Incidente em Roswell
P. - Seu pai mencionou alguma vez…
P. - Seu pai mencionou alguma vez criaturas relacionadas com os destroços? R. - Não. Papai nunca mencionou isso, mas é estranho que faça a pergunta. Um sujeito que trabalhou comigo em uma missão no Alasca parecia saber algo a respeito. Conversávamos sobre diversos assuntos, uma noite, quando veio à tona a história daquele disco voador que parece ter pousado durante algum tempo na tundra do Alasca. Mencionei a história em que papai estivera envolvido e, para minha surpresa, ele perguntou se eu queria saber mais alguma coisa sobre o caso. Disse então que tinha descoberto o restante daquele objeto caído em uma região deserta, juntamente com algumas criaturas. Contou que quando entraram no disco avariado, duas dessas criaturas disse que tinham cerca de metro ou metro e vinte de altura e eram calvas - ainda estavam vivas, mas tinham a garganta muito queimada por inalarem gases inflamáveis, ou fumaça, ou algo semelhante, e não conseguiram se comunicar. Contou que foram levadas para a Califórnia e mantidas com vida durante algum tempo em aparelhos de respiração artificial, mas que ambas haviam morrido antes de conseguirem descobrir um meio de se comunicarem com elas. O sujeito se chamava Lamme e ele disse os nomes dos outros homens envolvidos no incidente, mas não consigo recordá-Ios no momento. É só o que posso dizer a respeito, exceto que me surpreendi ao ouvir a história.
Conforme já observamos, o pai de Bill Brazel morreu em 1963, infelizmente sem fazer outras declarações à imprensa e certamente sem qualquer conhecimento dos homenzinhos a quem talvez tenham pertencido os destroços encontrados. Ainda assim, em seus anos de silêncio, deve ter tido ocasião de se perguntar por que, já que o incidente era de importância cósmica, não o explicaram mais tarde. E, com certeza, não foi o único a se fazer a pergunta.
Floyd Procter era o vizinho mais próximo de Brazel. Morava a cerca de doze quilômetros da fazenda e, quando entrevistado (Moore, junho de 1979), recordou muito bem do incidente.
R. - Brazel veio a minha casa no final da tarde, todo excitado por ter encontrado uns destroços na sua fazenda. Queria que eu fosse com ele olhar a coisa, descrevendo-a como "feita do material mais estranho que jamais vi". Eu estava cansado e preocupado e não queria me dar ao trabalho de ir até lá àquela hora. Ele tentou, insistiu mesmo em nos levar ao local para dar uma espiada.
P. - Que foi que Brazel disse?
R. - Ele estava tagarela, o que era raro, e não parava de falar no assunto. Descreveu o objeto como muito estranho. Disse que, fosse o que fosse, tinha desenhos que lembravam sinais chineses, ou japoneses. Não era de papel, porque não conseguiu cortá-Io com a faca, e o metal era diferente de tudo o que já vira até então. Disse que os desenhos pareciam o tipo de rabiscos que a gente encontra nos envoltórios dos fogos de artifício... espécie de figuras desenhadas em cores claras, nada de escrita como a nossa.
P. - Sabe o que ele fez com isso?
R. - Sugerimos que levasse a Roswell... e logo em seguida soubemos que ele estava em Roswell. Conservaram-no por lá cerca de uma semana, sob guarda. Falou muito no assunto antes de ir; depois não quis dizer grande coisa. Dava a impressão de querer mudar de assunto. Não falou nada, exceto que haviam dito que era uma espécie de balão. Seja como for, conservaram Mac por vários dias e mandaram um grupo recolher tudo. Em seguida trouxeram Brazel de avião.
P. - Ele disse mais alguma coisa a respeito da estada na base?
R. - Não sei o que fizeram com ele em Roswell, mas sei que L. D. Sparks (ex-vizinho) e eu o vimos em Roswell quando fomos à cidade, um dia. Estava cercado de militares, meia dúzia pelo menos, e passou por nós como se não nos conhecesse.
Quando lhe perguntaram quantos homens tinham vindo recolher os fragmentos, Procter disse que não sabia. Declarou que o local do acidente ficava a dez ou doze quilômetros da antiga casa dos Foster (a casa da fazenda de Brazel, agora derrubada), em um prado usado para pastagem das ovelhas, e que as terras são agora ocupadas por uma família de nome Chavez.
A essa altura da entrevista, a mulher de Procter entrou na sala e, ao perceber do que estávamos falando, apresentou informação interessante. O irmão da Sra. Procter, Robert R. Porter, de Great Falls, Montana, era um dos homens que se encontravam no avião que transportou os destroços para a base aérea de Carswell, em Fort Worth, a caminho do Campo Wright-Patterson, Ohio. Ela recorda ter ouvido Porter dizer que interrogara vários dos outros homens desse vôo sobre o porquê de todo aquele sigilo e se o material envolvido e guardado no compartimento de carga era de fato um disco voador. E
responderam: "É exatamente isso e não faça mais perguntas." Acrescentou que não sabia ao certo se o material era o de Brazel ou outro. Porter confirmou a narrativa da irmã em entrevista telefônica em meados de julho de 1979, acrescentando que o que quer que
estivesse no compartimento de carga, fora escoltado por guarda armada, designada para a missão em Roswell.
A irmã mais velha de Brazel, Lorraine Ferguson, mora em Capitan, Novo México, e aos oitenta e três anos é ainda uma pessoa ativa, sem problemas de memória. Quando Moore a visitou em junho de 1979, ela estava trabalhando no jardim, na parte lateral da casa, com um grande chapelão típico do "Velho Oeste". Numa reminiscência pré-entrevista informou a Moore que um primo em primeiro grau de seu pai era Wayne Brazel, o homem que matou Pat Garrett que, por sua vez, já alcançara considerável fama por ter matado Billy the Kid.
P. - Por que chamavam William Brazel de Mac?
R. - Costumávamos chamá-Io assim porque em bebê era a cara do Presidente McKinley.
P. - Lembra-se de uma história referente a algo que desabou sobre a fazenda de Mac, em Corona?
R. - Claro que me lembro, porém Mac só falava no assunto com extrema relutância. Disse que não queria confusão por causa da história, mas é claro que houve assim mesmo. O que quer que encontrou estava despedaçado e algumas partes apresentavam uma estranha escrita. Mac disse que era como a escrita que se encontra nos foguetes japoneses ou chineses. Não era propriamente escrita, mas apenas uns rabiscos. Claro que não conseguiu ler. Nem ele, nem ninguém, que eu saiba... Todo mundo na fazenda conhecia a história, mas ninguém decifrou o que era, ou a sua finalidade. A princípio disseram que era um balão de meteorologia, mas é claro que não era... Mac não gostava de chamar atenção, de modo que evitava falar no assunto. Além disso, o pessoal da Força Aérea disse-lhe que silenciasse sobre o fato.
As estranhas figuras pictórias impressas sobre os fragmentos de metal, que, se faziam parte de um OVNI, seriam a nossa primeira visão de escrita extraterrena, vieram à tona novamente em julho de 1979, em uma entrevista com Bessie Brazel Schreiber, filha de Mac Brazel.
Embora tivesse apenas doze anos na época, a queda de um objeto estranho na fazenda de seu pai marcou-a fortemente. Descreveu os destroços como "uma porção de fragmentos espalhados pelo prado. Havia pedaços que pareciam papel impermeável e uma espécie de folha estanhada. Alguns desses fragmentos apresentavam algo semelhante a números e letras, mas não havia palavras que conseguíssemos entender. Algumas das folhas metálicas tinham uma espécie de fita gomada presa a elas. Quando a gente as colocava contra a luz, apareciam rabiscos, que lembravam flores, ou desenhos em cores claras. Embora o material parecesse fita gomada, não podia ser arrancado ou removido. Era muito leve e abundante".
P. - Que aconteceu quando seu pai levou parte desse material à
cidade, para mostrá-Io às autoridades?
R. - Estávamos com ele em Roswell, mas não o acompanhamos quando foi procurar as autoridades. Ele se dirigiu primeiro ao gabinete do xerife, e daí mandaram-no à base militar. Conversaram com papai o dia inteiro. No dia seguinte fomos assediados pelo pessoal militar e da imprensa. Recomendaram que não falássemos no assunto. Naquele tempo, quando os militares diziam para não se falar em determinado assunto, não se discutia.
P. - Lembra-se de como era essa espécie de escrita?
R. - Lembro-me. Pareciam números. Deduzi, pelo menos, que fossem números. Eram escritos como se escrevem algarismos em colunas, para fazer conta de somar. Mas não pareciam nem um pouco com os números que usamos. Creio que o que me deu a idéia de algarismos foi o fato de estarem dispostos em colunas.
P. - Os destroços encontrados pertenceriam a um balão atmosférico?
R. - Não, decididamente não era um balão. Vi muitos balões meteorológicos, tanto no solo como no ar. Tínhamos até encontrado dois, ao estilo dos balões japoneses, que caíram certa vez na região. Havíamos também recolhido uns dois desses balões meteorológicos de borracha fina, com caixa de instrumentos. Não era nada disso. Nunca vi coisa semelhante, antes ou depois... Nunca mais encontramos fragmentos dele, depois que os militares andaram por lá. Claro que voltamos ao local muitas vezes, no decorrer dos anos, mas não achamos sequer um farrapo. Os militares fizeram uma limpeza completa.
Finalmente há a questão da entrevista de Brazel pela Rádio KGFL de Roswell, Novo México, e suas conseqüências. Supõe-se que tenha sido entrevistado na época do incidente por W. E. Whitmore, então proprietário da KGFL, que gravou a entrevista e pretendia usar a reportagem como "furo", na onda da Mutual. W. E. Whitmore já é falecido, mas o filho, Walt Whitmore Jr., lembra-se de que o pai escondeu Brazel em casa para conseguir uma entrevista exclusiva. No momento da entrevista, o Exército, segundo Whitmore, estava
"tendo um ataque" por não conseguir localizar "o fazendeiro que encontrara o disco voador". E acrescentou que ignorava o que acontecera ao fazendeiro depois que ele saiu da casa dos Whitmore, mas supunha que a Força Aérea "descobriu-o e o colocou fora de circulação".
Quando W. E. Whitmore gravou a história e tentou transmiti-Ia pela Mutual, não o conseguiu. Entretanto, começou a irradiar localmente um comunicado preliminar através da KGFL. A essa altura, porém, um homem chamado Sloie fez um telefonema interurbano para a estação. Identificando-se
como
o
secretário
do Comitê
Federal
de
Comunicações, de Washington, D.C., informou a Whitmore, em tom imperativo, que a questão envolvia a segurança nacional e se o jornalista estivesse interessado em manter a licença de sua estação de rádio teria que cessar imediatamente a transmissão da reportagem e esquecer totalmente o assunto. Enquanto Whitmore, que percebeu então achar-se envolvido em assunto de importância cósmica, tentava tomar uma decisão, houve um segundo telefonema de Washington, este a nível senatorial. Era o senador Chavez, do Novo México, então presidente do poderoso Comitê de Apropriações do Senado. Chavez sugeriu de modo persuasivo que Walt Whitmore fizesse o que lhe aconselhava Sloie, obedecendo às diretivas da CFC. O jornalista concordou imediatamente.
Whitmore Jr. disse que, embora só tenha estado no local do acidente depois que a Força Aérea fez a "limpeza", viu parte dos fragmentos levados à cidade pelo fazendeiro. De acordo com sua descrição, consistiam principalmente de substância semelhante a folha metálica fina, mas de extrema resistência, e alguns pequenos caibros, que eram ou de madeira ou parecidos com ela. Parte desse material apresentava uma espécie de escrita que lembrava números somados ou multiplicados. Whitmore recorda que o pai se dirigiu ao local num Buick, mas foi mandado de volta por soldados armados, que fizeram uma barreira na estrada. Várias outras pessoas da cidade tentaram ir até lá, mas foram impedidas pelos guardas, que disseram que a área estava isolada por causa de um projeto "ultra-secreto". Dias depois, Whitmore Jr. aventurou-se a ir até o local e encontrou uma faixa de pastagem com cerca de 160-180 metros, escavada em feitio de leque, sendo que a maior parte dos danos situava-se no ponto mais estreito do leque. Declarou que, fosse o que fosse,
"simplesmente varrera (a área)... A Força Aérea do Exército pesquisou o local por dois dias, limpando tudo. Lembro-me de ter ouvido dizer que tudo foi transportado para a Base de WrightPatterson, em Ohio, depois que a Força Aérea tentou reunir os destroços em Roswell. Aparentemente ninguém com quem conversei sabia ao certo do que se tratava, mas ouvi por diversas vezes a explicação do 'disco voador'".
Acrescentou que o fragmento maior do material por ele visto teria dez a quinze centímetros e parecia folha de chumbo, mas não podia ser rasgado ou cortado. Quanto ao peso, era extremamente leve. Walt Whitmore Jr. recordava o Tenente Haut, então Oficial de Informações da Base, e sentia pena dele: O Oficial de Informações de Walker (a Base Aérea Militar de Roswell chama-se agora Base Aérea de Walker) foi muito censurado por causa do episódio. Jamais deveria ter divulgado a história de que haviam recolhido um disco voador. Permaneceu pouco tempo na base após o incidente - questão de meses - e depois foi transferido.
Baseado nos informes até agora obtidos, podemos postular um quadro experimental da seqüência de ocorrências e descobertas. Entre 21h45min e 21h50min do dia 2 de julho de 1947, o que parecia ser um disco voador sobrevoou Roswell, rumando para noroeste a grande velocidade, e foi visto pelos Wilmots. Em algum ponto ao norte de Roswell, o disco encontrou uma tempestade elétrica, assistida por Brazel, fez uma correção no rumo, seguindo para sul-sudoeste, foi atingido por um raio e sofreu graves avarias a bordo. Uma grande quantidade de destroços caiu ao solo, mas o próprio disco, embora avariado, conseguiu permanecer no ar o tempo suficiente para transpor as montanhas, antes de se espatifar no solo, na região a oeste de Socorro, conhecida como Planície de San Augustin. Os destroços que caíram na fazenda de Brazel foram descobertos na manhã seguinte pelo próprio fazendeiro, quando este percorria a pastagem, e apenas então o Major Marcel, da Base Aérea Militar de Roswell, foi alertado. Quanto ao próprio disco e sua malfadada tripulação, caíram por acaso próximo ao local onde Barnett estava escalado para fazer uma avaliação na manhã seguinte e onde os estudantes de arqueologia deveriam iniciar uma escavação. No segundo local, a Planície de San Augustin, em Catron County, os militares assumiram o controle mais rapidamente do que no primeiro devido à demora entre o momento em que Brazel descobriu os destroços e quando por fim deu parte às autoridades. Embora a seqüência de acontecimentos de San Augustin precedesse de vários dias a da fazenda de Brazel e de Roswell, o vazamento de notícias foi abafado com mais eficiência e a chegada de informes aos meios de comunicação foi lenta e vaga, no melhor dos casos. Como resultado, embora essa primeira intervenção militar não tenha partido da base de Roswell, as notícias originais transmitidas pelos jornais e o rádio, em sua confusão, sugeriam a existência de um só local e, o que é
compreensível, referiam-se apenas ao primeiro, alvo de muito mais publicidade devido ao press release precipitado de Haut. (É o caso de se pensar, a essa altura, se Haut não teria recebido ordens de entregar a história de Roswell à imprensa, escrevendo o comunicado com a finalidade específica de afastar a atenção do incidente de San Augustin.) Seja como for, há indícios de que o grupo militar que esteve no local de San Augustin veio da Base Aérea de Alamogordo, nos Campos de Testes de White Sands, e que o sigilo no caso foi maior que o de Roswell.
Ainda assim, as comunicações militares em alto nível funcionavam bem, ao que parecia, pois uma expedição científico-militar foi rapidamente organizada e, de acordo com um suposto participante, enviada à Base Aérea de Muroc, na Califórnia, ao encontro do trem que transportaria os destroços e os corpos recolhidos (e talvez dois sobreviventes).
Este grupo científico-militar rapidamente reunido talvez tenha fornecido a primeira descrição física aproximativa dos ocupantes do disco voador e respondido à pergunta: seriam infelizes pilotos de prova humanos, ou viajantes de um ou outro mundo, que encontraram no nosso o seu derradeiro destino?
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Descrição dos Alienígenas
MEADE LAYNE, já falecido, diretor da Borderland Sciences Research Foundation, de Vista, Califórnia, escreveu, provavelmente em 1949, vários memorandos referentes aos relatórios de alguns dos supostos participantes dessa "convocação" científica. Um desses memorandos foi apresentado pelo Sr. Riley Crabb, atual diretor da fundação. Declara o documento de Layne que, "com base na presente informação", considerava autênticos os fatos. Quanto às fontes, declarou que sua "informação mais direta" fora fornecida por três pessoas, duas das quais cientistas de renome e a terceira, homem de negócios de alto nível.
"Um dos cientistas, o Dr. Weisberg, professor de física de uma universidade da Califórnia, viu pessoalmente o disco e participou do exame. Declara que o formato do disco era o de um casco de tartaruga e o espaço da cabine tinha cerca de quatro metros e meio de diâmetro. Os corpos dos seis ocupantes estavam chamuscados... e o interior do disco fora gravemente danificado por intenso calor. Uma vigia estava despedaçada...
A autópsia de um dos corpos revelou que o ser parecia um ente humano normal, exceto no tamanho. Havia um corpo sentado diante do que seria a mesa de controle. A sua frente encontravam-se alguns
"instrumentos" e nas paredes ou painéis, caracteres em linguagem desconhecida para qualquer dos investigadores. Disseram eles que não se parecia a nada de seu conhecimento e que decididamente não era russo. Não viram hélice ou motor e não compreenderam como o aparelho era impulsionado ou controlado. Achavam possível que o disco se tivesse danificado em conseqüência de atrito com a atmosfera...”
O outro depoimento do Dr. Weisberg é particularmente interessante por sugerir de que modo o OVNI chegou ao seu destino na Base Aérea de Edwards. Segundo ele recorda, foi transportado de caminhão até Vaughn, em Guadalupe County, onde o colocaram num vagão especial da Atchison, Topeka & Santa Fé, que passa por Vaughn. Foi "mantido em sigilo" ao passar por Belen, Grants e Gallop, no Novo México, Flagstaff, Arizona, Needles e Cadiz, na Califórnia, para finalmente chegar a Muroc, onde se situa o Campo Edwards. Embora não saibamos ao certo que material seguiu para Fort Worth e qual seguiu para Muroc, ocorreram aparentemente embarques em ambas as direções: o disco e seus ocupantes foram para Muroc e os destroços estranhos para Fort Worth e, em seguida, para o Campo de Wright, em Ohio. Houve até boatos persistentes no sentido de que a certa altura da década de 50, provavelmente após uma suposta visita do Presidente Eisenhower ao material e aos corpos mantidos em Edwards, eles foram reunidos sob o mesmo teto, numa estrutura com a simples designação de "Prédio 18-A, Área B", na Base Aérea de Wright-Patterson. (Pedidos de informação sobre o conteúdo do Prédio 18-A, dirigidos a Wright-Patterson, obtêm em geral a resposta de que não existe Prédio 18-A.) Mais tarde, no início de 1978, segundo boatos, mais uma vez a Força Aérea reagiu à crescente pressão pública no sentido de uma revelação, transportando de avião Guppie os corpos cuidadosamente conservados e parte dos destroços até um galpão especialmente construído e guardado, localizado no recinto da CIA em Langley, Virgínia. O restante foi embarcado sob forte escolta para a Base Aérea de McDill, Flórida, onde se presume ainda estejam, embora não para a visitação pública.
Um outro tipo um tanto fora do comum de corroboração, no sentido de que algo de significativo foi de fato recolhido, advém do caso do Barão Nicholas von Poppen, nobre refugiado vindo da Estônia. Von Poppen elaborou um sistema de análise metalúrgica por fotografia e trabalhava na região de Los Alamos como fotógrafo industrial, concentrando-se primordialmente no setor da aeronáutica. Segundo citações de Gray Barker (UFO Report, maio de 1977), antigo investigador de OVNI’s e proprietário da adequadamente denominada Saucerian Press, de Clarksburgh, West Virginia, von Poppen foi contratado pelas autoridades militares para fotografar o disco danificado (a essa altura "disco voador" já fazia parte do vocabulário corrente).
São surpreendentes os pontos mais destacados da narrativa de von Poppen. Em data não especificada, nos finais da década de 40, ele foi procurado por dois representantes do Serviço de Informação Militar, que lhe propuseram uma missão fotográfica ultra-secreta, com salário excepcionalmente elevado, mas sob a condição de que seria imediatamente deportado se revelasse qualquer coisa do que visse ou fotografasse. Mais tarde os agentes escoltaram-no de avião até uma base aérea, que lhe disseram ser Los Alamos (mas que poderia ter sido Edwards). Foi então conduzido a um grande objeto que lembrava o conceito popular de disco voador. Permaneceu na base diversos dias, fotografando. Os filmes eram retirados da câmera por militares à
medida que cada um se esgotava. Segundo recorda, bateu centenas de fotos. Nos close-ups disseram-lhe que era importante mostrar a textura do metal.
Von Poppen avaliou a máquina em cerca de nove metros de diâmetro, tendo a cabine interna, mais ou menos, seis metros de diâmetro, com teto recurvo. Entre a cabine e o revestimento externo havia espaço para cabos feitos de metais ou ligas desconhecidos. Nessa cabine principal havia quatro lugares diante de um painel de controle,
"coberto de botões e pequeninas alavancas". Folhas de plástico recobertas de símbolos achavam-se espalhadas no painel de controle e no chão.
Ainda atado a cada um dos quatro lugares achava-se um corpo extremamente magro, com altura variando entre 60 centímetros e um metro e vinte (impressionante similaridade com os seres extraterrenos de Contatos Imediatos de Terceiro Grau). Segundo citação de Gray Barker, von Poppen declarou:
O rosto dos quatro era muito branco... (Vestiam) roupa preta e brilhante, de uma só peça, sem bolsos e justa nos pés e no pescoço... Os sapatos... eram feitos do mesmo material e pareciam muito macios, não-rígidos... As mãos lembravam mãos humanas, embora macias como as de uma criança, com cinco dedos, juntas de aparência bem normal e unhas bem aparadas.....
Como von Poppen fora contratado para fotografar metais e não extraterrenos, dissuadiram-no de examinar muito de perto a surpreendente tripulação da aeronave. (Até ver os ocupantes, von Poppen julgara que a nave, com sua classificação de alto sigilo, fosse um projeto ultra-secreto.)
Á medida que fotografava por dias seguidos a espaçonave (mas não os corpos) sua curiosidade científica vencia as recomendações de que não devia levar souvenirs. Tentou tirar algo da nave, mas foi logo traído por um beep crucial num ponto de verificação e, em conseqüência, tomaram-lhe o objeto. Von Poppen foi finalmente levado de regresso a Los Angeles, partindo da área identificada como Los Alamos. Antes de embarcar ouviu boatos de que a nave seria transportada para a Base Aérea de Wright-Patterson, em Ohio. Embora não conseguisse obter qualquer parte da espaçonave para estudo ou fotografia posteriores, von Poppen conseguiu esconder, ou obter mais tarde, uma foto do disco voador danificado. Conservou o negativo em envelope bem guardado, a ser aberto depois de sua morte, ou, segundo sua própria e cautelosa expressão, "caso algo me aconteça".
Von Poppen morreu em Hollywood, no verão de 1975, com quase noventa anos, mas nenhum vestígio da foto em questão foi jamais encontrado. Se estava guardada numa caixa forte, talvez ainda ali se encontre, e se for descoberta, um dia, por um desavisado funcionário do banco, será sem dúvida reconhecida pelo que é.
Len H. Stringfield é um antigo investigador de OVNI, autor de Situation Red, the UFO Siege (Situação Vermelha, o Cerco dos OVNI’s - Doubleday, 1977), pesquisador e chefe de relações públicas da Du Bois Chemicals de Cincinnati, Ohio.