Ensaios: subjetividade, saúde mental, sociedade
Registro histórico
No Hospício Nacional: (uma visita a
secção das creanças)*
Lembro-me bem da vez primeira em que me aproximei do Hospício Nacional de Alienados...
Ha uns vinte e um annos, – éramos pouco mais do que cinco creanças, – estávamos cinco rapazes, em torno de uma meza de restaurante, conversando, depois de uma ceia romântica. Romântica, pela idade dos convivas, e pelo thema da conversa desvairada e ultra-mil-oitocentos-e-trinta, em que nos empenháramos. Cada um de nós, n'aquelle tempo, tinha dentro de si a alma agitada de um Jacques Rolla... Todos nós sonhávamos e pedíamos aos deuses aventuras longas e terríveis; e, aos dezoito annos, já sentíamos a necessidade de andar dizendo em prosa e verso que a vida era um fardo pesado demais para os nossos hombros de velhos, e andávamos por peregrinações á Child Harold, atravez de todos os continentes do globo, e atravez de todas as dores da humanidade... Ao terminar a ceia, quando sahiamos, um de nós, o mais exaltado, lembrou:"Como seria bello, agora, um passeio á praia da Saudade! Oh! ver o hospício, sob este luar... ". O romantismo de todos aceitou e applaudiu logo a idéia. E abalamos para lá, a pé, pela cidade deserta e pela noite clara, atravessando o luar divino, que atirava sobre as calçadas uma toalha de neve luminosa...
Na praia da Saudade, em frente ao Hospício, paramos... E um de nós, – excesso de romantismo! – soltou um grito violento, um grito de louco, que se foi perder, depois de reboar pelas serras visinhas, no seio da noite esplendida.
Lembro-me ainda, como se tudo isto se tivesse passado hontem, do terror que então começou a apertar-me o coração. O Hospicio, branco e sinistro, levantava-se cercado da indizivel melancolia e do indefinivel mysterio que o luar costuma emprestar ás cousas e aos logares... Cada arvore da visinhança bracejava á luz fantástica, como um fantasma. Por traz de nós, o mar vozeava, rouco e lamentoso, n'uma melópea arrastada. E, respondendo ao grito sacrilego do bohemio, respondeu, sahindo de dentro do Hospicio, um outro grito medonho, – um grito lancinante, de fera, entrecortado, gargalhado, horripilante... E logo, outros gritos iguaes começaram a retalhar o ar... Adormecida embora, áquella hora mansa da noite, a Casa do Soffrimento vivia, povoada de sonhos allucinados...
E fugimos d'alli, correndo, com os cabellos eriçados, e com a alma cheia de horror...
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Depois d'essa noite de maluquice romântica, voltei varias vezes á triste Casa, e visitei-a toda, em differentes epochas. E nunca até agora, tivera outra impressão, que não a d'aquelle mesmo horror e a d'aquella mesma dolorosa angustia. Ainda ultimamente, quando a attenção publica se fixou sobre o hospicio, despertada por artigos alarmantes da imprensa, – artigos que tiveram como resultado a radical transformação, e a rehabilitação material e moral do velho estabelecimento, – fui de novo percorrer a Casa da Loucura, em que tudo respirava miséria e abandono; e voltei, mais uma vez, d'essa visita, como voltaria de uma visita ao inferno: ao sahir, vinham-me á memória os verosos desafogados e luminosos, em que se descreve na "Divina Comedia" o termo da peregrinação de Dante e Virgílio pelos círculos malditos:
"Salimmo su, ei primo edio secondo,
Tanto ch'io vidi delle cose belle,
Che porta 'briel, per un pertugio tondo:
E quindi uscimmo a riveder le stelle..."
A casa era suja e sombria; as enfermarias acanhadas e escuras; os loucos dormiam, ao acaso, atirados pelo chão; as roupas eram velhas e esfarrapadas; a comida era péssima, e o tratamento médico, se não já era o mesmo quando o grande Pinei, em 1792, foi encontrar praticado nos hospícios francezes, era ainda uma barbara e retrograda mistura de inepcia e brutalidade: quarto-forte, duchas e camisa-de-força...
Hoje, o Hospício Nacional é um palácio. O Ministério do Interior acaba de gastar alli dentro sommas consideráveis, – e nunca o dinheiro publico foi tão bem empigado. O que era uma gehenna infecta e maldita, só geradora de asco e terror, – um logar de destino e suplício, povoado d'aquelles mesmos gritos allucinados e terríveis, que ha vinte e um annos, me haviam apavorado e martyrisado, – é hoje um asylo calmo e piedoso, em que a brandura substituiu a violência, e em que os orphãos da razão, tutelados pelo Estado, são tratados como homens, apenas mais infelizes do que os outros homens, mas tão dignos de carinho e de respeito como todos elles. Hoje, no Hospício, os enfermos, – sem excepção, tanto os abastados, como os pobres, – bem alimentados, bem alojados, bem vestidos, estão entregues aos cuidados de médicos moços, ambiciosos de um justo renome de gloria, estudando sempre, procurando sempre augmentar o seu capital de saber e experiência, – e dispostos a provar á luz da evidencia que não é com a brutalidade da camisa-de-força, da pancada e do quarto forte, que se pode restituir o raciocínio ao cerebro perturbado de um louco... Hoje, no Hospício Nacional, quando os visitantes perguntam: "Onde estão os loucos furiosos?", os médicos respondem, com um sorriso de triumpho: "não ha!...".
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Não foi, porém, o desejo de verificar em conjuncto todos os melhoramentos recentemente introduzidos no Hospício o que me levou, ha poucos dias a visitar de novo esse grande estabelecimento. Impellia-me uma curiosidade especial, – a de ver a secção de creanças, serviço novo, inaugurado ha pouco, e confiado a um medico a quem me ligam vinte annos de amizade, e que teria um dos nomes mais populares do Brasil, se o estudo o não tivesse mantido longos anos na solidão de um logarejo affastado, e se o trabalho e a pouca vontade de apparecer o não mantivessem actualmente n'aquelle posto humilde e sagrado de medico e educador de creanças infelizes.
Não ha talvez problema tão capaz como este de apaixonar um homem de sciencia e de coração tomar um cerebro creança, já empolgado pela loucura, e procurar accender na sua treva a luz do raciocínio, despertando as suas cellulas do torpor em que jazem, cultivando-as, excitando-as, insufflando-lhes vida, revolvendo e adubando esse terreno maninho, e acompanhando depois o difficil desabrochar e o lento crescer das idéias que n'elle nascem, n'elle germinam, n'elle se desenvolvem e expandem, como uma mysteriosa e caprichosa vegetação moral...
Antigamente, as creanças idiotas asyladas no Hospicio viviam, n'uma sala apenas aumentada, de rojo no chão, gritando e gargalhando, sem ensino, como animaes malfazejos ou repulsivos. Eram asyladas e alimentadas – e cifrava-se nisso toda a assistência que lhes dava o Estado. Aquillo era para ellas o limbo sem esperança. Uma vez entradas alli, como creaturas incuráveis, alli ficavam crescendo ao acaso, condennadas ao idiotismo perpetuo, ou votadas em futuro próximo ou remoto á loucura furiosa, á demência, á paralysia geral, e a morte. Inúteis a si mesmas e inúteis a sociedade, os pequeninos idiotas assim ficavam, como o rebutalho maldito da vida, flores gangrenadas logo ao nascer, sem promessa de melhor sorte...
Hoje, ninguém lhes assegura a salvação completa, a completa e milagrosa cura, – porque a Sciencia, ai de nos! ainda e para isso impotente e fallaz. Mas ja não ha alli um bando de animaes inúteis ou nocivos: d'aquella animalidade inconsciente e grosseira, a sciencia e o carinho procuram tirar uma humanidade, incompleta e rudimentar, mas, em todo o caso, humanidade, com algum sentimento e algum pensamento. E, qum sabe?... nunca se deve desesperar do resultado do trabalho intelligente e piedoso; d'alli sahirão, talvez, homens perfeitos e equilibrados, creados artificialmente n'aquella officina de rehabilitação humana.
O processo, adoptado no Hospicio para o tratamento e a educação das creanças alienadas, é o processo de Seguin, modificado e aperfeiçoado por Bourneville; e chama-se "Bourneville", o pavilhão, em que o Dr. Fernandes Figueira dedica todo o seu tempo e toda a sua bondade a essa tarefa sagrada de remediar os erros da Natureza, despertando a intelligencia adormecida dos seus pequenos pensionistas, – e, á maneira de um esculptor de almas, amassando, modelando, afeiçoando cerebros inertes, até animal-os de vida pensante.
Ha no pavilhão Bourneville duas grandes salas, uma para os meninos e outra para as meninas, uma outra sala em que está installada a escola, e um jardim.
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O processo é de uma simplicidade clara e radiante: o que caracteriza o idiota, é principalmente, a falta de attenção, que impossibilita a coordenação das sensações e das idéias. N'aquelles cerebros toda a percepção é vaga, incoherente, hesitante. Alli, a intelligencia é como uma ave tonta, que abre as azas, paira no espaço, procura em vão onde poisar, vae e vem, voa e revoa sem rumo certo, e cae afinal exhausta, sem ter aproveitado o esforço, e de algum modo fatigada de nada haver feito. A primeira conquista, que se deve tentar na educação de um idiota, é a da revelação dos sentidos. É preciso obrigar suavemente a creança doente a saber que possue sentidos, para depois educal-os. Algumas, as mais atrazadas, nem sabem ouvir; outras não sabem ver; estas não possuem tacto, aquellas não possuem olfacto; algumas ingerem indifferentemente quassia ou assucar, sal amargo ou mel, sem distinguir um gosto de outro. Para corrigir essa inconsciencia quasi absoluta, é preciso tentar a resurreição lenta dos sentidos annulados pelo idiotismo: e sómente um maravilhoso trabalho de paciencia, de pertinencia e de doçura póde realisar esse milagre. Para desenvolver o corpo do doentinho, e ensinar-lhe a locomoção, ha uma serie de apparelhos de combinação engenhosa. Primeiro, o enfermo aprende a andar, a coordenar os movimentos das pernas, em carrinhos, com pontos de apoio para a axilla, perfeitamente iguaes aos que se usam para amparar os primeiros passos das creanças de um anno; depois, é preciso tirar-lhe o medo do movimento, e prevenir-lhe as vertigens, – e essa educação é gradual, indo do emprego das escadas simples e das barras parallelas, até o do ascensor mecânico dos balanços e de outros apparelhos de gymnastica.
Em seguida, o médico (antes professor do que medico) passa á instrucção do tacto, por meio da sensação da agua fria e quente, e do maneio de superficies asperas ou polidas, lixa, seda, veIludo, objectos chatos; esphericos, cubicos, cylindricos. E vem depois a educação do ouvido e da vista, por meio de tympanos de varios timbres e de pedaços de tecidos de varias cores.
Ao completar esse curso elementar, já o pequeno enfermo não é uma creatura miserável, apenas animada de vida vegetativa: já galgou um degraó na escola intellectual, já tem mais ou menos a consciencia da vida, a percepção do mundo exterior.
Agora, já elle póde aprender a ser util a si mesmo: aprende a comer, a segurar a colher, a leval-a á boca e aprende a vestir-se. Este ponto especial de educação é interessantíssimo; não se póde imaginar o que é necessário empregar de longo e paciente esforço, para obter que a creança doente execute esta operação, para nós tão simples, de abotoar qualquer peça do vestuário. A mão inexperiente tacteia longo tempo, apprehende a fórma do botão e a fórma da abertura da casa, adianta-se, recúa, desiste da empreza, volta ao trabalho, porfia, até que, depois de innumeraveis lições e de incontáveis tentativas, consegue levar a cabo o feito que parecia impossível.
Todo esse ensino é dado na ampla sala, banhada de luz viva, varrida de ar puro, ou no jardim. No jardim, todos os canteiros, esmaltados de flores, tem uma fórma geométrica: ha taboleiros em fórma de circulo, de triangulo, de rectangulo, de losango; de modo que, ainda correndo e brincando, as creanças estão educando a vista e a intelligencia.
E é sómente depois d'esse longo curso preparatório, que o enfermo vae aprender a ler, com o auxilio de grossas lettras de madeira e de grandes mappas muraes.
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Na secção das meninas, ha ainda a aula de costura. Algumas já cosem bem. Outras, ainda no alvorecer da intelligencia, apenas sabem pegar na agulha; outras, mais doentes, nada sabem fazer, e passam todo o dia a dormir, ou a cantarolar, ou a chorar; uma d'ellas, em extase, fica horas inteiras a mirar uma boneca que o medico lhe deu, – e já tem uma expressão de feminina ternura na triste face de creança invalida... E todas ellas alli vivem, sob o olhar vigilante e meigo de "tia Anna", uma velha cabocla, que é a verdadeira mãe de todas.
A historia d'essa boa mulher é simples e commovedora. "Tia Anna entrou alli, enferma, ha muitos anos: mas nunca a enfermidade lhe alterou a sobrehumana bondade; e, em breve, quando lhe confiaram as creanças, ella começou a amal-as, a tratal-as como filhas, dando-lhes todos os cuidados, e pondo n'esses cuidados toda a intelligencia de que é capaz o seu pobre cerebro doente. As meninas tem hoje enfermeiras sollicitas e instruídas, verdadeiras perceptoras, que as zelam e educam: mas a sua enfermeira predilecta, a sua querida e preferida perceptora, ficou sendo a boa velha cabocla, a meiga mulher, que não sabe ler nem escrever, que é doente como ellas, que as entende bem, e cujo coração possue uma sciencia especial, toda feita de bondade e de ternura... Ultimamente, o director comunicou a "tia Anna" que lhe ia mandar abonar uma pequena gratificação mensal, para recompensar o seu trabalho... Mas "tia Anna" nem quiz ouvir o resto da phrase; teve uma revolta instinctiva, offendeu-se, predistou, e, na sua meia-lingua confusa, perguntou: – "desde quando as mães recebem paga pelo carinho com que tratam as filhas?!..."
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Imagina-se naturalmente, que uma hora passada entre essas creanças infelizes deve ser uma hora de tortura moral, de acerbo sofrimento. É um engano. O methodo curativo, que alli se aplica, e cujas bases esenciaes são a paciencia e a bondade, tem um largo alcance, e dá tão maravilhosos e beneficos resultados, – que o visitante, chega a perder, por vezes, a consciencia do logar em que está.
A impressão geral não é de tristezza: é antes de repusado consolo. Alli, a paciencia e a bondade tem uma acção sedativa, que se procura delatar e auxiliar por todos os meios.
Uma vez por dia, os serventes trazem a sola principal do "Pavilhão Bourneville", um grande phonographo. A chegada do apparelho é saudada por uma explosão de alegria. Quando soam as primeiras notas da musica, toda a criançada, como obedecendo a um impulso irresistível, dança e pula, n'uma sarabanda jovial. Depois, todos os pequenos socégam, formam um circulo em torno do phonographo, e assim ficam horas inteiras, immoveis, embevecidos, transportados, alheiados de tudo, embalados pela melodia... É um extase, que só termina, quando a voz do apparelho definha e morre, n'uma ultima nota arrastada. E nem só n'esse amor do phonographo se manifesta a influencia que a musica exerce sobre os nervos d'aquellas creaturas innocentes. Quasi todos os asylados cantam e dançam freqüentemente: e alguns d'elles preferem a todos os brinquedos essas pequenas gaitas de sopro, que custam um nickel, e valem aos seus olhos um verdadeiro thesouro. A musica, arte primitiva, é o encanto d'aquellas almas também primitivas...
As creanças que já fallam bem, as que já ganharam com a educação entendimento e raciocínio, dão ao médico o nome de pae. Quando elle chega, há um reboliço... E aquillo não parece, realmente, uma sala de hospital, mas uma sala de escola, onde o professor é ao mesmo tempo mestre e pae...
Em algumas, até se nota um como orgulho de raciocinar e pensar, e a satisfação de comprehender o que se lhes diz e o que se lhes ensina. Quando se lhes pede que mostrem um A, ou um D, ou um V – é de ver o ar de triumpho como que vão buscar e levantam sorrindo a lettra perdida. E, entre esses pequenos, alguns há que, ha pouco tempo, não possuíam tacto, nem coordenação de movimentos, e não distinguiam a cor vermelha da cor azul; nem o gosto amargo do gosto assucarado. Poucas lições e muita brandura bastaram para despertar essas intelligencias que dormiam.
São os milagres da Ternura...
E não é de espantar que ella opere esses milagres no tratamento das creanças, quando também os opera no dos adultos, no dos loucos incuráveis. Quando sahi da secção das creanças, o Dr. Afranio Peixoto, director interino do Hospício, levou-me a uma das enfermarias dos "furiosos". Dois vigilantes, passeiando ao longo da sala, bastam para conter esses "furiosos", para os quaes só se conhecia antigamente, como remédio efficaz, a camisa-de-força. Deitados calmamente, com todo o corpo em completa liberdade, elles nem se agitam: uns dormem, outros jazem com os olhos abertos – mas todos repousam tranquillos.
– Então, são estes os "furiosos"?perguntei.
– São estes. Assim que um doente começa a dar mostras de agitação mais forte, os enfermeiros deitam-n'o. E alguns minutos de repouso bastam para conjurar a crise.
– Mas, então, o emprego da camisa-de-força era um crime!
– Nã o era um crime; era uma tradição perniciosa, uma herança dos séculos passados...a camisa-de-força só servia para irritar e exacerbar o enfermo e mantel-o na agitação.
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D'esta vez, ao transpor o portão do Hospicio, já me não vieram á lembrança os versos de Dante... Não era de um logar de supplicios que eu sahia, mas de um Sanatorium, de um laboratório de regeneração intellectual e moral.
E, olhando o mar, e as serras, e o céo, e a imensa fachada branca do edifício, estendida ao longo da praia, – cotejei a impressão que me dominava agora com a que me dominou ha mais de vinte annos, n'aquelle mesmo sitio, n'uma noite de exaltado romantismo, e com a que sempre me dominára ao sahir das minhas anteriores visitas á casa dos loucos...
Agora, a Maremma está saneada, - e ha alli dentro homens que curam e salvam outros homens, em vez de haver, como outr'ora, homens guardando e martyrisando féras...
Olavo Bilac
Rio, 15-2-1905
* Relato da visita que Olavo Bilac, a convite de Fernandes Figueira e Afrânio Peixoto, fez ao Pavilhão Bourneville – a seção de crianças –, do Hospício Nacional de Alienados, em 1905.
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