Incidente em Roswell
Parece evidente que informações incompletas como as…
Parece evidente que informações incompletas como as acima vieram de médicos que temiam falar demais, ou de auxiliares de laboratório que não possuíam informação suficiente para proporcionar um quadro completo. (Característica quase incompreensível numa raça altamente avançada do ponto de vista tecnológico seriam os quatro dedos e nenhum polegar, já que esse dedo preênsil é basicamente a principal vantagem física do homem sobre os animais - a menos, é
claro, que o primeiro dos quatro dedos fosse suficientemente longo e flexível para fazer às vezes do polegar.) Contudo, a própria descrição da mão talvez represente uma lembrança imperfeita de algum assistente de laboratório que viu os longos dedos dobrados sobre o polegar e contou apenas quatro. Esta é uma explicação possível para a aparente discrepância entre a informação de Stringfield e a descrição que fez von Poppen dos alienígenas. É interessante observar que os seres retratados a bordo dos OVNI’s no filme Contatos Imediatos de Terceiro Grau lembram muito a descrição geral compilada pelo pesquisador Stringfield. Não se trata, provavelmente, de um exemplo da "arte imitando a natureza", e sim do fato de que o Dr. J. Allen Hynek, astrônomo da Universidade Northwestern, diretor do Centro de Estudos de OVNI’s e um dos consultores do filme, teve acesso a vários relatórios referentes às supostas características de alguns exemplares extraterrenos.
Além disso, as subseqüentes notícias furtivas, oriundas de esferas de alta segurança, sobre a presença e descrição dos corpos dos ocupantes dos discos enquanto estes eram transportados de uma base militar a outra pelo país afora, embora divirjam em algumas características, proporcionam ainda assim uma imagem bastante consistente para ser considerada razoavelmente corroborativa. Embora seja questionável a validade das diversas descrições, devese admitir que as características de cabeça grande, ausência de cabelos, deterioração muscular, alongamento dos braços, perda de estatura, etc. podem ser consideradas uma perceptiva antevisão da nossa aparência em futuro distante, o ponto do qual devem ter se originado os "alienígenas".
Parece improvável que as mesmas histórias viessem à tona em locais sem aparente relação uns com os outros, exceto pela "viagem para a morte" da estranha tripulação.
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Falhas no Ocultamento
APESAR dos esforços da FAA, e mais tarde do governo, para manter toda a questão (e a pesquisa referente à nave e à tripulação) sob classificação de alta segurança, boatos continuaram a vir à tona através dos anos, oriundos às vezes da Base Aérea de Edwards, às vezes do Pentágono, ou de Langley, Virgínia (sede da CIA). Alguns desses boatos provinham do pessoal da segurança transferido para outras tarefas, ou que se aposentara, tendendo, portanto, a considerar a questão com um misto de nostalgia e permissividade. Os boatos às vezes corroboram e às vezes acrescentam novo material. Quase desde a época do primeiro incidente houve a expectativa constante de que a revelação dos misteriosos acontecimentos de Roswell seria feita em período de tempo relativamente breve. Norman Bean, de Miami, Flórida, engenheiro eletrônico, inventor e conferencista especialista em OVNI’s, recorda um incidente ocorrido em meados da década de 50. Após uma conferência, conversou com um oficial reformado da Força Aérea, um certo Coronel Lake, que o informou de que um seu amigo conversara longamente com um médico de Dayton, Ohio, acerca das autópsias da tripulação do disco voador, das quais participara. Segundo o Coronel Lake, os órgãos internos eram semelhantes aos dos seres humanos, exatamente "como os das galinhas e das pessoas". O Coronel Lake, cônscio das imposições da segurança, disse que já
podia falar no assunto de maneira geral porque "tudo isso virá a público dentro de alguns meses".
Nada foi oficialmente divulgado, é claro. Contudo, numerosas revelações de baixo escalão continuam vindo à tona, contraditórias às vezes, mas em geral congruentes. Tais revelações provêm em geral da guarda militar, do pessoal envolvido no transporte dos corpos, de médicos, ou de assistentes de autópsias, escriturários e às vezes indivíduos não relacionados com o projeto, mas que tropeçam por acaso no segredo, já não tão secreto.
Um encontro casual num trem revelou alguns detalhes específicos um tanto em desacordo com outras descrições sobre os alienígenas. Bill Devlin, empregado de uma companhia de consertos de rádio e televisão, em viagem para Washington na primavera de 1952, vindo de Filadélfia, encontrou um lugar vago junto a um soldado que lia um jornal daquela cidade. Interessou-se particularmente por um artigo que o soldado lia a respeito da onda de OVNI’s que assolava a Main Line de Filadélfia. Notando o interesse de Devlin, que espiava por cima do seu ombro, o outro disse: "Este artigo... eu seria capaz de contar muito mais a respeito, se estiver interessado." Quando Devlin afirmou-lhe o seu extremo interesse, o soldado lhe disse que era um dos três motoristas que haviam transportado os restos de um disco voador de Aztec, Novo México, para Forte Riley, Kansas, num comboio de três caminhões. No decorrer da operação, o soldado vira os corpos e observara que eram muito pequenos, todos vestidos com roupas justas e elásticas; tinham feições humanas (inclusive dentes) e pele amarelada, com uma leve "penugem", como um pêssego. Aparentemente, havia homens e mulheres, já que uma das figuras
"tinha relevos nos lugares certos". Julgava ter contado "cerca de dezesseis pequenos corpos", mas ignorava quantos eram na verdade. Embora este relato pareça à primeira vista menos confiável, pode ser na verdade inteiramente correto, embora sejamos infelizmente forçados a nos basear também em boatos como a melhor fonte de comprovação. Neste caso, um boato de queda de disco voador, que circulara sem alteração apreciável desde o início de 1950, dizia que uma pequena parcela dos destroços, juntamente com alguns dos corpos, fora transferida por comboio de caminhões de Muroc para o Campo Wright, cerca de um ano após o desastre. Segundo a história, o transporte realizou-se com três equipes de motoristas e escoltas, cada uma responsável pela transferência apenas em parte da distância, antes de entregar os veículos ao próximo grupo em ponto predeterminado. Nenhuma das equipes sabia especificamente o que transportava.
Se o boato era exato, várias outras peças aparentemente incompreensíveis começam a se ajustar. No final da década de 40, antes do advento das vias expressas interestaduais e dos caminhões de alta potência, era provável que as pessoas responsáveis pela logística de tal operação escolhessem uma estrada do sul para evitar os trechos mais elevados das Montanhas Rochosas, traçando então uma rota gradual para o nordeste e atravessando as Grandes Planícies até Ohio. Seriam os pontos de encontro ao longo do caminho: Aztec, Novo México, Forte Riley, Kansas e Godman Field, Kentucky? Os quatro pontos (inclusive Muroc) eram, com certeza, eqüidistantes, e na década de 40 teriam a vantagem de se localizar ao longo de estradas bastante afastadas, o que evitava atrair indevida atenção. O trecho final da viagem, de Godman até o Campo Wright, seria facilmente realizado com uma equipe especial do próprio Campo.
Outra vantagem de tal conjetura é que ela oferece uma possível explicação de como Frank Scully, em seu mal pesquisado livro de 1950, Por Trás dos Discos Voadores, concluiu erroneamente que Aztec, Novo México, fora o local do acidente. Claro que a história não termina aí.
Mais rumores surgiram em Fort Riley. Ali um guarda de sentinela assistiu a entrega, num prédio que fora encarregado de guardar, de vários caixotes de madeira, contendo figuras envoltas em lençóis aparentemente cobertos de gelo seco. As figuras pareciam ter cerca de um metro e vinte de altura. Enquanto ele estava de guarda entrou um general com outros oficiais e, segundo a sentinela, ao sair disselhe: "Atire em qualquer pessoa (não-autorizada) que tentar entrar aqui." A sentinela não sabia que corpos eram aqueles, porém mais tarde, no alojamento, ouviu dizer que eram a tripulação de um disco voador tombado no Novo México.
Houve uma variedade de notícias oriundas da Base Aérea de Edwards, todas apócrifas, mas insistentes. É interessante observar, como sinal da eficiência dos regulamentos de segurança, que dois dos informantes foram irredutíveis, não só negando a citação de seus nomes, como em que fosse sequer mencionada a Base Aérea de Edwards, para que sua conexão com a força de segurança não lhes revelasse a identidade. Um guarda confidenciou a um parente, e mais tarde ao autor, que os corpos guardados em Edwards haviam sido separados, alguns conservados "em gelo" e outros enviados a Washington para novas dissecções. Um agente da CID (Criminal Investigation Division, Divisão de Investigação Criminal), ao falar de um "OVNI avariado, conservado em Edwards", mencionou que uma equipe especial de pesquisa técnica estudara o artefato durante meses, mas fora incapaz de cortar o metal para fins de exame e identificação molecular ou atômica.
Uma notícia de "fonte bem-informada" sobre o que talvez tenha sido a última parada do "disco voador", a sede da CIA, em Langley, Virgínia, indica que o disco destroçado continua ali e que a "IBM está
trabalhando nele e não consegue descobrir como funciona". No que respeita à construção, parece ser do sistema macho-e-fêmea, de preferência ao de rebites e soldas.
Outra notícia mais minuciosa da presença do disco na Base Aérea de Wright-Patterson vem de uma funcionária civil da base, através de Charles Wilhelm, investigador de OVNI e contato de Len Stringfield. Antiga funcionária da base, a Sra. Norma Gardner, aposentada por motivo de saúde em 1959, morava sozinha em Prince HilI, Cincinnatti. Charles Wilhelm, então adolescente, trabalhava para ela em pequenos serviços avulsos de manutenção e reparo, e durante este relacionamento falou-lhe acerca do seu interesse pelos OVNI’s, que logo percebeu ser partilhado pela Sra. Gardner.
Quando o estado de saúde dela se agravou, Wilhelm continuou a visitá-Ia. Numa dessas visitas, segundo contou, ela transmitiu informes surpreendentes, revelando os seus conhecimentos acerca dos OVNI’s e dos corpos dos alienígenas existentes na base. Contou que enquanto trabalhava em Wright-Patterson, em 1955, fora designada para um posto que incluía a catalogação de todo o material relacionado com OVNI’s. Foi liberada para lidar com material de alta segurança, e no decurso de suas obrigações processou mais de 1.000 itens, inclusive partes do interior de um disco voador que fora levado há algum tempo para a base aérea. Todos os itens haviam sido cuidadosamente fotografados e classificados. Em 1955, visitou um hangar na zona proibida e viu duas naves em forma de disco, uma aparentemente intacta e a outra danificada.
A certa altura de sua missão, contou ela, assistira ao transporte, em maca, de dois humanóides, de uma sala para outra. Não só viu os corpos como manejou pessoalmente a papelada referente às autópsias. Esses corpos, conservados em uma espécie de solução química, tinham entre um metro e vinte e um metro e cinqüenta de altura, feições em geral humanas, exceto no detalhe de que a cabeça era grande em relação ao corpo, e os olhos, oblíquos. Ela não sabia se os corpos provinham de desastre recente ou se estavam na base há algum tempo, recolhidos em acidente anterior.
A Sra. Gardner contou a Wilhelm suas experiências quando estava de cama, vítima de câncer. Convicta de que não se recuperaria, aparentemente viu sob outra luz os regulamentos de segurança e observou, dramática: "Tio Sam não pode fazer nada contra mim, já
que estou com o pé na sepultura.”
Entre os boatos mais espantosos referentes ao disco destroçado há um que sugere ter sido o objeto atraído por ação da Força Aérea, talvez acidentalmente, por interferência de radar na tecnologia operacional do disco.
Esta hipótese, porém, parece negada pelas muitas notícias de casos em que um contato de radar com OVNI não conseguiu modificar o plano de vôo da nave e/ou sua aflitiva capacidade para simplesmente desaparecer, como se passasse rápido a outra dimensão onde o radar não poderia atingi-Ia.
Em 1956, um RB-47, avião de reconhecimento dotado de radar eletrônico especial, foi acompanhado por um OVNI durante mais de uma hora sobre o Golfo do México. Mississipi. Luisiana, Texas e Oklahoma, antes de finalmente desaparecer. Se o radar afetasse a operação dos OVNI’s, isso teria ocorrido no caso, a menos que, é
claro, os mais recentes já possuam contra-dispositivos. O conceito de desafio, combate, ou conquista consideração sempre presente ao nível terreno - foi naturalmente estendido pelos pensadores da terra aos OVNI’s e suas possíveis intenções. Assim, é
relativamente fácil explicar os aparecimentos cada vez mais numerosos a partir de 1947 e também a curiosidade extraterrena acerca do que ocorria em White Sands e da distância a que se achavam os habitantes de um planeta relativamente menor para desencadear, no bom ou no mau sentido, as forças latentes do universo.
Parece improvável, portanto, que o OVNI de Roswell fosse abatido, acidental ou propositalmente, por qualquer atividade de nossas forças militares. É bem mais provável a conjetura de que o disco foi atingido por um raio, como parece indicar a história de Brazel. A rapidez com que a Força Aérea chegou à cena dos destroços de San Augustin pode ser facilmente explicada pelo fato de o radar de White Sands, ou de um avião militar ou comercial de vôo, ter captado o objeto em queda na noite anterior, supondo naturalmente tratar-se de um aparelho convencional descontrolado e sofrendo de problemas de comunicação. Os primeiros militares a chegarem ao local talvez fossem apenas uma equipe de busca e salvamento orientada para aquele ponto por um avião de pesquisa. Tão logo perceberam o que haviam encontrado, a notícia começou a se espalhar como os círculos formados por uma pedra que cai num lago, crescendo rapidamente em área, da base para o Estado, a nação e o mundo, até que, por decisão do comando, ficou estabelecido que nada de extraordinário acontecera.
Mas a seleção acima de histórias verossímeis e inverossímeis, boatos, relatórios "confidenciais" e contos narrados duas vezes, por mais fantásticos que sejam, quase sempre corroboram as notícias originais transmitidas pelos jornais e pelo rádio, anteriores à censura, assim como o depoimento de testemunhas oculares. Seja como for, mantiveram o incidente do disco destroçado bem vivo durante anos. Em 1954, sete anos, portanto, depois da suposta ocorrência, atraíram a atenção de alguém que se achava em posição de
"supremo poder". Não há dúvida de que a pessoa dispunha de força bastante para agir sobre o caso. Era Dwight Eisenhower, presidente dos Estados Unidos.
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O Presidente e o Disco Capturado
SEM DÚVIDA devido à sua formação militar, o General Eisenhower era mais cônscio da importância do informe casual do que outros presidentes desta época (que, embora tivessem experiência militar, não eram militares de carreira), mais interessado em informação de potencial militar e com certeza mais capaz de avaliá-Ia. Durante seu primeiro período na presidência, Eisenhower começou a pesquisar a realidade da "captura do disco de Roswell".
Um dos seus primeiros problemas, esboçado por um antigo funcionário de alta categoria da CIA que permanecerá anônimo, foi a descoberta surpreendente (pode-se dizer até assustadora) de que embora fosse presidente, assim como ex-general do Exército, não podia ter acesso a tais informes. Os serviços secretos da época passavam por um período de ação sem empecilhos de supervisão ou excessiva curiosidade por parte de outras agências, e determinados informes classificados e de natureza delicada poderiam ser recusados por
algum
tempo
até
mesmo
ao
Presidente.
Segundo
fonte compreensivelmente anônima, "Ike não era a inteligência extraordinária que muitos supunham, e alguns elementos situados na alta hierarquia da comunidade dos serviços secretos não confiavam nele e hesitavam em ter contato com o Presidente. Essas pessoas muitas vezes saíam-se pela tangente, naquela época, esquecendo-se de buscar diretivas na Casa Branca, ou ignorando-as quando as recebiam".
Um ponto que aparentemente causava preocupação era o fato de Ike, conforme se sabia, ter sido mais que simples amigo de determinada motorista, de reputação duvidosa no que respeitava ao pessoal dos serviços secretos, e que não era sequer cidadã americana. Em vista do clima político americano de início da década de 50, é fácil compreender-se
como
uma
situação
desse
tipo
levaria automaticamente a suspeitas encobertas de que tal pessoa seria na verdade agente inimiga.
Eisenhower, porém, veio a saber dos boatos acerca do suposto disco voador e decidiu agir. Segundo fontes tão próximas do caso quanto possível, ele encontrou, o que não surpreende, nos círculos militares, uma cisão em torno do assunto. Podemos imaginar o raciocínio dos adversários da liberalização do sigilo: seria aconselhável abafar o incidente do disco voador; era de suprema importância, não só pelo interesse científico nos extraterrenos como por motivos de segurança nacional. Qualquer nação que conseguisse descobrir como funcionam os discos, copiando sua flexibilidade de manobra, teria um míssil de defesa e um sistema de ataque infinitamente mais avançados que os existentes, ou sequer logicamente concebíveis na época. Estaria, portanto, em posição de controlar o planeta Terra.
Diante disso compreende-se a reticência das autoridades militares em admitir a realidade do Incidente Roswell e, de modo geral, a automática depreciação das aparições de OVNI’s. Uma das teorias prediletas a favor da censura seria: se o público tivesse conhecimento de uma prova concreta da presença de OVNI’s, entraria em pânico. Mas é impossível prever se o público entrará ou não em pânico. Talvez fosse benéfico despertar um sério interesse e espírito de cooperação por parte do público em relação aos OVNI’s; todos ficariam com certeza mais informados. Por outro lado, se os OVNI’s representam uma decidida vantagem militar, deveriam ser mantidos em segredo até que sua construção e operação pudessem ser adaptadas com vantagem por um dos superpoderes, preferivelmente o nosso. Este raciocínio talvez seja a razão pela qual as superpotências empregam estrita censura com referência aos OVNI’s, enquanto outros países com força aérea eficiente e frotas de superfície liberam notícias oficiais sobre contatos com OVNI’s no céu e no mar, através de suas patrulhas. Esses países são, entre outros, Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia, México, Espanha, Itália, Suécia, Noruega, Austrália, Nova Zelândia e, em grau crescente, o Canadá. A conexão do Canadá com a questão dos OVNI’s vem se intensificando há muito, graças a sua proximidade com os Estados Unidos, área de aparentemente grande atividade "extraterrena", e também pela crescente presença de OVNI’s - que talvez não reconheçam fronteiras internacionais -sobre o seu imenso território. Um memorando dirigido ao Departamento de Transportes, Ottawa, datado de 21 de novembro de 1950 e assinado por um certo W. B. Smith, indica o interesse canadense pela preocupação do governo americano com os OVNI’s, iniciada pouco depois do incidente em Roswell.
Wilbert B. Smith, engenheiro de rádio sênior do Departamento de Transportes e chefe do Setor de Rádio e Mensurações daquela agência, destinava-se evidentemente a ser um dos representantes canadenses ao congresso da Associação Nacional de Transmissões Radiofônicas (National Association of Radio Broadcasting - NARB), realizado em Washington, D.C., em 1950. Smith interessava-se particularmente
pela
pesquisa
relativa
à
possibilidade
de
desenvolvimento de fontes energéticas através do uso do próprio campo magnético da Terra.
Trechos pertinentes desse memorando, que foi "ultra-secreto" (reduzido a "confidencial" a 15 de setembro de 1969), diz o seguinte:
Memorando ao Controlador de Telecomunicações
... Acreditamos estar em vias de se concretizar algo que talvez abra as portas a uma nova tecnologia. A existência de uma tecnologia diversa é apoiada pelas investigações atualmente em curso, relativas aos discos voadores...
Quando eu me achava em Washington, assistindo ao congresso da NARB, dois livros foram publicados: um intitulado Por Trás dos Discos Voadores, de Scully, e o outro, Os Discos Voadores Existem, de Don Keyhoe. Discorrem ambos principalmente sobre as aparições de OVNI’s e alegam que os objetos voadores são de origem extraterrena, talvez naves espaciais de outros planetas. Parece-me que nosso próprio trabalho no setor de geomagnetismo pode ser auxiliado pelo serviço de informação americano referente aos OVNI’s.
Fiz discretas sondagens através do pessoal da embaixada canadense, que obteve para mim os seguintes informes:
a) O assunto é classificado como de sigilo máximo pelo governo americano; é mais sigiloso até do que a bomba H. (Observação do autor: A bomba H tem ainda dois anos pela frente, pois a primeira explosão data de 1952.)
b) Os discos voadores existem.
c) Seu modus operandi é desconhecido, mas um pequeno grupo chefiado pelo Dr. Vannevar Bush está concentrando esforços nesse sentido.
d) Toda a questão é considerada de extrema importância pelas autoridades americanas.
Particularmente relevante para este memorando é uma carta a ele anexa e datada de 15 de setembro de 1969, autorizando a redução da classificação de "ultra-secreto" para "confidencial" e declarando que "em tempo algum (esta informação) deve ser divulgada ao público" .
O Presidente Eisenhower, sem dúvida perplexo pela agitação criada em torno dos OVNI’s nos círculos governamentais dos Estados Unidos, à época, teria, como militar experiente em avaliar relatórios secretos, particular interesse em determinar a verdade sobre a presença do legendário disco capturado na Base Aérea de Edwards. De acordo com uma série de informes, inclusive um relato particularmente minucioso, teve chance de examiná-lo em Muroc, em primeira mão, a 20 de fevereiro de 1954.
Eisenhower viajou para a Califórnia em meados de fevereiro, para férias dedicadas ao golfe, e hospedou-se na fazenda de um amigo, Paul Roy Helms. Aos teóricos que postulam que as férias de Ike na Califórnia eram uma cobertura para a visita secreta a Muroc é
interessante observar que o Presidente regressara de uma caçada às codornas na Geórgia havia menos de uma semana. Observe-se também que Muroc não fica muito longe de Palm Springs, onde o Presidente se achava, e uma visita ao local seria possível se ele conseguisse escapar, por um dia que fosse, à observação constante do pessoal da imprensa.
A 20 de fevereiro, Eisenhower aparentemente saiu sozinho, sem sua entourage, e, ao menos para o pessoal da imprensa, desapareceu. Tarde da noite começaram a circular boatos entre os jornalistas, no sentido de que o Presidente não se achava onde se supunha que estivesse - ou desaparecera da Fazenda Smoke Tree, ou algo de muito sério ocorrera.
Como os repetidos telefonemas a fontes oficiais que se encontravam na fazenda resultaram apenas em repetidas afirmativas de que tudo estava bem, os repórteres viram-se livres para especular. A tensão de uma situação já abalada agravou-se quando vários jornalistas conseguiram arrancar de fontes confidenciais que o Presidente de fato desaparecera; mas quando chegou a notícia de que o Secretário de Imprensa James Haggerty fora rapidamente chamado a Smoke Tree, em meio a um churrasco, para fazer uma declaração, as especulações endoideceram.
Onde estaria o Presidente? Ninguém parecia saber ao certo. Merriman Smith, da United Press, concluindo precipitadamente que Eisenhower sofrera uma emergência médica de qualquer tipo, divulgou a notícia de que o Presidente fora retirado da fazenda para
"tratamento médico". A Associated Press fez melhor, lançando de Nova York a notícia de que Ike morrera, sendo obrigada a desmenti-Ia momentos depois, quando o Secretário de Imprensa Haggerty se manifestou, decididamente de mau humor.
Na sala de imprensa do Hotel Mirador, em uma cena descrita pela revista Time como "uma demonstração da histeria jornalística", Haggerty anunciou solenemente que a agitação fora na verdade causada pelo fato de o Presidente ter "quebrado a jaqueta de um dente" ao mastigar uma coxa de galinha, sendo levado pelo anfitrião, Paul Helms, ao Dr. F. A. Purcell, dentista local, para atendimento. O pessoal da imprensa aceitou a história, mas os boatos persistiram. Ike teria ido realmente a um dentista local, ou a história fora inventada para encobrir o que de fato ocorrera? Um dos boatos persistentes dizia haver outras razões para o desaparecimento de Ike naquela noite - e a verdadeira seria um tanto "fantástica". Segundo o boato, a história do dente era falsa, e o Presidente, na verdade, se dirigira, sob o maior sigilo, à Base Aérea de Edwards, que ficava próxima, para ver os destroços do disco voador e os corpos dos homenzinhos que o tripulavam.
Meade Layne, então diretor da Borderland Sciences Research Associates (atualmente Borderland Research Foundation, vide Capítulo 5), também ouvira esses boatos, mas prestou-Ihes pouca atenção até cerca de três meses mais tarde, quando, em 16 de abril de 1954, recebeu uma surpreendente carta de um dos seus associados, Gerald Light, de Los Angeles. Na missiva, Light declarava ter passado cerca de 48 horas na Base Aérea de Edwards em companhia de três outros homens, o jornalista Franklin AlIen, da cadeia Hearst, o financista Edwin Nourse, do Brookings Institute, e o bispo (mais tarde cardeal) James F. A. McIntyre, de Los Angeles - e vira nada menos que "cinco tipos distintos e independentes de naves aéreas em estudo" por cientistas civis e militares. Light disse ter ficado tão abalado com o que vira que qualificou suas reações como
"o nítido sentimento de que o mundo chegara ao fim com fantástico realismo". Não é de admirar! A carta diz o seguinte:
GERALD LIGHT
10545 Scenario Lane
Los Angeles, Califórnia
(Carta recebida em 16-4-54)
Sr. Meade Layne
San Diego, Califórnia
Meu caro amigo, Acabo de regressar de Muroc. A notícia é verdadeira
- arrasadoramente verdadeira!
Fiz a viagem em companhia de Franklin AlIen, da cadeia de jornais Hearst, de Edwin Nourse, do Brookings Institute (antigo consultor financeiro de Truman) e do bispo MacIntyre (sic) de L. A. (nomes em sigilo no momento, por favor).
Quando nos permitiram entrar no setor secreto (após cerca de seis horas, durante as quais verificaram todos os possíveis itens, acontecimentos, incidentes e aspectos de nossa vida pública e privada), tive a nítida sensação de que o mundo chegara ao fim com fantástico realismo. Pois nunca vi tantos seres humanos em estado de completo colapso e confusão ao perceberem que seu mundo terminara tão definitivamente que desafiava descrição. A realidade das aeroformas de "outras dimensões" acha-se agora definitivamente afastada do âmbito da especulação e passa a fazer parte dolorosa do consciente de todos os grupos científicos e políticos responsáveis.
Durante minha visita de dois dias, vi cinco tipos singulares e distintos de aeronaves em estudo e manejadas pelos oficiais de nossa força aérea - com a ajuda e permissão dos extraterrenos! Não tenho palavras para expressar as minhas reações.
Aconteceu finalmente. É um fato histórico.
O Presidente Eisenhower, conforme talvez saiba, foi secretamente levado a Muroc uma noite, durante sua recente visita a Palm Springs. Estou convicto de que ele vai ignorar o terrível conflito entre as várias
"autoridades", falando diretamente ao povo via rádio e televisão, caso o impasse se prolongue. Pelo que depreendi, uma declaração oficial ao país se acha em preparo e será transmitida em meados de maio.
Deixo à sua excelente capacidade dedutiva o trabalho de construir o quadro do pandemônio mental e emocional que está agora destroçando o consciente de centenas de nossas "autoridades" científicas e de todos os sábios de várias especializações que constituem a nossa Física atual. Em certos casos, não pude conter uma onda de compaixão que brotou do meu íntimo enquanto observava a patética confusão de brilhantes inteligências lutando em busca de uma explicação racional que lhes permita conservar teorias e conceitos familiares. E agradeci ao meu destino o ter-me impelido há muito tempo para a selva da metafísica, forçando-me a encontrar uma saída. Observar espíritos fortes a recuar diante de aspectos totalmente irreconciliáveis da "ciência" não é coisa agradável. Eu esquecera o quanto se tinham tornado comuns para mim fatos como a desmaterialização de objetos "sólidos". O ir e vir de um ser etéreo, ou espírito, me é tão familiar nos últimos anos que eu esquecera que tal manifestação poderia abalar o equilíbrio mental de um homem não condicionado a isso. Jamais esquecerei aquelas 48 horas em Muroc!
G.L.
Supondo-se que a carta não seja falsa, vários pontos-chaves emergem do seu exame - o menos importante não será a questão da identidade desse Gerald Light e o que estaria fazendo em Edwards com as três personagens razoavelmente conhecidas que ele menciona. Infelizmente, quase nada se sabe a respeito do próprio Light, além do fato de que Meade Layne, o destinatário da carta, descreveu-o certa vez, em uma antiga publicação da BSFR, como
"talentoso e muito culto... escritor e conferencista", que gostava de explorar a clarividência e o ocultismo. Pesquisa adicional revelou o fato de que havia um Gerald Light, no início da década de 50, como diretor de propaganda e promotor de vendas da CBS Colúmbia - o setor de manufatura da Columbia Broadcasting System. Mas não é
certo que se trate do mesmo homem. Riley Crabb, atual diretor da BSRF, não pôde fornecer informes além de que ouvira dizer que Light morrera há alguns anos. Quanto aos outros três homens mencionados, Crabb me disse que sabia de várias tentativas feitas no decorrer dos anos para entrar em contato com eles, por causa da história de Gerald Light, mas que nenhum quis discutir o assunto, ou sequer admitir que recebera cartas referentes à questão. Uma vez que AlIen, Nourse e o cardeal McIntyre já são falecidos, o mistério não foi solucionado.
O mais interessante na missiva de Light, porém, é a sua afirmativa de que o "Presidente Eisenhower... foi arrebatado para Muroc uma noite, durante sua recente visita a Palm Springs", afirmativa que difere da explicação do "osso de galinha" apresentada pelo Secretário de Imprensa para explicar o desaparecimento de Ike na noite de 20 de fevereiro.
Se de fato Eisenhower foi apenas levado ao dentista, por que o prolongado silêncio oficial em torno do assunto e as repetidas declarações de Smoke Tree no sentido de que tudo corria bem? Se a história do dentista fosse verdadeira, seria uma circunstância em que a verdade poderia ser dita, e os boatos doidos que circularam a respeito do desaparecimento de Ike se evolariam imediatamente sem causar quaisquer problemas. A tentativa de "tudo está bem", feita a princípio, e depois a chamada do próprio Haggerty para enfrentar o que parece ter sido uma crise crescente com a imprensa, são excessivas para a singela explicação apresentada. Admite-se que a evidência, no melhor dos casos, é circunstancial, mas ainda assim interessante.
Uma coisa é certa na carta de Light: sua convicção de que Eisenhower estava disposto a "falar diretamente ao povo... lá pelos meados de maio", não se concretizou. Se Ike estava preparando uma declaração oficial sobre a questão, deve ter sido dissuadido de fazê-Ia por aquelas mesmas "autoridades" que desde o início advogavam o sigilo rigoroso. Ao que parece, o segredo foi revelado a Ike, que seria uma das primeiras pessoas de um grupo reduzido e cuidadosamente selecionado de representantes de todos os níveis científicos, militares e civis (Light, AlIen, Nourse e McIntyre também teriam sido escolhidos para integrar esse grupo), a quem foi exibida a evidência durante certo período de tempo talvez para se avaliar por suas reações qual seria o efeito sobre o público em geral. Se foi este o caso, a confusão mental e o pandemônio resultantes, que Light descreve em sua carta, devem ter proporcionado munição suficiente para garantir a vitória total das forças do sigilo. As testemunhas das provas silenciaram, obedecendo a juramento, e o projeto de divulgar a notícia ao público em geral foi, em conseqüência, suspenso. (Eisenhower, diz-se, ordenou silêncio e novos estudos.) O fato de Gerald Light ter aparentemente rompido o juramento ao escrever a Meade Layne não perturbou ninguém quando se descobriu que Layne não tinha importância bastante para dar peso à história, ainda que ela fosse divulgada.
Outro interessante fragmento de informação sobre a presença dos destroços de um disco voador em Edwards vem do falecido escritor e pesquisador de OVNI’s, o inglês Desmond Leslie que, segundo se diz, fez algumas investigações nas cercanias de Muroc quando em visita a Los Angeles, no verão de 1954. Leslie disse ao escritor George Hunt Williamsom em entrevista à revista Valor, de 9 de outubro de 1954, que "discretas indagações" o haviam convencido de que "o disco voador que se dizia existir em Muroc achava-se de fato ali", mantido sob guarda no "hangar 27". Segundo Leslie, "o Presidente Eisenhower deu uma espiada na nave durante suas férias em Palm Springs". Identificou sua fonte de informações apenas como "um elemento da Força Aérea", que "vira a nave", e lhe dissera que "certo dia... subitamente, os homens que voltavam de licença não tiveram permissão para entrar na base e receberam ordens para 'dar o fora'''. Outros, segundo o informante, mandaram buscar pertences pessoais necessários, enquanto ficavam à espera no portão. Os que se encontravam na base naquele dia não tiveram licença para sair, sob quaisquer circunstâncias.
Infelizmente, Leslie abalara a sua credibilidade em conseqüência de uma associação com o falecido George Adamski, famoso contato com discos voadores da década de 50 e indivíduo há muito ligado à
chamada faixa lunática da ufologia. Embora a história de Leslie talvez seja correta, pouca gente na época deu-lhe crédito. Contudo, dois outros pontos de pesquisa vieram à luz, de então para cá, indicando que talvez haja certa verdade no assunto, afinal. O
primeiro se refere ao Dr. F. A. Purcell, o dentista que se supõe ter tratado do dente quebrado de Ike. Embora Purcell já seja falecido, Moore conseguiu entrar em contato com a viúva e conversar sobre o incidente. Dizendo que se recordava de o marido ter sido chamado para tratar de Eisenhower, foi estranhamente incapaz de lembrar do dia e das circunstâncias que cercaram o acontecimento, qual o problema do Presidente, ou mesmo quantas vezes o marido o visitou. ("Não me lembro quantas vezes duas, talvez mais. Não me lembro. ") Declarou também em tom decidido que não queria ser ligada ao assunto e não permitiria que seu nome fosse usado sob quaisquer circunstâncias, nem mesmo no contexto de confirmar que o marido tratara do Presidente. Mas recordava que tinham sido convidados para um "churrasco presidencial" no dia seguinte, ocasião em que o marido fora espalhafatosamente apresentado aos repórteres como o
"dentista que tratou do Presidente".
É de se pensar que a mulher de qualquer médico ou dentista chamado em plena noite para tratar do Presidente dos Estados Unidos em uma "emergência” recorde com mais nitidez as minúcias do incidente, mesmo 25 anos após.
Em suma, o simples fato de "não se lembrar" dos detalhes que a maioria das pessoas recordaria facilmente em circunstâncias similares parece sugerir com insistência que o envolvimento do dentista limitouse a servir de cúmplice (embora voluntário) da história de encobrimento arquitetada pelo Secretário de Imprensa Haggerty para acalmar os jornalistas. Embora na época o casal talvez tenha considerado a história um dever patriótico, parece natural que agora, 25 anos após, a mulher seja incapaz de recordar as minúcias do que lhe disseram para contar aos repórteres. Seu embaraço explicaria facilmente a relutância em ver seu nome ligado ao assunto. Outro detalhe relevante está ligado à Sra. Frank Scully, viúva do autor de Por Trás dos Discos Voadores (Capítulo 3). Recordou ela que em 1954 o marido comprara uma cabana nas montanhas do deserto, nas imediações da Base Aérea de Edwards. Um dos carpinteiros que trabalhou para eles em junho daquele ano fora empregado civil da base. Esse homem, cujo nome ela não recordava, contou-Ihes que Eisenhower de fato visitara secretamente Edwards, meses antes, e comentou que era estranho que a imprensa nunca tivesse mencionado o assunto.
Talvez alguns jornalistas soubessem do fato, mas, não podendo confirmá-Io, mantiveram-se calados. O Capitão Edward J. Ruppelt, que na época (setembro de 1953) afastara-se há pouco da chefia do Projeto Livro Azul, pesquisa da Força Aérea sobre os OVNIs, ouvira também, aparentemente, esses boatos e interessara-se o suficiente para se dar ao trabalho de redigir um memorando sobre o assunto. Embora este memorando, descoberto por Moore durante um exame dos arquivos de Ruppelt, vários anos depois de sua morte, infelizmente não revele se o militar acreditava ou não na história, sua própria presença permite supor que Ruppelt tinha interesse mais do que passageiro pelo assunto.
Mais recentemente, um antigo membro dos altos escalões do governo Eisenhower, que vive agora no Arizona, confirmou confidencialmente aos amigos que Ike realmente visitara Muroc em 1954 para ver os destroços do disco voador e os corpos, e que a viagem fora feita de helicóptero, saído de Palm Springs.
Que terá acontecido ao disco depois da visita de Eisenhower? Só nos podemos basear em boatos e circunstâncias; mas alguns destes sugerem que em fins de 1954 (talvez devido à publicidade acima mencionada), o disco foi em parte desmantelado e transportado de caminhão até a Base Aérea de Wright-Patterson, em Dayton, Ohio, para se reunir aos fragmentos de naves e corpos que já o haviam precedido ali em finais da década de 40.
Mas antes da visita do General Eisenhower, certos acontecimentos inusitados haviam sido observados nos céus de Muroc. As diversas aparições de OVNI’s na região, antes que os objetos e corpos fossem transportados, incluem o seguinte:
8 de julho de 1947: Quatro aparições independentes de objetos nãoidentificados em forma de disco foram observadas sobre a Base Aérea de Muroc e Rogers Dry Lake, local secreto de provas na Califórnia. Um objeto sobrevoou um avião F-51 em momento em que se sabia não haver nenhuma aeronave nas proximidades.
31 de agosto de 1948: Grande objeto desconhecido, com cauda de chama azulada de quase um quilômetro e meio de extensão, foi visto voando a 15.000 metros sobre a Base Aérea de Muroc. O piloto civil Bob Hanley e dois passageiros declararam ter avistado o mesmo objeto, ou um similar, sobre Mint Canyon, às 12hl5min.
24 de junho de 1950: Piloto e tripulação de um transporte da Marinha e vários pilotos de linhas comerciais observaram objeto em forma de charuto manobrando sobre o deserto de Mojave, próximo a Daggett, Califórnia, cerca de 37 quilômetros a leste da Base Aérea de Muroc. O objeto acompanhou o vôo comercial da United Airlines durante quase 30 quilômetros.
10 de agosto de 1950: O físico e tenente da Marinha Robert C. Wykoff observou um grande objeto em forma de disco através de binóculos 7 x 50 calibrados, enquanto o objeto manobrava entre o ponto em que ele se encontrava e uma série de morros distantes. O fato ocorreu ao longo da Estrada 395, próximo a Edwards, cerca de 15 quilômetros ao norte do cruzamento com a velha Estrada 466.
30 de setembro de 1952: Dick Beemer, fotógrafo de aviação, e duas outras testemunhas observaram uma dupla de objetos achatados, de forma esférica, sobrevoando, manobrando e descrevendo curvas fechadas sobre a Base Aérea de Edwards.
Em conexão com o caso, talvez seja pertinente observar que Nicholas von Poppen, o fotógrafo que declarou ter fotografado os destroços de um OVNI (e visto alguns membros mortos da tripulação) em Los Alamos, observou que ao tempo de sua visita a base estava em estado de alerta, como medida de precaução para o caso de surgirem outros OVNI’s de repente, em missão de resgate ou salvamento. Além do desejo de obter informação por parte dos investigadores de OVNI’s e talvez do Presidente Eisenhower, é possível que tenha havido (e ainda haja) um certo interesse de inteligências que não são deste planeta.
Um boato que corria os círculos dos ufologistas, relativo ao Incidente de Roswell, gira em torno de outra destacada figura do governo dos Estados Unidos, o Senador Barry Goldwater, do Arizona. Refere-se a história à suposta tentativa por parte do senador (que tem o posto de general da Força Aérea dos Estados Unidos) para visitar uma área de alta segurança da Base Aérea de Wright-Patterson, onde, segundo se dizia, eram então guardados o OVNI de Roswell e os corpos da tripulação extraterrena. Foi-lhe recusada admissão com base no critério da "necessidade de saber".
Segundo o Senador Goldwater, o que aconteceu foi o seguinte: quando em viagem para a Califórnia, no início de 1960, deteve-se na Base Aérea de Wright-Patterson, onde fez uma visita ao seu amigo, General Curtis LeMay. Sabia da existência de um recinto, ou setor na base, com o nome de "Sala Azul", onde artefatos, fotografias e objetos pertencentes aos OVNI’s eram guardados. Como velho piloto que era, o senador tinha interesse mais do que passageiro pelos OVNI’s, e pediu permissão ao General LeMay para visitar o local. A resposta do general foi eminentemente sucinta: "Não, diabos. Eu não posso, você não pode. E nunca mais me faça este pedido!”
Embora não conseguisse ver o que para a maioria dos pesquisadores seria prova conclusiva da existência de objetos voadores extraterrenos, as reflexões do Senador Goldwater sobre a possibilidade de vida cósmica e seu provável desenvolvimento tecnológico foram expressas no que poderia ser chamado orientação para especulação cósmica: "Não posso crer que sejamos o único planeta onde existem seres inteligentes... Tenho mil razões para acreditar que outros seres de outras partes do universo sejam tão inteligentes, ou mais, do que nós...
Talvez a Sala Azul contenha a solução. Mas o que quer que encerre foi evidentemente considerado tão secreto que não devia ser visto nem mesmo por importantes generais da Força Aérea.
8
Para sempre "ultra-secreto" - A alternativa AVRO
SE O GOVERNO dos Estados Unidos conseguiu de fato reunir peças suficientes do objeto de Roswell para determinar, grosso modo, o que ele é e como operava, seria compreensível que o classificasse como
"ultra-secreto" na vigência dos regulamentos de segurança da época. Isto seria particularmente necessário porque um crescente número de países estrangeiros desejaria obter o que talvez se revelasse a última palavra em arma secreta. Além disso, outros OVNI’s já teriam caído, ou viriam a cair, em diferentes partes do mundo, e outras nações estariam de posse de partes diversas de um quebra-cabeças cósmico, cuja solução daria ao país que a alcançasse o segredo do vôo a velocidades inacreditáveis, sem o uso de combustíveis como presentemente os concebemos.
Os resultados das operações de recolhimento teriam que ser estudados, portanto, sob condições de estrita segurança, e eventualmente seriam realizadas tentativas para copiar e fazer funcionar tais aparelhos. Essas tentativas, por sua vez, gerariam subseqüentemente sua própria onda de boatos. Um dos mais insistentes acerca de tal experiência foi narrado por Reilly Crabb, presidente da Borderland Research Foundation, de Vista, Califórnia. Crabb soube do suposto incidente em 1971, através de um sargento da Força Aérea, que lhe contou que o fato se dera quatro anos antes, quando ele estava em serviço temporário na Base Aérea de Edwards. Nessa ocasião, o sargento fizera amizade com determinado piloto de combate, cujo nome se recusou a mencionar, mas que descreveu como sendo do tipo "Steve Canyon". Em conversa com "Canyon" um dia, em um dos hangares, abordou o tópico dos OVNI’s, manifestando interesse e crença no fenômeno. O oficial escutou por algum tempo, hesitou e súbito disse: "Quero lhe mostrar uma coisa. Siga-me sem fazer perguntas. De qualquer modo, não responderei.”
O sargento foi conduzido a outro hangar, "onde as precauções de segurança não eram tão severas, mas o uniforme e a exibição do crachá permitiram-Ihes entrar no escritório e na área da oficina". Os dois seguiram até o pavimento superior, onde havia escritórios com janelas laterais dando para o piso do hangar, lá embaixo, todas fechadas por pesadas cortinas. No chão havia uma linha vermelha, para além da qual um guarda só permitia a passagem de quem apresentasse a devida autorização. O piloto murmurou ao sargento que esperasse ali e, enquanto esperava, espiasse pela cortina entreaberta o que se encontrava no hangar, no plano inferior. O piloto passou pelo guarda e, já que este não parecia interessado, o sargento deu o que descreveu a Crabb como "uma boa espiada". O
que viu foi "uma nave em forma de disco, apoiada em um elevado trem de pouso. Era completamente circular, com as bordas nítidas inclinando-se para cima e formando no centro a área de uma cabine abobadada. Parecia capaz de transportar duas, talvez três pessoas, pelo menos, e teria entre sete e meio e nove metros de diâmetro". Movimentando-se
em
torno
da
nave
havia
pessoal
de
serviço, vestindo o costumeiro macacão azul da Força Aérea. O piloto voltou logo e o sargento saiu com ele da área. Antes de se despedirem, o primeiro lembrou-lhe que não devia contar nada do que vira, nem dizer onde estivera e que se falasse, ele (o piloto) negaria tudo.
- Acha que era um disco voador construído e acionado pelo pessoal da Força Aérea? - perguntou Crabb.
- Sim - respondeu o sargento. - Travei conhecimento com guardas civis em Edwards, que alegavam ter visto essas naves em forma de disco operando à noite, em hangares especialmente camuflados. O informante de Reilly Crabb foi transferido para o Vietnã pouco depois dessa entrevista e lá, segundo julga Crabb, morreu em ação. Aparentemente confirmando a probabilidade de que pelo menos uma pesquisa do governo foi feita numa nave em forma de disco, há o persistente boato de que um objeto desse tipo foi submetido a testes de vôo sobre a Base Aérea de Nellis, Nevada, em 1955, armazenado por algum tempo e depois novamente testado, talvez com modificações, em 1974. Alegam algumas fontes terem visto um avião denominado Flying Flapjack em um noticiário cinematográfico comercial. Quando uma dessas pessoas escreveu ao programa de televisão You Asked For It (Você Pediu), solicitando uma repetição do noticiário, disseram-lhe que o filme fora adquirido pelo governo, passando a ser daí em diante "ultra-secreto". O Flying Flapjack é um projeto (oficialmente) morto desde a década de 40 e presume-se que seja a única nave desse tipo construída que jamais saiu de Connecticut.
Quando interrogada por carta a respeito, a Força Aérea orienta invariavelmente o indagante para trabalho não classificado e altamente visível, por ela executado entre 1945 e 1959, em contrato com a A. V. Roe Ltda., firma de aeronáutica de Toronto. Cerca de 10
milhões de dólares foram gastos no desenvolvimento do chamado AV
-9 Avrocar, nave em forma de disco - um monumental fracasso, que nunca se ergueu mais do que alguns palmos do chão e ondulou como um ioiô quando finalmente testada em dezembro de 1959. Esse desastre tecnológico, segundo a Força Aérea, é o máximo a que chegou quem tentou forçar um disco a se ajustar aos princípios da aerodinâmica. Ao que parece, o caso está encerrado.
Mas estará mesmo? Recentemente, algumas das pessoas ligadas ao projeto AVRO sugeriram outra coisa, isto é, que o malfadado carro nada era além de monumental cortina de fumaça para afastar a atenção do público da verdadeira pesquisa feita em naves reais
"capturadas", ou das tentativas de copiá-Ias. O Tenente-coronel George Edwards, da USAF (reserva), residente em Nova York, cientista "que alega ter participado do projeto de disco fabricado pelo homem, o AVRO VZ-9, declarou (ldeal's UFO Magazine no. 4, outono de 1978) que ele e outros envolvidos na tarefa sabiam desde o início que ela nunca teria êxito e que o VZ-9 jamais levantaria vôo. "Embora não nos revelassem coisa alguma", alegam ter ele dito, "sabíamos que a Força Aérea estava secretamente testando uma verdadeira espaçonave alienígena. O VZ-9 era uma 'camuflagem' para que o Pentágono tivesse uma explicação sempre que alguém alegasse ter visto um disco voador em trânsito. Se é exato o que ficou dito acima (e o VZ-9 é fato, com certeza), poderia ser classificado como mais um exemplo da propaganda "cinzenta" descrita na pág. 64. O mistério do disco, ou OVNI, caído nas proximidades de Roswell no início da "era dos OVNI’s" só será provavelmente revelado quando o governo liberar a montanha de informação que vem coligindo através dos anos sobre o assunto. A busca de informação por civis interessados é complicada não só porque as agências competentes revelam má vontade em liberar informes, como também porque as notícias sobre OVNI’s não se concentram em uma só agência. Provêm tanto da CIA como do FBI, NASA, Força Aérea, Marinha, Agência Nacional de Segurança e Arquivo Nacional, entre outras e, como era de se esperar, as notícias se perdem, ou são erroneamente classificadas quando transferidas de uma agência a outra. Grupos de estudiosos do assunto vêm contestando e pressionando desde a década de 60, mas agora, devido à aprovação da emenda à
Lei de Liberdade de Informação (5USC-552), que entrou adequadamente em vigor a 4 de julho de 1974, o acúmulo de informes retidos parece que começa a dar sinais de ceder. A détente da Lei de Liberdade de Informação veio acompanhada de verdadeiros portentos. Carter, em sua campanha para a presidência, declarou que vira pessoalmente um OVNI na Geórgia, quando era governador, e que liberaria informação concernente ao assunto se fosse
eleito
presidente,
contanto
que
a
informação
não
comprometesse a segurança do país. Em abril de 1977, a U.S. News
& World Report profetizou: antes que a guerra termine, espera-se que o governo - talvez o Presidente - faça o que foi descrito como
"perturbadoras revelações" a respeito dos objetos voadores não identificados. Tais revelações, baseadas em informes da CIA, seriam uma reversão da política oficial que, no passado, subestimou os incidentes relacionados com OVNI’s.
Um pedido de informação referente à liberação de noticias sobre os OVNI’s foi endereçado pelos autores, em 1979, ao Presidente Carter, em conseqüência de consultas recebidas do mundo inteiro, especialmente da Índia. A resposta da Casa Branca dizia que o Presidente consultara a NASA acerca da conveniência de reabrir o inquérito referente ao assunto, mas a NASA respondera que tal investigação não parecia se justificar "à luz do fato de não haver informes novos ou concretos acerca dos OVNI’s".
Quando se tornou evidente que nenhuma revelação partiria das agências do governo, a reação de alguns dos grupos de estudiosos de OVNI’s, protegidos pela Lei de Liberdade de Informação, foi apenas questão de tempo.
Em setembro de 1977, William Spaulding, diretor da Ground Saucer Watch, Inc. (GSW), de Phoenix, Arizona, deu o pontapé inicial, instaurando um processo contra a CIA com base na Lei de Liberdade de Informação, alegando que a agência não só possuía milhares de documentos acerca de seus envolvimentos com OVNI’s no decorrer dos anos, como conspirara ativamente e continuava a conspirar para manter esses documentos ocultos do público, chegando a negar sua própria existência.
A GSW instaurou processo em vista da recusa da CIA em franquear seus arquivos relacionados com OVNI’s, baseada em que a segurança nacional se achava em jogo. A estratégia da GSW era exigir uma inspeção dos documentos in camera (inspeção particular, mas oficial, executada por um juiz federal no recinto de seu gabinete), para determinar em que grau, se algum, a segurança da nação estaria em jogo processo facultado pela própria FOIA (Lei de Liberdade de Informação).
Um segundo grupo, Cidadãos Contra Sigilo OVNI (CAUS), foi constituído no início de 1978, sob a chefia de W. T. Zechel, antigo diretor de pesquisa da GSW e ex-radioperador da Agência de Segurança do Exército. O objetivo patente da CAUS era nada menos que uma "tentativa de estabelecer que a USAF (ou elementos a ela pertencentes) recolhera uma espaçonave extraterrena espatifada", na fronteira Texas-Novo México - México, em finais da década de 40. Em dezembro de 1977, sob a chefia de Brad Sparks, consultor técnico e diretor de pesquisa, o grupo CAUS assumiu completamente a administração da demanda da pendente GSW e, através do processo de descobertas e negociações diretas, conseguiu obter um mandado judicial da Corte Distrital de Washington, D.C., que, segundo se supunha, forçaria a CIA a fazer uma pesquisa em todos os seus dossiês de material relacionados com OVNI’s. O interessante é que cerca de 10.000 páginas de documentos pertinentes foram
"localizadas" em julho de 1978 e menos de 900 finalmente liberadas à
GWS/CAUS em dezembro daquele ano. Ao mesmo tempo, a CIA recusou-se a liberar cerca de 57 documentos relacionados com OVNI’s (o verdadeiro número de páginas é desconhecido), com base nos regulamentos de segurança nacional.
Pedido semelhante feito ao FBI pelo físico e ótico Bruce Maccabee, de Silver Springs, Maryland, obrigou eventualmente aquela agência a liberar 1.000 páginas de seus dossiês relacionados com OVNI’s, mesmo após a negativa inicial de que tais dossiês existiam. Embora a maioria dos documentos entregues dessa maneira até
agora sejam cópias de memorandos rotineiros e papéis semelhantes, que pouco forneceram no sentido de informação nova ou inesperada, há vários que parecem ter fortes ligações com o Incidente Roswell. Um dos mais surpreendentes é um memorando com anotações de ninguém menos que o falecido J. Edgar Hoover, chefe do FBI, por longo tempo figura poderosa nos círculos governamentais e pessoa reconhecidamente ciosa tanto de suas prerrogativas como de supostas infrações do seu poder. O memorando era breve e direto:
Memorando ao Sr. Lald:
O Sr. (censurado) também discutiu a questão com o Coronel L. R. Forney, do MID (Military Intelligence Division - Divisão de Informação Militar). O Coronel Forney deu a entender que, a seu ver, na medida em que se estabeleça que os discos voadores resultam de experiências do Exército ou da Marinha, a questão é de interesse do FBI. Declarou ser de opinião que o Bureau, se possível, deveria aceder ao pedido do General Schulgen (i.e., ajudar a Força Aérea do Exército em suas investigações).
SWR: AJB (Iniciais)
Anexo ao memorando, na própria caligrafia de Hoover:
"Eu o faria, mas antes de concordar precisamos insistir no pleno acesso aos discos recolhidos. Por exemplo, no caso (ilegível - poderia ser "SE", ou "LA"), o Exército apoderou-se dele e não nos permitiu sequer um exame rápido.”
H.
Supõe-se que qualquer outra providência tomada com relação a esta petulante exigência se encontre entre os documentos a serem ainda liberados (se é que o serão algum dia). Contudo, o fato de o memorando datar de "15 de julho de 1947" é altamente significativo, assim como a incerta referência ao local, que tanto poderia ser SW
(sudoeste), como LA (Luisiana, ou talvez mesmo Los Angeles - área em que se localiza a Base Aérea de Edwards).
A possibilidade de ser Luisiana, sugerida por alguns pesquisadores com referência a um falso disco voador de alumínio, de cinco metros de diâmetro, contendo algumas peças de rádio e encontrado em Shreveport a 7 de julho de 1947, é quase totalmente anulada por dois memorandos do FBI relativos ao caso, um dos quais se origina da sucursal do FBI de Nova Orleans e o outro do próprio Hoover (ambos datados de 7 de julho). Enquanto a anotação de Hoover acima mencionada indica claramente que ele se referia a um disco de que "o Exército se apossou... e não permitiu que (o FBI) examinasse", os dois memorandos de Luisiana referentes ao caso Shreveport mostram sem rodeios que o oposto era exato, e que a Força Aérea cooperou com o FBI no caso.
A prova de que Hoover se referia de fato ao acidente do Novo México é confirmada à luz de outro memorando, levado à atenção dos autores pelo pesquisador Brad Sparks. Este documento, a cópia de um telex "Urgente" datado de 8 de julho de 1947, passado pela sucursal de Dallas do FBI à de Cincinnatti, com cópias para Hoover e o Comando Aéreo Estratégico, refere-se diretamente ao Incidente de Roswell. Os trechos pertinentes são os seguintes:
TELEX
FBI DALLAS
8-7-47
18h17min
DIRETOR E SAC, CINCINNATTI URGENTE.
DISCO VOADOR, INFORMAÇÃO A RESPEITO. (Censurado), Q-G
DA 8ª. FORÇA AÉREA AVISOU POR TELEFONE A ESTE
GABINETE QUE UM OBJETO
TIDO COMO DISCO VOADOR
FOI
RECOLHIDO (sic) PRÓXIMO A ROSWELL, NOVO MÉXICO, NESTA
DATA... (Censurado) AVISOU
TAMBÉM
QUE
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