
Expansão e mudanças tecnológicas no agronegócio canavieiro: impactos na estrutura fundiária e na ocupação agropecuária no estado de São Paulo
Baccarin começa pela Revolta de Guariba, em maio de 1984: o corte manual da cana passara de cinco para sete ruas, o eito foi de seis para nove metros e, em poucos dias, nenhum caminhão de turma saiu para a cana. A “sete ruas” caiu na negociação; o pagamento por metro, em vez de por tonelada, não veio. A partir daí vem a passagem do colono, que morava na fazenda de café e plantava seus gêneros, ao volante, morador da cidade e pago só em dinheiro. Os capítulos seguintes leem os censos do IBGE de 1920 a 2006 e medem o avanço do canavial sobre a pastagem depois do Proálcool: na região de Ribeirão Preto, entre 1975 e 1980, cerca de 210 mil hectares de pasto a menos e quase 200 mil de cana a mais. O último acompanha, com dados do Ministério do Trabalho, a dispensa dos canavieiros entre 2007 e 2014, o prazo que o Protocolo Agroambiental com a Unica dera à queimada em área mecanizável.
