberto Chiavenato
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SUMÁRIO
PARTE I
TOMANDO AS PRIMEIRAS DECISÕES
CAPÍTULO 1 O ESPÍRITO EMPREENDEDOR . . . . . . . . . . . . . .
3
Origens do pensam ento em preendedor . . . . . . . . . . . . .
5
Características do espírito em preendedor . . . . . . . . . . . .
7
Você vai tocar seu próprio negócio? . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Mas o que torna um negócio bem -sucedido? . . . . . . . . . 17
CAPÍTULO 2 ENTENDENDO O MUNDO DOS NEG ÓCIOS . . . . . 24
O que é um negócio? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
O dinâm ico am biente dos negócios . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
As oportunidades das pequenas em presas . . . . . . . . . . . 35
CAPÍTULO 3 FOCALIZANDO O NOVO NEG ÓCIO . . . . . . . . . . 40
O que é um a em presa? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Tipos de em presa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
Tam anho das em presas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Microem presas e suas vantagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
Com o escolher o negócio adequado . . . . . . . . . . . . . . . . 50
As oportunidades de negócio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
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XII EMPREENDEDORISMO – DANDO ASAS AO ESPÍRITO EMPREENDEDOR
PARTE II
PROVIDÊNCIAS INICIAIS
CAPÍTULO 4 O Q UE FAZER? POR ONDE COMEÇAR? . . . . . . . 65
Identifi cando oportunidades de negócios . . . . . . . . . . . . 65
Reunindo forças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
Qual é o negócio? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
Qual é o m ercado? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
Qual é o produto/serviço? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
Qual é o m elhor cam inho? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
A viabilidade fi nanceira do negócio . . . . . . . . . . . . . . . . . 80
Com o defi nir o investim ento inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
Quais as potencialidades e os riscos do negócio . . . . . . . 86
Com o otim izar as suas chances de sucesso . . . . . . . . . . . . 90
CAPÍTULO 5 Q UEM SERÃO OS MEUS ALIADOS? . . . . . . . . . 93
Pessoa física ou pessoa j urídica? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
A constituição j urídica da em presa . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
Quais as espécies de sociedades em presárias? . . . . . . . . . 101
Outros tipos de associações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108
CAPÍTULO 6 Q UAIS SÃO OS PASSOS INICIAIS? . . . . . . . . . . . 121
A preparação inicial: equipe, produção,
m arketing e fi nanças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122
O que oferecer ao cliente? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126
A busca pela vantagem com petitiva . . . . . . . . . . . . . . . . . 127
PARTE III
PLANEJANDO O VÔO
CAPÍTULO 7 O PLANO DE NEG ÓCIO . . . . . . . . . . . . . . . . . 131
A necessidade de um plano de negócio . . . . . . . . . . . . . . 132
Pondo as cartas na m esa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134
Com o elaborar o plano de negócio . . . . . . . . . . . . . . . . . 135
Utilidades do plano de negócio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140
CAPÍTULO 8 DEFININDO MISSÃO, VISÃO, VALORES,
OBJETIVOS E ESTRATÉG IA . . . . . . . . . . . . . . . . 141
Defi nindo a m issão do negócio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142
Defi nindo a visão de futuro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 146
Defi nindo os obj etivos globais do negócio . . . . . . . . . . . 148
Defi nindo a estratégia do negócio . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153
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SUMÁRIO XIII
PARTE IV
G ERENCIANDO OS RECURSOS EMPRESARIAIS
CAPÍTULO 9 G ERENCIANDO A EQ UIPE . . . . . . . . . . . . . . . . 161
A em presa com o um sistem a sociotécnico . . . . . . . . . . . . 163
A adm inistração participativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166
O empowerment . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169
Com o liderar e m otivar um a equipe dinâm ica . . . . . . . . 172
CAPÍTULO 10 G ERENCIANDO A PRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . 177
Proj etando a localização e a área de trabalho. . . . . . . . . 178
Com o planej ar e program ar a produção . . . . . . . . . . . . . 184
Arm azenam ento e rotação de estoques . . . . . . . . . . . . . 187
Com pras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 192
O processo operacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 196
CAPÍTULO 11 G ERENCIANDO O MARKETING . . . . . . . . . . . . 201
Marketing . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 201
Identifi cando o cliente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205
Previsão de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 213
Propaganda: a alm a do negócio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 215
O atendim ento e foco no cliente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 216
Foco no foco do cliente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 219
A internet com o ferram enta de m arketing . . . . . . . . . . . 219
Negócios on-line . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221
CAPÍTULO 12 G ERENCIANDO AS FINANÇAS . . . . . . . . . . . . 223
Indicadores de desem penho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 223
Com o gerenciar as fi nanças. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 224
Fontes de fi nanciam ento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 228
Capital de giro da em presa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 234
Fluxo de caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 237
Ativos circulantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 245
Com o entender as dem onstrações fi nanceiras . . . . . . . . 252
Indicadores de desem penho do negócio . . . . . . . . . . . . . 256
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XIV EMPREENDEDORISMO – DANDO ASAS AO ESPÍRITO EMPREENDEDOR